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Brancos se afastam de Obama, e pastores oram por sua morte
Veja em meu programa semanal do UOL Noticias, aqui.
Escrito por Sérgio Dávila às 15h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama também é adepto do "nunca antes na história deste país"
Desde que assumiu a Casa Branca, Barack Obama já 192 disse vezes a versão norte-americana do lulismo "nunca antes na história deste país". É a palavra "unprecedent" (sem precedentes) e suas variações, que aparecem nos discursos do presidente democrata como vírgulas, segundo cálculo do site Politico. Como Lula, Obama usou o termo mesmo quando, sim, antes na história deste país (no caso, os EUA), o ocorrido já tinha ocorrido --ou seja, já tinha precedentes. Foi o caso do encontro com populares chineses que ele promoveu em sua recente visita à China, com direito a perguntas da plateia. "Unprecedented", disse Obama. Mas George W. Bush tinha feito o mesmo durante sua viagem à China... Aliás, nos oito anos no poder, Bush usou a palavra e suas variações 262 vezes. Nesse ritmo, Obama terminará a presidência falando seis vezes mais que o republicano que as coisas que ele faz são "unprecedent". Isso, sim, será sem precedentes.
Escrito por Sérgio Dávila às 02h27[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sarah Palin não vai com a cara de Lula?
Se Lula é "o cara" ou "meu chapa" ou "meu camaradinha" para Obama --e eu prometo que é a última vez que eu menciono isso no blog--, o presidente brasileiro nao tem o mesmo cartaz com a provável concorrente do democrata em 2012. Em entrevista a Greta Van Susteren, da Fox News, a ex-governadora do Alasca disse que Lula tem de "bater o pé" (ela usou a expressão em inglês "put his foot down", no sentido de ter voz firme) quando se trata de Mahmoud Amhadinejad. "Eu gostaria que o presidente do Brasil batesse o pé e começasse a dizer a Ahmadinejad o que nós queremos dizer a ele, que é inaceitável que o regime desse maluco ameace varrer Israel do mapa --e espalhe sua raiva pela América. E eu gostaria que o presidente do Brasil tivesse melhores relações com a França, com a Inglaterra, com os EUA e começasse a pensar em nos acompanhar nas sanções que nós devemos impor ao Irã em vez de apenas falar das sanções, todas essas boas ideias que nós temos de não permitir que eles capitalizem sobre transações favoráveis ou importações de petróleo, de produtos refinados de petróleo, mas na verdade aplicar sanções a esse país até que ele comece a mudar seu comportamento. Eu gostaria que o Brasil se juntasse a isso." O.k., primeiro ela continua a maluca de sempre, expert na arte de formular pensamentos desconjuntados, sem começo nem fim. E política externa continua não sendo sua praia --o Brasil precisa ficar MAIS amigo da França? Mas duas coisas ficam claras: ela nãao sabe o nome do presidente do Brasil (ou não consegue pronunciá-lo); e ela não vai com a cara dele. Não é a primeira vez que Sarah Palin ataca o brasileiro, ainda que indiretamente. Recentemente, em sua página no Facebook, a ex-candidata republicana a vice disse que era irônico que Obama fosse contra a exploração de petróleo em partes do litoral norte-americano ao mesmo tempo que anunciava que os EUA iriam investir bilhões na Petrobras, para que a semiestatal brasileira faça exatamente isso no pré-sal tupiniquim... Escrito por Sérgio Dávila às 02h46[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Tem brasileiro no Oscar
E não falo do filme "Salve Geral", o indicado oficial do Brasil para concorrer a uma das vagas de filme estrangeiro. É "Sergio", sem acento mesmo, documentário sobre o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em 2003 vítima de um atentado à sede da ONU em Bagdá, onde ele era o funcionário mais graduado. O cineasta americano Greg Barker, com quem conversei em setembro, reconstroi com precisão o minuto a minuto que se seguiu ao ataque, em que o enviado brasileiro sobreviveu por algumas horas nos escombros do edifício. Além do biografado, não há brasileiros --o filme é baseado no livro de Samantha Power, com quem falei no ano passado --hoje ela é assessora de Barack Obama. Entre os 15 pré-indicados para as cinco vagas, há muita coisa boa, como "The Cove", sobre a matança indiscriminada de golfinhos, "Every Little Step", sobre os bastidores da remontagem do musical "A Chorus Line" na Broadway, "Food, Inc.", filme-denúncia baseado nas teses de Michael Pollan, considerado o pai do novo nutricionismo consciente, e "The Most Dangerous Man in America", sobre o homem que em última análise levaria ao caso Watergate. Mas muita coisa boa ficou de fora de pura birra, caso de "Capitalismo - Uma História de Amor", de Michael Moore, "A Edição de Setembro", sobre Anne Wintour, da revista Vogue, e o excelente "Tyson", a mais franca entrevista com o ex-boxeador que já vi. A lista:
Escrito por Sérgio Dávila às 20h09[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Dia ruim para a comissão de Relações Exteriores do Senado americano
O dia foi de más notícias para a poderosa Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, presidida pelo democrata John Kerry e que tem Richard Lugar como o republicano mais graduado. A filha mais velha do primeiro, Alexandra Kerry, foi presa em Hollywood depois de não passar pelo teste do bafômetro. Já a mulher do veterano senador conservador foi detida na Virgínia depois de bater seu carro em outro, parado, num acidente em que se revelou que ela estaria alcoolizada --não houve vítimas nem outros envolvidos. Nenhuma das duas comenta o caso --Alexandra, 36, é uma figura pública e trabalha com documentários; foi solta depois de pagar fiança de US$ 5 mil; não há muitos detalhes sobre o caso de Charlene, 76.
Escrito por Sérgio Dávila às 19h52[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sarah Palin reclama de sexismo em foto
A semanal Newsweek usou na capa foto que ela fez no meio do ano para a Runners World, especializada em corredores, em que aparece vestida de shorts e tênis, ao lado da bandeira norte-americana, para ilustrar reportagem sobre sua recém-lançada biografia --que, aliás, é tema de meu programa semanal do UOL Notícias, que acaba de entrar no ar. A foto: O programa Escrito por Sérgio Dávila às 12h34[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Condoleezza quer fazer negócios no Brasil
Seguindo a tradição de Henry Kissinger e outros, Condoleezza Rice está abrindo, por enquanto discretamente, uma empresa de "consultoria estratégica internacional" em dois endereços: San Francisco, a uma hora da Universidade Stanford, onde ela dá plantão, e aqui em Washington, é claro, sede de 99% dos negócios do tipo. A ex-secretária de Estado de George W. Bush terá como sócio outro bushista, Stephen Hadley, que foi subordinado dela nos tempos de assessora de Segurança Nacional e a substituiu nesse posto no segundo mandato do republicano. A surpresa: segundo breve release divulgado por Rice, a "pequena empresa de aconselhamento estratégico terá como foco ajudar companhias norte-americanas fazendo negócios no exterior --especialmente em mercados emergentes chave como China, Índia, Brasil, Oriente Médio e outros." O nome? RiceHadley Group LLC, com site ainda "em construção".
A ex-secretária em visita ao Brasil, na foto com Lula
Escrito por Sérgio Dávila às 16h43[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Comando da Quarta Frota ganha sede maior
Lembra-se do Southcom, o Comando Sul do Pentágono, responsável entre outras coisas pelo controle da recém-ativada Quarta Frota, cuja volta do passado tanta polêmica causou na América Latina? Vai ganhar sede nova, em Miami, mesmo, na Flórida, onde está desde que perdeu o direito de ficar sediada no Canal do Panamá, em 1999, quando aquele pais ganhou cotrole sobre seu território. Quem informa é a Harris, empresa que ganhou a concorrência para cuidar da tecnologia da nova sede. Só essa parte da transferência custará US$ 37 milhões, segundo o consórcio, que junta nomes como IBM e HP. A sede atual se espalha por nove prédios e tem 1,6 mil funcionários, civis e militares, que passarão para 2.883 no novo endereço, que começa a funciona em outubro do ano que vem. É muita gente e muito dinheiro para cuidar de uma parte do globo --a América Latina-- que segundo os Estados Unidos vive em paz e relativa harmonia...
Escrito por Sérgio Dávila às 02h19[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
EUA esperam que Lula cobre Ahmadinejad
O governo americano espera que o presidente brasileiro cobre seu colega iraniano sobre as obrigações de Teerã com a agência internacional de energia nuclear e, de quebra, fale dos americanos que estão presos no Irã. Foi o que disse hoje o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. Depois de dizer que não tinha nenhuma informação sobre o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Ahmadinejad, previsto para o dia 23, em Brasília, Ian Kelly diz que espera que qualquer encontro bilateral que os brasileiros tenham com o iraniano "reforce a importância de o Irã de cumprir suas obrigações internacionais, de dar à IAEA a resposta á proposta de enriquecer urânio fora do Irã, o que é do interesse da comunidade internacional e do Irã. Por fim, eu espero que os brasileiros toquem no assunto dos cidadãos americanos que estão detidos no Irã."
Escrito por Sérgio Dávila às 21h57[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Um brasileiro na lista dos 100 melhores filmes
É Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Katia Lund, em 66o lugar. A lista é dos críticos do Times londrino e julga precocemente a década, que ainda não chegou ao fim. Os quinze primeiros abaixo, a lista completa aqui, em inglês. O que faltou dá um livro e a lista é muito anglocêntrica, mas a inclusão de Casino Royale, Team America e os dois Bourne um pouco demais da conta... 15 Downfall (Oliver Hirschbiegel, 2004) 14 4 Months, 3 Weeks & 2 Days (Cristian Mungiu, 2007) 13 This Is England (Shane Meadows, 2007) 12 The Lives of Others (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006) 11 Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (Larry Charles, 2006)
9 The Queen (Stephen Frears, 2006) 8 Casino Royale (Martin Campbell, 2006) 7 The Last King of Scotland (Kevin Macdonald, 2006) 6 Slumdog Millionaire (Danny Boyle, 2008) 5 Team America: World Police (Trey Parker, 2004) 4 Grizzly Man (Werner Herzog, 2005) 3 No Country for Old Men (Joel Coen, Ethan Coen, 2007) 2 The Bourne Supremacy / The Bourne Ultimatum (Paul Greengrass, 2004, 2007) 1 Hidden (Cache) (Michael Haneke, 2005) Daniel Auteuil and Juliette Binoche star as Georges and Anne Laurent, the successful couple whose charmed life is disrupted by a series of covertly captured videotapes of their family and home. The campaign pertains to some unspoken and long suppressed event. Auteuil and Binoche are both excellent — their brittle, abrupt performances etch out the fracture lines in their crumbling relationship. But the film’s brilliance comes from two striking, perplexing moments in the film. The first is a shockingly violent suicide that catches the audience off guard. The second is the film’s ambivalent ending — a long shot of a meeting on some steps which could signal the end of the family’s torment, or the beginning of something worse. There have been rumours of an American remake with Ron Howard, of all people, directing. Hopefully common sense will prevail. Escrito por Sérgio Dávila às 21h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Conheça o país pobre e violento que se esconde dentro dos EUA
Veja em meu programa semanal do UOL Notícias.
Escrito por Sérgio Dávila às 16h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Departamento de Estado responde a reclamação de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou ontem em Londres que seu colega norte-americano, Barack Obama, ignorava a América Latina. A resposta veio hoje, pelo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ian Kelly. Ele diz que não vai comentar o que não leu, mas que a administração obamista tem a América Latina como "prioridade muito alta". "Gastamos muito tempo e esforço na revitalização do processo interamericano via OEA. E, como eu disse, nomeamos um de nossos melhores diplomatas para ser embaixador do Brasil", disse, referindo-se a Thomas Shannon, cujo nome ainda está bloqueado no Congresso americano. Resumindo, disse, "acho que realmente revitalizamos nossas relações com a América Latina". A íntegra da pergunta e resposta abaixo, em inglês. QUESTION: Talking about Brazil, there is today an expression from Lula that is in all the newspapers saying that he thinks that Obama is not following with Latin America as he said that he was going to do in the conference of Trinidad and Tobago. And he said also an expression that instead of U.S. being afraid of Venezuela, Venezuela should be afraid of the U.S. What’s your -- MR. KELLY: Well, again, I’m not going to react to something I haven’t seen. I will say that this Administration has put a very high priority on Latin America. We’ve put a lot of time and effort into revitalizing the Inter-American process through the OAS. As I just said, we named one of our best diplomats to be Ambassador to Brazil. We’re looking forward to Arturo Valenzuela to be the next assistant secretary. We’ve put really extraordinary efforts into the – resolving the crisis in Honduras. So I think that we’ve really revitalized our relationships with Latin America. Escrito por Sérgio Dávila às 21h17[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Seria Obama um ET brasileiro?
Uma das estreias de outono de mais sucesso da TV americana, "V" é refilmagem de enlatado homônimo dos anos 80 e conta a história de um grupo de ETs que chega à Terra supostamente em missão de paz. O líder do grupo é uma mulher, na nova versão interpretada pela atriz brasileira Morena Baccarin, que nasceu no Rio. No capítulo de estreia, ela fala em português: "Nós viemos trazer nossa tecnologia para vocês". Logo fica claro, no entanto, que os "visitantes" (daí o "V" do título) não são boa coisa e têm planos menos pacíficos do que dão a entender. Tão logo o primeiro episódio foi ao ar, uma colunista de um jornal de Chicago levantou a pulga do pano de fundo: "Imagine isso. Em tempo de tumulto político, um novo líder carismático e telegênico chega do nada. Oferece uma mensagem de esperança e e reconciliação baseada na compreensão e promete desenvolvimento tecnológico para um futuro melhor, que inclui um sistema de saúde pública para todos. [...] Se parece com alguém que conhecemos?" A especulação levou a atriz a dar entrevistas dizendo: "Eu não sou Obama!" Seria apens curioso, se ficasse por aí. Mas na coletiva de hoje aqui em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, ficou bons minutos do encontro diário com os jornalistas dizendo que, não, ele não assiste a "V", não, ele não acha que o presidente assista à série e que por isso evitaria fazer comentários sobre a suposta semelhança entre a alienígena e o político. Como diria minha avó, é falta de enxada...
Escrito por Sérgio Dávila às 19h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Um ano depois depois de eleição de Obama, mundo é lugar melhor
Veja minha análise no programa semanal do UOL News.
Escrito por Sérgio Dávila às 13h22[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama considerou Hillary para vice --mas Bill atrapalhou
A revelação está no livro de David Plouffe, o estrategista-chefe da campanha vitoriosa do democrata à presidência, que chega às livrarias daqui na terça-feira. Segundo relato dele, Obama surpreendeu David Axelrod e Plouffe ao anunciar que Hillary estava no topo de sua lista de candidatos a vice, depois que ficou claro que ele seria o escolhido do partido para concorrer. "Obama estava claramente pensando mais seriamente em escolher Hillary Clinton do que eu e Axelrod tínhamos percebido. Ele disse que se seu critério principal fosse quem seria o melhor vice-presidente, então ela tinha de ser incluída na lista", escreve Plouffe no livro, que tem o título "The Audacity of Win" --a audácia de vencer, menção ao título de uma das biografias de Obama, "The Audacity of Hope", a audácia da esperança. No fim, ela foi eliminada da lista porque, segundo Obama, "havia mais complicações do que potenciais vantagens". "Eu acho que Bill pode ser uma complicação grande demais", disse o presidente, segundo seu então estrategista-chefe, que leva boa parte do crédito pela vitória do ex-chefe. "Se eu a tivesse escolhido, minha preocupação seria que haveria mais do que eu e ela em nosso relacionamento." * A Time de hoje publica trechos com exclusividade (aqui, em inglês). * Meu pitaco: um livro ainda tem de ser escrito sobre as portas que Bill Clinton fechou a Hillary apenas por ser Bill Clinton. No topo da lista: a presidência dos EUA; a vice-presidência de Obama... É claro que, para ser jutos, um capítulo da obra teria de contemplar as portas que se abriram para ela apenas por ser mulher de quem é...
Escrito por Sérgio Dávila às 14h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem] |