EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Michael Jackson sai de cena, mas mistérios continuam

Veja minha análise, de Los Angeles, abaixo.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h34
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Fui sorteado com "ingresso" de Michael Jackson: é vírus

Acabei de receber o e-mail-vírus. Sim, fui um dos sorteados para o "showneral" do Michael Jackson, na terça. Problemas:

1. Trata-se de um vírus;

2. Vírus vagabundo, aliás, como é a maioria.

Se não, vejamos:

1. O remetente é uma tal de "Família Jackson", em português e com acento e tudo. Não consta que os Jackson dominem a língua --nem seu porta-voz, que é americano;

2. O remetente é da Argentina (la garantia soy djo?).

Desabilitei o download para que o internauta desavisado não clique e baixe o vírus. Veja o e-mail abaixo.

 

Parabéns, você foi sorteado(a) para participar do Velório do Rei do POP - MJ

FAMÍLIA JACKSON [jparnisari@egest.com.ar]

 

Enviado:

domingo, 5 de julho de 2009 20:30

Para:

Sérgio Dávila

Anexos:

 

 



Parabéns, você foi sorteado(a) para participar do Velório do Rei do POP - MJ

     O Michael Jackson Memorial Service terá lugar na terça-feira, 7 de julho de 2009 às 10:00 am no Staples Center no centro de Los Angeles, Califórnia. Um número limitado de bilhetes gratuitos serão disponibilizados para os fãs de Michael Jackson no mundo todo.
     Devido à grande procura esperada, os seguintes procedimentos foram definidos para acomodar registro para os bilhetes.
     A possibilidade de registro para o sorteio dos ingressos começou às 10:00 Hora do Pacífico, na sexta-feira, 3 de julho de 2009 e termina às 6:00 Hora do Pacífico na terça-feira, 7 de julho de 2009.


OBS: *Caso você não tenha interesse preencha o formulário expondo suas razões.

Preencha corretamente o formulário e Boa Sorte! 

 

DOWNLOAD DO FORMULÁRIO.

 

© 2009 L.A. Arena Company, LLC. All Rights Reserved

 



Escrito por Sérgio Dávila às 02h19
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Veja Michael Jackson, beba Coca-Cola

Nem bem a família do músico divulgou que o funeral público seria mesmo no Staples Center, a “organização” do “evento” já espalhou cartazes pelo estádio no centro de Los Angeles. Fiz essas fotos agora à noite, menos de duas horas depois de Jermaine Jackson ter confirmado o memorial para terça, às 10h. Escrevo “organização” e “evento” entre aspas pela peculiaridade da coisa toda: o de Michael Jackson será o primeiro “showneral” da história recente. No Nokia Plaza, que faz parte do complexo do Staples, formado por restaurantes, hotéis, cinemas, o Museu do Grammy e outras coisas, isso já era nítido. Um telão alternava o cartaz de Michael Jackson com o da Coca-Cola.

 

Qual anunciava o quê, exatamente, e o que o consumidor das imagens deve fazer com os produtos é pergunta que eu deixo ao leitor.

 

(Agora, havia poucos fãs no Staples –uma família aqui, uns gatos pingados ali. Mas a polícia já havia bloqueado as ruas em volta e os caminhões da imprensa já estavam tomando aos poucos o estacionamento em frente. A baixa qualidade das fotos se deve ao iPhone pré-3GS.)

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 05h08
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Veja último vídeo de Michael Jackson

Foi gravado dois dias antes da morte do músico, e ele e trupe fazem ensaio já com figurino da polêmica "They Don't Care About Us". Para quem não se lembra, é a música cujo primeiro clipe que ele gravou em 1996 no Brasil, em Salvador, com direção de Spike Lee. Quando foi lançada, no álbum HIStory, a música foi chamada de racista e anti-semita, o que levou Jackson a pedir desculpa.

Pelo vídeo, a participação da música no show tinha tudo para causar nova polêmica os dançarinos usam passo de ganso e uma hora sugerem o cumprimento nazista. Mas MJ parece em controle da situação, tanto no vocal quanto nos passos de dança. Nada sugere que ele passava por algum tipo de dor ou problema físico --apesar de estar um tanto magro.

Veja aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 16h51
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Ao vivo da Terra do Nunca

Ontem (terça) à noite, os primeiros fãs começavam a chegar a Neverland, em Los Olivos, na Califórnia, depois de a CNN divulgar que o funeral público de Michael Jackson será lá, uma informação que nem a família nem a polícia confirmaram ainda. Nas próximas horas, dezenas de pessoas (muitas crianças) começaram a colocar flores, fotos, bilhetes, cartas, pôsteres na porta de entrada, que traz a palavra Neverland e a frase Once Upon a Time. No vídeo que fiz abaixo, você ouve da guarita do segurança sair a música "Thriller".

 

Antes, assim que cheguei, tocava "The Girl is Mine", dueto do músico com Paul McCartney, antes de o ex-Beatle romper com Jackson. Menos maluco financeiro do que gostam de pintar seus "associados", Michael Jackson seguiu conselho de McCartney, de investir em catálogos de músicas: deu uma volta em todos os interessados e comprou primeiro o dos Beatles, por uma fração do valor que valem hoje.

Estive em Neverland em 2005 (leia aqui), durante o julgamento de Jackson na vizinha Santa Ana, quando foi acusado pela segunda vez de molestar um menor de idade. Vim dirigindo do norte, de Palo Alto, em Stanford, onde eu então morava e estudava. Agora, fiz o trajeto dirigindo do sul. A estrada é linda, beirando o mar em vários momentos antes de o motorista ter de entrar à direita montanha adentro. Era um caminho, imagino, que ele deve ter feito várias vezes. Não mais.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h15
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Rockin' no Complexo dos Jacksons

 

Gravei esses fãs improvisando "Rock With You" a capela em frente ao conjunto de casas dos Jacksons, em Encino, na periferia de Los Angeles, enquanto aguardam a volta de Joseph Jackson, o pai, da homenagem a Michael no BET, domingo à noite. Até vazar os planos de funeral público, em Neverland, o lugar era ponto de romaria dos fãs do músico. Agora, deve diminuir um pouco --mas não muito, já que o rancho de Jackson fica muito longe daqui, a duas horas e meia de carro. Fiz o trajeto ontem vindo do sul --eu tinha visitado o lugar em 2005 para reportagem. Leia o próximo post.

 



Escrito por Interacao às 12h30
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Michael Jackson, a visão daqui de Los Angeles

Veja minha análise sobre Michael Jackson no programa semanal do UOL Notícias.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h39
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O Rei do Pop morreu, viva o pop do rei

Assisti ao último show de verdade que Michael Jackson fez, no dia 7 de setembro de 2001, no Madison Square Garden, em Nova York. Era uma sexta-feira, quatro dias antes da data que jogaria o mundo no novo milênio a golpes de aviões e prédios desabados.

Cerca de 46 mil pessoas pagamos para ver a celebração de seus trinta anos como artista solo. A apresentação foi puro Michael Jackson, com todas as bizarrices que o caracterizaram nos últimos anos de vida. Que outro músico reuniria Macaulay Culkin e Liza Minelli na plateia e Marlon Brando e Britney Spears no palco?

Mas estavam lá também todas as músicas, danças e passos que marcaram gerações de fãs e músicos e o tornaram o Rei do Pop. Reunidos para a ocasião, os Jackson Five, então só The Jacksons, cantaram clássicos como "ABC" e "I’ll Be There". Michael cantou "Billie Jean" sozinho e "The Way You Make Me Feel", "Black or White" e "Beat It" em duetos.

A próxima vez que eu o veria ao vivo já seria num tribunal de Santa Maria, na Califórnia, cidadezinha ao lado de seu rancho de Neverland, em 2005, onde ele respondia a acusações de ter abusado sexualmente de um menor de idade. Todos usávamos os obrigatórios paletó e gravata, apesar do calor intenso na corte. A única pessoa que destoava do grupo era ele. Chegou atrasado à sessão.

E vestia uma calça de pijama.

Michael Jackson, o homem, era menor do que sua obra. Sua influência musical, maior do que conseguimos entender. Quem duvida, que vá ouvir "Thriller", nem que seja pela primeira vez. Ou a última.



Escrito por Sérgio Dávila às 05h25
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Michael Jackson não é mais

 

Depois de Wolf Blitzer, voz embargada, confirmar na CNN o que o site de celebridades TMZ já dava há vários minutos e outros como o Huffington Post e o Drudge Report repetiam, fui ver quais músicas de MJ estavam em meu iPod. No laptop antigo, antes de um vírus comer o HD, havia dezenas. Agora, achei apenas uma: Never Can Say Goodbye, ainda no formato Jackson 5, que Spike Lee usou na trilha do subestimado filme "Crooklyn".

Encontrei profissionalmente MJ algumas vezes, no Madison Square Garden (leia aqui, texto publicado um dia antes do 11 de Setembro), em 2001, e no julgamento de 2005, na Califórnia (procure os textos aqui). Michael Jackson is no more.

*

Vídeo da música, para quem se interessar:

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h44
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Ninguém sabe o que acontece no Irã, nem Obama

Seis especialistas em Irã do centro de estudos independente Brookings, de Washington, se reuniram na tarde de ontem para lançar o relatório "Qual o Caminho para a Pérsia -Opções para Uma Nova Estratégia Americana para o Irã".
Ao final da sessão, conversaram com a plateia. Entre os autores, há três ex-analistas do Irã da CIA, a agência de inteligência norte-americana, como Kenneth Pollack e Bruce Riedel. Uma das primeiras perguntas foi: qual a qualidade da inteligência que a Casa Branca está recebendo sobre o país? A resposta unânime: ninguém sabe o que acontece no Irã.
Em sua fala de ontem, Barack Obama disse três vezes que seu governo "não sabia" qual seria a resposta do Irã nem como a situação naquele país se desenvolveria. Ninguém sabe. Os EUA não têm relação diplomática com o Irã desde 1979.
O país depende dos relatos de inteligência de segunda mão de aliados como o Reino Unido (que teve diplomatas expulsos de Teerã ontem), a Alemanha e a França. Neste momento, Washington quebra a cabeça para entender, por exemplo, o sumiço do ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani. Estaria preso? Trabalhando nos bastidores por uma união dos clérigos moderados?
Outro dilema dos EUA: apoiar abertamente os manifestantes seria macular o movimento de uma maneira que o isolaria junto ao iraniano médio. E se a decisão for de apoio, como garantir a continuidade? Para Pollack, os obamistas temem repetir o que George Bush pai fez em 1991, na Guerra do Golfo.
O então presidente republicano deu declarações públicas de apoio aos revoltosos xiitas, mas logo retirou as tropas americanas daquela região. O resultado foi o massacre de, segundo relatos, mais de 100 mil iraquianos pelo governo do sunita Saddam Hussein.
Nesse cenário de incerteza, concordaram os experts do Brookings, a alternativa menos pior é mesmo insistir na "doutrina Obama", segundo a qual a maneira de abrir o regime dos aiatolás é inserir o país na comunidade internacional.
A ignorância sobre a realidade iraniana não é prerrogativa dos democratas. Em 2006, passei dez dias em reportagens no Irã. Era o meio do primeiro mandato de Mahmoud Ahmadinejad, quando o presidente ultraconservador começava a assustar o mundo ocidental.
Era também o renascimento do movimento dos moderados que explodiu agora. Depois de entrevistas com o grão-aiatolá progressista Hussein Ali Montazeri e o dissidente Ebrahim Yazdi, entre outros, ficou claro como a classe média e os jovens começavam a se divorciar da ala mais dura dos religiosos.
A maioria da população iraniana nasceu depois da Revolução Islâmica de 1979. São jovens como Neda Agha-Soltan, que se comunicam e se mobilizam via torpedos (que eles chamam de "êssémés", de SMS), escritos em "fingilish", gíria que mistura persa e inglês.
Na volta, relatei o que vira a um republicano, com acesso aos neocons de Bush. Ele se espantou com a existência de classe média no Irã.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h38
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Política externa brasileira "cheira mal", diz americano

 

A opinião é do renomado colunista Andres Oppenheimer, que escreve sobre assuntos latino-americanos para o Miami Herald. Em sua coluna mais recente, ele critica Lula e o Itamaraty pelas recentes posições brasileiras no tocante a direitos humanos. Cita como exemplos votações no Conselho de Direitos Humanos da ONU em questões que afetariam Coreia do Norte, Sri Lanka e Congo, nas quais o Brasil se absteve de votar.

Fala com José Miguel Vivanco, diretor regional da ONG Human Rights Watch, que diz: "O Brasil vê os direitos humanos como um obstáculo para suas metas. Acredita que seu apoio a políticas anticolonialistas em [países] do Terceiro Mundo deve sobrepor-se a considerações sobre direitos humanos. O México é um país-modelo no tocante a padrão de política de direitos humanos, seguido por Chile, Argentina e Uruguai. O Brasil está do outro lado do espectro." 

Conclui Oppenheimer: "Minha opinião: o Brasil --e seu presidente-- merece muito crédito por se tornar um modelo de estabilidade econômica, de redução de pobreza e de liberdade política numa região em que muitos outros países retrocedem nesses três campos.

Mas sua política externa cheira mal ("stinks", no original em inglês). O Brasil deveria respeitar seus compromissos em tratados internacionais de defesa de direitos humanos e princípios democráticos e deixar de elogiar ditadores. Se Lula continuar a fechar os olhos para casos de abusos de direitos humanos no mundo, vai abrir precedente para que futuros governos façam o mesmo em seu próprio país".

*

Apesar de algumas bolas fora (em 1993, ele escreveu livro famoso sobre Cuba que previa que o regime de Fidel Castro tinha meses de vida), a opinião de Oppenheimer sobre o país é importante. Por ser um dos raros colunistas dos EUA que se dedica à América Latina, ele tende a ser uma das poucas vozes de fora do governo e do circuitinho "think tanks" ouvidas pela Casa Branca e adjacências (e com quem a Casa Branca e adjacências falam) quando o assunto é a região.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h04
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O perigo da indiferença

Cartum-reportagem muito oportuno do grande Art Spiegelman publicado hoje pelo Washington Post (original aqui, em inglês):

 



Escrito por Sérgio Dávila às 02h23
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Obama aposta alto em sua posição iraniana

Veja minha análise sobre a crise iraniana no programa semanal do Uol Notícias.

  



Escrito por Sérgio Dávila às 21h07
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A histeria continua: "Bo Obama" ganha retrato oficial e cartão de beisebol

O "primeiro-cachorro", ou "dognatário", como brincou alguém, já tem sua página no site oficial da Casa Branca, assim como retrato e até biografia. E assim, cinco meses depois da posse, a histeria em torno de "all things Obama" continua (Pelo menos, um fato foi esclarecido: Bo tem esse nome não por conta das iniciais do nome de seu dono, mas em homenagem ao pai de Michelle, cujo apelido era "Diddley", e porque as primas das meninas Obama têm dois gatos com os nomes "Bo" e "Didlley" --nome do famoso blueseiro morto em 2008.)



Escrito por Sérgio Dávila às 18h02
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Republicanos e o racismo - nova recaída

 

Depois de nota que publiquei aqui sobre o aumento de racismo entre os republicanos desde a eleição de Barack Obama, chegaram mais dois casos do tipo. Num deles, um militante republican da Carolina do Sul esreveu um comentário no Facebbok sobre a fuga de um gorila de um zoológico local. "Certamente é um dos ancestrais de Michelle --provavlmente manso". Quando o caso veio a público, ele se desculpou --mais ou menos, dizendo que o comentário tinha sido feito por ela, que defende a teoria da evolução, não por ele.

Num outro, um membro do Partido Republicano também da Carolina do Sul (qual o problema com o Estado?) postou o seguinte comentário no Twitter:

ACABEI DE OUVI QUE OBAMA VAI TAXAR A ASPIRINA EM 40%, PORQUE É BRANCA E FUNCIONA.

Depois de flagrado, pelo menos o mané se desculpou de verdade.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h25
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