EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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VOTAÇÃO
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Mostra já tem indicados ao prêmio

A Mostra anunciou hoje os filomes mais bem-avaliados pelo público, que comporão o leque de títulos que o júri analisará para o Troféu Bandeira Paulista. A cerimônia de encerramento, com a entrega dos prêmios, acontece na quinta, às 21h, no Memorial, com a exibição de "O Encouraçado Potemkin" em cópia restaurada e trilha sonora ao vivo, do qual você talvez já tenha ouvido falar algo --uma dica: não tem Sean Connery no elenco. Eis os filmes indicados, divididos em categorias

DOCUMENTÁRIO

A MOCHILA DO MASCATE (2005), Brasil

Diretor - Gabriela Greeb

PRO DIA NASCER FELIZ (2005), Brasil

Diretor – João Jardim

VIVA ZAPATERO! (2005), Itália

Diretor - Sabina Guzzanti

FICÇÃO

ADAM`S APPLES (2005), Dinamarca

Diretor - Anders Thomas Jensen

AL OTRO LADO (2005), México

Diretor – Gustavo Loza

A GRANDE VIAGEM (2005), França / Marrocos

Diretor - Ismaël Ferroukhi

A MÁQUINA (2005), Brasil

Diretor – João Falcão

CAFUNDÓ (2005), Brasil

Diretor – Paulo Betti e Clóvis Bueno

CIDADE BAIXA (2005), Brasil

Diretor – Sérgio Machado

CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS (2005), Brasil

Diretor – Marcelo Gomes

KONTAKT (2005), Alemanha

Diretor - Sergej Stanojkovski

O INFERNO (2005), França / Itália / Bélgica / Japão

Diretor: Danis Tanovic

PAVÃO (2005), China

Diretor - Gu Changwei

QUARTA B (2005), Brasil

Diretor – Marcelo Galvão

UMA VIDA ILUMINADA (2005), EUA

Diretor – Liev Schreiber

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h38
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Coluna "Outra América" de hoje


30/10/2005

 
Da camiseta branca ao tapete vermelho

por Sérgio Dávila

Sem querer parecer demasiadamente prosaico ao (à) eventual leitor (a), esta coluna começa com uma camiseta branca, numa manhã da semana passada. Camiseta branca, sem graça nem personalidade como uma segunda-feira. Por algum motivo, olhei a etiqueta: "Made in Pakistan".

Paquistão? Onde acabaram de morrer dezenas de milhares de pessoas num terremoto? Que briga com a Índia pela região da Caxemira e ameaça a estabilidade global com um ditador ora a serviço dos Estados Unidos, ora não, e detém a tecnologia nuclear?

Como um pedaço dessa realidade veio parar na minha gaveta em São Paulo? Começo a investigar as outras peças de roupa escolhida para aquele dia. A calça é de Israel. O casaco é da Indonésia. A meia é da Guatemala. O sapato... O.K., o sapato é do Brasil.

O resto aqui.

 



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 18h28
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Ainda os seqüestradores - final

16 ANOS DEPOIS

Costa Freire foi detido em 2004, acusado de tráfico de drogas; os outros sete continuam soltos em seus países


Só brasileiro está preso, mas por tráfico

DO ENVIADO AO CANADÁ

A cada um dos dez seqüestradores de Abilio Diniz cabia uma tarefa muito bem definida, como numa unidade militar, ou de acordo com as regras da célula que o grupo de fato era. Ao brasileiro Raimundo Rosélio Costa Freire, então com 24 anos, ficou a interação com o empresário.
Era com ele, e só com ele, que Diniz podia falar durante os seis dias em que sobreviveu no buraco cavado sob o chão da cozinha e transformado em cela no sobrado número 59 da praça Hachiro Miyazaki, no bairro paulistano do Jabaquara, na zona sul da cidade.
(O imóvel, aliás, foi comprado três meses depois do seqüestro por um senhor, que preferiu se manter anônimo nesses anos todos e morreu três meses atrás, segundo os ex-vizinhos; seus herdeiros decidem agora o que fazer com a casa, que está vazia.)

O resto aqui.

 



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 18h26
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Ainda os seqüestradores - 2

Tema de livros, seqüestro deve inspirar filme

DO ENVIADO AO CANADÁ

O seqüestro de Abilio Diniz daria um filme, já se disse. E dará. O jornalista brasileiro Breno Altman já tem o argumento de seu "A Última Operação" (título provisório) comprado por uma produtora, que por enquanto pede sigilo quanto ao nome, por razões jurídicas, mas que deve lançar o longa pelo menos nos países envolvidos no caso -ou seja, Brasil, Argentina, Canadá e Chile.
O argumento de Altman é tirado de seu próprio livro, ainda inacabado, que tem o mesmo título provisório e que ele entrega em 30 de abril do ano que vem à editora (que, também por razões jurídicas, pede sigilo quanto ao nome -é um caso cheio de sigilos).

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 18h25
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Ainda os seqüestradores

16 ANOS DEPOIS

Casal que seqüestrou Abilio Diniz em 1989 leva vida "normal" em Vancouver, mas usa nome diferente


Ele escreve roteiros; ela estuda criminologia

DO ENVIADO AO CANADÁ

No Departamento de Correções da Província da Colúmbia Britânica, em Vancouver, responsável pelo acompanhamento de presos em condicional, não consta o nome de David Robert Spencer nem de Christine Gwen Lamont. "Spencer... Lamont... Nada. Aos olhos da lei, eles são tão livres quanto eu e você", disse à Folha Dennis Finlay, chefe do setor.
Ele era a última esperança de uma busca que começara nos arquivos que sobraram das duas penitenciárias para onde os dois foram enviados em 1998, ela em Burnaby, ele em Abottsford (um dos prédios foi demolido desde então, assim como o paulistano Carandiru, que os "hospedou" no Brasil), e passara pelo Comitê de Condicional -"Nada consta, nem o endereço atual deles".

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 18h24
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Os seqüestradores canadenses de Abilio Diniz vivem 'clandestinos' em Vancouver

16 ANOS DEPOIS

Christine Lamont e David Spencer repetem no Canadá esquema que mantinham em SP, só que agora na legalidade


Seqüestradores de Diniz vivem "clandestinos"

Bob Wolfenson - out.1996
Christine Lamont, hoje no Canadá, posa para ensaio fotográfico feito no Carandiru, em São Paulo



SÉRGIO DÁVILA
ENVIADO ESPECIAL AO CANADÁ

Alguns crimes brasileiros nunca morrem. O seqüestro de Abilio Diniz é um deles. O caso é daquelas histórias que dariam não só um filme, mas um livro, um documentário e uma trilha sonora. Todos de suspense. Com pelo menos um mistério: "E os canadenses?"
No dia 11 de dezembro de 1989, dez pessoas participaram do seqüestro do empresário Abilio dos Santos Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, hoje como então uma das maiores fortunas do país. Do dia (17) em que seu cativeiro foi estourado à libertação do último dos envolvidos, uma década depois, o assunto não saiu da mídia.

(Volta e meia, é ressuscitado, como no lançamento da autobiografia de Diniz, em dezembro, na qual ele menciona o ocorrido.)
Entre os dez seqüestradores havia um brasileiro e sete outros latino-americanos diretamente ligados a movimentos guerrilheiros de esquerda de El Salvador, da Argentina e do Chile. À época, havia grupos também que, sob pretexto político, usavam o crime para proveito financeiro próprio -e nunca foi provado que os dez seqüestradores não agissem assim.
Destoava do grupo um casal de canadenses. Cabelos e olhos claros, escondidos por óculos fundo-de-garrafa, David Robert Spencer tinha 26 anos e parecia um daqueles criadores de uma pontocom destinados a ser bilionários. Quatro anos mais velha, mas aparentando mais, talvez pelos cabelos mal-pintados ou pela maquiagem pesada, Christine Gwen Lamont vinha de uma família de classe média alta dos subúrbios de Vancouver, na costa oeste do Canadá.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 18h23
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Fim de semana perdido

 

Virou programa nos EUA: amigos se reunem para passar o fim de semana assistindo à primeira temporada inteira de "Lost" em DVD. Notícia aqui.

 

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 10h41
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DVD killed the movie star

M. Night Shyamalan, diretor de "Sexto Sentido", "A Vila" e outros grandes filmes, acha que o intervalo cada vez menor entre a estréia dos longas nas telonas e a chegada destes ao DVD vai matar a ida à sala de cinema como experiência. Pode ter razão. Reportagem aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h36
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Parem as rotativas! Sr. Sulu é gay!

 

George Takei, o ator que entrou para a história como o sr. Sulu da série de TV "Jornada nas Estrelas", saiu do armário (usando o teletransportador?): sim, ele é gay, conforme confessou à revista Frontiers, de Los Angeles, que o traz na capa. Notícia aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 10h33
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Minhas dicas da Mostra de hoje (28.10)


 


Minhas dicas para a Mostra de hoje. Alguns eu vi, outros me indicaram, outros são puro palpite. Nas categorias "corrida de cavalo".

Não perca:

* Caché, às 23h10 - por motivos que já bloguei abaixo

Pode surpreender:

* Quem É Morto Sempre Aparece, às 15h20 - que leva Robin Williams (e um elenco de primeira) de volta ao Alasca

* Eu, Você e Todos Nós, às 19h30 - filme sobre relacionamentos da novata Miranda July, que foi aplaudida (e premiada) em Cannes e Sundance, o que não é pouca porcaria

* Pato , às 19h50 - segundo longa de minha "ex-colega" de Stanford Nic Bettauer (que eu não conheço), traz o excelente Philip Baker Hall (o detetive Mr. Book de um hilariante episódio de "Seinfeld") finalmente num papel principal, o de um suicida que encontra um patinho órfão, que ele vai apelidar ("Joe") e do qual vai cuidar

* Um Lobisomem na Amazônia, às 22h30 - nunca saí decepcionado e sem dar boas risadas de um filme de Ivan Cardoso, o inventor do terrir. Vá ver de alma leve, não esperando "O Parque dos Dinossauros", de Steven Spielberg

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h15
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Pop, Pop. Pop - Podcast

Por problemas técnicos deste que vos bloga, o segundo "episódio" do programa, agora em podcast, vai entrar no ar na segunda-feira.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h02
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A Volta do Zorro

Classificação:

Antonio Banderas já fez muitas besteiras (e casar-se com Melanie Griffith foi apenas uma delas), Catherie Zeta-Jones já fez muitas besteiras (e casar-se com Michael Douglas foi apenas outra delas), mas aceitar voltar a atuar nesta continuação caça-níqueis está abaixo de qualquer padrão de decência. Não vou perder tempo contando como é o filme, que consegue estragar o a refilmagem de "Zorro" que primeiro os colocou juntos e que até que não era indecente, com Anthony Hopkins e uma jovem e ainda desconhecida Zeta-Jones. Em uma frase? Espere passar na sessão da tarde.

Buscar na Web "A Volta do Zorro"



Categoria: Avaliação
Escrito por Sérgio Dávila às 10h01
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Crash

É a estréia na direção de Paul Haggis, o roteirista preferido de Clint Eastwood, para quem adaptou o grande livro "Menina de Ouro", de F.X. Toole (que, aliás, tem a tradução do último conto, que dá título ao livro original, por este que vos bloga). Espécie de "Short Cuts" (obra-prima de Robert Altman também adaptada de outro livraço, de Raymond Carver) encontra "Traffic (outra obra-prima, de Steven Soderbergh), fala da intolerância racial que move e atravanca as relações nos Estados Unidos, especialmente em Los Angeles, onde se passa o filme, que é tão "melting pot" quanto Nova York, embora às vezes a gente se esqueça disso, ofuscados pelo glamur de Hollywood. Ninguém sobra no elenco, está tudo certo. Numa frase? O melhor filme do ano.

 

Classificação:

Buscar na Web "Crash"



Categoria: Avaliação
Escrito por Sérgio Dávila às 09h50
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O macaco tá certo

 

King Kong vai ter três horas. Ou não era Peter Jackson na direção...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h44
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Ainda a Mostra - correção

 

Infelizmente, não poderei estar no debate anunciado para as 16h de hoje, conforme noticiado aqui. Compromissos profissionais de última hora me impedem de estar lá, como eu gostaria e confirmei na semana passsada aos organizadores, aos quais peço desculpas. Mas outros debates virão, prometo (ou ameaço?).

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h39
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Minhas dicas da Mostra de hoje (27.10)


Minhas dicas para a Mostra de hoje. Alguns eu vi, outros me indicaram, outros são puro palpite. Nas categorias "corrida de cavalo". Atenção: até agora, é o melhor dia de programação de longe! Coloco os nomes agora e daqui a pouco minhas justificativas:

Não perca:

* Pizza, às 13h30

* Estrela Solitária, às 16h50

* O Mundo de Jack e Rose, às 15h40

* Crime Delicado, às 22h

Pode surpreender:

* Eu, Você e Todos Nós, às 14h e 16h

* A Passagem, 14h40

* A Marca do terrir, às 22h30

* A Máquina, às 23h

Se der, veja (sem pressa, pois estréia logo em circuito comercial):

* Uma Vida Iluminada, às 19h

* Oliver Twist, às 22h20

* Palindromes, às 22h40

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h34
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Dicas da Mostra - Palindromes

Esta crítica é a que saiu no Guia Especial da Mostra da Folha.

É chavão, lugar-comum e ao mesmo tempo irresistível começar um texto com a definição que o “Aurélio” dá ao assunto em questão. Que seja: “Palíndromo. Diz-se de frase ou palavra que, ou se leia da esquerda para a direita, ou da direita para a esquerda, tem o mesmo sentido, como, por  exemplo, ‘radar’e ‘Roma é amor’.”
“Palindromes”, o quinto longa do perturbado diretor Todd Solondz, nasceu de uma experiência vivida por ele, conforme contou à Folha no fim do ano passado. O nativo de Nova Jersey decidiu ser voluntário num grupo de ajuda a pacientes terminais de câncer. No segundo encontro, uma imigrante russa lhe disse: “Não suporto gays”.
Gay, ele deixou de ajudar o grupo.
Foi da leitura que fez do episódio --de que não importa de que lado você esteja vindo, se das hostes liberais culpadas, que era o caso dele, ou se do conservadorismo burro, que não enxerga além do próprio umbigo, que era o caso da senhora russa, a leitura é a mesma: a humanidade não deu certo como experimento.
No caso de seu filme, a menina de nome palindrômico Aviva, 13, interpretada por oito atrizes de diversas idades, de garotas pré-adolescentes brancas e negras à quarentona Jennifer Jason Leigh, quer ser “mãe” --embora não saiba como. Logo descobre, consegue seu intento e decide manter o bebê, contra a vontade de seus pais, que exigem que ela faça um aborto.
Isso dá origem a um “pé na estrada” da menina que mostra ao espectador uma América doentia, como só Solondz sabe mostrar, e já mostrou, em títulos como “Storytelling” (2001), “Felicidade” (1998) e “Bem-Vindo à Casa de Bonecas” (1995).
SÉRGIO DÁVILA



Escrito por Sérgio Dávila às 12h56
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Arquivos de Kubrick disponíveis ao público (londrino)

 

Notícia da AP enche a boca de água de qualquer cinéfilo: todos os arquivos cinematográficos que o diretor Stanley Kubrick (1928-1999) mantinha foram doados ao London College of Communication da Universidade de Artes britânica pela filha Christine. São roteiros, manuscritos, fotos (ele era excelente fotógrafo), correspondência (ele adorava escrever cartas), figurinos...

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h33
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Minhas dicas da Mostra de hoje (26.10)

Minhas dicas para a Mostra de hoje. Alguns eu vi, outros me indicaram, outros são puro palpite. Nas categorias "corrida de cavalo":

Não perca:

*  Mundo, às 14h30, indicado por Daniela Thomas, do chinês Jia Zhang-Ke, que fez também o belíssimo Plataforma. Aqui, um casal de namorados "discute a relação" (e de quebra o regime) enquanto passeia por um parque de Pequim com réplicas de cartões-postais do mundo, como a Torre Eiffel etc.

* The World Fastest Indian, às 21h20, sobre a história real de um motociclista que bateu um recorde de velocidade depois de velho, que já rendeu um documentário ótimo, definido pelo "NYTimes", se não me falha a memória, como "Shakespeare sobre rodas"; Anthony Hopkins está no papel principal da versão ficção

* Palindromes, às 22h20, por motivos que coloco aqui mais tarde, pois já escrevi no Guia Especial da Mostra da Folha de S.Paulo

Pode surpreender:

* Meu Pai Tem 100 Anos, às 15h30, por motivos que já expliquei em post anterior

* Cafundó, às 19h10, estréia na direção de Paulo Betti, com uma história muito interessante sobre um quilombo no interior de São Paulo --AVISO: o diretor foi objeto de biografia escrita por minha mulher, então se quiser encare esta indicação com desconfiança

* A Máquina, às 20h, é a estréia de João Falcão na direção e reúne os amigos Lázaro Ramos e Wagner Moura em pontas no filme baseado na peça que os trouxe de Salvador para o Rio no começo da profissão

Se der, veja (sem pressa, pois estréia logo em circuito comercial):

* Manderlay, às 19h, por motivos que já expliquei em post anterior

* Marcas da Violência, às 21h, da série "Não perca de jeito nehum!". O que pode acontecer quando o escatológico (e sensacional) diretor canadense David Cronenberg encontra o gênero thriller? Noventa e seis minutos em que você não desgruda os olhos da tela, com atuações ótimas de Viggo Mortensen (que numa entrevista recente respondeu à pergunta "É verdade o que dizem sobre você?" com "Não, eu não sou mulher!"), Maria Bello (batendo um bolão) e Ed Harris --só William Hurt destoa, tentando se passar por mafioso que parece saído de um quadro do programa humorístico "Saturday Night Live"



Escrito por Sérgio Dávila às 10h28
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Mais Oscar estrangeiro

 

Nascido em 1971, em Sanandaj, na província iraquiana do Curdistão, Jamil Rostami estréia no longa com este "Réquiem". Seu primeiro filme, "The Trouble of Being a Boy", de 2002, correu o circuito dos festivais e ganhou alguns prêmios.

É interessante notar como Hollywood dá um contorno mais democrático à geopolítica cinematográfica do que faz o presidente norte-americano, George W. Bush --e os próprios países concorrentes, na verdade. Estão aqui, lado a lado, Palestina e Israel, quase todas os países que resultaram do esfacelamento dos Bálcãs, e Rússia e muitas repúblicas ex-soviéticas. Esta harmonia fílmica não é reproduzida nas fronteiras da "vida real"...

Por fim, imagine se Israel e Palestina forem dois dos cinco indicados? Vai ser um Oscar interessante...



Escrito por Sérgio Dávila às 15h17
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Ainda o Iraque no Oscar

 

"Réquiem da Neve"-"Requiem of Snow"-"مرثیه برف" é uma coprodução Irã-Iraque dirigida por Jamil Rostami, falado em curdo e que já teve uma sessão privada no estilo "salinha do Alvorada" para o atual presidente iraquiano, Jalal Talabani, ele próprio um curdo. A sinopse oficial dp filme é a seguinte: "Pessoas rezam pela chuva... uma terra atacada péla seca... a ilusão da neve... Rozhin está tomado (a?) por desejos de fugir de um destino indesejável… Rozhin pede ajuda a um estranho... e isso não é o fim da história".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h08
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Sai lista dos concorrentes às cinco vagas de filme estrangeiro no Oscar 2006; Iraque participa pela primeira vez

 

Acaba de sair a lista dos filmes apresentados por seus respectivos países para concorrer às cinco vagas de melhor filme estrangeiro do Oscar 2006. É um recorde de 58 inscritos de 4 continentes, incluindo os estreantes Costa Rica, Fiji --e Iraque, com "Réquiem da Neve". O Brasil vai de "Dois Filhos de Francisco", de Breno Silveira, como se sabe. Os cinco classificados serão anunciados no dia 31 de janeiro de 2006, e a cerimônia acontece no dia 5 de março.

Veja a lista completa, abaixo:

Alemanha, Sophie Scholl - The Final Days, Marc Rothemund, diretor;

Argentina, El Aura, Fabian Bielinsky, diretor;

África do Sul, Tsotsi, Gavin Hood, diretor;

Bangladesh, Shyamol Chaya, Humayun Ahmed, diretor;

Bélgica, The Child, Jean-Pierre and Luc Dardenne, diretores;

Bolívia, Say Good Morning to Dad, Fernando Vargas, diretor;

Bósnia-Herzegóvina, Totally Personal, Nedžad Begovic, diretor;Brasil, "Dois Filhos de Francisco", Breno Silveira, diretor;

Brasil, "Dois Filhos de Francisco", Breno Silveira, diretor;

Bulgária, Stolen Eyes, Radoslav Spassov, diretor;

Canadá, C.R.A.Z.Y., Jean-Marc Vallée, diretor;

Chile, Play, Alicia Scherson, diretor;

China, The Promise, Chen Kaige, diretor;

Cingapura, Be with Me, Eric Khoo, diretor;

Colômbia, La Sombra del Caminante, Ciro Guerra, diretor;

Coréia do Sul, Welcome to Dongmakgol, Kwang-hyun Park, diretor;

Costa Rica, Caribe, Esteban Ramírez, diretor;

Croácia, A Wonderful Night in Split, Arsen Anton Ostojic, diretor;

Cuba, Viva Cuba, Juan Carlos Cremata Malberti, diretor;

Dinamarca, Adam's Apples, Anders Thomas Jensen, diretor;

Eslováquia, The City of the Sun, Martin Šulík, diretor;

Eslovênia, The Ruins, Janez Burger, diretor;

Espanha, Obaba, Montxo Armendáriz, diretor;

Estônia, Shop of Dreams, Peeter Urbla, diretor;

Fiji, The Land Has Eyes, Vilsoni Hereniko, diretor;

Finlândia, Mother of Mine, Klaus Härö, diretor;

França, Joyeux Noel, Christian Carion, diretor;

Geórgia, Tbilisi-Tbilisi, Levan Zakareishvili, diretor;

Holanda, Bluebird, Mijke de Jong, diretor;

Hong Kong, Perhaps Love, Peter Ho-Sun Chan, diretor;

Hungria, Fateless, Lajos Koltai, diretor;

Islândia, Ahead of Time, Ágúst Gudmundsson, diretor;

Índia, Paheli, Amol Palekar, diretor;

Indonésia, Gie, Riri Riza, diretor;

Irã, So Close, So Far, Reza Mir Karimi, diretor;

Iraque, Requiem of Snow, Jamil Rostami, diretor;

Israel, What a Wonderful Place, Eyal Halfon, diretor;

Itália, La Bestia Nel Cuore, Cristina Comencini, diretor;

Japão, Blood and Bones, Yoichi Sai, diretor;

Luxemburgo, Renart the Fox, Thierry Schiel, diretor;

México, Al Otro Lado, Gustavo Loza, diretor;

Mongólia, The Cave of the Yellow Dog, Byambasuren Davaa, diretor;

Noruega, Kissed by Winter, Sara Johnsen, diretor;

Palestina, Paradise Now, Hany Abu-Assad, diretor;

Peru, Días de Santiago, Josué Méndez, diretor;

Polônia, The Collector, Feliks Falk, diretor;

Portugal, Noite Escura, João Canijo, diretor;

Porto Rico, Cayo, Vicente Juarbe, diretor;

República Checa, Something Like Happiness, Bohdan Sláma, diretor;

Romênia, The Death of Mr. Lazarescu, Cristi Puiu, diretor;

Rússia, The Italian, Andrei Kravchuk, diretor;

Sérvia & Montenegro, Midwinter Night's Dream, Goran Paskaljevic, diretor;

Suécia, Zozo, Josef Fares, diretor;

Suíça, Tout un Hiver sans Feu, Greg Zglinski, diretor;

Taiwan, The Wayward Cloud, Tsai Ming-liang, diretor;

Tajaquistão, Sex & Philosophy, Mohsen Makhmalbaf, diretor;

Tailândia, The Tin Mine, Jira Maligool, diretor;

Turquia, Lovelorn, Yavuz Turgul, diretor;

Vietnã, Buffalo Boy, Nguyen Vo Nghiem Mihn, diretor.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h46
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"O Jardineiro Fiel", de Fernando Meirelles, lidera indicações ao "Oscar" independente britânico

O filme "O Jardineiro Fiel", do brasileiro Fernando Meirelles, lidera as indicações ao 8th Annual BRITISH INDEPENDENT FILM AWARDS, o BIFA, uma espécie de "Oscar" independente britânico --não confundir com o BAFTA, o "Oscar" britânico...

Eis a lista completa:

Melhor filme britânico independente

1. A Cock & Bull Story
2. O Jardineiro Fiel
3. The Descent
4. The Libertine
5. Mrs Henderson Presents

Melhor ator

1. Ralph Fiennes - O Jardineiro Fiel
2. Matthew MacFadyen - In My Father's Den
3. Chiwetel Ejiofor - Kinky Boots
4. Johnny Depp - The Libertine
5. Bob Hoskins - Mrs Henderson Presents

Melhor atriz

1. Natasha Richardson - Asylum
2. Rachel Weisz - O Jardineiro Fiel
3. Judi Dench - Mrs Henderson Presents
4. Emily Watson - Wah-Wah
5. Joan Allen - Yes

Melhor atriz coadjuvante

1. Rob Brydon - A Cock & Bull Story
2. Bill Nighy - O Jardineiro Fiel
3. Rosamund Pike - The Libertine
4. Tom Hollander - The Libertine
5. Kelly Reilly - Mrs Henderson Presents

Melhor estreante

1. Thelma Barlow - Mrs Henderson Presents
2. Alex Nathan Etel - Millions
3. Emily Barclay - In My Father's Den
4. Samina Awan - Love + Hate
5. Rupert Friend - The Libertine

Melhor diretor

1. Michael Winterbottom - A Cock & Bull
   Story
2. Fernando Meirelles - O Jardineiro Fiel
3. Neil Marshall - The Descent
4. Laurence Dunmore - The Libertine
5. Stephen Frears - Mrs Henderson Presents

Melhor roteiro

1. Martin Hardy (screenplay based on Laurence Sterne's novel) - A Cock & Bull Story
2. Jeffrey Caine (screenplay based on John Le Carré's novel) - O Jardineiro Fiel
3. Geoff Dean & Tim Firth - Kinky Boots
4. Frank Cotrell Boyce - Millions
5. Martin Sherman - Mrs Henderson Presents

Melhor diretor estreante

1. Annie Griffin - Festival
2. Julian Jarrold - Kinky Boots
3. Laurence Dunmore - The Libertine
4. Gaby Dellal - On A Clear Day
5. Richard E Grant - Wah-Wah

Prêmio técnico

1. Peter Christelis, Editing - A Cock & Bull Story
2. César Charlone, Cinematography - O Jardineiro Fiel
3. John Harris, Editing - The Descent
4. Sandy Powell, Wardrobe - Mrs Henderson Presents
5. Ben Van Os, Production Design - The Libertine

Melhor produção

1. The Business
2. Guy X
3. Gypo!
4. It's All Gone Pete Tong
5. Song of Songs

Melhor filme estrangeiro

1. Broken Flowers
2. Crash
3. Downfall
4. Sequestro Express
5. The Woodsman

Melhor documentário

1. Andrew & Jeremy Get Married
2. Black Sun
3. Liberace of Baghdad
4. McLibel
5. Sisters In Law

Prêmio Raindance

1. Billy Childish is Dead
2. Sam Jackson's Secret Video Diary
3. Evil Aliens

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h50
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Só lembrando...

..., a Al Jazira havia anunciado poucos dias atrás seu canal de TV para crianças, conforme noticiei na Folha, aqui, em 19 de setembro último. A luta pelos corações e mentes do bloco continua...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h43
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BBC vai ter TV árabe

A BBC World Service acaba de anunciar que, sim, vai lançar seu primeiro canal de TV em língua árabe, como vinha sendo especulado nos últimos dias. Até hoje, a emissora estatal britânica transmitia noticiário em inglês e 42 outras línguas. Para acomodar o investimento no novo serviço (US$ 36 mi), serão sacrificados os equivalentes em polonês, tcheco, húngaro e tailandês, que perderão 200 funcionários. A idéia é dar a "versão ocidental" das notícias para o espectador médio de canais como Al Jazira, Al Arabyia e outros, que juntos formam a chamada "CNN dos árabes", que influencia a opinião pública do bloco.



Escrito por Sérgio Dávila às 09h40
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Sanduíche-iche e Jarmusch-musch

Alguém pode explicar o que a nutricionista recifense Ruth Lemos --mundialmente conhecida como a "mulher do sanduíche-iche"-- estava fazendo em São Paulo, no CineSesc, na noite de ontem, assistindo a "Flores Partidas", novo filme do Jim Jarmusch, na Mostra?

 



Escrito por Sérgio Dávila às 08h45
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"Profissão: Repórter" de volta

"Profissão: Repórter", a obra seminal de Michelangelo Antonioni com Jack Nicholson no papel principal, finalmente volta às telas. De Los Angeles. Mas a boa nova para os brasileiros é que o filme, há muito longe do VHS e nunca lançado em DVD, deve sair nesta última mídia no começo de 2006, com extras e em cópia restaurada. Mais aqui.



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 08h36
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Baghdad Blues

Símbolo da invasão, hotel era a nossa casa

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Assim como Bagdá não pode ser vista como uma cidade normal -a capital iraquiana está sitiada, invadida, insurgida e sendo destruída e construída a cada dia-, o Palestine não é só um hotel.
Tornou-se um símbolo.
Primeiro, para os jornalistas. Quando George W. Bush deu o ultimato para a família Hussein deixar o governo ou "encarar as conseqüências", em março de 2003, havia 2.000 repórteres em Bagdá.
O primeiro míssil atingiu o primeiro palácio de Saddam horas depois; menos de 200 profissionais haviam ficado na cidade (do Brasil, este repórter e o fotógrafo Juca Varella eram os únicos).
Os que ficamos fomos "seqüestrados" e semiconfinados ao Palestine, entre o bíblico Tigre e a simbólica praça Firdos (paraíso, em árabe). Virou nosso lar, porto seguro mas cada vez mais deteriorado na volta noturna das escapadas diárias.
Então, o primeiro golpe. Em 8 de abril de 2003, um obus de um tanque norte-americano atingiu o quarto 1504, quatro pisos acima do nosso, 1104, matando dois jornalistas e ferindo outros. O Palestine virara alvo.
No dia seguinte, foi tomado pelos soldados invasores, que fizeram do edifício a primeira sede do comando militar da coalizão. Virou o símbolo da invasão.
Hoje, os norte-americanos fingem que controlam o país a partir da Zona Verde. E já não há mais Hotel Palestine.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 07h59
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Minhas dicas da Mostra de hoje (25.10)


 

 

Minhas dicas para a Mostra de hoje. Alguns eu vi, outros me indicaram, outros são puro palpite. Nas categorias "corrida de cavalo":

Não perca:

* Trilogia "A Batalha do Chile", de Patricio Guzmán, no mínimo porque é inédito nos cinemas brasileiros, no máximo porque reconta as últimas horas de Salvador Allende, desde antes de cair pelo golpe militar liderado por Augusto Pinochet e até seu suicídio. Imperdível.

* Por Dentro da Garganta Profunda, às 15h50, na linha "Se você tiver de assistir a apenas um documentário neste ano, veja esse", que desvenda a improvável história do filme pornô mais rentável da história (teria dado US$ 500 mi de bilheteria), que deu a desculpa que faltava para os americanos "de bem" irem ao cinema ver o gênero e fez o "NYTimes" criar o termo "porn-chic" em reportagem antológica

Pode surpreender:

* Meu Pai Tem Cem Anos, às 15h, curta em que Isabella Rossellini faz sua declaração de amor cinematográfica ao pai, o grande cineasta Roberto idem, pai do neo-realismo italiano, e de quebra tenta responder à pergunta: "Meu pai era um gênio?" (era, digo eu).

* Querida Wendy, às 15h30, do amigo e protegé de Lars von Trier (que assina o roteiro) Thomas Vinterberg, da turma dos nórdicos esquisitões do Dogma, que vem bem a calhar na semana pós-aprovação do "Não" no referendo tupiniquim

* O Gosto da Meninas, às 19h, entrada na adolescência de dois meninos haitianos que tem como pano de fundo a passagem de poder de "Papa Doc" para "Baby Doc", nos anos 70

* Cinema, Aspirina e Urubus, às 21h, que TODO O MUNDO está dizendo ser o grande filme brasileiro da Mostra, com direção do estreante (em longas) Marcelo Gomes e roteiro do grande Karim Aïnouz

* Do Luto à Luta, às 21h50, no mínimo porque o diretor é meu amigo, o grande Evaldo Mocarzel, no máximo porque trata de maneira franca e aberta da vida dos atingidos pela síndrome de Down

Se der, veja (sem pressa, pois estréia logo em circuito comercial):

* Uma Vida Iluminada, às 19h, adaptação e estréia na direção do grande ator Liev Schreiber do grande livro "Everything is Illuminated", que quer dizer "Está tudo certo" no inglês muito peculiar de um guia de judeus na Ucrânia. É hilariante e tocante ao mesmo tempo, e tem a "cadela de cegos" Sammy Davis Jr.Jr. Também imperdível



Escrito por Sérgio Dávila às 07h58
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Problemas no paraíso

 

Lembra de Tetiraoa, a ilha paradisíaca no Taiti que foi de Marlon Brando por décadas, até sua morte, em 1994? Um construtor de resort comprou e vai colocar abaixo toda a memorabilia que o ator acumulou por ali... Está no "LA Times".

 

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 10h33
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E dai?

 

A "cinessérie" (chamar de cinema é bondade minha) "Sexta-Feira 13" completa 25 anos. E eu mesmo não me sinto muito bem...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h51
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"Village Voice", 50, será vendido

 

Da série "parem as rotativas" (literalmente): o "Village Voice", o inspirador do "Pasquim" carioca e de tantos outros, completa 50 anos com a notícia de que vai ser vendido (assim como outros semanários independentes) a uma grande empresa jornalística, aqui...

 

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 09h47
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O "NYTimes" não gostou

A resenhista-chefe do "NYTImes" não gostou do livro com um manuscrito encontrado inédito de Truman Capote, aqui. Aliás, "Capote" deve ser um dos filmes do ano, como já se disse neste blog (procure abaixo).

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 09h43
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Joaquin Phoenix como Johnny Cash

É a cinebiografia "Walk The Line", que estréia dia 18 de novembro nos EUA. Reportagem da Time.



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 09h23
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Obra de plagiador perdoado vai virar filme

O diretor Jean-Pierre Jeunet (do fabuloso "A Fabulosa Vida de Amelie" e do interminável "Eterno Amor") fechou com a Fox para dirigir o romance de Yann Martel "A Vida de Pi", que ganhou Booker Prize e foi acusado de plágio de "Max e os Felinos" pelo brasileiro Moacyr Scliar --depois, os dois autores entraram em acordo, com Martel se desculpando e Scliar perdoando. O roteiro é de Guillaume Laurant, que também assina os outros filmes.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h21
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Minhas dicas para a Mostra de hoje (24.10)

 

Minhas dicas para a Mostra de hoje. Alguns eu vi, outros me indicaram, outros são puro palpite. Vou dividir em quatro categorias de corrida de cavalo:

Não perca:

* Kiss Kiss, Bang Bang, às 16h30, um metathriller cômico em que Val Kilmer arrasa como um detetive gay e Robert Downey Jr. lembra o personagem principal de "After Hours", de Scorsese

* Julia Mann, às 16h50, de Marcos Strecker, meu colega de Folha, com roteiro do grande João Silvério Trevisan, sobre a brasileira Julia Mann, mãe do escritor alemão Thomas Mann.

* Pizza, às 18h, média de Ugo Georgetti, porque você não é louco (a) de perder nada que o autor de "Festa" e "Futebol" dirija

* Good Night, and Good Luck, às 18h40, direção (e papel secundário) de George Clooney num necessário filme que resgata um jornalista que ousou peitar o senador Joseph McCarthy (que não é interpretado por ninguém, aparece em cenas de época, um detalhe que vale o filme) e se torna ainda mais atual pela maneira com que a administração Bush vem lidando com a imprensa de hoje. prepare-se para muito close, fumaça de cigarroe  uma belíssima fotografia P&B

* Finais Felizes, às 21h20, em que Don Roos (e não Ross, como muita gente vem escrevendo) volta à boa forma de "O Oposto do Sexo", que "revelou" que Christina Ricci tinha crescido

* Um Lobisomem na Amazônia, às 21h40, em que Ivan Cardoso leva seu "terrir" ao mato

* 500 Almas, às 21h50, documentário de Joel Pizzini sobre os índios guatós, que se imaginava extintos

* Manderlay, às 22h, continuação da trilogia americana do dinamarquês Lars Von Trier (que começou com "Dogville" e Nicole Kidman, que aqui deu lugar agora para a filha de Ron Howard depois de brigar com o criador do movimento Dogma, que diz que nunca esteve nos Estados Unidos, mas é desmentido por Gerald Thomas --ou seja, who knows?)

Pode surpreender:

* Habana Blues, às 13h, uma espécie de Buena Vista sem Wim Wenders

* Quem É Morto Sempre Aparece, às 21h20, estréia na direção de Mark Mylod, mais conhecido por dirigir séries de TV, com um elenco que tem de Robin Williams e Meg Ryan a Holly Hunter e Woody Harrelson

Se der, veja (sem pressa, pois estréia logo em circuito comercial):

* Palavras de Amor, às 21h30, versão ficionalizada (existe esta palavra?) de um documentário que levou milhões aos cinemas dos EUA, sobre concurso de soletrar, uma mania anglo-americana, com Richard Gere (medo...) e Juliette Binoche (falando inglês, duplo medo...)

* A Passagem, às 20h50, com Ewan McGregor e Naomi Watts, sobre um profeta suicida

Fuja!

* Bloom, às 15h20, adaptação pretensiosa do inadaptável "Ulisses", de James Joyce



Escrito por Sérgio Dávila às 08h56
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Mais João Moreira Salles

Documentário volta só no ano que vem, em DVD

DA REPORTAGEM LOCAL

A cada vez que uma universidade, um evento obscuro ou um ciclo numa cidade qualquer, grande ou pequena, anuncia que "Entreatos" está na programação, o tamanho da fila para assisti-lo hoje em dia se multiplica.
Há um interesse renovado das pessoas no documentário, fora de cartaz e não-disponível em DVD. São votantes ou não do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, buscando ali "indícios" do que viria a acontecer com o governo do presidente eleito nos anos seguintes.
Afinal, estão quase todos os personagens lá, do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, ao ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, expulso no sábado, passando pelo ex-todo-poderoso José Dirceu, fora do governo Lula -há ainda e também acusados de corrupção, de movimentar caixa dois, cassados, cassáveis e o ex-núcleo duro do governo.
Dessa maneira, assistir ao filme hoje ganha um novo sentido -e vira mesmo um "jogo dos sete-erros", como disse o cineasta à Folha.
Há os que vêm traços de autoritarismo de José Dirceu aflorando quando ele questiona a presença da equipe de filmagem de Salles na campanha. Ou os que agora "reparam" no "desprezo" de Lula pelo senador Eduardo Suplicy, uma das poucas estrelas petistas poupadas no escândalo atual.
João Moreira Salles reafirma que não vai relançar "Entreatos" no cinema agora, como algumas salas e muitos espectadores vêm pedindo. Mas o filme sai em DVD no começo de 2006 -com cenas inéditas. (SD)



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 08h20
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Entrevista - João Moreira Salles

ENTREVISTA DA 2ª

JOÃO MOREIRA SALLES


Cineasta afirma que "Entreatos" mostra "indícios" de que o então candidato e seus aliados não tinham projeto de país

"É uma imensa decepção", diz documentarista da vitória de Lula

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

João Moreira Salles, 42, está decepcionado. Um dos principais documentaristas do país, reconhecido e premiado mundialmente, filmou 180 horas dos meses finais da campanha vitoriosa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em 2002, que se transformaram no documentário "Entreatos".
Hoje, assim como o público vem fazendo ao assistir de novo a seu filme, Salles repensa aquele momento com olhos críticos. "De um modo geral, o filme virou mais melancólico, se tornou um filme triste. Não era um filme triste, e se tornou", disse ele, em entrevista exclusiva à Folha, que ele concedeu a princípio para falar de um lançamento em sua produtora e da revista que prepara.
Hoje, "Entreatos" se torna quase profético quanto ao principal problema do futuro governo, o despreparo e a falta de um projeto para o Brasil, sufocado por um projeto para a vitória. "Ali, se elegia muito mais um símbolo e muito menos um projeto de país", diz. A seguir, os trechos da entrevista que tratam de política.
 

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 08h18
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Coluna "Outra América" de hoje

A telefonia como metáfora

por Sérgio Dávila

Nos últimos dias, por motivos óbvios, tenho telefonado muito para Bagdá. Às vezes, para falar com fontes da época da guerra. Outras, para checar uma história nova. Outras ainda, apenas para confirmar se amigos feitos em 2003 continuam vivos, depois de passarem por tantas explosões, as dos mísseis e bombas da invasão e as dos suicidas da insurgência.

(Sobre estas, a propósito, é imperdível a reportagem "Professor of Death", professor da morte, publicada na revista "Time" de domingo último. Começa com a frase "Papai, eu quero ser um mártir. Você me consegue um cinto explosivo?" Certo sensacionalismo à parte, a semanal traça um perfil do iraquiano Abu Qaqa al Tamimi, que se diz instrutor, nos últimos 13 meses, de candidatos a homem-bomba.)

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 14h22
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Os problemas do "NYTimes"

SAIBA MAIS

Problemas no "New York Times" vêm de longe

DA REPORTAGEM LOCAL

No longínquo dia 4 de novembro de 2000, o jornal "The New York Times" escreveu um editorial sobre o futebol brasileiro em que chamava, no texto inteiro, Ronaldo de Romário. Este era o menor de seus problemas. Na mesma época, viria à tona o "escândalo do espião chinês", reportagens baseadas em dados dúbios do FBI que afirmavam que o cientista Wen Ho Lee, que trabalhava no Laboratório Nacional de Los Alamos, era espião. Ele seria solto depois, livre das acusações.
Mas o pior estava por vir. Jayson Blair, então um jovem repórter em ascensão, foi pego em flagrante, e, na primeira do que viria a ser uma série de "reportagens-erramos", o jornal admitiu que Blair errou, plagiou ou mentiu em 36 situações, pelo menos. Foi demitido, e com ele caíram os principais executivos da Redação.
O golpe, chamado pelo próprio publisher, Arthur Sulzberger Jr., de "o ponto baixo nos 152 anos de história do jornal", abriu uma crise interna sem precedentes, que reverberou nos leitores e culminou na criação do cargo de "public editor", ou ombudsman, em outubro de 2003, cujo primeiro ocupante foi Daniel Okrent.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 14h22
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Entrevista com ex-ombudsman do "NYTImes"

MÍDIA

Crítico do trabalho da repórter Judith Miller, Daniel Okrent diz que ela "é um problema que o jornal terá de resolver"


"Times" é arrogante, diz ex-ombudsman

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Os vários problemas pelos quais o mais influente jornal do mundo vem passando têm uma só raiz: arrogância. A opinião é do primeiro ombudsman a ocupar o cargo no "New York Times", lá chamado de "editor público", função criada na esteira dos escândalos que começaram a chacoalhar o diário em 2003.
Daniel Okrent, 57, não era funcionário do "Times" quando assumiu a função, com um mandato pré-combinado de 18 meses, do qual se despediu em maio último.
Autor de vários livros, um dos quais lhe valeu uma indicação ao importante prêmio Pulitzer, fez sua carreira jornalística mais em revistas como a "Time" e a extinta "Life". Sua última obra foi "Great Fortune: The Epic of Rockefeller Center" ("a grande fortuna: o épico do Rockefeller Center"), publicado pela editora Viking Penguin, em 2003.
Ele conversou com a Folha sobre a repórter Judith Miller, que passou de vilã a mártir e a vilã de novo em menos de um ano (leia texto nesta página).
Falou por telefone de Manhattan, onde faz pesquisa para um livro sobre a Lei Seca, a sair em 2008, prepara a coletânea de seus artigos como ombudsman e treina palestras que dá pelo país cujo tema é: "Como sobrevivi às entranhas do "Times'".

O resto aqui.
 



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 14h21
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Era dublê!

Sabe aquelas fotos da Jennifer Aniston beijando o Vince Vaughn? A mulher era dublê, diz hoje o "New York Post", segundo reportagem aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h58
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Shirley Horn - Discografia comentada por ela

"I Remember Miles" é uma declaração de amor, diz cantora

da Redação

A seguir, Shirley Horn comenta todos os seus discos dos anos 90, em ordem decrescente de lançamento. (SD)


"I Remember Miles" (Verve, 1998) - "É uma declaração de amor. Eu gostaria muito de tê-la feito antes de ele morrer, mas não deu."
"Lovin You" (Verve, 1997) - "(O arranjador, pianista e guitarrista) George Mesterhazy é um músico maravilhoso, nós sempre quisemos trabalhar juntos. Então fizemos este disco, um disco de canções de amor, para namorados (com uma música de Jobim e duas versões de Ivan Lins). Gravamos em Hollywood, num dos estúdios de que mais gosto em todo o mundo."
"The Main Ingredient" (Verve, 1996) - "Há muito tempo eu queria fazer um disco em minha casa. Chamei os músicos, que se instalaram aqui. Tocávamos até as 4h e então eu cozinhava para eles. Isso durou quatro dias. Eu sou muito boa com carnes: vitela, churrasco, lombo..."
"I Love You, Paris" (Verve, 1994) -"Eu estive em Paris três ou quatro vezes e eu percebi o quanto amava a cidade. Então, resolvi fazer esta homenagem aos parisienses."
"Light Out of Darkness" (Verve, 1993) - "Bem, é simplesmente meu tributo a Ray Charles."
"Here's to Life" (Verve, 1992) - "É um álbum que eu gostaria de ter feito há décadas e nunca conseguia. Eu adoro Johnny Mandel."
"You Won't Forget Me" (Verve, 1991) - "Bem... Provavelmente é o meu favorito de todos os que já gravei, porque tem Miles tocando nele (na música-tema, de K. Goell e F. Spielman; essa foi a única vez em que Shirley e Davis gravaram juntos)."



Escrito por Sérgio Dávila às 23h54
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Shirley Horn - Crítica de 1999

Shirley Horn e a noite do silêncio

SÉRGIO DÁVILA
Editor da Ilustrada

Não, ela não estava mais resfriada. E conseguiu de novo. A cantora e pianista Shirley Horn arrebatou a platéia cheia do Alfa Real, na noite de sexta-feira, a golpes de sutileza, virtuosismo e silêncio.
Foram seis músicas de Tom Jobim e 50 minutos de show, amparados pelo verdadeiro "tapete" sonoro cerzido pelo baterista Steve Williams e o baixista Charles Ables (sempre com seu braço seguro e óculos de super-herói).
À frente, este caso raro de combinação perfeita entre cantora e pianista (Nina Simone pode ser instrumentista mais exuberante, mas a voz fica a dever à de Horn).
Isso ficou claro na última música, "How Insensitive" (em que trocava o verso final "when a love affair is over" para "when a love affair is ended", da mesma maneira que masculinizou todas as referências femininas das músicas de Jobim, como em "Boy from Ipanema").
Assim, enquanto conseguia a magia de pontuar suas frases com interjeições que são verdadeiros pizicatos vocais, afinal nos lembrando que a voz é também um instrumento de cordas, o teclado acompanhava com staccatos, numa harmonia tão perfeita quanto só conseguem a voz de João Gilberto e seu violão. Aliás, o brasileiro era referência também na relação de Shirley Horn com o silêncio. Os dois músicos talvez sejam os únicos, hoje, que arrancam do público nacos prazerosos de silêncio.
A noite terminou com a única não jobiniana, o bis "Here's to Life", do disco homônimo de 1992. Um brinde à vida.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h50
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SHirley Horn - Entrevista de 1999

Musa de Miles chega para mostrar sussurro dos céus

Divulgação
A cantora americana Shirley Horn ao lado de Miles Davis (1926-1991), que a revelou ao mundo da música



Shirley Horn presta tributo a Tom Jobim sexta-feira no Heineken


SÉRGIO DÁVILA
Editor da Ilustrada

Shirley Horn está resfriada. E (com a licença de Gay Talese) Shirley Horn resfriada é Picasso sem tintas, Ferrari sem gasolina. A maior cantora de jazz da atualidade -você leu direito, ela é a melhor em atividade- fala com a Folha por telefone de sua casa, em Nova York. E está resfriada.
Pânico. O show que ela fará sexta-feira em São Paulo está cancelado? Não, não há a menor hipótese. Shirley Horn toma no momento chá de gengibre e garante que estará em forma até lá.
Norte-americana, 65 anos, a cantora e pianista foi descoberta por Miles Davis nos anos 60 e é a principal atração feminina do Heineken Concerts. Ela abria os shows do trompetista no lendário clube Village Vanguard, no bairro nova-iorquino, e acabou gravando seu primeiro álbum, "Embers and Ashes" (1960), por insistência de Davis.
O festival acontece só hoje no Rio, começa amanhã em São Paulo e está mais jazzy (portanto melhor) do que nunca. Melhor mesmo que seu irmão mais velho, o Free Jazz, cuja última edição não foi inesquecível.
Shirley Horn chegou ontem ao Brasil para prestar um tributo ao amigo Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e deve cantar "cinco ou seis" temas do músico. Infelizmente, não apresenta nada de seu 15º e mais recente disco, o excelente "I Remember Miles", lançado em 1998. "É a regra do jogo, estou no Brasil, vou fazer a homenagem", diz ela.
Shirley Horn se destacou no cenário das vocalistas de jazz por sua voz sussurrante (um meio-termo entre Billie e Sarah), sua desconstrução (e reconstrução posterior, em seu próprio ritmo) das músicas que canta e extremo bom gosto na escolha do repertório dos discos.
Ela chega com o baterista Steve Williams e o baixista Charles Ables. Quem ouviu algum de seus últimos discos sabe o que trio significa. Leia abaixo os principais momentos da entrevista e saia para comprar o ingresso na sequência. Vai ser uma noite histórica.

Folha - Resfriada?
Shirley Horn -
Sim, espero que você entenda o que eu falo.
Folha - Como foi ganhar o Grammy deste ano por seu disco "I Remember Miles"? A sensação é realmente a de ganhar o Oscar da música, como se fala, ou é só mais uma estatueta barata?
Shirley -
Bem, eu fiquei feliz, é uma vitória se destacar entre seus pares. Não é nenhuma Hollywood, mas é engraçado estar lá.
Folha - Como era seu relacionamento com Miles Davis?
Shirley -
Nós nos tornamos amigos íntimos da primeira vez que nos encontramos em Nova York. Na única vez em que tocamos juntos, pouco antes de ele morrer, a intensidade era a mesma (no disco "You Won't Forget Me", o melhor dela). Nós tínhamos a música em comum, mas tomamos caminhos diferentes. Eu estava aberta a ele, no entanto eu toco piano, e ele já tinha seu pianista. Fiz este CD (de músicas que ele gostava) mais de brincadeira. Miles era o sujeito de mente mais aberta que eu conheci.
Folha - Pouca gente sabe que você também compõe. Por que nunca grava nada seu?
Shirley -
Isso foi há muito tempo. É uma história da qual eu não gostaria de falar.
Folha - Por quê?
Shirley -
Eu... Um dia eu vou tocar minhas músicas.
Folha - O que tocará aqui?
Shirley -
Jobim. Cinco músicas. "The Boy from Ipanema" (sua releitura muito particular da música de Jobim), "Insensatez" ("How Insensitive") e algumas outras.
Folha - O que você ouve hoje?
Shirley -
Não escuto rádio. Escuto os discos que tenho aqui em casa. Não há boas estações, não há emissoras de jazz, você acredita?
Folha - Há algo novo no jazz?
Shirley -
Eu ouço muito, e há alguns nomes muito bons, mas não lembro quais. O trompetista de Miles (Roy Hargrove), por exemplo, é excelente.
Folha - Quem é a próxima Shirley Horn?
Shirley -
Eu não sei. (Rindo) Mas a primeira ainda está aqui.
Folha - Já ouviu falar em Chemical Brothers?
Shirley -
O que é isso?
Folha - Um grupo de música eletrônica.
Shirley -
O que é isso?
Folha - Música que não pode ser assobiada.
Shirley -
Oh, no! Bem, deve ser bom para quem ouve. Não para mim.
Folha - E o próximo álbum?
Shirley -
Devo gravá-lo em julho. Não sei o repertório ainda, mas deve ser um outro trabalho com (o arranjador) Johnny Mandel.
Folha - Apesar de sua voz soar como um sussurro dos céus, seu sobrenome é Horn (buzina, em inglês). Quem foi o autor desta indelicadeza?
Shirley -
Meu pai... O que você disse?
Folha - Sobre a buzina?
Shirley -
Não, no começo, sobre o sussurro.
Folha - Que sua voz é um sussurro dos céus?
Shirley -
Isso! Fale de novo, é tão bom ouvir...



Escrito por Sérgio Dávila às 23h49
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Morreu Shirley Horn - O mundo fica mais rouco

Acaba de morrer a melhor cantora de jazz que ainda estava por aí, Shirley Horn, aos 71, em decorrência de diabetes. Assisti a todos os shows dela que cruzei pelo mundo. De todos os discos, o melhor é esse aqui, recente, de 1990, especialmente a primeira faixa, que você pode ouvir aqui, só um pedacinho, e do qual você vê a capa abaixo. O título não poderia ser mais apropriado: "You Won't Forget Me". I won't.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h47
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Finalmente!! O Pop, Pop, Pop versão Podcast está no ar

Ouça minhas dicas para a 29a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que estreou hoje. Este link é em alta. Já este é em baixa. Aviso aos navegantes: são 18 minutos de blablablá em MP3 deste que vos bloga. Mas valem a pena (segundo o próprio autor...).
 
 

Manual de instruções

COMO ASSINAR O PODCAST
Clique sobre o link abaixo com o botão direito do mouse para copiar o endereço em seu iTunes, Winamp ou outro agregador de mídia:
 
O QUE É UM PODCAST E COMO OUVIR:
 
PERGUNTE SE EU SEI O QUE QUER DIZER TUDO ISSO ACIMA:
 


Categoria: Pop, Pop, Pop - Podcast
Escrito por Sérgio Dávila às 19h46
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Daqui a pouquinho...

Por problemas técnicos, a estréia do "Pop, Pop, Pop" em podcast ainda não aconteceu. Assim que entrar "no ar", você vai ser o primeiro a saber, aqui.

 



Categoria: Pop, Pop, Pop - Podcast
Escrito por Sérgio Dávila às 18h23
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Pop, Pop, Pop - Especial Mostra - 16h de hoje

Lembrando: às 16h, será "disponibilizado" (odeio a palavra) a volta do "Pop, Pop, Pop", agora em podcast. Você clica no link e ouve minhas indicações da Mostra.

 



Categoria: Pop, Pop, Pop - Podcast
Escrito por Sérgio Dávila às 08h22
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Plano de Vôo 2

CRÍTICA

Em thriller aéreo, o perigo vem do alto, como no 11 de Setembro

DO ENVIADO A LOS ANGELES

Jodie Foster está em roupas de época. A câmera fecha nela. A menina de 12 anos desce as escadas de um cabaré dos anos 30 cantando "My Name Is Tallullah". Na platéia, todos os meninos entre 10 e 14 anos se apaixonam instantaneamente por aquela atriz loirinha e moleca. Estamos falando do grande "Bugsy Malone", um dos filmes mais subestimados do britânico Alan Parker, de 1976, que homenageia os filmes da Lei Seca com um elenco só de crianças.
Cada um tem o filme em que descobriu Jodie Foster -ela trabalha desde os seis e fez quase 40 longas. Pode ser a prostituta-mirim de "Taxi Driver" (76), a garota que é estuprada por um grupo em "Acusados" (88) e resolve levá-los à Justiça, ignorando as ameaças e os conselhos em contrário, papel que lhe valeu o primeiro Oscar. Ou a obstinada detetive do FBI Clarice Starling, que ganha as graças de Hannibal "The Cannibal" Lecter (um soberbo Anthony Hopkins) em "O Silêncio dos Inocentes" (91), para mim o seu melhor -e que lhe valeu o segundo e último Oscar.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 08h14
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Plano de Vôo

CINEMA

Com 36 anos de profissão, a atriz de "Plano de Vôo", que estréia hoje no Brasil, diz estar mais exigente para escolher seus trabalhos


Bissexta, Jodie Foster volta com polêmica

SÉRGIO DÁVILA
ENVIADO ESPECIAL A LOS ANGELES

É mais fácil você encontrar um CD ao vivo do Pearl Jam (eles já lançaram uns cem) do que um filme que tenha Jodie Foster como protagonista. Isso porque a atriz norte-americana de 42 anos está no métier há 36, desde que um cachorro felpudo puxou a parte inferior de seu biquíni numa propaganda do "bronzeador" Coppertone, aos seis anos de idade.
"Sim, estou mais exigente", confirma ela à Folha na suíte de um hotel cinco estrelas de Beverly Hills, na Califórnia. Foi essa exigência que fez com que a eterna prostituta-mirim de "Taxi Driver", a obra-prima de Martin Scorsese de 1976 com Robert de Niro que ainda hoje é seu melhor filme, trabalhasse em 38 longas, mas apenas um a cada dois ou três anos na última década.
Leia mais aqui.

 



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 08h13
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Imax no Brasil - 2

A "transcodificação" de um filme "normal" (inclusive brasileiro) se dá pela tecnologia IMAX DMR, que aceita películas produzidas originalmente em 35mm, que escorregam de maneira vertical pelos projetores, para o IMAX de 15/70mm, que se movimenta horizontalmente nos projetores da marca. O primeiro a sofrer este tipo de transformação foi o "Apolo 13", de 1995, dirigido por Ron Howard, com Tom Hanks no papel principal. A coisa é diferente e muito mais fácil se o filme é inteiramente gidital, como o final da nova trilogia "Star Wars", de George Lucas. Nem a IMAX Corp. nem o Tacla brasileiro falam em valores investidos nem datas definidas.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h24
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Imax abre sua primeira sala no Brasil

 

 

A IMAX Corporation, empresa detentora dos direitos e da tecnologia daquelas telonas gigantes que se espalham pelo mundo, acaba de anunciar um acordo com o paranaense Tacla Shopping para insntalar o primeiro IMAX no Brasil. Será no Palladium Shopping Mall, em Curitiba. A empresa abrirá salas também em quatro outros países latinos e na Rússia. As salas mostrarão tanto estréias da semana --como aconteceu nos EUA com blockbusters como "Homem-Aranha", "Tomb Raider" e "O Senhor dos Anéis" --quanto filmes produzidos especialmente para a tecnologia, como os irretocáveis documentários sobre a conquista da Lua e as profundezas maritimas e o que acompanha o ex-jogador de basquete legendário Michael Jordan, filmado por Spike Lee.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h14
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Futilidades & insignificâncias

Taí a foto de Jennifer Aniston beijando Vince Vaughn --atrás do arbusto, no less. Os dois estão no filme "The Break Up", ainda em filmagem e sem site oficial. O crédito da foto é da revista "People"

Beyonce Knowles



Escrito por Sérgio Dávila às 09h46
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Seis graus de separação

Jason Schwartsman é mais conhecido como o ator esquisitão de filmes esquisitões (e bons) como "Rushmore" e "I Heart Huckabees" e "O Guia do Mochileiro das Galáxias. E como sobrinho de Francis Ford Coppola e primo de Nicolas Cage, filho que é de Talia Shire, a irmã de Coppola que todo o mundo se lembra da trilogia "O Poderoso Chefão" (ela é a caçula Connie, da família) e da cinessérie "Rocky" ("Adrian! Adrian!, gritava Stallone depois de uma luta, um grito quase tão famoso no cinema quanto o do Tarzã). O que eu não sabia é que por dez anos ele foi baterista e compositor da banda Phantom Planet, que faz o tema de abertura da série "The O.C", chamado "California". Pois ele volta agora à telas num dos papéis principais de "ShopGirl", que estréia sexta nos EUA e é baseado num texto que o comediante Steve Martin escreveu para a revista "The New Yorker", virou livro, depois best-seller e agora filme. Um perfil interessante dele aqui.

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 09h12
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Promessa pública

 

Amanhã, a pedidos, coloco minhas indicações à 29a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa para o público na sexta-feira. Dividirei em filmes, documentários, brasileiros e retrospectivas/homenagens. Até já.

 

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h02
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Saddam em Cannes - Final

Saddam Hussein conheceu o local a convite do então presidente francês Giscard d'Estaing, em 1975. Encantou-se pela área. O amor foi mútuo pelo governo francês, que nos anos seguintes teria no Iraque um de seus principais parceiros comerciais (não dê risadinhas, o Brasil também estava na lista, na época dos milicos), chegando a vender uma usina nuclear por R$ 12 bilhões --que depois seria bombardeada por Israel, para sorte de todos. Para encerrar, não há notícias de que o ex-ditador tenha pisado um dia o tapete vermelho do Palais e visto um filme. Já quanto aos seus filhos, há controvérsias...

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h07
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Saddam em Cannes 2

A outra propriedade fica em Grasse, perto dali, e vale "só" R$ 4 milhões. Já foi invadida por skinheads também e tem as paredes todas pichadas por slogans nazistas. Ambas as propriedades estavam vazias, pois logo após a queda de Saddam Husseinm membros do serviço secreto norte-americano e britânico fizeram a limpa nas propriedades conhecidas do ex-ditador, como as duas na costa francesa. Mesmo assim, diz o embaixador iraquiano, valem muito dinheiro e, se colocadas no mercado, podem ser revertidas em benefícios ao mesmo povo iraquiano que sofreu nas mãos do homem que hoje de manhça sentava-se no banco dos repus a milhares de quilômetros dali, na Zona Verde de Bagdá. A Côte d'Azur sempre atraiu ditadores ou ditadores aposentados (será algo na água?). Outros vizinhos de Saddam eram o haitiano Jean-Claude "Baby Doc" Duvalier e Mobutu Sese Seko, do Zaire. Imagine a conversa dos três na hora de, digamos, levar o lixo para fora. "Eu mandei matar 400 mil", gabaria-se Saddam. "Mas eu sou responsável pela quase extinção de meu país", diria "Baby Doc". Enquanto Mobutu pensaria: "Amadores"...



Escrito por Sérgio Dávila às 10h58
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Saddam em Cannes

Enquanto Saddam Hussein é julgado em Bagdá por crimes contra a humanidade, dois de seus palacetes em Cannes são invadidos por sem-teto skinheads. Segundo a embaixada iraquiana em Paris, o ex-ditador tem duas casas luxuosíssimas no balneário francês conhecido por abrigar o melhor festival de cinema do mundo. Ambas dão vista para a Riviera, uma delas no alto de uma colina. Esta, uma villa, tem 12 quartos e foi adquirida por Saddam por R$ 30 milhões em 1982. Era mais usada por um de seus filhos, Uday, em festas lendárias que o desequilibrado rapaz morto em emboscada pelo Exército norte-americano gostava de dar. Na vizinhança, colegas árabes como o ex-rei Fahd, da Arábia Saudita, e um dos irmãos de Osama bin Laden, além de Tinta Turner e Bono --não é à toa que o lugar é chamado de "morro dos bilionários"...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h50
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Quanto ganha o lobby

Que a indústria do entretenimento é tratada como assunto de Estado pelos americanos é notícia velha --e atitude compreensível, uma vez que o setor é responsável por quase 7% do PIB americano. Os sete maiores estúdios (Disney, Fox, MGM, Paramount, Sony, Universal e Warner) bancam a MPAA, uma espécie de Fiesp da indústria cinematográfica, cujo presidente-barra-secretário de Estado para assuntos cinematográficos foi por anos Jack Valenti, amigo de todos os presidentes americanos desde Kennedy e assíduo freqüentador do Congresso brasileiro, onde fazia lobby aberto anti-leis protecionistas. Pois o processo "Recording Industry vs the People", o caso em que a indústria fonográfica está processando quem faz download ilegal, acaba de anexar um documento interessante. É quanto faturou e quanto ganha a turma da MPAA, que pegou carona na ação dos colegas da música. Faturamento em 2004: US$ 51,5 milhões; despesas: US$ 53,1 milhões (prejuízo de US$ 1,6 milhões, portanto). O melhor: gastos em política anti-pirataria: US$ 8,4 milhões; despesas com lobby: US$ 5,8 milhões; salário anual de Valenti, hoje aposentado: US$ 1,4 milhão. Saber disso tudo: não tem preço.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h19
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VideoFilmes lança "Criterion" brasileira

COLEÇÃO

Títulos da VideoFilmes vão de Pasolini à inédita nos cinemas "Batalha do Chile", sempre com extras importantes


Conceito de "DVD de arte" cresce no Brasil

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

O segmento da indústria do entretenimento que mais aumenta no mundo é o do DVD. Na porcentagem de crescimento e em números absolutos de venda e aluguel, o formato já desbancou o combalido VHS, os ingressos vendidos em cinema, os livros consumidos e qualquer outro suporte artístico. São US$ 20 bilhões (R$ 44,9 bilhões) em faturamento e 60% das locações só nos EUA. No Brasil, o mercado deve chegar a R$ 1 bilhão em 2005, com crescimento de 79% na venda direta ao consumidor, segundo dados da revista especializada "Filme B".
Tamanha "exuberância racional" dá margem a nichos e subnichos. Um deles é o "DVD gourmet", ou "DVD de arte", que se especializa em títulos que sejam raros, estejam há muito tempo fora do mercado, tenham cópias destruídas ou maltratadas ou simplesmente não cheguem às salas de cinema. Pois o Brasil ganha seu primeiro selo desse tipo digno do nome. Vem da produtora VideoFilmes, que lança sua coleção até o final de outubro, segundo apurou a Folha.
O nome é redundante: Coleção VideoFilmes. Criada em 1985 pelos irmãos João Moreira e Walter Salles e o amigo Maurício Andrade Ramos, a produtora homônima é responsável pela produção de longas como "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles e Katia Lund, de 2002, indicado para quatro Oscars, e "Central do Brasil", do próprio Walter, de 98, indicado para duas estatuetas, entre dezenas de outros filmes.
Pois a empresa carioca chega com uma lista inicial de títulos e nomes de peso, que vai dos italianos Pier Paolo Pasolini (1922-1975), com seu seminal "Teorema", de 1968, e Federico Fellini (1920-1993), com "Os Palhaços", de 1971, a pelo menos quatro filmes do documentarista francês Jean Rouch, o pai do "cinema verdade", morto no ano passado, cuja obra é virtualmente ausente das locadoras do país, passando pelo brasileiro "Onde a Terra Acaba", de 2002, sobre Mário Peixoto (1908-1992).
Documentários, aliás, devem dar o tom da coleção, inspirada francamente na norte-americana Criterion, objeto de desejo de 11 em cada dez cinéfilos. Dois dos primeiros lançamentos confirmam a tendência. São eles a trilogia "Batalha do Chile" (inédita no Brasil até agora, mas com exibição programada para a Mostra de SP), feita entre 75 e 79 por Patricio Guzmán, e "A Batalha de Argel" (65), de Gillo Pontecorvo.
O lançamento de "Chile" em DVD será acompanhado da exibição em tela grande do filme, com uma mesa de debates à qual serão convidados brasileiros que tenham a ver com aquele momento do país vizinho, em que um presidente socialista eleito democraticamente era derrubado por um golpe militar liderado por Augusto Pinochet. A produtora fará eventos do tipo sempre que o título for inédito ou esteja há muito tempo longe dos cinemas.
Já o drama político dirigido por Pontecorvo, que mostra o movimento de libertação da Argélia centrado na figura do revolucionário Saadi Yassaf, está atualmente em cartaz no Cineclube Vitrine de São Paulo, mas chega ao DVD carregado de atrações extras que o fazem valer à pena como item de colecionador.
O critério da escolha dos títulos, tanto os 17 já confirmados quanto os cinco em negociação obtidos pela Folha, é puramente pessoal, confirma João Moreira Salles. "É uma lista de afinidades, que reflete minhas preferências, as preferências do Waltinho e sugestões de pessoas próximas nossas." Este conselho informal é composto por, entre outros, Nelson Pereira dos Santos, Eduardo Escorel, Karim Aïnouz e Sérgio Machado.
Já o aspecto mercadológico não parece ser a principal preocupação da coleção, embora um plano ambicioso de vendas esteja em marcha. Segundo cálculos de Maurício Andrade Ramos, há um mercado no Brasil para que este tipo de DVD venda entre 1.500 e 3.000 cópias a cada lançamento, embora um título parecido com os da coleção, mas lançado antes, que é o documentário sobre o pianista Nelson Freire, tenha chegado aos 16 mil até agora.
A VideoFilmes pretende colocá-los tanto nas locadoras quanto para o consumidor via livrarias, como Cultura e Saraiva, e sites, como Submarino e Americanas. Sobre sites, aliás, há uma história curiosa. João Moreira Salles dá aula de documentário no Departamento de Jornalismo da PUC-RJ, e uma aluna que fazia uma monografia sobre sua produtora veio lhe falar, envergonhada, sobre o endereço da VideoFilmes.
Ela procurava os filmes da produtora, "mas não aqueles que aparecem no site", disse. A produtora não tem site, respondeu ele. Tem sim, insistiu ela, sem o final ".br". Pois o cineasta entrou em www.videofilmes.com. "É um site pornô português do arco-da-velha", ri ele. "Você quer anões com cavalos? Tem. Mulheres com touros? Tem também."
Não, nenhum dos títulos portugueses será lançado pela coleção, que chega às lojas a um preço unitário de R$ 45, em média.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 10h05
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80 Anos da revista "New Yorker" em 8 DVDs

 

NOS BASTIDORES DA MÍDIA

Revista semanal americana ganha versão digital integral de seus 80 anos de existência


"New Yorker" marca encontro de 4.000 dias

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Primeiro, a má notícia. Este repórter não leu inteiras todas as quase 4.000 edições da revista "New Yorker", a melhor e (ainda hoje) mais bem escrita publicação semanal norte-americana, que comemorou seus 80 anos de existência no dia 21 de fevereiro último. Segundo, a boa: se o leitor quiser, pode passar os próximos 11 anos e meio fazendo isso, se devorar uma edição por dia.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 10h01
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Outra América - Alguém Tem de Dizer Sim

Alguém tem que dizer sim

por Sérgio Dávila

Mesa de jantar, segunda-feira, restaurante japonês, bairro de classe média alta de São Paulo. Dez pessoas, entre elas empresários, socialites, advogados e jornalistas (sem juízo de valor quanto à ordem da listagem, seja ascendente, seja decrescente). Alguém propõe uma prévia do plebiscito de domingo que vem, sobre a comercialização de armas de fogo e munição no Brasil.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 09h59
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Huckabees - A Vida É uma Comédia

"HUCKABEES - A VIDA É UMA COMÉDIA"

Eu "coração" David O. Russel

DA REPORTAGEM LOCAL

Filme estranho este "Huckabees - A Vida É uma Comédia" ("I Heart Huckabees" no original; "heart", no caso, é o simbolozinho do coração, significando "eu amo os Huckabees"), de David O. Russel.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 09h58
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Julgamento de Saddam Hussein

IRAQUE SOB TUTELA

Julgamento de ex-ditador começa na quarta, em meio a polêmica e bancado por US$ 75 mi dos EUA


Saddam volta a Bagdá, agora como réu

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Saddam em Bagdá. A banalidade do mal que o ditador iraquiano Saddam Hussein, 68, cometeu ou não durante as décadas em que comandou o Iraque como quis começa a ser julgada em três dias, na mesma capital pela qual espalhou metade dos 70 palácios suntuosos que construiu ao longo de um governo que disseminou terror entre a população e provocou guerras nos países vizinhos.
Chega a uma corte comandada por um juiz iraquiano como ele e em meio a polêmicas envolvendo o processo todo, que pode levar meses e tem um orçamento bancado pela administração de George W. Bush. O presidente norte-americano cuidou pessoalmente para que US$ 75 milhões fossem direcionados especificamente para o espetáculo de quarta-feira.

O resto aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 09h54
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Transposição do São Francisco

Sem transposição de água, Los Angeles não existiria

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Jack Nicholson está imobilizado por brutamontes contra a cerca de um reservatório, Roman Polanski chega e corta uma de suas narinas, em represália por estar fazendo perguntas demais. Ele é um detetive particular e investiga a máfia da água em Los Angeles no começo do século passado.
Quem assistiu ao clássico "Chinatown", de 1974, reconhece a cena, parte de um roteiro que tinha como pano de fundo uma versão ficcionalizada do que se convencionou chamar depois de "The Owens Valley Water War" (a guerra da água do vale Owens).

O resto aqui

 



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 09h54
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Longa viagem Sul adentro


Longa viagem sul adentro

Não tem a ver com cinema, eu sei, mas a última "London Review of Books" traz o melhor texto que li sobre a passagem do furacão Katryna no sul pobre dos Estados Unidos. Eles mandaram para lá o escritor-revelação escocês Andrew O'Hagan ("The Missing", "Personality"), casado com a também escritora India Knight. Se você lê inglês, perca uma horinha de seu dia. Vale a pena.



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 09h12
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Nos bastidores da notícia

Em tempos de Jason Blair e da suspeição que paira sobre Judith Miller no momento, os semi-órfãos do "New York Times" (como este que vos escreve) podem se consolar no cinema, com dois ótimos filmes sobre dois ótimos jornalistas, ambos mortos. É "Capote", sobre Truman Capote (1924-1984), um dos pilares do "novo jornalismo", também dito "literário", que deve valer a indicação do Oscar a Philip Seymour Hoffmann e ainda não tem data de estréia no Brasil, e "Good Night, and Good Luck.", dirigido por George Clooney, sobre Edward R. Murrow (1908-1965), o homem-forte do departamento noticioso da CBS que topou encarar de frente a caça às bruxas promovida pelo senador Joseph McCarty. este abre a Mostra de Cinema de São Paulo nesta quinta. Tem texto sobre os dois no "LA Times".

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 09h01
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A propaganda é a alma do negócio

A Slate traz artigo muito bem argumentado sobre como a máquina de publicidade dos estúdios, não a criatividade, movimenta as rodas dos cinco grandes estúdios de Hollywood. Em 2004, a indústria gastou US$ 34,4 milhões por filme, em média, em publicidade. O texto, de Edward Jay Epstein, compara dois filmes do mesmo gênero (comédia romântica), com a mesma estrela (Julia Roberts) e feitos na mesma época (anos 90) e explica por que tiveram resultados tão diferentes: "O Casamento de Meu Melhor Amigo" (US$ 21 milhões no primeiro fim-de-semana) e "Todo o Mundo Diz Eu Te Amo" (US$ 132 mil).



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 08h49
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As melhores capas de revista da história

A reportagem da Folha Online aqui.

As três primeiras capas:

Rolling Stone front cover

 

A lista completa:

1. Rolling Stone, Jan. 22, 1981, John Lennon and Yoko Ono.

2. Vanity Fair, August 1991, Demi Moore.

3. Esquire, April 1968, Muhammad Ali.

4. The New Yorker, March 29, 1976, Saul Steinberg drawing of Manhattan.

5. Esquire, May 1969, Andy Warhol.

6. The New Yorker, Sept. 24, 2001, Illustration of World Trade Center.

7. National Lampoon, January 1973, "If You Don't Buy This Magazine, We'll Kill This Dog."

8. Esquire, October 1966, "Oh my god - we hit a little girl."

9. Harper's Bazaar, September 1992, "Enter the Era of Elegance."

10. National Geographic, June 1985, Afghan refugee.

11. Life, April 30, 1965, 18-week-old fetus.

12. Time, April 8, 1966, "Is God Dead?"

13. Life, Special Issue, 1969, man on the moon.

14. The New Yorker, Dec. 10, 2001, illustration of New York City map.

15. Harper's Bazaar, April 1965.

16. The Economist, Sept. 10-16, 1994, photo of camels, "The trouble With mergers."

17. Time, June 21, 1968, "The Gun in America."

18. ESPN, June 29, 1998, Michael Jordan.

19. Esquire, December 2000, Bill Clinton.

20. Blue, October 1997.

21. Life, Nov. 26, 1965, Vietcong prisoner with eyes and mouth taped.

22. George, October/November 1995, Cindy Crawford.

23. The Nation, Nov. 13, 2000, George W. Bush.

24. Interview, December 1972, Andy Warhol.

25. Time, Sept. 14, 2001, World Trade Center.

26. People, March 4, 1974, Mia Farrow.

27. Entertainment Weekly, May 2, 2003, The Dixie Chicks.

28. Life, April 16, 1965, dying pilot and helicopter crew chief.

29. (tie) Playboy, October 1971.

29. (tie) Fortune, Oct. 1, 2001, man covered in ashes near World Trade Center.

31. Newsweek, Nov. 20, 2000, image of Al Gore/George W. Bush.

32. Vogue, May 2004, Nicole Kidman.

33. (tie) Newsweek, July 30, 1973, Nixon White House and tape recorder

33. (tie) Wired, June 1997, "Pray."

35. New York, June 8, 1970, "Free Leonard Bernstein!"

36. People, Sept. 15, 1997, black-white portrait of Princess Diana.

37. (tie) Details, February 1989, Cyndi Lauper.

37. (tie) Fast Company, August/September 1997, "The Brand Called You."

37. (tie) Glamour, August 1968, Katiti Kironde II

37. (tie) National Geographic, October 1978, gorilla with camera.

37. (tie) Time, April 14, 1997, Ellen DeGeneres.

 



Categoria: Li e gostei
Escrito por Sérgio Dávila às 07h45
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"O Jardineiro Fiel"

 

Eu resenhei "O Jardineiro Fiel" do Fernando Meirelles na última sexta-feira na Folha. Começa assim:

Meirelles se firma como o mais corajoso de sua geração

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Nos anos 80, Miguel Magno e Ricardo de Almeida inventavam o besteirol paulistano no TBC com os personagens Fanta Maria e Pandora, hilariantes, um dos quais tinha o bordão: "Você leu tal texto? É pré-requisito para esta aula". A cada vez que um deles fazia a pergunta, tão ouvida fora dali a sério pela platéia, formada de estudantes na maioria, a casa vinha abaixo em gargalhada.
O assunto aqui é sério -embora na mesma época Fernando Meirelles fosse Valdeci, o invisível câmera do cômico personagem Ernesto Varella de Marcelo Tas- , mas dois livros deveriam ser "pré-requisito" para o público deste seu "O Jardineiro Fiel".

O resto você lê aqui.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 18h18
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Baghdad Cafe 3 - Final

Tudo isso para dizer o seguinte: o Lanterna Mágica, que é o nome em árabe do tal único cinema de Bagdá, não é o único. Segundo o site www.globalsecurity.org, há um outro, improvisado. É uma sala de estar que foi reformada, recebeu equipamentos de última geração de DVD e home-theatre e serve apenas aos soldados norte-americanos, que a cada semana assistem a um título diferente, exportado dos Estados Unidos graças a uma iniciativa de cadeias de videolocadoras na linha "apóie nossas tropas". Ironia: fica na Zona Verde, num dos aposentos de um dos palácios de Saddam Hussein, que começa a ser julgado nesta quarta...



Escrito por Sérgio Dávila às 16h04
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Baghdad Cafe 2

São dramás, animações (!) e, principalmente, documentários. 120 diretores submeteram 136 filmes, com durações de cinco minutos a meia hora, disse Nizar Al-Rawi, o Leon Cakoff do festival de lá, ou dez vezes mais do que ele esperava. Não é por acaso. O escândalo de Abu Ghraib só foi revelado porque os soldados fotografaram e registraram tudo em vídeo. Entre uma explosão e outra, 136 iraquianos (mais suas equipes) encontraram tempo para fazer um filme. A era digital permite isso. Graydon Carter, o dândi editor da revista "Vanity Fair" cujo cabelo parece saído da clássica cena com Cameron Diaz em "Quem Vai Ficar com Mary", já disse que o documentário está para os anos 00 como o jornal mimeografado estava para os anos 70. À revolução, pois.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h29
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Baghdad Cafe 1

Em 2003, logo após a queda de Bagdá, durante a invasão do Iraque, um casal gay me confessou que o único cinema em atividade na capital era na verdade um ponto de "pegação". Claro que eles estavam falando demais para celebrar o fato de poder sair do armário pela primeira vez desde na vida deles, pois nasceram já sob a ditadura de Saddam Hussein. Naquele caso, contavam, pouco interessava o que ia nas telas, geralmente uma superprodução egípcia --Cairo está para o mundo árabe como Hollywood está para o ocidental. Há treze dias, no mesmo teatro, começou o primeiro festival de cinema do Iraque pós-guerra, o Iraq Short Film Festival. Passados treze dias, não teve homem-bomba, não teve atentado, não teve nada: só uma fila organizada de gente querendo ir ao cinema, mesmo que o mundo esteja literalmente desabando lá fora. Isso no país invadido pelo país do cinema. Há uma metáfora aí.

Escrito por Sérgio Dávila às 15h23
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Coppola quer filmar na Bulgária

Da Romênia, vai para Balchik, no Mar Negro búlgaro. Aliás, a agência de notícias oficiais daquele país "expôs" o cineasta sem querer, revelando o teor da tradicional carta puxa-saco que Coppola mandou para o Gilberto Gil local. O ministro da Cultura deles disse que recebeu um pedido para filmar lá assinado pelo autor, que afirma na carta que batizou sua filha, Sofia, em homenagem à capital búlgara (será?). Manda, de agrado, um vinho de sua vinícola na Califórnia, que aliás produz um zinfandel bem decente.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 07h51
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Coppola já filma na Romênia

Francis Ford Coppola, um dos mais importantes cineastas norte-americanos, já está no interior da Romênia filmando "Youth Without Youth" (Juventude sem Juventude), adaptação do romance do filósofo Mircea Eliade (1907-1986), filósofo, professor de História das Religiões e estudioso das filosofias do sudeste asiático, autor de "O Mito do Eterno Retorno". No elenco, Tim Roth, Alexandra Maria Lara, Bruno Ganz e Marcel Iures. É o retorno do autor da trilogia "O Poderoso Chefão" às telas depois de oito anos --sua última direção é o mediano "O Homem que Fazia Chover", de 1997.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 07h39
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Bem-Vindo! É a volta do

 

Começa hoje, dia 17 de outubro de 2005, uma segunda-feira, o Blog do Sérgio Dávila aqui no UOL. Neste espaço, vou falar principalmente de cinema, do Brasil e do mundo, que estréia no Brasil e no Mundo, com críticas, opinião, palpite, entrevistas e notícia, muita notícia --e a interação com você, internauta. Vou também deixa á disposição de quem quiser meus textos em outras mídias e indicar o que li no dia. Mas a novidade principal é que o programa "Pop, Pop, Pop", que existe em diversas mídias e baseado em várias cidades desde 2000, volta aqui, no formato Podcast. Ou seja, eu vou gravar no iTalk do meu iPod meu comentário do(s) filme(s) que estréia(m) na sexta-feira, no Brasil e/ou no Mundo, e colocar no ar para que o internauta possa ouvir, com apenas um clique, o que achei. Não é necessário possuir um iPod para ouvir, apenas um computador e uma boa conexão.

Bem-vindo à minha casa, sente-se e relaxe, que as luzes já vão se apagar.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 07h10
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