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Coluna Outra América de hoje, 15.1


15/01/2006

 
Toblerone, superalimentos e terrorista-mirim

por Sérgio Dávila

Em setembro do ano passado, enquanto esperávamos a chegada do furacão Rita a Houston, no Texas, depois do êxodo de 2 milhões de pessoas, a comida começou a escassear. Restaurantes, lojas de conveniência, supermercados, tudo estava fechado.

Sobraram dois ou três hotéis, que recebiam os poucos que resolveram ficar na cidade e metiam a faca por um prato quente, invariavelmente arroz aguado, purê de batatas empelotado e um pedaço de carne bovina que endurecia com o passar das horas e das refeições. Este repórter engordou então dois quilos dos dez que emagrecera no último ano.

Em 2003, durante a Guerra do Iraque, conforme o cerco a Bagdá avançasse, os alimentos também foram desaparecendo. Vivemos uma semana a espetos de frango e cordeiro. Poucos dias antes da queda da cidade, em 7 de abril, já não havia mais água, eletricidade, telefone –e o que sobrou de comida era o que cada um tinha levado ou guardado. No nosso caso, garrafas de água potável, castanhas, nozes e chocolate. Só.

Esse era o cardápio no “café da manhã”, no “almoço” e no “jantar” –e ponha aspas nisso. Este repórter não pode ver a embalagem triangular e alaranjada do chocolate suíço até hoje; tem calafrios e fica enjoado –o Toblerone como “Laranja Mecânica”, sem trocadilhos de cor. Foram-se embora oito quilos em 35 dias.

O efeito sanfona das coberturas jornalísticas fez com que o olhar ficasse mais atento às “descobertas” na área da alimentação. Uma das últimas é o que os norte-americanos batizaram de “superalimentos” ou “alimentos funcionais”. Seriam comidas com propriedades dietéticas, preventivas e curativas.

O Paulo Coelho do meio é Steven Pratt, autor do best-seller “SuperFoods RX” (2004), em que mostra como 14 nutrientes ajudam a prevenir doenças e retardar o envelhecimento, e de “SuperAlimentos - Os Incríveis Efeitos de uma Comida que Pode Mudar a sua Vida” (Prestígio, 2005), que acaba de sair no Brasil.

Segundo Pratt, quem comer o seguinte viverá para sempre: grãos, o ômega-3 encontrado no salmão, tomates, brócolis, chá verde, iogurte; abacate, abóbora, blueberry, kiwi, laranja, maçã e romã; alho, cebola e especiarias (principalmente açafrão, alecrim, canela, salsa e sálvia); chocolate amargo e azeite extravirgem.

Curam, ajudam a evitar de erisipela a unha encravada, como se dizia antigamente, ou de câncer na próstata a cáries, como escreve Steven Pratt, a sério. O fato é que existem poucos estudos científicos sérios que dêem base às informações do bom doutor. Ele é uma versão mais sofisticada e socialmente aceita daquele sujeito que cura impotência dando choques de enguia nos incautos que param para ver na praça da Sé.

Mas as pessoas param cada vez mais para engrossar a fila mundial. A indústria da “alimentação natural”, pílulas incluídas, movimenta mais de US$ 23 bilhões por ano nos EUA, quantia que sobe para US$ 45 bi se incluídos “produtos naturais” em geral. É um dos setores que mais crescem na economia.

Experiência própria? Pílulas de ômega-3 fazem as unhas crescerem mais rápido.

Uma colega de Redação manda notícia do mais novo integrante a ser colocado na lista de suspeitos de terrorismo do governo norte-americano e proibido de pegar avião naquele país. É Edward Allen, de quatro anos de idade. (Era um homônimo adulto, o que custou vários telefonemas a agências de governo e viagens canceladas para a mãe dele descobrir.) A reação do potencial Osama-mirim: “Eu não quero fazer parte da lista. Só quero voar e encontrar minha vovó”.

E não é o que queremos todos nós?



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 15h14
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As dez reportagens mais lidas do "New York Times" em 2005

 

Acabo de receber um e-mail do jornal com as dez reportagens mais lidas no site do jornal (ainda) mais prestigioso do mundo. Das dez, duas são da colunista Maureen Dowd, o primeiro e o segundo lugares. Pode ter influído o fato de ela ter lançado no final do ano um livro que virou best-seller, mas é inegável que ela é a grande estrela do jornal hoje em dia. A primeira, aliás, é uma divertida pensata publicada na revista dominical, que ganhou a Internet e virou manifesto de muita mulher mundo afora (num resumo tosco, defende que as mulheres modernas não dependem de homens para nada).

Outra constatação: dos dez, quatro são de colunistas e um é editorial. Ou seja, metade dos leitores quis opinião, metade quis informação. Não é essa a divisão espacila que o jornal dá --há muito mais espaço para o noticiário do que para as colunas opinativas. Não reflete a realidade do leitor -- pelo menos, não do leitor de Internet.

Por fim, há apenas um artigo de celebridade (a verdadeira press-tour que foi o anúncio que Tom Cruise fez de seu namoro com Katie Holmes). E quatro sobre política (dois opinativos, dois informativos), dois sobre o Furacão Katrina, o grande assunto doméstico dos EUA do ano passado, e apenas um sobre terrorismo.

É um retrato interessante, este sobre o que interessou o norte-americano liberal das grandes cidades em 2005.

1. Maureen Dowd: What's a Modern Girl to Do?
Published: October 30, 2005
Burning your bra or padding it. Demanding "Ms." or flaunting "Mrs." Splitting the check or letting him pay. Playing it straight or playing hard to get.

2. Maureen Dowd: United States of Shame
Published: September 3, 2005
W. drove his budget-cutting Chevy to the levee, and it wasn't dry. Bye, bye, American lives.

3. Through His Webcam, a Boy Joins a Sordid Online World
By KURT EICHENWALD, Published: December 19, 2005
A 13-year-old was drawn into performing sex acts for an online audience in a tale of the dark collateral effects of technology.

4. How Personal Is Too Personal for a Star Like Tom Cruise?
By SHARON WAXMAN, Published: June 2, 2005
Tom Cruise is puzzling associates and members of the public with his behavior while promoting the Paramount movie "War of the Worlds."

5. Officials Struggle to Reverse a Growing Sense of Anarchy
By RALPH BLUMENTHAL, JOSEPH B. TREASTER and MARIA NEWMAN, Published: September 1, 2005
Bodies floated in stagnant floodwaters, and food and water supplies dwindled for thousands of trapped, desperate residents who had not yet managed to find a way out.

6. Thomas L. Friedman: Osama and Katrina
Published: September 7, 2005
If President Bush goes back to his politics as usual, Katrina will have destroyed a city and a presidency.

7. Macabre Reminder: The Corpse on Union Street
By DAN BARRY, Published: September 8, 2005
It is remarkable that on a downtown street in a major U.S. city, a corpse can decompose for days, like carrion, and that is acceptable.

8. Editorial: Waiting for a Leader
Published: September 1, 2005
George W. Bush gave one of the worst speeches of his life Wednesday, especially given the level of national distress and the need for words of consolation and wisdom.

9. Cheney Told Aide of C.I.A. Officer, Lawyers Report
By DAVID JOHNSTON, RICHARD W. STEVENSON and DOUGLAS JEHL, Published: October 25, 2005
Notes of a previously undisclosed conversation between the vice president and his chief of staff appear to differ from I. Lewis Libby's federal grand jury testimony.

10. Paul Krugman: A Can't-Do Government
By PAUL KRUGMAN, Published: September 2, 2005
America, once famous for its can-do attitude, now has a can't-do government that makes excuses instead of doing its job.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h08
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Robert Altman receberá Oscar por conjunto de obra

 

Mais do que merecido. A Academia acaba de anunciar que o genial Robert Altman receberá o Oscar 2006 por conjunto de obra. Ele dirigiu 86 filmes, produziu 39 e foi o roteirista de 37 --e nunca foi premiado com a estatueta dourada, o que diz mais sobre o Oscar do que sobre Altman.

Todos os seus filmes, aqui. O preferido do colunista? Short Cuts, O Jogador, Cerimônia de Casamento e, obviamente M*A*S*H.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h00
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Festival de Roterdã anuncia seus filmes

 

O cada vez melhor evento indie anunciou seus filmes em mcompetição. O festival holandês começa no dia do aniversário de SP, 25 de janeiro. De perto de casa temos só o argentino "Glue - Historia Adolescente en Media de La Nada" e o peruano-espanhol "Madeinusa". De resto,  "Quanto Vale ou É por Quilo", do brasileiro Sérgio Bianchi, passa em mostra paralela. A lista:

"Song of Songs" by Josh Appignanesi (United Kingdom, 2005), international
premiere.

"Glue" ((Glue) Historia Adolescente en Media de La Nada) by Alexis Dos
Santos (Argentina, 2006), world premiere, Hubert Bals Fund supported film.

"Land of the Blind" by Robert Edwards (United Kingdom/USA, 2006), world
premiere.

"The Gaze" (Negah) by Sepideh Farsi (Iran/France, 2006), world premiere,
CineMart 2000 Project.

"Un Matin Bonne Heure" (Early in the Morning) by Gahité Fofana
(France/Guinea, 2006), world premiere, Hubert Bals Fund supported film.

"Un Jour D'ete" (A Summer Day) by Franck Guérin (France, 2006), world
premiere.

"Walking on the Wild Side" (Lai Xiao Z) by Han Jie (China, 2006), world
premiere, Hubert Bals Fund supported film.

"Ode to Joy" (Odo Do Radosci) by Anna Kazejak-Dawid, & Jan Komasa & Maciej
Migas (Poland, 2005), international premiere.

"The Legend of Time" (La Leyenda del Tempo) by Isaki Lacuesta (Spain,
2006), world premiere.

"Northern Light" (Langer Licht) by David Lammers (The Netherlands, 2006),
world premiere.

"Madeinusa" by Claudia Llosa (Peru/Spain, 2005), European premiere.

"The Dog Pound" (La Pererra) by Manuel Nieto Zas
(Uruguay/Argentina/Canada/Spain, 2006), world premiere, Hubert Bals Fund
supported film.

"Old Joy" by Kelly Reichardt (USA, 2005), international premiere.

"Taking Father Home" (Bei Ya Zi De Nan Hai) by Ying Liang (China, 2005),
European premiere.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h36
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Saem pré-candidatos a melhor maquiagem do Oscar 2006

 

A surpresa é a ausência de "King Kong". A aposta da coluna é "Star Wars". A lista:

"As Crônicas de Nárnia"

"Cinderella Man"

"Uma História de Violência"

"The Libertine"

"Mrs. Henderson Presents"

"The New World"

"Star Wars"

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h45
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Já o "Hollywood Reporter" gostou

 

Ficou 1 a 1 o placar até agora: o "Hollywood Reporter", outra publicação importante , gostou do filme brasileiro, "para audiências internacionais", que podem "se conectar" com a história e com "a música de Caetano Veloso". Abaixo, a crítica de Sheri Linden, também na edição de hoje. (Curiosidade: ambos assistiram ao filme no Festival de Cinema de Palm Springs, na semana passada.

 
Two Sons of Francisco


By Sheri Linden



Bottom line: "Two Sons" could connect with international audiences who appreciate not only the music (some of it by Caetano Veloso) but the focus on a family's resilience.
PALM SPRINGS -- Another example of the boxoffice power of musician biopics, "Two Sons of Francisco" is Brazil's biggest hit in two decades, and since its August release has outperformed all other films, including Hollywood titles. Although superstar duo Zeze Di Camargo and Luciano, brothers who have sold more than 20 million albums, were involved in bringing their rags-to-riches tale to the screen, it's not a sugarcoated saga. And for more than half the film's running time, it's an engaging one. Centering on the boys' hardscrabble formative years, first-time director Breno Silveira delivers an assured first hour before losing grasp of his material. But "Two Sons," which took its North American bow last week at the film festival here, could connect with international audiences who appreciate not only the music (some of it by Caetano Veloso) but the focus on a family's resilience.

Francisco (Angelo Antonio), a wiry sharecropper with a passion for Brazil's country music, dreams of fame and fortune for the first two of his seven children. He trades crops for an accordion and guitar, and Mirosmar (Dablio Moreira) and Emival (Marcos Henrique) teach themselves to play, their mother (Dira Paes, evincing earthy strength) and siblings enduring months of tuneless experimentation.

Silveira lets his central trio -- the terrific Antonio and the two boys, musicians acting for the first time -- speak volumes without words, as in the tender exultation when Mirosmar shows his father that he's mastered the harmonica. After the Camargos move to the nearest city, Goiania, and deeper into poverty, the watchful Mirosmar takes Emival to the bus station, where they start busking and catch the eye of agent Miranda (a memorable performance from Jose Dumont). Placing their trust in the man, a fascinating mix of flashy shirts and pleading gaze, has tragic consequences for the Camargos.

After the vivid, finely observed first half, shot on the story's real locations, the film jumps ahead and loses steam. The script compresses the ensuing years, Silveira using montage shorthand that keeps the characters at an emotional distance. Antonio's absence from these sequences further saps the story's energy. But he's back for a rousing final section, and the real-life Camargos close the film on a sentimental note.
  



Escrito por Sérgio Dávila às 19h42
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Variety detona "2 Filhos de Francisco"

 

A Variety, uma das bíblias da indústria do entretenimento norte-americano, criticou 2 Filhos de Francisco em sua edição de hoje. Robert Koehler não gostou do pré-candidato brasileiro a uma das cinco vagas do Oscar de filme estrangeiro, não --o filme, aliás, tem poucas chances mesmo. Leia a crítica abaixo (está em inglês, sorry):

Two Sons of Francisco: The True Story of Zeze Di Camargo & Luciano

2 Filhos do Francisco: A Historia de Zeze Di Camargo & Luciano

(Brazil)

A Sony Pictures Releasing Intl. release (in Brazil) of a Conspiracao Filmes/Columbia Tristar Filmes do Brasil/ZCL Producoes Artisticas presentation of a Conspiracao Filmes/Globo Filmes production. (International sales: Conspiracao Filmes, Rio de Janeiro.) Produced by Luciano Camargo, Leonardo Monteiro de Barros, Luiz Noronha, Pedro Buarque de Hollanda, Pedro Guimaraes, Rommel Marques, Emanoel Camargo, Breno Silveira. Executive producer, Paula Lavigne. Directed by Breno Silveira. Screenplay, Patricia Andrade, Carolina Kotscho.

Francisco - Angelo Antonio

Helena - Dira Paes

Mirosmar/Zeze

di Camargo - Marcio Kieling

Welson/Luciano - Thiago Mendonca

Zilu - Paloma Duarte

Ze do Fole - Jackson Antunes

Young Mirosmar - Dablio Moreira

Young Welson - Wigor Lima

Emival - Marcos Henrique

Miranda - Jose Dumont

Zeze di Camargo (today) - Himself

Luciano (today) - Himself

By ROBERT KOEHLER

The unlikely success story of superstar Brazilian country music duo Zeze di Camargo and Luciano receives a polished if highly manipulative treatment in "Two Sons of Francisco." The pop stature of the brothers is demonstrated by the fact that the pic has become the largest grossing Brazilian film in 25 years, scoring more than 5 million admissions since its August bow. Similar results seem unlikely in most foreign markets, though the easy emotional buttons pic presses will secure Brazil's foreign-lingo Oscar submission solid bizbiz, and possibly spread the pair's sound far and wide.

Vet lenser Breno Silveira ("Me, You, Them," "Man of the Year") steps easily into the director's chair, and he never appears more confident with his storytelling than in the charming opening act, set in the backcountry of Goia province.

Francisco (Angelo Antonio) hooks up a radio to hear his favorite country songs, and promises his wife Helena (Dira Paes, "My Uncle Killed a Guy") that they will have two musical sons. Although thought a bit off his rocker, Francisco with Helena soon fills their humble abode with kids.

A farmer not a musician, Francisco nonetheless helps his eldest son Mirosmar (striking young thesp Dablio Moreira) when he takes a liking for the harmonica. Son Emival (Marcos Henrique) follows with an interest in music. As patiently as Francisco, pic observes how these boys go from aimlessly (and endlessly) fooling around with instruments like the accordion to starting to master them.

Pic is influenced by the structure of standard Hollywood music biopics, and not always to its benefit. What appears to be a refreshing development -- the appearance of aggressive music agent Miranda (Jose Dumont) -- is only mildly engaging, and the eventual tragic turn is clearly telegraphed.

Because the movie is intent on showing triumph against all odds, the crises that befall the family seem to make the eventual breakthrough of Mirosmar (played as an adult using the showbiz moniker of Zeze di Camargo by Marcio Kieling) all the more obvious.

In contrast to the film's opening, the third act is awash in rushed character developments, including younger brother Welson (Thiago Mendonca) who joins Mirosmar to form the duo Zeze and Luciano. Still, in spite of all its hurried dramatics, pic plays out its string too long.

Taking a page out of the Steven SpielbergSteven Spielberg playbook, pic shows the real Zeze and Luciano with their parents on the old family homestead, and then embracing in a genuinely emotional scene over closing credits.

Silveira's command of the camera is amply evident, but he prettifies the boys and the family, even when they're struggling on the farm or in a leaky tenement house. Nonetheless, pic reps the high production standard that's been set by Conspiracao Films, which, with this blockbuster, is the indisputable king of Brazilian filmmaking.

Ace musician Caetano Veloso works his magic as music supervisor. Cast tends to stress the melodrama, and the highly likable Antonio as Francisco is sadly missed in pic's latter half. Moreira and Henrique appear cast as much for their enchanting voices as their acting.

Camera (Megacolor), Andre Horta, Paulo Souza; editor, Vicente Kubrusly; music, Zeze Di Camargo, Luciano; music supervisors, Caetano Veloso, Di Camargo; production designer, Kiti Duarte; costume designer, Claudia Kopke; makeup, Martin Macias Trujillo; sound, Valeria Ferro, Renato Calaca; supervising sound editor, Alessandro Laroca; associate producer, Daniel Filho; casting, Cica Castello. Reviewed at Palm Springs Film Festival (International Gala), Jan. 6, 2006. Running time: 127 MIN.

With: Natalia Lage.

Variety is striving to present the most thorough review database. To report inaccuracies in review credits, please click here. We do not currently list below-the-line credits, although we hope to include them in the future. Please note we may not respond to every suggestion. Your assistance is appreciated.

Date in print: Wed., Jan. 11, 2006, Gotham

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h33
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Diretor de Homem-Aranha leva livro de Terry Pratchett às telas

 

Sam Raimi, um dos melhores diretores norte-americanos de sua geração, conhecido do grande público por ter levado às telas o primeiro "Homem-Aranha", agora deve comandar a adaptação de "The Wee Free Man", best-seller do "mago" Terry Pratchett, o romancista vivo que mais vende no Reino Unido, uma espécie de Paulo Coelho para teens, que tem sua série Discworld lançada no Brasil pela Conrad.

O autor



Escrito por Sérgio Dávila às 08h29
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Oscar anuncia pré-concorrentes a melhor edição de som

 

São os sete abaixo. Palpite da coluna: vence "Walk the Line", a cinebiografia de Johnny Cash.

"As Crônicas de Nárnia"
"Harry Potter"
"King Kong"
"Memoirs de uma Gueixa"
"Star Wars"
"Walk the Line" (que no Brasil se chamará Johnny & June)
"Guerra dos Mundos"



Escrito por Sérgio Dávila às 18h42
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Título da reportagem de "Dois Filhos de Francisco" no NYTimes faz ironia com filme sobre nazismo

 

O título da reportagem --The Boys From Brazil-- é irônico. Refere-se ao título de um filme trash famoso de 1978, "Os Meninos do Brasil" na tradução local, que era a alegria da Sessão da Tarde e jogava com a hipótese de Josef Mengele ter desenvolvido uma "fazenda de pequenos Hitlers" na floresta amazônica... Não custa lembrar que o autor, Larry Rohter, é o mesmo que escreveu recortagem sobre o "problema de bebida" do presidente Lula, que "preocupava o país" --e, num ato de truculência do governo, quase acabou expulso daqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h14
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Ainda "Dois Filhos" no NYtimes

 

As fotos:



Escrito por Sérgio Dávila às 13h10
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"Dois Filhos" no NYTimes

 

O resto da reportagem:

For foreign viewers, "Two Sons of Francisco" offers a glimpse of a Brazil that is little known outside the country's borders. The world of "Two Sons of Francisco" is neither the sophisticated salons of Copacabana where the bossa nova was invented nor the violent urban slums, but a more placid, rural Brazil where traditional values and a simpler way of life still reign.

The actor José Dumont, who plays Miranda, the brothers' unscrupulous first manager, comes from that background: he taught himself to read while living out in the hinterlands and eventually made his way south. He has appeared in nearly 50 movies, almost always cast as an uneducated peasant or migrant, but said that the script of "Two Sons of Francisco" reflected his own past more than any other he had read.

"This story is the synthesis of the Brazilian experience, and it's good for our self-esteem as a people," he said. "These are folks who come from nothing, but end up on top, not because they've trampled others but because they have battled hard and honestly and followed their dream."

Both stylistically and in its tone "Two Sons of Francisco" is strikingly different from the last two Brazilian films that made a mark internationally. "Central Station" and "City of God" both had a bleak outlook on life, with "City of God" also winning attention for its dazzling visual innovations.

In contrast, the director of "Two Sons of Francisco," Breno Silveira, has deliberately chosen a style that he describes as "dry, simple and direct." Nor, he said, did he dwell more than he needed to on the Camargo family's poverty. "People always talk of misery but I don't believe in that," he said. "We are a happy, hopeful people, and I wanted to reflect that."

To give the movie added authenticity, most of "Two Sons of Francisco" was shot around the brothers' hometown of Pirenópolis, where Zezé di Camargo first sang at church feasts and county fairs as a little boy not much bigger than the accordion he toted. More than 300 child country duos auditioned for the roles of the brothers as children, and while all the youngsters eventually chosen could sing and play, none had really acted before.

Though Brazil is usually associated with bossa nova and samba, the music that Zezé di Camargo and Luciano and other duos like them play - known as "musica sertaneja," or "hinterlands music" - is just as popular, if not more so. Over the past 15 years, the brothers have sold an estimated 22 million records, starred in television specials and packed concert halls, rodeos, fairgrounds and even soccer stadiums around the country.

"The real strength of this country, economic and cultural, still comes from the heartland, which is the same place that we and our music come from," Zezé di Camargo said. "Our style of music is not something invented or imposed by the media, but is in the blood of the people. It descends from songs that our parents and grandparents heard and has the genuine flavor of country life."

For Americans, one reference point might be country music. The brothers in fact occasionally use pedal steel guitars and fiddles in their music, have recorded an album in Nashville (in Spanish) and are familiar with artists ranging from Vince Gill and Garth Brooks to Reba McIntyre and Shania Twain.

But here, as in the United States, sophisticated city folk traditionally have had a tendency to look down on the music of their rural brethren. People who don't like the hinterlands style, and they are legion, usually complain that its lyrics are too romantic or saccharine and its melodies too simple and repetitive.

"When I first told people that I was making this movie, a lot of them wrinkled their noses," Mr. Silveira said. "There are a lot of barriers and prejudice, and that was one of the things I hoped this movie would overcome."

Born in Brasília, Mr. Silveira, 43, is the son of an architect who was part of the team that designed the Brazilian capital, and he spent part of his youth in exile in Algeria and in France, where he eventually studied film.

He began his career filming documentaries in the slums here, then directed music videos and commercials and also worked as a cinematographer on 10 feature films. He had sought to buy the rights to the book version of "City of God" and was working on another project set in the slums. Though it would have been his first feature film, Mr. Silveira was not initially interested when approached about "Two Sons of Francisco."

According to Luciano Camargo, 32, the Brazilian branch of Columbia TriStar Films had been looking to make a live concert film that would be aimed at the duo's existing audience. "But we wanted a story that would last, that people would still be talking about in 50 years," he said. He ended up working with a pair of screenwriters in developing a feature that clocks in at two hours.

When Mr. Seveira was persuaded to look at the original script, he was captivated and signed on to direct the film.

After five months in theaters, "Two Sons of Francisco" has been seen by more than five million people, making it both the most widely viewed Brazilian movie here in more than 25 years and the highest-grossing film, Brazilian or foreign, here in 2005. The DVD version, issued just before Christmas with documentary and concert scenes added, has also broken records, with nearly 500,000 copies sold legally and 400,000 pirate copies estimated to be in circulation.

Whether the movie can come anywhere near that kind of success abroad remains to be seen, of course. But with its emphasis on talent overcoming adversity, "Two Sons of Francisco" contains echoes of recent Hollywood biopics about the lives of Johnny Cash and Ray Charles, and those involved in the making of the movie are optimistic - as Brazilians usually are.

"This is a very Brazilian film, but it's a universal story that could easily have been told in the United States," Luciano Camargo said. "I know people always say that, but in this case it's really true."



Escrito por Sérgio Dávila às 13h09
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Deu "Dois Filhos de Francisco" no NYTImes

 

Não, ainda não é a crítica do jornal, mas uma reportagem do correspondente do diário nova-iorquino no Brasil. É bom para ir familiarizando o eleitor do Oscar 2006 com o filme, mas "Dois Filhos" não tem a menor chance de levar a estatueta de estrangeiro.

The Boys From Brazil

RIO DE JANEIRO

OVER the years, Zezé di Camargo and Luciano, the brothers who are a leading country music duo in Brazil, had grown accustomed to people saying that their life story would make an inspiring movie. Theirs is a classic rags-to-riches tale: two hard-working peasant boys rise from poverty to stardom, prodded by a sharecropper father who sacrifices everything for them.

But nothing in their experience in the music business prepared them for what happened after just such a film "based on a true story" was made and was released here in August. "Two Sons of Francisco" ("2 Filhos de Francisco") has not only won new respect for an often overlooked musical genre, it has also gone on to break box office records and become Brazil's Oscar nominee for best foreign-language film.

More than just a movie with a happy ending, "Two Sons of Francisco" has become a cultural and sociological phenomenon here. The brothers' feisty, down-to-earth father, Francisco, who is still alive, has emerged as a national symbol of tenacity, and the combination of adversity eventually compensated by success has clearly struck a deep emotional chord with audiences.

"We view this movie as a useful tool for all of society," Zezé di Camargo, 43, said. "We show Brazil's failings, but in the end, there is a victor."

Even notoriously hard-to-please critics in the country's largest and most cosmopolitan cities were won over by the film's positive message, with some admitting that they were moved to tears. "For love of the cinema and of Brazil, you can't not see this movie," wrote Luiz Carlos Merten in the daily O Estado de São Paulo.

The film's timing has also proved propitious. The government of president Luiz Inácio Lula da Silva, another poor peasant lad who overcame unfavorable odds in his ascent, has been paralyzed since May by the worst corruption scandal in Brazil's modern history, leaving Brazilians disillusioned and sorely in need of a boost to their self-image.

O resto continua no próximo post.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h08
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As respostas

 

É a versão brasileira daquela que correu mundo da loja Virgin. As respostas estão aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h05
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Brincadeira legal que fizemos na coluna hoje



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 13h04
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oluna Outra América de hoje


08/01/2006

 
Para não dizer que não falei das gatas

por Sergio Dávila

O colunista volta do hiato da virada do ano para encontrar a caixa postal tomada por mensagens felinas e fellinianas. Mensagens eletrônicas e físicas, comentários no blog do UOL (sergiodavila.blog.uol.com.br) e até scraps no perfil do Orkut, que não tinham nada a ver com o papo. O papo é a última coluna do ano (passado), sobre as gatas Paçoca e Rita e o site www.adoteumgatinho.com.br.

Paçoca e Rita viraram superstars, de Alabama (EUA) a Uberaba (MG). O site das voluntárias recebeu várias propostas/sondagens de adoção. E a coluna de hoje faz uma recolha das informações e opiniões enviadas por leitores, e-leitores e amigos, que têm sua identidade preservada:

- "Você diz que todos os gatos brancos são surdos, isso não é verdade, somente os gatos brancos e de olhos azuis são surdos. Meu gato, por exemplo, é branco e tem olhos verdes e não é nem um pouco surdo, ouve muito bem. Já o irmão dele, que também era branco porém tinha olhos azuis, era surdo e morreu ainda novo, após muitos atropelamentos, por não escutar os carros vindo...";

- "No passado, tive 22 gatos meus, mais uns pensionistas que apareciam esporadicamente. Todos foram envenenados por vizinhos, e eu não tive como denunciar ninguém, pois não tinha provas";

- "Graças a outra abnegada, Maria Augusta Toledo (anjosparaadocao.multiply.com/), pude ter a alegria de adotar meu gato, o Zabumba";

- "Sou extremamente contra o comércio de animais. Há tantos abandonados por aí que eu acho um crime ir a uma pet shop e gastar uma grana com os de raça. Tenho duas gatas adotadas também na rua. Além disso, sou sócia contribuinte de uma ONG extremamente séria chamada Vira-Lata É Dez";

- "Tudo começou com a movimentação do meu marido, que desde às sete já estava de uniforme do São Paulo e fazendo testes pra gravar a final do jogo no videocassete. Ainda meio anestesiada pelo sono –mas sabendo que minhas preciosas horas de silêncio estavam ameaçadas pelos gritos primais que certamente viriam lá da sala–, desci para fazer companhia, sentei no sofá e peguei a Revista da Folha. Foi então que, ao zapeá-la de trás para frente (um dia ainda vou descobrir porque insisto nesse hábito), deparei com a sua coluna e as fotos das gatinhas. Parei ali, li e adorei. A história da Paçoca lembra muito a do Pacheco, um vira-lata de 11 anos que é a paixão do meu pai. Encontrei o Pachequinho numa noite de chuva forte. Ouvi uns miadinhos fracos e assustados e imediatamente comecei a procurar. Foi então que vi uma manchinha branca embaixo de um banco de madeira. Lá estava ele, todo encolhidinho e assustado. Não pensei duas vezes, peguei aquele bichano que não ocupava a palma inteira da minha mão e levei comigo, dentro da manga de uma jaqueta jeans. Hoje tenho a Luiza, uma gata persa que é a paixão da minha vida. Com seu olhar meigo e personalidade encantadora, ela conquistou a mim e ao meu marido, irreversivelmente";

- "Respondendo a sua pergunta: minha boa ação foi retirar dos faróis um garoto de nove anos que nunca havia pisado numa escola, sua mãe o tinha como fonte de renda. Graças a Deus consegui matricular esse garoto, dando-lhe as outras condições de infra-estrutura para tal mister, inclusive um presente que ele mais queria: um patinete... Afora minha mulher ajudar creches com suas amigas, vestindo crianças sem nenhuma condição... Gatinhos??????".

Gatinhas.



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 13h01
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Sai primeira foto de Rocky 6

 

O site oficial de Rocky Balboa (sim, você achou que não fosse possível, mas o sexto filme da cinessérie está sendo feito... espere para breve Rambo 12 e coisas assim) liberou a primeira foto do filme, que estréia em fevereiro do ano que vem. No filme, Rocky (Sylvester Stallone) é um ex-boxeador decadente que toca um restaurante na Filadélfia e posa com turistas para fotos. É desprezado pelo filho (que obviamente dará seqüência à dinastia em filmes futuros). Até que é desafiado para uma última luta com o campeão atual, Mason Dixon (uma óbvia referência a Mike Tyson). Então...

rocky blog movie news

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h07
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Walter Salles no Ain't It Cool News

 

Um mineiro que se assina "Galofoda" mandou um posto ao melhor site independente americano de cinema dizendo que Walter Salles pensa em filmar "On The Road" em preto e branco, segundo entrevista que deu ao "Estado de Minas". Abaixo, o post:

Walter Salles to film Kerouac's ON THE ROAD in black and white?

Ahoy, squirts! Quint here with a tantalizing tidbit that was dropped by director Walter Salles (MOTORCYCLE DIARIES) in an interview he did with a Brazilian newspaper regarding his next project, an adaptation of Jack Kerouac's ON THE ROAD. Keep in mind, this is a maybe as of now, not a definite, but he appears to really like the idea of shooting ON THE ROAD in black and white. Here's the scoop courtesy of "Galofoda"!

Dear Harry or Quint,

It's the first time I write you from Belo Horizonte, Brazil, hometown of Sepultura, one of the greatest metal bands of all time. Yesterday, our local newspaper "Estado de Minas" ran an interview with Walter Salles Jr., the director of the awesome Motorcycle Diaries and the not so good (I haven' seen it, but that's what everybody says) Dark Water. He is releasing an extended version DVD of one of his first movies called "Terra Estrangeira" (Foreign Land) which is a great movie (some of my buddies say it's much much better than the Diaries). This movie is enterely shot in black and white and that's where the cool stuff comes in. Walter said he liked so much the final result of that movie that he might film his next project, which, as everyone knows, is the adaptation of the book ON THE ROAD, also in black and white.

ON THE ROAD, FILMED BY WALTER SALLES JR. IN BLACK AND WHITE!!!!!!!!!!! That´s cool news for me.

If you use this, call me Galofoda.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h52
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O melhor e o pior - Guia da Folha

ESPECIAL

CINEMA

Os melhores e os piores das telas

O circuito paulistano teve um ano agitado, com a recuperação de cinemas na avenida Paulista e algumas salas aderindo à venda de ingressos com lugar marcado. Nas telas, o resultado foi irregular. No cenário nacional, alguns títulos ficaram abaixo do esperado. No entanto, "2 Filhos de Francisco" salvou a lavoura, ultrapassando 5 milhões de espectadores. Já o cinema americano, que continua dominando o circuito exibidor, trouxe o último episódio da saga "Star Wars" e a volta do homem-morcego em "Batman Begins", que não chegaram a empolgar crítica nem público.

A temporada foi marcada ainda pelo tempero brasileiro na direção de títulos internacionais, ainda que com resultados diferentes: Walter Salles dirigiu o insosso "Água Negra", enquanto Fernando Meirelles comandou o aclamado "O Jardineiro Fiel", que tem chances de brilhar no Oscar.

Sérgio Dávila

repórter especial da Folha

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

1º Crash - No Limite
Roteirista revelado por Clint Eastwood resume os EUA pós 11/9 num épico da intolerância

2º O Jardineiro Fiel
Fernando Meirelles caminha, filme a filme, em direção ao time dos grandes do cinema mundial

3º Oldboy
O meio da “Trilogia da Vingança” de Chan-Woo Park é ainda mais violento, kafkaniano e shakespeariano

FATO DO ANO

VIDEOFILMES
O selo VideoFilmes, de filmes, DVDs e extras de extrema qualidade

MELHOR FILME NACIONAL

1º Cidade Baixa
Um filme simples, com um roteiro simples, baseado em direção firme e em atuações sensacionais

O MICO

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA
O filme mais não-assumidamente proselitista de 2005



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h59
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Indiano filma ataques a Londres

 

Por falar em 11 de Setembro e ataques terroristas, um dos mais profícuos produoters de Bollywood (a Hollywood indiana) anunciou que vai fazer um filme sobre os ataques de Londres de 7 de Julho de 2005. Mahesh Bhatt disse que seu Suicide Bomber falará de um muçulmano asiático-britânico desiludido e se passará em Bradford (Reino Unido) e na Índia. Com fama de polêmico, ele dirigirá também. O filme começa a ser feito em julho e estréia em dezembro.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h13
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Jurassic Park 4 em 2006?

 

Em entrevista à última edição da revista Popular Science, o paleontólogo Jack Horner confirma que haverá, sim, um Jurassic Park 4 (ele foi consultor dos outros três) e que as filmagens e sua estréia devem acontecer ainda em 2006. A versão oficial, no entanto, é que Steven Spielberg recebeu o roteiro de William Monahan, de Cruzada, e ainda não teria aprovado a (enésima) versão do filme.



Escrito por Sérgio Dávila às 09h05
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Sai primeiro trailer de filme sobre vôo de 11 de Setembro

 

Lembra-se do vôo 93, o quarto vôo, que provavelmente se dirigia à Casa Branca, aquele que "caiu" ou "foi abatido" dependendo da versão em que você acredita, na Pensilvânia, no dia 11 de Setembro de 2001? Aquele que "os passageiro se rebelaram" e atacaram os seqüestradores ao grito de "Let´s Rock", de um deles? Que a história virou vários livros (de parentes das vítimas) e que estava virando filme você já sabia, dirigido por Paul Greengrass (Supremacia Bourne, Blood Sunday). Pois acaba de entrar o primeiro trailer no ar. De arrepiar.



Escrito por Sérgio Dávila às 08h56
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Crítica - Soldado Anônimo

CRÍTICA

Mendes compõe conflito imaginário

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Um helicóptero passa, riscando o céu, tocando no alto-falante um trecho de "The End", dos Doors. Swoff (o ator Jake Gyllenhaal, em ótima atuação) olha para seu companheiro, Troy (Peter Sarsgaard, incansável), e grita para a aeronave, para o nada, algo como: "Essa música é da outra guerra!". E para o amigo, em desabafo: "Essa guerra é tão ruim que nem música própria tem...".
Ele se refere, é claro, à cena clássica do filme clássico "Apocalypse Now" (1979), de Francis Ford Coppola, em que o ensandecido tenente-coronel Bill Kilgore (Robert Duvall) comanda seu assalto de helicópteros a uma aldeia durante a Guerra do Vietnã (1957-1975) ao som da "Cavalgada das Valquírias", de Wagner, em tática que teria sido usada anteriormente pela Luftwaffe nazista.
A cena define "Soldado Anônimo", a geração dos soldados a que o filme se refere e a guerra de que trata, a do Golfo (1991), quando Bush 1º colocou os iraquianos invasores do Kuwait para correr e parou a poucos metros de derrubar Saddam (por inépcia ou sagacidade, dependendo da orientação política do interlocutor).
O terceiro longa do diretor britânico Sam Mendes, que fez carreira nos teatros, é brilhante por isso, por não presumir nada de antemão; prefere, em vez, seguir o livro e o roteiro de quem esteve lá. E ambos, o ex-combatente e roteirista William Broyles Jr. e o ex-marine e autor Anthony Swofford, estiveram lá e sabem do que estão falando -ou escrevendo.
Do ponto de vista do soldado norte-americano médio, chamado a lutar num conflito que não é seu e que não entende, numa guerra que consagrou a falácia da "guerra cirúrgica" e da "bomba inteligente", a Guerra do Golfo é mesmo "ruim", no sentido de que não oferece palco para heroísmo.
Especialmente para um soldado como Anthony Swofford, o personagem verídico Swoff do começo, que, com o amigo Troy, forma uma dupla de atiradores de elite. É da frustração dos dois -melhor não revelar o motivo- que nasce a reflexão do marine sobre esta guerra e todas as guerras. Da reflexão nascerá o best-seller, e do best-seller, o filme. Os três -guerra, livro, filme- são metafóricos, não existem sozinhos.
Os soldados em terra da Guerra do Golfo agiam conforme as referências a seu alcance, daí a citação provavelmente verídica que Swoff fez de "Apocalypse Now". Para ele, a Guerra do Vietnã não é a Guerra do Vietnã que durou quase duas décadas e matou entre 2 e 4 milhões de pessoas. Para ele e seus colegas, a guerra é o filme de Coppola, a guerra de mentira que tem até sua própria música, "The End", e cujos soldados de mentira também têm sua própria música, o trecho da ópera de Wagner.
Na guerra-livro-filme há outras referências, como a "Nascido para Matar" (1987) ou a "2001 - Uma Odisséia no Espaço" (1968), ambos de Stanley Kubrick, especialmente na cena em que Swoff senta-se numa roda de cadáveres carbonizados. Tanta citação faz pensar no que teria vindo antes na formação do "Homo americanus", os fatos ou a referência aos fatos? É disso que trata Anthony Swofford.
Sábio, Sam Mendes faz uma direção discreta, em que não pesa a mão nos atores, mais semelhante ao que faz com Tom Hanks em "Estrada para Perdição" (2002) do que com Kevin Spacey em "Beleza Americana" (1999). É como se, a cada filme, o diretor teatral fosse cedendo espaço ao de cinema. E que grande diretor de cinema ele está virando.


Soldado Anônimo
Jarhead
    
Produção: EUA, 2005
Direção: Sam Mendes
Com: Jake Gyllenhaal, Peter Sarsgaard, Jamie Foxx
Quando: a partir de hoje, nos cines HSBC Belas Artes, Villa Lobos e circuito



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 08h41
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A foto "oficial" de Jon Stewart



Escrito por Sérgio Dávila às 14h56
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Agora é oficial: Jon Stewart apresenta o Oscar 2006

 

A Academia acaba de soltar comunicado confirmando o humorista e apresentador de TV Jon Stewart como apresentador do Oscar 2006. Leia abaixo, em inglês:

Beverly Hills, CA — Jon Stewart has been set to host the 78th Academy Awards telecast, producer Gil Cates announced today. This will be Stewart's first stint as Oscar host.

"My wife and I watch him every night," Cates said. "Jon is the epitome of a perfect host — smart, engaging, irreverent and funny."

Academy President Sid Ganis echoed Cates' enthusiasm. "I'm very excited," he said. "Stewart is a superb choice — witty, current, intelligent and charming. What a terrific addition to our roster of great hosts!"

The host of Comedy Central’s multiple Emmy- and Peabody- winning "The Daily Show with Jon Stewart," Stewart has transformed “The Daily Show" into one of America’s most influential and popular television shows. Stewart and the writers of “The Daily Show” also authored America (The Book): A Citizen’s Guide to Democracy Inaction at the end of 2004. The book, which was recently awarded the Thurber Prize for American Humor, was a staple on The New York Times best sellers list for 46 consecutive weeks, including 15 consecutive weeks in the #1 position.

"As a performer, I’m truly honored to be hosting the show," said Stewart. "Although, as an avid watcher of the Oscars, I can’t help but be a little disappointed with the choice. It appears to be another sad attempt to smoke out Billy Crystal."

Stewart has appeared in several motion pictures, including "Death to Smoochy," "Big Daddy," "The Faculty" and "Playing by Heart."

Prior to taking over "The Daily Show" in 1999, Stewart's television credits included a one-hour HBO comedy special, "Jon Stewart: Unleavened," and a recurring role as himself on HBO’s series-within-a-series, "The Larry Sanders Show." He also hosted "The Jon Stewart Show" on MTV, which went on to be nationally syndicated.

Stewart has recently been featured on "Oprah" and "60 Minutes."

The ceremonies honoring 2005 achievements in motion pictures will be held on Sunday, March 5, 2006. The 78th Annual Academy Awards Presentation will be broadcast live from the Kodak Theatre at Hollywood & Highland by the ABC Television Network, beginning at 5:00 p.m. PST.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h08
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Jon Stewart deve apresentar o Oscar 2006

 

O comediante-apresentador de Tv Jon Stewart, uma espécie de David letterman da esquerda que tem seu programa mezzo-humorístico, mezzo-informativo, mezzo-crítico à imprensa no Comedy Channel, pode ser o novo apresentador do Oscar. A informação é do blog Oscar Beat, escrito por Steve Pond, do site The Envelope, do jornal The Los Angeles Times.

Segundo ele, o anúncio oficial será feito hoje pelo produtor Gil Cates, da cerimônia de entrega. Stewart já teria avisado a emissora que tirará uma semana de folga "para ensaiar" e se encaixa na categoria de apresentadores: humoristas com experiência geralmente irrelevante em filmes, de preferência, em filmes cômicos. É o caso de Chris Rock (chamado de Cjris Flop, pelo recorde negativo de audiência, no ano passado), Steve Martin, Billy Crystal e Whooppi Goldberg.

Stewart é um dos maiores (e mais bem-embasados) críticos da administração Bush, o que pegaria bem num ano em que podem concorrer filmes políticos e polêmicos como Syriana, O Jardineiro Fiel, Crash, Munique, Boa Noite, E Boa Sorte e Brokeback Mountain.

Assim que o anúncio oficial for feito, você será o primeiro a saber, aqui.

And the Oscar host is...

Jon Stewart, que deve apresentar o Oscar 2006



Escrito por Sérgio Dávila às 09h16
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A capa, por Mario Testino

Lindsay Lohan

Escrito por Sérgio Dávila às 15h46
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Lindsay Lohan assume bulimia e uso de drogas

 

Na edição da Vanity Fair de fevereiro, que chega às bancas dia 10, Lindsay Lohan, atriz de "Garotas Malvadas", diz que tudo o que os tablóides especularam era verdade: que ela usou drogas, que sofreu de bulimia, que já se vestiu de prostituta e que seguiu obsessivamente um namorado, até que ele terminasse com ela. Atualmente, diz ela, parou com tudo. Antes de a edição ser concluída, a assessoria de imprensa da atriz ligou para o editor da revista, Graydon Carter (o cabelo mais esquisito do jornalismo norte-americano), e pediu se não era possível "amenizar" as declarações. Não era, como mostra a nova edição.

E hoje sua assessoria anunciou que ela foi internada por um "ataque de asmas". E começam as especulações de novo...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h41
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Enquanto isso, longe dali...

 

Continua a disputa entre o macaco e o leão pelo trono: Nárnia bateu King Kong, US$ 275 mi a US$ 175 mi nos EUA. No Brasil, desde a estréia, o macaco rendeu Brazil US$4,1 milhões (18 dias).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h49
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O flop de 2005

 

Fora isso, 2005 é o pior ano passado para Hollywood desde 2001: bilheteria doméstica (leia-se norte-americana) de US$ 8,9 bilhões --ou 5% menos do que em 2004. O número de ingressos vendidos foi de 1,4 milhões, ou uma queda de 7% em relação a 2004 e o menor desde 1997.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h38
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Bilheteria 2005 - Faltou criatividade (de novo)

 

Resumo da ópera em 2005: faltou criatividade aos estúdios, roteiristas e diretores, nessa ordem. De novo, aliás. Se não, vejamos: dos dez filmes mais vistos nos EUA (veja abaixo), dois são continuações (exatamente os dois primeiros), dois são refilmagens (Guerra e Fábrica de Chocolate), um é adaptação de livro consagrado, seguindo a linha de Senhor dos Anéis (Nárnia) e um cava mais o veio de ouro de Batman. Ou seja, sobram de originais "Madagascar", "Hitch" e "Smith", três bobagens sem tamanho...

1. Guerra nas Estrelas - Episódio 3: Vingança do Sith - US$ 380.3 milhões
2. Harry Potter e o Cálice de Fogo - US$ 276.9 milhões
3. Guerra dos Mundos - US$ 234.3 milhões
4. As Crônicas de Nárnia - US$ 224.8 milhões
5. Penetras Bom de Bico - US$ 209.2 milhões
6. A Fantástica Fábrica de Chocolate - US$ 206.5 milhões
7. Batman Begins - US$ 205.3 milhões
8. Madagascar - US$ 193.2 milhões
9. Sr. e Sra. Smith - US$ 186.3 milhões
10. Hitch: Conselheiro Amoroso - US$ 177.7 milhões



Escrito por Sérgio Dávila às 13h03
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I'm back!!!!!!!!!

 

E cheio de novas.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h51
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Esse blog volta a ser atualizado no dia 4 de janeiro. FELIZ 2006!



Escrito por Sérgio Dávila às 11h14
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The Producers - 3

CRÍTICA

Filme original era melhor que a peça, que é melhor que o filme atual

DO ENVIADO A NOVA YORK

"Os Produtores" que estréia hoje é pior do que "Os Produtores" musical da Broadway, que é pior do que "Primavera para Hitler", o filme de 1968. Mesmo assim, é muito bom. Explico: a metaconcorrência é que é covardia.
"Primavera"" era imbatível. Tinha Zero Mostel e Gene Wilder nos papéis, respectivamente, de Max Bialystock, o produtor corrupto, e Leo Bloom, o contador corruptível. Mostel (1915-1977), vítima do macarthismo, era um ator sublime, sabia fazer um canalha. Já o jovem Gene Wilder, em seu primeiro papel principal, fazia rir com apenas um esgar.
O roteiro era impossivelmente engraçado, com um diretor e roteirista judeu arrancando risadas de um assunto próximo na época (o julgamento de Eichmann tinha sido sete anos antes) e que é tabu ainda hoje. Brooks coloca bailarinas em formação de suástica cantando "Primavera para Hitler e a Alemanha!"; além disso, a expressão "contabilidade criativa" é provavelmente usada pela primeira vez na história, quase 30 anos antes de virar a marca financeira do primeiro mandato de George W. Bush, com os escândalos da Enron etc.
Já Nathan Lane e Matthew Broderick, mesmo não sendo Mostel e Wilder, funcionavam bem ao vivo, na Broadway. Davam um ar de espontaneidade a cacos ensaiados. Isso se perde agora, muito por conta da direção insegura da estreante (no cinema) Susan Stroman, a mesma do musical. Mas há ganhos. Uma Thurman está ótima como a secretária sueca/loira burra, e Will Ferrell é o diferencial como Franz Liebkind, o dramaturgo neonazista. Enfim, uma boa diversão, que fica ainda melhor para quem for ver (ou rever) o filme original de Mel Brooks, que reestréia em São Paulo. (SD)


Os Produtores
The Producers
   
Produção:
EUA, 2005
Direção: Susan Stroman
Com: Nathan Lane, Matthew Broderick
Quando: a partir de hoje, nos cines Lumière, Vitrine e circuito




Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h13
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The Producers - 2

Coadjuvante, Will Ferrell rouba a cena

DO ENVIADO A NOVA YORK

Apesar de desconhecido do grande público brasileiro e de brilhar mais em pontas do que quando tem de carregar o filme sozinho, o americano Will Ferrell é um dos melhores comediantes de sua geração. Pelo menos o melhor de sua safra em "Saturday Night Live", programa humorístico que o revelou e do qual saiu em 2002.
Mas é preciso garimpar. Este californiano de 39 anos e 1,92 m de altura é o vilão que demora a morrer em "Austin Powers", o costureiro afetado de "Zoolander", o marido em crise pós-adolescente que sai correndo pelado em "Dias Incríveis" (2003), o único motivo de graça da adaptação para o cinema da telessérie "A Feiticeira" -e olhe que Samantha era Nicole Kidman.
Não é diferente em "Os Produtores", em que interpreta o autor (e admirador do ditador alemão Adolf Hitler) da pior peça que Max e Leo conseguem achar para montar na Broadway com a garantia de que será um fracasso completo -e com isso conseguir fugir para o Rio com o dinheiro das investidoras, que pagaram por 100% do custo do musical.
Ele falou com a imprensa por ocasião do lançamento do filme nos EUA (e só fez graça): (SD)

PERSONAGEM NAZISTA - Não pensei muito nas implicações políticas que o papel poderia ter, para falar a verdade. Tentei deixar o personagem o mais maluco e amável possível, mesmo sendo ele um treinador de pombos-correio no teto de seu prédio, que batiza os animais com nomes de personalidades do 3º Reich, incluindo Adolf "Elizabeth" Hitler, que, como sabemos, era o verdadeiro nome dele. (risos)

CONHECIMENTO DE ALEMÃO - Sauerkraut? Autobahn? (risos)

IMITAÇÃO DE BUSH NO "SNL" - Você acredita que eu já ouvi gente, analista político sério, dizendo que a imitação que eu fazia dele no programa o ajudou a vencer a primeira eleição? Aparentemente, eu o tornava mais humano e "gostável". Já ouvi isso! (risos)

"FRAT PACK" (comediantes que atuam nos mesmos filmes; grupo formado ainda por Ben Stiller, Luke Wilson e Vince Vaughn) - (Obviamente mentindo) Nós vivemos juntos. Outro dia, alugamos um navio e fizemos um cruzeiro só os quatro. O ponto alto era quando cada um se vestia como o personagem do outro em filmes que fizemos juntos. (risos).



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h13
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The Producers - 1

UM FRACASSO MILIONÁRIO

Com sucesso na Broadway e refilmagem em cartaz, diretor de "Primavera para Hitler" encerra má fase


"Produtores" reativa carreira de Mel Brooks

Divulgação
Cena de "Os Produtores", estrelado por Matthew Broderick e Nathan Lane


SÉRGIO DÁVILA
ENVIADO ESPECIAL A NOVA YORK

"Os Produtores", o filme de 1968, que virou o musical de 2001, que virou o CD e o DVD de 2002, que viraram o filme de 2005, que estréia hoje no Brasil, poderia dar um outro longa ou peça, só com a saga de Melvin Kaminsky, nova-iorquino nascido de uma família judia do Brooklyn na década de 20 que, como todo garoto de então, queria ser presidente. Em vez disso, virou Mel Brooks.
Em 2000, um produtor que o encontrasse vindo em sua direção atravessaria a rua para evitar constrangimento. Então com 74 anos, o comediante parecia um caso típico de personagem da indústria do entretenimento que vivera mais do que a obra. Seu último filme era de 1995 e era ruim ("Drácula - Morto Mas Feliz").
Mesmo antes, num meio em que atrizes de mais de 35 anos são consideradas "aposentadas", ele passou rapidamente do estágio em que as ligações não eram mais atendidas para o que o telefone não toca mais. Até que ouviu a voz do que chama de seu "Obi-Wan Kenobi particular", numa referência ao ser sábio de "Guerra nas Estrelas": sua mulher, a atriz Anne Bancroft, a Mrs. Robinson de "A Primeira Noite de um Homem" (1967). "Por que você não transforma num musical da Broadway seu primeiro filme?", disse ela, referindo-se a "Primavera para Hitler" (1968) -que reestréia hoje no Espaço Unibanco.
Nos anos 60, o humor iconoclasta e com um pé no mau gosto de Brooks estava em pleno frescor. Já um nome conhecido da TV, ele vinha de criar o clássico "Agente 86". Na sua estréia na direção e com seu roteiro, criara um filme mezzo-cômico, mezzo-musical, em que um velho produtor picareta da Broadway se junta a um contador ingênuo para montar uma peça ruim.
"Primavera" foi indicado a dois Oscars e dois Globos de Ouro; Brooks levou a estatueta dourada de melhor roteiro. Faria depois "Banzé no Oeste" (1974) e "O Jovem Frankenstein" (1974, sua obra-prima), entre outros. Colocaria em cena um jovem comediante chamado Gene Wilder. Criaria um estilo que seria seguido por muitos. Até cair no esquecimento de novo.
Não fosse sua "Obi-Wan Kenobi". "Primavera para Hitler", o musical, já "politicamente-corretamente" rebatizado de "Os Produtores", estreou no teatro St. James, na Broadway, em 19/4/2001. O boca-a-boca já era tamanho que a lista de espera para um ingresso era de três meses -e a entrada mais cara, US$ 100.
Em menos de um ano, rendeu US$ 27 milhões, três vezes seu custo, ganhou um recorde de 12 Tonys e reavivou a carreira claudicante dos comediantes Nathan Lane e Matthew Broderick. Rato magro, Brooks levou o musical em turnê nacional (depois internacional, na Austrália e no Canadá), mudando a dupla principal, inclusive na Broadway, para filas e listas de espera iguais, provando que o sucesso era ele.
Lançou o CD com as músicas da peça. Relançou o filme de 1968 em cópia nova nos cinemas e depois em DVD, já devidamente rebatizado e com extras. Virou o tema principal da penúltima temporada de "Curb Your Enthusiasm", série de TV de Larry David, em que Brooks e Bancroft fazem uma ponta como eles mesmos.
Só faltava chegar a Hollywood, completando o ciclo virtuoso. Não mais. No meio do caminho, Brooks entrou para o seleto clube dos que já ganharam a quadrifeta da indústria do entretenimento: Oscar, Tony, Emmy e Grammy. Agora, prepara a versão para cinema de "Agente 86", no que pode ser o início de outro ciclo.
Mel Brooks riu por último. Só não às gargalhadas, pois perdeu a mulher em junho, aos 73, para um câncer no útero. No funeral de Anne Bancroft, ele avisou os poucos convidados: "Se quer chorar, faça-o privadamente".

O repórter Sérgio Dávila viajou a Nova York com os custos parcialmente cobertos pela Columbia Pictures



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h12
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