EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Novo trailer de "MI:3"

 

Caiu na rede o clipe novo, para TV, do terceiro episódio da cinessérie "Missão Impossível. "MI:3" está aqui.

Enquanto isso, longe dali, Tom Cruise, protagonista da série, e Katie Holmes, que gera seu filho, negaram rumores de que haviam se separados. E quem liga?



Escrito por Sérgio Dávila às 20h58
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Tem debate de "Capote" na segunda

14/02/2006 - 19h42

Cinema de SP exibe ciclo sobre Truman Capote

da Folha Online
O Espaço Unibanco, em São Paulo, em parceria com a Folha, inicia na próxima segunda-feira um ciclo de cinema sobre o jornalista Truman Capote, que inspirou "Capote", indicado em cinco categorias do Oscar, incluindo filme, direção (Bennett Miller), roteiro adaptado e ator (Seymour Hoffman).

Serão exibidos cinco títulos, entre longas-metragens para cinema e produções para TV, em que o espectador poderá conhecer nas telas as principais obras desse lendário escritor. A programação começa com a pré-estréia de "Capote" às 19h30, seguida de debate com Sergio Dávila e Sergio Vilas Boas.

O longa-metragem, que estréia no dia 24 deste mês, é uma narrativa sobre o envolvimento do escritor e jornalista Truman Capote no caso do assassinato da família Clutters, em Kansas, e todo o processo durante a preparação do seu best seller sobre o caso: "A Sangue Frio". O trabalhou já rendeu o Globo de Ouro (2006) de melhor ator a Hoffman, aliás.

Na terça-feira, às 18h, o Espaço Unibanco exibe "Bonequinha de Luxo" (Breakfast at Tiffany's), drama de 1961 também baseado em livro de Truman Capote. No elenco estão, entre outros, Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal e Buddy Ebsen.

"Bonequinha" fala de Holly Golightly, uma garota de programa nova-iorquina que sonha encontrar um milionário para casar-se. Seus planos mudam quando conhece um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem tem um envolvimento. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

Na quarta-feira (22), às 18h, o público confere "A Sangue Frio" (In Cold Blood), drama de 1967. Por fim, na quinta, é a vez de "Biografia" e "Assassinato a Sangue Frio".

Ciclo Capote
Quando: 20 a 23 de fevereiro. Dia 20, às 19h30, dias 21, 22 e 23, às 18h
Onde: Espaço Unibanco de Cinema (rua Augusta, 1470/1475 Tel.:0/xx/11/3288-6780.
Quanto: Entrada dranca (senhas na bilheteria do cinema com 30 minutos de antecedência)


Escrito por Sérgio Dávila às 20h30
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O blog agradece

900.000!

obrigado a todos.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h00
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Duas capas

Mariah Carey na última "RS":

Mariah Carey Photo

E Sharon Stone na última "Esquire", versão britânica:



Escrito por Sérgio Dávila às 12h21
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Christina Ricci é ninfomaníaca

 

Justin Timberlake é o namorado de Christina Ricci, que é ninfomaníaca e deve ser "curada" da doença por um velho blueseiro, interpretado por Samule L. Jackson. Não vi, mas já gostei de "Black Snake Moan", outro independente que estréia neste anos nos EUA, com direção de Craig Brewer, de "Ritmo de um Sonho". A primeira foto disponível vai abaixo, de Jackson e Ricci:

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h10
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Politicamente incorreto perde

 

Um dos títulos locais que ouvi para "Brokeback Mountain": "Chapada dos Veadeiros".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h05
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Por falar em Taschen

 

Acaba de sair a biografia do cineasta Roman Polanski, escrita pelo jornalista-roteirista angeleno F.X. Feeney ("The Big Brass Ring", baseado num texto de Orson Welles, e "Frankenstein Unbound", dirigido por Roger Corman.) No livro, o cineasta polonês abre todos seus aqruivos ao biógrafo. Veja algumas imagens. E, se quiser, compre aqui (em várias línguas, inclusive português de Portugal).

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h03
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Por falar em Bettie Page

Uma foto da verdadeira:



Escrito por Sérgio Dávila às 11h58
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Bettie Page vira cinebiografia

 

Sado-masoquista, nudista, comunista. Muitos foram os istas pespegados á figura de Bettie Page, talvez a primeira pin-up de fama internacional, que brilhou nos anos 50 e depois desapareceu. Suas fotos nuas são até hoje objeto de colecionadores e tema constante de livros da editora alemã Taschen. Pois ela é tema do filme "The Ballad of Bettie Page", que traz a sumida-ex-atriz-promessa Gretchen Moll no papel principal. Gretchen é a loirinha de Cartas na Mesa. O trailer e as primeiras imagens acabam de cair na rede. O filme estréia dia 14 de abril nos EUA. Independente (a diretora é Mary Harron, de Eu Matei Andy Warhol e Psicopata Americano), deve chegar ao Brasil nas mostras de outubro. As fotos vão abaixo, o trailer está aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h55
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Coluna Outra América de Hoje


12/02/2006

 
Da série “você já viu este filme”

por Sérgio Dávila

Em março de 2004, Paul Bremer, então o lugar-tenente dos Estados Unidos no Iraque invadido, decidiu que liberdade de expressão tem limite e mandou fechar um jornal iraquiano, daqueles surgidos depois do boom de democracia que salvou o país. Chamava-se “Al Hawza” e seu crime foi dividir igualmente a culpa pela escalada da violência naquele país entre os ocupadores americanos e os insurgentes locais.

A gota d’água foi a manchete: “Bremer segue os passos de Saddam”. Ele não gostou e mandou suspender a publicação por 60 dias. Seu proprietário era o clérigo radical xiita Moqtada al Sadr. O empastelamento do “Al Hawza” provocou sublevação armada em cidades simpatizantes.

Indagado sobre o incidente numa palestra na Universidade Stanford no ano passado, Bremer o classificou como um “mal necessário”. Não que antes dele fosse melhor: durante a Guerra do Iraque, havia quatro jornais, todos de propriedade de Saddam Hussein –assim como os três canais de TV, logo apelidados de “Saddam 1”, “Saddam 2” e “Saddam Jovem”.

Dos diários, o único em inglês era o “Iraqi Daily”, hoje em dia em versão “amistosa”, que no original circulou até a véspera da queda de Bagdá, em abril de 2003, dando manchetes como “Estamos vencendo ao sul!”, “Eles ainda não conseguiram entrar no Iraque!”, “Já derrubamos mais de cem helicópteros dos porcos infiéis!”.

O jornal de Al Sadr reabriu em julho de 2004, não 60, mas 120 dias depois do castigo imposto pela ex-autoridade norte-americana. No começo da última semana, o líder xiita deu entrevistas de apoio à censura e à reação violenta ao jornal dinamarquês que primeiro publicou as charges consideradas ofensivas por muçulmanos.

O jornal “Haaretz”, um dos principais de Israel, publicou em sua página de opinião um texto cujo título é: “Saiam das nossas vidas, seus fanáticos”. O jornal iraniano “Hamshahri” lançou concurso de charges, de preferência ofensivas, cujo tema seja o Holocausto. O objetivo, disse, é testar o limite de liberdade de expressão do Ocidente.

Washington por fim reagiu. “Qualquer tentativa de satirizar ou denegrir [sic] de qualquer maneira o horror que foi o Holocausto é simplesmente revoltante”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean McCormack. Denegrir (ou “denigrate”, em inglês), para o movimento negro norte-americano ou brasileiro, é palavra politicamente incorreta, pois liga a cor negra a um verbo pejorativo.

Antes, George W. Bush havia telefonado para o primeiro-ministro dinamarquês e expressado uma discreta “solidariedade”. Lideranças em países árabes ameaçaram boicotar produtos escandinavos em represália às charges originais. A União Européia respondeu que boicotar a Escandinávia seria boicotar a Europa.

Antes ainda, no discurso periódico presidencial “O Estado da União”, Bush havia dito que os EUA são viciados em petróleo. A partir da fala, subiu em temperatura o discurso dos dobermans de sempre daquele governo em relação ao Irã e ao desejo de seu presidente e aspirante a ditador de retomar o programa nuclear do país.

Donald Rumsfeld veio a público dizer que a opção militar não estava descartada. O país foi reportado ao Conselho de Segurança da ONU, que analisará seu caso em março. O Irã é um dos maiores exportadores de petróleo e de homens-bomba do Oriente Médio.

Quanto mais o mundo gira, mais a lusitana roda.


E-mail: sdavila@folhasp.com.br



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 10h15
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Crítica de "Syryana"

CINEMA/ESTRÉIAS

Diretor fez investigação sobre a indústria do setor para criar filme em que George Clooney vive um agente da CIA


"Syriana" levanta o tapete do negócio petrolífero

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Mesmo que "Syriana - A Indústria do Petróleo" fosse um filme ruim -é excelente-, o processo pelo qual seu diretor/roteirista passou para chegar à história que você vê na tela daria por si só um filme -dos bons.
Stephen Gaghan foi alçado ao primeiro time da cena cinematográfica pelas mãos de Steven Soderbergh, que o chamou para escrever o roteiro de "Traffic" (2000), possivelmente "o" grande filme hollywoodiano sobre o mundo e o submundo das drogas, que põe a nu a hipocrisia da guerra ao tráfico tal como ela é conduzida pelos Estados Unidos hoje.
Gaghan se baseou na minissérie britânica "Traffik", é fato, mas o que lhe dava conhecimento de causa e profundidade tocantes era o fato de ele próprio ser um ex-drogado, conforme revelaria depois, ao receber o Oscar de melhor roteiro adaptado em 2001.
Além da estatueta, a experiência deu munição suficiente para que o cineasta fizesse o que ele mais queria: um filme isento e independente sobre o mundo e o submundo da indústria do petróleo e a irresistível influência de seus interesses na geopolítica mundial.
Dito assim pode parecer um tema cacete, mas Gaghan fez o que os bons contadores de história conseguem fazer: pela via do thriller, deixou o assunto palatável sem perder a profundidade, como fez o brasileiro Fernando Meirelles em "O Jardineiro Fiel".
Assim, inspirado pelo livro "See No Evil", do ex-agente da CIA Robert Baer, por quatro anos Gaghan saiu a campo. Literalmente. O cineasta foi ouvir os protagonistas do mundo do petróleo, nos Estados Unidos, na Europa, no Oriente Médio.
Para conseguir os encontros -como revelaria depois, em entrevistas na época do lançamento do filme-, tinha Hollywood e seus bastidores a seu favor; ao mesmo tempo, não carregava a pecha de ser da imprensa. "Ao saber que eu era do cinema, e não um jornalista, contrabandistas de armas me recebiam alegres e perguntavam detalhes sobre a vida de Angelina Jolie", recordou.
Em certo momento, ele conseguiu marcar uma entrevista com Sayyed Mohammed Hussein Fadlallah, líder espiritual do grupo radical Hezbollah, no Líbano. Para tanto, se deixou ser "seqüestrado" por um carro no centro de Beirute, vendado e levado a ele.
A cena, adaptada para o personagem de George Clooney, que interpreta o tal agente da CIA, acabou entrando em "Syriana", que estréia hoje no Brasil. É um dos grandes momentos de um filme cheio de grandes momentos.
Sua estrutura é similar à de "Traffic". Gaghan desenvolve o roteiro em quatro patamares de um mesmo edifício: o aspecto financeiro, dos produtores e importadores; o legal, na figura dos políticos e lobbystas de Washington; o ideológico, com a Casa Branca de um lado e extremistas do outro; e o subterrâneo, onde os três se encontram e se misturam.
Todos, é a tese do filme, estão interligados e se retroalimentam.
Uma seqüência-exemplo: representantes de produtores de petróleo do Texas conseguem que o Congresso aprove uma medida protecionista, o que obriga uma refinaria a mandar seus operários embora num país do Oriente Médio; desempregado, um deles é atraído pelo canto doce de terroristas e vira um homem-bomba.
Imperdível para quem quer ouvir o noticiário internacional atual e ligar lé com cré. Imperdível também para quem está atrás apenas de um bom filme, que prenda o interesse por mais de meia hora.
PS informativo: "Syriana" deu o Globo de Ouro a Clooney; concorre a dois Oscars (ator coadjuvante e roteiro adaptado). E Gaghan já anunciou que dirigirá a versão para as telas do best-seller "Blink", de Malcolm Gladwell.


Syriana - A Indústria do Petróleo
Syriana
    
Produção: EUA, 2005
Direção: Stephen Gaghan
Com: George Clooney, Matt Damon, Amanda Peet, Jeffrey Wright, Chris Cooper, Tim Blake Nelson
Quando: a partir de hoje nos cines Espaço Unibanco, Jardim Sul, Pátio Higienópolis e circuito



Escrito por Sérgio Dávila às 10h25
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Dá-lhe, Walter

TENDÊNCIAS/DEBATES

Os Idiotas

WALTER SALLES

Praia de Lopes Mendes, Ilha Grande, domingo de manhã. Como é uma área de proteção ambiental, não há carros. Chega-se até ali caminhando por uma longa e bem-preservada trilha através da mata atlântica ou pelo mar, de barco.


Por que o cinema brasileiro fala tão pouco de suas elites? Porque não é fácil falar de classes dominantes tão caricatas


Por causa das férias escolares, há muitas crianças na areia. De repente, o cenário se transforma numa cena de "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppola. Um helicóptero dá um rasante na praia. Depois chega outro, e logo mais um terceiro. Ferindo a lei, pousam ao lado da areia, perto de uma pequena igreja construída pelos pescadores da região -uma das únicas edificações da praia.
Os passageiros saltam. Você já os viu naquelas revistas que glorificam "celebridades". Caminham pela praia, dão um rápido mergulho, mas não ficam. Logo partem para atazanar uma outra freguesia, não sem antes darem novos rasantes na praia. O negócio não é desaparecer na geografia de um lugar. O negócio é ser visto.
Não interessam as tradições do local. Interessa, ao contrário, trazer consigo o mundo em que essas pessoas vivem. É um pouco como George Bush, da primeira vez que foi a Roma, já na Presidência do país mais poderoso do mundo. Levou toda sua comitiva para comer no McDonald's. Em Roma, como os americanos.
Ir à praia de helicóptero, no Brasil de hoje, não é uma exclusividade do litoral fluminense. Em Trancoso, na Bahia, um helicóptero pousou na semana retrasada em plena praia do Espelho, lançando areia sobre os banhistas que lá estavam. Saudável reação: foi apedrejado. Até na distante Barra Grande, península de Maraú, Bahia, helicópteros também começaram a pousar em área pública -as praias- pela primeira vez.
Num país em que o próprio presidente fala de leis que "pegam ou não pegam", pousar de helicóptero em locais proibidos pela lei pegou. Não é à toa, aliás, que helicópteros são expostos na Daslu, ao lado de calcinhas subfaturadas. Estão na moda.
Há algo de sintomático nisso. Em primeiro lugar, a já cansativa confusão entre o público e o privado, que, no Brasil, a cada ano se acentua. Hoje, o que é privado é defendido a unhas e dentes, atrás de vidros blindados, em ruas com cancelas e seguranças. O que é público é constantemente conspurcado. Não importa se uma praia é área de proteção ambiental. Pousa-se ali porque se quer e (não) se pode.
Sintomática, também, é a ausência de fiscalização por parte das autoridades competentes. Retrato de um país em que alguém vai preso por roubar um alicate em um supermercado, mas um ex-governador de São Paulo com centenas de milhões de dólares em contas-fantasmas no exterior está solto, comendo pastel em Campos do Jordão.
Houve um tempo em que se falava do Brasil como a Belíndia. De um lado, a Bélgica; do outro, a Índia. A Índia continua aí, a cada esquina. Ou, talvez, não mais, já que aquele país tem crescido a taxas duas vezes maiores do que as nossas. Investe pesadamente em educação, o que não fazemos. Por outro lado, também não faz mais sentido falar de Bélgica, cuja elite é certamente mais responsável do que a nossa. Na falta da Belíndia, talvez seja o caso de se falar hoje de Bahriti. De um lado, o Bahrein -com toda a sua exibição de riqueza. Do outro, o Haiti. Convenientemente, as nossas forças armadas já estão por lá.
Um economista do MIT, Lester Thurow, sustenta a tese de que "o que falta na América Latina é elite. O que existe é oligarquia. As oligarquias desfrutam ou herdam o poder, mas não entendem as responsabilidades públicas inerentes a ele". Ou seja: querem os privilégios, mas não os ônus. Querem a gravata da Gucci, mas não os impostos de importação, que se convertem em saúde, educação etc. Depois, reclamam da falta de segurança, da inoperância dos governos, apadrinham uma creche para apaziguar a consciência e, ato final, compram um helicóptero para sobrevoar os nossos Haitis.
São Paulo já é a segunda cidade com o maior número de helicópteros em operação no mundo, perdendo apenas para Tóquio, no Japão. Em parte, essa estatística se deve ao transito caótico das duas cidades, à extensão geográfica que ocupam, à falta de planejamento urbano. Presume-se, também, que muitos desses aparelhos sejam utilizados de forma correta -o que não elimina o problema criado pelos usuários que não agem dessa maneira.
Para finalizar: muitas vezes me perguntam por que o cinema brasileiro fala tão pouco de suas elites. A resposta é simples: porque não é fácil falar de classes dominantes tão caricatas. Pena que Buñuel não esteja mais entre nós. Nem Tomas Gutierrez Alea, cujo olhar cáustico também teria dado conta do recado. Sobra Lars von Trier, que fez um filme sobre um bando de pessoas que fazem de tudo para chamar a atenção. Chama-se "Os Idiotas".

Walter Salles, 49, é cineasta, diretor, entre outros filmes, de "Central do Brasil" e "Diários de Motocicleta".


Escrito por Sérgio Dávila às 15h19
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Vanity Fair traz Scarlett Johansson e Keira Knightley nuas

 

A edição especial-anual de Holywood da "Vanity Fair" de março, que chega às bancas neste mês, traz as atrizes Scarlett Johansson e Keira Knightley fotografadas por Annie Leibovitz. Elas estão ao lado do estilista Tom Ford, que morde a orelha de Keira. Ah, sim: as duas atrizes, que concorrem ao Oscar no dia 5 de março, estão nuas. Veja imagem abaixo, escaneada pelo amigo Marcelo Bernardes da edição de ontem do "NY Post" e gentilmente cedida a este blog. Veja também um vídeo making of (em que as pessoas mais se beijam de roupão do que qualquer outra coisa) aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h48
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Exclusiva com diretor de "Capote" - Final

 

Folha - Por que Capote, por que este assunto agora?
Bennett Miller -
Eu estava procurando um filme para dirigir já há alguns anos, sem muito sucesso. Futterman, meu amigo desde os 12 anos, me mandou o roteiro. Ao lê-lo, achei que Capote era particularmente relevante hoje. E há algumas razões para isso. Primeiro, porque me sinto culturalmente deslocado do ciclo atual. Quando vou procurar a origem disso, de por que as coisas começaram a ficar do jeito que ficaram, chego a Capote. O que ele realmente fez foi perceber antes para onde nossa cultura estava indo, em termos de jornalismo, celebridade.
Outra razão, talvez maior, é que Capote é um desses personagens cuja vida e morte representam muito mais do que eles próprios. Representam uma verdadeira tragédia americana, sobre uma pessoa que realmente tem tudo que alguém pode querer, talento, dinheiro, sucesso, fama e todo o resto, e não consegue evitar destruir a si mesmo. Por fim, o tema de pessoas não entendendo realmente as conseqüências do que fazem para conseguir o que querem. Essa, aliás, é uma tendência moderna, que se aplica igualmente a indivíduos, empresas e países.

Folha - Nesse sentido, "Capote" pode ser visto como um filme político, a biografia de uma pessoa abertamente gay feita nos EUA de hoje. Concorda?
Miller -
Não. Espero que seja mais profundo do que um filme político. Para mim, política é efêmera, ninguém faz política como uma condição humana profunda (risos). Se há uma leitura política do filme, isso é bom, mas o objetivo não foi político. Eu realmente espero que este filme se mantenha de pé daqui a cem anos, quando George W. Bush, sua administração e tudo o que ele está fazendo hoje estejam esquecidos.

Folha - O sr. acompanhava o jornalismo literário, gênero que Capote ajudou a inventar?
Miller -
Não, foi uma coincidência. O mundo do personagem é fascinante, mas quando li a história eu pensei que tudo aquilo parecia uma metáfora de algo que transcendia ele e a história.

Folha - O sr. deve estar ciente da crise por que passa o jornalismo hoje, no seu país especialmente motivada pelos casos de Jayson Blair e Judith Miller no "New York Times". Há também a queda em vendas e publicidade. O sr. acha que a indústria que fez de Capote o que Capote foi está morrendo?
Miller -
Sim, é uma questão profunda. O jornalismo realmente está em crise, e isso não prejudica tragicamente apenas a profissão, é um pilar de integridade da sociedade que se pode perder. A corrupção praticada por essas pessoas vai ter conseqüências que eles mesmos não entendem.
Eu diria, no entanto, que o próprio Capote contribuiu para o problema ao convidar o entretenimento para o noticiário, no que chamamos hoje de "infotainment". A partir dele, a meta virou mais atrair um maior número de espectadores e entretê-los para vender produtos do que ter a responsabilidade e a integridade que o jornalismo deve ter para servir seu propósito na sociedade.
Um exemplo: enquanto Capote escrevia "A Sangue Frio", Kennedy assumiu a Casa Branca. Havia então uma completa ciência das infidelidades de Kennedy entre os membros da imprensa. Todo mundo sabia que esse cara estava dormindo com legiões de mulheres. E ninguém, no entanto, jamais escreveu uma linha sobre isso. E a razão pela qual Kennedy continuava a fazer isso tão freqüentemente, bem debaixo do nariz da imprensa, era porque ele sabia que nunca escreveriam algo a respeito. Fazia parte da cultura.
O que Capote fez foi pegar uma história muito privada de uma família metodista do meio do país -e ele foi aos detalhes mais sórdidos- e torná-la em algo que era jornalismo, claro, mas também entretenimento e também rentável. Hoje em dia, é impossível para um jornalista ter ciência de qualquer insinuação sobre a vida pessoal de um presidente e não publicar. É como se fosse um bando de hienas procurando carniça, como no caso dos jornalistas que se iludiam achando que procuravam uma verdade maior por trás do sexo oral de Bill Clinton.

Folha - Por que a escolha de Philip Seymour Hoffman?
Miller -
Porque este personagem é tão complexo e famoso que havia o perigo de ser interpretado de maneira falsa. Mas Capote era também um ser humano, que lutava contra a tragédia. Eu queria um ator que conseguisse dar conta desse personagem mas não o deixasse se tornar uma máscara. Havia um grande perigo de fazer de Capote uma caricatura.

Folha - O sr. é desconhecido do grande público. Quais as suas influências? Li que Jim Jarmusch é um diretor que o sr. respeita.
Miller -
Gosto da independência dele, que realmente faz filmes autorais. Mas existem diretores que me são mais próximos, como Stanley Kubrick, os primeiros filmes especialmente, Werner Herzog, o Nicolas Roeg de "A Longa Caminhada" (1971), os irmãos Maysles (Albert e David, dos documentários "Monterrey Pop", 1968, e "Gimme Shelter", 1970), o Wim Wenders do começo, de "Alice nas Cidades" (1974).

Folha - Algum brasileiro?
Miller -
Sou fã de Fernando [Meirelles], especialmente "Cidade de Deus", mas infelizmente não sou tão curioso quanto outros cineastas, como Scorsese, que parece conhecer tudo sobre todas as cinematografias do mundo. Você não me recomenda uns dois nomes de brasileiros depois de ver "Capote"?

Folha - Glauber Rocha, para começar. E Eduardo Coutinho.
Miller -
Glauber Rocha? Por qual filme eu deveria começar?

Folha - "Terra em Transe".




Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h33
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Exclusiva com diretor de "Capote" - 1

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

A conversa deveria girar em torno principalmente de "Capote", o filme, indicado na terça a cinco Oscars, incluindo filme, direção, roteiro adaptado e ator. Mas o diretor estreante Bennett Miller acabou falando de muito mais, da crise no jornalismo a política, de George W. Bush a Glauber Rocha.
Apesar de ter sido indicado ao Oscar já em seu primeiro longa de ficção, Miller, 38, é tão desconhecido do grande público que o site especializado IMDb traz apenas três informações biográficas: que ele nasceu em 1967, que se formou na Mamaroneck High School em 1985 e que foi colega de classe de Dan Futterman. Onde? Quem? Mamaroneck é uma cidadezinha no interior de Nova York, onde ele nasceu. Ator, Futterman é amigo de infância de Miller e o responsável por apresentar ao diretor o universo de Truman Capote (1924-1984).
Considerado um dos criadores do chamado jornalismo literário (ou novo jornalismo), Capote é autor de duas obras importantes, "Bonequinha de Luxo" (1958), de ficção, e "A Sangue Frio" (1966), em que investiga um crime bárbaro acontecido numa cidadezinha do Kansas em 1959. O último e a conturbada vida do escritor são a base de "Capote", o filme, segundo roteiro de Futterman, baseado na biografia de Gerald Clarke.
Antes disso, Bennett Miller só dirigiu o documentário "The Cruise" (1998), sobre o guia turístico nova-iorquino Timothy "Speed" Levitch (que lhe valeu prêmios em Berlim e no Emmy), e comerciais de TV, "dezenas e dezenas deles, enquanto esperava e aperfeiçoava minha técnica", disse ele, por telefone, à Folha. "Capote" estréia no Brasil no dia 24.

 



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h32
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Lembra os filmetes da BMW? Ganharam concorrência

Dos curtas da BMW você já ouviu falar. Tinham diretores famosos como Ang Lee e revelaram o britânico Clive Owen ao público americano. Pois agora a Pirelli entra na onda. O teaser do primeiro, "The Call", dirigido por Antoine Fuqua ("Dia de Treinamento"), com John Malkovich e Naomi Campbell (que aparece nua), já está no ar.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h51
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Mais Kirsten Dunst



Escrito por Sérgio Dávila às 12h45
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Novas imagens de Kirsten Dunst em Homem-Aranha 3

 

Ela morreu ou está sonhando? É a dúvida da semana na rede, depois que vazaram imagens de Kirsten Dunst como Mary Jane, a namorada de Peter Parker, no set de filmagem de "Homem-Aranha 3" (veja abaixo), dirigido por por Sam Raimi, que estréia em maio do ano que vem.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h43
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Novos Tarantino e irmãos Coen

 

Dois (na verdade, quatro) dos diretores preferidos do blog estão com projetos novos:

* Os irmãos Coen - começam a filmar um drama ambientado no Texas dos anos 80, com o espanhol Javier Bardem e Tommy Lee Jones no elenco. "No Country for Old Man" será uma adpatação do romance homônimo de 2005 de Cormac McCarthy, um thriller sobre um veternao de guerra que foge com uma mala de dinheiro de traficantes. Estréia em 2007.

* Quentin Tarantino prepara "Grind House", filme de terror de dois episódios, em que ele dirige a seqüência "Death Proof", com psicopatas, e seu amigo Robert Rodrigues, "Project Terror", sobre zumbis, com sessenta minutos cada. Estréia dia 22 de setembro.

 

*



Escrito por Sérgio Dávila às 12h40
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Oldboy será refilmado por Hollywood

 

Acredite se quiser: "Oldboy", parte da trilogia-barra-obra-prima do coreano Park Chan-Wook, vai ser refilmada por Hollywood. Na direção, Justin Lin. Rumores chegaram á Internet de que a famosa cena em que o protagonista come lulas vivas seria substituída por uma refeição de tacos. O diretor disse depois do site Suicide Girls que era uma brincadeira que ele espalhou. Cotado para o papel principal, Nicolas Cage, que ainda não disse sim. Quem banca o filme é a Universal.

Enquanto isso, tanto "Oldboy" quanto "Simpathy por Mr. Vengeance" já estão disponíveis em DVD nos EUA. E "Lady Vengeance" (ou "Simpathy for Lady Vengenace"), o mais frecente, continua seu circuito por festivais, mas ainda inédito no Brasil e em DVD...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h25
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Já viu Benicio del Toro como Che?

As filmagens só começam em 2007, mas Steven Soderebrgh teve de fazer em seis dias a seqüência em que Che Guevara visita Nova York nos anos 60. É que o prédio da ONU vai ser reformado e perderá a aparência que tinha à época. O resultado é a primeira imagem de Benicio de Toro como o líder revolucionário, publicada pelo tablóide "NY Post".



Escrito por Sérgio Dávila às 12h10
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Novo "Piratas do Caribe" ganha trailer

A TV americana exibe no intervalo do Superbowl, o segundo mais caro da TV mundial, o trailer da seqüência de "Piratas do Caribe", que estréia nos EUA dia 7 de julho, com o mesmo elenco (Johnny Depp, Keira Knightley, Orlando Bloom etc.). Veja o trailer aqui. Leia mais sobre o filme aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h07
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Coluna "Outra América" de hoje - Pau nos pingüins


05/02/2006

 
A longa marcha rumo à direita

por Sérgio Dávila

Nada contra "A Marcha dos Pingüins" (ou "A Marcha do Imperador", no original francês), que foi indicado ao Oscar na terça, passou os 150 mil espectadores no Brasil na última semana e já é o segundo documentário mais visto nos EUA, o primeiro de produção não-americana, com mais de US$ 115 milhões de bilheteria mundial.

O filme é engraçadinho, e a locução, na verdade um impossível "voice-over" dos pingüins em questão, não atrapalha muito (pelo menos não a do DVD norte-americano, que dizem ser mais musical e menos sóbria que o francês e o dublado, ambos em cartaz no Brasil).

A produção toda entra fácil no escaninho sentimental de documentários sobre a imbricação mundo animal/homo sapiens e/ou sobre o glamour das manifestações da natureza, tão bem representados no imaginário pop desde que "Mundo Animal" revezava as manhãs de sábado na TV com a pororoca de Amaral Netto, o repórter, e os golfinhos de Jacques Cousteau.

O problema -sempre há um problema, se você é um jornalista amargo- é o proselitismo que a nova direita americana vem fazendo com as pobres aves esfenisciformes. As mesmas igrejas que colocaram os fiéis para jambrar atrás de votos para Bush na reeleição, especialmente nos Estados indecisos, agora estão colocando a moçada para marchar atrás da pingüinzada.

A mensagem em si até que não é ruim -se até eles têm a noção de família e de monogamia, por que não nós?-, mas interessa à agenda neocon, daí a mobilização em torno da fita. Há relatos, publicados em jornais norte-americanos, de galpões, estacionamentos e drive-ins transformados em rendez-vous sabadais em torno dos quais se reúne a família, feliz, a admirar quão politicamente corretos são os pingüins no gelo.

(É o holiday-on-ice atualizado, com as aves no lugar das louras oxigenadas de saiote e dos rapazes efeminados de calça colante.)

Nessa marcha, "A Marcha dos Pingüins" não está sozinho. Vai lado a lado com outro filme, a ficção "O Exorcismo de Emily Rose", com a diferença de que até onde se sabe aquele documentário não foi feito com "parti pris", enquanto este longa já saiu do papel cheio de segundas intenções.

Também em cartaz em São Paulo, conta a história -"verdadeira!", lhe dirão- de uma advogada que defende um padre norte-americano acusado de matar uma jovem durante uma sessão de exorcismo, na cidade de Henderson, no Estado de Indiana.

Os dois pagam pedágio ao "Titanic" neocon que é a cinessérie "Left Behind", feita a partir dos best-sellers apocalípticos homônimos, da dupla de militantes bushinianos-republicanos Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins. Essa vai direto ao ponto: teve e tem 90% de sua exibição em igrejas, prescindindo do poderoso circuito comercial do cinema norte-americano.

Filmes que se prestam a defender uma causa, seja ela nobre ou não (quer dizer, seja ela a sua ou a do outro), existem desde a criação do cinema -salta à mente, por exemplo, "Intolerância", de Griffith, realizado em 1916.

Mas o mundo parecia menos canalha quando a empulhação ficava por conta de prestidigitadores como "Eram os Deuses Astronautas" ou "O Dia Seguinte", que não serviam a nenhum império e sua máquina de guerra.

sdavila@folhasp.com.br



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 11h19
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Primeiras fotos do novo David Lynch

 

Caíram na rede (frase feita deste blog) as primeiras fotos do próximo filme de David Lynch, patrono da coluna. Chama-se Inland Empire e está previsto para estrear em algum momento deste ano nos EUA e será atração do Festival de Cannes 2006. Ainda não se sabe muito, exceto que tem a musa do diretor, Laura Dern, no papel principal, e elenco com Jeremy Irons, Harry Dean Stanton e Justin Theroux.

 


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Escrito por Sérgio Dávila às 18h28
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Fotos novas de Missão Impossível 3

 

Tem fotos novas de "Missão Impossível 3", que estréia mundialmente em 5 de maio e traz Tom Cruise, Philip Seymour Hoffman (que ganha o Oscar de melhor ator neste ano, marque minhas palavras), Ving Rhames, Laurence Fishburne, Billy Crudup e Michelle Monaghan.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h42
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O quadrinho mais engraçado do dia







Escrito por Sérgio Dávila às 16h45
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Crítica de "Boa Noite e Boa Sorte", que estréia hoje

 

São Paulo, sexta-feira, 03 de fevereiro de 2006

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CINEMA/"BOA NOITE E BOA SORTE"

Ator-diretor conta saga de Edward Murrow, jornalista que desafiou a caça às bruxas nos EUA

Clooney critica macarthismo em filme político

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

Além de ser a resposta às preces da mulher casada, como conta a piada, George Clooney é uma espécie de Robin Hood de Hollywood: rouba dos ricos (leia-se bobagens que aceita fazer para grandes estúdios por cachês que batem nos US$ 20 milhões) para dar aos pobres (filmes independentes que financia ou viabiliza por meio da produtora que divide com o amigo Steven Soderbergh, diretor e pioneiro do cinema independente contemporâneo).
Assim, é mais do que justo que finalmente tenha sido reconhecido pelo Oscar, prêmio que o ignorava sistematica e metodicamente em suas mais de duas décadas de carreira. Na terça, o ator foi agraciado com três indicações e deve subir ao palco pelo menos uma vez, a primeira de sua vida.
Das três, duas são pelo importante filme "Boa Noite e Boa Sorte", que estréia hoje no Brasil. Se pode alienar o espectador médio local por tratar de um episódio excessivamente norte-americano, merece o ingresso pelos valores universais que defende, como a liberdade de imprensa e o direito de discordar, e pelo resgate histórico que faz para as novas gerações de um triste período dos Estados Unidos, o macarthismo.
Ambas as ações ganham mais importância quando se leva em conta o desastre democrático que é a segunda administração de George W. Bush, com sua própria caça às bruxas, desprezo pela imprensa livre e independente e diminuição consentida das liberdades individuais em nome de uma "guerra ao terror" duvidosa.
"Boa Noite e Boa Sorte" trata da história verídica do jornalista Edward R. Murrow (1908-1965), que no começo dos anos 50 apresentava o programa semanal "See It Now" (veja agora) na CBS, então uma das três principais emissoras de TV norte-americanas.
À época, com poucas exceções, a grande imprensa norte-americana em geral, mas a televisiva principalmente, pisava em ovos na cobertura do senador republicano Joseph McCarthy (1908-1957), do Estado do Wisconsin, que, via Subcomitê Permanente de Investigações do Senado, promovia uma verdadeira Inquisição contra o que ele chamava de "ameaça vermelha".
Murrow foi um dos que teve coragem de desafiá-lo, de maneira séria e objetiva, contrapondo fatos às maquinações do celerado político. Isso acabou custando seu emprego, mas deixou uma boa história e um bom exemplo, que agora Clooney resgata.
Os motivos do ator são dois. Seu pai, que também sofreu por ser um jornalista combativo na mesma época de Murrow, o considerava o paradigma da imprensa livre. E Clooney pretende cada vez mais diversificar a carreira dirigindo filmes -"Boa Noite e Boa Sorte" é seu segundo longa.
Pois tem futuro o menino. No comando do filme, ele só toma decisões acertadas. Uma delas é optar pelo preto-e-branco, em vez do colorido, o que confere a desejada sobriedade que o diretor queria. Outra é a escolha do elenco, raras vezes tão acertada.
Destacam-se principalmente o personagem principal, interpretado pelo grande e freqüentemente injustiçado ator David Strathairn, e seu chefe, William Paley, vivido pelo veterano Frank Langella, sempre contido.
Mas o trunfo do filme é usar cenas de arquivo do verdadeiro Joseph McCarthy nas seqüências em que o senador aparece, em vez de optar pelo caminho fácil de um ator que provavelmente não resistiria à tentação de fazer um vilão caricato de cinema mudo.
McCarthy em ação, McCarthy como McCarthy, é mais caricato e mais vilão do que supúnhamos nós, espectadores, familiarizados com o político apenas de leituras.
De resto, o filme peca somente em um aspecto, resultado talvez da inexperiência de George Clooney: com exceção do trio acima, os outros personagens são mal desenvolvidos e aparecem um pouco perdidos na trama. Nada que mais alguns anos e filmes atrás das câmeras não resolvam.


Boa Noite e Boa Sorte
Good Night, and Good Luck
   
Produção: EUA, 2005
Direção: George Clooney
Com: David Strathairn, Robert Downey Jr., George Clooney
Quando: a partir de hoje nos cines Pátio Higienópolis, Jardim Sul e circuito



Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 10h07
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Revelado roteiro de "Instinto Selvagem 2"

 

É óbvio que se trata de uma mistura de caça-níquel com tentativa desesperada de uma atriz de 47 anos de voltar ao topo --num meio, Hollywood, em que mulheres de mais de 30 são consideradas anciãs. Mas acabam de cair na rede os detalhes do roteiro de "Instinto Selvagem 2 ", que estréia nos EUA dia 10 de março, com Sharon Stone de volta ao papel de Catherine Tramell.

O filme começa com a personagem sendo satisfeita, digamos, oralmente enquanto dirige um conversível. O agente da ação vai acabar mal --como todo homem que cruza o caminho dela. No geral, o filme ficou tão forte que mereceu a classificação etária máxima nos EUA, o que é morte certa na bilheteria. O diretor cortou algumas cenas mais calientes e ainda assim ficou com o "R", a segunda classificação.

E Sharon Stone avisa: não, não usou dublê de corpo nas cenas de nudez.

Algumas fotos:

 

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h51
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Festa do oscar em NY será no St.Regis

 

O Oscar faz este ano uma festa para os eleitores que moram em Nova York e não estarão em Los Angeles no dia 5 de março. Acontece no St. Regis Hotel, na rua 55. O tema será o primeiro jantar que a Academia ofereceu, no Hollywood Roosevelt Hotel, em 1929.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h35
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Orçamento de Superman sai do controle

 

Segundo os tablóides nova-iorquinos, o orçamento do provável blockbuster do verão norte-americano deste ano saiu do controle. Segundo os jornais, os investidores de Wall Street estariam descontentes com o fato de os gastos terem passado os US$ 250 milhões, o que a Warner nega.

Insiders dão conta de que na verdade o filme já drenou US$ 300 milhões, o que o tornaria o mais caro da história, batendo por cinco superproduções brasileiras os recordistas anteriores, "Titanic" (US$ 250 milhões) e "Waterworld" (US$ 225 milhões).

Quem paga parte da conta é o consórcio Legendary Pictures, montado por Thomas Null, que levantou US$ 500 milhões para financiar até 25 filmes da Warner. O acordo original do estúdio com os investidores é que "Superman" não passaria dos US$ 100 milhões.

Enquanto isso, o diretor, Bryan Singer, continua com seus sensacionais videoblogs, que você confere aqui. 

Superman Returns



Escrito por Sérgio Dávila às 19h22
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Minha análise sobre os indicados

São Paulo, quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006

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ANÁLISE

"Filme Judeu" é o plano B de Hollywood a "Filme Gay"

SÉRGIO DÁVILA
DA REPORTAGEM LOCAL

O tempo passa, o tempo voa, e Hollywood continua tucana. Envergonhada, deu apenas oito indicações ao "Filme Gay" (também conhecido como "O Segredo de Brokeback Mountain"), incluindo as importantes filme, diretor, ator e roteiro adaptado. Não chega perto de recordes de anos anteriores para filmes piores.
E -só para o caso de a América Profunda chiar muito- deu cinco indicações ao "Filme Judeu" (também conhecido como "Munique"), incluindo os importantes filme, diretor e roteiro adaptado. É o plano B, uma cortina de fumaça, saídos do inconsciente coletivo dos 6.000 eleitores.
O provável é que os dois títulos pulverizem as estatuetas importantes na noite de 5 de março, em Los Angeles, com um ou outro agrado jogado ao "Filme do Jornalista Gay" ("Capote"), provavelmente o primeiro e merecido Oscar de ator a Philip Seymour Hoffman, e ao "Filme do Jornalista Liberal" ("Boa Noite e Boa Sorte"), talvez roteiro original.
Satisfaz, assim, os dois lobbies mais importantes da indústria do entretenimento sem alienar o grande público, que é quem afinal paga as contas do pessoal. Se for dessa maneira, o que sobra ao "Filme Brasileiro" ("O Jardineiro Fiel", dirigido por Fernando Meirelles)? Pouca coisa, infelizmente.
Das quatro indicações que recebeu -atriz coadjuvante, roteiro adaptado, trilha sonora original e edição-, é a da britânica Rachel Weisz que tem mais chances. Por dois motivos: ela já levou o Globo de Ouro e a concorrência é fraca.
Na outra que importa, os concorrentes são peso-pesado demais. Em roteiro adaptado, apesar de a obra original ser de John Le Carré, há o favorito "Brokeback Mountain", o elogiado "Capote" e o prestigiado dramaturgo Tony Kushner ("Munique"), autor de "Angels in America", sobre os anos Reagan e a Aids.

Estrangeiros
Na categoria estrangeira, deu o óbvio: o italiano "La Bestia nel Cuore", história de dois irmãos que foram vítimas de abuso sexual na infância; a superprodução francesa "Joyeux Noël", sobre a Primeira Guerra; o alemão "Uma Mulher contra Hitler", que fala da participação feminina na resistência ao nazismo; e "Tsotsi", um "Cidade de Deus" sul-africano.
Completa a lista o provável vencedor, o palestino "Paradise Now", sobre homens-bomba, atualmente em cartaz em São Paulo. Ficaram de fora o brasileiro "2 Filhos de Francisco", de Breno Silveira, apesar de boa campanha publicitária e do prêmio em Palm Springs, e o iraquiano "Réquiem da Neve", que poderia ter entrado por motivos geopolíticos.
O resto é o resto, com um registro final e não-ufanista: intrincado, bem-feito, original, o belo "O Jardineiro Fiel" merecia mais.



Escrito por Sérgio Dávila às 07h47
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