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Todos os Homens do Presidente sai em DVD
Acaba de sair em DVD nos EUA a edição especial de aniversário de "Todos os Homens do Presidente", filme que mastigou para as massas o que foi o caso Watergate e, de quebra, serviu para consolidar as carreiras de Robert Redford e Dustin Hoffman, respectivamente Bob Woodward e Carl Bernstein, os dois repórteres do "Washington Post" que deram o furo da década então. O filme de Alan J. Pakula ganha mais relevância depois de a identidade da fonte anônima de Bersntein, apelidada "Garganta Profunda" por conta de um popular filme pornô da época, ter sido revelada no ano passado. EXTRAS Há entrevistas com Redford, Hoffman e duas horas de material nunca antes mostrado.
Escrito por Sérgio Dávila às 11h05
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George W. Bush
Muito boa (enviada por um amigo):
2) Escreva "failure", sem as aspas (fracasso, em inglês)
3) Clique em "Estou com sorte"
4) Veja o que aparece... E espalhe por aí, antes que o Google se dê conta.
Escrito por Sérgio Dávila às 12h00
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Gilbert Shelton - final
| Primeiro, é preciso esclarecer que os fabulosos e peludos irmãos hippies (a tradução literal do título em inglês, sendo que freak tanto é sinônimo de hippie quanto de esquisito, então, você faz as contas) podem ser fabulosos, peludos e hippies, mas não são irmãos. A manter a lógica dos Três Patetas, Freewheelin’ Franklin, com seu visual à Buffalo Bill, seria o Moe. É o mais esquentado, o que sempre lidera os planos mirabolantes do trio em busca do sagrado trinômio drogas, sexo e rock’n’roll, necessariamente nessa ordem. |
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Logo depois vem o magriço Phineas, o de cabelos e barba pretos, que é o rei das bad trips, sempre encanado que a polícia vai chegar, que o chá não vai bater legal e que o mundo conspira para capturá-lo. Nesse sentido, seria o Larry da turma. Por fim, o mais hilariante, o Curly Joe do mundo alternativo, sem noção de nada e colocando os três nas piores enrascadas, sua excelência, Fat Freddy. Seu gato, propriamente batizado de Fat Freddy’s Cat, ganhava uma tirinha própria à margem da página nos álbuns originais, como fazia Sergio Aragones na revista MAD, para a qual Gilbert Shelton colaborou no começo da carreira. O gato fez tanto sucesso que ganhou uma revista própria – e um álbum no Brasil, nos anos 80. |
Escrito por Sérgio Dávila às 17h48
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Gilbert Shelton - parte 2
| BRAVO!: The Fabulous Furry Freak Brothers é a HQ underground mais vendida da história. Na opinião do próprio autor, qual o motivo do sucesso? |
| Shelton: Não estou bem certo se os Freak Brothers são tão bem-sucedidos assim. Mas, se você estiver certo, talvez seja pela facilidade de lê-los. |
| Ou porque os personagens são tão humanos? Você os baseou em pessoas de verdade? |
| Os Freak Brothers não são baseados em nenhuma pessoa específica, embora haja pedaços e traços de muitos de meus amigos – e de mim mesmo – neles. |
| Como a São Francisco dos anos 60 influenciou seu trabalho? |
| Os Freak Brothers passaram a ser associados à cidade, e certamente São Francisco foi uma grande influência, mas vivi em outros lugares, que podem ser vistos no pano de fundo das histórias: Austin (Texas), Nova York, Los Angeles e Cleveland (Ohio). Eu me mudei para São Francisco em 1968, na véspera da comemoração da Morte de Haight-Ashbury (o cruzamento das ruas Haight e Ashbury, em San Francisco, virou o ponto zero do movimento hippie nos anos 60; em 1968, um ano depois do chamado Summer of Love e no auge da Guerra do Vietnã, milhares de pessoas fizeram passeata pela cidade para declarar a “morte” do movimento). |
| As drogas têm papel fundamental em suas histórias. Quanto disso é ficção e quanto é experiência própria? |
| A maior parte era experiência própria, se você incluir aí conversas de terceiros ouvidas por mim. Claro que ninguém poderia usar tantas drogas, em quantidade e qualidade, quanto os Freak Brothers usam e ainda estar vivo. |
| Ainda fumo maconha. Infelizmente, não consigo encontrar aqui em Paris. |
| O que aconteceu com o filme que Mike B. Anderson faria baseado nos seus quadrinhos? |
| A Film Roman, para a qual o Mike trabalhava como diretor do seriado Os Simpsons, decidiu não produzir mais filmes. Os direitos voltaram para mim e eu os vendi para os Bolex Brothers, de Bristol, na Inglaterra. Um novo roteiro está sendo escrito por Paul B. Davies. Deve ficar pronto no ano que vem. |
| É verdade que foi você quem disse para a Janis Joplin (1943-1970) que ela deveria abandonar o folk e se dedicar ao rock? |
| Janis e eu éramos estudantes da Universidade do Texas no começo dos anos 60, a era do renascimento da folk music, e ela era a cantora mais talentosa das que participavam dos festivais semanais no campus. Nós éramos amigos, e eu adorava tocar rock e blues no meu teclado, então uma vez perguntei se ela não gostaria de cantar com a minha banda. Sua resposta: “Nós, cantores de folk, JAMAIS cantamos rock!”. Parece que depois mudou de idéia. |
| Você viveu no Texas e viveu em Nova York e São Francisco. Conheceu ambos os lados da América, a mais cosmopolita, das costas Leste e Oeste, e a tal América Profunda, do continente. Na sua opinião, o que aconteceu nas eleições foi um racha irreconciliável entre estes dois “países”? |
| A mim, de longe, daqui de Paris, parece mais um repeteco da Guerra Civil, o sul contra o norte... |
| O que você acha que vai acontecer ao país nos próximos quatro anos? |
| Ninguém sabe, nem mesmo Deus. |
| Antes de você, Jerry Lewis, Woody Allen, Nina Simone e vários jazzistas encontraram mais reconhecimento do público francês do que do norte-americano. Foi essa a razão que o levou a trocar os Estados Unidos pela França? |
| Sim, cartunistas são mais respeitados aqui do que nos Estados Unidos. Se perguntam qual é minha profissão na América, digo que estou no ramo editorial. Na França, tenho orgulho em dizer: “Je suis un dessinateur de bande dessinée!” (“eu sou um desenhista de HQ”!). |
| Sérgio Dávila é correspondente da Folha de S.Paulo e do UOL na Califórnia. |
Escrito por Sérgio Dávila às 17h47
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A entrevista com Gilbert Shelton - parte 1
| Os três patetas da contracultura |
Criador nos anos 60 dos quadrinhos underground mais vendidos da história dos Estados Unidos, Gilbert Shelton fala dos Freak Brothers, que ganham nova edição brasileira |
| Eles já foram definidos como os “Três Patetas da contracultura”. Seu autor é um dos últimos hippies vivos ainda pensantes. Que atire a primeira bagana de maconha quem nunca riu com os Freak Brothers (ou carreira de pó, ou seringa de heroína: o trio usava de tudo e muito). A história em quadrinhos criada por Gilbert Shelton é ainda hoje a que mais vendeu no cenário underground norte-americano: cerca de dez milhões de revistas e livros desde a estréia, em 1967, sempre num esquema mambembe e lançada por uma editora pequena. |
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O trio Phineas, Freewheelin’ Franklin e Fat Freddy (veja boxe adiante) acaba de voltar ao mercado brasileiro, numa antologia em dois volumes: The Fabulous Furry Freak Brothers (Editora Conrad, 184 págs, R$ 39) e um próximo, que chega em abril de 2005. A versão brasileira original, feita nos anos 80 pela L&PM, era assinada por Eduardo Bueno, hoje autor de sucesso de livros de história do Brasil. O lançamento faz parte da estratégia da editora de trazer a uma nova geração de leitores os quadrinhos alternativos que fizeram história nos anos 60 nos Estados Unidos, incluindo obras do papa Robert Crumb. |
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Aos 64 anos, morando desde os anos 80 em Paris com sua mulher, a agente literária Lora Fountain, este nativo de Austin, Texas, e ex-amigo de Janis Joplin falou a Bravo! sobre seu maior sucesso, mas também sobre rock e drogas. Nesse último assunto, aliás, Gilbert Shelton assume: sim, continua fumando maconha. Só que não consegue encontrar em Paris. |
Escrito por Sérgio Dávila às 17h47
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China proíbe filmes com humanos e desenhos juntos
Juro que procurei no meu Livro Vermelho do Camarada Mao e não achei a justificativa, mas a China caba de proibir uma batelada de filmes de Hollywood que juntam seres humanos (atores) e desenhos. Entre as obras proibidas, o perigosíssimo "Uma Cilada para Roger Rabbit" (eu sempre achei Jessica Rabbit subversiva), "Space Jam", com Michael Jordan e o Pernalonga, e o programa de TV britânico "Teletubbies". A decisão é da Administração Estatal de Rádio, Filme e Televisão, ligada ao Partido Comunista Chinês.
Escrito por Sérgio Dávila às 17h02
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Tem foto da animação dos Freak Brothers
Esta é em homenagem ao editor do UOL Tablog caiu na rede uma foto do primeiro longa de animação baseado nos Freak Brothers, o seminal quadrinho da contracultura criado por Gilbert Shelton e que está sendo dirigido por Dave Borthwick. Numa entrevista a este blogueiro, publicada na Bravoi no ano passado ou retrasado, Shelton já havia adiantado detalhes do filme. A entrevista vai no próximo post. A foto:
Escrito por Sérgio Dávila às 16h51
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E Cannes, hein? Aqui vai uma provável lista
Daqui a pouco começa Cannes 2006. Quer "O Código da Vinci" abre o festival, hors-concours, no dia 17 de maio, você já sabe. Mas a Screen Daily soltou uma provável lista de concorrentes, que faz muito sentido. Veja só:
- David Lynch, "Inland Empire"
- Aki Karismauki, "Lights In The Dusk"
- Ken Loach, "The Wind That Shakes The Barley"
- Mohsen Makhmalbaf, "Scream of the Ants"
- Kim Ki-duk, "Time"
- Francis Ford Coppola, "Youth Without Youth"
- Pedro Almodovar, "Volver"
- Guillermo Del Toro, "Pan’s Labyrinth"
- Pablo Trapero, "Born And Raised"
- Alejandro Gonzalez Inarritu, "Babel"
- Darren Aronofsky, "The Fountain"
- Anthony Minghella, "Breaking and Entering"
- Brian DePalma, "Black Dahlia"
- Jia Zhangke, "Still Life"
- Lou Ye, "Summer Palace"
- Tian Zhuangzhuang, "Wu Qingyuan"
- Johnnie To, "Election 2"
São citados também Richard Linklater, John Cameron Mitchell, Sofia Coppola, Mira Nair, Marco Bellochio, Hirokazu Kore-eda, Volker Schloendorff, Nanni Moretti e Zacharias Kunuk & Norman Kohn e Bruno Dumont. Repare:
* na ausência de brasileiros
* na aposta de Coppola, que não filma desde "Rainmaker", de 1997; e na aposta do "Maria Antonieta" de sua filha, o que seria um fato inédito na história do festival, pai e filha concorrendo. O mais provável, porém, é que Francis seja hors-concours...
* numa tendência mais autoral e menos hollywoodiana, o que seria um alívio em relação aos últimos festivais...
Continuamos em assembléia permanente.
Escrito por Sérgio Dávila às 16h43
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Enquanto isso, mais longe dali...
...a Warner anuncia na edição de hoje da Variety que, sim, tanto "Batman Begins" quanto "Superman Returns" (este ainda inédito) terão continuação, com os mesmos (CORRIGINDO) diretores, respectivamente Christopher Nolan e Bryan Singer.
Escrito por Sérgio Dávila às 09h01
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Enquanto isso, longe dali...
Enquanto isso, conforme revelou o repórter Marco Aurélio Canônico, da Ilustrada, Naif Al-Mutawa, escritor do Kuait, cria super-heróis muçulmanos -entre eles, um brasileiro- baseados nas virtudes de Alá. A Guerra Santa chega aos quadrinhos...
Escrito por Sérgio Dávila às 08h49
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Batman enfrenta Al-Qaeda em nova HQ
Você leu direito: o homem-morcego vai lutar contra Osama Bin-Laden, o líder da rede terrorista da Al-Qaeda. Pelo menos nos quadrinhos, mais especificamente numa graphic novel que Frank Miller prepara. No enredo de "Holy Terror, Batman!" (Santo Terror, Batman!), de 200 páginas, o morcego-herói defende Gotham City de um ataque terrorista.
"É uma peça de propaganda", disse Miller na convenção de quadrinhos WonderCon'06 em San Francisco, no último fim de semana, nos EUA, "um lembrete às pessoas que esqueceram quem nós estamos contra." Essa pessoa, no caso, é Osama bin Laden. "A história é uma reação visceral minha ao que está acontecendo agora", completou Miller, que ganhou fama nos anos 80 ao recuperar o personagem de Batman do limbo na série "O Cavaleiro das Trevas".
O fato de um super-herói se encontrar com um "vilão" da vida real não é novidade, disse Miller: "O Super-Homem já socou o Hitler. O Capitão AMérica também. Essa é uma das utilidades deles."

Escrito por Sérgio Dávila às 08h44
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Por falar em "cartas para a Redação"...
...recebo a sugestão de alguns amigos, blogueiros, internautas e companheiros em geral de censurar os comentários deste blog. Citam o exemplo de Ricardo Noblat, que decidiu fazer isso --não sei se é verdade-- e de Gerald Thomas, que fez isso porque, me contou depois, um sujeito tentou monopolizar todas as discussões e todos os comentários. Por enquanto, ainda defendo o ideal anárquico que move a internet desde o início, que é o de liberdade total --a única exigência é que não sejam comentários anônimos, embora alguns covardes se escondam atrás de pseudônimos ou de e-mails criados apenas para criticar este blog, o que só enche de orgulho o autor.
Por enquanto, repito.
Escrito por Sérgio Dávila às 19h18
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O Oscar "independente"
Este será o Oscar de "Indiewood", seja qual for o resultado do dia 5 de março. Se não, vejamos as bilheterias domésticas dos cinco filmes indicados a melhor filme, por ordem de faturamento:
* "O Segredo de Brokeback Mountain" - US$ 71 milhões
- "Crash" - US$ 53 milhões
- "Munique" - US$ 45 milhões
- "Boa Noite, e Boa Sorte" - US$ 29 milhões
- "Capote" - US$ 22 milhões
Ou seja, nenhum deles está na lista dos dez mais vistos de 2005 nem estará na de 2006. Nenhum ultrapassou a barreira mágica (para a indústria local) dos US$ 100 milhões nem deve, mesmo se vencer o Oscar (o prêmio de melhor filme dá mais ou menos uma injeção de 20% na bilheteria local). Será que os votantes da Academia estão tomando jeito? Ou será que Hollywood está mesmo cada vez mais distante da "América Profunda", como dizem os neocons, especialmente depois da segunda eleição de Bush?
Cartas para a Redação.
Escrito por Sérgio Dávila às 19h13
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A melhor piada sobre "Brokeback Mountain" até agora
Quem me mandou foi uma grande amiga:
Brokeback Mountain Weekly Grocery Lists
WEEK ONE
* Beans * Bacon * Coffee * Whiskey
WEEK TWO
* Beans * Ham * Coffee * Whiskey
WEEK THREE
* Beans al fresca * Thin-sliced Bacon * Hazelnut Coffee * Sky vodka & Tanqueray gin * K-Y gel
WEEK FOUR
* Beans en salade * Pancetta * Coffee (espresso grind) * 5-6 bottles best Chardonnay * 2 tubes K-Y gel
WEEK FIVE
* Fresh Fava beans * Jasmine rice * Prosciutto, approx. 8 ounces, thinly sliced * Medallions of veal * Porcini mushrooms * 1/2 pint of heavy whipping cream * 1 Cub Scout uniform, size 42 long * 5-6 bottles French Bordeaux (Estate Reserve) * 1 extra large bottle Astro-glide
WEEK SIX
* Yukon Gold potatoes * Heavy whipping cream * Asparagus (very thin) * Organic Eggs * Spanish Lemons * Gruyere cheese (well aged) * Crushed Walnuts * Arugula * Clarified Butter * Extra Virgin Olive oil * Pure Balsamic vinegar * 6 yards white silk organdy * 6 yards pale ivory taffeta * 3 Cases of Dom Perignon Masters Reserve * Large tin Crisco
Escrito por Sérgio Dávila às 16h55
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Tem pré-estréia e debate de Capote hoje
Ciclo analisa vida e obra de Capote
DA REPORTAGEM LOCAL
A exibição em pré-estréia do filme "Capote", indicado a cinco Oscar -incluindo melhor filme, diretor (Bennett Miller) e ator (Philip Seymour Hoffman)- abre hoje ciclo dedicado ao jornalista e escritor norte-americano Truman Capote (1924-1984), no Espaço Unibanco de Cinema. O ciclo é promovido pela Folha, em parceria com o Espaço Unibanco de Cinema e a Cinnamon Comunicação. Até a próxima quinta, haverá uma sessão diária e gratuita de filmes baseados na obra e na vida de Capote. É necessário retirar ingresso 30 minutos antes do início da projeção. Além do inédito "Capote", cuja estréia está prevista para a próxima sexta, o ciclo programa "Bonequinha de Luxo", com Audrey Hepburn (1929-1993), que se baseia em livro de Capote (cartaz de amanhã); "A Sangue Frio", de Richard Brooks, que leva à tela a grande obra do escritor (atração de quarta); e duas produções feitas para TV -"Biografia" e "Assassinato a Sangue Frio", escaladas para quinta-feira. As sessões ocorrem sempre às 18h, com exceção da de hoje, que começa às 19h30 e será seguida de debate com o crítico de cinema e repórter especial da Folha Sérgio Dávila e o vice-presidente da Academia Brasileira de Jornalismo Literário, Sergio Vilas Boas. Vilas Boas observa que Capote "influenciou várias gerações de jornalistas entusiasmados com as possibilidades do new journalism", embora nunca tenha sido "um típico repórter de noticiários e tampouco figure na lista dos 50 mais apreciados ficcionistas americanos do século 20". O prestígio de Capote deve-se sobretudo ao livro "A Sangue Frio" (1966), em que investiga o assassinato de uma família no Kansas e cuja narrativa contém o cerne do novo jornalismo, como descreve Vilas Boas: "As reportagens que resultaram no livro são estupendas na forma. Capote entrevistou, bisbilhotou, esmiuçou, interpretou. Em conversas aparentemente casuais, seus personagens se revelavam. Essa era a base do new journalism: misturar-se com as pessoas, de preferência sem alardear nem falsear as intenções, e ficar atento às falas reveladoras". No debate, Dávila partirá do filme de Miller para analisar a relação que Capote estabeleceu com o jornalismo, ou melhor, com sua grande vedete, a notícia. Segundo o crítico, no filme "fica evidente e ganha contornos quase caricatos a relação do jornalista com a notícia, uma relação intensa, conturbada e de sedução de ambos os lados, como em qualquer paixão". Capote assume um comportamento em que "corteja a notícia como um amante, cuida dela, investe, ouve negativas, volta a insistir, seduz, envolve, até que consegue o que quer -no caso de "A Sangue Frio", a confissão de um dos acusados", diz Dávila. Depois da grande conquista, o amante apaixonado "perde o interesse. Acaba o namoro e sai em busca de outra paixão. Que, no caso específico do jornalista norte-americano, nunca virá".
Capote Quando: hoje, a partir das 19h30 (pré-estréia seguida de debate com Sérgio Dávila e Sergio Vilas Boas) Onde: Espaço Unibanco (r. Augusta, 1.475, tel. 0/xx/11/ 3288-6780) Quando: entrada franca (senhas serão distribuídas 30 minutos antes da sessão)
Escrito por Sérgio Dávila às 10h44
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O CD solo de Nasi
MÚSICA
O Folhateen ouve em primeira mão a estréia do vocalista do grupo independente mais consistente do BRock, o Ira!; saiba por que Nasi encarnou o personagem-mutante Wolverine
Super-herói em vôo-solo
SÉRGIO DÁVILA DA REPORTAGEM LOCAL
Tarde, dia de calor, abafado, daqueles que fazem a cabeça pensar besteira, o corpo agir sem pensar, e todos -dia, calor, corpo e cabeça- acabam dando trabalho extra à polícia no final da noite. Eu caminho em direção ao nosso encontro. Passo pelo bar O Trabuco, cujo luminoso (agora apagado) é um três-oitão. Nós nos avistamos no centro velho da Cidade do Pecado, no restaurante em frente à banca de flores. Somos atendidos por um garçom que lembra o ator que interpreta o professor Charles Xavier, de "X-Men", fazemos os pedidos e o despachamos logo. Ele pede vinho. Ele pede um petit gâteau com sorvete de creme. Ele não tem pressa. Ele é Nasi, do Ira!, o Wolverine do rock nacional. Vocalista, letrista e músico, o paulistano Marcos Rodolfo Valadão, 44, três filhos, forma no Ira! desde 1982, com o guitarrista Edgar Scandurra, o grupo independente mais consistente do BRock, tão consistente e independente quanto o personagem de HQ que ele escolheu como símbolo de seu primeiro álbum solo, que o Folhateen ouviu em primeira mão. "Onde Os Anjos Não Ousam Pisar" é o nome do CD, que traz músicas e estilos que ele sempre quis gravar, da maneira que sempre quis gravar, com os parceiros com quem sempre quis gravar, mas que, por um motivo ou outro, não cabiam no formato do Ira!. Traz ainda o músico caracterizado de Wolverine na capa, com as garras de adamantium (na verdade, de um metal qualquer), a camiseta de lutador, o charuto na boca, as suíças que juntam o cavanhaque à cabeleira. Assim como o personagem de ficção, Nasi é um anti-herói num mundo -o dos roqueiros brasileiros estabelecidos, ricos e famosos- de heróis. "Existe uma relação forte de alter-ego minha com o personagem", diz ele, que até então preferia quadrinhos de terror e eróticos, especialmente os do italiano Milo Manara. "De tanto me chamarem de Wolverine, pela costeleta e por uma certa irascibilidade de existir, de atitude, digamos (risos), fui ver quem era e me interessei pelo personagem", conta. Num mundo cada vez mais careta e reacionário, diz Nasi, ele gostaria que os jovens conhecessem Wolverine, daí a escolha: "Tem muito super-herói que é o braço direito da polícia, que é contra os marginais, que representa a América. O Wolverine não representa nada, é politicamente incorreto, nem é mau e nem completamente bom, como todos nós, contraditório." Uma foto para uma revista mensal o levou a escolher essa persona, que acabaria influenciando seu primeiro CD sem a banda que o lançou no mundo musical e fora do trabalho paralelo que desenvolve em outro ritmo, a Nasi & Os Irmãos do Blues. Uma das faixas é justamente "Wolverine Blues", que diz: "(...) Tenho arrastado/Milhares de grandes e puros amores/E milhares de milhares de amorzinhos sujos./ I love this game!" Outra inspiração é o filme "Sin City", de 2005, em que o diretor Robert Rodriguez leva para as telas o pesadelo de quadrinhos do Quentin Tarantino do meio, o artista Frank Miller. "Sin City" realmente dá um salto cinematográfico no campo de adaptação de quadrinhos para o cinema. Tem aquela coisa da ultraviolência quase cômica, uma bidimensionalidade reforçada pelo preto-e-branco... É perfeito." E essa história de mundo careta e reacionário? "É um momento triste. Veja o George W. Bush. Veja o novo papa. Aliás, a melhor definição de rock'n'roll foi ele quem deu. Chamou de "o teatro das paixões". Pejorativamente, é claro, mas é perfeita. Quando vi isso, pensei: "Se o rock ainda preocupa o papa, então está vivo, nem tudo está perdido"." Nem tudo está perdido? Em termos. "O rock dos anos 80 se transformou num pastiche bem-comportado. As exceções da época é que estão sendo redescobertas agora no exterior, como Akira S, Mercenárias; o Smack está voltando. É assim que funcionam as coisas no mundo de hoje, muito rápido, as ondas vão e voltam muito rápido. Só os anos 80 é que continuam durante 20 anos", diz ele. Nasi gosta muito do rock atual, "essa cena nova-iorquina, nova, simples mas boa", nomes como Strokes, Killers, White Stripes, "e também a paulistana, como Cansei de Ser Sexy, na medida em que é despretensiosa e ao mesmo tempo alcança". Para ele, "o Brasil inteiro vive uma cena legal, de grupos fazendo música de banda, com um glamour e uma fúria que eu acho interessante, diferente da década de 80, que tinha muita coisa ruim, como todo movimento musical hegemônico, que tem o melhor enterrado pelo lixo que vai ser produzido em série para vender", provoca. "Onde os Anjos Não Ousam Pisar" vem na esteira do sucesso do "Acústico" do Ira!, que vendeu 250 mil cópias e lotou shows pelo Brasil. "Agora ficou um pouco aquela sensação da letra de "Dias de Luta': "O que cantarei depois?". Ainda não sabemos." Ele usa a mesma frase da música quando lembra de entidades de jovens estudantes que, ligadas a partidos políticos que apóiam o governo Lula, pagam por sua militância e facilitam seus protestos e comícios fornecendo ônibus e infra-estrutura. "Essa juventude estatal é um absurdo. Se os jovens não se revoltarem quando são jovens, vão fazer isso quando? Depois de velhos?" Resume: "Se hoje eu canto essa canção, o que cantarei depois?". O quê?
Categoria: Eu na Folha e na Revista
Escrito por Sérgio Dávila às 10h44
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Time e Newsweek de hoje tratam de Dick Cheney, o franco-atirador

Escrito por Sérgio Dávila às 13h40
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Os dez melhores filmes sobre dinheiro
A última Forbes publica lista dos dez melhores filmes de todos os tempos de Hollywood cujo tema principal é o dinheiro. Ei-los:
Escrito por Sérgio Dávila às 13h36
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Os homens e mulheres da revista do NYTimes de hoje - final

Escrito por Sérgio Dávila às 13h33
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As mulheres 2
 
Escrito por Sérgio Dávila às 13h32
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As mulheres 1
 
Escrito por Sérgio Dávila às 13h31
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As mulheres - Charlize
Escrito por Sérgio Dávila às 13h29
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Os homens 3
 
Escrito por Sérgio Dávila às 13h29
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Os homens 2
 
Escrito por Sérgio Dávila às 13h27
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Os homens 1
 
Escrito por Sérgio Dávila às 13h26
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Leituras do NYTimes - domingo
* Ben Ratliff elogia Tom Jobim, que tem caixa de CD lançada
* Robert Altman, que acaba de ser premiado em Berlim e ganhará Oscar honorário, merece perfil.
* Revista dominical publica ensaio com atores e atrizes --as melhores fotos você vê nos próximos posts..
Escrito por Sérgio Dávila às 13h17
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Coluna Outra América de hoje
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 19/02/2006 |
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A arte de ser invisível e estar lá
por Sérgio Dávila
"Sabendo que é possível enxergar demais, a maioria dos porteiros de prédio de Nova York desenvolveu um sentido extraordinário de visão seletiva: eles sabem o que ver e o que ignorar, quando ser curiosos e quando ser preguiçosos; na maior parte das vezes, estão lá dentro, distraídos, quando há acidentes e discussões em frente a seus prédios; e estão na calçada, chamando um táxi, enquanto assaltantes escapam pelo lobby. Embora um porteiro possa condenar suborno e adultério, ele estará invariavelmente de costas quando o zelador der dinheiro para o fiscal da prefeitura ou quando um morador cuja mulher está em viagem acompanhar uma garota até o elevador –não se trata de acusá-lo de hipócrita ou covarde, mas simplesmente de sugerir que seu senso de não-envolvimento é muito forte e de especular que talvez os porteiros tenham aprendido por experiência própria que não há nenhuma vantagem em servir de testemunha ocular para as visões improváveis da vida ou a loucura da cidade."
Essas são as primeiras linhas do livro "Honrados Mafiosos", que Gay Talese escreveu em 1971, no auge do gênero que ele ajudou a inventar, o jornalismo literário. Ao longo dos capítulos, ele vai contar a história da família mafiosa Bonanno. Mas é curioso como o autor escolhe a figura do porteiro, o "doorman", para iniciar seu relato. Nos EUA, em Nova York especificamente, cidade de prédios, o porteiro é o equivalente brasileiro ao zelador; este também existe ("the super", de "superintendent"), mas funciona mais como o síndico do prédio, embora tenha menos status social do que os daqui.
No primeiro prédio que morei em Nova York, na esquina da rua 49 com a 9ª Avenida, havia um time de porteiros-zeladores profissionais. Eles cuidavam de correspondência urgente a crise conjugal, de pequenos reparos a pequenas emergências farmacêuticas. Depois, na rua 23 com a 7ª Avenida, não havia ninguém –e o aluguel era bem mais baixo. Em compensação, encomendas da Amazon, assinaturas de jornais e revistas e envelopes urgentes viviam "sumindo" do hall de entrada.
Até que nos estabelecemos na rua 12 com a 3ª Avenida, no East Village. Foi lá que conheci meu porteiro inesquecível, um egípcio que eu rebatizei de "Omar" por motivos de segurança do próprio. Ele falava duas palavras em inglês: "upstairs" (lá em cima), que acabou virando seu apelido, e "cabbage", que quer dizer repolho, mas que na sua língua própria era uma mistura de "luggage" (bagagem, malas) com "garbage" (lixo) e poderia se referir tanto a uma coisa quanto a outra, afinal duas de suas principais preocupações.
Mas foi outra a palavra que trouxe comigo quando deixei Nova York, em 2003, e que ele gritava para o nosso táxi enquanto nos afastávamos do prédio: "Habib! Habib!" (amado, amigo, em árabe).
Pois não é que agora acaba de chegar à coluna o "Perfil do Zelador Paulista"? É um estudo de uma administradora de imóveis que ouviu os profissionais dos 1.080 prédios de que cuida na região metropolitana de São Paulo e no Guarujá. Segundo o levantamento da Lello, trata-se de uma profissão dominada por homens, com idade entre 40 e 45 anos, de carteira assinada, permanência no emprego de oito a dez anos e grau médio de escolaridade até a 8ª série.
A administradora informa ainda que o dia 11 de fevereiro foi o Dia do Zelador, o que a coluna ignorava. A começar por "Omar", o de Nova York, e Marcos, o expedito resolvedor de problemas do edifício Batataes, passando pelo Porteiro Zé, parabéns a todos.
E-mail: sdavila@folhasp.com.br |
Escrito por Sérgio Dávila às 13h03
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Ainda o filme sobre o WTC
A pedidos:estréia nos EUA em agosto e na Argentina em 19 de outubro. Ainda não há data para o Brasil nem site oficial ou trailer. Assim que houver, eu coloco aqui. Mas achei mais uma foto de cena, que você vê aqui.
Escrito por Sérgio Dávila às 11h44
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World Trade Center, o filme, ganha pôster
World Trade Center, o filme que Oliver Stone dirige sobre o 11 de Setembro, ganha seu pôster oficial. Com a maior parte das locações em Los Angeles, o filme tem Nicolas Cage no papel do sargento de polícia John McLoughlin e as atrizes Maggie Gyllenhaal e Maria Bello. Estréia em agosto deste anos nos EUA e você ainda vai ler muito sobre ele aqui.

Escrito por Sérgio Dávila às 20h54
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Quem entregou Kate Moss?
A VH1 britânica exibe neste domingo um documentário que examina o flagrante da modelo Kate Moss usando cocaína na capa de um tablóide (veja abaixo). "Who Framed Kate Moss?" às 22h locais e ainda não tem previsão de exibição no Brasil.

Escrito por Sérgio Dávila às 20h47
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Os dez mais do NYTimes
O primeiro é o furaço deles do mês, ao qual o Brasil deu pouca bola; dos dez, três tratam de saúde; o sétimo é o texto hilariante de Larry David (co-criador de Seinfeld) sobre "Brokeback Mountain", que a Ilustrada reproduziu quando da estréia do filme aqui.
"Não quero ver dois homens trocando beijos"
LARRY DAVID DO "NEW YORK TIMES"
Alguém precisa escrever isso, e por que não eu? Não assisti a "O Segredo de Brokeback Mountain" e não tenho a menor intenção de fazê-lo. Mesmo que caubóis me laçassem e arrastassem ao cinema, ainda assim me esforçaria para manter os olhos fechados e tapar as orelhas. E eu adoro os gays. Ei, eu tenho até alguns conhecidos gays. Sou favorável ao casamento gay, ao isso e aquilo gay; só não quero ver dois homens heterossexuais se apaixonando, trocando beijos, caminhando de mãos dadas e sozinhos pela pradaria. É só isso. Será que é algo tão terrível? Será que isso quer dizer que sou homófobo? Bem, se sou, lamento, mas não vou mudar. Porque as pessoas podem me chamar do que quiserem, e mesmo assim eu não vou assistir. Para minha surpresa, tenho alguns amigos heterossexuais que não só assistiram ao filme mas gostaram dele. "Uma das melhores histórias de amor de todos os tempos", elogiou um deles. E outro disse: "Oh, meu Deus, você se esquece completamente de que se trata de dois homens. Acho que você, em particular, vai adorar". "Por que eu?" "Porque sim, confie em mim." Mas eu não confio. Se os dois caubóis, ícones da masculinidade e 100% machos, podem sucumbir, que chance teria eu, que valho no máximo entre 25% e 50% de um homem, a depender de quem esteja comigo no momento? Sou uma pessoa muito suscetível, facilmente influenciável, nasci para seguir os líderes, e minha resistência a qualquer técnica de venda é zero. Quando entro em uma loja, os vendedores disputam a tapa o direito de me atender. Minha mulher não me deixa assistir a infomerciais devido à pilha de porcarias que já comprei e que estão lá, atulhando a garagem. Meu armarinho de remédios está repleto de vitaminas e de tratamentos contra a calvície. Assim, quem é que pode garantir que eu não vou me encantar por essa história de ser gay? É preciso encarar os fatos: há algo de interessante na idéia. Eu sempre me dei muito bem com homens. Jamais tive que ficar caminhando de um lado para outro no meu quarto ensaiando o que dizer antes de convidar um homem a ir comigo ao cinema. E, quando saio com homens, não pago suas contas, o que evidentemente representa o maior atrativo da idéia. Além disso, os homens gays sempre parecem estar se divertindo muito. Na festa de Natal a que compareci, eles foram os únicos que cantaram. Eu teria adorado cantar, mas o peso da minha heterossexualidade não me permitiu. Tenho certeza de que, se assistisse ao filme, aquela voz que vive em minha cabeça simplesmente pelo prazer de me torturar teria momentos de imensa diversão. "Você gosta desses caubóis, não gosta? Eles parecem bonitinhos. Não tente me enganar, seu gay. Melhor desistir de combater essa vontade. Você é gay! Você é gay!" Não que haja algo de errado nisso.
Larry David criou e estrela a série "Curb Your Enthusiasm", da HBO, e é co-criador da série "Seinfeld"
Tradução Paulo Migliacci
Escrito por Sérgio Dávila às 20h18
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BDSD-Z - Os dez textos mais lidos do New York Times em janeiro
O BDSD-Z (Blog do Sérgio Dávila-Zeitgeist) informa:
1. Climate Expert Says NASA Tried to Silence Him By ANDREW C. REVKIN, Published: January 29, 2006 NASA's top climate scientist says the Bush administration tried to stop him from talking about emissions linked to global warming.
2. Come October, Baby Will Make 300 Million or So By SAM ROBERTS, Published: January 13, 2006 Experts believe that the 300 millionth American will be conceived this month somewhere in the suburban South or West.
3. Diabetes and Its Awful Toll Quietly Emerge as a Crisis By N. R. KLEINFIELD, Published: January 9, 2006 An estimated 800,000 adult New Yorkers now have diabetes, and city health officials describe the problem as an epidemic.
4. Oprah Calls Defense of Author 'a Mistake' By EDWARD WYATT, Published: January 26, 2006 Oprah Winfrey said today she believed that the author James Frey "betrayed millions of people" by making up elements of his life in his best-selling memoir.
5. Author Is Kicked Out of Oprah Winfrey's Book Club By EDWARD WYATT, Published: January 27, 2006 Oprah Winfrey rebuked James Frey for lying and portraying "A Million Little Pieces" as a truthful account of his life.
6. The Cute Factor By NATALIE ANGIER, Published: January 3, 2006 From pandas and penguins to King Kong, 2005 was the year of the adorable. Now scientists are discovering why cute is so appealing.
7. Cowboys Are My Weakness By LARRY DAVID, Published: January 1, 2006 Why you won't see me at "Brokeback Mountain."
8. False Report of 12 Survivors Was Result of Miscommunications By JAMES DAO and MARIA NEWMAN, Published: January 4, 2006 At the Sago, W.Va. mine, a series of miscues among rescue workers exhausted from 30 hours of searching led to the news that 12 miners had survived.
9. Owners' Web Site Gives Realtors Run for Money By JEFF BAILEY, Published: January 3, 2006 The country's largest for-sale-by-owner Web site may have a winning formula to challenge realtors' dominance in home sales.
10. Editorial: Senators in Need of a Spine Published: January 26, 2006 Senate Democrats should fight Judge Samuel Alito Jr.'s confirmation to the Supreme Court.
Escrito por Sérgio Dávila às 20h16
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Por falar em "Chapada dos Veadeiros"...
BARBARA GANCIA
Todos os caubóis são gays
Em pleno 2006 A.D., dá para crer nas reações que o filme "Brokeback Mountain", dirigido por Ang Lee, está gerando? Na sessão do Kinoplex a que assisti, qualquer aproximação física entre os dois caubóis gerava intensas gargalhadas (ou terá sido riso histérico?) na platéia. Em contraste, no shopping Frei Caneca, o centro de compras preferido dos gays paulistanos, o filme é encarado como solenidade, e o público sai do cinema enxugando as lágrimas e assoando o nariz. Assisti ao drama dos dois vaqueiros do Wyoming na companhia de um amigo português, um sujeito refinadíssimo, cultíssimo. Notei que ele não moveu um músculo durante toda a exibição. Assim que as luzes acenderam, perguntei se tinha gostado. Ele fez uma careta e, com seu sotaque delicioso, respondeu: "Não m'acrescentou nada". Outro amigo (e colega do canal Bandsports), o narrador esportivo Silvio Luiz, costuma tirar uma tarde por semana para ir ao cinema. Foi ver "Brokeback Mountain", disse-me, "por ser um filme que está concorrendo ao Oscar". Do cinema, Silvio se dirigiu à sede do grupo Bandeirantes, no Morumbi, onde o encontrei vagando pelos corredores com os olhos esbugalhados. "O que é aquilo?", perguntou-me, atônito, o mestre. "Como pode um homem barbado beijar outro?" E, antes de ouvir qualquer tipo de argumentação, sentenciou: "Que coisa mais repugnante!" Já ouvi até relatos de marmanjos que preferiram esperar a mulher do lado de fora da sala de cinema a assistir "Brokeback Mountain" (ou Boreback Mountain) até o final. Mas, vem cá: por que esse espanto todo? Quando foi que a máxima "todos os caubóis são gays" deixou de ser uma verdade universal? Ora, ora. Quem não se lembra do figurino de Roy Rogers ou do patriarca Ben Cartwright, que vivia em Bonanza com quatro filhos adultos e solteirões? Quem não conhece a roupinha fashion de James West, a estreita amizade entre Butch e Sundance ou as imagens dos caubóis da terra de Marlboro, que mais pareciam pin-ups de Bruce Weber? Os personagens de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal em "Brokeback Mountain" não são exatamente Rosa e Rosinha, a dupla sertaneja que usa chapéu de vaqueiro cor-de-rosa. Mas quem leu "Mulheres Apaixonadas", de D.H. Lawrence, ou ouviu falar no culto à masculinidade que vem desde os tempos de Esparta, não poderá dizer-se chocado com a virilidade dos amassos dados no filme. Rocky e Hudson, os caubóis gays de Adão Iturrusgarai, assinam embaixo.
Escrito por Sérgio Dávila às 20h14
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"Caubói gay" pode estar na continuação de Batman Begins
Jake Gyllenhaal, um dos caubóis gays de "O Segredo de Brokeback Mountain", a.k.a. "Chapada dos Veadeiros", pode ser um dos vilões da seqüência de "Batman Begins", assim como Paul Bethany.Ele pode ser o promotor de Gotham City, Harvey Dent, que se transforma no Duas-Caras; já Bethany está cotado para o papel de Coringa. Segundo o site moviehole.com, Duas-Caras e Coringa se juntam na seqüência para destruir o herói. O filme tem o time básico já definido: Christopher Nolan dirige, Christian Bale, Katie Holmes, Gary Oldman e Michael Caine trabalham. Katie Holmes, óbvio, se Tom Cruise e a Cientologia deixarem.

Escrito por Sérgio Dávila às 20h13
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Marfa é "a" cidade para se estar no Texas
Marfa, uma cidadezinha ao sul do Texas perto de Presídio, virou um pólo de artes plásticas, ou vem virando, já há alguns anos --conheci dois moradores de lá na universidade Stanford, e o lugar parece próximo da perfeição. Agora, corre o risco de virar um pólo cinematográfico também. Os irmãos Coen estão filmando "No Country for Old Men", a adaptação do livro de Cormac McCarthy, lá e Daniel Day-Lewis muda-se para Marfa em março para começar "There Will Be Blood", o novo filme do grande PTAnderson (de Magnolia, Boogie Nights etc).
Marfa. Guarde este nome. E veja a lista dos últimos artigos do "New York Times" que citam a cidade.
Escrito por Sérgio Dávila às 19h46
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"V de Vingança" ganha nova data de estréia no Brasil
"V de Vingança" (V for Vendetta) teve a data de estréia no Brasil antecipada para o dia 7 de abril de 2006. É o primeiro filme dos irmãos Wachowski desde a trilogia "Matrix" --eles assinam o roteiro, James CMcTeigue dirige--, traz Natalie Portman (careca) e Hugo Weaving (como V) e é baseado nos quadrinhos de Alan Moore dos anos 80, sobre terrorista em Londres na virada do século passado.
Escrito por Sérgio Dávila às 09h37
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