EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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A última, prometo

 

Que Ronaldinho é melhor jogador que a farsa David Beckham todo o mundo já sabe. Menos os que assinam os cheques: o brasileiro (53) levou "só" US$ 26 milhões no ano passado; já o britânico (43), US$ 27 milhões...



Escrito por Sérgio Dávila às 20h12
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Ainda a lista

 

Jennifer Aniston (35) está na frente de Angelina Jolie (36), mas Brad Pitt (20) bate Vince Vaughn (ausente). Há dois "elencos": o de Sopranos (9) e o de Desperate Housewives (34).

O.k., a lista completa aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h07
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Saiu lista da Forbes das 100 celebridades mais ricas

 

Saiu a lista anula das 100 celebridades mais ricas da revista "Forbes". Os dez mais:

  1. Tom Cruise
  2. Rolling Stones
  3. Oprah Winfrey
  4. U2
  5. Tiger Woods
  6. Steven Spielberg
  7. Howard Stern
  8. 50 Cent
  9. Cast of The Sopranos
  10. Dan Brown

Os brasileiros

53. Ronaldinho

71. Gisele Bundchen

99. Adriana Lima



Escrito por Sérgio Dávila às 20h03
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Pasolini refilmado para celular

 

Feito por celular, não para celular. Dois fãs da obra do cineasta Pier Paolo Pasolini acabam de anunciar que fizeram o primeiro longa de não-ficção "rodado" inteiramente com câmeras de telefones celulares. O filme, de 93 minutos, chama-se "Novos Encontros de Amor", baseado no documentário de 1965 "Comizzi d'Amore, no qual o cineasta (1922-1975) entrevistava populares italianos para que falassem sobre sua vida sexual. Marcello Mencarini e Barbara Seghezzi usaram o formato MPEG4, gastaram dois meses na empreitada e ouviram 700 pessoas pela Itália inteira, das quais 100 acabaram no filme. As entrevistas aconteceram em bares, mercados e nas praias e revelam que, passadas quatro décadas, os tabus e as atitudes repressoras continuam mais ou menos os mesmos. Veja o filme aqui.

O original:

 

O pôster da refilmagem:

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h48
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Transmissão do jogo nos EUA

 

A dureza de assistir ao jogo da seleção na ESPN2 americana é ter de ouvir calado o locutor chamar Cafu de "CatFood" (comida de gato) e o técnico brasileiro, de Pereira...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h01
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Melhor clipe...

 

...da melhor banda do ano, de longe.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h04
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Tira do dia



Escrito por Sérgio Dávila às 20h10
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Saiu a bilheteria do fim de semana

[At the Box Office]

 Sério: o único assistível é o do Robert Altman, em sétimo lugar...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h53
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Tem rato na cozinha

 

Cai na rede (cortesia de um amigo do blog) o primeiro trailer de "Ratatouille", a oitava e nova animação da Pixar, e uma das primeiras depois da junção Pixar-Disney. Com direção de Brad Bird (da animação Era Bush "Os Incríveis") e Bob Peterson (do lovely "Procurando Nemo"), conta a história de um rato gourmet que vive na cozinha de um restaurante de alto luxo francês. Estréia dia 29 de junho de 2007 por aqui e, pelo trailer, parece valer a pena.



Escrito por Sérgio Dávila às 22h43
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Ainda o Irã

 

A série de reportagens deste blog feitas no Irã mereceram nota na revista "US News & World Report", semanal noticiosa norte-americana. Para quem se interessa, está aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h55
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David Lynch chama

 

A última de David Lynch? Não é a volta de "Twin Peaks", infelizmente (este blog é um dos órfãos de Laura Palmer). O diretor de "Veludo Azul", "Mulholland Drive" e outras jóias entrou no ramo de ringtones. Isso mesmo, as musiquinhas para celular. Custam US$ 4 cada uma (você precisa ter cartão internacional) e estarão disponíveis a partir dessa semana aqui --o mesmo site que traz o diretor fazendo previsões de tempo...



Escrito por Sérgio Dávila às 20h51
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As semanais



Escrito por Sérgio Dávila às 20h32
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Coluna América de hoje

Os dois estão lá há 25 anos, no número 1.600 da avenida Pensilvânia, talvez o endereço mais conhecido e citado do mundo. Chegaram com Ronald Reagan (1981-1989), viram ascensão e queda de Bush pai (1989-1993), os anos Clinton (1993-2001) e presenciaram a construção e consolidação da Era Bush desde o primeiro dia, em 2000, quando o atual presidente perdeu a eleição, mas ganhou no "tapetão".

Antes dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, ficavam ali, encostadinhos à amurada da Casa Branca. Depois, por motivos de segurança e com o fechamento para o tráfego daquela área e de seu entorno, tiveram de se mudar para a praça em frente, a Lafayette, em homenagem ao general francês, que observa tudo do topo de um estátua.

São William Thomas, 60, espécie de relações-públicas da dupla, e Concepción Picciotto, idade não revelada, mais calada e desconfiada. O primeiro se mudou para lá no dia 3 de junho de 1981; a segunda se juntou a ele nos últimos anos. A barraquinha de lona em que os dois se revezam em sua vigília é um dos marcos mais conhecidos da cidade e acaba de completar um quarto de século.

O resto aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h23
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FHC critica Lula e sente falta dos helicópteros

A idéia era falar de canções, mas sendo FHC o convidado, a coisa virou para a política. Em entrevista a um programa de rádio de música erudita de Nova York, o ex-presidente brasileiro falou dos gostos de Luiz Inácio Lula da Silva ("Não sei se Lula gosta de música. Talvez. Mas certamente não de música clássica"), do governo Getúlio Vargas ("Um tipo de movimento quase fascista") e dos argentinos ("O tango está esperando por um desastre, o Brasil é o oposto, estamos esperando por uma vida melhor."). Por fim, disse ainda que sente falta dos helicópteros e de outras benesses do poder.

Fernando Henrique Cardoso foi o convidado do programa de rádio "Mad About Music" (Louco por Música), gravado no Carnegie Hall, em Nova York, que vai ao ar amanhã. Apresentado por Gilbert Kaplan, recebe sempre uma personalidade para falar de sua vida e escolher músicas. Entre os políticos, já participaram o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter e os ex-primeiros ministros Edward Heath (Reino Unido), Helmut Schmidt (Alemanha) e Ehud Barak (Israel). O blog teve acesso à transcrição.

Das sete músicas escolhidas por FHC, duas eram nacionais ("Bachianas Brasileiras No. 5", de Heitor Villa-Lobos, e "Lua de São Jorge", de Caetano Veloso), embora a primeira em gravação da Orchestre National de la Radiodiffusion Française, regida pelo próprio maestro brasileiro (1887-1959). "Eu era criança, um estudante no Rio, e Villa-Lobos costumava reger coros enormes, e todos os que freqüentavam escolas em geral tinha de se reunir um dia por ano (para assisti-lo)", lembra FHC. "Isso durante o governo de Vargas, um tipo de movimento quase fascista."

Aí, sobrou para o atual presidente. Ao responder a uma pergunta de Kaplan sobre se já tinha conversado de música com Lula, FHC responde: "Não. Eu não sei se Lula gosta de música. Eu não me lembro disso em nenhuma circunstância. Talvez. Mas certamente não música clássica. Eu não me lembro de Lula no contexto da música".

Instado pelo locutor a usar seu lado de sociólogo para analisar as diferenças entre o tango e o samba, o ex-presidente diz: "O tango está esperando por um desastre. O Brasil é o oposto, nós estamos esperando por uma vida melhor". Então discorre sobre o amor: "O assunto (do samba) é basicamente o amor. Talvez às vezes você não esteja muito feliz com sua amada, mas de qualquer maneira acredita que pode melhorar. Mesmo se ela decide deixá-lo por outro, você diz: ‘Deus vai cuidar disso’. (...) Amor é tragédia, não só amor. É uma paixão capaz de matar. E nós brasileiros preferimos não matar".

Por fim, se lembra da época em que era presidente com nostalgia. Comentando a peculiaridade da palavra "saudade", diz que sente saudade das pessoas que o cercavam quando era presidente, não só os assessores principais, mas o pessoal do dia-a-dia. E tem saudade do palácio presidencial. "Uma piscina belíssima, eu gosto de nadar, é bom para a saúde. E também tem um cinema, um cinema muito bom. E, acima de tudo, eu tenho de dizer, talvez seja bobagem, mas eu gosto de helicópteros e como presidente eu tinha helicópteros para me levar para lá e para cá. Não mais."



Escrito por Sérgio Dávila às 13h00
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No ar podcast com

 

O podcast com minha crítica a "Pergunte ao Pó", que estreou hoje no Brasil, já está no ar, aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 19h05
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"Clube dos Cafajestes" na vida real

 

O dormitório ("fraternity house") que inspirou o filme "Clube dos Cafajestes" (Animal House, 1978), talvez o mais conhecido do ator John Belushi (1949-1982) e um dos melhores de John Landis, sofreu batida da polícia hoje. Um estudante foi preso e caixas com computadores e papéis foram apreendidos na Alpha Delta, no Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire.

Bluto, Otter, Pinto e Flounder não devem estar contentes.

A casa verdadeira:

vert.delta.house.ap.jpg

A Animal House:

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h00
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As dez mais do New York Times de maio

1. What Is the Best Work of American Fiction of the Last 25 Years?
Published: May 21, 2006
The Book Review asked writers, critics and editors. Their answers may surprise you.

2. For Clintons, Delicate Dance of Married and Public Lives
By PATRICK HEALY, Published: May 23, 2006
Since leaving the White House, the Clintons have built largely separate lives around their distinct career paths.

3. A Star Is Made
By STEPHEN J. DUBNER and STEVEN D. LEVITT, Published: May 7, 2006
Where does talent really come from?

4. Contra-Contraception
By RUSSELL SHORTO, Published: May 7, 2006
A growing number of conservatives see birth control as part of an ailing culture that overemphasizes sex and devalues human life. Is this the beginning of the next culture war?

5. Kerry Pressing Swift Boat Case Long After Loss
By KATE ZERNIKE, Published: May 28, 2006
The battle over John Kerry's wartime service continues, out of the limelight but in some ways more heatedly.

6. Poll Gives Bush His Worst Marks Yet
By ADAM NAGOURNEY and MEGAN THEE, Published: May 10, 2006
Unhappiness about gasoline prices and Iraq have created a grim political environment for the president, according to the latest Times poll.

7. A Chill Is in the Air for Sellers
By DAMON DARLIN and VIKAS BAJAJ, Published: May 9, 2006
Many Americans who planned on real estate as their path to wealth are beginning to find that there are limits to how high is up.

8. One Thing They Aren't: Maternal
By NATALIE ANGIER, Published: May 9, 2006
Nature abounds with mothers that defy the standard maternal script in a raft of macabre ways.

9. What Happened to the Fortune Michael Jackson Made?
By TIMOTHY L. O'BRIEN, Published: May 14, 2006
The pop star made millions with his outsize talent and marketing genius and he invested wisely, but then he went on a spending spree.

10. Leaving the Wild, and Rather Liking the Change
By JUAN FORERO, Published: May 11, 2006
A group of tribespeople left the Amazon in Colombia and declared themselves ready to join the modern world.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h06
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The Economist sai na frente

 

Poucas horas depois de anunciada a morte de Zarqawi, a revista Economist de hoje já o traz na capa. A agilidade do papel em tempos de blog.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h52
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Cinema iraniano é mais que Kiarostami

 

O freqüentador das mostras internacionais de cinema brasileiras está familiarizado com nomes como Abbas Kiarostami, Mohsen Makhmalbaf e sua filha, Samira, Jafar Panahi e Majid Majidi. São a face mais evidente do cinema iraniano.
O mais conhecido deles, Kiarostami, "descoberto" pelo Ocidente após "Onde Fica a Casa do Meu Amigo", de 87, concorreu três vezes à Palma de Ouro em Cannes (ganhando em 97, por "Gosto de Cereja") e é figura freqüente em São Paulo, onde deu palestras, fez um curta e exposição fotográfica e foi tema do filme "Volte Sempre, Abbas!", de Leon Cakoff e Renata de Almeida, principais responsáveis pela popularização dos filmes iranianos no Brasil.
Só no Festival de Berlim deste ano, seis filmes iranianos de estilos diferentes marcaram presença. Mas há mais produção do que a que chega ao Ocidente. "Parte da culpa é do governo, que dificulta a viagem dos cineastas para fora", diz Bahman Farmanara. "Outra parte é culpa involuntária de Kiarostamni, que definiu um padrão de cinema para o país que não é verdadeiro."
O fato de, na cabeça das platéias européias, americanas e brasileiras, cinema iraniano ser igual a Kiarostami é menos problema do cineasta que do público, "historicamente preguiçoso", crê ele.
Além disso, diz o cineasta, a chamada "nova onda" do cinema iraniano, que começou em 97, com a eleição do presidente Mohammad Khatami, está ameaçada. "A indústria aqui vive de ciclos. O primeiro é pré-revolucionário, com produção constante e variada. O segundo é do período entre 79 e 97, quando só eram aprovados filmes-propaganda islâmicos. O terceiro, a nova onda, parece ter se encerrado com a eleição de Ahmadinejad, ano passado."
O próximo, diz ele, ninguém sabe qual é nem como será.

SEUS FILMES

COMO DIRETOR
"A Casa de Qamar Khanoon" (1972)
"Príncipe Ehtejab" (1974)
"Sombras Altas do Vento" (1979)
"Cheiro de Cânfora, Fragrância de Jasmim" (2000)
"Uma Casa Erguida na Água" (2002)
"Um Beijinho" (2005)

COMO PRODUTOR
"O Deserto dos Tártaros", de Valerio Zurlini (1976)
"Malakout", de Khosrow Haritash (1976)
"O Jogo de Xadrez", de M.R. Aslani (1976)
"O Corvo", de Bahram Beyzaii (1977)
"O Relatório", de Abbas Kiarostami (1977)
"A Noite sem Fim", de Parviz Sayad (1978)
"Léolo", de Jean Claude Lauzon (1990)

COMO DOCUMENTARISTA
"Norouz Va Khaviar" (1969)
"Tehran-e-No va Kohneh" (1970)

PARA A TELEVISÃO IRANIANA
De 1968 a 1971, foi âncora e diretor de mais de 150 episódios do programa semanal "Cinema Atual"


nenhum dos filmes que ele dirigiu foram exibidos ou estão disponíveis no Brasil



Escrito por Sérgio Dávila às 14h58
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O cineasta iraniano e a vista de sua casa



Escrito por Sérgio Dávila às 12h35
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A entrevista do cineasta perseguido

Quão difícil é ser cineasta no Irã de hoje?
BAHMAN FARMANARA -
Depois da revolução, o governo tenta controlar todos os aspectos de filmagem. Havia censura antes. Você não podia criticar quatro assuntos: a família real, o islamismo, o Exército e a Constituição. Agora, porém, há um código do que você deve filmar. Vou lhe dar um exemplo. Desde que eu voltei ao país, apresentei dez roteiros para o Ministério da Cultura e Guia Islâmica, para ser aprovados, como manda a lei. Os dez foram recusados.

Qual o motivo?
FARMANARA -
Eles não têm de se justificar. Algumas vezes, porém, eu insistia em saber o motivo. As respostas eram as mais disparatadas. Num deles, disseram que o roteiro foi aprovado pelo ministro, mas os funcionários do ministério fizeram um abaixo-assinado para que ele fosse recusado, o que me provocou risos. Outro ainda foi recusado porque "não venderia ingressos"... Mas finalmente eles aprovaram o 11º.

E quando estréia?
FARMANARA -
Calma, as coisas não são tão fáceis assim. Agora, eu preciso conseguir a aprovação de outro ministério, para importar os negativos. Esse ministério também aprovará o roteiro ou não. Depois, eu preciso contratar os atores, que só trabalham se eu tiver a permissão dos dois ministérios. Os laboratórios só podem revelar os filmes se forem autorizados pelo governo. Você tem de alugar o equipamento de uma estatal. Por fim, eu preciso mostrar a obra pronta de novo para o ministério, que sugerirá cortes. Então, eu tenho de entrar na fila da exibição. É aí que eu brigo com Hollywood, de uma maneira perversa. Como o Irã não paga direitos autorais para produtos ocidentais, mas tem de pagar para os iranianos, é muito mais negócio para o exibidor ter uma fita pirata do novo sucesso norte-americano do que um filme meu. Ou seja, mesmo onde os EUA não têm influência, Hollywood ganha...

Essa via-crúcis é comum ou o sr. tem um tratamento, digamos, especial?
FARMANARA -
Por esse processo todos têm de passar, mas os dez scripts recusados sistematicamente são para poucos. No meu caso, é porque eu me mudei do país nos dois primeiros anos após a revolução. No Irã atual, isso fica marcado em seu "currículo" para sempre. E também porque eu me oponho a esse governo abertamente. Acho que religião deve ser parte privada de nossas vidas, não acho que deva governar um país também. Guie um povo como Gandhi fez, espiritualmente e moralmente, porque isso é religião. Mas não é preciso mandar.

O sr. recebeu um convite para filmar na Alemanha.
FARMANARA -
Sim. O filme tem fundos do governo alemão. Depois da eleição da primeira-ministra Angela Merkel, me chamaram discretamente e pediram que eu mudasse o enredo. Em vez de um jovem iraniano que se envolve com neonazistas, querem que eu mude para um jovem terrorista que se envolve com alemães. Veja como a censura não é monopólio de nenhum país...

Logo ao voltar ao Irã, o sr. filmou "Cheiro de Cânfora, Fragrância de Jasmim" (2000), em que narra sua própria morte. Agora que ele já existe em celulóide, como o sr. imagina que será o evento verdadeiro?
FARMANARA -
Há diversas maneiras de "morrer" num país como o Irã. A que eu narro no filme é uma metáfora de... Bem, você entende. Nem tudo pode ser dito. Minha morte no filme era uma maneira de mostrar esse sentimento, que acabou por quase me levar à morte como cineasta.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h31
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Cineasta dissidente do Irã tem dez roteiros recusados

É tão difícil fazer cinema no Irã hoje em dia que um dos principais cineastas do país, Bahman Farmanara, preferiu ser CEO de uma indústria têxtil. Ele tomou a decisão depois de ver seu décimo script recusado pelo Ministério de Cultura e Guia Islâmica, que deve pré-aprovar todos os roteiros antes de eles começarem a ser filmados. "É um pesadelo kafkaniano", me disse. O cineasta de 64 anos -que morou no Canadá logo após a Revolução Islâmica (1979), é autor de filmes importantes como "Cheiro de Cânfora, Fragrância de Jasmim" (2000), exibido no Festival de Nova York, e foi produtor do primeiro filme de ficção de seu amigo Abbas Kiarostami, "O Relato" (1977)-, recebeu a reportagem em sua casa em Lavasan, a 40 minutos de Teerã, no vale de Gardaneh Ghochak. Ali, para onde se mudou por recomendações médicas, para fugir da poluição de Teerã desde que sua mulher teve um infarto, Farmanara tem uma vista paradisíaca de um jardim que termina nas encostas das montanhas. "Você sabe qual é a palavra antiga em farsi para jardim?", pergunta. "Paraíso." A sorte de Farmanara parece estar mudando. Como última cartada em sua carreira cinematográfica, ele mandou para aprovação seu 11º script. Foi aprovado. Leia sua entrevista no próximo pots.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h30
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Primeiras tiras de Ronaldinho Gaúcho em inglês

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h42
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Sim, "Código Da Vinci" é plágio

 

É o que diz reportagem da revista "Vanity Fair" que chega às bancas hoje, escrita por Seth Mnookin, que cobre o caso há anos. Ele provaria que, sim, "The Da Vinci Code", de Dan Brown, é plágio de "Daughter of God", de Lewis Perdue, escrita três anos antes da publicação do livro. O texto ainda não está disponível na Internet, mas trechos podem ser lidos nessas reportagens.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h22
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Homem-Aranha - final

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h15
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Mais Homem-Aranha



Escrito por Sérgio Dávila às 14h14
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Fotos inéditas de "Homem-Aranha 3"

 

O "New York Times" traz na primeira página de seu caderno de cultura de hoje uma foto de uma peça que ficou apenas um dia na Broadway. É "Manhattan Memories", cartaz de terça-feira do Broadhurst Theater. O lugar existe, mas a peça é ficção, a estréia da namorada de Peter Parker (Tobey Maguire), Mary Jane Watson (Kirsten Dunst), no terceiro filme da cinessérie "Homem-Aranha", que estréia no ano que vem. O blog publica as outras fotos, abaixo e nos próximos posts:



Escrito por Sérgio Dávila às 14h12
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"V de Vingança" como inspiração?

 

Aos poucos, vão sendo revelados ao público os supostos planos dos acusados de planejar um ataque terrorista no Canadá, presos no fim de semana. Planejavam explodir o Parlamento, decapitar o primeiro-ministro... Vem cá, não lembra o plot do filme (e dos quadrinhos) V de Vingança, não?

Warner Bros. Pictures' V for Vendetta



Escrito por Sérgio Dávila às 14h06
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O tiozinho do ônibus

 

Você já ouviu falar do "Bus Uncle"? É um dos mais recentes fenômenos da Internet, um "sanduíche-iche" em escala mundial. No dia 29 de abril, num ônibus em Hong Kong, Elvis Ho, 23, reclamou de um senhor, Roger Chan, que falava alto no celular. Este levantou e deu um sabão de cinco minutos no rapaz. Jon Fong, 21, que estava no banco ao lado, sacou seu celular e flagrou tudo. O filme ganhou a rede e foi acessado até ontem por 5 milhões de pessoas no site You Tube.

Mais recente exemplo de como a Internet sai dos computadores e ganha a rua, o filmete já virou gíria (as pessoas usam uma das frases mais faladas por Ho, "I´ve got pressure!"), ganhou versões com Ho como Darth Vader... Imperdível.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h43
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Versão sem cortes de Brangelina

 

Saiu hoje a versão "sem cortes" em DVD de "Mr. & Mrs. Smith", talvez um dos piores filmes da história, cujo único mérito foi ajudar a Namíbia, já que colocou Angelina Jolie e Brad Pitt juntos, o que levou ao namoro, o que levou ao casamento, o que levou à gravidez de Angelina, o que levou ao nascimento num hospital daquele país africano e a doação do dinheiro recebido pela primeira foto da filha para a comunidade local. (O obstetra, porém, os dois importaram de Los Angeles, que ninguém aqui é bobo...)

O que há de novo no DVD: cenas deletadas, incluindo um final alternativo e uma "importante" cena de ação que não coube, segundo o diretor), além de documentários, galeria de fotos, entrevistas...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h01
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Por falar em Woody Allen...

 

...Colin Farrell e Ewan McGregor devem participar do próximo longa do diretor, sobre dois irmãos que perdem tudo e resolvem partir para o crime. As filmagens começam neste mês, e o fime ainda não tem título.



Escrito por Sérgio Dávila às 10h52
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Cai na rede o trailer do novo Woody Allen

 

"Scoop" (jargão jornalístico para "furo", ou informação exclusiva), o próximo filme de Woody Allen, o segundo de três que ele filma em Londres, acaba de ganhar seu primeiro trailer, aqui. Pelo que dá para ver, o diretor volta à comédia mais escrachada, que lhe deu fama nos anos 70 e que ele ensaiou revisitar em filmes mais recentes como "Trapaceiros" e "O Escorpião de Jade".

Scarlett Johansson (a atual musa pós-teen de Allen) é uma estudante americana de jornalismo em Londres que começa a investigar um serial-killer chamado "O Assassino das Cartas de Tarô". Isso a leva a se envolver com um aristocrata, interpretado pelo wolverine Hugh Jackman. Dessa vez, Woody Allen participa como ator.



Escrito por Sérgio Dávila às 10h33
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Jennifer Aniston, claro

 

E falando de Jennifer Aniston, claro. A (fraca) comédia que bateu os X-Men nesse fim de semana de bilheteria tem duas referências ao Brasil:

* A personagem de Aniston gosta de ouvir bossa nova cantada por Gal Costa. A música aparece no começo do filme e no final, quando Vince Vaughn quer agradar a namorada;

* No trailer, a chefe de Aniston na galeria em que ela trabalha recomenda que ela faça uma "Brazilian wax", como a depilação mais, digamos, ampla dos órgãos genitais femininos é conhecida por aqui. No filme, a frase foi cortada, mas sobrou uma "inside joke": a galerista manda a funcionária fazer uma depilação e depois desfilar nua na frente do namorado, para conquistá-lo. "Peça a Telly Savalas", recomenda ela. O careca Telly Savalas (1924-1994), conhecido como o Kojak da TV, era padrinho de Jennifer Aniston;

* Ambos são de origem grega: ele se chamava Aristotelis Savallas; o sobrenome original da família dela é Anastassakis;

* Quanto à tal cena, perde o foco na hora agá... De resto, o filme é muito fraco. Estréia no Brasil dia 15, com o nome "Até que o Casamento nos Separe".

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h23
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Última foto com barba do Irã



Escrito por Sérgio Dávila às 23h11
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O pai dos pobres, versão completa

"Onde fica sua sauna?" A pergunta elegeu o atual presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Foi feita por um repórter de uma das TVs estatais no ano passado, na campanha eleitoral. Dos cerca de mil candidatos que se inscreverem para obter a aprovação para concorrer ao cargo, mais de 990 foram vetados pelo Conselho de Guardiães. Menos de dez sobraram, entre eles Ahmadinejad.

O político linha-dura de 49 anos, nascido em Aradan, com olhos apertados e rosto de quem acaba de sair de uma greve de fome, era um azarão entre os concorrentes. "Civil" --sem posição na igreja islâmica--, aparentemente não tinha costas quentes, ou seja, nenhum aiatolá de peso o apoiava, muito menos o líder supremo, Khamenei. Sua sorte começou a virar com aquela entrevista, dizem.

A emissora vinha de fazer uma série de perfis dos candidatos em suas casas. Todos moravam nas colinas de Jamaran, bairro nobre do norte rico de Teerã. É o lar da elite iraniana, formada por ex-presidentes e membros do governo, o alto clero, as altas patentes da Guarda Revolucionária, o primeiro escalão da imensa burocracia de um país em que o Estado é dono de quase tudo.

De clima agradável, vários graus abaixo da temperatura do resto da cidade, não tem o trânsito e a poluição do centro e do sul da capital --e conta com vista belíssima, que atrai para suas ruas mais altas os adolescentes, que vão para: 1. namorar; 2. ouvir rock americano; 3. fumar maconha (cultivada em casa) ou ópio (plantado no sul), o trio de proibições islâmicas mais desrespeitado por esta geração.

Todos os candidatos moravam lá, com uma exceção: Ahmadinejad. Prefeito de Teerã, ele fazia questão de manter sua casa no sul pobre e poluído. Como fez a todos antes dele, o jornalista perguntou: "E onde fica sua sauna?" (sauna é sinal de poder na elite iraniana). Foi a deixa para que o político mostrasse a simplicidade com que vivia.

Ahmadinejad já era querido pela parcela mais pobre dos jovens, pois desviou US$ 20 milhões de um programa que seria originalmente utilizado em rodovias para futuros casais que não tinham dinheiro para o matrimônio --nas famílias mais tradicionais e religiosas do Irã, o noivo ainda tem de "‘pagar" pela noiva com um dote.

Com a "entrevista da sauna", seu nome começou a crescer nas pesquisas, ele foi ao segundo turno, ganhou o apoio de Khamenei e de todo o alto comando islâmico --e virou presidente. Agora, coloca em risco uma década de reformas liberalizantes implantadas pelo ex-presidente Mohammad Khatami (1997-2005) e seus partidários, que subestimaram o carisma do oponente.

É carisma populista, de "pai dos pobres". No aniversário da libertação de Khoranshahr, episódio da Guerra Irã-Iraque (1980-1988) comemorado na semana passada, Ahmadinejad reuniu milhares na praça da cidadezinha. O comício iraniano espanta o olhar ocidental. O político começa seu discurso, a platéia o interrompe. Grita perguntas, ele pára e responde. Um fala uma palavra de apoio, ele agradece. Outra pede ajuda financeira, ele manda procurar seu assessor.

Algumas das promessas feitas por Ahmadinejad em Khoranshahr:

* que dará dinheiro para que casais mais pobres possam se casar (virou sua marca registrada);

* que todo o mundo que tem dívidas no banco local será perdoado dos juros e multas;

* que distribuirá agasalhos para que as pessoas não passem frio quando forem visitá-lo em Teerã (ou isso ou a intérprete do colunista inventou qualquer coisa);

* que "Ahmadinejad será sempre o solo debaixo dos pés do povo iraniano".

Nem todo o mundo pensa assim. Ele foi eleito pela maioria da minoria que votou. A classe média, crescente e cada vez mais poderosa, o despreza. Os jovens, 70% da população, estão cada vez mais alienados do islamismo radical. Mas Ahmadinejad conta com um aliado poderoso para unir o país de novo em torno de uma causa: os Estados Unidos.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h09
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