EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

Leia mais

  





01/02/2010 a 15/02/2010
16/01/2010 a 31/01/2010
01/01/2010 a 15/01/2010
16/12/2009 a 31/12/2009
01/12/2009 a 15/12/2009
16/11/2009 a 30/11/2009
01/11/2009 a 15/11/2009
16/10/2009 a 31/10/2009
01/10/2009 a 15/10/2009
16/09/2009 a 30/09/2009
01/09/2009 a 15/09/2009
16/08/2009 a 31/08/2009
01/08/2009 a 15/08/2009
16/07/2009 a 31/07/2009
01/07/2009 a 15/07/2009
16/06/2009 a 30/06/2009
01/06/2009 a 15/06/2009
16/05/2009 a 31/05/2009
01/05/2009 a 15/05/2009
16/04/2009 a 30/04/2009
01/04/2009 a 15/04/2009
16/03/2009 a 31/03/2009
01/03/2009 a 15/03/2009
16/02/2009 a 28/02/2009
01/02/2009 a 15/02/2009
16/01/2009 a 31/01/2009
01/01/2009 a 15/01/2009
16/12/2008 a 31/12/2008
01/12/2008 a 15/12/2008
16/11/2008 a 30/11/2008
01/11/2008 a 15/11/2008
16/10/2008 a 31/10/2008
01/10/2008 a 15/10/2008
16/09/2008 a 30/09/2008
01/09/2008 a 15/09/2008
16/08/2008 a 31/08/2008
01/08/2008 a 15/08/2008
16/07/2008 a 31/07/2008
01/07/2008 a 15/07/2008
16/06/2008 a 30/06/2008
01/06/2008 a 15/06/2008
16/05/2008 a 31/05/2008
01/05/2008 a 15/05/2008
16/04/2008 a 30/04/2008
01/04/2008 a 15/04/2008
16/03/2008 a 31/03/2008
01/03/2008 a 15/03/2008
16/02/2008 a 29/02/2008
01/02/2008 a 15/02/2008
16/01/2008 a 31/01/2008
01/01/2008 a 15/01/2008
16/12/2007 a 31/12/2007
01/12/2007 a 15/12/2007
16/11/2007 a 30/11/2007
01/11/2007 a 15/11/2007
16/10/2007 a 31/10/2007
01/10/2007 a 15/10/2007
16/09/2007 a 30/09/2007
01/09/2007 a 15/09/2007
16/08/2007 a 31/08/2007
01/08/2007 a 15/08/2007
16/07/2007 a 31/07/2007
01/07/2007 a 15/07/2007
16/06/2007 a 30/06/2007
01/06/2007 a 15/06/2007
16/05/2007 a 31/05/2007
01/05/2007 a 15/05/2007
16/04/2007 a 30/04/2007
01/04/2007 a 15/04/2007
16/03/2007 a 31/03/2007
01/03/2007 a 15/03/2007
16/02/2007 a 28/02/2007
01/02/2007 a 15/02/2007
16/01/2007 a 31/01/2007
01/01/2007 a 15/01/2007
01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005

VOTAÇÃO
Dê uma nota para meu blog




Meninos, eu vi: Superman Returns

 

Já está no ar o podcast semanal com minha crítica de "Superman Returns", que estreou aqui anteontem e chega ao Brasil no dia 14 de julho. Assisti numa pré-estréia em que estava também a socialite Nicky Hilton (alguém liga?) e o homem-aranha Tobey Maguire. Antes de começar o filme, estreou o primeiro trailer de "Homem-Aranha 3", que você vê aqui. Quando acabou, Maguire foi aplaudido pela platéia.

O que eu achei? O filme voa, voa, mas não sai de cima. Ouça aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h52
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

"En Route to Baghdad" em DVD

 

Sai em DVD o documentário sobre o enviado especial da ONU a Bagdá, o brasileiro Sérgio Vieira de Melo, morto num atentado na capital iraquiana em 2003. Filmado pela brasileira Simone Duarte, ganhou elogios de Richard Roth, na CNN, a crítica da "Variety".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h17
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Despachos de Los Angeles

 

A colaboradora mais fiel do blog, Rita Castro Alves, manda notícias do lançamento de "Piratas do Caribe 2" de Los Angeles. Ela conta que:

* "o segundo filme, surpreendentemente, tem menos cenas do capitão Jack Sparrow (Johny Depp) do que seria de se esperar depois do imenso e inesperado sucesso do primeiro filme. O filme é longo e exaustivo, mas divertido. os novos personagens são mais gosmentos que os do primeiro filme, mas por trás de todos os efeitos especiais tem quase sempre um grande ator (e quase todos ingleses).

* O melhor de todos é o que está mais escondido. É Bill Nighy, que você conhece como o rouqueirão decadente (e maravilhoso) de "Love Actually" e também de uma ponta em "O Jardineiro Fiel", de Fernando Meirelles;

* ele, aliás, é fã da Seleção Brasileira. Falou a escalação inteira do time que ganhou de Gana por 3 a 0, disse que seu jogador preferido é Roberto Carlos e que nunca perde um jogo do Barcelona e já viu vários ao vivo. No final, antes de eu sair da sala em que o entrevistava, disparou: "Mas é uma pena que vocês vão perder para a Inglaterra".

* Jerry Bruckheimer, que parece cada vez mais como uma figura do museu de cera de Madame Tussaud, disse que já está pensando no quarto filme da série (o terceiro termina ainda nesse ano).

* e Johnny Depp disse que se vê velhinho fazendo "Piratas do Caribe 9, 10, 11".

* o ator, é claro, chegou atrasado para sua entrevista, mas dessa vez tinha um motivo: seu país adotado (e de sua mulher, a cantora francesa Vanessa Paradis) estava terminando o jogo contra a Espanha, que venceu na prorrogação.

* O terceiro filme, que estréia em maio nos EUA, tem uma participação prometida de Keith Richards, que deve ser filmada em setembro -- "Se a produção conseguir mantê-lo longe o suficiente dos coqueiros" da locação, que é quase toda numa ilha do Caribe, disse Gore Verbinski, o diretor.

* E Orlando Bloom, que interpreta Will Turner, o mocinho da história, está na vida real em uma semi-saia-justa: sua namorada, Kate Bosworth, a Lois Lane de "Superman - O Retorno", está no outro grande blockbuster do verão, que entra em cartaz amanhã, dez dias antes de "Piratas", nos EUA. "Nós não estamos concorrendo, mas parece que o resto do mundo está", disse ele."

Girls Swoon, Pirates Duel And Johnny Depp Rolls Along



Escrito por Sérgio Dávila às 00h10
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Woody loves Scarlett

Summer 2006

Está na capa da edição da revista "New York" de hoje, especial sobre o verão. Entre outras coisas, o cineasta fala da segunda colaboração da dupla, "Scoop", ainda inédito.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h18
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Entrevista reveladora com diretor de "Superman"

 

É uma das entrevistas mais honestas que já li com Bryan Singer, o diretor de "Superman Returns", que estréia quarta aqui e dia 14 de julho no Brasil. Ele finalmente revela o valor real do orçamento do filme (US$ 204 milhões), não nega que seja homossexual mas diz que este filme é o "mais heterossexual" que já dirigiu e diz que teve um ataque de pânico uma semana antes de começar a filmar "X-Men 2". Leia aqui, em inglês.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h51
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

As semanais de hoje (em edições duplas, por conta do feriado do dia 4 de julho)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h25
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Kevin Smith inova com "Clerks 2"

 

O filme, a continuação do indie que colocou o diretor no mapa em 1994 e que ele prometeu que nunca faria, estréia dia 21 de julho com uma novidade. No site oficial do filme, você poderá baixar em seu iPod os comentários de Smith e a trilha original, assim, como os di[alogos, para assistir no cinema com os fones no ouvido, se preferir, como se fosse um gigantesco DVD com extras.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h48
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Sai "livro-denúncia" de Shyamalan

 

O livro em que o diretor de "Sexto Sentido" e o inédito "Lady in the Water" --e um dos preferidos deste blog-- escreve a quatro mãos com um jornalista de esportes e fala por que rompeu com a Disney, estúdio que chamava de "casa", sai no dia 22 de julho. Enquanto isso, o LATimes dá uma palha dos motivos, aqui. O ponto alto é o jantar que uma executiva do estúdio e ele tiveram num restaurante da Filadélfia, onde o diretor vive, em que ela acabou com "Lady", dizendo:

* que o filme não é engraçado, que ele deveria cortar a cena em que um crítico de cinema é atacado, que o papel dele próprio como um escritor visionário era longo demais e que os nomes dos personagens, Scrunt, Narf, Tartutic, não faziam sentido. Ele se levantou e fez o filme do jeito que queria --com a Warner.

O livro sai dia 20 e o filme é lançado dia 21 (no Brasil, em 18 de agosto).

Bryce Dallas Howard (de The Village, Manderlay e filha de Ron Howard) em cena do filme



Escrito por Sérgio Dávila às 13h39
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Por que o Brasil é uma fábrica de craques...

 

...segundo o correspondente do New York Times, em reportagem com foto na primeira página de hoje.

frontpage



Escrito por Sérgio Dávila às 12h40
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coluna América de Hoje

A esquerda norte-americana, ou o que dá para chamar de esquerda norte-americana -na verdade, tudo o que por aqui se move e não é conservador- é pródiga em teorias de conspiração. Na maioria das vezes, esse tapa-olhos produz obras com visão distorcida, como o documentário "Fahrenheit 11 de Setembro", de Michael Moore, de uma importância histórica mas de um maniqueísmo também histórico.

Assim, é com o pé atrás que você começa a ouvir falar aqui e ali do tal complô que teria liquidado o carro movido a eletricidade. Afinal, com o barril do produto batendo US$ 70 em pleno verão, não há inimigo mais fácil de ser atacado hoje do que a indústria do petróleo. Junte as companhias farmacêuticas (aliás, tema do próximo documentário de Moore), do tabaco e das armas -eis as bestas do apocalipse neocon.

As histórias sobre o automóvel elétrico voltaram a ganhar vida com o eterno retorno das discussões sobre energias renováveis, as mesmas que puseram o etanol brasileiro de novo no mapa, o que não deixa de eriçar os pêlos da nuca dos quarentões que, como esse colunista, penavam para colocar para funcionar nas manhãs de inverno paulistanas seu Fiat 147 "movido a álcool 100% nacional", como anunciava o orgulhoso adesivo no vidro traseiro -era o prenúncio da via-crúcis da bateria arriada, que começava num orelhão e terminava na inevitável "chupeta".

Pois não é que o documentário "Who Killed the Electric Car?", que estréia aqui no final do mês, prova direitinho seu ponto de que nós poderíamos estar dirigindo carros elétricos com boa aceleração desde os anos 80, não fosse uma nunca muito bem explicada desistência da GM em continuar a produzir o seu modelo EV-1? No momento mais "Arquivo X" do filme, os primeiros proprietários se lembram de como seus carros foram recolhidos pela empresa para serem destruídos num deserto de Nevada.

Aí você lê no "Washington Post" que o Smithsonian, talvez o melhor conjunto de museus da cidade dos museus, teve de retirar o seu próprio exemplar de EV-1 de uma exibição sobre automóveis no National Museum of American History. A entidade nega que foi a pedido da GM, que por acaso é uma das maiores contribuintes do orçamento da instituição. Uma coisa não tem nada a ver com outra, disse o assessor de imprensa, numa explicação oficial que daria uma tese: o carro elétrico teve de ceder seu espaço para que o museu pudesse acomodar um SUV, aqueles utilitários gigantes beberrões de gasolina.

Na mesma semana, o "Wall Street Journal" traz uma reportagem sobre o etanol em que relembra um fato pouco conhecido (pelo menos por essa coluna): os modelos iniciais do Ford T, o revolucionário primeiro automóvel a ser produzido em série, funcionavam tanto a álcool como a gasolina. Os bisavós do "flex fuel". No meio do caminho, foi feita a opção pelo combustível fóssil -e o resultado é a lama em que estamos.


Escrito por Sérgio Dávila às 12h34
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Brasil tem torcida ilustre

 

Katie Hudson e seu marido, o vocalista da banda Black Crowes, Chris Robinson, acabaram de confessar a Rita Castro Alves, colaboradora mais ilustre do blog, que estão asssistindo a todos os jogos do Brasil na Copa e torcem para que a seleção de Parreira ganhe o hexa. A atriz, em Los Angeles para lançar "Dois É Bom, Três É Demais" (You, Me and Dupree), disse que teme a Alemanha e a Itália, mas que a Argentina acabou de provar que não é um advesrário tão forte quando ela imaginava...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h24
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Integração entre Oriente e Ocidente...

 

...é possível, decreta Economist desta semana.

North America Issue Cover for Jun 24th 2006



Escrito por Sérgio Dávila às 16h07
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Atenção: Brad Pitt fará limpeza de dentes na Namíbia!

 

Piada, claro, mas uma mostra de que, depois do especial de Angelina na CNN e da entrevista em que Britney Spears diz que também quer ter seu filho "numa país africano", as pessoas começam a ficar cheias do proselitismo hollywoodiano...

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h53
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Matt Damon pode ser jovem capitão Kirk

 

Matt Damon, ex-jovem promessa do cinema norte-americano que anda com a carreira meio andando de lado, pode ser o próximo ator a interpretar o capitão James Kirk no novo longa baseado na série "Jornada nas Estrelas". O novo longa, que está sendo dirigido por J.J. Abrams ("Lost", "Missão Impossível 3"), contaria o encontro do jovem personagem com o Sr. Spock ainda nos tempos de Academia Espacial. Segundo o site The Insider, o eterno Kirk, o ator William Shatner, já deu sua bênção.

Enquanto isso, informa divertida reportagem no "New York Times", pela primeira vez em décadas sem nenhuma série inspirada ou baseada em "Star Trek" nem longa em cartaz nos cinemas, os fãs mais aguerridos dirigem eles mesmos suas séries e filmes.

Os fãs:



Escrito por Sérgio Dávila às 09h10
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

13 milhões pro cine brasuca!

Os brasileiros também estão se movimentando. A empresa Aracruz Celulose, o banco de investimentos Rio Bravo Investimentos e o BNDES anunciaram a criação de um fundo de cinema, o RB Cinema I Funcine, num total de US$ 6,5 milhões. A idéia é investir em produções brasileiras com potencial de mercado internacional, entre US$ 240 mil e US$ 725 mil por filme.
Os três primeiros títulos que receberão dinheiro do Funcine são "Querô", adaptação da peça homônima de Plínio Marcos (1935-1999) por Carlos Cortez, "O Dia em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger, e "O Maior Amor do Mundo", de Cacá Diegues.
O último é uma co-produção da Sony Brazil, com estréia prevista para o semestre que vem, e tem Taís Araújo, Hugo Carvana e José Wilker no elenco. Já "Querô", a estréia na direção de Cortez, é co-produzido pela Gullane e tem o apoio da Unicef e do Instituto Sundance.
E o longa de Hamburger, que iria se chamar "Minha Vida de Goleiro", mas mudou de nome por razões de mercado (o nome afastaria a platéia feminina, concluiu-se), é baseado no livro de Luiz Schwarcz, se passa nos anos 70 e é co-produzido pela Gullane Filmes e pela Miravista, o selo latino-americano da Disney.


Escrito por Sérgio Dávila às 16h04
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

50 milhões pro cine latino!

O sempre necessitado cinema latino-americano acaba de ganhar o maior fundo de sua história: US$ 50 milhões, ou R$ 112,50 milhões pela cotação da manhã de ontem. É uma iniciativa do argentino Eduardo Costantini Jr., administrador do Malba, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, que se associou aos irmãos Bob e Harvey Weinstein, ex-proprietários da Miramax. A meta é adquirir ou produzir 14 longas-metragens nos próximos três ou quatro anos, falados em espanhol, inglês ou português.
O fundo, administrado por Costantini, é formado ainda pelos investidores Kelly Park Argentina, a divisão local dos estúdios Kelly Park Film Village, da Nova Zelândia, e Banif Investment Banking, um banco de investimentos português com escritório em SP. Com a Costantini Films e a Weinstein Company, cada um tem uma participação similar no total.
Segundo analistas da indústria do entretenimento, o investimento terá um impacto sem precedentes na produção do continente, que gasta entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão em média na produção de um longa. A idéia é investir uma média de US$ 2,5 milhões por aquisição e entre US$ 4 milhões e US$ 10 milhões por produção. "Nossa intenção é ressaltar a importância do cinema latino-americano no mundo", disse, por telefone, Eduardo Costantini Jr..
O dinheiro bancaria 41 longas brasileiros; a produção nacional tem um custo médio de US$ 1,2 milhão, segundo dados de 2004 do Ministério da Cultura. Pois é justamente um longa brasileiro o primeiro a ser produzido: "Tropa de Elite", orçado em US$ 2,5 milhões, estréia na ficção do diretor José Padilha, autor do premiado documentário "Ônibus 174".
O filme, ainda em produção, com roteiro do próprio Padilha, mais Bráulio Mantovani ("Cidade de Deus") e o ex-capitão da PM Rodrigo Pimentel, é inspirado na vida do capitão da PM André Batista, que o escreveu o livro "Elite da Tropa" com Pimentel e o antropólogo Luiz Eduardo Soares e mostra a violência urbana do ponto de vista de policiais cariocas do Bope, o Batalhão de Operações Especiais.
Já o primeiro filme adquirido pelo fundo é o argentino "Crónica de una Fuga", thriller político dirigido por Adrián Caetano que foi exibido no último Festival de Cannes. "Agora, vamos viajar por todo o continente à procura de parcerias e de projetos que nos interessem", disse Costantini. "Algumas de nossas primeiras paradas são São Paulo e Rio."
Não é a primeira incursão dos irmãos Weinstein no cinema latino. Sua Miramax foi distribuidora ou co-produtora nos EUA do brasileiro "Cidade de Deus" (2002), da co-produção mexicana "Frida" (2002), do venezuelano "Secuestro Express" (2005), do mexicano "Como Água para Chocolate" (1992) e da co-produção cubana "Morango e Chocolate" (1994).

Nem Costantini Jr. pode ser considerado um neófito. Aos 30 anos, freqüentador do circuito dos festivais internacionais há três, onde conheceu a dupla de irmãos produtores, o argentino é diretor do renomado Malba. Ali, ganhou fama por criar uma elogiada cinemateca e transformar a sala de exibição do museu num espaço "cult", com ciclos de cineastas pouco exibidos ou não-comerciais, entre eles o brasileiro Glauber Rocha (1938-1981) -"Glauber Rocha: Del Hambre al Sueño" (da fome ao sonho) foi a primeira retrospectiva integral da obra do cineasta.
O argentino tem outra ligação com o Brasil. É filho do milionário Eduardo Costantini, dono da maior coleção privada de arte moderna latino-americana -causou espécie sua compra, em leilão da Christie's em 1995, do marco modernista "O Abaporu", óleo sobre tela de 1928 de Tarsila do Amaral, por US$ 1,4 milhão, maior valor alcançado por uma tela brasileira até então.



Escrito por Sérgio Dávila às 16h04
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Angelina Jolie e um convidado especial

 

Angelina Jolie dá entrevista amanhã a ANderson Cooper, elogiado por Elio Gaspari ontem. A CNN já colocou no ar um clipe em que ela e um "convidado especial" fazem paródia do filme "Mr & Mrs Smith". Vale ver.

(Ah, sim: na entrevista de amanhã ela diz que vai adotar o quarto filho.)



Escrito por Sérgio Dávila às 21h28
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Slate, 10

 

Slate, provavelmente a melhor revista eletrônica dos EUA, faz dez anos. Só para contrariar, os editores encomendaram uma série de artigos cujo tema é "O que está errado com a Slate". Não perca.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h12
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

O Boom de Bombay e o pirata Johnny Depp



Escrito por Sérgio Dávila às 21h35
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Se o trio está certo, Bovespa sobe amanhã

A boca de Ben Bernanke tem o mesmo peso das pernas de Ronaldinho. Que cada frase do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, exerce um efeito imediato nas Bolsas de Valores o mundo está cansado de saber, como mostraram mais uma vez as duas últimas semanas de tensão no mercado financeiro. O que não se sabia é que cada gol feito ou deixado de fazer pelo jogador brasileiro de futebol pode ter efeito semelhante.
É o que sugere o estudo "Football and Stock Returns" (Futebol e Ganhos de Ações), conduzido por três acadêmicos, os norte-americanos Diego Garcia, da Tuck School of Business da Universidade Dartmouth, e Alex Edmans, do Sloan School of Management do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), e o norueguês Oyvind Norli, da Norwegian School of Management.
O trio de economistas e fãs do esporte estudou os resultados de mais de mil partidas dos times nacionais de futebol e cruzou com os fechamentos dos pregões das principais Bolsas de Valores dos países nos dias seguintes às competições de 39 países num período de 30 anos, seleção brasileira e Bovespa incluídas. Concluíram que as derrotas podem derrubar as ações e as vitórias podem render ganhos nos papéis, em resultados que pretendem publicar na semana que começa.
"O mais curioso", disse Diego Garcia, "é que as derrotas aparentam ter um efeito mais significativo no mercado do que o efeito positivo das vitórias". O torcedor do Barcelona de 32 anos e origem espanhola explica: quando o time de um país ganha um jogo contra o time de outro país, o efeito positivo nas Bolsas do vencedor no dia seguinte é uma alta média de 0,06%; se o selecionado perde, porém, a baixa é mais acentuada, de 0,13%.
"Essa queda é tanto pior quanto mais crítico for o jogo", explica Garcia. "Ou seja, derrota em jogos de Copa do Mundo causa perdas maiores do que em competições como a Libertadores da América." Nesse caso, o índice médio de perdas nas ações pula do 0,13% para 0,24%. "E, dentro da Copa, a derrota numa eliminatória vai ser mais sentida pelo mercado no dia seguinte do que a derrota num jogo ordinário."
A relação causa-efeito é mais evidente em países com economias robustas e em que o futebol é considerado o esporte mais popular, como Brasil, Alemanha, Espanha, Inglaterra e Itália, por exemplo, e menos importante em países pequenos ou como os Estados Unidos, em que há uma pulverização da preferência nacional entre futebol americano, beisebol e basquete, com o futebol vindo em quarto lugar em popularidade -se os parâmetros forem audiência de TV e valor das inserções comerciais.

Mudança de humor
A explicação do trio é parecida à que é dada por analistas econômicos quando há uma volatilidade do mercado como a ocorrida nos últimos dias a partir de declarações do chefe do Fed, de que estava "preocupado" com a inflação. "A queda se deve mais a uma mudança no humor do que a índices econômicos palpáveis", diz o estudo. Assim, os fatores subjetivos seriam mais importantes.
Entre os fatores econômicos objetivos que explicariam as perdas, no entanto, o estudo aponta a queda de produtividade dos empregados e a diminuição de faturamento que empresas ligadas à competição sofrem com a derrota do time nacional -como o patrocinador principal da transmissão pela TV, por exemplo, e a emissora, que perde em audiência.
Na última quarta-feira, um dia depois de a seleção brasileira bater o time da Croácia na estréia da Copa com um suado gol do meia Kaká, o mercado doméstico se comportou como prevê o estudo: depois de sucessivos dias de maus resultados, o dólar encerrou em baixa de 0,74%, assim como o risco-país, que despencou 5,47%, e a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com ligeira alta, de 0,29% -ou quase cinco vezes mais do que prevê o estudo do trio de economistas.
É que o Brasil é o favorito, explica Garcia. "O mercado de apostas prevê que o país tem duas vezes mais chances de ganhar a Copa do que Alemanha, Argentina, Espanha ou Inglaterra, que têm chances semelhantes." E ameaça: "Eu acho que Alemanha e Inglaterra estão supervalorizadas, e Argentina e Espanha têm mais chances do que imaginamos".


Escrito por Sérgio Dávila às 20h58
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Saiu bilheteria - Nachos à frente de "House"

A animação boba "Cars" continua na frente, mas "Nacho Libre" bateu a reunião de Keanu Reevs e Sandra Bullock 12 abos depois de "Speed" --o fraco "The Lake House". Correção do comentário da semana passada (graças aos fiéis amigos Sisley e The Force): da lista, só dá para ver "Nacho Libre" (engraçadíssimo) e, o.k., "X-Men 3".

[Graphic]

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h54
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coluna América de hoje

As viúvas dos mortos em 11 de Setembro são mulheres egocêntricas que parecem genuinamente não perceber que os ataques foram aos Estados Unidos como um todo, não só a elas. São milionárias endeusadas por programas de TV e artigos na imprensa e se esbaldam com seu status de celebridade. Nunca vi pessoas aproveitarem tanto a morte dos maridos. Aliás, como nós sabemos que esses maridos não estavam planejando se divorciar desses abutres? Melhor elas aproveitaram o momento de fama e posarem logo para a 'Playboy'.

*

Minha única diferença com Timothy McVeigh é que ele não se dirigiu ao prédio do 'New York Times'.

*

O debate sobre a administração do presidente Clinton deveria se resumir a uma escolha entre impeachment e assassinato.

*

A maneira mais efetiva de falar com um liberal hoje em dia é usar um taco de beisebol. Aliás, a Convenção Nacional do Partido Democrata estava tomada desse tipo alimentado por milho, sem maquiagem, usando fibra natural, sem sutiã, calçando sandálias, peludo, um pouco malcheiroso, meio hippie-chique, máquinas de comer torta que eles chamam de 'mulher'.

*

Regras de comportamento civilizado, higiene pessoal e cuidados com o cabelo não se aplicam aos muçulmanos.

*

Os Estados Unidos deveriam invadir os países dos terroristas, matar seus líderes e convertê-los ao cristianismo.

*

O governo americano deveria espionar os árabes, fazer da tortura deles um esporte nacional televisionado, jogar bombas sem remorsos no Oriente Médio e mandar os liberais para Guantánamo.

*

Mahmoud Ahmadinejad é um macaco jihadista, e a população do Oriente Médio, feita de corredores de camelo e mercadores de bazar.

***

A autora das frases acima é Ann Coulter, a face mais gritante dos neo-conservadores, que floresceram com a Era Bush. Você já deve ter visto a figura em algum lugar: loira, alta e magra, sempre de minivestidos pretos, de rosto meio "celinedionesco", que parece fora do prumo. Todos os seus livros chegaram ao primeiro lugar na lista dos mais vendidos do "New York Times".

Ela mereceu a capa da revista 'Time' de 25 de abril do ano passado, com o título "A Sra. Direita" e o texto "Imparcial e justa ela não é. Esta conservadora incendiária enfurece a esquerda e delicia a direita. Ela está falando sério ou só se divertindo?"

Aparentemente, falando sério. Ela acaba de lançar mais um livro, "Godless - The Church of Liberalism" (Sem Deus - A Igreja do Liberalismo), em que faz o primeiro ataque desta página, contra quatro viúvas de Nova Jersey de vítimas do 11 de Setembro que se tornaram ativistas políticas.

Um país em que um urubu ideológico como Coulter não só é levado a sério como vende livros a rodo está à beira do abismo de idéias.




Escrito por Sérgio Dávila às 14h26
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Nelly Furtado quer Tom Zé

 

Nelly Furtado, agora em fase popozuda, diz em entrevista à revista "Entertainment Weekly" que adoraria gravar com o brasileiro Tom Zé, se fosse convidada. "Eu passaria um mês no Brasil só assistindo ao trabalho dele." Eu também.

Nelly

 

Tom Zé

Tom Zé

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h23
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Isso é David Sedaris

Nome completo: David Raymond Sedaris

Nascimento: 26 de dezembro de 1956, em Johnson City, NY

Onde vive: entre a Normandia, Paris e Londres com o namorado, Hugh Hamrick

Família: o pai e um dos seis irmãos aproveitam a fama do parente para vender molho para churrasco num site; a irma Amy Sedaris é atriz conhecida

Livros lançados no Brasil: Pelado (Naked, 1997, editora Lugano) e, agora, De Veludo Cotelê e Jeans (Dress Your Family in Corduroy and Denim, 2004, Companhia das Letras)

Ouros livros: Barrel Fever (1994), Holidays on Ice (1997) e Me Talk Pretty One Day (2000)

 

Frases

"Depois de poucos meses no porão de meus pais, me mudei para um apartamento perto da universidade estadual, onde descobri tanto a anfetamina quanto a arte conceitual. Ambas são perigosas, mas combinadas têm o potencial de destruir civilizações inteiras."

"Talvez eu aprenda outra profissão. Pensei em ser empalhador. Sempre achei uma tristeza você não poder fazer isso com corpos de seres humanos."

"Você toma sete cervejas, acompanhadas de dois uísques e um cigarro de maconha, e é incrível como o sono vem fácil."

"Os franceses não são nada como eu imaginava. São gentis, generosos e experts nas áreas de encanamento e eletricidade."

"‘Merda’ é o tofu dos palavrões."

"No começo, escrever para a ‘New Yorker’ me assustava muito. Eu não me imaginava escrevendo nada naquele tipo de letra."

"O homem que me apresentou ao público no evento de ontem à noite tinha dificuldade em ler suas anotações e disse que eu comecei minha carreira no National Public Rodeo (Sedaris começou na National Public Radio)."

"Há um motivo para pessoas comuns não aparecerem na TV: nós somos entediantes."

"Eu odeio computadores por conta dos e-mails. Eles são apenas uma variação dos bilhetinhos sem graça que os alunos costumam passar nas aulas."



Escrito por Sérgio Dávila às 20h11
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Tem Brasil na trilha de...

 

...Nacho Libre, um dos filmes mais estranhamente engraçados do ano, que estreou ontem nos EUA, tem Caetano veloso cantando "Irene Ri" e Gilberto Gil com "Batmacumba" na trilha. Pelo andar da carruagem (ou seja, a amostragem nada científica das salas em Washington), vai dar um banho em Lake House, que reúne Keanu Reeves e Sandra Bullock pela primeira vez desde "Speed" (1994) e que é beeeeeeem fraco. O último é a estréia na direção em Hollywood, claro, do argentino Alejandro Agresti; o primeiro, o novo de Jared Hess desde o hilariante "Napoleon Dynamite" (2004).



Escrito por Sérgio Dávila às 20h11
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Esse é David Sedaris (a cara do Magro, de O Gordo & O Magro)



Escrito por Sérgio Dávila às 19h45
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Uma conversa com David Sedaris

Ele nasceu em Nova York, tem a voz fina, algo metálica, é cheio de tiques e manias e faz seu melhor humor falando mal de si mesmo e escrevendo sobre sua família esquisita. David Sedaris ser chamado de o Woody Allen de origem grega é mais do que um recurso de editoras para vender livros. O escritor e humorista, que completa 50 anos neste ano, é o que o cineasta poderia ter sido se não tivesse mudado seu foco principal para o cinema.
Autor de dezenas de livros -na verdade coletâneas do que publica em revistas como "New Yorker", "Esquire" e "GQ" e do que lê em programas da National Public Radio (NPR), a rádio pública norte-americana que é exemplo de excelência de programação-, Sedaris nunca viu um título seu não fazer parte da lista dos mais vendidos do jornal "The New York Times". Foi assim com o mais conhecido, "Me Talk Pretty One Day" (2000), "mim falar bonito um dia", literalmente o que ele conseguiu dizer em francês depois de dezenas de aulas que teve antes de se mudar para aquele país, onde mora hoje com o namorado. É assim com "De Veludo Cotelê e Jeans", que sai agora no Brasil.
Com pitadas de Mark Twain e do brasileiro Mauro Rasi, entre outros, mas voz (metálica e fina) própria, Sedaris fala da visita à casa de Anne Frank, em que tudo o que consegue pensar é o valor do imóvel, da relação potencialmente conturbada que sua família tem com o fato de ser objeto da maior parte de suas histórias -à exceção do pai e do irmão, que se aproveitam da fama- e dos franceses. Leia a conversa com o autor.

 



Sua irmã, Lisa, reclamou que você escrevia sobre ela, e você escreveu um texto contando da reclamação. Como conciliar sua literatura com a privacidade da família?
DAVID SEDARIS -
Mostro a eles tudo antes de publicar. Nunca acontece de abrirem uma revista ou livro e se chocarem com uma revelação. E há uma diferença entre meu irmão e o personagem de meu irmão. Eu vejo a diferença e ele vê a diferença. O problema é quando o leitor não vê essa diferença e o trata na rua como se fosse amigo...

Seus livros geralmente são reuniões de material já lido na rádio ou publicado em revistas. Você pensa em fazer algo inédito ou um romance?
SEDARIS -
Tenho um contrato para fazer um romance, mas não consigo. Minha atenção só dura dez páginas, então imagino que a do meu leitor também. Foi daí que resolvi fazer um livro de fábulas com animais, que é meu próximo. É inédito e traz embutida uma pequena malandragem: quero economizar o leitor de descrições intermináveis sobre personagens. Quando digo "Fulano era um crocodilo", a frase é auto-explicativa. Já se escrevo sobre uma mulher chamada Lucille, tenho de contar como ela é...

Sua mãe, Sharon [morta em 1991], é um dos personagens mais interessantes.
SEDARIS -
É justo dizer que ela é minha musa. Mas eu sempre me interesso por relações familiares. Quando conheço alguém, minha primeira pergunta é sobre os pais da pessoa, onde vivem, se tem irmãos. Acho estranho quando personagens não têm família.

Você deve odiar então os quadrinhos da Disney...
SEDARIS -
[Risos!] Sim, todos são tios, sobrinhos e primos!

Você é definido como "escritor de não-ficção". Essa expressão é verdadeira?
SEDARIS -
Exagero muito. Mas depende sobre quem estou escrevendo e para onde. Por exemplo, a "New Yorker" tem um processo de checagem de fatos muito rigoroso. Sempre liga uma pessoa pedindo o telefone dos personagens para confirmar se eles disseram o que eu disse que disseram, se existem. Odeio escrever lá! [Risos]

E como você concilia os exageros com a censura prévia da família? Ou só o fato de você ter escrito sobre algo torna aquilo verdadeiro para eles?
SEDARIS -
É exatamente assim. Se estou contando algo que aconteceu há muito tempo, mas com muitas invenções, eles a princípio olham desconfiados, depois vão dizendo: "É mesmo! Agora estou lembrando... Foi exatamente assim".

Você parece ser obcecado por telenovelas norte-americanas. Um dos principais produtos culturais de exportação do Brasil é justamente a telenovela. De onde você acha que vem o apelo do gênero?
SEDARIS -
O apelo, pelo menos nos EUA, vem do fato de passarem todos os dias, à tarde, o que cria uma relação quase familiar entre o telespectador e os personagens. O enredo não muda muito: são sempre duas famílias ricas que disputam o poder de algo. Já fui convidado a escrever para uma telenovela. Sugeri que, como são sempre "filthy rich" (expressão em inglês que pode ser traduzida como "podres de ricas", mas a palavra "filthy" quer dizer literalmente "imunda"), que as duas famílias fossem mesmo sujas, com roupas e casas sujas, sem tomar banho, e que todos sabiam disso, mas ninguém comentava. Obviamente o argumento foi recusado.



Escrito por Sérgio Dávila às 19h43
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]