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Miami Vice tira Piratas do primeiro lugar

Miami Vice, a versão para cinema da sofrível série de TV, roubou o primeiro lugar das bilheterias de Piratas do Caribe 2. O filme tem passagens pela Tríplice Fronteira e o vilão de tudo, de origem árabe, tem um palacete que dá para as Cataratas de Iguaçu...

 

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Escrito por Sérgio Dávila às 19h34
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Attention Deficit Disorder

 

Time e Newsweek abandonam o conflito no Oriente Médio, a primeira com células-tronco, a segunda com o filme de Oliver Stone, com Nicolas Cage no papel principal. A estréia do filme aqui acontece dia 9 de agosto e no Brasil, só no dia 29 de setembro (mas pode deixar que, assim que o filme estrear aqui, eu conto tudo.)



Escrito por Sérgio Dávila às 19h21
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Coluna América de hoje

 

Os dois ou três leitores desta coluna devem se lembrar da saga da Paçoca e da Ritinha, as duas vira-latas brasileiras que caçamos nas ruas e levamos para casa, uma delas com ajuda do trabalho excelente realizado pelo pessoal do Adote um Gatinho (os que estão chegando agora podem dizer seu nome alto para o resto do grupo: "Olá, me chamo Fulano de Tal e sou leitor da coluna 'América").

Pois bem: resolvemos ser reincidentes em Washington.

Mas adotar um gato nos Estados Unidos é mais difícil do que ser eleito presidente republicano -o povo, aqui, tanto de um lado quanto de outro, tem dinheiro e tempo de sobra, para o bem e para o mal. Primeiro, você tem de ir a uma palestra na instituição que escolheu (no nosso caso, a Washington Humane Society, o equivalente local à "carrocinha" paulistana). Lá, eles dão os fundamentos do bom adotador.

Depois, você preenche um questionário de várias páginas, com perguntas pessoais (é casado? brigam muito?) e outras que tentam determinar seu caráter (qual seria sua atitude se o gato que você adotasse urinasse no tapete?). Por fim, um voluntário (ou voluntária, em nosso caso; a sociedade funciona em grande parte por iniciativa destes) visita sua casa para checar se ela é adequada a receber um animalzinho. Outro liga para o proprietário do prédio. Outro ainda pede o telefone de "seu veterinário".

E então você pode visitar os ditos cujos. Que são bem tratados, cuidados desde que recolhidos das ruas, cada um com uma história triste, e ficam em jaulinhas, como em todos os lugares desse tipo. Há a ala dos gatos e a dos cachorros. Nesta, voluntários se alternam para passear com os bichos uma vez por dia no bonito campo da construção, que fica numa parte menos favorecida da capital federal.

Há os "inadotáveis" (pitbulls ou cachorros de briga, gatos selvagens), que são apenas tratados. Há os muito velhos, de difícil readaptação com estranhos. E havia um pequeno gato vira-lata branco e preto, com um ar de Frajola (Sylvester, aqui, o personagem do desenho animado) e muito caráter, parte por conta de sua "roupa" natural, que imita um smoking, com as meias brancas e a faixa branca na barriga.

Ele tinha quatro meses, foi achado procurando comida no lixo com poucos dias de idade, e as voluntárias o batizaram provisoriamente de "Licorice". A seu lado, a gata tricolor "Cocoa" pulava e se jogava na sua jaulinha. Abaixo dele, o amarelo "Pablo" espirrava -é alérgico a potes de plástico, as voluntárias descobriram depois, ao arranjar dois de metal, que fizeram os espirros parar.

"Licorice" nos ganhou ao vir ao colo e se esticar todo, como se tivesse encontrado uma cama melhor e mais confortável. Foi Jamal, Fistulino e Miguel. Virou finalmente Dorival, de um quadro antigo de Jô Soares que só os com mais de 30 anos vão se lembrar, que terminava com o pai falando do filho: "Dorival? Uma fera!". Dorival, o novo morador de Dupont Circle.

Não há ninguém de melhor caráter, pelo menos não nesse prédio.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h45
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Volto ao tema Mel Gibson

 

Que o pai dele era anti-semita, você já sabia --o sujeito andou dando entrevistas anos atrás culpando os judeus por todos os males do mundo; à época, o filho disse que o pai estava senil. Que ele não ia com a cara de Israel você deve ter percebido no nada sutil "A Paixão de Cristo". Agora, falar com todas as palavras foi na sexta-feira, quando ele foi preso dirigindo embriagado na Califórnia. Veja aqui um facsimile do primeiro boletim de ocorrência da prisão de Mel Gibson, em que ele fala que "os judeus são culpados por todas as guerras do mundo".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h33
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Separados no nascimento

Mel Gibson e Saddam Hussein: quem é quem?

EFE


 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h29
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Snakes on a Plane! (ou S.O.A.P., como já ficou conhecido), o Bruxa de Blair da temporada, é a capa da Entertainment Weekly de hoje.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h25
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LZ na capa da RS

 

A banda que levou a trilogia "sexo, drogas e rock'n roll a proporções épicas", segundo a revista, é a capa da última RS.

 

led zeppelin cover Photo



Escrito por Sérgio Dávila às 12h15
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Hillary Clinton ganha busto em Museu do Sexo

 

O irreverente Sex Museum, o museu do sexo de Nova York, "desvelou" hoje o "busto" da senadora democrata e ex-primeira-dama Hillary Clinton. É literalmente um busto, já que na estátua a presidenciável aparece de sutiã. A visitação do público só será liberada no dia 9 de agosto, por seis semanas apenas.

A explicação do autor, Daniel Edwards, para sua obra, que batizou de "The Presidential Bust of Hillary Rodham Clinton: The First Woman President of the United States of America": “Imaginei a senadora com a cabeça para o alto, um espírito jovem e uma face amadurecida pela sabedoria. Apresentados num sutiã meia-taça, seus seios proeminentes representam o poder sexual que algumas pessoas ainda consideram muito ameaçador..."

Até agora, nenhuma manifestação do escritório da política. Por seu jogo de cintura, porém, ou ela vai ignorar ou vai dar uma declaração irônica.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h23
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Na verdade, não é a estréia de Santoro na Tv americana...

 

Antes de "Panteras" e "Simplesmente Amor", ele foi o mendigo de "The Roman Spring of Mrs. Stone", telefilme com Helen Mirren baseado na peça de Tennessee Williams, que foi exibido pela Showtime daqui e chegou a concorrer ao Globo de Ouro em duas categorias (melhor minissérie ou longa produzido para TV e atriz), em 2004.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h07
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Confirmado: Rodrigo Santoro em "Lost"

 

A emissora ABC confirmou a participação do ator Rodrigo Santoro na terceira temporada de "Lost", que começa aqui nos EUA no dia 5 de outubro e que terá o DVD com a segunda temporada lançado no dia 5 de setembro. O brasileiro ("Simplesmente Amor", "As Panteras 2") já teria inclusive gravado sua participação.

O DVD americano, com sete discos, terá bloopers, cenas deletadas, flahsbacks nunca mostrados, dicas do que acontecerá na terceira temporada e discussão das teorias conspiratórios com os criadores e roteiristas da série e fãs.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h55
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NYTimes gostou dos Mutantes

 

Até aí, nada de novo: ainda não inventaram um grupo brasileiro que desagrade Jon Pareles...

Zelia Duncan e Sergio Baptista sexta em NY

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h07
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V de Vendetta em DVD duplo

 

"Remember, remeber the 5th of November..." Sai daqui a duas terças-feiras o DVD especial de V de Vendetta, um dos grandes filmes de 2005, injustamente massacrado pela crítica. São dois discos, com alguns extras --e nenhum irmão Wachowski, é claro, nem o criador dos quadrinhos originais, Alan Moore, que rompeu com os dois. Estão assim divididos: disco 1 tem um documentário de 16 minutos ("Freedom! Forever!"), com o making of e participação de David Lloyd, o ilustrador da graphic novel original; disco 2 tem três especiais, um de 17 minutos com notas da produção, "Designing the Near Future" (o filme se passa em 2020), um histórica de 10 minutos com quem foi Guy Fawkes ("Remember, Remember: Guy Fawkes and the Gunpowder Plot") e um de 15 minutos sobre a revolução que foi V de Vendetta para a HQ ("England Prevails: V for Vendetta and the New Wave in Comics"). De quebra, o hilariante "clipe" de Natalie Portman no programa "Saturday Night Live", em que ela fala mais palavrão que um marinheiro do cais do porto. E um clipe da Cat Power.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 08h54
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Deu "Casa de Areia"...

 

...no New York Times de hoje. (O filme estréia nos EUA no dia 11 de agosto).



Escrito por Sérgio Dávila às 16h49
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Excuse me?

 

Diplo, Cansei de Ser Sexy (CSS) e Bonde do Rolê se apresenta hoje à noite em Washington, conforme noticia o "Washington Post" --que pisa na bola e traduz o nome da última como "a banda da montanha-russa" em português...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h42
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Conflito Israel-Hizbollah...

 

continua na capa das semanais...



Escrito por Sérgio Dávila às 16h37
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Os dez mais do fim de semana

 

Piratas segue sua escalada rumo ao meio bilhão de dólares, a animação bancada por Spielberg está em segundo lugar e o novo longa de SHyamalan, um dos diretores preferidos do blog, está em sólido terceiro lugar, com quase um terço do custo total do filme faturado no primeiro fim de semana. Os críticos gritam e a caravana passam (aliás, ouça amanhã podcast com a crítica de Lady in the Water aqui).

1. Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest, $35 million.

2. Monster House, $23 million.
3. Lady in the Water, $18.2 million.
4. You, Me and Dupree, $12.8 million.
5. Little Man, $11 million.
6. Clerks II, $9.6 million.
7. My Super Ex-Girlfriend, $8.7 million.
8. Superman Returns, $7.46 million.
9. The Devil Wears Prada, $7.43 million.
10. Cars, $4.9 million.


Escrito por Sérgio Dávila às 16h33
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Coluna América de hoje

A essa altura do campeonato, já não deveria ser mais surpresa para ninguém que Bush fala "shit" ("merda", em português claro), como foi flagrado por um microfone aberto durante a última reunião do G8. Não só porque ele é reincidente no ato de "palavronear" (pena que não há uma tradução precisa para o verbo "to curse", em inglês, que é "falar palavrão") e está cercado por reincidentes -dois episódios que vêm à lembrança: em 2000, ainda na campanha, Bush chama um repórter do "New York Times" de "major league asshole" (algo como "babaca de primeira categoria"); em 2004, numa discussão no Senado, seu vice, Dick Cheney, diz a um senador democrata de Vermont "go fuck yourself" (vá se foder), o que é, se analisarmos bem, consistente com a política externa da atual Casa Branca.

Mas o mais importante do diálogo com o primeiro-ministro Tony Blair, além da comprovação de que também na intimidade o norte-americano trata o britânico como seu poodle, como acusam os súditos da rainha há anos, e de que o líder do "mundo livre" prefere Diet Coke a Coca-Cola normal, é a inferência que dá para ser feita a partir da transcrição do diálogo, que você encontra no site da CNN, da BBC e do jornal "Independent" (as três omitem partes diferentes e, juntas, se complementam): Luiz Inácio Lula da Silva é o "ele" que Bush cita como o sujeito não-definido que está entravando as negociações comerciais. São conclusões da coluna, mas os fatos apontam para isso. Veja o diálogo entre Bush e Blair sobre as negociações comerciais, segundo transcrição dos sites citados:

Blair - Sobre essas negociações...
Bush - É, eu falei pra "ele".
Blair - Você está planejando dizer isso aqui ou não?
Bush - Se você quiser que eu fale.
Blair - Bom, se o assunto aparecer...
Bush - Eu só quero alguma ação.
Blair - É.
Bush - Ontem (domingo), nós não vimos muita ação.
Blair - Não, não, pode ser porque é impossível.
Bush - Estou preparado para dizer isso.
Blair - É só que eu acho que nós precisamos nos posicionar contra...
Bush - Quem vai puxar (o assunto) das negociações (comerciais)?
Blair - A Angela (Merkel, primeira-ministra alemã).
Bush - Fala pra ela chamar "eles" (Não dá para traduzir o coloquial "Tell her to call 'em" como "Diga a ela que os chame").
Blair - Tá.
Bush - Fala pra ela pra colocar "ele", colocar "eles" na berlinda.

Tudo bem, "ele" até pode ser Vladimir Putin, o líder russo, que tentava emplacar e teve barrada pelos EUA a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas Putin estava ao lado, ouvindo tudo, não fazia sentido falar dele na sua frente. Já "eles" parece remeter ao BRIC, o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China, que são os emergentes que colocam mais entraves na negociação com os EUA.

Até aqui, está tudo gravado e comprovado. Mas veja o que o microfone não pegou e SÓ a coluna ouviu:

Bush - Aliás, "ele" me chamou de "companheiro" ontem.
Blair - A mim também. "Companheiro Blair".
Bush - Disse que ia mandar um carro movido a álcool lá para a Casa Branca.
Blair - Mas "ele" não sabe que você parou de beber? (os dois líderes riem)
Bush - Falando sério, "ele" me liga toda segunda-feira de manhã.
Blair - Para falar o quê?
Bush - Depende da semana. Que a imprensa o persegue. Que "ele" está cada vez mais convencido de que vai ganhar no primeiro turno. Que eu devia dar uma colher de chá ao Chávez.
Blair - E você?
Bush - Na maior parte das vezes, estou pedalando e só respondo "O.K", "O.K." ou "Vou colocar a Condi para cuidar disso".
Blair - Engraçado. Sabe que andam contando uma piada envolvendo os brasileiros e você e a sua, digamos, perspicácia intelectual?
Bush - Não. Conta.
Blair - Um assessor chega para você e diz que há um brasileiro ("a Brazilian") te esperando.
Bush - Sei.
Blair - Você pergunta: "Quanto é um brasileiro?" ("How much is a 'brazillion'?")
Bush - Não entendi.
Blair - É que você está acostumado a lidar com as seguintes grandezas: "million", "billion", "trillion" e "gazillion" (gíria americana para "muitos"). Mas nunca tinha ouvido falar do tal "brazillion".
Bush - Continuo não entendendo.
Blair - Deixa pra lá. Toma sua Diet Coke, que está esquentando...

O.K., o último diálogo a coluna inventou, mas bem que poderia ter acontecido. E a piada foi ouvida de um americano de verdade.


Escrito por Sérgio Dávila às 16h28
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Mutantes na Rolling Stone

Photo

Tropicalia Legends Os Mutantes Reunite for U.S. Shows

Brazilian psychedelia pioneers -- with fans from Wayne Coyne to Beck -- promise onstage antics, new music

ONLINE EXCLUSIVE

On July 21st, Brazilian psychedelic legends Os Mutantes, once known for their outrageous multimedia spectacles, will reunite for their first tour since 1973. The shows will be the first ever in the U.S. for the group.

"Anyone calling themselves the Mutants feels like our brothers," says Flaming Lips frontman Wayne Coyne, who will share the stage with the Mutantes during their July 23rd performance at the Hollywood Bowl.

While founding singer Rita Lee will not perform -- "I bless this Mutantes reunion," she chimed in over e-mail, "but I'm not in the mood to get back into the past" -- brothers Arnaldo and Sergio Dias Baptista and drummer Ronaldo "Dinho" Leme will be joined by a sextet of musicians.

Founded in 1965 in Sao Paulo by the teenage Baptistas and Rita Lee, who later married Arnaldo, the trio quickly became local television stars. "They're still kids, and they play astonishingly well -- and they know everything," producer-arranger Rogerio Duprat, who later served as their George Martin, remarked at the time. "It can't be true!"

Through Duprat's introduction, the band became involved in tropicalia, a burgeoning artistic movement formed in reaction to the military dictatorship that seized control of Brazil in a 1964 coup d'etat. The Mutantes' subsequent albums combined joyous mop-top harmonies, sound collages, orchestral flourishes and Brazilian rhythms.

"We were well-informed," says Sergio. The sons of a local politician/poet/tenor and a composer mother, the young Baptistas were exposed to an array of culture, from technology to popular American and British music. Perhaps not surprisingly, it was the Beatles who stuck.

"In 'Le Premier Bonheur Du Jour' [on 1968's Os Mutantes], we didn't know that you could reverse tapes," Sergio recalls. "We listened to the fffffft, fffffft, fffffft sounds that the Beatles had, and we wanted to do the same. So we got one of those manual insecticide pumps and filled it with water. We destroyed the fucking Neumann microphones." At their upcoming U.S. shows, he adds, "we're gonna play with the pumps!"

In December 1968, after passing an act that limited free speech in the media, the Brazilian government arrested and eventually exiled Caetano Veloso and Gilberto Gil, two of tropicalia's leading musicians. "We were always under threat of being kidnapped or being tortured," Baptista recalls. "It was very heavy. The reactions happened because . . . we were long-haired guys. We were playing guitars."

By the early 1970s, the government allowed Veloso and Gil to return, but drugs and chaos had taken a toll on the Mutantes. Rita Lee and Arnaldo broke up and soon left the band to pursue respective solo careers. Sergio continued under the Mutantes name until 1978. "I just couldn't change myself to become something that I wasn't," he explains. "I was a Mutante. So I kept on."

Rita Lee became one of Brazil's leading rock singers. Plagued by mental health problems, Arnaldo managed to record several solo albums, before severely injuring himself in 1982 escaping from a psychiatric hospital. Sergio continues to record, operating a studio in Sao Paulo, and lived in the United States for a time, working with former Roxy Music guitarist Phil Manzanera.

In 1993, the Mutantes famously rejected a personal request from Kurt Cobain to perform with Nirvana. Other hipster devotees, including David Byrne and Beck, will be happy to see them, now that they're finally performing Stateside. Beck purportedly named his 1998 album Mutations -- with its lead single, "Tropicalia" -- in tribute to Os Mutantes. And Byrne issued the pioneers' Everything Is Possible anthology on his own Luaka Bop label, which will be releasing an expanded edition this September. New music from the reformed group, Sergio suggests, may follow.

And it may be time for a tropicalia revival. Bread and Circuses, a Mutantes documentary, is in the works, and the Mutantes' May 22nd unveiling at London's Barbican Centre (with opening act Devendra Banhart guesting on Gilberto Gil's wild "Bat Macumba") was part of a season-long tropicalia retrospective.

"It's humbling," Sergio says of the attention. "You get the realization that all of this doesn't belong to you. Music is the language of the universe! I know I'm sounding hippie now, but it's great to see it happening. I'm dying to play." Os Mutantes dates:

7/21: New York, NY, Webster Hall
7/23: Los Angeles, Hollywood Bowl (with the Flaming Lips)
7/24: San Francisco, Fillmore Auditorium
7/26: Seattle, Moore Theatre
7/28: Denver, Cervantes Masterpiece Ballroom
7/30: Chicago, Pitchfork Music Festival

JESSE JARNOW

Posted Jul 20, 2006 3:28 PM



Escrito por Sérgio Dávila às 15h22
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Tem podcast de Piratas do Caribe 2

 

Se você ainda não ouviu, ouça aqui. Se já ouviu, ouça de novo depois de assistir ao filme, que estréia hoje no Brasil.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h32
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Syd Barrett

Os melhores necrológios são sempre os da Economist. O de Syd Barrett, publicado hoje, é uma poesia (em inglês):

 

TO THOSE who were young then, the late 1960s were the best thing since 1789. All that followed paled by comparison. This was the time of the Paris riots, with students hurling cobbles and the flics hurling tear-gas back; the first convulsions over the war in Vietnam; the Prague spring, quickly crushed by Soviet tanks; and everywhere the sense that the young, by sheer numbers, could overthrow the established order and make the world again.

If they failed to remake it, this was largely because they were out of it on one illegal substance or another. For many of them, the drug scene was a quick, soggy spliff behind the bike sheds, or a reverential division of a cake of greenish powder, washed down with a glass of Liebfraumilch and covered up with burning joss sticks. Yet at the highest levels of culture the new gods of rock music tripped on much more dangerous stuff, and sang about it. They did not find truth exactly, as much as yellow walruses, purple fields, kaleidoscopic skies and melting buildings, all of which were evoked in music and light shows so new and peculiar that the best way to appreciate them was by being prone and stoned yourself.

Syd Barrett was the very exemplar of this wild universe. As the leader of Pink Floyd, the highly successful psychedelic band that he christened in 1965, he wrote and sang of “lime and limpid green”, of Dan Dare, of gingerbread men and, in the band's first hit, “Arnold Layne”, of a transvestite who stole underwear from moonlit washing lines. His weird words and odd, simplistic melodies, sent through an echo-machine, seemed sometimes to be coming from outer space.

Yet there was also something quintessentially English and middle class about Mr Barrett. His songs contained the essence of Cambridge, his home town: bicycles, golden robes, meadows and the river. Startlingly, he sang his hallucinations in the perfect, almost prissy enunciation of the Home Counties. He made it possible to do rock in English rather than American, inspiring David Bowie among others. The band's first album, “The Piper at the Gates of Dawn” (1967), made Mr Barrett central, plaintively calling up the new age from some distant and precarious place.

Yet the songs were already tipping over into chaos, and by January 1968 Mr Barrett was unable to compose or, almost, to function. Dope, LSD and pills, consumed by the fistful, overwhelmed a psyche that was already fragile and could not bear the pressures of success. At concerts he would simply play the same note over and over, or stand still in a trance. If he played, no one knew where he was going, least of all himself. The band did not want to part with him, but could not cope with him; so he was left behind, or left them, enduring drug terrors in a cupboard under the stairs in his London flat. Casualties of “bad trips” usually recovered, with stark warnings for the unwary. Mr Barrett, famously, went on too many and never came back.

Friends, especially his Pink Floyd colleagues, tried to encourage him to resurrect his career. Their attempts were heartbreaking. At various times in 1968 and 1969 microphones were put in front of him and he was persuaded to sing and play. Cruelly, the recordings of his solo efforts, “The Madcap Laughs” and “Barrett” (both 1970), caught everything: the nervous coughs, the desperate riffling of pages, the cries of frustration (“Again? I'll do it again now?”), the numbers of takes. The sleeve of “Madcap” showed a naked girl in attendance—there had been any number of those—but Mr Barrett oblivious to her, his face masked by long hair and mascara, crouched shivering on the floor.

Cambridge, where he had learned to play banjo and had proudly covered his first guitar with mirror-discs, seemed the best place to retreat to. He went back to live in his mother's cellar, boarding up the windows, and returned to the painting for which he had trained at Camberwell School of Art. Ambushing journalists were told that his head was “irregular”, and that he was “full of dust and guitars”.

Mr Barrett was now the most famous recluse in British rock. Slight as his oeuvre had been, it proved impossible to forget. His death, from complications of diabetes, brought an outburst of regret from rock stars and fans who were still following him. Tom Stoppard's play “Rock 'n' Roll”, which was playing at the Royal Court when he died, made him a metaphor for revolutionary music: in 1968 a Pan-figure piping liberation, in the 1990s a tired, grey man spotted in a supermarket.


 

His band last saw him in 1975 as they recorded, in “Shine on you Crazy Diamond”, a tribute to him that sounded like yet more encouragement. (“Come on you raver, you seer of visions/Come on you painter, you piper, you prisoner, and shine.”) Mr Barrett wandered in, fat and shaven-headed and hardly recognisable. As his friends sang “You shone like the sun”, he seemed to laugh sarcastically. He stayed a while in the studio, and then went away.

On the recording, a guitar player drifting in space walks through a door and finds himself in a loud cocktail party. Managers and promoters come up and flatter him, cajole him into working for them, but at last he escapes again. This time, nobody can catch him.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h22
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A "guerra acidental", diz a Economist que acaba de sair

North America Issue Cover for Jul 22nd 2006

Reportagem aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h15
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Blogueiros são 12 milhões -nos EUA

 

Segundo pesquisa da Pew Internet & American Life Project, que acaba de ser divulgada:

* 8% dos usuários de Internet nos EUA --12 milhões de pessoas -- têm blog (isso dá 4% de toda a população do país)

* 39% dos usuários de Internet --57 milhões de pessoas-- lêem blog

* 37% dos blogs são diários pessoais

* 11% falam de política e governo

* 7% falam de entretenimento

* 6%, de esportes

* 5%, de notícias

* só 34% dos blogueiros acham que fazem jornalismo

* 54% dos blogueiros têm menos de 30 anos, e a quantidade de homens e mulheres é mais ou menos a mesma

* metade vive nos subúrbios, um terço nas cidades e 13% na zona rural

* 60% são brancos, 11%, afro-americanos, 19% sãi hispânicos qiue falam inglês e 10% se identificam como "outros"

* 52% dizem que blogam só para eles mesmos, não para os outros

* 52% dizem que blogam para "se expressar"; 50%, para ter "um registro pessoal"

Resumindo: o blogueiro norte-americano médio é branco, tem menos de 30 anos, mora no subúrbio, pode ser homem ou mulher, bloga por motivos pessoais e tem como assunto principal ele mesmo.

(a pesquisa, chamada “Bloggers: A Portrait of the Internet’s New Storytellers” ouviu 233 pessoas e 7.012 em duas ocasiões no ano passado; a margem de erro é de 7 pontos percentuais para a primeira e 3 pontos para a segunda)



Escrito por Sérgio Dávila às 13h08
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Mais Observer

O logo do Observer (leia nota abaixo). O site fica aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h56
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E a Macy's vira reality-show

 

Mais uma vítima do reality-show, a praga que atrasou o desenvolvimento mundial da televisão em pelo menos uma década: a loja de departamentos Macy's. “Unwrapping Macy’s" (desembrulhando a Macy's --sacou o trocadilho inteligente?) terá oito episódios de meia hora e estréia em setembro na WE (Women Entertainment). Deve durar uma temporada, se tanto.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h54
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Robert DeNiro NÃO comprará mais jornal

 

Fracassaram as negociações entre o ator Robert De Niro e o pessoal da Tribeca Enterprises e o jornal mais cool de Nova York, o "Observer". O jornal impresso em páginas cor-de-rosa continua à venda...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h52
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Por falar na reciclagem de Hollywood...

 

Livros viram filmes, jogos viram filmes, reportagens de revista viram filmes, até parques temáticos viram filmes. E filmes viram games. Tudo isso é notícia velha. Agora, filmes viram graphic-novels. Pelo menos é o que resultará da associação da Fox Comics, da Fox, com a editora HarperCollins. Primeiros títulos: “28 Days Later - The Aftermath”, que faz a ligação entre o filme homônimo e sua seqüência, "28 Weeks Later", e o terror “The Hills Have Eyes”. Já a WildStorm, um selo da DC Comics, que é da Warner, se junta à New Line Cinema para quadrinhos baseados nas cinesséries “Sexta-Feira 13" e “Nightmare on Elm Street”. A informação é do NYTimes.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h49
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Lembra do filme que lançou Sam Raimi?

 

Pois é, a trilogia "Evil Dead", que colocou o diretor de "Homem-Aranha" no mapa e contava com a colaboração dos irmãos Coen e com Bruce Campbell, o melhor pior ator de Hollywood, depois de Keanu Reeves, vai virar musical. Evil Dead - The Muscial estréia na Broadway no dia primeiro de novembro.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h44
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Conflito no Oriente Médio domina Time e Newsweek de hoje



Escrito por Sérgio Dávila às 13h17
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Coluna América de hoje...

 

...cresceu e virou a capa da Revista da Folha. Leia aqui a polêmica história do homem que ajudou a vencer a Ku Klux Klan:

(adianto abaixo uma das ótimas ilustrações de Renato Guedes, da DC Comics)



Escrito por Sérgio Dávila às 12h38
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Os Mutantes tocam em NY

 

Os Mutantes --ou três quintos do grupo, como diz Ben Pareles no NYTimes, sem Rita Lee, mas com Zelia Duncan-- se apresenta essa semana em Nova York. O texto:

OS MUTANTES (the Mutants) may well have been the strangest, funniest, most elaborate, most experimental and most omnivorous band to emerge during Brazil’s flowering of tropicalia in the late 1960’s. Their music could be as psychedelic as anything produced in the United States. With Brazil under a military dictatorship, avant-rockers there produced music that challenged the establishment less by blunt protest than through double-entendres and sheer bewilderment.

Os Mutantes, which started in São Paulo in 1966, when its members were teenagers, backed up and collaborated with songwriters like Caetano Veloso and Gilberto Gil. When the band showed up at a pop-song contest with electric guitars, it was booed. Its own songs mingled Brazil’s carnival music and bossa nova with fuzz-toned garage rock, honky-tonk piano and orchestral chamber-pop, juxtaposing finesse and disruption. Meanwhile, the lyrics layered irony upon irony. It’s no wonder that the band, which dissolved in 1978, has drawn latter-day fans like Beck and David Byrne. “The idea was to destroy all formulas,” the guitarist Sérgio Dias Baptista once explained.

Os Mutantes never performed in the United States. Mr. Baptista has now reunited three-fifths of the band: his brother Arnaldo on keyboards and the drummer Ronaldo Leme. The slyly dulcet singer, Rita Lee, left Os Mutantes in 1972, went on to her own career in Brazilian pop and unfortunately isn’t part of the reunion; her replacement is Zélia Duncan. Half a dozen additional musicians will be on hand to recreate songs that can sound like the Magical Mystery Tour getting hijacked to Brazil, with plenty of detours along the way. Friday at 7 p.m., Webster Hall, 125 East 11th Street, East Village, (212) 353-1600; $45 to $50.  



Escrito por Sérgio Dávila às 12h36
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