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Quem precisa de Harvard, pergunta a Time, desdenhando das universidades Ivy League e ignorando o último plano do terror, capa da Newsweek.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h56
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Fidel, 80

 

Hoje, Fidel Castro completa 80 anos. Esteve no comando de Cuba a maior parte de sua vida. Segundo cálculo do cubano Fabian Escalante, que teve por um tempo a interessante função de "manter Fidel vivo", durante essas quase cinco décadas de poder, seu líder sofreu 638 atentados. Ele diz que sabe do que está falando e tem certeza da conta que faz.

Pelo menos, foi o título que deu a seu livro, "638 Ways to Kill Castro" (638 Maneiras de Matar Castro), recém-lançado no Reino Unido, ainda inédito nos EUA e no Brasil. Pelo Freedom of Information Act (FOIA), lei norte-americana que garante o acesso de cidadãos comuns a certos tipos de documento classificado, a CIA, a agência de inteligência norte-americana, teve de assumir menos de uma dezena.

Entre os "oficiais", está o já clássico do charuto explosivo -nos bons tempos, o líder barbudo não passava sem um robusto, hábito que abandonou em 1985, por problemas de saúde, não de Estado (embora em Cuba ambas as questões se confundam). Aqui, há duas variantes: tanto o protótipo do tarugo que detonaria no rosto do cubano quanto o do envenenado foram tentados, mas nunca executados -os charutos suspeitos nem chegaram às mãos do comandante.

Segundo Brian Latell, que durante três décadas foi o especialista da agência encarregado de analisar a ilha, todas as tentativas aconteceram durante a administração do democrata John F. Kennedy (1961-1963). Não é bem assim, retruca Escalante em seu livro. Hoje aposentado, ele diz que teve participação ativa para frustrar boa parte deles.

Se verdadeiros, alguns são dignos não de filmes de James Bond, mas de Austin Powers:

o a agência norte-americana teria gasto tempo e dinheiro para achar um coral grande o suficiente para esconder explosivos, que seriam detonados quando Fidel fosse praticar o mergulho oceânico de que tanto gostava na juventude; para atraí-lo, os corais seriam pintados com cores chamativas;

o no dia em que Kennedy foi assassinado, um agente havia sido enviado a Paris com uma seringa contendo veneno. A idéia era aproveitar uma aparição pública de Fidel e injetar o líquido em seu pescoço, talvez com uma frase dita antes de ambos, executor e executado, morrerem: "Lembranças da baía dos Porcos! Morra, desgraçado!";

o e o meu preferido: uma ex-namorada do cubano foi contratada pela CIA para se reaproximar dele e levá-lo à cama. Em seu pote de creme facial, ela levava pílulas de veneno. A idéia era cansar o amante com jogos sexuais e depois, na hora do cochilo, enfiar as pílulas goela adentro. Tudo corre conforme o combinado, até a hora em que ela tenta o envenenamento. O homem desperta. Pega sua pistola e entrega nas mãos da amante, de maneira dramática:

- Se quiser me matar, pelo menos use um revólver!, grita ele.

Ela pega a arma, olha para ele, derruba no chão e desanda a chorar:

- Eu não consigo, Fidel, eu não consigo!

Novela das seis e filmes de espionagem à parte, Fidel Castro completa 80 anos hoje -ou completaria, escrevo essa coluna na quinta-feira. Por ele passaram dez presidentes norte-americanos. Cinco já morreram.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h22
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Kirsten Dunst na capa da Vogue como Maria Antonieta

Image: Kirsten Dunst

É o personagem histórico que ela interpreta no ainda inédito filme homônimo de Sofia Coppola

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h56
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Nos aeroportos...



Escrito por Sérgio Dávila às 19h15
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As outras capas, "históricas" -as mais antigas são fakes

PIERCE BROSNAN ''I never felt I had complete ownership over Bond... I'd look at myself in the suit and tie and think, What the heck am I doing here?'' Brosnan admitted to EW in 2005, after he'd been fired from the franchise he'd joined 10 years earlier.

TIMOTHY DALTON The Welshman was the late-'80s Bond, starring in The Living Daylights and License to Kill.

ROGER MOORE He's played Bond the most times — seven. His first outing: 1973's Live and Let Die.

GEORGE LAZENBY In 1969, when Connery was taking a break from 007, this Australian model stepped in for On Her Majesty's Secret Service. He only got to wear the tux once; Connery snatched it back for Diamonds Are Forever.

SEAN CONNERY Back in '63, Connery was starring in From Russia With Love, after kicking off the movie franchise a year earlier with Dr. No. He played the superspy on the big screen four more times.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h58
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O novo James Bond, na capa da EW de hoje

AND THE NEW GUY: DANIEL CRAIG ''There's no point in making this movie unless it's different,'' the first blond Bond told EW from the Casino Royale set. ''It'd be a waste of time unless we took Bond to a place he'd never been before.''

http://www.ew.com/ew/report/0,6115,1225354_1_0_,00.html



Escrito por Sérgio Dávila às 16h54
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Refilmagem de "Meninos do Brasil" - Mel Gibson como Mengele?

 

O complemento do título é sacanagem minha, mas no fato é que o trash-cult da sessão da tarde "Meninos do Brasil" (1978), baseado no trash-cult best-seller homônimo, com Gregory Peck e Laurence Olivier nos piores papéis de suas carreiras, em que Mengele desenvolve uma "fazenda" de criação de pequenos Hitlers no meio do mato brasileiro, vai ser refilmado. Quem dirige é Brett Ratner, do último X-Men. "O filme original era falho, mas com um conceito brilhante", disse Ratner à Variety. "Agora você não tem mais de gastar tempo explicando o conceito de clonagem como eles fizeram então." Nenhuma palavra de Mel Gibson até agora...

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h50
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O melhor filme de todos os tempos

 

Enquanto o mundo pega fogo, o foco se desviou um pouco da Coreia do Norte. Bom. Pelo menos deu tempo de Kim Jong Il terminar seu mais novo roteiro de cinema, Diario de Uma Jovem Estudante. O filme estreou na semana passada na capital do pais e vem enchendo salas, segundo a agencia oficial de noticias norte-coreana. "Ocupado como ele eh, com as contsantes viagens de inspecao das unidades das forcas armadas, ele achou tempo de ajudar a melhor o roteiro e a producao do que se tornou uma obra-prima de todos os tempos", diz o critico de cinema oficial.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h38
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Ta um cheiro de mato queimado...

 

Weeds, o melhor seriado da TV paga norte-americana hoje em dia, volta para sua segunda temporada nessa segunda. A personagem de Mary Louise-Parker, uma mae dos suburbios que decide vender maconha depois de o marido morrer de infarto e a deixar sem um tostao, esta sendo seguida pelo DEA? Ela, junto de seus amigos, vai vira uma poderosa chefona, como sugere a cena final da primeira temporada? Enquanto a serie nao estreia, a campanha publicitaria inova --pelo menos na Rolling Stone, que, leio, vai ter versao brasileira (teve uma pirata no comeco dos anos 70). A pagina que anuncia a volta da serie tem cheiro de patchouli --o perfume que, por decadas, foi sinonimo de maconha entre a molecada. O DEA, o orgao norte-americano que cuida de repressao a drogas, criticou o anuncio, via porta-voz. Nao pelos motivos que voce esta pensando. Acharam que ninguem de menos de 50 anos vai entender o patchouli. Isso e Weeds --uma serie que sofre critica artistica ate do porta-voz do DEA.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h10
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Perguntar nao ofende

 

Dos 19 sequestradores de 11 de Setembro, 14 eram da Arabia Saudita --pais aliado dos Estados Unidos. Dos supostos terroristas de ontem, a maioria vinha do Paquistao --outro importante aliado dos norte-americanos... Enquanto isso, o pais invade o Iraque, que ate entao nao tinha historico de terroristas ou homens-bomba prejudicando os EUA. Nao esta na hora de Bush e Condoleezza retomarem aquele curso de Politica Externa para iniciantes?

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h34
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Estamos todos amarelos

 

É o que informa a tabela do site do norte-americano Departamento de Segurança Nacional, abaixo:

Current Threat Level

Elevated

General threat level remains at ELEVATED (Yellow).

Threat Level Raised
for Aviation Sector

The United States Government has raised the nation’s threat level to SEVERE (Red), for commercial flights originating in the United Kingdom bound for the United States. In addition, the threat level for all commercial aviation operating in or destined for the United States has been raised to to HIGH (Orange).

Last update: August 10, 2006

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Escrito por Sérgio Dávila às 18h11
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O terror é pop?

 

Oficiais graduados do governo americano dizem que os supostos terroristas usariam Gatorade e iPod para detonar seus explosivos a bordo dos aviões. Gatorade e iPod? Há uma ironia globalizante aí que mereceria estudo...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h08
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Está no ar o podcast de World Trade Center

 

Acaba de entrar no ar o podcast com minha crítica de World Trade Center, filme de Oliver Stone sobre o 11 de Setembro que estreou ontem aqui e chega em setembro ao Brasil. Em resumo: é um bom filme, mas não é um bom filme de Oliver Stone. Ouça aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h09
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Mesmo assim...

 

...o blog põe no ar daqui a pouco o podcast com minha crítica a World Trade Center, de Oliver Stone. Aguarde mais uns minutos, sua ligação já será atendida e poderá ser gravada com propósito de treinamento.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h07
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Americanos não ligam para filmes sobre 11 de Setembro

 

Pelo menos é o que concluiu pesquisa do Instituto Gallup divulgada hoje aqui nos EUA. Segundo o levantamento, feito a pedido do jornal USA Today, um terço dos ouvidos dizem que estão "muito" (12%) ou "algo" (21%) interessados em ir ao cinema assistir a um longa metragem que lide com os fatos daquele dia. A maioria, 67%, diz que não sai de casa para ver filmes como "Vôo United 93" e "World Trade Center", o novo Oliver Stone, que estreou ontem aqui e chega ao Brasil em setembro.

Será porque a realidade é mais interessante, como mostram os eventos de hoje em Londres? Ou, dando o benefício da dúvida aos mais céticos, a realidade tal como mostrada pelas autoridades desde que começou a tal Guerra ao Terror é mais interessante que a ficção envolvendo tais eventos? A ver.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h05
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Editora brasileira lança ex-presidente do Irã

 

"Diálogo entre Civilizações - o Irã contemporâneo e o Ocidente", livro do ex-presidente iraniano Muhammad Khatami (1997-2005), tem sua primeira versão para o português. Uma chance de saber o que pensa um dos mais liberais presidentes que o Irã viu desde a Revolução Islâmica (1979), hoje colocado de escanteio pela chegada ao poder do ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h54
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Time e Newsweek de hoje

Os americanos se lembram que outra guerra no Oriente Médio ainda não foi ganha, na Time, e fazem a elegia antecipada de Billy Graham, na Newsweek.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h26
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O cartum



Escrito por Sérgio Dávila às 11h19
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Coluna América de hoje

Fidel Castro morreu, e seu corpo está no meio do salão de um funeral público. O primeiro da fila é o chanceler cubano Felipe Pérez Roque. Atrás dele espera Ricardo Alarcón, presidente da Assembléia Nacional (guarde esses dois nomes; você ainda vai ouvir falar muito deles). Felipe se inclina para perto do corpo. Minutos passam. Ricardo vai perdendo a paciência. Até que diz: "Felipito, o que você está esperando? Ele está morto!" E ouve a resposta: "Eu sei que ele está morto. Só não quero ser o primeiro a dar a notícia a ele".

Quem reproduz a piada, moeda corrente nas ruas de Havana, é o jornalista Jon Lee Anderson. O norte-americano, um dos 180 dos que ficamos em Bagdá durante a invasão norte-americana, passou algumas semanas no começo do ano em Cuba. Preparava a reportagem de dez páginas e 55 mil caracteres (20 vezes o tamanho desta coluna) que a revista semanal norte-americana "New Yorker" publicou há três domingos, a pretexto dos 80 anos do cubano, comemorados no próximo domingo. Bom para Anderson, pois seu texto ganhou urgência histórica, mas ruim para Anderson, que deixou Cuba há meses e já se encontra no Líbano, cobrindo outro conflito que não parece querer terminar.

A piada pode ser de mau gosto para alguns, mas serve para ilustrar o sentimento do cubano médio: a maior parte dos habitantes da ilha tem menos de 30 anos; quando nasceu, Fidel já estava no poder havia duas décadas. Aquele senhor com safáris e discursos intermináveis é tão presente na cultura local quanto o Papai Noel e sua lista de presentes aqui nos Estados Unidos, para ficar em outro barbudo simpático que não realiza tudo o que promete. Na última segunda-feira, esses jovens foram avisados que não só Papai Noel não existia como o homem que o interpretava está gravemente doente e pode não sobreviver (escrevo esta coluna na quinta-feira, quando Fidel continuava oficialmente internado).

O que acontecerá quando ele morrer ou deixar o poder ninguém sabe. Mas não estará totalmente errado quem imaginar que, dada a opção, essa maioria de jovens quererá mais tênis Nike, acesso à internet e celulares ultrafinos para batucar mensagens incompreensíveis com os dedões do que medicina gratuita, justiça social e a "unidade latino-americana". Cedo ou tarde, com mais ou menos sangue e grito, vão se integrar a uma geração globalizada cada vez mais desintegrada.

A saída de cena de Fidel, assim como a "camisetização" de Che Guevara antes, só confirma de vez a morte precoce de um sonho. Havia décadas que as ações de Fidel já negavam esse sonho, e mesmo Che só continua bem na foto porque teve o benefício da dúvida de viver menos que a obra. Há quem diga até que o sonho nunca existiu, ou já estava previsto e fazia parte da propaganda.

O que faz lembrar outra piada, dessa vez um cartum, publicado pela mesma "New Yorker" anos atrás. Nele, Che Guevara, o da camiseta, usa ele próprio uma camiseta. Na estampa, está Bart Simpson.


Escrito por Sérgio Dávila às 11h17
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WTC - o pôster

 

O filme estréia aqui no dia 9; no Brasil, em 29 de setembro.

World Trade Center Poster



Escrito por Sérgio Dávila às 23h09
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WTC - a primeira crítica

 

Rita Castro-Alves, minha principal colaboradora, assistiu à première de World Trade Center. O blog publica com exclusividade:

Premiere de "World Trade Center" em NY reabre temporada de pancadaria em Oliver Stone
 
Por Rita Castro-Alves
 
Oliver Stone, o ex-enfant terrible de Hollywood, autor e diretor de grandes clássicos como "O Expresso da Meia-Noite", que ele adaptou para o cinema em 1978, depois "Scarface", dirigido por Brian De Palma, depois "Platoon", seu primeiro longa de grande sucesso como diretor, "Nascido em 4 de Julho", "Wall Street", "The Doors", "JFK", "Natural Born Killers", "U-Turn" e tantos outros menos memoráveis, se lança às feras com uma visão intimista de um drama globalizado -- o ataque às torres gêmeas do World Trade Center.
 
O filme conta a história verídica de dois policiais da autoridade portuária (Nicolas Cage e Michael Pena -- o latino de "Crash") que ficaram presos sobre os escombros de uma das torres e foram resgatados com vida, contra todos os obstáculos, por outros policiais e um medonho ex-marine, que termina a missão dizendo "agora vou atrás de justiça", e se voluntaria para combater os inimigos (???) no Iraque. Enquanto isso, nos escombros, os dois policiais dão força um ao outro, enquanto suas famílias entram em pânico imaginando que ambos estão mortos. Um deles vê Jesus, o outro fala, len-ta-men-te o no-me de ca-da um de se-us qua-tro fi-lhos. Eles não têm idéia do que está acontecendo, não podem mover um músculo, e tudo é pó, pedaços de parede, metais, bolas de fogo e corpos de colegas e desconhecidos ao seu redor. Uma história comovente para um filme de resgate. Bem menos excitante que qualquer episódio de "24" e imensamente menos informativo que o longa "United 93", que também deixa muito a desejar.
 
Não funciona, não é isso que se espera do primeiro filme de grande porte que tem como tema central os acontecimentos em Nova York de 11 de setembro de 2001. Os tablóides da cidade caíram matando, dizendo que é cedo demais para ganhar dinheiro em cima de uma tragédia tão recente. Argumento duvidoso, já que os próprios tablóides duplicaram, triplicaram as vendas durante os dias seguintes à tragédia. O problema é não ser bom, o resto é bobagem, afinal ninguém é obrigado a ir ao cinema se o tema do filme pode incomodar, é para isso que serve a TV a cabo e o controle remoto, não é mesmo?
 
O fato é que ligar o nome de um diretor conhecido por ser um grande fuçador de fatos escondidos e um acontecimento histórico tão polêmico e cinematográfico fez com que o mundo inteiro (pelo menos eu) imaginasse que, primeiro, ele ia realmente a fundo na história e ia fazer como os descobridores de tesouros de "Titanic" no começo do filme de James Cameron -- explicar nos míííííínimos detalhes o que, como, por que, exatamente, as duas torres desabaram. O que aconteceu nos andares que foram diretamente atingidos pelos dois aviões? E os andares que estavam acima deles? E os imediatamente abaixo? Há milhares de relatos de telefonemas e falhas de comunicação entre a polícia, os bombeiros e os que simplesmente apareceram querendo ajudar e muito mais atrapalharam do que qualquer coisa (O livro "102 Minutes", escrito pelos jornalistas Jim Dwyer e Kevin Flynn, dá uma boa idéia).
 
As ordens para evacuar as duas torres foram canceladas várias vezes, e muitos dos que estavam nos prédios imaginavam que seria mais seguro ficar lá e esperar socorro do que sair correndo e enfrentar o pânico das escadas de incêndio lotadas, de centenas de andares e às escuras. Os prédios tinham escadas de incêndio mal-planejadas, insuficientes para o número de escritórios que as torres abrigavam. Os projetistas do World Trade Center diminuíram a largura das escadas de emergência para poder ter mais espaço de escritório e lucrar mais de aluguel. Oliver Stone, o bad boy de Hollywood, não ia deixar escapar essa chance de ouro de cutucar com vara curta a onça da ganância dos capitalistas.
 
E segundo, não seria bem Oliver Stone, o diretor de "JFK", que desenvolvia a tese da grande conspiração que culminou com o assassinato do presidente americano Jack Kennedy em 1963, dos filmes ultracríticos sobre a Guerra do Vietnã (da qual ele participou como soldado, já que na época estava no Exército), "Platoon" e "Nascido em 4 de Julho", que não teria uma posição política no evento que foi o marco zero de pelo menos duas guerras -- a do Afeganistão e do Iraque, certo? Tudo bem que ele leva bem mais que 4 anos para formar uma posição política firme sobre os fatos históricos que decide mostrar em seus filmes (no caso do Vietnã, seus filmes foram feitos pelo menos 11 anos depois do fim da guerra, em 1975; no caso do assassinato do presidente, 28 anos, e no caso de "Alexandre, o Grande", milhares de anos), mas logo ele, que em seu tempo livre decidiu fazer um documentário sobre Fidel Castro, "Comandante", de 2003, depois outro para a TV sobre o mesmo tema, chamado "Looking For Fidel", e que diz o que pensa sobre os males do capitalismo e os problemas dos Estados Unidos, logo ele?
 
Oliver Stone amarelou, é a única conclusão. Levou tanta, mas tanta pancada por causa de seus últimos filmes, em especial o desastroso "Alexandre", que resolveu ficar no muro dessa vez. Se depender de mim, está aberta de novo a temporada de caça à carteirinha de diretor do cineasta. Pau nele! 


Escrito por Sérgio Dávila às 23h07
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Economist de hoje

North America Issue Cover for Aug 5th 2006

http://www.economist.com/opinion/displayStory.cfm?Story_ID=E1_SNVNJDS

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h01
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Olha os americanos falando besteira da tríplice fronteira de novo...

 

Deu no Washington Post de hoje.

Paraguayan Smuggling Crossroads Scrutinized
Tri-Border Region Seen as Hub for Aid To Radical Groups

By Monte Reel
Washington Post Foreign Service
Thursday, August 3, 2006; A16

CIUDAD DEL ESTE, Paraguay -- For years, this region -- where the boundaries of Paraguay, Brazil and Argentina converge -- has been considered a teeming stew of globalization's more unseemly byproducts. Much of the trade that crosses the borders, officials say, is illegitimate. The region is full of smuggled goods and laundered money.

Now U.S. officials are launching a broad series of new measures aimed at uncovering money-laundering rings that they believe are funding Hezbollah and other radical groups.

"I am highly confident that's the case," said Daniel Glaser, deputy assistant treasury secretary for terrorist financing and financial crimes. "We believe there is evidence."

The U.S. government's efforts to uncover money laundering by groups linked to terrorism depends largely on the work of local officials. But a scene stumbled upon in the darkness last week hinted at some of the challenges that U.S. and local officials face.

On a bridge connecting Paraguay and Brazil, Paraguayan border officials were sitting at tables in the dark, using flashlights to check the passports of a tiny fraction of those who crossed, perhaps one in 20 drivers, according to an informal count.

At the same time, a short distance upstream, two small boats slipped across the water. The boats carried nearly 1,400 pounds of marijuana, bound tightly in bricks of packing tape and stuffed into cardboard boxes. The only reason Paraguayan federal agent Maria Adelaida Vasquez found out about the marijuana was that two officers from the federal prosecutors' office coincidentally were in the neighborhood where the boats landed.

"We're not in a position to wage a battle against this kind of enterprise," said Vasquez, who said money laundering and other illegal financial transactions are increasingly intertwined with the narcotics trade. "The criminals are on the vanguard of technology, and we don't even have access to the Internet in our offices. If we have cellphones, it's because we buy them with our own money."

The 20 Paraguayan prosecutors in the region have two trucks available to use. Vasquez just happened to have access to one the other day, and she was able to arrest eight people involved in the transit of the marijuana. Catching them was pure luck, she suggested.

U.S. Treasury officials have held workshops in the region to encourage more banking sector involvement in regional efforts against money laundering. The Department of Homeland Security's immigration office last week sent a team to Argentina to implement a "trade-transparency unit" -- a team that will collect and analyze trade data and search for irregularities that could suggest money laundering -- and will equip a similar unit in Paraguay in September.

Meanwhile, the State Department this year helped draft stricter anti-money-laundering legislation that was passed by Argentina's congress. The U.S. Embassy's legal adviser in Asuncion, Paraguay has held training courses during the past year for investigators and prosecutors in charge of combating possible terrorism links, according to the Justice Department.

Glaser said it is the links to Hezbollah and other radical groups that "concern us most."

U.S. officials cite a smuggling case in March in which 19 people were charged in Detroit for allegedly operating an international ring that illegally moved cigarettes through Paraguay and Brazil. The indictment alleged that profits were funneled to Hezbollah.

Additionally, in 2004 U.S. officials designated a businessman operating in Ciudad del Este a terrorist, saying he was a Hezbollah treasurer. The man, Assad Ahmad Barakat, operated a successful import-export business as a front for Hezbollah cells, the Treasury Department alleged.

Despite those charges, local prosecutors said that compiling evidence for such cases continues to be exceedingly difficult because they can't get close to the large Arab immigrant community that resides in the tri-border area, a group that numbers about 30,000 and that U.S. officials believe includes a minority of merchants who are financing groups involved with terrorism.

Neither local police nor prosecutors have a single Arabic speaker or translator, officials here said, fueling a climate rich in suspicion but lacking in evidence.

"They speak only their own language and they don't let others into that world," said Vasquez. "We suspect they are getting more involved in narco-trafficking, but it's difficult to really know because they are so closed off from us."

Samir Jebai, a Lebanese immigrant who is one of this city's most prominent businessmen, said that description doesn't fit him.

He is thoroughly connected as head of a prominent business association and has contacts in the highest levels of Paraguay's government. In addition, according to a Congressional Research Service report, his brother-in-law was among those arrested as part of Barakat's ring.

Jebai said that some years ago, when he decided it was time to help his adopted country, he called then-Education Minister Nicanor Duarte -- now Paraguay's president -- and told him he was going to build schools for the poor.

Jebai, who deals in watches, said he has been falsely labeled a terrorist in the local media, which he considers a libelous charge circulated by his commercial competitors. The suspicions of money laundering, he said, are exaggerated, and he offered an alternative explanation for the undocumented transfer of large amounts of cash: tax evasion.

In ordering a shipment of $200,000 worth of goods, he said, an importer might create a counterfeit invoice valuing the shipment at $50,000 to pay fewer duties. Then when the supplier was paid, investigators would find that $150,000 remained unaccounted for. It was a widespread practice until about six months ago, he said, before officials began more extensive checks of importers' invoices.

"Before, there was a lot more bribery with officials to avoid paying taxes," said Jebai, who also said he has seen a massive drop-off in counterfeit goods in recent years. "And the counterfeit products have disappeared 90 percent. Maybe 95 percent."

A trip to one of two warehouses where agents collect three to four tons of confiscated goods from the markets each week offers an instant corrective to that notion. The cardboard boxes are bursting open with pirated CDs and DVDs, PlayStation games, shoes, Hello Kitty dolls and watches. The air smells like tobacco, from thousands of cartons of phony Marlboros.

To get to his waiting truck from the warehouse last week, federal prosecutor Jorge Moura had to climb over disorderly boxes of CDs cluttering a doorway. On the road outside, he spotted a Mercedes-Benz, which he said reminded him of one of the biggest obstacles standing in the way of the current crackdown on trade-related crimes here.

"I can't afford a Mercedes on my income, because it's only about $700 a month," he said, nodding toward the car. "But there are a lot of people around here who can. In every sector. They are getting a lot of extra income."

© 2006 The Washington Post Company
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Escrito por Sérgio Dávila às 15h18
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A Guerra Acabou - Parte 2

 

Os autores de novo documentário sobre John Lennon pretendem usar o mesmo outdoor que o ex-Beatle e sua mulher, Yoko Ono, espalharam em 11 cidades dos EUA em 1969. Dizia, em letras garrafais? War is Over! (a guerra em questão era a do Vietnã). E em letras menores: (if you want it). "The US vs John lennon"estréia por aqui dia 15 de setembro e mostra a vtransformação do músico em ativista pacifista e a conseqüente perseguição que sofreu por parte do governo federal então.

Os autores do filme são David Leaf e John Scheinfeld.

O outdoor original



Escrito por Sérgio Dávila às 10h50
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Scoop - eu vi

Os jornais deveriam ter críticos-setoristas. Um escreveria apenas resenhas de shows de João Gilberto. Outro, de filmes de Woody Allen. Eu me candidataria ao posto dos dois, pois seria um dos trabalhos mais prazerosos do mundo. Gilberto e Allen têm mais em comum do que se imagina. Há pelo menos quatro décadas fazem a mesma música e o mesmo filme. São variações geniais e geniosas sobre o mesmo tema.
No caso do cineasta nova-iorquino, cujo 36º longa estreou nos EUA no último fim de semana, variações freqüentemente bem-humoradas, às vezes sérias, muito de vez em quando nem tão bem-sucedidas, sobre crimes, castigos e a culpa judaico-cristã.
O tema está presente neste "Scoop" ("furo de reportagem", no jargão jornalístico inglês), um dos bons representantes da parte "cômica" de sua obra, que lembra muito "O Escorpião de Jade" (2001), principalmente no personagem recorrente do mágico, e "Trapaceiros" (2000), no do sujeito simples, mas habilidoso, que tenta se encaixar na sociedade.
Desta vez, Allen encarna ambos papéis em um só, como o decadente Splandini, na verdade o mágico Sid Waterman, do Brooklyn, que apresenta o mesmo espetáculo noite após noite numa casa em Londres. Um dia, chama como voluntária para seu número de "desaparição" a ambiciosa estudante de jornalismo Sondra Pransky (Scarlett Johansson), toda bunda, peitos e vontade de aprender, nenhum talento.
Enquanto está na cabine, ela recebe a visita de um grande jornalista que acaba de morrer (Ian McShane), que recebeu uma dica de um furo de reportagem no além, enquanto está sendo levado com outros mortos pela Morte, num barco wagneriano: Peter Lyman (Hugh Jackman), filho de um nobre, pode ser o terrível Serial Killer das Cartas de Tarô. Sondra e Sid tentam descobrir a história.
Eis o pano de fundo para que o diretor desfie suas inquietações, embalado por frases que deixam a platéia com um sorriso no lábio. Sobre Londres: "Eu moraria aqui, não fosse a barreira da linguagem". Sobre otimismo: "Sou dos que pensam que o copo está metade cheio.
De veneno". Tentando se passar por jornalista: "Sabe "Todos os Homens do Presidente'? Sou o mais baixo".
E tem, é claro, o "fator Scarlett", por quem o diretor está obviamente apaixonado, e você entenderá o motivo. Há poucas maneiras mais agradáveis de passar 96 minutos no cinema.


Escrito por Sérgio Dávila às 12h58
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