EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

Leia mais

  





01/02/2010 a 15/02/2010
16/01/2010 a 31/01/2010
01/01/2010 a 15/01/2010
16/12/2009 a 31/12/2009
01/12/2009 a 15/12/2009
16/11/2009 a 30/11/2009
01/11/2009 a 15/11/2009
16/10/2009 a 31/10/2009
01/10/2009 a 15/10/2009
16/09/2009 a 30/09/2009
01/09/2009 a 15/09/2009
16/08/2009 a 31/08/2009
01/08/2009 a 15/08/2009
16/07/2009 a 31/07/2009
01/07/2009 a 15/07/2009
16/06/2009 a 30/06/2009
01/06/2009 a 15/06/2009
16/05/2009 a 31/05/2009
01/05/2009 a 15/05/2009
16/04/2009 a 30/04/2009
01/04/2009 a 15/04/2009
16/03/2009 a 31/03/2009
01/03/2009 a 15/03/2009
16/02/2009 a 28/02/2009
01/02/2009 a 15/02/2009
16/01/2009 a 31/01/2009
01/01/2009 a 15/01/2009
16/12/2008 a 31/12/2008
01/12/2008 a 15/12/2008
16/11/2008 a 30/11/2008
01/11/2008 a 15/11/2008
16/10/2008 a 31/10/2008
01/10/2008 a 15/10/2008
16/09/2008 a 30/09/2008
01/09/2008 a 15/09/2008
16/08/2008 a 31/08/2008
01/08/2008 a 15/08/2008
16/07/2008 a 31/07/2008
01/07/2008 a 15/07/2008
16/06/2008 a 30/06/2008
01/06/2008 a 15/06/2008
16/05/2008 a 31/05/2008
01/05/2008 a 15/05/2008
16/04/2008 a 30/04/2008
01/04/2008 a 15/04/2008
16/03/2008 a 31/03/2008
01/03/2008 a 15/03/2008
16/02/2008 a 29/02/2008
01/02/2008 a 15/02/2008
16/01/2008 a 31/01/2008
01/01/2008 a 15/01/2008
16/12/2007 a 31/12/2007
01/12/2007 a 15/12/2007
16/11/2007 a 30/11/2007
01/11/2007 a 15/11/2007
16/10/2007 a 31/10/2007
01/10/2007 a 15/10/2007
16/09/2007 a 30/09/2007
01/09/2007 a 15/09/2007
16/08/2007 a 31/08/2007
01/08/2007 a 15/08/2007
16/07/2007 a 31/07/2007
01/07/2007 a 15/07/2007
16/06/2007 a 30/06/2007
01/06/2007 a 15/06/2007
16/05/2007 a 31/05/2007
01/05/2007 a 15/05/2007
16/04/2007 a 30/04/2007
01/04/2007 a 15/04/2007
16/03/2007 a 31/03/2007
01/03/2007 a 15/03/2007
16/02/2007 a 28/02/2007
01/02/2007 a 15/02/2007
16/01/2007 a 31/01/2007
01/01/2007 a 15/01/2007
01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005

VOTAÇÃO
Dê uma nota para meu blog




De todos os meios escolhidos para "relembrar", "homenagear", "esclarecer" os ataques de 11 de setembro de 2001 e suas conseqüências, nenhum produziu tanto material de qualidade quanto o livro. Os filmes até hoje são decepções - artísticas e de bilheteria. Há uma ou outra peça interessante, assim como telefilmes, documentários e CDs.
É na literatura, porém, que o evento histórico vem ganhando seu melhor registro. Mesmo autores consagrados como John Updike e o britânico Ian McEwan se arriscaram em boas ficções sobre o tema, com respectivamente "Terrorist" e "Sábado". Mas é a partir do importante "102 Minutos", que Jim Dwyer e Kevin Flynn lançaram em 2004, que as investigações jornalísticas sobre os eventos que levaram àquela manhã e a ela se seguiram alçaram novo patamar de qualidade.
Na esteira das homenagens, centenas de títulos chegaram às livrarias. Os melhores são "The Looming Tower - Al-Qaeda and The Road to 9/11", de Lawrence Wright, em quinto na lista dos mais vendidos de não-ficção do "The New York Times"; "Fiasco -The American Military Adventure in Iraq", de Thomas E. Ricks (2º lugar); e "The One Percent Doctrine -Deep Inside America's Pursuit in its Enemies since 9/11", de Ron Suskind (13º).
O primeiro, cujo título pode ser lido tanto como "a torre refletida" quanto como "a torre distorcida", é obra de cinco anos de pesquisas e entrevistas do jornalista da "New Yorker" e vale a leitura por ser um dos raros que faz uma espécie de autocrítica coletiva, ao perguntar-se e tentar responder por que os EUA foram afinal os escolhidos como alvo. Termina com a queda das torres, que é onde começa "Fiasco", no qual o veterano correspondente do Pentágono do "The Washington Post" parte do encontro entre George W. Bush, Donald Rumsfeld e Paul Wolfowitz já nas horas seguintes à queda das torres para detalhar o que seria a invasão do Iraque.
Por fim, Suskind, ex-"Wall Street Journal", usa o acesso quase irrestrito que teve ao ex-diretor da CIA George Tenet para dar a dimensão da relação entre Bush e seu vice, Dick Cheney, e como ela marcou o que seria a chamada "guerra ao terror", deflagrada naquela manhã. É de Cheney, aliás, a tal "doutrina do 1%", segundo a qual qualquer ameaça terrorista, mesmo que tenha 1% de chance de ocorrer, deve ser tratada como real.



Escrito por Sérgio Dávila às 08h20
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

11.9 vira HQ

 

"WHOOM!" Esse foi o barulho feito pelo vôo United 175, às 9h03 de 11 de setembro de 2001, ao atingir a Torre Sul do World Trade Center. "BLAMM!" Eis o vôo American 77 caindo no Pentágono às 9h37 do mesmo dia. Ao menos, é assim que o autor Sid Jacobson e o desenhista Ernie Colón o imaginaram na versão em quadrinhos do "9/ 11 Report", o Relatório 11 de Setembro, que acaba de sair nos EUA.

Quando a Comissão Nacional de Ataques Terroristas nos Estados Unidos, também conhecida como 9/11 Comission, foi criada por lei do Congresso norte-americano, no fim de 2002, seu objetivo era "apurar todos os dados disponíveis" sobre o ataque daquele dia, que completa cinco anos no mês que vem, e colocá-los à disposição do público, de maneira "simples e objetiva".
O primeiro resultado foi um livro de 568 páginas, lançado em 22 de julho de 2004, que logo entrou para a lista dos best-sellers americanos.
Nele, o republicano Thomas H. Kean, ex-governador de Nova Jersey, e o democrata conservador Lee H. Hamilton, presidente do Woodrow Wilson International Center, alinhavam as conclusões da comissão bipartidária, em que não faltam críticas à desorganização do governo federal na reação inicial ao ataque.
As críticas estão também na versão para os quadrinhos, reduzida para 128 páginas.
Em uma passagem, o livreto relembra que o presidente e principais assessores só foram informados do que acontecia pela CNN. Em outra, na reunião de emergência conduzida pelo vice-presidente, Dick Cheney, perto das 10h daquele dia, faltam membros de agências federais cuja ausência se provaria letal nas próximas horas.

Nova geração
O objetivo do lançamento, dizem Kean e Hamilton no prefácio, é "chamar a atenção do trabalho da Comissão para uma nova geração de leitores".
Não é a primeira vez que entidades governamentais usam quadrinhos para atingir diferentes públicos nem é a primeira "graphic novel" sobre o assunto (Art Spiegelman, Prêmio Pulitzer de 1992 por "Maus", lançou em 2004 "In the Shadows of No Towers").
Mas é o primeiro relatório federal norte-americano a ganhar esse tratamento.
A idéia inicial foi de dois veteranos do mundo da HQ, Colón e Jacobson, ambos na casa dos 70, com passagens pelas duas principais editoras do gênero, Marvel e DC, e criadores ou co-criadores de clássicos ingênuos desse universo, como os personagens Riquinho e o fantasma Gasparzinho.
"Não é uma dramatização", disse Jacobson a jornalistas na semana passada, quando visitou o Ground Zero em Nova York pela primeira vez desde o ataque. "É uma história de investigação. É jornalismo gráfico", diz, fazendo trocadilho com a expressão "graphic novel", romance gráfico, utilizada pelo mercado para quadrinhos de temática séria e mais recursos gráficos.
Já Colón revela que trabalhou a partir de fotos ou imagens históricas do acontecimento em suas ilustrações.
Os dois são felizes ao utilizar recursos gráficos que tornam a história toda mais compreensível, como uma linha do tempo inicial.
Ainda assim, há alguns erros históricos grosseiros, como chamar de "árabes", termo generalizante, os seqüestradores sauditas, ou mostrar Osama bin Laden brandindo uma cimitarra em pleno Afeganistão de 1980.

Filão editorial
Já Thomas H. Kean e Lee H. Hamilton, os relatores originais, acabam de lançar Without Precedent - The Inside Story of the 9/11 Commission".
No livro, revelam que não tiveram todo o acesso que pediram aos documentos sob guarda do governo Bush e que se sentiram pressionados para não questionar muito duramente a atuação no episódio do então prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, hoje considerada falha.
A administração Bush nega as pressões narradas no livro e não comentou a adaptação do relatório.



Escrito por Sérgio Dávila às 08h16
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Aliás, fica lançado...

 

...o movimento dos constrói-quarteiráo.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 04h26
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Michel Gondry

 

Ou;a uma excelente entrevista com o diretor Michel Gondry que a Salon fez, em que o criativo diretor fala de "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", claro, mas também de um dos filmes mais esperados do ano --pelo menos pela comunidade constrói-quarteirão-- "The Science of Sleep", cujo still de Gael García Bernal de mãos gigantes já é conhecido.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 04h24
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coppola em crise - final

"Saigon. Merda." As duas primeiras palavras do filme "Apocalypse Now" (1979), assim como suas primeiras cenas, de árvores de uma aldeia atingidas por Napalm, remetem imediatamente ao momento pelo qual os EUA passam, com milhares de soldados perdidos no meio de uma guerra civil no Iraque e perdendo uma batalha que parecia ganha no Afeganistão.
No lançamento de edição especial do DVD, Coppola comparou guerras, as de hoje e a que ele filmou. "Todo filme de guerra é um filme antiguerra, pois descreve incidentes horríveis e o mais profundo de todos, a morte de uma pessoa jovem", disse à revista "Time".
De novo, o tema da juventude literalmente perdida, que ele explora em suas entradas no blog e já explorava na cena final de "O Poderoso Chefão 3" (1990) -seu último grande filme, junto com "Drácula" (1992)-, em que a personagem de Sofia Coppola, filha do diretor e, no filme, filha de Michael Corleone (Al Pacino), é morta diante do pai.
Contra sua própria guerra interior, alimentada por drogas que eram usadas aos quilos no set de "Apocalypse" (ele enfim disse quais, "thai sticks", cigarros tailandeses "batizados" com maconha) e pela pressão do estúdio, o diretor disse na coletiva de Los Angeles que carregava uma cópia de "O Coração das Trevas" (1902), de Joseph Conrad, em seu bolso, uma das inspirações do roteiro do filme.
"O livro virou minha "bíblia" de diretor enquanto eu via meu próprio filme mudar de forma durante a filmagem", disse. "Eu estava em pânico."

O diretor em locação em Bucareste



Escrito por Sérgio Dávila às 14h32
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coppola em crise - 2

Tenho pensado que o único jeito lógico de lidar com esse dilema é se tornar jovem de novo, esquecer tudo o que eu sei e tentar ter a cabeça de um estudante. Reinventar-me esquecendo completamente que eu tive uma carreira no cinema. Certamente, uma das vantagens da "juventude" é a ignorância, saber tão pouco a ponto de ser destemido. A falta de medo é parente da inovação, enquanto a experiência pode ser parente do medo. Depois que você caiu da árvore, sentiu a dor dos joelhos arranhados e sofreu a vergonha do ridículo é muito mais difícil ser ousado

FRANCIS FORD COPPOLA
no site de seu novo filme, "Youth Without Youth"


Escrito por Sérgio Dávila às 14h31
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coppola em crise

"O que está faltando? Qual pode ser a razão para a mesma pessoa, mais tarde na vida, ser incapaz de competir consigo mesma quando era um jovem artista? Há algo mesmo faltando, ou a resposta é simples: que a cada pessoa é dada apenas uma ou duas idéias que realmente valem a pena, como duas flechas num coldre?"
O autor das inquietações acima, colocadas na forma de três entradas de texto num blog, é Francis Ford Coppola. O mesmo que dirigiu a trilogia "O Poderoso Chefão" (1972-1990), que definiria no imaginário coletivo o conceito de "família real" do crime. O mesmo que criou o drama-de-guerra-para-acabar-com-todos-os-dramas-de-guerra, o épico "Apocalypse Now" (1979). O mesmo que ganhou cinco Oscars.
Depois de 1997, após dirigir dois filmes medíocres ("Jack" e "O Homem que Fazia Chover"), o cineasta guardou a câmera no bolso e se recolheu. Desde então, se dedica mais à sua vinícola no Vale do Napa, no norte da Califórnia, uma das cinco maiores dos EUA, e aos seus dois hotéis-butique em Belize, na América Central, embora sua produtora, a American Zoetrope, continue envolvida em diversos projetos.
Mas, por onde anda Coppola, o diretor? Principalmente, por onde anda Coppola, o grande diretor?
"Tenho pensado no que parece ser um padrão: artistas que se destacam quando são jovens e então nunca mais conseguem atingir aqueles níveis de novo. Há muitos exemplos, especialmente na literatura, no teatro e, é claro, no cinema", escreve ele, em outra entrada. O cineasta, que tinha 32 anos ao fazer o primeiro "Chefão", cita Tennessee Williams, Norman Mailer e J. D. Salinger como exemplos.
"Muitos artistas alcançam o que parece ser o auge de suas carreiras quando são muito novos e, embora tentem com esforço, percebem que, aos olhos dos críticos, de seus leitores ou espectadores e talvez até mesmo aos próprios olhos, nunca alcançam ou superam o trabalho de sua juventude", continua. Há uma saída?
"Tenho pensado que o único jeito lógico de lidar com esse dilema é se tornar jovem de novo, esquecer tudo o que eu sei e tentar ter a cabeça de um estudante", escreve. "Reinventar-me esquecendo completamente que eu tive uma carreira no cinema; em vez disso, sonhar em ter uma." Pois é o que ele pretende fazer com "Youth without Youth" (juventude sem juventude), seu primeiro longa em uma década.
Na semana passada, o diretor se encontrou com 600 estudantes da Universidade da Califórnia, fãs e alguns jornalistas em Los Angeles. A ocasião era o lançamento do pacote de DVDs "Apocalypse Now - The Complete Dossier". Aproveitou para dizer em que pé anda o novo longa. Baseado no conto homônimo do escritor romeno Mircea Eliade (1907-1986), avança pela 2ª Guerra ao contar a história de um professor (Bruno Ganz), que, eletrocutado por um raio, volta à juventude.
Coppola contou que ficou anos se debatendo com um projeto de orçamento altíssimo -a refilmagem de "Metrópolis", o clássico de Fritz Lang de 1927- mas que finalmente desistiu ao ver sua filha, Sofia, 35, fazendo filmes como "Encontros e Desencontros" (2003), criativos e baratos. Resolveu então ele mesmo se reinventar e pensar "com a cabeça de um estudante", como escreve nos três textos nos diários de produção do filme.
Daí a idéia do longa de baixo orçamento (US$ 5 milhões), todo feito na Romênia em tecnologia digital. "Em quatro anos, ninguém mais vai estar filmando em celulóide", previu no encontro de Los Angeles. Agora, ele volta a Bucareste para terminar a montagem de "Youth", fazer mais dois ou três planos e diminuir a duração (atualmente, 2h46). De lá, só volta com o filme pronto, o que deve acontecer até dezembro.
O que ele fará a seguir? Já escreveu 40 páginas de um roteiro original, mas acha que não tem talento para a profissão (roteirista). Odiou o videogame baseado na trilogia "O Poderoso Chefão" e odiou ainda mais o fato de só ter sido avisado quando o jogo já estava pronto. "Nunca mais ouvi falar, acho que foi um fracasso e espero mesmo que tenha sido."
Por fim, deu seu conselho... à juventude. "Construam algo a partir do que fizeram as pessoas que vieram antes de vocês. Eles viveram para que vocês possam fazer uso da experiência, e os que virão depois de vocês farão uso da sua experiência." Isso, disse Coppola, 67, "é imortalidade".


Escrito por Sérgio Dávila às 14h29
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Vale ouvir

 

"Canon", a música clássica preferida de 11 em dez publicitários do mundo, faz de um anônimo estrela do YouTube. Vale a pena ouvir.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h42
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Como nasceram as estrelas, pergunta a Time de hoje

 

220_CNN.jpg

E a Newsweek ecoa, falando do novo sistema solar, depois do rebaixamento de Plutão para a série B.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h31
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coluna América de hoje

O anúncio está no canal de TV paga Discovery e lembra os psicodélicos dos anos 60 e 70. É uma mistura daquele da rádio Excelsior (esse é para os maiores de 30), quando mudou sua freqüência AM de 670 para 780, com os desenhos de "Yellow Submarine" (1968), dos Beatles. Você é levado para um mundo de redes, matemáticos, decifradores de códigos, tudo ciceroneado por um inseto voador. No final, a pergunta, algo como:

- Você quer fazer parte da CIA?

A agência de inteligência norte-americana vem sofrendo severas críticas desde a bola nas costas que tomou no 11 de Setembro. Tenta se reinventar há cinco anos, contratando mais jovens e, principalmente, pessoas que não só falem a língua como entendam a cultura árabe. Mesmo com o aviso de que "cidadania americana é necessária", dito em voz baixa e grave no final do anúncio como nas propagandas de remédio, eu me arrisquei no teste. Todo jornalista é uma espécie de agente da CIA que, como Luke Skywalker, não passou para o Lado Negro da Força.

No site, você dá de cara com um mapa-múndi e a frase: "Na CIA, os desafios atuais das rápidas mudanças globais representam oportunidades para excelentes carreiras. Nossa missão de inteligência é o trabalho de uma nação, e o nosso sucesso depende de uma rede de profissionais espalhada pelo mundo". Aí, um link para um teste de múltipla escolha:

"Qual atividade você gostaria que fizesse parte de sua missão?
:: Escalar montanhas
:: Participar de um jantar de alta gastronomia
:: Navegar na internet
:: Fazer compras na Rodeo Drive (a Oscar Freire de Beverly Hills)
:: Ler um best-seller".

Ou: "Que tipo de transporte prefere?
:: Balão de ar quente
:: Carro esportivo anfíbio
:: Cavalo e charrete
:: Submarino
:: Propulsão a jato particular".

Ou ainda: "Qual superpoder gostaria de ter?
:: Habilidade de voar
:: Visão de raio-X
:: Força biônica
:: Percepção extra-sensorial
:: Invisibilidade".

Enquanto você responde aos testes, o site derruba cinco mitos sobre a CIA, como o número 1: "Você nunca mais verá sua família de novo". Ou o 2: "Todo mundo dirige um carro esportivo com metralhadoras no escapamento". Ou o 5, meu preferido: "Ninguém consegue ser aprovado pela checagem de antecedentes" -e a explicação singela: "Calma, ter sido pego fumando no ginásio não desqualifica ninguém".

Por fim, meu resultado: "Habilidade intelectual impressionante". Fui ver as outras opções: "Aventureiro ousado", "aventureiro curioso", "observador atento" e "pioneiro inovador". Até que não foi tão mal. Eles avisam que as vagas de emprego vão de engenharia, ciência e tecnologia a análise, ensino de línguas, responsabilidades administrativas e -o ouro escondido- o Serviço Clandestino, o único escrito em letras maiúsculas e minúsculas no site.

Fui ver o que há aberto no último: "coletor de informações", "oficial de línguas", "psicólogo operacional". Na condição de alguém com "habilidade intelectual impressionante", escolhi o último. Paga de US$ 74 mil a US$ 114 mil por ano (R$ 13,6 mil a R$ 20,9 mil por mês). Tem de passar pelo teste do polígrafo, exames psicológicos "extensos" e uma checagem de antecedentes "completa". É o único que tem o aviso: "Embora seja uma carreira aberta, você terá de considerar a possibilidade de não contar às pessoas que realiza esse tipo de trabalho para a CIA".

Sinto muito, mas isso é tudo o que falarei sobre esse assunto.


Escrito por Sérgio Dávila às 11h59
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Marfa, Texas,

 

Marfa, Texas, sobre a qual você leu aqui antes é "descoberta" pelo NYTimes deste domingo.

Cena de No Country for Old Man, dos irmãos Coen

cena de There Will Be Blood, de PTAnderson

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h12
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

WSJ detona Brasil

 

Sabe aquela piada "Sabe qual a melhor coisa para se fazer em Tal Lugar? As malas!"? Em "Brasil, o País do Futuro", a colunista conservadora Mary Anastasia O'Grady, do Wall Street Journal, diz que o Brasil paga por ser um país "socialista", que Lula faz um governo "medíocre" e, sim, a melhor coisa, conclui ela, é "ser do Brasil" --em oposição a estar no Brasil, um trocadilho de verbos em inglês.

Mr. Lula Da Silva no bico-de-pena do jornal

[Lula Da Silva]



Escrito por Sérgio Dávila às 13h59
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

A culpa é do Rio

 

Que o Rio de Janeiro é o destino imaginário de bandidos de toda espécie em Hollywood você sabe desde que Hitchcock filmou Interlúdio (Notorious), com Cary Grant e Ingrid Bergman. Até mesmo o insuspeito House, na verdade o ator Hugh Laurie que interpreta o médico da melhor série de TV, tem cukpa no cartório, com seu risível Garota do Rio.

Mas às vezes o crime imita o estereótipo da arte. Nos últimos dias, o ex-prefeito de Newark, em Nova Jersey, uma das cidades-destino preferidas dos brasileiros nos Estados Unidos, foi acusado de improbidade administrativa durante seu mandato, que terminou em junho. Sim, ele tinha um Rolls Royce, um iate e uma casa na praia incompatíveis com seu salário de funcionário público.

Mas foi a viagem de cinco dias que fez ao Rio de Janeiro, acompanhado de dois quardas-costas, uma semana antes de deixar o cargo, que chamou a atenção. Sharpe James torrou US$ 6,5 mil no cartão de crédito do município. Ele estava dando seqüência a uma viagem patrocinada pelo Departamento de Estado em 2004, na qual deu palestras sobre ação afirmativa e outros assuntos, justificou.

Esta sendo investigado pelo FBI e já avisou que não concorrerá mais a um sexto mandato pelo Partido Democrata --depois de 20 anos como prefeito. Indagado sobre os dois guarda-costas que levou com ele, Jones respondeu: "Brazil é conhecido por ser um lugar com problemas de crime, todo o mundo sabe disso".



Escrito por Sérgio Dávila às 10h31
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Lembra de Jessica Lynch?

 

Vítima da maior armação de relações públicas do exército americano na invasão do Iraque? Está grávida.

Image



Escrito por Sérgio Dávila às 10h10
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Quem matou o jornal?

 

Pergunta a Economist de hoje. É motivo de preocupação, mas não de pânico, diz o artigo.

North America Issue Cover for Aug 26th 2006



Escrito por Sérgio Dávila às 22h41
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Os dez mais do NYTimes das duas últimas semanas

 

O vazamento das buscas da AOL lidera; quatro dos dez mais têm a ver com pedofili, o que mais assusta do que revela...

 

1. A Face Is Exposed for AOL Searcher No. 4417749
By MICHAEL BARBARO and TOM ZELLER Jr., Published: August 9, 2006
Detailed records of searches underscore how much people reveal about themselves when they use search engines.

2. Elusive Proof, Elusive Prover: A New Mathematical
Mystery

By DENNIS OVERBYE, Published: August 15, 2006
Grisha Perelman has quite possibly solved one of mathematics biggest mysteries, Poincare's conjecture, but has since disappeared.

3. British Authorities Say Plot to Blow Up Airliners Was
Foiled

By ALAN COWELL and DEXTER FILKINS, Published: August 10, 2006
At least 24 people, said to be mainly British-born Muslims some of Pakistani descent, were arrested.

4. Fat Factors
By ROBIN MARANTZ HENIG, Published: August 13, 2006
It's clear that diet and genes contribute to how fat you are. But a new wave of scientific research suggests that, for some people, there might be a third factor - microorganisms.

5. On the Web, Pedophiles Extend Their Reach
By KURT EICHENWALD, Published: August 21, 2006
In an elaborate online community, stories are swapped and tips for getting near children are sought.

6. Suspect in Ramsey Case Says Death Was an Accident
By MARIA NEWMAN, Published: August 17, 2006
John Mark Karr, an American teacher, has been charged with murder, kidnapping and sexual assault in the 1996 death of 6- year-old JonBenet Ramsey.

7. Weighing a Switch to a Mac
By THOMAS J. FITZGERALD, Published: August 10, 2006
Retail stores, iPods and new Intel chips are increasing the appeal of making the jump from a PC to a Mac.

8. With Child Sex Sites on the Run, Nearly Nude Photos Hit the Web
By KURT EICHENWALD, Published: August 20, 2006
Web sites for pedophiles offer explicit images of children who are covered by bits of clothing to avoid child pornography charges.

9. The Trouble When Jane Becomes Jack
By PAUL VITELLO, Published: August 20, 2006
Transgender operations are a matter of sometimes bitter debate among lesbians, raising questions about identity, politics and loyalty to the cause.

10. Arrest in Ramsey Case Presents More Questions
By RICK LYMAN and RALPH BLUMENTHAL, Published: August 18, 2006
It is unclear whether John M. Karr's confession is genuine or the product of a troubled, attention-seeking man.



Escrito por Sérgio Dávila às 22h39
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Tem menos gay na TV

 

Estudo da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation afirma: a temporada de séries e programas 2006/2007 da TV americana tem menos personagens gays que a naterior: 10 ante 9. Dos personagens principais ou coadjuvantes das 679 séries que irão ao ar nas seis maiores TVs abertas (ABC, CBS, NBC, Fox, Warner e UPN), 1,3% é gay, lésbica ou bissexual. No ano passado, a porcentagem era 1,4. O problema? O fim das séries "Will & Grace" (que nas últimas temporadas virou um novelão na linha "Days of Our Lives"), "Out of Practice" e "Crumbs". Como estima-se que a população GLS dos EUA seja entre 9% e 11%, a entidade conclui que o telespectador e/ou as emissoras ainda são preconceituosos.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h10
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Snakes on a Plane não decola

 

S.o.a.P não rendeu tudo o que se esperava pelo tanto de propaganda viral e de boca-a-boca via Internet que teve. No primeiro fim-de-semana, teve US$ 15,3 milhões, seguido pelo inassistível Talladega Nights (apesar do engraçado Will Ferrell), com 14,1 milhões, e WTC, de Oliver Stone, abaixo do radar mas firme, com US$ 10,8 milhões.

O problema? Já adianto: o roteiro é talvez o mais honesto já vendido nos trailers de Hollywood: cobras + avião + Samuel L. Jackson falando "motherf...er" a cada cinco segundos. É pouco para mais de uma hora de filme. De qualquer maneira, não perca amanhã aqui o podcast exclusivo com a crítica do primeiro filme de "snakeploitation" num avião.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h08
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Hillary 2008

Goste dela ou não, Hillary Clinton está pronta para concorrer à Presidencia em 2008, diz a Time de hoje.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h46
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Coluna América de hoje

A comunidade dos blogueiros ganhou membro novo e poderoso na sexta da semana passada. Ele se chama Mahmoud, usa barba, é magro como são Francisco e tem muito a dizer em seu diário virtual.

Não, não é totalmente estranho que o presidente do Irã tenha seu blog. Ahmadinejad já tinha um website, um e-mail (que não responde a jornalistas, pelo menos não a este) e comanda -até onde os mulás deixam- um país que é o mais enturmado do Oriente Médio em novas tecnologias. Vi jovens em Teerã paquerando, marcando encontros e até organizando passeatas e festas por SMS, batucando seus celulares com os dedões até sangrar, para tentar driblar a shariia, a dura lei islâmica, e a censura iraniana, das mais duras da região.

Até concluir essa coluna (escrevo na quinta), ele só tinha postado uma vez, uma longa biografia em farsi, árabe, francês e inglês. A versão em inglês do "post" tem quase 2.400 palavras (para comparação, essa coluna tem 427) e é uma arenga sobre sua infância, adolescência e primeiros anos da Revolução Islâmica. Conta que foi o 132º colocado no último ano do segundo grau, entre 400 mil participantes, e que conseguiu a posição mesmo tendo feito o teste de admissão com o nariz sangrando.

Traz uma pesquisa instantânea (interação atrai internautas, ensina a primeira lei do blog) que pergunta se "a intenção de EUA e Israel ao atacar o Líbano" era provocar a Terceira Guerra Mundial e dava um resultado surpreendentemente equilibrado, até onde vi: 49% de sim, 51% de não, 110 mil e poucos votantes em cada lado. Até quinta-feira, nenhum comentário havia sido feito em inglês -ou pelo menos nenhum tinha sido publicado ou autorizado para publicação. Mas imaginemos:

Comentário 1
"Parabéns pelo blog. Primeiro a blogosfera, depois o mundo!"
hchavez@miraflores.ve

Resposta
"Huguito, precisamos falar sobre aquela idéia de criar um blog coletivo, o eixosdomal.com. Você acha que o Kim aceitaria se juntar a nós?"

hchavez@miraflores.ve responde

"Acho que não, aparentemente ele já está produzindo o próprio blog. Chama-se IMDb-Korea e só traz as listas de filmes feitos por ele ou as refilmagens locais dos clássicos de Hollywood em que ele está no papel principal..."

Comentário 2
"Só 132º? Eu fiquei em primeiro lugar em Yale. Pelo menos, foi o que papai me disse na época."
dabliu@whitehouse.gov

Resposta
"Não vai responder a minha carta, infiel?"

Comentário 3
"Saludos desde la Isla! Tentei postar um dos meus discursos de boas-vindas, mas recebi de volta a mensagem 'você excedeu o número de caracteres permitidos; na verdade, você bateu o recorde em número de caracteres excedidos'."
raul,digofidel@elcomandante.cu

Sem resposta (não havia mais espaço).

Comentário 4
"tipo, quem eh esse kr barbudo? raul seixas? mas gostei do blog, jah sangrei o nariz uma vez na fuvest, mas naum passei (rs). bj."
maluzinha@gmail.com.br

Sem resposta (não é permitido).

Comentário 5
"Cuidado. Eles não te deixam usar tinta para cabelos na prisão, e os Doritos são sempre velhos. E, se derem um ultimato, não pague para ver."
eternopresidente@abughraib.ir

Resposta
";o)"

Comentário 6
"Nós estamos de olho em você."
anonimo@cia.gov

Resposta
"Nós sabemos. Mas nós falamos inglês e vocês não falam farsi..."



Escrito por Sérgio Dávila às 03h46
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Revista Time circulará às sextas

 

Pela primeira vez em quatro décadas, a revista Time vai passar a chegar às bancas nas sextas-feiras e aos assinantes (85% deles, pelo menos) nos sábados. Hoje, a data de lançamento da tradicional revista semanal norte-americana de informações é segunda-feira. A mudança deve ocorrer até o final do ano, e ainda se decide quando o novo conteúdo será disponibilizado no site. A idéia é vender mais em banca --as vendas desse tipo respondem hoje por apenas 3.6 dos 4 milhões de exemplares.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h16
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Fisco de olho nas "goody bags"

 

Sabe aquelas sacolas de presentes, as "goody bags", que as "estrelas" ganham ao final do Oscar, originalmente, mas hoje em dia ao final de qualquer premiação da indústria do entretenimento? Viraram alvo do Imposto de Renda americano. O motivo é simples: algumas podem chegar até a US$ 100 mil em presentes não-declarados.

Pois a Academia anunciou ontem que chegou a um "acordo" com o Fisco em relação às "goody bags" dadas nos anos anteriores e que a partir desse ano não distribuirá mais os mimos. Espere uma reação em cadeia de outras premiações, como Emmy, Grammy, Tony, MTV Movie Awards... E espere ver bem menos caras conhecidas nos tapetes vermelhos --quem não concorre a nada nem está precisando aparecere geralmente só "prestigiava" as cerimônias pelos presentinhos do final... 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h04
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Obrigado por Fumar - Crítica

Quando "Obrigado por Fumar" foi finalmente lançado nos EUA, em março, o autor do livro que deu origem ao filme escreveu um artigo divertido na última página da revista "Time". O título era auto-explicativo: "Como conseguir entrar no cinema em apenas 12 anos". Christopher Buckley reclamava das idas e vindas do roteiro até que finalmente chegasse às telas.
Buckley é um dos mais talentosos jornalistas e satiristas políticos norte-americanos. Filho de William F. Buckley Jr., fundador da bíblia do conservadorismo "National Review", escreveu discursos para Bush pai.
No artigo, ele conclui dizendo que não gostou do resultado. Implicância e um pouco de gênero. "Obrigado por Fumar" é um grande filme.
Com o roteiro seco como um bom dry martini, mostra sem afetação e com humor como trabalha e pensa a "turma da rua K", como os lobistas são conhecidos em Washington, e seu relacionamento com a "turma do Capitólio" -promíscuo, em que o interesse de poucos prevalece sobre o da maioria.
Jason Reitman, o diretor, capta o espírito de primeira. Para tanto, conta com um elenco afiado, capitaneado por Aaron Eckhart. Poucos podem ser canalhas tão adoráveis quanto ele consegue em "Obrigado...".
Seu Nick Naylor é um homem sem nenhum caráter mas muitos recursos de personalidade, o que o torna uma força da natureza utilizada cada milímetro pela poderosa indústria do tabaco. Tudo vai bem até que... Faça um favor a si mesmo, veja o filme.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h13
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Obrigado por Fumar - Entrevista com o diretor

 

Nick Naylor (Aaron Eckhart) é um relações públicas mestre na arte do "spinning" -abraçar uma causa polêmica e torná-la palatável à opinião pública, girar ("spin") dados e fatos até que ninguém saiba mais o que é verdade ou não. No seu caso, o lado errado paga um bom salário. É a indústria do tabaco, ainda na fase pré-megaprocessos e limitações de propaganda, quando ainda tinha todo o poder e pouca dor de cabeça. Ele sabe que o que faz é duvidável. Tanto que se encontra para almoçar em Washington (a cidade dos "spinners") com seus equivalentes da indústria do álcool (Maria Bello) e das armas (David Koechner) -juntos, eles se chamam de "M.O.D. Squad", esquadrão cuja sigla é "Merchants of Death" ("mercadores da morte"). Esse é "Obrigado por Fumar". Material polêmico, explosivo, para adultos. Tudo o que Hollywood teme. O roteiro e suas diversas adaptações e tratamentos ficaram rodando os estúdios por mais de uma década. Até que um diretor estreante, Jason Reitman, 29, filho de um nome conhecido no meio, resolveu encarar a briga. Com pouco dinheiro e colaboração de atores da fama de Katie Holmes e do talento de Robert Duvall, colocou o filme em pé. O resultado estréia hoje em São Paulo.

 

 

Agora, enquanto falamos, você acha que há muitos Nick Naylors em ação?
JASON REITMAN -
(Risos). Acho que é um pouco diferente, há um pouco mais restrições, mas eles ainda estão tentando virar as coisas para o lado dos interesses deles. Quando você aprova leis antilobby, você só torna os Nick Naylors do mundo mais subversivos e criativos.

Você acha que a arte do "spinning" é por essência norte-americana?
REITMAN -
Não, "spin" no fundo não é nada mais do que a velha manipulação política, e isso está por aí desde sempre.

Seu filme não mostra ninguém fumando. Foi proposital?
REITMAN -
Foi. Não é um filme pró-cigarro, antitabagista, para mim é sobre lobby, responsabilidades políticas e sociais... Pensei que se mostrasse gente fumando as pessoas encarariam como uma campanha.

Você fuma?
REITMAN -
Não.

O papel de Katie Holmes, como uma jornalista que transa com sua fonte para conseguir uma informação exclusiva, não é exatamente um elogio à profissão... Alguma má experiência com a imprensa?
REITMAN -
(Risos) Acho que todos os personagens do filme são desprezíveis, em certo sentido. Eu tentei dar pelo menos uma porrada em cada profissão polêmica. E, para mim, jornalismo está no mesmo ambiente da política e das corporações...

Por falar em Katie, você pode explicar de uma vez por todas se a cena de sexo dela com o personagem de Aaron foi cortada a pedido de Tom Cruise, seu marido?
Num festival, um projecionista achou que um dos rolos já tinha acabado e o trocou sem mostrar a cena. Dias depois, o jornal "Los Angeles Times" criou, de brincadeira, uma teoria da conspiração sobre o sumiço... Por mais que eu explique, as pessoas preferem acreditar na teoria... Ah, sim: A cena está de volta.

Um dos subplots mais interessantes do filme é a relação entre Nick e o filho. Seu pai é o diretor Ivan Reitman ("Ghostbusters"). Você se mirou em sua própria relação? REITMAN - Sim, no sentido de que Nick tenta fazer com que seu filho seja um pensador independente, não importa sua profissão, e meu pai fez o mesmo comigo.

Do jeito que as coisas andam estão, você não vê a indústria do petróleo se juntando ao "M.O.B. Squad"?
REITMAN -
Não vamos contar o filme, mas digamos que para mim o novo "esquadrão dos mercadores da morte" é formado pelas indústrias nuclear, do fast-food e do petróleo.




Escrito por Sérgio Dávila às 12h12
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Lindsay Lohan quer ir ao Iraque

 

Em entrevista à Elle americana desse mês, a atriz Lindsay Lohan diz que "tentou muito" ir ao Iraque com a senadora Hillary Clinton, mas que esta lhe diz que é "muito perigoso". Então tá.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h28
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Sai a lista do Festival de NY

 

A lista, segundo o site oficial. Não há brasileiros, mas há os novos Almodovar e David Lynch e uma versão resmaterizada do grande Reds, de Warren Beatty.

"49 UP," directed by Michael Apted (United Kingdom)
"August Days" (Dies d'agost)," directed by Marc Recha (Spain)
"Bamako," directed by Abderrahmane Sissako (France / Mali)
"Belle Toujours," directed by Manoel de Oliveira (France)
"Climates" (Iklimler), directed by Nuri Bilge Ceylan (Turkey)
"Falling," directed by Barbara Albert (Austria)
"Gardens of Autumn" (Jardins en automne), directed by Otar Iosseliani (France)
"The Go Master" (Wu qingyuan), directed by Tian Zhuangzhuang (China)
"The Host" (Gwoemul), directed by Bong Joon-ho (South Korea)
"The Inland Empire," directed by David Lynch (France / USA)
"Insiang," directed by Lino Brocka (The Philippines, 1976)
"The Journal of Knud Rasmussen," directed by Zacharias Kunuk and Norman Cohn (Canada)
"Little Children," directed by Todd Field (USA)
"Mafioso," directed by Alberto Lattuada (Italy, 1962)
"Marie Antoinette," directed by Sofia Coppola (USA)
"Offside," directed by Jafar Panahi (Iran)
"Our Daily Bread," directed by Nikolaus Geyrhalter (Austria)
"Pan's Labyrinth" (El laberinto del fauno), directed by Guillermo Del Toro, (Spain / Mexico) - CLOSING NIGHT FILM
"Paprika," directed by Satoshi Kon (Japan)
"Poison Friends" (Les Amities Malefiques)," directed by Emmanuel Bourdieu (France)
"Private Fears in Public Places" (Coeurs)," directed by Alain Resnais (France)
"The Queen," directed by Steven Frears (United Kingdom) - OPENING NIGHT FILM
"Reds," directed by Warren Beatty (USA)
"Syndromes and a Century," directed by Apichatpong Weerasethakul (Thailand / France / Austria)
"These Girls" (El-Banate dol), directed by Tahani Rached (Egypt)
"Triad Election" (Hak se wui yi wo wai kwai), directed by Johnnie To (Hong Kong)
"Volver," directed by Pedro Almodovar (Spain) - CENTERPIECE FILM
"Woman on the Beach" (Haebyonui yoin), directed by Hong Sang-soo (South Korea)



Escrito por Sérgio Dávila às 11h11
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Dez coisas que você deveria saber sobre SoaP

 

Segundo o Washington Post:

1. The movie opens Thursday night at 10 p.m. ET (find showtimes). As reported in the Going out Gurus blog, some are planning to dress up for these first screenings. No reviews are available, though, because there were no early press screenings (the Gurus will post a review on this site early Friday, followed by a Style review online later that afternoon). A lack of press screenings is usually a bad sign, but it may not matter in the case of a movie that is betting on its B-movie status. Oh, it's also rated R, so be wary before dropping the tweens off for an evening at the multiplex.

2. The one-sentence premise: "On board a flight over the Pacific, an assassin bent on killing a passenger who's a witness in protective custody, lets loose a crate full of deadly snakes." (Courtesy IMDB)

3. In addition to Samuel L. Jackson, "SoaP" boasts a pretty good cast. Julianna Margulies ("E.R's" Nurse Hathaway), Kenan Thompson ("Saturday Night Live") and someone aptly named Taylor Kitsch all co-star.

4. Snakesonablog.com, a site created to chronicle one man's quest to attend the movie's Hollywood premiere (he succeeded), is the clearinghouse for all things "SoaP" related -- both official and unofficial.

5. Snakesonaplane.com is the movie's official Web site. Pretty run of the mill, except for the ability to send your unsuspecting friends a "personalized" call from Samuel L. Jackson.

6. A Samuel L. Jackson line suggested by fans on the Internet was allegedly added to the movie during reshoots: "That's it! I have had it with these [expletive] snakes on this [expletive] plane!"

7. A flickr search based on the movie title returns over 1,300 photos. Here are the full results, but I'm digging Snakes on a Plane on a Beach, this cartoon, this fool who already got the movie poster tattooed on his arm(!) and Yarnwench's puzzling contribution.

8. Jackson previously battled super-smart sharks in "Deep Blue Sea" and an otherworldly force in "Sphere."

9. Only one-third of the snakes in the movie are real and reportedly never came in contact with the lead actors; the others (snakes, that is) are either fake or computer-generated. Read an interesting article about the film's official snake wrangler.

10. New Line Cinema also broke tradition by partnering with CafePress on the merchandising for "SoaP." Hundreds of fan-created items are now legally for sale on the site.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h23
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Definido ator que será Daniel Pearl

 

Que Angelina Jolie seria Mariane Pearl, a mulher de Daniel Pearl, jornalista do "Wall Street Journal" que foi seqüestrado e decapitado por extremistas ilsâmicos no Paquistão, você leu aqui. Agora, quem vai ser o ator que interpretará o jornalista você ainda não sabia. O nome estava sendo mantido em segredo pela Paramount, que temia pela segurança do ator durante filmagem de dez dias naquele país, que acaba de ser concluída. É Dan Futterman, um rosto não muito conhecido, que você já viu numa série de papéis pequenos e que também é o roteirista do filme "Capote".

Ele e a equipe comandada pelo diretor Michael Winterbottom (Welcome do Sarajevo, The Road to Guantánamo) filmaram nas ruas de Karachi e uma das locações foi exatamente o restaurante Village, onde Pearl marcou com o que pensava ser uma "fonte", que acabaria seqüestrando o jornalista ali mesmo. Assim como Pearl, Futterman, 39, é judeu. O filme é baseado no livro de Mariane, "A Mighty Heart".

Dan Futterman

Daniel Pearl



Escrito por Sérgio Dávila às 17h34
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

E as boas vindas...

 

...com um dia de atraso, ao Blog do Nelson de Sá, que sabe tudo de blogosfera.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h19
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Blog bom é o blog...

 

..do Samir Abujamra, o sujeito que mais sabe de cinema independente e vídeo experimental no Rio de Janeiro. Veja aqui e faça parte da organização.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h17
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Os mais vendidos das Amazon mundiais

 

A revista traz ainda sua lista mensal dos livros mais vendidos de seis Amazon do mundo. O primeiro lugar é de uma escritora infanto-juvenil cujo título acaba de ser lançado. Paulo Coelho está fora.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h01
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Nasrallah vence a guerra

 

Para a reportagem de capa da edição de hoje da Economist, o conflito entre Israel e o Hizbollah terminou com a vitória do líder do grupo extremista, Hassan Nasrallah.

 

North America Issue Cover for Aug 19th 2006



Escrito por Sérgio Dávila às 16h57
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Enquanto isso, longe dali...

 

Bush no duro combate da Guerra ao Terror (foto de ontem):



Escrito por Sérgio Dávila às 05h19
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]