EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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VOTAÇÃO
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Oliver Stone, exclusivo - final

 

No dia, as imagens da TV pareciam hollywoodianas. E no seu filme, as imagens parecem de um noticiário da TV... Isso acontece muito na TV, das imagens parecerem efeitos especiais. Com tantas coisas absurdas acontecendo no mundo, muitas vezes os noticiários são muito mais inacreditáveis que os filmes de Hollywood. Mas eu não tenho nenhum interesse nas notícias, então não sou um bom candidato para responder a essa pergunta.

Como assim, você não se interessa pelas notícias? Muitos dos seus filmes são baseados em fatos reais, guerras, acontecimentos políticos, a vida de líderes, suas mortes... Sim, mas olhe quanto tempo eu demoro para analisar os fatos. Os filmes do Vietnã foram feitos 15 anos depois que eu voltei da guerra, o filme sobre o assassinato do presidente Kennedy foi feito 30 anos depois, Nixon foi feito cinco anos depois da morte dele.

Como um nova-iorquino, qual é a sua opinião sobre o que aconteceu com a cidade depois de 11 de setembro? Há esperança da cidade voltar a ser como era antes dos ataques? Nova York sempre muda, é isso que define a cidade. As levas de imigrantes vêem e trabalham por 10 anos aí vão embora, há sempre ondas de pessoas que vêem e vão, por isso a cidade nunca é a mesma. Cada década é de um jeito. Não vamos voltar o tempo, os ataques aconteceram e provocaram uma reação extrema e nós vamos ter que viver com as conseqüências. Mas uma coisa tem que ser dita: naquele dia, todo mundo se uniu, independentemente de raça, cor, credo. Foi uma coisa boa que resultou de uma grande tragédia.

Você acredita mesmo que todo o mundo se uniu naquele dia? E quem pensou em vingança logo de cara, como um dos personagens do filme, o fuzileiro naval? Aconteceu isso também, e foi por isso que fiz questão de colocar aquele personagem, que é completamente real, não tem nenhuma criação no que ele pensou, falou ou fez. É normal que depois de um choque desses alguma raiva e uma sede de vingança apareçam. A maioria dos bombeiros e policiais com quem eu conversei na época da filmagem estavam putos, mas só uma minoria queria ir atrás de quem fez aquilo.

Você assistiu a “United 93”, o outro filme sobre os eventos daquele dia? Assisti, achei brilhante, muito bem realizado. Mas é outro estilo de filme, mais cinema-verdade. O meu é um estilo mais tradicional de Hollywood, em que as ligações emocionais dos personagens com a platéia são feitas de uma maneira mais aproximadora, você acompanha o sofrimento e a trajetória daqueles dois homens e das duas mulheres. Mais seguindo o estilo de (Bill) Wyler, (Frank) Capra, (John) Ford.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h09
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E Oliver Stone, exclusivo

 

Teté Ribeiro, colaboradora do blog, manda mais perguntas da entrevista que fez com Oliver Stone, que tem seu "WTC" entrando em cartaz hoje no Brasil.

Como você vê os acontecimentos no mundo pós-11 de setembro? Ficou muito pior, não tenho a menor dúvida. Mais guerras, mais medo, mais mortes e, o que mais me irrita, o fracasso da Constituição americana. É um câncer que se espalhou pelo mundo, uma hora alguém tinha de voltar ao que aconteceu naquele dia. É como uma mulher que é estuprada e passa o resto da vida com medo de se envolver com outra pessoa. Uma hora ela tem de parar com a paranóia e procurar um psiquiatra. O grande desafio da nossa vida é combater o medo, você tem de superar o medo e dar o próximo passo.

Mas você não vê também uma onda de filmes mais politizados sendo lançados desde 2001, como o documentário de Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente” e o “Fahrenheit 9/11”, de Michael Moore”? Eles são exceções. E mostram que uma grande parte dessa censura é auto-imposta, um subproduto do medo que as pessoas sentem. Mas há uma parte do país que não vai aceitar essas regras, e esses filmes apontam para esse caminho. Há uma parte do país que não vai deixar de ter esperança, de lutar contra esse governo, de defender a honestidade. Os exemplos que você aponta são muito inspiradores para mim.

Quer dizer que você ainda pode fazer outro filme sobre esse assunto? Não sei. Eu já disse que queria, em uma entrevista no ano seguinte aos ataques, e fui cobrado por isso. Não quero prometer nada. Mas também não quero envelhecer sem entender o que aconteceu, e meu jeito de entender as coisas é transformá-las em filme.

Onde você estava em 11 de setembro de 2001, quando tudo aconteceu? Em Los Angeles, dormindo. Não tenho nada muito especial para contar sobre o que aconteceu comigo naquele dia. E não fiquei grudado na TV nem seguindo todos os acontecimentos. Foi o roteiro desse filme que me fez voltar a me interessar por aqueles eventos. Sou muito devagar para acompanhar os acontecimentos históricos, só percebo muitos anos depois que alguma coisa merece uma atenção mais especial.

Quando você recebeu esse roteiro? No final de 2004. E, assim que li, tive a certeza de que aquele era um filme que eu precisava fazer. É um filme pequeno, que conta uma história pequena que aconteceu no meio de um evento grande. E espero que, por ser tão singular, vá se tornar grande, universal. 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h08
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E a volta de David Lynch,...

 

..., um dos cineastas preferidos deste blog, que volta com Inland Empire, de três horas de duração, o primeiro depois do genial "Mullholland Drive".

Laura Dern, na terceira parceria com Lynch, em cena do filme

E o diretor na sala de projeção de sua casa, em Hollywood



Escrito por Sérgio Dávila às 17h02
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NYTimes de domingo que vem...

 

...conta como Damien Hirst, o ex-enfant terrible das artes britânicas, montou sua mais nova obra, um tubarão em formol.

A série de fotos:



Escrito por Sérgio Dávila às 17h00
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Aliás, por falar...

 

em John Cameron Mitchell, a Mostra avisa que exibirá o novo filme, Shortbus. Só não tem a data ainda.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h53
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Quem manda na América Latina: Lula ou Chávez?

 

É a pergunta que se faz a edição de hoje da revista "Economist", que acaba de sair. A conclusão é que o brasileiro "perdeu terreno para a corrupção, a inércia econômica e o rival venezuelano". O aluno mais comportado da classe (América Latina) só tira notas boas mesmo em comportamento, num ciclo vicioso-populista que deve durar mais quatro anos a partir de domingo. 

 

North America Issue Cover for Sep 30th 2006



Escrito por Sérgio Dávila às 13h50
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Newsweek opta por versão "soft" para EUA

 

Na edição norte-americana, uma exclusiva com a fotógrafa Annie Leibovitz:

Nas edições internacionais (Europa, Ásia e América Latina), os EUA perdem o Afeganistão para o Talebã e a Al Qaeda.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h12
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Paul Newman abre restaurante

 

O ator e seu chef, Michel Nischan, no restaurante Dressing Room: A Homegrown Restaurant, que ele abre com a mulher, a atriz Joanne Woodwar, em Westport, Connecticut, segundo o NYTimes.

Newman’s Next Act
 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h03
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Blogosfera

 

Zeca Camargo, amigo desse blog que sabe tudo de cultura pop, acaba de estrear o seu. Confira.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h31
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Tudo sobre a estréia de Desperate Housewives 3

Rita Castro Alves

 

O seriado que foi um fenômeno em 2004, quando estreou, depois uma decepção em 2005, na segunda temporada, quando se perdeu na trama e afastou as personagens principais uma das outras, recomeçou sua terceira temporada ontem.

 

Tudo começa seis meses depois do último capítulo da temporada passada. Só para lembrar, Gabrielle bota Carlos para fora depois de pegá-lo transando com a empregada, que está servindo também de barriga de alugel para os dois; Susan leva um cano de Mike, que é atropelado pelo misterioso personagem de Kyle MacLachlan; Lynette decide aceitar a filha que seu marido teve fora do casamento; Bree foge do hospício onde havia se internado à beira de um ataque de nervos.

 

Na nova temporada --que deve ter mais interação entre as personagens principais, segundo o criador da série, Marc Cherry, e ninguém preso no porão, disse ele referindo-se à principal trama da temporada passada--, Bree parece ser o centro das atenções. Quem não quiser saber o que acontece, não leia os próximos parágrafos. Logo no primeiro episódio, ela fica noiva de Orson Hodge, o dentista que atropelou Mike aparentemente depois de ter assassinado sua mulher, que ameaçou abandoná-lo. Na festa do noivado, sua ex-vizinha aparece e conta a todos que suspeita de Orson, mas Bree a bota para fora. Suas vizinhas, no entanto, ficam com a pulga atrás da orelha.

 

Susan vai todos os dias ao hospital ver Mike, que continua em coma, sem previsão de melhora. Acaba ficando amiga de um homem que também vai ao hospital todos os dias ficar ao lado de sua mulher, que está em coma há um ano e meio. Os dois começam a considerar ter um caso, já que estão sozinhos, tristes e sem esperança.

 

Lynette anda às voltas com a mãe da filha de Tom, que insiste em fazer parte da família. Ela mudou para uma rua perto de Wisteria Lane, e só deixa que sua filha faça parte da vida de Tom e de seus filhos se ela também for incluída.

 

Gabrielle está morando só com Xiao-Mei, a chinesa, agora gravidésima e cada vez tomando mais liberdades. Quer as refeições na cama, preparadas por Gabrielle, quer massagens nos pés. A latina faz o que ela pede, mas ameaça: quando o bebê nascer, vai chamar a imigração, e Xiao-Mei será deportada. No dia seguinte, a chinesa foge de casa, se esconde dentro de um armário na casa vazia de Paul Young (que continua preso). Com a ajuda de Carlos, que mudou para uma casa menor, Gabrielle encontra a chinesa e a traz de volta pra casa.

 

Ainda segundo o criador, uma pessoa vai morrer, e outra fica grávida. Aposto na Bree para a grávida, já que ela teve seu primeiro orgasmo nesse primeiro episódio (e foi parar no pronto socorro achando que tinha tido um pequeno enfarte) e a atriz que a interpreta está grávida (de gêmeos, dizem os tablóides) na vida real. Já a morte deve levar um personagem secundário, que ninguém é louco de tirar uma das grandes estrelas do show. Se eu tivesse alguma coisa a ver com isso, o machão latino Carlos estava com os dias contados.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h17
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Leon Cakoff lança livro hoje

 

Não existisse Leon Cakoff, a qualidade da cena cinematográfica brasileira estaria ainda no equivalente ao filme mudo.
É muito por conta de sua Mostra Internacional de São Paulo, neste ano em sua 30ª edição, que o cinéfilo tupiniquim pôde ter contato com a cinematografia iraniana pós-revolução, o novo cinema chinês, a emergente produção da África, enfim, olhares além do evidente, além do eixo Hollywood-Europa Ocidental.
Foi do estoicismo incansável da diminuta e inconfundível figura que até ponta como Getúlio Vargas já fez que nasceu o maior evento do tipo no país, a partir de uma salinha no subsolo do Masp. Quem já se acostumou a parar tudo uma vez por ano para poder acompanhar as centenas de filmes que ele traz não imagina como o esforço hercúleo e por vezes com lances quixotescos continua ainda hoje, 30 anos depois, na busca por patrocínio, liberação de filmes na alfândega e apoio estatal, na lida com egos de artistas.
Cakoff já fez um filme, em co-autoria com sua mulher, Renata de Almeida, também parceira na Mostra. Ambos tiveram filho. Posso jurar que em algum momento ele plantou uma árvore. É apenas natural que vire livro a experiência que ele acumulou em décadas de convivência com o mundo cinematográfico, primeiro como jornalista, depois como diretor de festival, profissões que o levaram a visitar meio mundo.
Daí esse "Ainda Temos Tempo" (ed. Cosacnaify). São 15 crônicas, prefaciadas por Carlos Reichenbach e posfaciadas por Arnaldo Jabor -de certa forma nomes que representam dois lados de um mesmo tíquete de entrada do cinema nacional-, em que o autor mistura diário de viagem com perfis de notáveis.
Nos diários, há uma curiosa recorrência a países visitados em épocas de exceção, como a Alemanha ainda dividida, a Argentina ainda militar e a Tchecoslováquia ainda encortinada.
É quando o autor se sai melhor, ajudado pelo distanciamento do tempo. Nos perfis, encontros ao vivo e em cores com verbetes do cinema mundial do quilate de Federico Fellini (1920-1993) e Luís Buñuel (1900-1983).
Mas o que prefiro mesmo são os personagens anônimos, que pipocam aqui e ali, "fellinianos", como ele descreve, como o porteiro japonês que solta a frase que dá título ao livro.
Fez filmes, sabe escrever, ganha a vida viajando o mundo para ir ao cinema e escolher os melhores para mostrar aos "amigos", hoje centenas de milhares de pessoas que freqüentam a sua mostra todos os anos.
Um homem invejável, com um livro admirável.


AINDA TEMOS TEMPO
Autor:
Leon Cakoff
Editora: Cosacnaify
Quanto: R$ 39 (176 págs.)
Lançamento: segunda, às 19h, no Unibanco Arteplex (r. Frei Caneca, 569, 3º piso, tel. 0/xx/11/3742-2365)



Escrito por Sérgio Dávila às 09h02
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Coluna América

George W. Bush, dos EUA, está fazendo lobby no Congresso para que seja aprovado o que parte da oposição democrata chama de "Lei da Tortura". Em seus discursos, o presidente norte-americano defende "técnicas" e "métodos" usados pela CIA, a agência de inteligência, para extrair confissões de suspeitos de terrorismo. Sem elas, diz, ele não pode lutar a "guerra ao terror".

Os (cada vez menos) defensores do projeto de lei querem que o Artigo 3 da Convenção de Genebra seja reescrito, ao "american way". Um deles chegou a dizer: "Imagine se prendermos o Osama bin Laden e só pudermos conversar com ele". Há três problemas com a frase -e com a lei. O primeiro é que "não temos" Osama bin Laden ainda e, mesmo se tivermos, mudará pouco. O terrorista saudita é hoje mais uma "inspiração" do que um executivo que dispara de sua caverna ordens a células adormecidas.

O segundo é que o "cenário Jack Bauer", de uma bomba prestes a explodir e matar milhões de pessoas, e um prisioneiro que se recusa a dizer a localização exata dela, até hoje só aconteceu mesmo no seriado "24 horas". Terceiro, e mais importante, é que a maioria dos psiquiatras, experts em técnicas de interrogação, gente do FBI concorda que a informação obtida com violência "é de má qualidade" em 90% dos casos. Você priva uma pessoa de dormir por alguns dias e ela confessa que matou o Elvis Presley.

Mas o mais curioso é o eufemismo usado pelo presidente e seu cortejo. As "técnicas" e "métodos" soam nobres no papel do discurso, menos nobres quando são listadas:

hipotermia induzida (ficar nu numa cela a menos de 5ºC, levando chuveiradas de água gelada, "até que o sujeito fique azul", como colocou candidamente um interrogador);

longos períodos sem poder sentar (geralmente horas);

privação de sono (sem dormir, uma pessoa morre em 10 dias; até agora, há dezenas de casos de "suicídios" e "mortes acidentais" em Guantánamo);

"tapa de atenção" (dar bolachas no rosto do preso);

"puxão de atenção" (arrancar o preso da cadeira pelos colarinhos);

"tapa na barriga" (socar o preso à vontade no estômago, até que ele perca a respiração);

"manipulação de som e luz" (é a técnica "Laranja Mecânica", referência ao filme de Stanley Kubrick baseado no livro de Anthony Burgess; o preferido dos "interrogadores" é Red Hot Chili Peppers).

Enquanto isso, como resposta às críticas do mundo inteiro, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, colocou no site do Pentágono sua lista de "Dez Fatos Sobre Guantánamo". É uma mistura de folheto do Club Med com apresentação de executivo de vendas. Os meus preferidos:

mais dinheiro é gasto com os detidos do que com os guardas. Os detidos recebem 4.200 calorias por dia. A média ganhou 10 quilos de peso;

em 2005, 35 limpezas dentárias foram feitas, 91 cáries tratadas e 174 pares de óculos distribuídos;

as atividades de recreação incluem basquete, vôlei, futebol, pingue-pongue. Tênis de última geração foram distribuídos;

o entretenimento inclui programas de TV em árabe, jogos da Copa do Mundo, e a biblioteca tem 3.500 volumes, em 13 línguas -o mais pedido é "Harry Potter".

"Os Estados Unidos não torturam", disse Bush, em seu já famoso discurso sobre o assunto. Não, a população dos Estados Unidos não tortura, nem compactua com a prática, a julgar pelos índices de popularidade do presidente. Mas esse governo tortura.



Escrito por Sérgio Dávila às 09h01
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As semanais de hoje

Annie Leibovitz, a fotógrafa mais famosa dos EUA, é o tema da capa da Newsweek, que mostra parte de seu trabalho e fala de sua relação com a recém-falecida Susan Sontag, enquanto a...

...conta a história de Michael Weisskopf, jornalista que perdeu sua mão direita numa explosão enquanto cobria a Querra do Iraque

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h00
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Site do É Tudo Verdade reformulado

 

Ficou mais bacana, e com novidades, o novo site do festival É Tudo Verdade, de documentários, do Amir Labaki, amigo desse blog. Entre essas, a Agência Doc, cheia de notícias do gênero.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h21
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Cinema, Aspirina e Urubus ganha primeiros concorrentes

 

Aos poucos, vão sendo anunciados os nomes dos longas que concorrerão com o brasileiro "Cinema, Aspirina e Urubus" a uma das cinco vagas ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Do Canadá, vem "Water", drama hindu de Deepa Mehta; "A Vida dos Outros" é o concorrente alemão, de Florian Henckel von Donnersmarck. A Finlândia vai de Aki Kaurismäki ("Luzes no Pôr-do-Sol"), e a Dinamarca, "Depois do Casamento", de Susanne Bier. O Japão entra com "Hula Girls", dp nipo-coreano Lee Sang-il, e a Coréia do Sul, com "King and the Clown". Os cinco finalistas saem em 23 de janeiro. Os vencedores, em 25 de fevereiro.

E "Aspirinas" (abaixo) passa amanhã (sábado) e quinta em Washington.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h41
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FBI vira série de TV

 

Em seu esforço de relações públicas para recuperar a imagem, abatida desde o 11 de Setembro, o FBI, a polícia federal norte-americana, será tema de uma série de TV --com apoio total da agência. Quem produz é a mesma empresa que fez "24" (Imagine Television), e o esqueleto será parecido: um drama de uma hora de duração.

O projeto ainda está na fase de pré-produção, mas o FBI já cedeu os direitos de a série usar a sigla no título, o que não acontece desde 1965, com "The F.B.I." (1965-1974, foto abaixo), de Efrem Zimbalist Jr. A idéia é mostrar a transformação da polícia federal, em mantenedora da ordem para uma agência coletadora de informações contraterrorismo. A Fox, é claro, exibirá.

Sobre o FBI, leia minha reportagem aqui.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h29
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Sexo explícito mainstream

 

Lembra-se de John Cameron Mitchell, de "Hedwig and The Angry Inch"? Está de volta, agora com "Shortbus". É mais um diretor (quase) mainstream a fazer filme de sexo explícito "com causa". Tanto que o site é proibido para menores de 18 . O filme foi exibido em Toronto (não agradou muito e teve crítico que saiu no meio) e estréia logo mais por aqui. Leia entrevista do diretor ao NYTimes deste domingo



Escrito por Sérgio Dávila às 16h21
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E os 400 norte-americanos mais ricos, homens e mulheres...

 

também segundo a Forbes. Os primeiros dez:

O resto da lista aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h19
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As dez mulheres mais poderosas do mundo...'

 

...segundo a "Forbes". Em primeiro, a primeira-ministra alemã. Como vice, a secretária de Estado norte-americana.

  1. Angela Merkel
  2. Condoleezza Rice
  3. Wu Yi
  4. Indra Nooyi
  5. Anne Mulcahy
  6. Sallie Krawcheck
  7. Patricia Woertz
  8. Anne Lauvergeon
  9. Brenda Barnes
  10. Zoe Cruz

As outras 90 estão aqui (nenhuma brasileira).



Escrito por Sérgio Dávila às 20h31
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Saiu também o Stupidit Award 2006

 

Bush é o grande vencedor. Nas outras categorias, "Instinto Selvagem 2" (o filme mais estúpido do ano --concordo, junto de "Poseidon") e o Oriente Médio (pela carreira de estupidez). Os vencedores aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h29
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Saiu o "Prêmio dos Gênios"

 

Saiu o prêmio anual da Fundação MacArthur, que dá US$ 500 mil dólares para cada uma das dez pessoas agraciadas todos os anos --para que elas gastem como quiserem. Abaixo, a lista, que traz uma jornalista:

  • a jazz violinist inventing a modern repertoire for the violin in contemporary and improvisational music (Regina Carter)
  • a developmental biologist investigating cellular differentiation and plasticity and moving the field an important step closer to therapeutic applications for myriad human diseases (Kevin Eggan)
  • an illustrator/writer celebrating civilization’s greatest architectural and engineering achievements (David Macaulay)
  • a deep-sea explorer inventing technologically innovative device for observing and collecting data from the ocean’s depths (Edith Widder)
  • a country doctor revolutionizing service, research, and outcomes for clinical treatment of rare genetic diseases (D. Holmes Morton
  • an aviation engineer expanding the abstract mathematical principles of control systems theory to address practical problems in such areas as aircraft flight control and collision avoidance (Claire Tomlin)
  • a narrative journalist forging a new form of literary journalism with  an eye for detail and a passion for depth to illuminate world’s little known and less understood (Adrian Nicole LeBlanc)
  • a naturalist helping people of all ages to see the beauty, history, and value in swamps, bogs, kettle ponds, and rivers (David Carroll)
  • a sculptor recasting the decorative and functional traditions of glass art through exquisite creations that invite thoughtful reflection (Josiah McElheny)
  • a cosmologist analyzing faint signatures of the Big Bang and developing valuable interpretive tools to piece together the early history of the cosmos (Matias Zaldarriaga)


  • Escrito por Sérgio Dávila às 20h23
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    Oriana Fallaci

     

    A Economist continua fazendo as melhores eulogias. A desta semana é da jornalista italiana acima, que termina com a frase "Fuck you!"

    Oriana, morta em 15 de setembro, aos 77



    Escrito por Sérgio Dávila às 20h16
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    Dália Negra, o filme que abre o Festival do Rio, é uma &*%#@*!

    Por Rita Castro-Alves
     
    O elenco é cheio de gente jovem, bonita e talentosa: Scarlett Johansson, Josh Hartnett, Aaron Eckhart, Hillary Swank. Até a atriz mais desconhecida que vive a jovem assassinada da história, Elizabeth Short, num crime de verdade que nunca foi revelado em Hollywood em 1947, é linda e muito competente. Ela é canadense, tem 31 anos, se chama Mia Kishner e deve ser reconhecida pelos fãs dos seriados 24 e The L Word. E é perfeita para o papel de uma jovem ingênua tentando a sorte no mundo do cinema nos anos 40. Aaron Eckhart, o ator preferido de Neil LaBute (In The Company of Men, Obrigada Por Fumar, Enfermeira Betty, Erin Brockovich), também se sai bem como o policial casado com uma ex-prostituta (Scarlett Johansson), que fica obcecado com o crime, ao mesmo tempo paranóico com a saída iminente do ex-cafetão de sua mulher, que ele mesmo botou na cadeia.
     
    Já o resto do elenco parece que está em um laboratório desses de curso de interpretação em que cada um faz o papel do personagem que menos tem a ver com ele. Os namorados na vida real Scarlett Johansson e Josh Harnett são simplesmente muito moleques para interpretar ela uma ex-prostituta cheia de mágoas e conhecimento profundo sobre a alma humana, e ele um policial e boxeador que vive dois romances proibidos na mesma história. Um com ela, que é a mulher de seu parceiro, outro com a personagem de Hillary Swank, que na história é uma milionária bissexual que também fica obcecada pela jovem assassinada porque é muito parecida com ela. Para começar, as duas não tem absolutamente nada a ver uma com a outra. Depois, não é à toa que Hillary Swank ganhou dois Oscars (por Boys Don't Cry e Million Dollar Baby) interpretando duas meninas pobres, sem nenhuma sofisticação e super masculinizadas. Não que ela seja assim na vida real (pobre ela era, mas depois de dois Oscars é obviamente uma atriz muito bem remunerada), mas ainda não dá para ela dar uma de princesa rebelde.
     
    O problema maior, no entanto, é a direção do filme, o que dá mais dor no coração de dizer. Brian de Palma assina Dália Negra, e Brian de Palma é o nome por trás de grandes filmes das últimas três décadas. Só para citar os mais celebrados: Carrie, a Estranha (1976); Vestida Para Matar (1980); Scarface (1983); Dublê de Corpo (1984); Os Intocáveis (1987); Carlito's Way (1993); o primeiro Missão Impossível (1996). Mas também em sua lista de longas há grandes pisadas na bola, como A Fogueira das Vaidades (1990), a pior adaptação de um grande livro que se tem notícia; e o supercontroverso Mission to Mars (2000), que tem gente que ama, e tem gente que odeia (eu dormi).
     
    Esse filme vai decididamente pra mesma lista que A Fogueira das Vaidades. Não vai nem ficar na lista dos mais ou menos, que tem Snake Eyes (1998), que eu gosto, e Femme Fatale (2002), que dá vontade de rir. Mas há uma luz no fim do túnel, pelo menos para a carreira deste cineasta de 56 anos, nascido em 11 de setembro de 1940 -- ele anunciou que para o ano 2008 prepara uma prequela de um de seus melhores trabalhos, Os Intocáveis. Está sendo chamado de The Untouchables - Capone Rising, e promete contar os primeiros anos de Al Capone em Chicago. Nenhum ator da primeira versão do filme está oficialmente ligado a este projeto.
     
    No ano que vem, uma coisa é certa: ele não leva o Oscar de diretor, e vai demorar pouco tempo para os atores começarem a assumir que o filme foi uma grande roubada.
     


    Escrito por Sérgio Dávila às 17h13
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    Artigo em defesa do etanol - entre os dez mais vistos

    1. People Who Share a Bed, and the Things They Say About It
    2. In Search of Grocery Gems
    3. 9 Lives and Counting: Cat Power Sobers Up
    4. A Portrait of an Artist Both Loved and Hated
    5. It’s Muslim Boy Meets Girl, but Don’t Call It Dating
    6. TimesSelect Thomas L. Friedman: Dumb as We Wanna Be
    7. Movie Review | 'Old Joy': A Journey Through Forests and a Sense of Regret
    8. Bangor Journal: Saying Thank You to Those Who Answered the Call of Duty
    9. Choosing a College, With Help From the Web
    10. Economix: Life Is Better; It Isn’t Better. Which Is It?


    Escrito por Sérgio Dávila às 19h21
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    E Thomas Friedman defende o Ethanol brasuca

    I asked Dr. José Goldemberg, secretary for the environment for São Paulo State and a pioneer of Brazil’s ethanol industry, the obvious question: Is the fact that the U.S. has imposed a 54-cents-a-gallon tariff to prevent Americans from importing sugar ethanol from Brazil “just stupid or really stupid.”

    Thanks to pressure from Midwest farmers and agribusinesses, who want to protect the U.S. corn ethanol industry from competition from Brazilian sugar ethanol, we have imposed a stiff tariff to keep it out. We do this even though Brazilian sugar ethanol provides eight times the energy of the fossil fuel used to make it, while American corn ethanol provides only 1.3 times the energy of the fossil fuel used to make it. We do this even though sugar ethanol reduces greenhouses gases more than corn ethanol. And we do this even though sugar cane ethanol can easily be grown in poor tropical countries in Africa or the Caribbean, and could actually help alleviate their poverty.

    Yes, you read all this right. We tax imported sugar ethanol, which could finance our poor friends, but we don’t tax imported crude oil, which definitely finances our rich enemies. We’d rather power anti-Americans with our energy purchases than promote antipoverty.

    “It’s really stupid,” answered Dr. Goldemberg.

    If I seem upset about this, I am. Development and environmental experts have long searched for environmentally sustainable ways to alleviate rural poverty — especially for people who live in places like Brazil, where there is a constant temptation to log the Amazon. Sure, ecotourism and rain forest soap are nice, but they never really scale. As a result, rural people in Brazil are always tempted go back to logging or farming sensitive areas.

    Ethanol from sugar cane could be a scalable, sustainable alternative — if we are smart and get rid of silly tariffs, and if Brazil is smart and starts thinking right now about how to expand its sugar cane biofuel industry without harming the environment.

    The good news is that sugar cane doesn’t require irrigation and can’t grow in much of the Amazon, because it is too wet. So if the Brazilian sugar industry does realize its plan to grow from 15 million to 25 million acres over the next few years, it need not threaten the Amazon.

    However, sugar cane farms are located mostly in south-central Brazil, around São Paulo, and along the northeast coast, on land that was carved out of drier areas of the Atlantic rain forest, which has more different species of plants and animals per acre than the Amazon. Less than 7 percent of the total Atlantic rain forest remains — thanks to sugar, coffee, orange plantations and cattle grazing.

    I flew in a helicopter over the region near São Paulo, and what I saw was not pretty: mansions being carved from forested hillsides near the city, rivers that have silted because of logging right down to the banks, and wide swaths of forest that have been cleared and will never return.

    “It makes you weep,” said Gustavo Fonseca, my traveling companion, a Brazilian and the executive vice president of Conservation International. “What I see here is a totally human dominated system in which most of the biodiversity is gone.”

    As demand for sugar ethanol rises — and that is a good thing for Brazil and the developing world, said Fonseca, “we have to make sure that the expansion is done in a planned way.”

    Over the past five years, the Amazon has lost 7,700 square miles a year, most of it for cattle grazing, soybean farming and palm oil. A similar expansion for sugar ethanol could destroy the cerrado, the Brazilian savannah, another incredibly species-rich area, and the best place in Brazil to grow more sugar.

    A proposal is floating around the Brazilian government for a major expansion of the sugar industry, far beyond even the industry’s plans. No wonder environmental activists are holding a conference in Germany this fall about the impact of biofuels. I could see some groups one day calling for an ethanol boycott — à la genetically modified foods — if they feel biofuels are raping the environment.

    We have the tools to resolve these conflicts. We can map the lands that need protection for their biodiversity or the environmental benefits they provide rural communities. But sugar farmers, governments and environmentalists need to sit down early — like now — to identify those lands and commit the money needed to protect them. Otherwise, we will have a fight over every acre, and sugar ethanol will never realize its potential. That would be really, really stupid.




    Escrito por Sérgio Dávila às 19h16
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    E o NYTimes descobre o Piauí

     

    Não a nova revista, o Estado mesmo. Está na edição de domingo que vem do jornal, que você lê aqui.

    Uma foto:



    Escrito por Sérgio Dávila às 19h10
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    Alice Braga estréia em Hollywood ao lado de Will Smith

     

    A atriz brasileira Alice Braga, sobrinha de Sonia, foi confirmada no elenco de "I Am Legend", que conta ainda com Will Smith, mas não terá mais Johnny Depp, diferentemente do que se informou antes por aí. Baseado no livro "Eu Sou a Lenda", de Richard Matheson, a adaptação do romance de horror será dirigida em Nova York por Francis Lawrence, de "Constantine, e tem estréia prevista para o final de 2007. 

    Alice já trabalhou para os gringos, mas o longa, "Journey to the End of the Night", foi feito no Brasil. Em "Legend", uma praga dizimou quase todos os habitantes da Terra. Os que sobraram viraram "vampiros" --menos um (adivinhe quem?).

    Ela em Cidade de Deus



    Escrito por Sérgio Dávila às 18h40
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    A melhor nova serie, ate agora

     

    Acaba de estrear no canal aberto NBC um dos novos seriados mais esperado dessa temporada, "Studio 60 on the Sunset Strip". A história se passa nos bastidores de um programa estilo "Saturday Night Life" e, no primeiro episódio, a convidada da noite é Felicity Huffman, a Lynete de "Desperate Housewives". Ela está insegura com o monólogo escrito para que ela apresente o programa, comenta isso com o roteirista principal e ele diz que ela tem razão, o monólogo não tem mesmo nenhuma graça. Antes mesmo de ela entrar no ar, começa o esquete que chamaria para a programação, com um ator imitando o presidente George Bush. Irritado com a falta de graça das piadas, o roteirista principal do programa tem um ataque de nervos, interrompe o quadro ao vivo e começa um discurso sobre a decadência da programação da TV.

    O episódio gera uma grande crise no canal, e os principais executivos, que estão em um jantar de boas-vindas para a nova executiva contratada (a atriz Amanda Peet, de "Something's Gotta Give" e "The Whole Nine Yards", junto de Matthew Perry), decidem tomar alguma providência imediatamente. A nova executiva tem uma idéia ousada: contratar a dupla de roteiristas Matt Albie e Danny Tripp. Em outra festa, os dois roteiristas (Matthew Perry é Matt Albie e Bradley Whitford é Danny Tripp) recebem um prêmio sem saber que estão sendo considerados para voltar ao programa de onde foram demitidos quatro anos atrás. O personagem de Matthew Perry é o alpha male da dupla e entra em cena dizendo algumas das poucas piadas do primeiro episódio. Conta ainda que machucou as costas e está sob o efeito de um remédio poderoso contra a dor à base de opiáceo, o Vicodin (na vida real, o ator foi mesmo viciado em Vicodin e bebida, e se internou duas vezes em clínicas de reabilitação durante os 10 anos que durou o seu maior sucesso até agora, "Friends").

    Seu parceiro, no entanto, está com problemas mais graves. Ex-viciado em cocaína, não passou no último teste anti-drogas a que se submeteu há alguns dias (a história ainda não foi contada por inteiro, mas aparentemente ele foi preso com drogas e condenado a fazer reabilitação e testes semestrais). O seriado é uma superprodução, no estilo "West Wing", do mesmo criador deste programa, Aaron Sorkin. As drogas também fazem parte da biografia do roteirista, que em 2001 foi preso em um aeroporto na Califórnia com maconha, cocaína em pedra e cogumelos alucinógenos. Nunca dá para dizer ao certo se um seriado vai ser bom ou não pelo primeiro episódio (nem "Seinfeld" nem "Curb Your Enthusiasm", dois entre os meus favoritos, me pegaram no primeiro capítulo). Mas o investimento nessa série é alto, tem um monte de gente de talento trabalhando, e Matthew Perry, pelo menos no primeiro capítulo, mostrou que há vida inteligente após "Friends", coisa que nenhum de seus colegas conseguiu provar até agora. Com a possível exceção de Jennifer Aniston, que tem chance de virar uma atriz razoável quando parar de fazer cara de enfezada em seus filmes.

    Writer Aaron Sorkin's back and he's brought Matthew Perry, Amanda Peet and Bradley Whitford with him to Studio 60 on the Sunset Strip.

     



    Escrito por Sérgio Dávila às 00h37
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    10 coisas que eu não sabia sobre Weeds:

     
    Agrestic, o nome da cidade onde se passa a história da dona de casa que fica viúva e começa a vender maconha, é um anagrama de cigarets.
     
    No set, os atores fumam uma composição de ervas legalizadas, como orégano e catnip (a maconha dos gatos), que teoricamente não provocam nenhum efeito nem são proibidas pela lei.
     
    A criadora do programa, Jenji Kohan, teve a idéia quando lembrou de um episódio de sua infância. Uma tarde, na casa de uma colega de escola, descobriu um saco de supermercado cheio de maconha no freezer.
     
    Jenji Kohan teve um filho no meio da segunda temporada, e seu nome do meio é Smokey.
     
    O programa tem um 'consultor' de maconha, que na vida real abriu o primeiro clube da maconha medicinal da Califórnia. Ele aparece no episódio "Good Shit Lollipop" interpretando a si mesmo.
     
    O tema de abertura, que na segunda temporada é interpretado por um artista diferente em cada episódio, é uma música para crianças composta por Malvina Reynolds nos anos 60.
     
    O ator Justin Kirk, que vive o cunhado vagabundo mas boa praça Andy Botwin, foi o personagem principal da premiada adaptação para a TV da peça "Angels in America", em que Mary-Louise Parker também trabalhou, assim como Emma Thompson, Meryl Streep, Al Pacino e Jeffrey Wright.
     
    O ator Romany Malco, que faz Conrad, o parceiro de Nancy Botwin no tráfico, é o único do elenco que confessa que fuma maconha e que já plantou a erva em casa. Ele começou sua carreira artística aos 7 anos, como rapper, e era chamado de Kid Nice.
     
    Na segunda temporada, duas das personagens principais femininas vão se apaixonar: uma é Heylia, a traficante que vende maconha para Nancy distribuir, por um senhor religioso, que não tem idéia de como ela leva a vida.
     
    A outra é Nancy Botwin, que, mesmo depois de descobrir que Peter, com quem ela dorme no último capítulo da primeira temporada, trabalha para o DEA -- a agência anti-drogas dos EUA--, continua investindo nele.
     
    PS - Ele sabe o que ela faz da vida.
     


    Escrito por Sérgio Dávila às 00h31
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    Como seria a guerra com o Irã,

     

    ...pergunta-se a Time...,

    ..., enquanto a Newsweek elege as vinte prováveis líderes da próxima geração (nenhuma brasileira)



    Escrito por Sérgio Dávila às 21h21
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    Coluna América de hoje

    George W. Bush descobriu uma maneira de ganhar a Guerra do Iraque. Já que parece impossível vencer a insurgência e, entre esta, apaziguar as facções que brigam entre si, o presidente norte-americano seguiu o caminho mais lógico: inventar notícias boas a respeito do conflito. O plano é de simplicidade e, ao mesmo tempo, eficácia tamanhas que é estranho não ter sido pensado antes.

    Há algumas semanas, o comando militar dos EUA naquele país abriu concorrência para empresas de relações públicas no valor de US$ 20 milhões por um contrato de dois anos. A definição do trabalho é franca como um tiro no coração: monitorar o que a imprensa norte-americana e do Oriente Médio escrevem e transmitem sobre o Iraque e buscar maneiras de emplacar "histórias positivas" nesse meios.

    A proposta, que pode ser vista na íntegra (em inglês) no site www.fbodaily.com, pede um time de 12 a 18 pessoas, que trabalharão diretamente com o alto comando no Iraque e cujo objetivo é "desenvolver estratégias de comunicação e táticas, identificar oportunidades e executar eventos para divulgar efetivamente as metas do governo iraquiano e da coalizão e construir uma base de apoio entre nossa audiência estratégica".

    Por "audiência estratégica", leia-se os três maiores telejornais diários das TVs abertas dos EUA (ABC, CBS e NBC), que vão ao ar às 18h30, atingem cerca de 25 milhões de telespectadores e ainda são a principal fonte de informação do americano médio, e a rede de notícias Al Jazira, do Qatar, que não é chamada de "a CNN do mundo árabe" à toa.

    O pior é que isso não é novidade. Há alguns meses, um "repórter" que só levantava a bola do governo nas coletivas presidenciais foi desmascarado -levava dinheiro oficial. Na semana passada, o "Miami Herald" publicou uma lista de jornalistas que falavam mal de Fidel Castro a soldo do Tio Sam, incluindo o que bateu boca com o ditador cubano num evento público pouco antes de o líder cair doente.

    O último número da "Harper's" (não confunda com a "Harper's Bazaar", de moda), uma das melhores revistas norte-americanas mensais da atualidade, trouxe artigo de um estudante da escola de jornalismo da New York University de título auto-explicativo: "O estagiário da desinformação - Meu verão como um propagandista militar no Iraque".

    O autor, Willem Marx, denuncia como conseguiu ser contratado pela empresa Lincoln Group, baseada aqui em Washington, que paga para que jornalistas vão a Bagdá e vendam reportagens positivas para a imprensa escrita iraquiana e para a emissora Al Arabiya, uma espécie de CNN oficial da administração pós-invasão. O contrato do grupo é um pouquinho melhor: US$ 100 milhões, com duração de dez anos.

    Marx foi para lá. Passou o último verão escrevendo e vendendo histórias para jornais como "Al Mutamar"

    (O Congresso) e "Al Sabah" (A Manhã) -a maioria "apurada" pela internet, a partir de pedaços de notícias que ele coletava na rede, apesar de estar no meio da ação. Pense em Willem Marx da próxima vez em que você der de cara com histórias como o heróico "resgate" da recruta Jessica Lynch.


    Escrito por Sérgio Dávila às 20h13
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