EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Bush, as eleições de novembro e a Coréia do Norte - Coluna América de hoje

Tão logo as urnas foram seladas nas eleições presidenciais norte-americanas de 2000 e de 2004, os republicanos passaram a trombetear duas conclusões. Na primeira: o eleitor, cansado das baixarias de oito anos do democrata Bill Clinton, tinha escolhido o republicano por se identificar com seus "valores morais" (é o caso de perguntar: como quem venceu o voto popular na verdade foi Al Gore, conforme confirmaram recontagens posteriores, e Bush acabou levando a presidência no "tapetão" da Suprema, tem-se que a maioria dos eleitores norte-americanos é amoral, dissoluta e promíscua?).

Na segunda: que George W. Bush foi reeleito porque, conservador por "default", o norte-americano historicamente mantém no poder o presidente em tempos de guerra (é o caso de perguntar de novo: como a "Guerra ao Terror" não conta com inimigo definido nem conclusão possível, teremos a dinastia Bush eternizada no poder? O primeiro-irmão Jeb está logo ali, atrás da fila e pronto para atender ao chamado).

O pais caminha agora para as eleições de meio de mandato, que renovam toda a Casa Baixa do Congresso e parte do Senado (além de 36 dos 50 governos estaduais). As pesquisas apontam para um controle democrata praticamente certo no primeiro caso e muito provável no segundo, pela primeira vez desde o começo da década de 1990. O motivo da virada? Valores morais e a "Guerra ao Terror" (insira sua própria ironia aqui).

O primeiro: há algumas semanas, o departamento de jornalismo da emissora ABC descobriu que o representante (deputado federal) Mark Foley trocava mensagens instantâneas (SMS) de conteúdo sexual explicito com estagiários menores de idade que trabalham por períodos no Congresso. A troca de mensagens pode ter começado em 2000. O comando republicano pode saber do "problema" envolvendo um de seus políticos desde 2003. A descoberta levou a renúncia do congressista, deve custar algumas cabeças da liderança republicana e vem aliando parte importante do eleitorado conservador, principalmente entre os mais religiosos.

A segunda: você ainda precisa ler aqui? O Iraque faz água -na semana passada, uma entidade não-governamental americano-iraquiana divulgou que o total de mortos desde a invasão do Iraque pode chegar a 600 mil pessoas no país. O Afeganistão começa a fazer água. E agora tem aquele probleminha da Coréia do Norte. Bush, o gênio militar, auxiliado pela Escolinha do Professor Raimundo que cuida de sua estratégia de defesa e diplomacia, invadiu o país errado e depôs o ditador que oferecia menos perigo para os Estados Unidos.

Enquanto isso, quem estava atrás mesmo de armas de destruição em massa e acaba de provar isso ao mundo é Kim Jong-il (a melhor piada sobre o ditador norte-coreano veio do time de roteiristas que escreve as falas do apresentador David Letterman: "descobriu-se que o líder da Coréia do Norte tem um herdeiro.

Chama-se Mentally-il" -trocadilho com "mentally ill", "doente mental", em inglês). Patético, o presidente norte-americano veio a público depois do suposto teste nuclear dizer que insistia na via diplomática.

Claro, ele não tem mais dinheiro nem crédito na praça da opinião pública para ir a mais uma guerra. E, pelo andar da carruagem, a partir de 7 de novembro, não terá mais um Congresso que chancele todas as suas estripulias. Se isso acontecer mesmo, passara seus últimos dois anos como um presidente "pato manco", na expressão original norte-americana, cumprindo tabela, contando os dias para o final, sem poder de fato para governar. Repetindo: se isso acontecer mesmo, o mundo respirara mais tranqüilo. Pelo menos, por 24 meses.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h18
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As semanais de hoje

Time e Newsweek calculam quanto o escândalo do ex-congressista supostamente pedófilo Mark Foley pode afetar as eleições de 7 de novembro, que renovarão parte do Congresso norte-americano e dos governos estaduais. Pelo andar da carruagem (ou do elefante, símbolo do partido republicano, animal que por coincidência está na capa da revista dominical do NYTimes, mas por outro motivo), os democratas podem retomar o controle das duas casas pela primeira vez desde 1992...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h28
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Coluna América de hoje

Os Estados Unidos também tiveram seu picolé de chuchu. Chamava-se John Kerry. Não havia candidato democrata melhor para disputar a Casa Branca com o residente George W. Bush em 2004. Literalmente: ninguém mais de peso quis, e, dos que quiseram, nenhum era melhor do que Kerry. Ainda mais pelo que se mostrava ser aquele pleito, um referendo à política externa de Bush. E a política externa monotemática de Bush começava a fazer água.

O Afeganistão saía do controle dos norte-americanos e o país via entrarem em cena dois problemas. O novo era que a invasão liberou as fronteiras para que a máfia do ópio, os mesmos que foram expulsos pelo regime ultra-religioso dos Talibãs, voltasse sossegada. O velho era que os próprios Talibãs sobreviventes seguiram o caminho dos traficantes e também eles começavam a voltar.

Já o Iraque... Bem, o Iraque iniciava a longa descida em direção à guerra civil que vive hoje, com os primeiros seqüestros, a incipiente insurgência, as primeiras facções se organizando e passando a atacar umas às outras. Eis um cenário que pedia um herói de guerra com a ficha impecável.

Pois esse herói era John Kerry. Ele lutou no Vietnã e trouxe as medalhas para comprovar. Seu oponente era o mesmo George W. Bush de sempre, aquele que tinha usado a influência do pai poderoso para se alistar na "unidade do champanhe", como ficou conhecido o destacamento ao qual ele compareceu meia dúzia de vezes durante a Guerra do Vietnã, no Texas, nos anos 70.

E não é que, auxiliado por dois "spin doctors", dois mestres na arte de pegar um fato e girá-lo ("spin") até que ele trabalhe a seu favor, Bush virou o jogo? Seguindo os conselhos de Dick Cheney, seu vice, e Karl Rove, seu "cérebro", o presidente passou a atacar a conduta militar de Kerry, se focando não no período das medalhas, mas no posterior, em que o senador democrata do Massachusetts foi ativista antiguerra.

Para o olhar estrangeiro, era no mínimo curioso ver o fujão acusar na TV o herói de ser um fujão. E o herói não conseguir responder. Passada a cacofonia das campanhas, o que ficou na cabeça do eleitor é que George W. Bush "brigava" por seus ideais, era o mais preparado para conduzir o país em "tempo de guerra". Já o "chayote popsicle", o picolé de chuchu local, parecia indeciso, inseguro, balbuciante.

Na hora de registrar seu voto nas urnas, a maioria estava tão embananada e assustada que fechou com o "cara com quem eu gostaria de tomar uma cerveja", o "gente-como-a-gente", as principais qualidades de Bush, apontadas por pesquisados num estudo já famoso.

Troque os personagens e algumas partes do roteiro, mas mantenha o principal. Você já viu esse filme em algum lugar? Um candidato oponente escolhido de última hora e por exclusão porque os outros acharam que terão mais chance na próxima eleição? O acusado (de deixar roubar, no caso) dizer que vai mandar investigar os acusadores para saber de onde veio a acusação e a quem ela interessa?

O eleitor, na hora agá, dizendo "já que é tudo corrupto, pelo menos vou votar em quem eu gostaria de convidar para um churrasco lá em casa"?

Respostas para essa coluna no dia 31 de outubro. À noite.


Escrito por Sérgio Dávila às 20h07
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Chovendo na huerta

 

À première de Infiltrados em Nova York Jack, 69, foi com a amiga Paz de la Huerta, de 22 anos.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h09
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All Jack, all the time

 

Os Inflitrados, melhor filme de Martin Scorsese em anos, traz Jack Nicholson de volta aos holofotes. Ele fala que não usa camisinha na Rolling Stone desse mês, conversa com elenco e diretor do filme na Time dessa semana e dá entrevista ao USA Today de hoje

jack nicholson Photo

Here's Jack: Nicholson stars as a mobster in Martin Scorsese's The Departed in theaters nationwide Friday.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h04
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Rainha Kirsten

 

Uma vez por ano, a EW lança sua edição de fotos (mais por falta de assunto do que outra coisa...). A de hoje traz um ensaio com Kirsten Dunst, que vive o papel-título de Maria Antonieta, novo filme de Sofia Coppola, e uma retrospectiva das melhores fotos até agora. Minha seleção (Kirsten, Charlize e aquele casal):

QUEEN BEADED ''Sometimes I felt really isolated because it was such a lonely part to play''

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h57
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Caixas pretas podem ser examinadas fora do país

 

É o que disse Milton Zuanazzi, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ao repórter Paulo Prada, na edição de quinta do NYTimes. "Ilustrando a sensibilidade internacional, o sr. Zuanazzi disse que os investigadores estavam planejando mandar as "caixas pretas" para análise ao Transportation Safety Board do Canadá, em Ottawa. Autoridades brasileiras discutiram a possibilidade de mandar as caixas para o National Transportation Safety Board, em Washington." Segundo o texto, há acusações "acaloradas" no Brasil contra a tripulação americana.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 03h22
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Jornalista diz que pilotos "correm perigo" no Brasil

 

Em entrevista hoje cedo ao "Today Show" da NBC, o jornalista Joe Sharkey, colunista do NYTimes, termina a conversa com o âncora dizendo que é preciso ter "cuidado" sobre como as evidências serão obtidas nesse caso e que os pilotos detidos no Brasil "correm algum tipo de perigo". Veja o vídeo aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h28
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Harry Potter e sua varinha de "condão"

 

Caiu no YouTube clipe com Daniel Radcliff, o ator de Harry Potter, vestido de escoteiro-mirim, primeiro cantando uma mulher mais velha (a atriz Diana Rigg), depois fazendo trocadilhos com varinha de condão e uma camisinha (condom, em inglês). Hilariante --e chocante, para os fãs de Harry Potter. É esuqte do programa Extras, da Tv britânica.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h02
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"Boom!", diz jornalista em vídeo sobre a colisão do jatinho com o Boeing

 

O site do NYTimes colocou no ar um vídeo em que Joe Sharkey, o jornalista especializdo em aviação empresarial que estava a bordo do Legacy, conta sua versão do que aconteceu naquela sexta-feira.

Seu texto e uma foto do avião danificado estão na primeira página do jornal de hoje.

frontpage



Escrito por Sérgio Dávila às 09h52
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Dexter, o seriado mais cool da nova temporada, estréia na Showtime

Rita Castro-Alves
 

É triste revelar isso, mas ontem à noite preferi assistir à estréia de "Dexter" em vez do segundo episódio da nova temporada de "Desperate Housewives". Tudo bem que eu, como grande parte dos fãs de TV nos EUA e uma boa parte dos fãs brasileiros, tenho Tivo, e meu episódio está gravadinho, bonitinho, esperando a hora de ser assistido. Tivo, você também vai ter um e nunca vai sair de casa sem programá-lo, prometo.

 

Dexter é o nome do personagem principal dessa nova série que se passa em Miami e tem Michael C. Hall no papel principal. Lembra-se dele, o David Fisher, o irmão gay super enrustido de "Six Feet Under"? Mesmo depois de ele sair do armário, David Fisher era enrustido, ansioso, problemático. Pois o novo personagem que ele interpreta é bem mais, digamos, resolvido. Ele é um serial killer que foi adotado quando criança por um policial muito compreensivo (interpretado por James Remar, que era o amante rico e cafajeste de Samantha em "Sex and the City", lembra?, com quem ela uma noite voa para o Rio no avião particular dele?), que logo que nota o instinto assassino do filho resolve dirigi-lo para o bem. Já que ele sabe que não vai conseguir "curar" o menino, ensina que ele só deve matar outros serialkillers, aqueles que a polícia não consegue prender. E assim faz Dexter, que resolve seguir também a profissão do pai e vira um investigador especialista em descobrir a história dos assassinatos pela trilha de sangue deixada no local do crime. Claro que ele tem um prazer todo especial no seu trabalho, já que também "aprende" com suas presas técnicas que depois usa em seu hobby.

 

O legal do seriado é que ele é todo narrado por Dexter, e você de cara percebe que ele tem senso de humor, é inteligente e poderia muito bem ser seu amigo, não fosse o pequeno incoveniente de ser também um assassino. Mas também, como ele só mata outros assassinos, você se pega torcendo para que ele encontre suas vítimas. E não pense que os assassinatos cometidos por Dexter não são sangrentos ou violentos, eles são terríveis, difíceis até de assistir sem fechar os olhos na hora H. Mas o clima todo da história é cool, como o filme Miami Vice deveria ser e não foi. A cidade está lá, você reconhece as fachadas dos prédios da cidade, o clima totalmente kitsch. E na polícia, onde Dexter trabalha, tem uma boa parte dos companheiros dele que é latina e o espanhol é uma língua já embutida nos diálogos entre os personagens.

 

Dexter tem uma irmã que também é policial, mas muito menos brilhante que ele. E sua chefe, interpretada por Lauren Veléz, que vivia a doutora Gloria Nathan, de "Oz", aquele outro seriado ultraviolento da HBO (que por um motivo nunca compreendido não fez nenhum sucesso no Brasil), tem uma atração óbvia por Dexter e uma raiva também óbvia de sua irmã. Só um outro policial em toda a "repartição" de Dexter acha que ele é um cara estranho, mas como ele mantém todas as aparências, é simpático com os outros colegas e trabalha bem, ninguém tem motivo para levar a sensação do colega a sério. O que ele, Dexter, não entende é como em um lugar lotado de policiais, profissionais que teoricamente teriam mais sensibilidade para encontrar um criminoso, só um colega desconfia dele.

 

Até uma namorada ele tem. É uma mulher separada com dois filhos, que era casada com um viciado em crack que a estuprava e batia constantemente, tanto que ela ficou complexada e não tem vontade nenhuma de transar com Dexter. Ele acha isso um alívio, pois, apesar de sentir atração por mulheres, tem aflição da idéia de fazer sexo, acha pouco digno.

 

No primeiro episódio, um novo serial killer começa a atacar. E ele deixa Dexter angustiado, pois usa uma técnica de drenar todo o sangue das vítimas e cortar os membros que faz o corpo ficar parecendo uma boneca de plástico quebrada, e o trabalho dos investigadores fica muito mais complicado. Dexter fica superexcitado com o método do "colega" assassino. E, quando chega em casa, à noite, descobre uma Barbie despedaçada no seu freezer. Pelo jeito, o serialkiller descobriu Dexter. E os dois estão a fim de brincar com o outro. Dexter termina o seriado em êxtase, como se pela primeira vez na vida tivesse feito um amigo.

 

Vai ser impossível não assistir de novo no domingo que vem.

 

 
 


Escrito por Sérgio Dávila às 19h08
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As semanais de hoje

A Time explica como nos tornamos humanos (jornalismo quente), enquanto a Newsweek destrincha o novo livro de Bob Woodward, do Washington Post (ambos, revista e jornal, da mesma empresa-irmã), que agora resolveu chutar cachorro morto depois de ter feito dois livros vergonhosos elogiando o primeiro mandato de Bush.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h12
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Estréia Big Love hoje na HBO brasileira

Na última quarta, a cidade de
Hurricane, no Estado de Utah,
saiu da rotina modorrenta que
contradiz seu próprio nome
("furacão", em inglês), para se
acotovelar em frente à TV e no
tribunal e conseguir ver quem é,
afinal, e como se comporta o su­
jeito que se denomina "profe­
ta", dirige uma seita e estava na
lista dos dez mais procurados do
FBI até sua prisão, no começo do
mês. Apesar da pele muito pálida
e do olhar algo morto, Warren
Jeffs é aparentemente normal.

Mas Warren Jeffs é polígamo.

Há diversos grupos dissidentes
do mormonismo nos EUA que
defendem a poligamia masculina,
o direito de um homem casar
com várias mulheres, embora a
seita religiosa norte-americana,
fundada em 1827 por Joseph
Smith (1805-1844), conhecida no
Brasil como Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias, re­
jeita a prática desde que a lei nor­
te-americana a proibiu, em 1887.

A própria polícia federal dos
Estados Unidos calcula entre 40
mil o número de praticantes, só
nos Estados de Utah e Arizona. E
todo editor de programa de notí­
cias locais sabe: poligamia traz
audiência. Demoraria pouco até
que os responsáveis por progra­
mas de ficção tivessem o mesmo
raciocínio. Para a HBO norte-a­
mericana, demorou até o ano
passado, quando Tom Hanks, no
seu chapéu "produtor", apre­
sentou a idéia de dois roteiristas,
Mark V. Olsen e Will Scheffer.

Em fevereiro desse ano, chega­
ria às telas das TVs norte-ameri­
canas "Big Love". Foi um suces­
so inesperado, embora a audiên­
cia não tenha se igualado aos hits
absolutos do canal pago, "So­
pranos", atualmente num hiato
de mais de ano, e "Sex and The
City", já concluída. Hoje, o pri­
meiro episódio, o piloto, estréia
na versão brasileira da HBO.

A série mostra a vida de Bill
Henrickson (o ator Bill Paxton,
de "Twister"), um comerciante
bem-sucedido de Utah, que leva
uma vida aparentemente normal
_não fosse o fato de ter três mu­
lheres e sete filhos, e de estas mo­
rarem em três casas contíguas,
que dividem o mesmo quintal.
Ele cumpre suas obrigações ma­
ritais de acordo com um esquema
simples, mas eficaz: cada dia da
semana é dedicado a uma.

Primeiro, a chefe da "tropa",
Barb (Jeanne Tripplehorn, de
"Instinto Selvagem"), sensual
em sua maturidade; depois, a ciu­
menta e ultrarreligiosa Nicolette
(Chloë Sévigny, de ‘Kids‘), que
ele roubou do "profeta" (Harry
Dean Stanton), seu arquiinimigo
e muito parecido com o Warren
Jeffs da vida real; por fim, a sexy
Margene (Ginnifer Goddwin,
atriz novata). E começa tudo ou­
tra vez. De certa maneira, Bill é
um Warren Jeffs a quem as pes­
soas assistem sem culpa.

"Se eu vivesse mil anos atrás, se
eu tivesse condições financeiras,
provavelmente eu teria várias
mulheres", disse Bill Paxton, pa­
ra quem a idéia é tornar o perso­
nagem mais "gente como a gen­
te" possível. Tanto que logo no
segundo episódio Bill (o persona­
gem, não o ator) tem de recorrer
ao Viagra para dar conta do reca­
do. Cartões de crédito estoura­
dos, ciúmes e até um affaire farão
parte dos próximos episódios.

À maneira de "Sopranos", po­
rém, quando a audiência começa
a achar "normal" o estilo de vi­
da daquela família, algo vindo do
submundo volta para lembrar
Bill e os telespectadores que há al­
go de errado naquela equação.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h50
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América de hoje

"Nunca ninguém perdeu dinheiro subestimando o gosto do público norte-americano."

H.L. Mencken (1880-1956)

Mike Judge entende uma ou duas coisas sobre o espectador dos EUA, especialmente o consumidor adolescente. É dele a criação Beavis e Butt-Head, a dupla de animação que definiria com tintas exageradas e hilariantes o típico jovem americano dos anos 90. Um diálogo dos dois (na verdade, monólogo, uma vez que só Butt-Head conseguia juntar mais de duas palavras) escolhido ao acaso:

Beavis: Sabe Moisés?

Butt-Head: ?

Beavis: Dos Dez Mandamentos. Você sabe, Moisés, dos anos 60.

Com a fama, Judge criaria a menos inspirada "King of the Hill", também animação, e o longa cult "Office Space" (1999). Pois há um filme inédito de Judge que seu estúdio, a Fox, faz questão de deixar na gaveta. Foi lançado "por baixo dos panos" há algumas semanas em poucas telas nos EUA (nenhuma em Nova York e Los Angeles) e agora descansa na prateleira esperando a vez de sair em DVD. Chama-se "Idiocracy" (idiocracia), já se chamou "Uh-Merica". É a história de um americano típico -e meio bronco- que entra de cobaia num programa do governo e hiberna por 500 anos. Ao despertar, encontra seu país, os Estados Unidos, idiotizado por meio milênio de cultura pop nivelada por baixo, sob a ditadura das agências de publicidade, que só pensam no tal adolescente médio como público-alvo.

A fome ameaça o planeta, pois os imbecis locais, que andam de triciclos enormes e cromados, resolveram regar as plantações com uma espécie de Gatorade azul-esverdeado. Nesse mundo, o personagem vindo do passado, interpretado por Luke Wilson, se torna o homem mais inteligente do universo. O filme foi engavetado porque não foi bem recebido em exibições-teste, disse o estúdio.

Não é bem assim, responderam o diretor e outros. Segundo eles, marcas como a Starbucks, que obviamente monopolizam o futuro dos idiotas, não gostaram de ver seus nomes ligados à história -e a Fox temia ofender aquele que, afinal, é seu consumidor. Judge faz uma ponta em "Jackass 2", o campeão de bilheteria atual nos cinemas dos EUA. Quem já assistiu ao programa da MTV que deu origem ao filme sabe que "Jackass" é uma espécie de versão "reality-show" de "Idiocracy".

O fenômeno literário de maior sucesso no país atualmente é a série "...for Dummies" (...para idiotas). Há desde "Windows for Dummies" até "Islan for Dummies", 1.000 temas que já venderam mais de 150 milhões de cópias. Mais de 200 títulos da inconfundível coleção de capa amarela são lançados por ano. Nesse ritmo, escreve a ensaísta Rachel Donadio no suplemento literário do "New York Times" de domingo passado, logo haverá mais livros para "dummies" do que "dummies" para lê-los.

Os Estados Unidos que elegeram George W. Bush por duas vezes seguidas vivem a "idiocracia" hoje.
 

É apenas coincidência que a coluna tenha esse tema bem no dia de hoje. Bom voto.


Escrito por Sérgio Dávila às 13h15
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