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Calories in Plain Sight

Escrito por Sérgio Dávila às 14h44
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Peça em NY tem empregada brasileira que não gosta de limpar

 

The Clean House, que acaba de estrear no Lincoln Center e é objeto de crítica na edição de hoje do NYTimes, tem uma empregada brasileira que conta piadas em português (sem tradução, o que deixa a platéia boiando, segundo o crítico, que ainda tenta uma metáfora profunda sobre isso no final do texto) e não gosta de fazer faxina. Ela se chama Matilde e é interpretada por Vanessa Aspillaga (sentada no chão, na foto abaixo). Alguém aí falou em Trair e Coçar?

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h12
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Tim Robbins vê derrota dos republicanos

Os republicanos perderão as eleições do dia 7 porque nunca foram maioria. "Apenas tinham o megafone mais estridente e o púlpito mais alto", disse o ator e ativista liberal Tim Robbins. De acordo com o democrata, ele próprio uma das vozes mais estridentes de Hollywood em questões políticas, os neoconservadores "nos venderam um produto podre, e você não compra um produto podre duas vezes."
O ator recebeu quatro jornalistas estrangeiros em Nova York para falar de seu filme mais recente, "Catch a Fire", que estreou nos EUA na sexta e chega ao Brasil em janeiro, A película reconta a história de Patrick Chamusso e sua luta contra o apartheid sul-africano. Robbins começou a conversa dizendo: "Vamos ver se conseguimos evitar a palavra "política" até o final dessa entrevista". Instado pela Folha, porém, falou não só de política mas de como foi perseguido por se manifestar contra a Guerra do Iraque, já em 2003; criticou a imprensa de seu país e mesmo o silêncio de seu partido. Leia os principais tópicos da conversa:

CONSERVADORES
"O que os neoconservadores fizeram nesse país foi conseguir manobrar para que a maioria acreditasse que era minoria. E eles fizeram isso apenas porque tinham o megafone mais estridente, o púlpito mais alto e acesso a todo tipo de mídia, televisão, "talk shows" de rádio, jornais, igrejas. Mas representam a minoria, nunca tiveram a maioria.
Eles nos venderam um produto podre, e não se compra um produto podre duas vezes."

INTIMIDAÇÃO
"Ser intimidado por gritaria, por uma porção pequena de ideólogos, não me afeta. Se eu vivesse nos subúrbios, numa cidade não tão conectada quanto Nova York, poderia ter me calado, intimidado-me.
Você tem a impressão de que, quando discorda, vai ser perigoso -esse é o ponto da reação, eles querem que você e pessoas que podem pensar como você se calem."

GUERRA DO IRAQUE
"Antes da guerra, tudo o que eu disse foi: "Nós temos de dar mais tempo aos inspetores para acharem as armas de destruição em massa, assim teremos certeza antes de comprometer nossos cidadãos, arriscar nossas tropas numa guerra que vai ser longa". Você acha isso radical? É razoável, defende a paciência, não é antiamericano. Fui chamado de traidor, de apoiador de terroristas."

IMPRENSA
"Quando defendi a paciência antes da guerra, perguntaram-me: por que os democratas não estão fazendo essas perguntas? E onde está a imprensa? Segundo um estudo conduzido pela [ONG liberal] Fairness & Accuracy in Reporting (Fair), durante dois meses na programação da CNN, a emissora ouviu 530 especialistas que apoiavam a guerra, ante quatro que se opunham. Naquela época, a opinião pública estava dividida meio a meio sobre o assunto.
Depois, o estudo revelou que parte dos experts ouvidos que defendiam a guerra na verdade eram membros dos conselhos de empresas que lucrariam com o conflito. Se isso não é propaganda, eu não sei o que é."

"LEI DA TORTURA"
"Quando eu vejo soldados sendo indiciados por terem feito isso ou aquilo na guerra, e não os autores da política de governo, digo que isso é errado. Os soldados estão pagando por uma política imunda."



Escrito por Sérgio Dávila às 12h18
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O melhor do dia



Escrito por Sérgio Dávila às 09h31
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"Lulinha Paz e Amor", em português, na Economist

 

Tema da imprensa estrangeira, a reeleição de Lula ganhou nota no site da Economist, que cita o slogan Lulinha Paz e Amor, em português, sem tradução. Para depois dar uma lambada no novo presidente.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h23
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Eleições nos EUA serão referendo

 

O governo Bush --e não só o controle do Congresso-- está em jogo nas eleições do dia 7, diz a Time de hoje, enquanto a Newsweek investe num texto do grande Fareed Zakaria sobre a estratégia para a Guerra do Iraque --embora não tão bom quanto o de Anthony Shadid hoje no Washington Post, em que ele revisita a capital iraquiana(o repórter era um dos cento e poucos que estávamos em Bagdá desde o cair da primeira bomba, em março de 2003).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h38
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Coluna América de hoje

De acordo com uma pesquisa da National Geographic Society, a maioria dos jovens norte-americanos não sabe apontar onde fica o Iraque num mapa-múndi. Apenas 13%, ou um entre sete dos ouvidos, gente de 18 a 24 anos, localizam o país invadido pelos Estados Unidos. A ignorância que o norte-americano médio tem do mundo que o cerca é notória (segundo o mesmo levantamento, 49% não reconhecem Nova York e 11% não localizam o próprio país).

Já mereceu estudos, explicações (lugar de dimensões continentais, fechado em si mesmo, formado por imigrantes) e, de certa maneira, até desculpas -se está dando tão certo, para que se incomodar com detalhes? A coisa sai do terreno do anedótico quando tal ignorância começa a custar vidas, inclusive a de norte-americanos como os jovens acima, entre os quais muitos podem acabar na guerra.

Enviados a mando de um presidente que, segundo o livro "The End of Iraq - How American Incompetence Created a War Without End" (O Fim do Iraque - Como a Incompetência Americana Criou uma Guerra sem Fim, ed. Simon & Schuster), de Peter W. Galbraith, não sabe a diferença entre sunitas e xiitas e se espantou numa reunião na Casa Branca em que seus assessores se referiam diversas vezes aos dois grupos no Iraque: "Eu pensei que todos os iraquianos eram muçulmanos!", teria dito então.

(Sim, W., ambos são muçulmanos; mas os xiitas só aceitam as tradições transmitidas pelos descendentes de Ali, genro de Maomé; os sunitas reconhecem a autoridade tanto dele quanto dos outros três primeiros califas; o sul do Iraque, assim como 90% do Irã e o Hizbollah? Xiitas; O partido de Saddam, assim como a Al Qaeda, Osama bin Laden e o Talebã? Sunitas.)

Jeff Stein, especialista em segurança nacional, escreveu um texto sobre o tema há alguns dias no "New York Times". Disse que nos últimos meses vem terminando toda entrevista que faz com alguém do governo ligado à área de contraterrorismo com a pergunta: "Você sabe a diferença entre um sunita e um xiita?". NINGUÉM soube responder até agora. Nem o chefe da recém-criada divisão antiterrorismo do FBI nem os congressistas das comissões que cuidam da área, ninguém.

Para o analista, é o mesmo que o serviço de inteligência britânico não saber a diferença entre católicos e protestantes à época dos conflitos com o IRA. Na mesma semana em que escreveu isso, um relatório do FBI informou que, cinco anos após 19 terroristas árabes terem derrubado as torres gêmeas, apenas 33 dos 12 mil agentes daquela polícia sabem falar a língua -dos 33, alguns só falam palavras básicas; não há informe sobre quantos dominam o farsi, mas são em menor número.

O absurdo não é restrito ao FBI. Também a CIA, a agência de inteligência do país, tem falta de pessoas que dominem as línguas do Oriente Médio. Muita comunicação interceptada de suspeitos de terrorismo deixa de ser traduzida ou interpretada por falta de gente; no FBI, havia 70 tradutores de árabe em 2001, hoje são 269 pessoas.

Já não é mais nem questão de vencer a Guerra do Iraque ou implantar um governo democrático na região; o negócio é ir saindo já, de mansinho e de preferência à noite, antes que a população local descubra que eles não têm a menor idéia do que estão fazendo lá. E que não tinham desde o começo.

De novo, o tema da coluna não tem nada a ver com o dever cívico de hoje no Brasil. Bom voto.


Escrito por Sérgio Dávila às 14h10
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"O Sacrifício" não vale o sacrifício

De certa forma, foi juntar a fome com a vontade de comer: a fome que Neil LaBute tem de lidar com a luta dos sexos, seja na forma que for, e a urgência de um tema, o intervencionismo norte-americano, que parece permear parte da produção local em tempos de guerra.
Eclético, o talentoso dramaturgo e diretor de origem mórmon, do excelente "Na Companhia de Homens" (1997), já se aventurou no filme de época ("Possessão", 2002) e na tragicomédia ("A Enfermeira Betty", 2000), entre outros.
Agora, se dá menos bem ao refilmar um clássico de terror B dos anos 70, "The Wicker Man" ("O Homem de Palha", no Brasil), que volta como "O Sacrifício". O que era apenas um thriller ocultista com Christopher Lee recebe goela abaixo uma xaropada que mistura misoginia barata com crítica política mal colocada.
Parte da culpa é de Nicolas Cage, no papel principal, como um policial que resolve visitar uma ilha isolada na Costa Oeste americana depois de receber uma carta de uma ex-noiva pedindo ajuda na investigação do desaparecimento de uma filha que ele nem sabia que tinha.
Mais e mais, o ator vai se mostrando que é um John Travolta dez anos mais novo: bem dirigido, pode salvar filmes; largado solto, não é difícil que cause constrangimento com suas performances afetadas. Infelizmente, o segundo é o caso aqui.
Na sessão que eu vi, o momento crucial da trama, perto do final, arrancava risos da platéia. Sendo LaBute, no entanto, nem tudo se perde, principalmente na parte inicial, pré-ilha, e nos trechos do roteiro que ressaltam o que ele sabe fazer melhor: diálogos rápidos e ácidos entre homens (no caso, homem, singular) e mulheres, muitas mulheres.

O SACRIFÍCIO
 
Direção:
Neil LaBute
Produção: EUA/Alemanha, 2006
Com: Nicolas Cage, Ellen Burstyn
Quando: em cartaz nos cines Iguatemi Cinemark 1, Butantã 1 e circuito


Escrito por Sérgio Dávila às 17h28
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Os dez textos mais lidos no site do NYTimes nas duas últimas semanas (note a ausência de eleições e de Coréia do Norte)

1)

Yankee Dies in Plane Crash, Official Says
By MARIA NEWMAN and WILLIAM K. RASHBAUM, Published: October 11, 2006
Cory Lidle, a pitcher for the New York Yankees, was killed today when a plane crashed into a residential high-rise building on New York City's Upper East Side, a city official confirmed.
2) To Be Married Means to Be Outnumbered
By SAM ROBERTS, Published: October 15, 2006
Married couples, whose share of American households has been declining for decades, have slipped into a minority.
3) Evangelicals Fear the Loss of Their Teenagers
By LAURIE GOODSTEIN, Published: October 6, 2006
Evangelical Christian leaders are warning one another that their teenagers are abandoning the faith in droves.
4) Seduced by Snacks? No, Not You
By KIM SEVERSON, Published: October 11, 2006
According to Prof. Brian Wansink's research, people make over 200 food decisions a day -- and are outwitted at every turn.
5) Old but Not Frail: A Matter of Heart and Head
By MARIA NEWMAN and WILLIAM K. RASHBAUM, Published: October 11, 2006
A central issue only now being systematically addressed is why some people age well and others do not.
6) An Elephant Crackup?
By CHARLES SIEBERT, Published: October 8, 2006
Attacks by elephants on villages, people and other animals are on the rise. Some researchers are pointing to a species-wide trauma and the fraying of the fabric of pachyderm society.
7) A History of Sex With Students, Unchallenged
By DAVID KOCIENIEWSKI, Published: October 10, 2006
A N.J. school district is being sued for failing to stop a woman with an appetite for under-age boys.
8) Study Links Extinction Cycles to Changes in Earth's Orbit and Tilt
By JOHN NOBLE WILFORD, Published: October 12, 2006
Scientists say periodic changes in Earth's orbit may account for the apparent regularity with which new species of mammals emerge and then go extinct.
9) As Exemptions Grow, Religion Outweighs Regulation
By DIANA B. HENRIQUES, Published: October 8, 2006
Religious organizations enjoy an abundance of exemptions from regulations and taxes. And the number is multiplying rapidly.
10) With YouTube, Student Hits Jackpot Again
By MIGUEL HELFT, Published: October 12, 2006
Jawed Karim, one of YouTube's three founders, hit the equivalent of the Powerball when Google bought the site.


Escrito por Sérgio Dávila às 16h17
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Tem blogue novo no pedaço

 

Henrique Cury, cinéfilo e amigo desse blogue, estréia o seu próprio, aqui. Com dicas de cinema, vale o pulo.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h08
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Ex-chef de Bush lança livro em que "conta tudo"

 

Lembra-se do ex-chef da Casa Branca, que foi demitido porque fazia comidas sofisticadas demais? Vai lançar, é claro, um livro em que "conta tudo". É "The White House Chef", escrito por Walter Scheib III, que sai em janeiro e "revela", entre outras coisas:

* Bush preferia queijo quente e enchilada em vez de pratos mais sofisticados como porco recheado de trufas

* Houve uma pequena crise quando o chef fez hummus pela primeira vez

* A secretária de Bush mostrava fotos de pratos de revistas como a de Martha Stewart e pedia: "Faça igual a esse"

* Mais do bate-boca impagável aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h59
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Edição de 15 anos de "Câes de Aluguel" tem formato de lata de combustível

 

Por falar em Mostra, acaba de sair a edição de 15 anos de "Cães de Aluguel" --veja a edição especial abaixo, no formato do galão de combustível que o personagem de Michael Madsen usa em seu plano de incendiar o policial preso (quem assistiu sabe o que acontece).

As novidades:

* o documentário "Playing It Fast and Loose"

* um guia de gorjetas, um guia de estilo

* os minidocumentários "Profiling the Reservoir Dogs", "K-Billy Sounds of the '70s" e "Securing the Shot: Location Scouting"

* entrevistas sobre o game, cenas deletadas, o clipe "Reservoir Dolls", entrevistas com Quentin Tarantino, Tim Roth, Chris Penn.

Por que por falar em Mostra? Leia aqui. E leia uma entrevista que fiz com Tarantino em 2003.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h07
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Cuidado: Bush usa Google Maps

 

Na campanha, ele disse que navegava "nas Internets". Agora, Bush disse que gosta de usar o Google Maps para ver lugares --mas não manda e-mail. Leia a transcrição:

"In a CNBC interview with Maria Bartiromo, Bush was asked a question on many of our minds: 'I'm curious, have you ever Googled anybody? Do you use Google?'

"According to CNBC's unofficial transcript, he replied: 'Occasionally. One of the things I've used on the Google is to pull up maps. It's very interesting to see that. I forgot the name of the program, but you get the satellite and you can -- like, I kind of like to look at the ranch on Google, reminds me of where I want to be sometimes. Yeah, I do it some.' He added: 'I tend not to email or -- not only tend not to email, I don't email, because of the different record requests that can happen to a president. I don't want to receive emails because, you know, there's no telling what somebody's email may -- it would show up as, you know, a part of some kind of a story, and I wouldn't be able to say, `Well, I didn't read the email.' `But I sent it to your address, how can you say you didn't?' So, in other words, I'm very cautious about emailing.'"



Escrito por Sérgio Dávila às 19h49
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NYTimes dá um só editorial hoje; o tema? Iraque

 

Em vez dos três habituais editoriais que a página de Opinião do New York Times traz todos os dias, um só. O tema? Iraque, claro. Está com cheiro de Vietnã...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h24
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Ex-congressista acusado vira boneco

 

Marc Foley, ex-congressista republicano que renunciou em meio a denúncias de que trocava mensagens sexualmente explícitas com menores de idade, está à venda no eBay. Não ele, mas um "action figure" em sua homenagem. Sutil, vem com as calças arriadas --e um celular na mão (ele trocava SMS com os estagiários). O último foi vendido por US$ 315,01, mas há mais. 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h58
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Os dez restaurantes mais caros do mundo

 

Segundo a Forbes --e fora dos EUA:

1. Aragawa, Tokyo, Japan – $368 per person

2. Alain Ducasse au Plaza Athénée, Paris, France – $231 

3. Gordon Ramsay, London, England – $183

4. Acquarello, Munich, Germany – $125

5. Alberto Ciarla, Rome, Italy – $110

6. Sushi Kaji, Toronto, Canada – $109

7. Queue de Cheval Steak House, Montreal, Canada – $85

8. El Amparo, Madrid, Spain – $70

9. Whampoa Club, Shanghai, China – $63

10. Boeucc, Milan, Italy – $62



Escrito por Sérgio Dávila às 23h25
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Começou a Guerra EUA-Coréia do Norte (pelo menos de ânimos)

 

NKoreaRocks

A North Korean naval personel throws a stone at a photographer while he is being photographed on a boat along the waterfront of Yalu River in the North Korean town of Sinuiji, opposite the Chinese border city of Dandong, 19 October 2006. (Photo credit: LIU JIN/AFP/Getty Images)



Escrito por Sérgio Dávila às 22h52
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300 milhões na Time, os "novos" democratas na Newsweek

Time chega atrasada aos 300 milhões de americanos e Newsweek tenta recuprar a capa da semana passada da Time dando seu próprio democrata afro-americano, que não é Barack Obama, mas Harold Ford Jr..



Escrito por Sérgio Dávila às 22h42
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Mapa para quem quer entender os conflitos do Oriente Médio

 

Taí, é só clicar "play".



Escrito por Sérgio Dávila às 17h04
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Autor de The Long Tail critica capa brasileira de seu livro

 

O superestimado Chris Anderson critica em seu blog a capa da versão brasileira de seu livro-best-seller (pelo menos aqui nos EUA):

 

UPDATE] Here's the Brazilian version. Not sure what those arrow things are, but I think it's a graceful and modern design, albeit a bit generic. (Thanks to Luigui Moterani for the heads up that it was out.)



Escrito por Sérgio Dávila às 16h53
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Minhas dicas da Mostra - 3

Vale o escrito: mesmo um Robert Altman menor é melhor do que nenhum Robert Altman. Aos 81 anos, o diretor de clássicos como "Short Cuts" (1993), "O Jogador" (1992) e "M*A*S*H" (1970) volta suas lentes para um show de rádio obscuro (para as grandes platéias norte-americanas, mas não para os ouvintes da NPR, a emissora pública dos EUA).

É "A Prairie Home Companion", título original do programa e do filme que inspirou, que na versão em português virou "A Última Noite". O show ainda hoje é transmitido aos sábados à tarde do mesmo teatro Fitzgerald, em Saint Paul, no Estado de Minnesota, que o espectador do filme verá como locação da maioria das cenas. E apresentado pelo mesmo Garrison Keillor que se interpreta a si mesmo no filme.

Um show de variedades, pelo qual desfilam irmãs cantoras, dupla de caubóis piadistas, revelações, talentos, pequenos contos e comerciais interpretados ao vivo, no ar, com o indefectível especialista em efeitos sonoros para acompanhar. Na versão de Altman, o que estamos assistindo é o último dia em que o programa vai ao ar, já que o teatro foi comprado por uma grande cadeia, aqui representada pelo "vilão" Tommy Lee Jones.

Altman deixa o elenco _e que elenco: Woody Harrelson, Kevin Kline, John C. Reilly, Meryl Streep, Lily Tomlin_ ir se costurando com a câmera ligada, e quando a platéia menos espera está torcendo pela sobrevivência de um obscuro programa de rádio do interior do país. Não há nada de errado com "A Última Noite". Só não está na lista dos grandes do diretor por uma subtrama desnecessária que envolve uma mulher "misteriosa" (a superestimada Virginia Madsen).



Escrito por Sérgio Dávila às 16h43
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Minhas dicas da Mostra - 2

Hollywoodland era o nome original de um empreendimento imobiliário de 1923, em Los Angeles, como anunciava o grande painel de madeira, que perdeu o “land” anos depois e virou símbolo da indústria do cinema norte-americano. Virou também um grande filme de Allen Coulter, diretor de TV que faz sua estréia aqui no longa de ficção.
“Hollywoodland”, o filme, está entre os cinco melhores de 2006 até agora, por ser tudo o que “Dália Negra”, de Brian De Palma, tenta e não consegue. É a história real (com algumas liberdades poéticas) do ator que interpretava o Super-Homem numa das mais populares das séries de TV que o herói teve.
George Reeves começou bem, com uma ponta em “...E O Vento Levou” (1939). Sua grande chance, porém, viria com o programa (1952-1958), um sucesso entre as crianças, mas que o tornou um dos maiores exemplos da história do “typecasting”, o ator para sempre preso a um só tipo de personagem. Isso o perseguiria até seu suicídio, em 16 de junho de 1959, aos 45.
O fato gerou muita teoria da conspiração, e o filme compra algumas delas, mas a realidade parece ser mais simples: Reeves era um canastrão que se achava bom ator e que levou 20 anos para perceber isso. Numa das voltas do cinema, o dele é o melhor papel da carreira de Ben Affleck até hoje, ele próprio um canastrão que ainda luta por reconhecimento dos pares.


Escrito por Sérgio Dávila às 16h43
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Minhas dicas da Mostra - 1

“Boa noite. Eu já fui o próximo presidente dos Estados Unidos.” Com essa frase, que arranca frases da platéia, Al Gore se apresenta e começa a apresentar seu documentário, “Uma Verdade Inconveniente”. Passados seis anos da noite em que teve de entregar a presidência a George W. Bush, depois que o democrata ganhou no voto popular, mas o republicano levou no “tapetão” da Suprema Corte, o ex-vice-presidente de Bill Clinton já consegue rir do fato.
E o filme, que já foi definido com doses iguais de verdade e maldade como “a mais cara apresentação de ‘powerpoint’ da história”, tem muito a ver com a recuperação de Gore --e pode ajudar mesmo a levá-lo a disputar a presidência em 2008, se conseguir tirar Hillary Clinton do caminho, embora o próprio negue que tenha essa vontade.
Al Gore precisava voltar com uma “causa”. Encontrou-a no aquecimento global, o mantra de meio-ambiente mais “sexy” da atualidade. Para tanto, levantou dinheiro, que contratou os melhores pesquisadores, que ouviram os cientistas mais bem-preparados, que ajudam a fazer de “Uma Verdade Inconveniente” uma excelente reportagem investigativa. O filme se baseia em fatos bem-fundamentados e não apenas numa edição bem-feita, como faz “Fahrenheit 11 de Setembro”, do também democrata Michael Moore.
Vale a palestra.


Escrito por Sérgio Dávila às 16h42
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O recluso Garry Trudeau fala

 

A geralmente medíocre revista dominical do Washington Post (a do NYTimes dá um banho semanal) finalmente dá uma dentro: faz um longo perfil do recluso Garry Trudeau, criador do melhor quadrinho político da história dos EUA, o Doonesbury, que você pode ler de graça diariamente na Slate e no próprio WPost.



Escrito por Sérgio Dávila às 16h05
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Cães farejadores de 11 de Setembro estão bem de saúde

 

Os cães farejadores de seres humanos soterrados ou de restos mortais que atuaram nos resgates de 11 de Setembro estão bem de saúde, diferentementre de seus "companheiros" bombeiros, informa reportagem da Associated Press. Lembra-se dos cães farejadores? Sofriam estresse por não encontrar gente viva depois do ataque terrorista...



Escrito por Sérgio Dávila às 16h00
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Alckim, o "chuchu popsicle" no New York Times de hoje

 

O correspondente do jornal no Brasil. Larry Rohter, diz que só um milagre tira o segundo turno de Lula e revela aos leitores norte-americanos o apelido de Geraldo Alckmin, "chuchu popsicle". Há equivalente em inglês, como você leu antes aqui.

In Surprise, Brazil’s da Silva Is Back on Top

Antonio Scorza/Agence France-Presse — Getty Images

The presidential challenger Geraldo Alckmin has lost momentum, according to polls published last week.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h44
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Borat, um jornalista de verdade - Coluna América de hoje

Causou barulho há alguns dias a visita de um jornalista do Cazaquistão à capital norte-americana. Seu nome é Borat Sagdiyev, e ele divulgava um filme em que mostra suas atividades como correspondente internacional nos Estados Unidos. Deu uma entrevista coletiva em frente à embaixada de seu país, no número 1.401 da rua 16, à qual compareceram representantes do jornal "The Washington Post" e da emissora de notícias CNN, entre outros.

Então, ressaltou a bebida nacional de seu país, a urina de cavalo fermentada, e como a escravidão de mulheres ajudava os meios de transporte locais. Ao saber que seu presidente, Nursultan Nazarbaiev, visitava a Casa Branca naquela semana, saiu correndo rua 16 abaixo até onde ela acaba, no número 1.600 da avenida Pensilvânia. Foi seguido por uma caravana da imprensa, que correu com ele.

Na residência oficial do presidente norte-americano, foi barrado pelo primeiro guarda da primeira guarita. "Quero entregar este convite ao 'premiê' George 'Walter' Bush", disse, a um policial incrédulo. "O senhor tem hora marcada?", ele ainda perguntou. Não, não tinha, queria apenas convidar o "premiê Walter" e outros "dignitários norte-americanos" (a saber: Mel Gibson e O.J. Simpson) para a exibição de seu filme, "Borat - Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan".

O jornalista, claro, não existe, é um personagem inventado e interpretado pelo impossivelmente alto e irresistivelmente engraçado comediante britânico Sacha Baron Coehn, 34, o mesmo do talk-show "Da Ali G Show", do HBO, que ele apresentava como rastafári -e que acabou no clipe de "Music", de Madonna. Lembra-se, como o motorista impertinente da limusine branca?

Seu filme estréia aqui só em novembro (deve chegar ao Brasil em fevereiro), mas já é um dos mais antecipados do ano. Por dois motivos: quem já viu trechos (como eu) ou inteiro garante que é um dos mais engraçados na praça. Comediantes do naipe de Larry David, co-criador da série "Seinfeld", saíram em estado de graça de uma exibição exclusiva para a classe. Um deles comparou: "O que esse cara faz é revolucionário. É como se eu tivesse sido convidado para a primeira audição de 'Sgt. Peppers'".

Mas o outro motivo interessa mais: ao interpretar um jornalista "do Cazaquistão" sem noção do que acontece nos Estados Unidos e registrar a reação de seus entrevistados na câmera, Borat expõe a um só tempo a ignorância e o paternalismo de seus entrevistados, gente de nome e cargos, que não percebe a farsa e realmente acredita que há escravidão de mulheres naquele país, que a bebida nacional é urina fermentada e que o repórter mais credenciado é o ignorante que ora se apresenta.

Como fez antes o Ernesto Varella de Marcelo Tas, Borat usa a máscara do personagem para fazer perguntas que nenhum jornalista "de verdade" poderia fazer, por medo do ridículo ou autocensura. Na semana em que lançou o filme em frente a "sua embaixada", provocou reação do governo do Cazaquistão, que se viu obrigado a publicar uma série de anúncios em jornais, como o "New York Times", dizendo que seu país não era nada daquilo (o texto, tipicamente publicitário, trazia algumas piadas não intencionais, como a frase "temos a maior população de lobos da terra").

Chamou a atenção ainda ao polêmico encontro de Bush com o autocrata que comanda o país, que é estratégico para os interesses econômicos (petróleo) e políticos dos Estados Unidos na região, mas um dos campeões em denúncias de grupos de direitos humanos. Onde estava Borat quando os jornalistas norte-americanos repetiam como papagaios que o Iraque tinha armas de destruição em massa?



Escrito por Sérgio Dávila às 15h37
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Estreou o blogue da Ilustrada

 

De cinema, claro, tocado pelo amigo Léo Cruz. Tem uma discussão bacana sobre "Dália Negra".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h48
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Estréia Pequena Miss Sunshine, um dos melhores filmes do ano

Quando é tempo de Mostra, as distribuidoras de São Paulo aproveitam para soltar dois tipos de filmes: os que, se esperava, seriam sucesso de público nos EUA, mas fracassaram, e os filmes aqui chamados de "arthouse", voltados para um público mais específico, mais cinéfilo, mais exigente. No primeiro caso, cumprem a agenda necessária; no segundo, acreditam as empresas, poderão roubar um pedacinho do enorme contingente reunido na cidade para o evento cinematográfico, e todos ficarão felizes.
Para esses últimos é a estréia comercial de "Pequena Miss Sunshine", que estréia hoje em São Paulo. Sorte da platéia: é um dos grandes filmes de 2006, comédia que espanta por sua inteligência, simplicidade e honestidade. O longa já começa a gerar uma onda de boatos na imprensa especializada, que colocam na mesma frase seu título e "Oscar de melhor roteiro" ou "melhor filme".
Seria uma grande ironia, dizem os dois diretores, o casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, que bancaram a produção do próprio bolso depois de várias portas fechadas e cinco anos de tentativa. O esforço foi pago: o filme foi aplaudido de pé em Sundance no começo do ano, saiu do evento com um cheque de US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 22,4 milhões), o valor que a Fox pagou pelos direitos de distribuição, e já rendeu seis vezes esse total.

História bem contada
É uma história banal, mas bem contada, com um roteiro com toques de originalidade (e sem fios soltos) e um elenco em que todos os atores estão nos personagens certos. Olive (a miniatriz Abigail Breslin), a caçula da família Hoover, foi classificada e quer concorrer ao concurso do título, uma aberração norte-americana que coloca meninas maquiadas e vestidas como mulheres num simulacro com tintas pedófilas dos concursos de miss de verdade.
Está claro desde o início que ela será uma marginal na competição, no momento em que Olive e sua família vão sendo apresentados: o pai (Greg Kinnear), um escritor fracassado de auto-ajuda; a mãe (Toni Collette), uma dona-de-casa com um subemprego; o avô (Alan Arkin), viciado em heroína e criador da apresentação da neta, que o adora; o tio (Steve Carell, hilariante), que acaba de tentar suicídio porque seu namorado o deixou pelo expert número 1 em Proust no país -Carell é o número 2-; e o irmão (Paul Dano), fã de Nietzsche, que decidiu parar de falar por um ano em homenagem ao filósofo alemão.
Embarcam todos numa Kombi laranja-amarelada (ou amarelo-alaranjada) em direção ao concurso. Durante a "road trip", o veículo se tornará um sétimo e importante personagem, um fator de agregação, dessa turma nada funcional. Chegarão ao destino uma família menor, mas mais unida.


PEQUENA MISS SUNSHINE    
Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Produção: EUA, 2006
Com: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell
Quando: a partir de hoje, nos cines HSBC Belas Artes/Sala Villa-Lobos, Reserva Cultural e circuito



Escrito por Sérgio Dávila às 21h46
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Crítica de "Os EUA contra John Lennon"

A começar pelo título, "Os Estados Unidos contra John Lennon" quer ser para a liberdade de opinião e de crítica o que "O Povo contra Larry Flynt" (1996), de Milos Forman, acabou sendo para a liberdade de expressão.
Os dois diretores deixam óbvia na tela a intenção de fazer do caso da perseguição de John Lennon pela Casa Branca de Richard Nixon um símbolo do que acontece quando um governo com pretensões imperiais se desliga da realidade e se descola do desejo da população.
Os paralelos são inevitáveis, e não serão feitos apenas pelos espectadores. Os próprios diretores deixam claro que estão falando dos EUA no começo dos anos 70, mas poderiam muito bem estar falando dos últimos seis anos de governo Bush.
A começar pela propaganda do filme, distribuída pelas ruas como panfleto e colocada em outdoors em Nova York. Num fundo preto, traz em letras brancas "War is over! (if you want it)", "A guerra acabou! (se você quiser)", slogan do casal John-Yoko contra a Guerra do Vietnã, mas que hoje se torna atual diante do fiasco da Guerra do Iraque.
É essa luta do Davi célebre contra um Golias paranóico a base do filme, e é essa a sua melhor parte -a biografia do músico ganha importância menor, e é o ponto menos bem-sucedido, pelo tom a favor que os diretores tiveram de imprimir para conseguir o acesso aos arquivos da viúva. Leaf e Scheinfeld, veteranos de documentários para a PBS, emissora pública norte-americana, e para a série "Biography", do canal de TV A&E, aceitaram a barganha.
E fizeram bem: biografias de Lennon há aos milhares. Já um filme que junta todas as informações sobre a perseguição que uma voz discordante sofreu de todo o peso da máquina do governo é único. E necessário.


OS ESTADOS UNIDOS CONTRA JOHN LENNON    
Direção: David Leaf, John Scheinfeld
Produção: EUA, 2006
Quando: hoje, às 20h30, no Auditório Ibirapuera (só para convidados); amanhã, às 19h, no Memorial da América Latina; sáb., às 23h40, no Espaço Unibanco de Cinema 1; dom., às 22h20, no Cinesesc; qui. (dia 2), às 17h30, no Unibanco Arteplex 2



Escrito por Sérgio Dávila às 13h44
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Quatro casos de fichamento de John Lennon no FBI

Casos na pasta do FBI

ATIVISTA
Gravado como "confidencial" e mantido secreto por 12 anos, traz as letras que o músico fez para o amigo ativista pró-maconha em 1971, que seriam estampadas no disco "Some Time in New York City", do mesmo ano

PRISÃO
O FBI de NY mandou mensagem a seu escritório em Miami em 25/5/1972 pedindo que as forças policiais locais deveriam tentar prender Lennon "de qualquer jeito" por posse de drogas. O ex-beatle se apresentaria na cidade naquele mês

INFILTRADA
Fonte do FBI infiltrada entre os "yippies", informava sobre os planos de Lennon e outros ativistas de protestos durante a convenção republicana de 1972, que escolheria o nome de Richard Nixon para concorrer à presidência. Entre suas "revelações", a descoberta de um papagaio que dizia "Right on!" (uma gíria da época)

PROCURADO
O FBI preparou um pôster no estilo "procura-se" para distribuir aos policiais de Miami e facilitar a prisão de Lennon. Dois senões: 1. O músico era provavelmente um dos rostos mais conhecidos da Terra então; 2. A foto era de David Peel, músico de rua parecido com Lennon



Escrito por Sérgio Dávila às 13h44
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Leia entrevista de diretores de filme que abre a Mostra hoje

Um presidente conservador, que precisa justificar uma guerra cada vez mais impopular e procura silenciar seus críticos com intimidação jurídica e legal. Que tem entre os membros de seu gabinete nomes como Dick Cheney e Donald Rumsfeld. Você já viu essa história?
Não como a contam os diretores David Leaf e John Scheinfeld no documentário "Os Estados Unidos contra John Lennon", o longa de abertura da 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que terá sua primeira exibição hoje, em sessão para convidados, no Auditório Ibirapuera.
O presidente, é claro, é Richard Nixon, que passou o final do primeiro de seus dois mandatos (1969-1974) obcecado com a figura do músico.
Para Nixon, que deixaria a Casa Branca pela porta dos fundos, ao renunciar em 8 de agosto de 1974, o ex-beatle John Lennon começava a se tornar perigosamente o rosto do sentimento antiguerra do Vietnã que dividia a opinião pública de seu país.
Ele encarregou J. Edgar Hoover, o perene chefe do FBI (1923-1972), de coletar provas suficientes que pudessem incriminar o músico, cidadão britânico, em um processo de extradição dos EUA. O caso não deu em nada juridicamente, mas rendeu um arquivo de 281 páginas (algumas delas ainda hoje censuradas pelo FBI) e este filme, que é centrado na batalha entre o músico e o governo para fazer uma interessante cinebiografia.

 

Quem vê paralelos entre as ações de Richard Nixon e a do governo atual está sendo paranóico ou exagerado?
DAVID LEAF -
O que queríamos era mostrar a história como aconteceu e deixar para o público fazer suas próprias comparações. JOHN SCHEINFELD - Nós começamos a pensar no filme dez anos atrás. Estávamos muito intrigados com um governo tentando silenciar um músico. Mas claro que, após 11 de Setembro e a Guerra do Iraque, tudo ganhou um sentido diferente, e a comparação se tornou inevitável. O resultado, acho, é um filme para quem gosta de música, dos Beatles, de Lennon mas também para quem aprecia a liberdade.

Por que filmar essa história agora?
SCHEINFELD -
Para os jovens. Há toda uma geração que ignora esse papel de ativista de Lennon e principalmente a perseguição que ele sofreu do governo norte-americano. Principalmente porque toda a ação do governo foi mantida em segredo. Na época, a revista "Rolling Stone" publicou partes do que se sabia. Demoraria 20 anos até que os arquivos do FBI fossem tornados públicos. Mesmo David e eu achamos que sabíamos de tudo, mas esbarramos em muitas descobertas.

Em algumas passagens do filme, John Lennon diz que acredita estar sendo seguido pelo FBI e ninguém acredita nele. Hoje em dia, as pessoas achariam estranho se ele não estivesse sendo seguido, com todo aquele ativismo antiguerra e a mensagem pacifista. O que mudou nos EUA nesses 30 anos?
SCHEINFELD -
É um mundo diferente hoje. Nós tivemos Watergate, o que mudou a percepção que as pessoas tinham do governo. Mudou a maneira com que a imprensa cobre o governo. Estamos também mais cínicos hoje. LEAF - Do ponto de vista dos americanos, Watergate acabou com uma ingenuidade genuína do público norte-americano. Fomos forçados a confrontar as imperfeições de nossas lideranças. Mas quero ressaltar que tanto em Watergate quanto no caso de John Lennon, os "vilões" perderam seus empregos, o que de alguma maneira mostra que o sistema é imperfeito, mas funciona.

Vocês conseguiram imagens de arquivo surpreendentes, como a do momento em que Lennon finalmente recebe seu "green card". Quão difícil foi coletar o material?
SCHEINFELD -
Em primeiro lugar, obrigado por perceber! [risos]. Algumas cenas mais incríveis vieram da própria Yoko Ono. Ela era muito avançada tecnologicamente para a época. De 1969 a 1972, é raro o dia em que ela ou alguém do entourage de Lennon não está com uma câmera ou um microfone acompanhando o músico ou o casal e registrando o que fazem. Mas descobrimos algumas também. Há um evento-performance maravilhoso que eles fizeram em Viena. Essa cena provavelmente nunca foi vista fora da Áustria e, mesmo no país, era inédita há pelo menos 30 anos.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h43
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NYTimes resolve pagar por viagem de jornalista ao Brasil

 

Este blog apurou que o New York Times resolveu pagar pela viagem de Joe Sharkey ao Brasil depois do acidente --o jornalista, que também é colunista do NYTimes, estava a bordo do Legacy como um free-lance para uma revista de aviação. Com a atenção que o caso chamou, o jornal da rua 43 tomou a viagem sob sua responsabilidade e, como de acordo com seu código interno, a publicação não aceita convites, teve de pagar a conta. Que ficará na casa das dezenas de milhares de dólares.

Enquanto isso, longe dali, como se dizia no seriado dos anos 60, Sharkey escreve hoje sobre o mercado dos grandes Boeings reformulados para executivos em versões ultraluxuosas.



Escrito por Sérgio Dávila às 10h58
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