EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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VOTAÇÃO
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Mais uma Lorraine Nicholson, a miss Golden Globe

Photo

(e filha de Jack)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h56
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Ugly Betty de novo!

 

Estrangeiros unidos jamais serão vencidos, cqd. Mas --sério-- é piada de mau gosto. AGora, por melhor atriz, para America Ferrara.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h50
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Hugh Grant explica: Prince estava preso no trânsito

 

Então tá.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h46
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Algumas imagens

Globes Best & Worst Dressed

Escrito por Sérgio Dávila às 23h42
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Deu Clint de novo

 

Não por Flags of Our Fathers, que teve uma péssima recepção por aqui (não era patrioteiro o suficiente), mas pelo belo Letters from Iwo Jima, que concorreu na categoria filme estrangeiro por ser falado em japonês.

Qualquer prêmio a Clint Eastwood é bem dado.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h38
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Ugly Betty!

 

Betty La Fea, a versão americana, produzida por Salma Hayek, entre outros, levou como melhor série de comédia ou musical. Não pergunte o motivo, embora a revista Time tenha publicado um artigo interessante sobre isso.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h36
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Vale a dica: 30 Rock

 

Alec Baldwin leva melhor ator de comédia de TV por 30 Rock, uma das séries mais engraçadas no ar. Fica a desculpa para quem ainda não assiste ao programa (e confirma o palpite dado abaixo).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h26
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Cameron Diaz morena, de vestido de noiva de bolo e solteira

 

Não preciso dizer mais nada.

 CAMERON DIAZ: WORST photo



Escrito por Sérgio Dávila às 23h19
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Helen Mirren ganha primeiro prêmio de uma série

 

Se você ainda não gosta dessa grande atriz britânica, vá se acostumando: ela acaba de ganhar pelo telefilme Elizabeth 1a (ela concorria consigo mesma pelo papel que faz na série inglesa Prime Suspects), concorre por The Queen, deve ser indicada ao Oscar e --quase certo-- levar.

Quem não conhece deve alugar o DVD de The Calendar Girls, em que ela faz um dos melhores papéis recentes de sua longa carreira.

 Photo



Escrito por Sérgio Dávila às 23h17
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E Prince estava lá!

 

O músico acaba de aparecer atrás de Eddie Murphy, enquanto Rachel Weisz apresenta os indicados a melhor ator coadjuvante dramático (CORREÇÃO: melhor ator coadjuvante). (Eddie Murphy, aliás, levou o prêmio por Dreamgirls --outro azarão, mas merecido)

De terno mostarda e altura diminuta, o artista-antes-conhecido-como-símbolo chegou atrasado ou optou por não subir ao palco...

Photo

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h01
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Ben Stiller apresenta clipe de Borat...

 

...e a platéia vem abaixo. Em fevereiro você vai entender.

Sacha Baron Coen está na platéia como ele mesmo, uma estratégia de marketing recentemente tomada para que o público não o confunda com o personagem, como vinha acontecendo ultimamemente e causando problema ao comediante. É a estratégia oposta à tomada pelos produtores de Martin Scorsese, que o esconderam da imprensa nos últimos meses --o medo era que o prolixo diretor cansasse os votantes do Oscar com uma superexposição. 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h59
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A antizebra da noite: melhor atriz para Meryl Streep


Joaquin Phoenix entregou o prêmio mais barbada da noite (detalhe curioso: uma das filhas de Meryl Streep disse --Mãe, finalmente um filme em que você interpreta a si mesma!). Veterana, a atriz brinca ao receber o prêmio: Acho que já trabalhei com todo o mundo presente.

Ela merece, embora em alguns momentos eu tenha pensado na Malvina Cruela de Glenn Close em 101 Dálmatas --não lembra um pouco?

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h50
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Melhor animação vai para Cars

 

É a primeira zebra da noite. Happy Feet era o favoritíssimo. (Além do que, Cars é fraquinho, fraquinho... Mas o que se pode esperar da terra em que as estrelas de Hollywood usam SUVs que fazem três quilômetros por litro de gasolina para ir a eventos pró-meio ambiente?)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h45
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Save the cheerleader!

 

O elenco de Heroes dá o prêmio de melhor ator de série dramática --merecido (leia abaixo)-- para Hugh Laurie, o House da série homônima, uma das três melhores no ar na TV dos EUA.

(ele faz piada com o fato de que todos oferecem roupas para os atores aparecerem nos prêmios, mas ninguém oferece discursos de agradecimento, e ele gostaria nesse momento de ter um de Dolce & Gabbana...)

Photo

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h34
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É impressão minha...

 

...ou o Globo de Ouro está cada vez mais parecido com o Oscar (leia chato) e cada vez menos leve e solto, como era até alguns anios atrás? Voltamos ao assunto logo mais.

(para comprovar a tese, o duo de chatos de ouro: Renée Zellweger e, na platéia, Donald Trump, em seguida.)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h27
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Conforme o previsto...

 

...deu Kyra Sedgwick - "The Closer", por melhor atriz em drama. Como Prince (e provavelmente Julia Louis-Dreyfus logo mais), mais uma carreira recentemente ressuscitada.



Escrito por Sérgio Dávila às 22h18
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Para quem perdeu...

 

...essa é a filha de Jack Nicholson, Lorraine, 16, a miss Golden Globe desse ano:



Escrito por Sérgio Dávila às 22h16
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Da série não comi e não gostei

 

Angelina Jolie passou o dia se arrumando para o evento apenas para aparecer ao lado do marido, Brad Pitt, com cara de quem tinha mais um país do Terceiro Mundo para salvar...



Escrito por Sérgio Dávila às 22h12
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Melhor música - Prince

 

Justin Timberlake (que decepcionou no penúltimo "SNL", que ele comandou) entrega o de melhor música original (como se ele entendesse algo do assunto) a... Leonardo de novo (brincou ele também --o ator concorre com ele mesmo na categoria melhor ator). Levou Prince, por "The Song of the Heart" ("Happy Feet - O Pingüim), como previu esse blog. Claro que ele não estava lá, mas é mais um sinal do renascimento da carreira do músico, que merece.


 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h08
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Atriz coadjuvante - Jennifer Hudson

 

George Clooney entregou o primeiro prêmio, melhor atrizs coadjuvante, para... Leonardo DiCaprio, brincou o ator. Mas quem levou mesmo foi Jennifer Hudson, pelo fraco "Dreamgirls - Em Busca de um Sonho". É uma das concorrentes que foi excluídas do "American Idol", se isso serve de credencial para alguém.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h04
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Este blog fará a cobertura ao vivo do Globo de Ouro de hoje

 

Volte aqui às 23h do Brasil, e assistiremos juntos.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h53
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Globo de Ouro de hoje à noite - minhas apostas 2

Melhor série dramática

"Heroes" vai levar, "Big Love" merecia e "Lost" não vale o hype.

Melhor série de comédia ou musical

"Weeds" é a melhor, mas é capaz que ganhe a mais inesperada: "Ugly Betty".

Melhor atriz em drama

Kyra Sedgwick ("The Closer") é a favorita no papel que salvou sua carreira, Evangeline Lilly ("Lost") é a mais bonita (e fraquinha), mas boa mesmo é a eterna senhora Soprano, Edie Falco.

Melhor ator em drama

A categoria mais bem representada: Michael C. Hall ("Dexter"), Hugh Laurie ("House") e Bill Paxton ("Big Love") carregam três das melhores séries de TV do ano passado, mas não se pode desprezar o hype em torno de Kiefer Sutherland ("24 horas"), cuja estréia da sexta temporada concorre com a própria cerimônia do Globo de Ouro nos EUA.

Melhor atriz de comédia

Como velho seinfeldmaníaco, torço por Julia Louis-Dreyfus ("The New Adventures of Old Christine"), que também ressuscitou a carreira no papel, mas America Ferrera ("Ugly Betty") pode surpreender --e quem merecia mesmo mas não levará é Mary-Louise Parker ("Weeds").

Melhor ator de comédia

Foi o ano em que Alec Baldwin ("30 Rock") se firmou como um dos grandes talentos cômicos de sua geração (inclusive em "Os Infiltrados"). Seria um belo prêmio.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h50
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Globo de Ouro de hoje à noite - minhas apostas 1

 

O.k., o.k, eis meus palpites para o Globo de Ouro de hoje à noite. Depois calculamos juntos os erros e acertos:

Melhor filme - drama

"Os Infiltrados" é o melhor filme, mas pode ser que "Babel" leve, pois os estrangeiros unidos jamais serão vencidos. E, além de ser mexicano e boa-pinta, Iñarritu fez um filme competente e ambicioso, que lembra Syriana e Crash, dois grandes vencedores. Mas não merecerá.


Melhor diretor

Martin Scorsese ("Os Infiltrados"), ponto final. Se derem para qualquer outro, não considere minhas outras previsões.

Melhor atriz dramática

Uma dama receberá o prêmio. Helen Mirren ("A Rainha") é a favorita, mas Judi Dench ("Nota Sobre um Escândalo") não faria feio. E, só para ficar nas britânicas, Kate Winslet ("Pecados Íntimos") é quem merece de verdade.

Melhor ator dramático

O papel de Forest Whitaker ("O Último Rei da Escócia") tem mais o rosto do prêmio, mas pode ser a vez de Peter O'Toole ("Venus"). Leonardo DiCaprio merece pelos dois filmes, mas deu um tiro no próprio pé ao concorrer duas vezes.

Melhor atriz coadjuvante

Jennifer Hudson ("Dreamgirls - Em Busca de um Sonho")

Melhor ator coadjuvante

Tanto Jack Nicholson ("Os Infiltrados") quanto Mark Wahlberg ("Os Infiltrados") merecem, e não farão feio ao prêmio se ganharem --obviamente, sendo Nicholson, Jack leva vantagem. Mas é uma pena que Ben Affleck ("Hollywoodland - Bastidores da Fama") não ganhe pelo papel de sua carreira...

Melhor filme - Comédia ou Musical

"Borat". Você vai entender no mês que vem, quando estréia aí.

Melhor atriz em comédia ou musical

Meryl Streep ("O Diabo Veste Prada"). A melhor atriz no melhor papel.

Melhor ator em comédia ou musical

Sacha Baron Cohen ("Borat"). Leia comentário acima.

Melhor filme de animação

"Happy Feet - O Pingüim". Desbancou o 007 loiro --quer mais o quê?

Melhor filme em língua estrangeira

Clint merecia, Almodóvar merecia, mas a gringaiada caiu de amores por "O Labirinto do Fauno" (México).

Melhor roteiro

Deve dar Guillermo Arriaga ("Babel"), o que é injusto com William Monahan ("Os Infiltrados") e Todd Field ("Pecados Íntimos").

Melhor trilha sonora

Quem liga?

Melhor música original

"The Song of the Heart", de Prince ("Happy Feet - O Pingüim).



Escrito por Sérgio Dávila às 20h39
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Em seis anos de trabalho, Bush teve 405 dias de férias

 

Sabe a impressão que você tem de que George W. Bush não pega na enxada tanto quanto deveria? Não é impressão: em seis anos de dois mandatos, o presidente George W. Bush passou 405 dias em seu rancho em Crawford, no Texas. A conta é do jornalista Mark Knoller, correspondente da CBS na Casa Branca e espécie de tabelião extra-oficial dos dias de trabalho do presidente. Segundo as contas do mesmo Knoller, Bush gastou outros 365 dias em Camp David, outro retiro presidencial.

Recordar é viver: quando os aviões atingiram as Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001, com apenas oito meses de cargo, o então presidente novato já havia passado 42% dos dias em férias...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h29
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A saída é ir embora e dividir o Iraque

Volto de uns dias de Brasil, depois da posse que não houve e a promessa de mais quatro "anos da marmota", em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve continuar fazendo o que fez (ou seja, menos do que o necessário), e encontro os EUA às voltas com seu próprio "ano da marmota". Quando saí, a discussão era o que diria o Grupo de Estudos do Iraque (ISG) e o que faria Bush com isso.

Menos de um mês depois, o assunto é o mesmo.

O ISG, bipartidário, deu conselho parecido ao daquele antigo personagem humorístico de Jô Soares, cujo bordão dito pelos amigos era: "Vai para casa, Padilha!" Ou seja, que os Estados Unidos devem deixar o Iraque o mais rapidamente possível, aviso que encontra ampla recepção entre os democratas, os novos donos do Congresso. E o que faz o cada vez mais capenga presidente republicano?

Anuncia, na última quarta-feira, que enviará mais 20 mil soldados para lá. Há hoje 140 mil combatentes em solo iraquiano. No auge do conflito no Vietnã, eram 500 mil naquele país. Os EUA perderam aquela guerra. Vão perder essa também. Pela mesma razão: a guerra errada, lutada no país errado, pelos motivos errados.

Então, no auge da Guerra Fria, o "racional" militar era segurar o comunismo. Se o Vietnã caísse, diziam os falcões da época, haveria um efeito dominó na Ásia, que se tornaria vermelha. O comunismo acabou quase 30 anos depois, com a queda do Muro de Berlim, sem que um único tiro fosse disparado. O Vietnã continua comunista e irrelevante.

Agora, segundo os falcões atuais, é a guerra ao terrorismo que está em jogo. Se os Estados Unidos perderem o Iraque, discursou Bush na quarta, o país virará um porto seguro para radicais islâmicos de todos os tipos, que espalharão sua influência pela região, num novo efeito dominó que tornaria o Oriente Médio vermelho, também, mas do sangue do terror.

Bobagem. Antes de ser invadido, o Iraque era um país isolado na região. O máximo que fazia, via Saddam Hussein, era dar algum dinheiro aos grupos radicais palestinos. Empobrecido e isolado pelo bloqueio econômico da ONU, o então ditador já não conseguia mais nem inventar suas próprias guerras.

Num raciocínio torto que seus marqueteiros sabem que encontra ressonância no norte-americano médio, menos esclarecido, Bush citou o ataque terrorista do 11 de Setembro como um dos motivos para continuar naquele país. Outra bobagem. O Iraque de Saddam não tinha nada a ver com a Al Qaeda de Osama.

O mundo é certamente um lugar melhor sem Saddam Hussein -embora a maneira como o ex-ditador foi julgado e executado manchará para sempre a história norte-americana-, mas o Iraque só piorou depois da invasão. A ponto de ter ultrapassado o que os nativos aqui chamam de "ponto sem retorno": agora, só inventando um novo país.

Uma das idéias mais consistentes, defendida por pessoas como Peter Galbraith, ex-embaixador dos EUA na Croácia e autor de "The End of Iraq - How American Incompetence Created a War Without End" (O Fim do Iraque - Como a Incompetência Americana criou uma Guerra Sem Fim), é semelhante ao que ocorreu nos Bálcãs: dividir para governar.

Depois de um rearranjo da população, o Iraque seria fatiado em três regiões com certa autonomia, xiita no sul, sunita no centro e curda no norte, comandadas por um governo central, por sua vez supervisionado por forças multinacionais. Dessa maneira, pode até funcionar. Como está, só vai piorar.
 

Na medida do possível, feliz 2007.


Escrito por Sérgio Dávila às 14h41
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Reflexões sobre Saddam enforcado

Quando estive em Bagdá, ainda sob o governo de Saddam Hussein e quando as bombas da invasão anglo-americana começaram a cair, conheci um iraquiano que havia sido torturado a mando do então ditador. Por um motivo qualquer, Karim Kadum foi levado pela polícia política a uma das centenas de prisões espalhadas pelo país. Como ele, milhares foram presos, torturados, mantidos vivos em caixões.
O que você espera dessa guerra? Foi uma das perguntas que fiz. "Justiça", ele me respondeu.
A execução de Saddam Hussein na madrugada de hoje serviu aos interesses do governo norte-americano, ao desejo da Casa Branca de sair do Iraque de maneira menos vergonhosa e aos planos de vingança de George W. Bush, anteriores ao 11 de Setembro. Ganharam os falcões que continuam pendurados no poder dos EUA e os líderes da maioria xiita iraquiana, da qual o primeiro-ministro Nuri Al Maliki é a face institucional.
Perdeu Karim Kadum, porque perderam o direito internacional, a memória das vítimas do ex-ditador, enfim, a Justiça. O julgamento a que o ex-dirigente foi submetido foi uma pantomima ensaiada há dois anos em Londres, onde juízes e magistrados iraquianos foram treinados por seus equivalentes norte-americanos.
Saddam sai da vida e entra para o lado infame da história sem responder a todos os crimes que cometeu, tão ou mais graves que a morte de 148 xiitas em 1982. Deixa vazio o banco dos réus de um segundo julgamento, ainda em curso, e os que viriam. Com ele morrem os detalhes de prisões arbitrárias, torturas e assassinatos, e fica no ar a eterna dúvida de testemunhos da acusação feitos sem a presença do acusado.
O ex-líder baathista cometeu crimes contra a humanidade; os EUA e o governo fantoche de Bagdá negaram o direito à humanidade, via tribunais internacionais, de ver esses crimes esclarecidos e punidos. Saddam Hussein merecia passar o resto de seus dias numa prisão comandada por uma força multinacional, tentando subornar a guarda por mais tinta para os cabelos. Executado, passa de assassino a mártir, pelo menos para parte importante do Iraque, os sunitas; mártir também para muitos do mundo árabe, que enxergam outro motivo para a radicalização.
A democracia é o menos pior dos regimes; a atual democracia norte-americana, não. É essa que George W. Bush e seus amigos tentam implantar a pontapés no Oriente Médio. Um de seus pilares menos comentados é a pena de morte, como o mundo se lembrou hoje.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h24
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