EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Cartum do dia



Escrito por Sérgio Dávila às 20h21
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"Hanói Jane" vira "Bagdá Jane" e volta a protestar contra a guerra 34 anos depois

Mais de vinte entidades não-governamentais de diversos setores conseguiram juntar "dezenas de milhares" de manifestantes, segundo cálculo dos organizadores, para protestar contra a Guerra do Iraque ontem, em Washington. Discursaram congressistas de oposição, ativistas políticos e atores que são ativistas. Entre os últimos, destacava-se Jane Fonda.
A atriz de 69 anos, que ganhou fama no começo dos anos 70 por sua crítica pública e contundente à Guerra do Vietnã, chegou a ser perseguida em seu próprio país ao ver divulgada foto em que aparecia junto de armas e soldados do então Vietnã do Norte. Pois "Hanói Jane", apelido que ganhou à época, reapareceu num evento do tipo pela primeira vez em 34 anos.
Em 2005, ela havia anunciado uma turnê pelos Estados Unidos contra a guerra. Diante da reação apaixonada que despertou então, principalmente entre os conservadores, acabou desistindo. Em entrevista em junho, Fonda me justificaria: "Percebi que [a turnê] atrapalharia meus outros projetos". Na tarde de ontem, seu discurso era diferente: "O silêncio não é mais uma opção".
Os manifestantes se encontraram no Mall, passeio que liga o monumento a George Washington ao Capitólio e é tradicional ponto de protestos da capital norte-americana. De lá, seguiram em passeata até a sede do poder legislativo americano cantando gritos de guerra como "Aqui é uma democracia, pode ir se acostumando".
"O governo não enxerga a realidade nos campos de batalha e não pensa em nossa estratégia para reconstruir um país que destruímos", discursou Fonda, depois de comparar os dois conflitos, do Iraque e do Vietnã. Além dela falaram Sean Penn e o casal Susan Sarandon e Tim Robbins, entre outros.
A manifestação atraiu ainda uma contramanifestação, barulhenta, mas em menor número. Eram cerca de 40 pessoas, a maioria militares ou seus familiares."Os manifestantes deveriam se lembrar do sacrifício que fizemos e o que nossos companheiros que não conseguiram sobreviver diriam se estivessem aqui", afirmou Joshua Sparling, 25, do Exército, que perdeu uma perna em 2005, em Ramadi, no Iraque.

Jane Fonda acknowledges the crowd at the weekend anti-war rally in
Washington.

Ela ontem e a foto em questão

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h05
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Americanos do subúrbio - os novos desajustados

Alguns meses atrás, entrevistei o autor da expressão "A Grande Fuga Branca", o demógrafo William Frey, por ocasião da marca de 300 milhões de pessoas atingida pela população norte-americana. Ele criou a frase para definir o que acontecia nos grandes centros urbanos dos EUA a partir do final dos anos 50 e começo dos anos 60: as famílias brancas, de classe média, estavam deixando o centro das cidades e se mudando para os subúrbios.

Isso redefiniu os Estados Unidos de uma série de maneiras, mas talvez a mais interessante tenha sido o efeito que esse êxodo começa a ter na produção cultural. Nos últimos anos, crescidos os meninos e meninas que passaram a infância e a adolescência nos "burbs", há cada vez mais filmes e séries de TV interessantes que tratam de um tipo muito específico e cada vez mais presente nesses novos grandes centros urbanos: os que não se ajustam à medíocre, banal e previsível vida nesse "interior" próximo.

São os novos desajustados, cujo pai cultural recente talvez tenha sido, no cinema, "Beleza Americana", de 1999, o excelente filme de Sam Mendes em que Kevin Spacey interpreta o personagem principal, que se rebela contra a vida tão inodora e plástica como a flor que dá nome ao filme, "american beauty". Abriu um caminho que logo seria seguido por outros, raros em sua qualidade artística.

Há a série "Os Sopranos", quase simultânea, a história de uma família em tudo parecida com tantas outras num subúrbio de Nova Jersey, com o "pater familias" em plena crise de meia idade, ansioso, deprimido e com ataques de impotência -com um detalhe: ele é o chefe da máfia local. Exageradas e caricatas, mas não menos importantes, são as mulheres desmioladas de "Desperate Housewives", que vivem na alameda Wisteria, por coincidência o nome de outra planta, dessa vez uma trepadeira.

Na mesma linha segue a recente e imperdível "Weeds", em que a personagem principal é uma "soccer mom", a "mãe de futebol", esse mítico personagem suburbano cujo nome vem de sua função principal durante o dia (levar as filhas para o treino) e, dizem os analistas políticos, que ajudou a dar a vitória a Bush em 2004. Na série, uma delas fica viúva precocemente e, para conseguir pagar a hipoteca, decide vender maconha para seus pares. São pais quarentões, enquadrados mas inconformados com a vida certinha que levam em Agrestic, um quase-acrônimo de "cigarettes", cigarros em inglês.

Tudo isso para falar de um dos filmes mais interessantes de 2006, que estréia no Brasil em duas semanas, no dia nove de fevereiro. É "Pecados Íntimos", do diretor Todd Field, que você deve se lembrar como o pianista que dá a dica da orgia ao personagem de Tom Cruise no último filme de Stanley Kubrick, "De Olhos Bem Fechados". Aqui, ele leva o conceito dos desajustados suburbanos ao extremo.

Há a mãe arrependida de ter tido a filhinha, o marido "dono-de-casa", o suspeito de pedofilia que assombra a todos, o "comando civil" que promete vigiá-lo, as marocas fofoqueiras da piscina pública, toda uma tensão invisível a olho nu, mas em plena atividade e frenesi, como a visão até então insuspeita que temos das minhocas e larvas quando levantamos uma pedra no jardim. São todos "pequenas crianças", como no título original do filme, desse país que se recusa a crescer.



Escrito por Sérgio Dávila às 07h34
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Mel Gibson estréia sua "Paixão do Maia"

Quando era adolescente, segundo contou o próprio em entrevistas, Mel Gibson era chamado de "Quase" por um valentão da escola que o perseguia. Era o maior insulto de que poderia ser alvo, disse. Remete a uma passagem do livro "Apocalipse", do "Novo Testamento", que afirma: "Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca".

"Quase" é como um valentão maia urbano chama Pata de Jaguar, membro de uma tribo rural, que é o herói do novo longa do polêmico ator e diretor nova-iorquino criado na Austrália. Seu épico maia do século 15, "Apocalypto", estréia hoje em São Paulo. É mais uma tentativa de Mel Gibson de não ser um quase-diretor em Hollywood, uma cidade que devora quase-diretores no café da manhã.

Conta a história do jovem caçador e guerreiro Pata de Jaguar (o índio norte-americano Rudy Youngblood), que tem de passar por extremo sofrimento para alcançar a redenção. Nesse sentido, lembra o filme anterior que Gibson dirigiu, "A Paixão de Cristo", e também porque é todo falado numa língua que não o inglês _o maia yucatec nesse caso; aramaico e latim, naquele.

Também não chega sem polêmicas, o que valeu ao filme o apelido de "A Paixão do Maia", dado pela crítica norte-americana. Se o "Paixão" original rendeu ao diretor a acusação de anti-semita _só reforçada pela batatada que fez ao ser parado dirigindo embriagado na Califórnia e culpar os judeus "por todas as guerras do mundo"_, "Apocalypto" foi criticado por retratar uma civilização avançada como um bando de carniceiros selvagens e por cometer erros históricos.

É racista, disseram ativistas indígenas da Guatemala, por onde se espalhava boa parte do império Maia. "Mel Gibson reproduz um conceito ofensivo e racista de que o povo maia era bruto e que por isso não só merecia como necessitava do ‘resgate’ dos europeus brancos", disse Ignacio Ochoa, da Fundação Nahual, de cultura maia.

É errado, disseram historiadores, porque mistura épocas _acredita-se que o declínio do império tenha começado no século 8, talvez pela destruição ambiental causada pelo excesso de gente, e não no século 15, por decadência moral e pela chegada dos primeiros espanhóis, como mostra "Apocalypto". "Eu desprezo o filme", disse Julia Guernsey, professora de história da arte da Universidade do Texas. "É como se alguém no futuro fizesse um filme sobre a sociedade norte-americana e colocasse Madonna e Marilyn Monroe no mesmo carro."

Nem todos pensam como ela. "Pode-se argumentar que ‘Apocalypto’ desumaniza os nativos americanos, fazendo de seus antepassados monstros selvagens, mas eu acho que faz o oposto", escreveu Craig Childs, autor de "House of Rain - Tracking a Vanished Civilization Across the American Southwest".

"Caçadores oprimidos no filme são apresentados como pessoas com as mesmas emoções universais de todos os humanos", acredita. "E os maias urbanos são retratados como sábios políticos e religiosos, tendo construído um império neolítico monumental, que não fica a dever ao do antigo Egito."

O filme não foi bem de bilheteria nos EUA. Os produtores esperam que os espectadores internacionais vejam o filme e o julguem sozinhos. Os paulistanos terão essa chance hoje.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h45
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Uma imagem vale mais do que mil palavras - a imagem dos EUA no mundo, segundo o serviço noticioso da BBC

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h55
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Ainda o Oscar - Al Gore avisa que vai comparecer

 

Aliás, por falar em favorito na categoria "documentários", a assessoria de Al Gore manda avisar: o vice-presidente vai comparecer à cerimônia de premiação, no dia 25 de fevereiro. Estará acompanhado da mulher, Tipper. Que não repitam a cena de 2000, quando se beijaram no palco da Convenção Nacional Democrata (abaixo):



Escrito por Sérgio Dávila às 20h33
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Meus palpites para o Oscar 2007

 

Primeiro, duas palavrinhas sobre o prêmio: tucanou e globalizou. Explicando: ao não cravar favoritos, a Academia ficou em cima do muro, dando o maior número de indicações a um filme que não mereceu ser indicado a melhor filme ("Dreamgirls"); já a nacionalidade dos indicados parece um anúncio da campanha United Colors of Benetton, com predomínio do México, mas também lembrança ao Japão, Espanha, Serra Leoa e, obviamente, Austrália e Reino Unido --completado, para ficar na metáfora do anúncio, pela presença dos afro-americanos e de um "jornalista cazaque".

Aos palpites das principais categorias, pois:

Melhor filme
Leva: "Babel"
Deveria levar: "Os Infiltrados"
Explicação: Clint Eastwood ("Cartas de Iwo Jima") não ganha de novo, "Pequena Miss Sunshine" é muito independente, "A Rainha" é originalmente um telefilme (há um preconceito enorme para o gênero) e "Os Infiltrados" é X-Rated demais

Melhor diretor
Leva: "Os Infiltrados" (Martin Scorsese)
Deveria levar: idem
Explicação: esse é o ano de Martin; seu filme é muito violento (para os padrões etc.), mas ele é um dos grandes injustiçados da história do Oscar, que tem uma boa chance de corrigir seu erro (e o que o "United" está fazendo na lista, alguém pode me explicar?)

Melhor ator
Leva: Leonardo DiCaprio ("Diamante de Sangue")
Deveria levar: Forest Whitaker ("O Último Rei da Escócia")
Explicação: Ryan Gosling ("Half Nelson") é a melhor atuação, mas ele ainda é cru demais para o prêmio; a indicação deve catapultá-lo ao primeiro time,merecidamente (sem pretensões, "Half Nelson" é um excelente filme); Peter O'Toole ("Venus") já levou seu Oscar pela carreira e Will Smith ("À Procura da Felicidade") não merecia estar nem na lista; Forest deve ser prejudicado pelo acerto de contas do prêmio com Leonardo DiCaprio, como seu amigo Scorsese aqui escolhido não por seu melhor filme, mas por ter sido esnobado antes

Melhor atriz
Leva: difícil decidir
Deveria levar: Kate Winslet ("Pecados Íntimos")
Explicação: é a categoria historicamente mais confusa do Oscar; tanto pode ser premiada Helen Mirren ("A Rainha"), que está muito bem e já levou o Globo de Ouro, quanto Judi Dench ("Notas sobre um Escândalo"), idem --ambas ainda carregam o "bônus" de serem britânicas, o que "pega bem" junto aos jurados; azarão é Penélope Cruz ("Volver"); Meryl Streep ("O Diabo Veste Prada") é campeão de indicações, já ganhou uma vez mas está numa comédia

Melhor roteiro original
Leva: "Pequena Miss Sunshine" (Michael Arndt)
Deveria levar: "Pequena Miss Sunshine" (Michael Arndt)
Explicação: boa categoria, com Guillermo Arriaga, Paul Haggis e Guillermo del Toro; mas "Sunshine" é imbatível

Melhor roteiro adaptado
Leva: "Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" (roteiro de Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham e Dan Mazer; argumento de Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Anthony Hines e Todd Phillips)
Deveria Levar: "Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" (roteiro de Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham e Dan Mazer; argumento de Sacha Baron Cohen, Peter Baynham,
Anthony Hines e Todd Phillips)
Explicação: como bem disse Larry David ("Seinfeld", "Curb Your Enthusiasm"), é revolucionário

Melhor filme estrangeiro
Leva: "O Labirinto do Fauno" (México)
Deveria levar: "O Labirinto do Fauno" (México)
Explicação: a gringaiada está de quatro pelo filme; aliás, é impressão minha ou acertei três dos cinco indicados, conforme palpite em post anterior? (e a exclusão de Almodóvar foi zebra, você há de convir)

Melhor documentário em longa-metragem
Leva: "Uma Verdade Inconveniente"
Deveria Levar "Uma verdade Inconveniente"
Explicação: Al Gore ganha pelo mesmo motivo que Michael Moore ganhou --compensação política, mais do que a qualidade do filme (e imagine o frisson do "ex-futuro presidente dos EUA" no discurso de agradecimento, com minutos e minutos de aplauso em pé)



Escrito por Sérgio Dávila às 20h04
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Filme estranho mistura novo cinema japonês a Zé do Caixão

 

Já ouviu falar do filme "We Are the Strange"? Foi todo feito por um nerd em uma quitinete em San José, um tal M Dot Strange, teve seu processo de criação contado em diários no YouTube e acaba de estrear no Sundance Festival (segundo o NYTimes de hoje). Conta a história de uma menina-animê que foi abusada na infância e encontra um boneco que quer um sorvete. Os dois saem em busca do tal "sorvete perfeito" e, no caminho, encontram monstros e perseguições.  O trailer parece mistura de novo cinema japonês com Zé do Caixão --só que animado-- e já teve 670 mil visitantes no site. Agora, o diretor (na verdade, um tal Michael Belmont) tenta negociar "We Are Strange" no festival. A primeira sessão estava lotada. A segunda acontece hoje.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h49
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É a primeira neve do ano em DC

 

Escrito por Sérgio Dávila às 19h24
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Neva em Washington...



Escrito por Sérgio Dávila às 19h22
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"24 horas" é o sonho de consumo dos neocons

É apenas impressão ou Jack Bauer, o agente de "24 Horas", se firma a cada nova temporada da série de TV como o James Bond da geração neocon? Não sou fã do programa, mas volta e meia dou umas bicadas nos episódios para ver o que o membro mais conhecido da unidade contraterrorismo dos EUA está fazendo para salvar o "mundo livre".

Cada vez que assisto, sinto um frio na espinha. Na quarta temporada, ele chegou a pedir demissão de sua função para poder torturar em paz um suspeito, que acabara de ser liberado por pressão da ONG "Anistia Global". Justificou, assim, ao vivo, em cores e para milhões, a teoria defendida por cada vez mais gente (boa, inclusive), segundo a qual, diante de um cenário de "contagem regressiva", em que uma confissão pode salvar milhões de vidas, a tortura não só deve ser praticada mas também autorizada pelo Judiciário.

É no que acredita, por exemplo, o advogado-estrela Alan Dershowitz, professor de Harvard e defensor de casos midiáticos como o de O.J. Simpson, citando legislação parecida em vigor em Israel. O problema é que tal cenário, o da bomba prestes a explodir e de um único suspeito sob a guarda do governo que sabe como localizá-la e desarmá-la, nunca saiu do campo dos filmes, pelo menos nos EUA, enquanto a tortura é bem real e continua a comer solta nas prisões secretas pelo mundo.

Na sexta temporada, que estreou semana passada aqui e chega ao Brasil em março, a apologia à tortura continua linda, leve e solta, apesar de estudos recentes de universidades importantes apontarem que a prática é falha quando o objetivo é arrancar do torturado informações confiáveis. É que, depois de um tempo no pau-de-arara, quase todo o mundo confessa qualquer crime que não cometeu -menos Jack Bauer, claro; no começo da sexta temporada, ele é libertado pelos chineses após passar por meses de tortura sem revelar segredo algum.

A importância do seriado "24 Horas" não é pequena, e a ligação entre o que faz seu herói sem culpa e o anseio reprimido de um povo, amedrontado diariamente pelo governo por uma guerra impossível de ser ganha, não pode ser diminuída nem creditada apenas aos partidários das teorias conspiratórias.

Afinal, quem paga o cheque de US$ 10 milhões por temporada para o ator Kiefer Sutherland é a Fox. E a Fox é a mesma parente do braço noticioso Fox News, o "Diário Oficial" televisivo da Casa Branca, ambos de propriedade do megaempresário de direita Rupert Murdoch. Para quem ainda acha que o colunista vê muito pêlo em pouco ovo, vale a pena lembrar de um seminário que aconteceu aqui em Washington em junho de 2006.

Era um evento patrocinado pela entidade conservadora Heritage Foundation, que contou com a presença do secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, um dos juizes da Suprema Corte, Clarence Thomas, e teve a mediação do comentarista ultraconservador Rush Limbaugh. O tema? "'24 Horas' e a Imagem dos EUA na Luta contra o Terrorismo - Fato, Ficção ou Não Importa?"

Entre os palestrantes, experts em terrorismo e contraterrorismo, membros do governo Bush -e três atores do elenco do seriado, entre eles o próprio Jack Bauer, quer dizer, Kiefer Sutherland. Quem quiser assistir à palestra pode comprar no site da C-Span, o canal a cabo sem fins lucrativos que cobre todas as atividades do governo e do Legislativo. Sai por US$ 29,95.

Ou não importa?



Escrito por Sérgio Dávila às 12h54
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Fox Brasil libera primeira imagem de Surfista Prateado

 

Chega ao Brasil dia 29 de junho "Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado". Dirigido por Tim Story, o filme-seqüência do fraco "Quarteto Fantástico" traz Dough Jones ("O Labirinto do Fauno") como o Surfista --talvez o personagem mais cool da história da HQ-- e o mesmo elenco para o quarteto (Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans e Michael Chiklis).

 

CORREÇÕES

1. CONFORME LEMBRAM ALGUNS INTERNAUTAS, JÁ EXISTE UM TRAILER-TEASER NA REDE, AQUI

2. CONFORME LEMBRAM OUTROS INTERNAUTAS, IMAGENS JÁ HAVIAM SIDO DIVULGADAS NO EXTERIOR; ESSA É A PRIMEIRA DA FOX BRASIL, SEGUNDO O ESTÚDIO

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h01
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Ainda o Oscar estrangeiro

 

Os cinco escolhidos serão anunciados no dia 23. Meu palpite: a disputa final deve ficar entre Almodovar, Verhoeven, Donnersmarck e Guillermo del Toro e o oscar deve ir para o último, por O Labirinto do Faundo, que anda enlouquecendo os gringos.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h49
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Brasil está fora do Oscar de estrangeiro

 

Acaba de sair a relação dos nove pré-candidatos às cinco vagas de melhor filme estrangeiro do Oscar 2007. O Brasil, que concorria com o ótimo "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes, ficou de fora. Abaixo, os nove filmes, escolhidos da pré-lista de 61 filmes indicados por seus respectivos países:

Alemanha, “The Lives of Others,” Florian Henckel von Donnersmarck

Argélia, “Days of Glory,” Rachid Bouchareb

Canadá, “Water,” Deepa Mehta

Dinamarca, “After the Wedding,” Susanne Bier

Espanha, “Volver,” Pedro Almodovar

França, “Avenue Montaigne,” Daniele Thompson

Holanda, “Black Book,” Paul Verhoeven

México, “Pan’s Labyrinth,” Guillermo del Toro

Suíça, “Vitus,” Fredi M. Murer

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h45
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Revista publica capítulo exclusivo de "confissão" de O.J. Simpson

 

A Newsweek dessa semana traz trechos do capítulo "decisivo" da biografia-depoimento "If I Did It" (se eu tivesse feito), cancelada antes mesmo de ser lançada, tamanha a controvérsia que causou. Todos os 400 mil exemplares foram destruídos, exceto por um, trancado num cofre da News Corp., de Rupert Murdoch. Mas a revista conseguiu uma cópia do capítulo em que O.J. conta como "teria matado" a mulher, Nicole Brown, e o amante, Ronald Goldman. Leia aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h57
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Boa noite e...

 

...até já.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h10
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Babel? E Os Infiltrados?

 

Injustiça --embora prevista nesse blog (leia abaixo). É o pior dos filmes da trilogia de Alejandro Iñarritu ("Amores Perros" e "21 Grams"); só teve mais dinheiro e mais estrelas de cinema. Os Infiltrados é muito mais filme. A favor de Alejandro: fez a melhor piada da noite ("Prometo que meus documentos estão em ordem", para Schwarzenegger, governador da Califórnia, a seu lado).



Escrito por Sérgio Dávila às 01h05
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President Ahnold?

 

The governator himself apresenta o melhor filme do ano (de muletas e pé quebrada): e deu Babel.



Escrito por Sérgio Dávila às 01h01
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Kate e Leo juntos de novo, uma década depois de Titanic

 

Escrito por Sérgio Dávila às 00h57
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Leo DiCaprio perde duplamente

 

A interpretação de Forest Whitaker para Idi Amim era a cara do Globo de Ouro, que acaba de premiá-lo como melhor ator por "The Last King of Scotland". DiCaprio perde duplamente, por Os Infiltrados e Blood Diamond. Whitaker --aparentemente chapado, ou muito nervoso nos agradecimentos-- não é mau ator, mas nem sempre faz escolhas certas. Essa, felizmente, é uma delas.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h55
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Faltou dizer: melhor musical é "Dreamgirls"

 

A melhor definição do filme também veio de um comentário, que reproduzo abaixo:

Ei. Deixou passar o Melhor Filme Musical Drama. Alias tremenda injutiça. Pequena Miss Sunshine era muito melhor, que o "Antonia" americano.
Bruno  | obrunomendonca@gmail.com |  16/01/2007 01:49



Escrito por Sérgio Dávila às 00h53
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Ainda sobre Borat:

 

Concordo com todas as palavras de minha amiga Barbara (leia comentário no post High Five! Sexytime!...). Aliás, ela deve ter ficado muito feliz com o prêmio de melhor atriz para Helen Mirren por The Queen, que acaba de sair, pois sei que ela é grande fã da rainha.

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Escrito por Sérgio Dávila às 00h47
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Grey's Anatomy é a melhor série

 

Mais uma injustiça de uma noite pródiga em injustiças para os prêmios de TV (veja os dois para Ugly Betty).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h44
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Por fim...

 

... Sacha Baron Cohen agradece a todos os americanos que ainda não o processaram ("Borat" é um dos filmes que mais rendeu processos indenizatórios nos últimos anos).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h33
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High five! Sexytime!

 

A gloriosa nação do Cazaquistão pode dormir em paz. Sacha Baron Cohen, a.k.a. Borat, levou o prêmio de ator cômico. É um choque ouvir o ator falando com sua voz normal, um pesado sotaque britânico. Ele brinca e faz trocadilho entre o globo de ouro e os "globos de ouro" de uma cena em que ele aparece nu com seu "assistente" numa luta livre indecente e quase inassistível.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h31
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DEU MARTIN!!!!

 

Mais do que merecido, melhor diretor foi para Martin Scorsese para o excelente Os Infiltrados. Será o ano em que o Oscar fará finalmente justiça a um de seus melhores diretores? Scorsese foi indicado seis vezes (cinco como diretor) e nunca levou...

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Escrito por Sérgio Dávila às 00h26
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E Dustin Hoffman termina...

 

... dizendo que haverá um "Ishtar 2" (um dos piores e mais mal-sucedidos filmes da história de Hollywood, no qual trabalharam Dustin, Warren e Isabelle Adjani). Brincadeira, óbvio.

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Escrito por Sérgio Dávila às 00h24
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Tom Hanks começa...

 

...o blablablá de sempre para o prêmio por conjunto de obra, que esta noite vai para Warren Beatty (merecido, claro).

Aliás, para quem ainda não assistiu, vale a pena comprar a edição de 25 anos de "Reds", talvez o melhor filme da carreira do ator, dirigido por ele também, sobre a vida do jornalista John Reed e a Revolução de 1917.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h02
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