EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Tem blog novo bom no pedaço

 

É o Cinema sem Cortes!, de Mr. Woody, filho de um amigo. Recomendo a visita.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h40
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Está esquentando...



Escrito por Sérgio Dávila às 12h14
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Bush pai, desesperado por atriz de Desperate Housewives?

 

Essa eu recebi de meu amigo Vinicíus Queiroz Galvão, de Nova York --ao final de um evento em Los Angeles, George Bush pai grudou em Teri Hatcher, de "Desperate Housewives", e não largava mais. O encontro culminou com três palmadinhas no traseiro da moça, como você pode ver nesse vídeo (sempre haverá alguém com um celular apontado, eis a máxima do século atual).

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Escrito por Sérgio Dávila às 22h16
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Vou sair candidato a presidente em 2008

Apesar de não cumprir duas das três exigências legais para ser presidente dos Estados Unidos (ter no mínimo 35 anos de idade, nascido aqui e morado por pelo menos os últimos 14 anos no país), vou concorrer à Casa Branca.

Explico.

Algum redator de um dos programas de fim de noite já escreveu: nas eleições de 2008, metade da população vai votar na outra metade. É exagero cômico, mas não muito. Até agora, a mais de 600 dias da votação, já existem quase três dezenas de pré-candidatos, interessados, voluntários, curiosos, pré-presidenciáveis, "se-o-povo-exigir-eu-saio". Isso num país em que há apenas dois partidos de fato, o de centro (Democrata) e o de centro-direita (Republicano).

Sem querer parecer monomaníaco, a culpa é de George W. Bush. É a primeira vez desde os anos 20, segundo alguns critérios, ou desde os anos 50, de acordo com outros, que a eleição mais importante dos Estados Unidos não tem nenhum dos dois ocupantes dos principais cargos da Casa Branca como concorrentes. O presidente, em seu segundo mandato, é impedido por lei. O vice-presidente não quer.

Com isso, o campo ficou aberto para todos. Na semana passada, um deles, o senador democrata Joseph Biden, anunciou suas intenções metendo os pés pelas mãos. Chamou outro pré-candidato, Barack Obama, de "negro limpo". Disse "clean", em vez de dizer "fresh", novo, no sentido de ser novidade na política o fato de um senador negro concorrer. Outro redator cômico escreveu: "Uma mulher, um negro, um hispânico, Rudolph Giuliani... As eleições de 2008 parecem o bar de 'Guerra nas Estrelas'."

Agora, eu.

Explico, finalmente.

No dia 1º, foi lançado o site u4prez.com. Em "internetês", U é "you", você, 4 é "for", para, "prez" é "president", presidente. Você para presidente. No caso, eu. A idéia dos criadores do site é levar uma campanha virtual até o dia da eleição, da qual podem participar todas as pessoas, independentemente de nacionalidade ou idade. Basta se cadastrar e preencher um perfil daqueles típicos de site de relacionamento social, como Orkut ou Myspace.

A diferença é que, em vez de qual o seu livro preferido ou o time do coração, você deve escolher seu partido e se posicionar em relação às questões mais importantes para o eleitor de verdade, como a Guerra do Iraque (A favor? Contra? Por uma retirada imediata das tropas?), a economia (Defende os acordos comerciais internacionais?), o aborto (Pró-vida? Pró-escolha?), casamento gay etc.

Com a "plataforma" montada, você começa sua campanha para angariar votos dos outros internautas, candidatos ou não. As pesquisas de opinião são imediatas, pois o número de eleitores que pretendem votar em tal ou qual pessoa aparece a cada momento. De tempos em tempos, os organizadores do site convocarão debates virtuais entre os mais bem colocados, dos quais todos podem participar com perguntas, como num bate-papo. Realizarão primárias, para definir o candidato oficial de cada partido.

A idéia, segundo os criadores, uma empresa de marketing virtual chamada Intralink e baseada em Cincinnati, no Estado de Ohio, é dar um palco real ao velho anseio popular: "Se eu fosse presidente por um dia...". Tiveram a idéia depois do sucesso de sites como o YouTube e de a revista "Time" ter escolhido como personalidade do ano passado não uma celebridade, mas "você".

Enquanto eu escrevo essa coluna, os dois primeiros colocados são BUCKEYEKID, que se identifica com uma gravura de George Washington, e freetheUS, cuja principal característica é um generoso decote, entre os democratas, e MAP2010, que defende a invasão do Iraque, e nickgold, a favor da redução de impostos, entre os republicanos.

E você?



Escrito por Sérgio Dávila às 12h29
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Se tiver de ver apenas um filme, vá a "Pecados Íntimos"

 

A crítica brasileira não gostou muito, mas o filme que estréia hoje em SP vale a pena. Reproduzo abaixo texto que fiz há alguns dias sobre o assunto. E leia entrevista com o diretor-ator Todd Field aqui.

*

Alguns meses atrás, entrevistei o autor da expressão "A Grande Fuga Branca", o demógrafo William Frey, por ocasião da marca de 300 milhões de pessoas atingida pela população norte-americana. Ele criou a frase para definir o que acontecia nos grandes centros urbanos dos EUA a partir do final dos anos 50 e começo dos anos 60: as famílias brancas, de classe média, estavam deixando o centro das cidades e se mudando para os subúrbios.

Isso redefiniu os Estados Unidos de uma série de maneiras, mas talvez a mais interessante tenha sido o efeito que esse êxodo começa a ter na produção cultural. Nos últimos anos, crescidos os meninos e meninas que passaram a infância e a adolescência nos "burbs", há cada vez mais filmes e séries de TV interessantes que tratam de um tipo muito específico e cada vez mais presente nesses novos grandes centros urbanos: os que não se ajustam à medíocre, banal e previsível vida nesse "interior" próximo.

São os novos desajustados, cujo pai cultural recente talvez tenha sido, no cinema, "Beleza Americana", de 1999, o excelente filme de Sam Mendes em que Kevin Spacey interpreta o personagem principal, que se rebela contra a vida tão inodora e plástica como a flor que dá nome ao filme, "american beauty". Abriu um caminho que logo seria seguido por outros, raros em sua qualidade artística.

Há a série "Os Sopranos", quase simultânea, a história de uma família em tudo parecida com tantas outras num subúrbio de Nova Jersey, com o "pater familias" em plena crise de meia idade, ansioso, deprimido e com ataques de impotência -com um detalhe: ele é o chefe da máfia local. Exageradas e caricatas, mas não menos importantes, são as mulheres desmioladas de "Desperate Housewives", que vivem na alameda Wisteria, por coincidência o nome de outra planta, dessa vez uma trepadeira.

Na mesma linha segue a recente e imperdível "Weeds", em que a personagem principal é uma "soccer mom", a "mãe de futebol", esse mítico personagem suburbano cujo nome vem de sua função principal durante o dia (levar as filhas para o treino) e, dizem os analistas políticos, que ajudou a dar a vitória a Bush em 2004. Na série, uma delas fica viúva precocemente e, para conseguir pagar a hipoteca, decide vender maconha para seus pares. São pais quarentões, enquadrados mas inconformados com a vida certinha que levam em Agrestic, um quase-acrônimo de "cigarettes", cigarros em inglês.

Tudo isso para falar de um dos filmes mais interessantes de 2006, que estréia no Brasil em duas semanas, no dia nove de fevereiro. É "Pecados Íntimos", do diretor Todd Field, que você deve se lembrar como o pianista que dá a dica da orgia ao personagem de Tom Cruise no último filme de Stanley Kubrick, "De Olhos Bem Fechados". Aqui, ele leva o conceito dos desajustados suburbanos ao extremo.

Há a mãe arrependida de ter tido a filhinha, o marido "dono-de-casa", o suspeito de pedofilia que assombra a todos, o "comando civil" que promete vigiá-lo, as marocas fofoqueiras da piscina pública, toda uma tensão invisível a olho nu, mas em plena atividade e frenesi, como a visão até então insuspeita que temos das minhocas e larvas quando levantamos uma pedra no jardim. São todos "pequenas crianças", como no título original do filme, desse país que se recusa a crescer.



Escrito por Sérgio Dávila às 19h05
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Quer saber como o Google se parecia em 1997?

 

Está aqui, quando ainda era um projeto de quatro alunos de Stanford (dois deles entrariam para a lista dos dez homens mais ricos do mundo).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h32
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Estréia bate-papo semanal no UOL News

 

Quem perdeu ao vivo pode ver aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h08
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Estréia bate-papo semanal no UOL News

 

Estréio hoje, sexta-feira, dia 9 de fevereiro, bate-papo semanal no Uol News sobre o que acontece de bom (e ruim) aqui nos EUA, a partir de Washington. Nessa semana, falamos sobre a visita de Bush ao Brasil, no dia 8 de março. Será todas as sextas, a partir das 16h30, horário de São Paulo. É aqui, para quem quiser ver.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h55
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Saiu a Vanity Fair especial do Oscar - Final

Abigail Breslin, a Pequena Miss Sunshine, e sua mãe.

O resto das fotos você vê aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h16
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Saiu a Vanity Fair especial do Oscar - Parte 2

Edward Norton e Kate Winslet

Bruce Willis

Robert Downey Jr e Sylvester Stallone

Ben Stiller e Owen Wilson

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h13
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Saiu a Vanity Fair especial do Oscar

 

A capa

Vanity Fair, March 2007

E algumas fotos do making of do tradicional ensaio de Annie Leibovitz (o tema desse ano é o cinema noir):

Penelope Cruz e Ben Affleck

Jennifer Connelly e Robert de Niro

Kirsten Dunst



Escrito por Sérgio Dávila às 22h09
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Saiu minha lista preferida: os dez mais do mês do NYTimes

 

É sempre um raio-X curioso do "Iwasp", o internauta anglo-saxão branco. Comida, sexo e casamento dominam os mais lidos. Outros três são na linha "auto-ajuda". Guerra aparece só uma vez, em último (a entrevista do embaixador iraniano em Bagdá). Completam a lista notícias do mercado imobiliário e o herói do metrô, este na linha "homem morde cachorro".

1) Unhappy Meals
By MICHAEL POLLAN
Published: January 28, 2007
The story of how basic questions about what to eat got so complicated reveals a great deal about the institutional imperatives of the food industry, nutritional science and journalism.
2) In Raw World of Sex Movies, High Definition Could Be a View Too Real
By MATT RICHTEL
Published: January 22, 2007
Pornographic movie studios have found that the high-definition format is accentuating physical imperfections in actors.
3) 51% of Women Are Now Living Without Spouse
By SAM ROBERTS
Published: January 16, 2007
For what experts say is probably the first time, more U.S. women are living without a husband than with one.
4) Questions Couples Should Ask (Or Wish They Had) Before Marrying
Published: December 17, 2006
A few key questions that couples should consider asking before marriage.
5) Buyers Scarce, Many Condos Are for Rent
By VIKAS BAJAJ
Published: January 16, 2007
The frenzied condominium market in big cities like Washington, Las Vegas, Miami and Boston has collapsed.
6) Happiness 101
By D.T. MAX
Published: January 7, 2007
Can classes in positive psychology teach students not just to feel good but also to do good?
7) Help, I'm Surrounded by Jerks
By STEPHANIE ROSENBLOOM
Published: January 18, 2007
A raft of books and seminars for coping with people who make life difficult.
8) Free Will: Now You Have It, Now You Don't
By DENNIS OVERBYE
Published: January 2, 2007
Experiments suggest that the conscious choice is an illusion, but some philosophers and physicists choose to disagree.
9) Man Is Rescued by Stranger on Subway Tracks
By CARA BUCKLEY
Published: January 3, 2007
A 50-year-old construction worker jumped on the subway tracks to save a man as a train approached.
10) Iranian Reveals Plan to Expand Role in Iraq
By JAMES GLANZ
Published: January 29, 2007
Iran's ambassador to Baghdad outlined a plan to expand its economic and military ties with Iraq that will almost certainly bring more conflict with the U.S.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h03
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Viu os anúncios do SuperBowl de ontem?

 

Estão aqui. Teve gente que achou a maioria violenta, por conta do clima de guerra do país. O meu preferido é o dos Great Apes, da Budlight (número 22). Teve show do Prince no intervalo. Teve gente que achou que ele falou da Guerra do Iraque.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h16
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Com retórica bélica, Bush ajuda Ahmadinejad

ENTRE GARFADAS de "zorat", petisco típico feito de milho, e goles de chá quente, um pequeno empresário iraniano, cujo nome manterei em segredo a seu pedido, me confessa: "Com exceção da minoria de fanáticos de sempre, nós não ligamos para as políticas da religião. Queremos dinheiro no bolso". Estávamos em frente a um shopping center em Teerã, numa noite agradável de maio passado.
Confirmei suas palavras ao verificar a pujança da classe média iraniana, que, mesmo com chadores, toque de recolher às 22h e proibição de álcool, toma as noites da capital e faz uma revolução festiva, "de veludo", se quiser, dentro da revolução islâmica. São maioria num país de 70 milhões em que mais da metade da população não tinha nascido quando o aiatolá Khomeini tomou o poder, em 1979.
Terão sido os mesmos que responderam recente pesquisa divulgada pela World Public Opinion, entidade não-governamental baseada em Washington que tenta mapear a opinião pública internacional em questões de política externa. Segundo o levantamento, feito em dezembro, 74% dos iranianos têm uma visão desfavorável do saudita Osama bin Laden e 81% deploram os ataques terroristas de qualquer natureza.
As porcentagens são parecidas com as encontradas entre os norte-americanos e, para o especialista Joseph Cirincione, do Center for American Progress, enfraquecem a tese do "choque de civilizações", popularizada pelo pensador conservador Samuel P. Huntington.
Essa classe média iraniana impôs uma derrota política ao partido de Mahmoud Ahmadinejad nas últimas eleições, justamente por ele não ter entregue o que prometeu: recuperação econômica. Aos poucos vão sendo roídas as bases do presidente radical, que tenta ganhar cartaz interno e relevância externa com bravatas nucleares.
Tudo isso faz lembrar a letra de "Russians", bela música que Sting compôs a partir de melodia de Prokofiev, em 1985, ainda sob a influência da Guerra Fria e da corrida nuclear. O artista britânico espera que "os russos também amem suas crianças".
Assim como os norte-americanos, os iranianos também amam as suas crianças. Deixados sozinhos, saberão mudar por dentro os rumos de seu país. Ameaçados por uma potência estrangeira, no entanto, se unirão -mesmo que em torno de Ahmadinejad. Pois é o que George W. Bush vem fazendo com sua escalada retórica e de ações.
Outro iraniano, um cineasta de oposição, encerra nossa conversa lembrando um ditado, de resto bastante popular no Oriente Médio hoje em dia: "Eu e o meu irmão contra o meu primo; eu, meu irmão e meu primo contra o estrangeiro".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h26
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EUA, Irã e a vitória dos mais fracos

Os Estados Unidos não declaram guerra formalmente a nenhum país desde a Segunda Guerra Mundial, quando Franklin Roosevelt (1882-1945) pediu cinco autorizações com esse objetivo ao Congresso. Desde então, o país já invadiu, atacou ou bombardeou os seguintes lugares: Coréia, Guatemala, Indonésia, Cuba, Guatemala novamente, Peru, Laos, Vietnã, Camboja, Guatemala outra vez, Granada, Líbano, Líbia, El Salvador, Nicarágua, Irã, Panamá, Kuait, Iraque, Haiti, Somália, Bósnia, Sudão, ex-Iugoslávia, Afeganistão e o Iraque de novo.

Já escrevi sobre o assunto, mas volto ao tema por conta de duas pesquisas que o escritor Shankar Vedantam (http://vedantam.com/) cita em sua coluna "Department of Human Behavior" (Departamento de Comportamento Humano), uma das mais interessantes à disposição na rede, que tem uma versão em papel publicada todas as segundas-feiras pelo diário norte-americano "Washington Post". Vedantam parte dos estudos para concluir: quanto mais poderoso o país, menos a guerra vale a pena para o próprio país. Não se trata de um momento "flower power", mas da eloqüência dos números.

Os principais vêm de levantamento da cientista política Patricia Sullivan feito em todos os conflitos com nações mais fracas em que se meteram os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU desde o final da Segunda Guerra. Lembre-se de que China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia são os cinco países com o maior poderio militar do planeta.

Dos 122 conflitos estudados pela professora da Universidade da Geórgia, os cinco "perderam" 48 deles, ou 39% do total. Por "perder" entenda-se: não conseguiram o que queriam ao entrar na briga, tiveram de ceder território, fazer acordo ou se retirar de cena -ou os quatro juntos, como os Estados Unidos no Vietnã. Impressionante? Mas espere. Como nos comerciais das facas Guinzo, tem mais.

A porcentagem de vitória dos mais fortes dispara para 75% nos casos em que é exigida apenas a submissão do país mais fraco, mas cai para 50% quando se espera a cooperação do derrotado. Os números são mais pronunciados quando se isolam os Estados Unidos: o país venceu 81% dos conflitos "sem cooperação", mas apenas 41% dos que esperou ser recebido como "libertador", com flores.

Bruce Bueno de Mesquita fez um levantamento historicamente mais abrangente. Estudioso do Instituto Hoover, da Universidade Stanford, ele pesquisou todos os conflitos internacionais a que o mundo assistiu nos últimos dois séculos. Seu resultado confirma o da cientista política: em 41% das vezes, o país mais fraco derrotou o mais forte.

Ou seja: se o governo Bush tivesse se contentado em derrubar o regime de Saddam, entregue o Iraque para um governo provisório tríplice, formado por xiitas, sunitas e curdos e supervisionado por forças internacionais, e saído de mansinho, provavelmente entraria para a história como o homem sábio e bom que levou democracia ocidental aos modernos bárbaros.

Como insistiu em ficar, vê o país lhe escorrer pelas mãos, com 3.000 soldados norte-americanos e outro meio milhão de civis iraquianos mortos, segundo contas de algumas entidades. Pior: agora, ameaça desviar o foco para o Irã. Que Patricia Sullivan e Bueno de Mesquita preparem suas calculadoras.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h20
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Seinfeld volta, agora em filme

 

Boa nova aos seinfelmaníacos (bem-vindos ao time): o co-criador da melhor série televisiva cômica de todos os tempos volta a atuar, agora num filme de longa-metragem, com estréia prevista para novembro. Em sua estréia no cinema, a animação "Bee Movie", ele faz a voz de Barry Bee Benson. Mas, Seinfeld sendo Seinfeld, decidiu que os trailers de promoção seriam diferentes: em vez de mostrar trechos da animação, trazem o próprio Jerry, de fantasia de abelha, no que seria a filmagem. Vale a pena ver --Chris Rock faz uma ponta.

[bee]

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h50
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Separados no nascimento - Idi Amim e Mussum?

 

No final do filme, Idi Amim, o verdadeiro, aparece em imagens de época. Apesar de um ter sido um ditador sanguináreo e o outro, um comediante adorável, que marcou a infância de muito marmanjo (esse inclusive), os dois não são a cara um do outro?



Escrito por Sérgio Dávila às 13h45
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"O Último Rei da Escócia" é bom, apesar de Forest Whitaker

Apesar do aviso inicial, "inspirado em fatos reais", a maior parte dos eventos retratados em "O Último Rei da Escócia" é ficção, e o personagem principal, um médico escocês, nunca existiu.
O espectador que conseguir ultrapassar esses dois não pequenos obstáculos verá 121 minutos de grande cinema.
É o segundo filme do diretor, o escocês Kevin Macdonald, que já tinha misturado fato e ficção em seu docudrama de estréia, o excelente "Desafio Vertical" (Touching the Void), de 2003, em que entremeia depoimentos dos personagens reais e participação de atores para recontar um acidente envolvendo dois alpinistas em Siula Grande, nos Andes peruanos, em 1985. Está disponível em DVD e vale o aluguel.
Baseado em romance de mesmo nome, de Giles Foden, "O Último Rei da Escócia" usa a história de um personagem fictício como fio condutor para retratar a Uganda durante a tomada de poder e o começo da ditadura de Idi Amin, que durou do golpe militar de 1971 ao exílio, em 1979.
O título vem do hábito real do africano de usar kilts (montou um regimento que tinha a vestimenta escocesa) e de, a certa altura, ter se autonomeado com o título nobiliárquico.
O déspota é interpretado com certo exagero por Forest Whitaker, um pouco porque o equivalente real era mesmo mercurial e demente, um pouco porque o competente ator texano caiu na armadilha que vez por outro acomete mesmo os melhores: a de jogar para a platéia, que, neste caso, são os votantes do Oscar.
Para tanto, lança mão de três ingredientes infalíveis para a indicação certeira: personagem real, interpretação "forte", sotaque estrangeiro. Deu certo: já levou o Globo de Ouro e, em 25 de fevereiro, é o favorito à estatueta de melhor ator, prêmio que disputa com Leonardo DiCaprio, Ryan Gosling, Peter O'Toole e Will Smith -com exceção do último, todos em atuações melhores que a dele.
De qualquer maneira, o filme é roubado por James McAvoy, que interpreta o tal médico escocês recém-formado, que resolve fazer trabalhos humanitários em Uganda. O jovem logo cai nas graças do ditador, que o nomeia sucessivamente médico particular do presidente, responsável pelo sistema de saúde do país e, por fim, assessor especial.
É na sua constante hesitação entre se entregar de vez ao luxo e aos prazeres carnais oferecidos pela corte de Idi Amin e denunciar ao mundo as atrocidades que presencia que reside parte do prazer de se assistir a "O Último Rei da Escócia". O resto está no jogo dos sete erros de perceber o que é fato ou não. Duas dicas: o médico não existiu, mas foi baseado num aventureiro inglês; o episódio do seqüestro do avião é real, mas o plot dramático, não.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h42
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Shrek faz campanha para Bush

[Shrek]

O adorável ogro da DreamWorks, que vê o terceiro longa estrear nesse ano, participa de uma campanha televisiva do U.S. Department of Health and Human Services, o equivalente local ao nosso Ministério da Saúde, que entra no ar hoje e é direcionada aos 18% de adolescentes norte-americanos que sofrem de obesidade.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h26
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Anderson Cooper é a Paris Hilton do jornalismo, diz Fox

Anderson Cooper

Em anúncio puvblicado hoje, a Fox News, o braço noticioso dos neocons da Casa Branca, ataca sem dar o nome o jornalista Anderson Cooper, pegando no principal ponto fraco do âncora, segundo seus críticos -a ligeireza com que trata dos assuntos e a tendência de se colocar em todas as histórias. Na verdade, a Fox se ressente da perda de audiência de uma de suas estrelas, Greta van Susteren, para o programa de Cooper. O curioso é que a própria Greta, que fez fama ao cobrir o julgamento de O.J. Simpson e foi roubada da CNN pela Fox, só entrou no ar na nova emissora depois de um "banho de loja" que incluiu plástica no rosto...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h19
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