EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

Leia mais

  





01/02/2010 a 15/02/2010
16/01/2010 a 31/01/2010
01/01/2010 a 15/01/2010
16/12/2009 a 31/12/2009
01/12/2009 a 15/12/2009
16/11/2009 a 30/11/2009
01/11/2009 a 15/11/2009
16/10/2009 a 31/10/2009
01/10/2009 a 15/10/2009
16/09/2009 a 30/09/2009
01/09/2009 a 15/09/2009
16/08/2009 a 31/08/2009
01/08/2009 a 15/08/2009
16/07/2009 a 31/07/2009
01/07/2009 a 15/07/2009
16/06/2009 a 30/06/2009
01/06/2009 a 15/06/2009
16/05/2009 a 31/05/2009
01/05/2009 a 15/05/2009
16/04/2009 a 30/04/2009
01/04/2009 a 15/04/2009
16/03/2009 a 31/03/2009
01/03/2009 a 15/03/2009
16/02/2009 a 28/02/2009
01/02/2009 a 15/02/2009
16/01/2009 a 31/01/2009
01/01/2009 a 15/01/2009
16/12/2008 a 31/12/2008
01/12/2008 a 15/12/2008
16/11/2008 a 30/11/2008
01/11/2008 a 15/11/2008
16/10/2008 a 31/10/2008
01/10/2008 a 15/10/2008
16/09/2008 a 30/09/2008
01/09/2008 a 15/09/2008
16/08/2008 a 31/08/2008
01/08/2008 a 15/08/2008
16/07/2008 a 31/07/2008
01/07/2008 a 15/07/2008
16/06/2008 a 30/06/2008
01/06/2008 a 15/06/2008
16/05/2008 a 31/05/2008
01/05/2008 a 15/05/2008
16/04/2008 a 30/04/2008
01/04/2008 a 15/04/2008
16/03/2008 a 31/03/2008
01/03/2008 a 15/03/2008
16/02/2008 a 29/02/2008
01/02/2008 a 15/02/2008
16/01/2008 a 31/01/2008
01/01/2008 a 15/01/2008
16/12/2007 a 31/12/2007
01/12/2007 a 15/12/2007
16/11/2007 a 30/11/2007
01/11/2007 a 15/11/2007
16/10/2007 a 31/10/2007
01/10/2007 a 15/10/2007
16/09/2007 a 30/09/2007
01/09/2007 a 15/09/2007
16/08/2007 a 31/08/2007
01/08/2007 a 15/08/2007
16/07/2007 a 31/07/2007
01/07/2007 a 15/07/2007
16/06/2007 a 30/06/2007
01/06/2007 a 15/06/2007
16/05/2007 a 31/05/2007
01/05/2007 a 15/05/2007
16/04/2007 a 30/04/2007
01/04/2007 a 15/04/2007
16/03/2007 a 31/03/2007
01/03/2007 a 15/03/2007
16/02/2007 a 28/02/2007
01/02/2007 a 15/02/2007
16/01/2007 a 31/01/2007
01/01/2007 a 15/01/2007
01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005

VOTAÇÃO
Dê uma nota para meu blog




Para terminar a seqüência de dicas de blogs

 

Ele voltou. É o Diário Refluxo.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h42
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Por falar em blog de amigo...

 

...o Cinema sem Cortes continua blogando bem.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h55
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Quer acompanhar as eleições presidenciais dos EUA de 2008?

 

Tem blog bom no pedaço, feito por brasileiro: http://taticapolitica.blogspot.com/.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h06
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Começou - jornal procura repórter na Índia para cobrir cidade da Califórnia

 

"Procuramos um jornalista de imprensa escrita baseado na Índia para cobrir o governo municipal e a política local de Pasadena, na Califórnia." Guarde essas palavras: elas marcam a chegada do "outsourcing" a uma profissão até então intocada pela exportação dos empregos para países em que a mão-de-obra é mais barata, traço marcante da economia norte-americana atual: o jornalismo.

Quem coloca o classificado é o pasadenanow.com, site noticioso baseado na cidade californiana. A explicação do editor é simples: as reuniões do equivalente à câmara municipal de Pasadena agora são transmitidas pela web, então tanto faz se o repórter estiver "in loco" ou em Nova Déli. E ele vai pagar US$ 20,8 mil por ano por 15 textos semanais --gastaria no mínimo três vezes mais com um repórter local...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h07
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Saddam perde: Pentágono censura internet de soldados

 

O Pentágono passou a proibir soldados e outros funcionários de usar seus computadores para acessar sites como YouTibe, Myspace e outros sete endereços. Podem colocar em risco segredos militares e expor o sistema a vírus e hackers, dizem os milicos. O alvo são soldados em ação no Iraque e no Afeganistão que costumam blogar suas atividades cotidianas ou trocar mensagens e fotos via Internet com parentes e amigos. Como relatou no começo da guerra Salam Pax em seu blog que virou livro, Saddam Hussein fazia igualzinho.

Os sites: Metacafe, IFilm, StupidVideos e FileCabi; MySpace, BlackPlanet e Hi5; Pandora, MTV, 1.fm e live365; e Photobucket. O da MTV me parece especialmente perigoso, coisa de jihadista islâmico.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h53
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Do departamento de "falta de enxada": campeonato de "jó-ken-pô"

 

Primeiro, a dificuldade de achar a grafia correta do "esporte". Na versão em português da Wikipedia, alguém diz que é Jankenpo (excuse-me?), ou, "no Sudeste", "Jó-Ken-Pô" (que é como falávamos quando criaças, com um erre a mais no final, às vezes, "joquenpôr!"). O nome oficial, parece, é "Pedra, papel, tesoura", mas esse me parece traduzido literal do inglês, . Pois não é que virou campeonato anual, com direito a primeiro prêmio na faixa dos 50 mil dólares? Onde mais: em Las Vegas, claro. Como diria um de meus avós, se eu os tivesse conhecido, "isso é falta de enxada".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h40
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Nós sempre teremos Paris (Hilton)

 

Paris Hilton está deitada, nua, as pernas afastadas, o celular na mão esquerda. Seus olhos estão fechados. Na cabeça, sobre os cabelos presos, uma tiara. A herdeira da cadeia hoteleira multinacional de nome auto-explicativo está morta. Para confirmar o fato, o espectador é convidado a retirar e examinar alguns de seus órgãos internos, como o intestino e o estômago.

Paris Hilton é dourada. E feita de bronze.

Falo da escultura "The Paris Hilton Authopsy" (a autópsia de Paris Hilton), de Daniel Edwards, cartaz desde a semana passada de uma galeria no Brooklyn, em Nova York. É o mais recente trabalho do artista de Connecticut, conhecido por seus comentários ácidos sobre acontecimentos do mundo pop. São dele, por exemplo, uma instalação com as "fezes" da filha de Tom Cruise e Katie Holmes e outra escultura em que a cantora Britney Spears dá à luz sobre um tapete de pele de urso.

Com "Authopsy", disse Edwards, ele quer chamar a atenção dos jovens para os riscos de dirigir embriagado. É que Paris Hilton foi condenada a 45 dias de cadeia por ter violado sua liberdade condicional ao dirigir sem habilitação; ela havia sido condenada antes por dirigir alcoolizada na Califórnia. Na quarta-feira, soltou declaração via advogado em que diz que "ninguém está acima da lei, e eu certamente não estou". Em seguida, demitiu seu assessor de imprensa, a quem culpa pela condenação (???).

O que o escultor faz é chamar a atenção sobre como cada sociedade vive de maneira vicariante os escândalos da família real que merece. Os britânicos adoram folhear seus tablóides no metrô (quer dizer, no "tube"), a caminho do trabalho, em busca das últimas do príncipe William. Nos Estados Unidos, é Paris Hilton, a menina mimada que foi criada por uma herdeira mimada para continuar a linhagem das mulheres mimadas Hilton -o que a falsa loira de 26 anos faz com talento e gosto.

Nem vou comentar o fato de haver nesse momento 53,5 milhões de sites -o que dá, mais ou menos, um site para cada adolescente norte-americano- dedicados à primeira pessoa da cultura pop recente cuja fama vem de ser famosa, num círculo vicioso que começou não se sabe exatamente onde (num dos vídeos pornôs caseiros? nas entrevistas desmioladas? na pose com eterno rosto de sonsa e sempre de perfil? na atitude debochada do chiuaua Tinkerbell, que aliás também faz parte da escultura fúnebre?).

A prisão era um passo evidente, pelo menos na cartilha de Hollywood. Toda celebridade que se preza é presa. O fenômeno "prison chic" move uma indústria de milhões de dólares, das revistas de fofocas às emissoras de TV, passando por escritórios de advocacia especializados e juízes e promotores que saltam para a fama depois de um caso de "alto perfil". Que o digam Martha Stewart e Naomi Campbell.

Mas sangue azul é sangue azul. Também na semana passada os tablóides especulavam que descansa sobre a mesa de Arnold Schwarzenegger um perdão do governo do Estado prestes a ser assinado, que livraria a garota da cadeia. A troca de favores se deveria à generosa doação dos Hilton à última campanha política de The Governator.

Um mau ator perdoando uma menina má. Como a própria herdeira já disse, a cada década a "América" se apaixona por uma loira. Foi Marilyn Monroe nos 50, Madonna nos 80 e 90. Os decadentes e fúteis anos 00 sempre terão Paris.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h16
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

A rainha da Inglaterra visita a "rainha da Inglaterra"

A RAINHA ELIZABETH 2ª está em visita aos EUA para comemorar os 400 anos do primeiro assentamento permanente em língua inglesa da então colônia. Já havia feito o mesmo nos 350 anos, o que dá nova dimensão ao termo "estabilidade no emprego". Ontem, ela e o príncipe Philip eram recebidos em jantar na Casa Branca.

A soberana passa por uma de suas fases mais "pop", conseqüência principalmente de um filme oscarizado que a apresentou a novas gerações ignorantes da existência de uma Elizabeth e de um império que um dia comandou as ondas do mar -aliás, Buckingham apressou-se em dizer que, não, a rainha não pretende assistir a "A Rainha".

Ela chega aos EUA num momento em que seu anfitrião, George 2º, passa ele próprio por sua fase "rainha da Inglaterra", no sentido dos dicionários, de alguém com poder de direito, não de fato. Por conta de sua condução da Guerra do Iraque, o presidente Bush amarga popularidade negativa recorde.

Com um Congresso atuante e hostil, que ameaça fazê-lo governar por vetos, e um gabinete em que cada membro parece ter combinado a vez e o mês em que meterá os pés pelas mãos, o republicano corre o risco de passar os 622 dias que lhe restam trancado na Asa Oeste, a vagar, como o fantasma do rei Arthur. O "legado" do presidente respinga na biografia de outro britânico.

O primeiro-ministro Tony Blair, chamado por seus críticos "o poodle de Bush", deixa o poder nas próximas semanas com o rabo entre as pernas. O premiê trabalhista demorou a questionar os motivos e a suspeitar da inteligência que levaram os EUA a invadir o Iraque e o Reino Unido a embarcar junto.

Sua gestão será marcada para sempre pela submissão cega, fundamental para o início de uma guerra que custa a vida de dezenas de milhares de pessoas inocentes e desestabiliza ainda mais o Oriente Médio, ao fazer do Iraque solo fértil para xiitas e sunitas reviverem diferenças.

O assunto não faria parte do encontro de ontem. "Vamos deixá-los ter conversas prazerosas, que reflitam nossos laços antigos", disse ontem o porta-voz da Casa Branca quando indagado se o Iraque estaria na pauta de Bush e da rainha.

Entre garfadas de carneiro assado com molho "chanterelle" e bebericos de Peter Michael "Les Pavots" 2003, um cabernet do Sonoma, os dois devem ter comentado o clima (fez sol o dia inteiro) e falado das "crianças" (as gêmeas Bush, uma das quais estaria presente, os sete netos da rainha, um dos quais a chama de "Super Vó").

Horas antes, 68 pessoas morreram e 67 ficaram feridas num ataque em Bagdá. Convenhamos, não é tópico para "conversa prazerosa" entre a realeza.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h16
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Solução perfeita: Lula compra as embaixadas dos EUA

 

No Dia do Diplomata, o presidente Lula disse que sua meta é que todos os países do mundo (194, segundo a ONU) tenham representação brasileira e que todas as embaixadas do Brasil no exterior estejam em prédio próprio. Na mesma época, os EUA, país que provavelmente tem menos prática que o Brasil quando o assunto é presença no exterior, anunciaram que venderiam diversos prédios do Departamento de Estado no exterior --entre eles uma bagatela, a embaixada americana em Trípoli, na Líbia. Sugestão do blog: que os dois governos aproveitem o bom momento por que passam as relações bilaterais e resolvam ambos os problemas com uma canetada só.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h19
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Por falar em Hillary, é possível ter dois sotaques?

 

É o que dizem os rivais da democrata. Nos (importantes eleitoralmente) Estados do Sul, ela adotaria um sotaque sulista, parecido com o de Bill Clinton na época de governador do Arkansas. Nos do Norte, um sotaque mais cosmopolita, com pitadas de nova-iorquês. De novo, você decide, ouvindo aqui. De novo, o blog acha que ela tem, sim, dois sotaques.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h10
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Por falar em You Tube, você viu a vaia a Hillary?

 

Os assessores da ex-primeira-dama e candidata a candidata a presidência dos EUA dizem que eram ruídos de "alegria" pela presença de Hillary Clinton em San Diego, na Califórnia. Os estudantes (e este blog) dizem que não, era vaia mesmo. Você decide.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h03
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Mickey fala mal de Bush

 

Está no YouTube. Mickey Mouse fala mald e Bush e elogia o grupo extremista islâmico Hamas. O programa se chama "Pioneiros de Amanhã", Mickey é Farfur e a emissora é a TV Al Aqsa, palestina.

Farfur (Foto: Palestinian Media Watch)

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h56
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Saiu o cardápio do jantar da rainha na Casa Branca

Spring Pea Soup with Fernleaf Lavender

Chive Pizzelle with American Caviar

 

Newton Chardonnay “Unfiltered” 2004

 

Dover Sole Almondine

Roasted Artichokes, Pequillo Peppers and Olives

 

Saddle of Spring Lamb 

Chanterelle Sauce

Fricassee of Baby Vegetables

 

Peter Michael “Les Pavots” 2003

 

Arugula, Savannah Mustard

and Mint Romaine

Champagne Dressing and Trio of Farmhouse Cheeses

 

“Rose Blossoms”

 

Schramsberg Brut Roseì 2004

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h22
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Como já é tradição, o cardápio da rainha

 

Eis o que a rainha Elizabeth almoça agora, com a primeira-dama Laura Bush, na Casa Branca:

 

Wild Asparagus Velouteì

Chive Oil

Heirloom Tomato Fondue

 

Seared Baby Sea Bass

Ramp-Vermouth Sauce

Lemony Risotto

 

Ruby Red Grapefruit Fillets,

Jicama and Florida Avocados

Citrus Dressing

 

Spring Garden

Raspberry Meringue  

Dark Chocolate Sorbet

Mint Granita

 

DuMOL Chardonnay “Isobel” 2004



Escrito por Sérgio Dávila às 12h57
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Você já ouviu falar de "twitter"?



"Lembra-se de quando"... Começo e já interrompo. Num dos últimos episódios da última temporada de "Os Sopranos", a série dramática que remodelou a televisão norte-americana e que chega ao fim nas próximas semanas aqui nos EUA, Tony é obrigado a sair temporariamente de Nova Jersey com um de seus asseclas, Paulie Walnuts, por conta de escaramuças com o FBI.

Não conto muito para não estragar a vida dos fãs brasileiros do programa, que são muitos. Mas os dois acabam em Miami por alguns dias, para fugir do "calor" de casa. Numa das cenas, enquanto bebem acompanhados de um dos líderes do crime local e de moças de vida airada, o chefão da máfia se levanta e diz: "O pior tipo de conversa é aquele que começa com 'Remember when...?'" (lembra-se de quando...?). Tony Soprano está em crise de meia-idade, e o mundo ainda vai pagar por isso.

Volto ao assunto inicial da coluna. Lembra-se de quando "tweeter" era o que comprávamos no centro da cidade (os pais de nossa geração, a dos trintões e quarentões, usavam também a expressão "centro da cidade" ou apenas "cidade", para designar a região central de São Paulo, como na frase: "Sexta-feira eu vou à cidade fazer compras para incrementar o 'som do carro'", outra expressão de época)?

Era aquele pequeno retângulo metálico, com opções preta ou marrom, para combinar com o interior do carro, cuja função era reforçar os agudos. O sujeito colocava dois alto-falantes pequenos na frente, dois "woofers" atrás e o "tweeter" no meio deles. Se tivesse um toca-fitas Pioneer e um equalizador pregado abaixo, era só colocar "Sultans of Swing" no máximo e sair por aí.

Pois esqueça o "tweeter", coisa de velhos. O quente agora são os "twitters", de "twit", o barulho produzido pelos passarinhos, mas também do nome de uma empresa pontocom. "Twitter" serve para designar tanto uma atividade quanto a pessoa que a pratica e todo um modo de vida. É o ato de blogar tudo o que se está fazendo a todo o tempo, com pequenos textos, geralmente mandados por celulares.

Pode se dizer que são o passo seguinte dos blogs, miniblogs em que a banalidade do dia-a-dia é divulgada e dividida pelos praticantes, como num "remake" de um filme de Ozu para a geração YouTube. O que os move é a pergunta que vem iniciando telefonemas desde a invenção do telefone: "O que você está fazendo agora?". Há dezenas de sites especializados em receber as respostas de seus usuários.

Você lerá coisas assim dos "twitters": "SAÍ DE CASA". "CHEGUEI À ACADEMIA." "VENDO O FILME TAL." "PARADO NUM TRÂNSITO TERRÍVEL NA RUA TAL." "NUM SHOW QUE ACABA DE COMEÇAR". No site original, o twitter.com, há poucas regras, como o tamanho das mensagens, que não pode ultrapassar 140 caracteres. Mas outros sites, derivados do original, começam a pipocar, dezenas.

E políticos começam a descobrir a geração "twitter" e se tornam eles próprios "twitters". É o caso do senador Barack Obama, pré-candidato à presidência dos EUA; seu comando manda em seu nome mensagens assim: "ACABO DE CHEGAR AO COMÍCIO"; "ESTAVA PENSANDO COMO, QUATRO ANOS DEPOIS DE O PRESIDENTE DECLARAR 'MISSÃO CUMPRIDA', AINDA ESTAMOS EM GUERRA".

ACABEI O TEXTO.


Escrito por Sérgio Dávila às 20h43
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Mitt Romney -- guardou o nome?

 

Acabou o debate dos pré-candidatos a candidato republicano às eleições presidenciais de 2008, nos EUA. Dez participaram do evento, no memorial de Ronald Reagan, a 40 minutos de Los Angeles. O encontro aconteceu num galpão em que estão os restos mortais do presidente republicano e onde fica o Air Force One que ele usava. Na platéia, sua viúva, Nancy, 85, ladeada o tempo todo por The Governator. Quem ganhou? Mitt Romney, o ex-governador mórmon de Massachusetts que mais e mais vai mostrando o rosto, subindo pontos nas pesquisas e angariando milhões nas doações --como já disse, guarde o nome. O homem tem a eloqüência de um vendedor de enciclopédias e a segurança do Bond Boca, dos antigos comerciais de TV. Quem perdeu? Rudy Giuliani, cada vez mais calvo, em sua primeira chance de exibir se é "presidential material". Não é, a julgar pelo debate. Não se deu nada bem, principalmente ao gaguejar na explicação entre as diferenças entre xiitas e sunitas (errou) e ao trovejar a cada resposta como ele acabou com o crime em Nova York (exagerou).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h36
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

"New York Times" é vendido a israelense -- o prédio, não o jornal

 

Deu no Wall Street Journal --o prédio onde o "New York Times" está desde 1913 foi vendido ao bilionário Lev Leviev, de Israel. O edifício da rua 43 nem era mais do jornal, que está de mudança para um prédio novo perto dali, na Oitava Avenida, em junho, numa nova sede projetada pelo festejado Renzo Piano. O NYTimes vendeu o prédio em 2004 por US$ 175 milhões; o bilionário israelense acaba de comprá-lo por US$ 525 milhões.

[New York Times Building]

O original, vendido ontem

O novo, que deve ser inaugurado em junho

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h43
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Mórmon E cientologista?

 

Mitt Romney. Guarde esse nome. O ex-governador de Massachusetts é considerado por analistas políticos como o "dark horse", o azarão republicano das eleições presidenciais de 2008 nos EUA. Afinal, desde os anos 60 que o presidente dos EUA é um ex-governador. E ele tem o apoio não-declarado de parte da família Bush (o ramo da Flórida, encabeçado por Jeb). E é religioso (mórmon). Mas não pára de dar mancado. Indagado pela Fox News sobre seu livro preferido, mandou o "Battlefield Earth". Você pode não estar ligando o "nome" à "pessoa", mas é aquela ficção científica do L. Ron Hubbard, o fundador da Cientologia, que virou filme nas mãos de John Travolta --certamente um dos dez piores filmes de todos os tempos, junto do brasileiro "O Efeito Ilha". Mais tarde seus assessores corrigiram: em matéria de livro, o ex-governador gosta mesmo é da "Bíblia". Sei.

 

O ex-governador

John Travolta e o ganhador do oscar de melhor ator desse ano (o superestimado Forest Whitaker) em cena do filme



Escrito por Sérgio Dávila às 23h30
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Agora é oficial: "American Idol" é mais popular que o "American President"

 


George W. Bush acaba de se render à evidência dos fatos. Ele e Laura acabam de aparecer no "American Idol" (50 milhões de votos por semana; em um mês, mais do que os das eleições presidenciais que reelegeram o republicano em 2004). Agradeceu o programa da semana passada, beneficente, que arrecadou US$ 70 milhões para crianças carentes da África e dos EUA. No final, brincou: "Devo cantar alguma coisa, Laura?". Ela: "Não, querido, eles já viram você dançar..."


Estaria a primeira-dama se referindo à Guerra do Iraque? Afinal, hoje completam-se quatro anos do famoso discurso do presidente a bordo do USS Abraham Lincoln, em que Bush fala que "os combates principais" da Guerra do Iraque tinham terminado --ao fundo, lê-se uma faixa com os dizeres "Mission Accomplished"...


Quanto à ida no programa, sim, você já viu isso antes: no filme American Dreamz...



 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h21
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Seu Frias, por Thomas Skidmore

 

Falei recentemente com o brasilianista Thomas Skidmore sobre Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), o seu Frias. Faço minhas as palavras dele:

"Foi uma das figuras mais talentosas do jornalismo brasileiro. Era muito respeitado por sua independência e conseguiu fazer da Folha o jornal mais original do Brasil. Ele atraiu os melhores jornalistas e escritores, então tornou seu jornal o veículo de preferência para o pensamento mais avançado no Brasil. Era também uma figura muito corajosa. É difícil comandar uma empresa jornalística num país em que havia uma ditadura militar, um ambiente repressor. Eu o conheci e o admirava muito."

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h15
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]