EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Philip Roth em 2000 e em 2007

 

Em setembro de 2000, eu acabava de chegar a Nova York para um período nos EUA (com alguns entrecortes) que já dura sete anos, pelas costas leste (NY) e oeste (Califórnia) e, desde 2006, aqui em Washington DC. Quando recebi a missão de entrevistar o escritor Philip Roth, em setembro, a corrida eleitoral pegava fogo. O vice-presidente democrata Al Gore parecia o favorito, embora estivesse seguido de muito perto pelo governador republicano do Texas, George W. Bush. Falamos sobre isso e mais.

Haviam me dito que Roth era difícil --ele raramente fala à imprensa e, quando faz, é por monossílabos. Mas parecia animado naquele dia. E falante. E gentil, demorando-se em falar de Machado de Assis, sobre quem tinha obviamente "refrescado a memória" apenas para a nossa entrevista. Tinha feito a "lição de casa" também, ao reler seu próprio livro, "Casei com um Comunista", para a conversa.

Corte.

Sete anos depois, encontro no mesmo lugar --o escritório de seu editor, na rua 57-- o mesmo escritor, dessa vez para falar de um livro que lida muito diretamente com a morte, "Everyman" (Homem Comum). Encontro um Roth desanimado --com a política, com os amigos, que não param de morrer, como Saul Below, com a idade, com a saúde. Mas não com a literatura. Quando falamos de seu livro, de Joseph Conrad, dos personagens, seus olhos brilham e sua voz fraca se torna mais audível. Estamos só os dois, sem o editor.

Entre as duas conversas houve a eleição de Bush, o 11 de Setembro, as duas guerras (Afeganistão e Iraque), a reeleição, o débacle das guerras, o espetáculo decadente que é o final do segundo mandato do republicano.

Quando Roth decide que a conversa acabou, saímos os dois, pelo elevador e pela 57, em direção à Sétima Avenida, conversando sobre como a capa da edição de capa mole americana é pior que a de capa dura --verde, em vez da preta original. "O livro vendeu tanto que você ficou mais otimista, do preto do luto para o verde dos dólares, é o que parece", eu brinco com ele. Roth ri e diz que a capa "é um desastre, que ele espera que corrijam".

Despede-se, marca novo encontro para 2014, quando ele estará com 83 anos, e atravessa a rua. Nas raras vezes em que vem a Manhattan ao escritório de seu editor (ele mora numa cidadezinha em Connecticut, sozinho) dorme num hotel e pega o trem na manhã seguinte. Perambula um pouco pela cidade, me diz, mas cada vez menos, pois os lugares estão todos diferentes e os amigos, mortos.

 EverymanEveryman



Escrito por Sérgio Dávila às 13h11
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Bush não venceu nem a guerra de slogans

 

É o que defendo em meu programa de hoje, no UOL News. Veja aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h45
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Percebeu que Bush errou muito ontem? Eram os protestos

Slideshow element

Quem assistiu ao pronunciamento de George W. Bush ontem na TV deve ter reparado que ele errou mais do que o habitual e parecia nervoso, algo não comum para um presidente conhecido por seu domínio das câmeras. Uma das explicações possíveis era um protesto que acontecia na praça Lafayette, em frente à Casa Branca, aqui em Washington, em que os manifestantes levaram buzinas "profissionais" e começaram a usá-las exatamente às 21h (22h de Brasília), quando Bush começou a falar ao vivo do Salão Oval.

Quem organizou a coisa toda foi o ativista antiguerra Joe Hayman, com a ajuda das mesmas feministas do Code Pink que já haviam tumultuado os depoimentos do general David Petraeus no Congresso. Entre os brinquedinhos estava um apito de navio movido a bateria...

E a coisa não deve parar por aí. A partir de sábado, mil manifestantes se reunem aqui na capital para uma falsa "salva de 21 tiros" que inaugurará de protestos diários contra a Guerra do Iraque. A principal organização é a gigante ANSWER Coalition, que prevê marchas até sexta-feira, com direito a visitas a postos de recrutamento de militares e um "abraço" que tentará envolver o Pentágono.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h00
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Candidato à presidência chama americanos de "burros" e "gordos"

 

Um dos pré-candidatos à sucessão de Bush acaba de enterrar suas chances, que já não eram lá essas coisas. Em um dos debate presidenciais dos aparentemente milhares que infestam a mais longa campanha da história do país, o democrata Mike Gravel disse: "Estou pronto para dizer para você que os americanos estão ficando cada vez mais gordos e burros".

Não é necessariamente mentira, mas já se pode ouvir as respostas desses mesmos americanos: eles estão prontos para dizer que Mike Gravel está ficando cada vez mais distante da Casa Branca...

Veja o vídeo da gafe aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h57
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"Sucesso permite trazer soldados para casa", dira Bush hoje à noite

 

O blog teve acesso a trechos do discurso que George W. Bush fará hoje à noite (21h de DC, 22h de DF). Será o oitavo discurso sobre a Guerra do Iraque em cadeia nacional. Bush dirá que o "sucesso em alcançar esses objetivos [de tornar o Iraque mais seguro] agora nos permite começar a trazer alguns de nossos soldados para casa". Lançará também novo lema, "return on success", ou condicionar a volta das tropas ao sucesso das metas.

De fato, o que o presidente norte-americano faz é jogar com as palavras e torcer o raciocínio para o óbvio: o aumento das tropas que ele pediu no começo do ano não funcionou, mas os soldados em ação já trabalham no limite de suas forças, alguns no segundo turno seguido de 18 meses, a maioria com idades entre 19 e 25 anos --daí a retirada estratégica. "Return on success" está mais com jeito de "não sairemos de lá tão cedo"...

OS TRECHOS

On keeping us safe here at home:

 

In Iraq, an ally of the United States is fighting for its survival.  Terrorists and extremists who are at war with us around the world are seeking to topple Iraq’s government, dominate the region, and attack us here at home.

 

This ally has placed its trust in the United States.  And tonight, our moral and strategic imperatives are one:  We must help Iraq defeat those who threaten its future – and also threaten ours. 

 

On the success of the surge:

 

The premise of our strategy is that securing the Iraqi population is the foundation for all other progress… The goal of the surge is to provide that security – and to help prepare Iraqi forces to maintain it.  As I will explain tonight, our success in meeting these objectives now allows us to begin bringing some of our troops home.   

 

On political progress:

 

Now the Iraqi government must bring the same determination to achieving reconciliation.  This is an enormous undertaking after more than three decades of tyranny and division.  The government has not met its own legislative benchmarks – and in my meetings with Iraqi leaders, I have made it clear that they must.

 

Yet Iraq’s national leaders are getting some things done.  For example, they have passed a budget.  They are sharing oil revenues with the provinces… And local reconciliation is taking place.  The key now is to link this progress in the provinces to progress in Baghdad.  As local politics change, so will national politics.

 

On the principle of “Return on Success”:

 

The principle guiding my decisions on troop levels in Iraq is “return on success.”  The more successful we are, the more American troops can return home.  And in all we do, I will ensure that our commanders on the ground have the troops and flexibility they need to defeat the enemy.

 

On coming together as a Nation to support this mission:

 

Americans want our country to be safe, and our troops to begin coming home from Iraq.  Yet those of us who believe success in Iraq is essential to our security, and those who believe we should bring our troops home, have been at odds.  Now, because of the measure of success we are seeing in Iraq, we can begin seeing troops come home.

 

The way forward I have described tonight makes it possible, for the first time in years, for people who have been on opposite sides of this difficult debate to come together. 

 

On an enduring relationship with Iraq that requires many fewer American troops:

 

This vision for a reduced American presence also has the support of Iraqi leaders from all communities.  At the same time, they understand that their success will require U.S. political, economic, and security engagement that extends beyond my Presidency.  These Iraqi leaders have asked for an enduring relationship with America.  And we are ready to begin building that relationship – in a way that protects our interests in the region and requires many fewer American troops. 

 

On why we must succeed:

 

The success of a free Iraq is critical to the security of the United States

 

Realizing this vision will be difficult – but it is achievable.  Our military commanders believe we can succeed.  Our diplomats believe we can succeed.  And for the safety of future generations of Americans, we must succeed.

 

Whatever political party you belong to, whatever your position on Iraq, we should be able to agree that America has a vital interest in preventing chaos and providing hope in the Middle East.  We should be able to agree that we must defeat al Qaeda, counter Iran, help the Afghan government, work for peace in the Holy Land, and strengthen our military so we can prevail in the struggle against terrorists and extremists.  

 

So tonight I want to speak to Members of the United States Congress:  Let us come together on a policy of strength in the Middle East. I thank you for providing crucial funds and resources for our military.  And I ask you to join me in supporting the recommendations General Petraeus has made, and the troop levels he has asked for.

 

On the gains we are making in Iraq:

 

Some say the gains we are making in Iraq come too late.  They are mistaken.  It is never too late to deal a blow to al Qaeda.  It is never too late to advance freedom.  And it is never too late to support our troops in a fight they can win.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h14
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Bush celebra o Ramadã

 

Acabei de receber a mensagem abaixo, da Casa Branca. Espero que chegue também às milícias xiitas e sunitas em ação no Iraque.

"I send greetings to Muslims observing Ramadan in America and around the world.

 

Ramadan, the holiest days of the Islamic faith, begins with the first light of dawn and commemorates the revelation of the Qur'an to the prophet Muhammad.  During the days of fasting, prayer, and worship, Muslims reflect and remember their dependence on God.  Ramadan is also an occasion for Muslims to strengthen family and community ties and share God's gifts with those in need.

 

America is a land of many faiths, and our society is enriched by our Muslim citizens.  May the holy days of Ramadan remind us all to seek a culture of compassion and serve others in charity.

 

Laura and I send our best wishes.  Ramadan Mubarak.

 

 

GEORGE W. BUSH"

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h42
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Osama tingiu ou não tingiu?

 

Sinal dos tempos: Osama bin Laden tingiu ou não a barba? Esse e outros assuntos dos seis anos do 11 de Setembro no meu programa no UOL News.

ANTES

DEPOIS

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h58
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Tem blog bom novo no pedaço!

 

É o Migrante Digital, da minha amiga Guta Nascimento. Só o nome e o slogan ("pra quem não é nativo") já valem a visita --mas o conteúdo é tão bom quanto. Recomendo vivamente.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h56
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Em seis anos, a decadência de Giuliani, ex-"prefeito do mundo"

Na refilmagem de "Shaft", de 2000, antes de partir para a briga com um grupo de meliantes, o personagem-título (Samuel L. Jackson) arma o trabuco e diz: "It's Giuliani Time!" O "tempo de Giuliani", nós aprendemos, era o da "tolerância zero", que levou Nova York a ter índices de criminalidade de cidade do interior dos anos 60, aliada a crescimento econômico exuberante e turismo recorde.

(Vale o parêntese: em 1998, em uma visita a Manhattan, no auge da política anticrimes do ex-prefeito, fomos assaltados saindo do restaurante Japonica, na 12, rua para a qual coincidentemente mudaríamos dois anos depois. Muito educados, os ladrões levaram apenas dinheiro; deixaram nossos cartões, carteiras e passaportes. Em busca de um Shaft redentor, corri ao telefone público -isso era pré-uso de celular em viagens internacionais- e disquei 911. "Quantos eram?", perguntou a telefonista. "Três", respondi. "Negros ou latinos?", continuou ela. Na polícia de Giuliani, a tolerância ao racismo não era zero.)

Mas nada como uma campanha eleitoral presidencial para acender várias lanternas sobre o passado. Prefeito por oito anos da cidade que concentra as sedes das principais organizações de mídia do mundo, Rudolph Giuliani está tendo cada minuto de seu mandato reexaminado por jornalistas. O resultado tem sido desastroso para o principal pré-candidato republicano à sucessão de Bush em 2008.

Não é só a mídia. Pululam documentários, livros e personagens que dizem que a história não era bem assim, que aquele que foi chamado de "prefeito-herói" em 2001 e promovido a "prefeito do mundo" pelo ex-presidente francês Jacques Chirac só estava no lugar certo na hora certa -ou errada, no caso. Com sua língua solta e temperamento esquentado, o próprio político tem comprado brigas com aqueles que um dia foram sua base eleitoral mais importante: os bombeiros e policiais de Nova York.

Alguns dos que trabalharam no ambiente insalubre do Ponto Zero até 16 horas por dia nos meses seguintes ao ataque e que hoje sofrem de doenças pulmonares acabam de lançar um documentário de baixo orçamento em que denunciam que Giuliani faz proselitismo com o sofrimento alheio. Ele respondeu que freqüentou tanto a área do desastre quanto eles e que nem por isso estava doente. Jornalistas fizeram as contas e concluíram que, somadas todas as ocasiões, o ex-prefeito passou menos de 30 horas ali.

As quatro operações básicas não têm sido gentis com ele. Uma das suas propagandas no ar na TV afirma: "Como prefeito de Nova York, fez um déficit de US$ 2,3 bilhões virar um superávit multibilionário". De novo, os registros foram reexaminados: em 1994, Giuliani realmente pegou a cidade com US$ 2,3 bilhões negativos. Aí, começam os problemas: quando deixou o cargo, em 2001, o déficit era de US$ 2,8 bilhões; o primeiro orçamento herdado por Michael Bloomberg, seu sucessor, estourava US$ 4,8 bilhões.

Parece que foi outro dia que Giuliani mostrava carisma e capital político suficientes para, realmente, ser eleito "prefeito do mundo" se quisesse. Passados seis anos do 11 de Setembro, já tem família de vítima sugerindo que ele seja desconvidado da cerimônia da próxima terça, em que os nomes dos mortos serão lidos por autoridades. Ou, se aparecer por lá, que ao menos fique sentado, quietinho...

O republicano, ainda com a peruca de 11.9 e já candidato calvo



Escrito por Sérgio Dávila às 00h13
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Bush não sabe quanto vale um "brasileiro"

 

Cartão de aniversário que ganhei de um casal de amigos --o mais engraçado em décadas:

CAPA

 

 

PÁGINA DE DENTRO

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h07
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Jornal sugere que filme "Manda Bala" está "proibido" no Brasil

 

O "documentário" "Manda Bala", vencedor do Sundance 2007 e que tem como um dos temas a "crescente indústria de cirurgia plástica de reconstituição de orelhas por conta dos seqüestros no Brasil" (excuse me?), estaria "proibido" de ser exibido no país --é o que diz o crítico de cinema do Wall Street Journal (o filme estreou aqui nos EUA na sexta-feira). Da série "os nativos estão inquietos".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h41
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Hillary Clinton quer almoçar comigo (desde que eu pague a conta antecipadamente)

Hillary for President


Dear Sergio,

Contribute by midnight on Friday, September 7 and you and a guest could join Hillary for lunch at her home.
Let's do lunch. Let's talk, you and me -- about whatever you'd like. Our hopes. Our goals. Our work. The weather. Maybe even politics.

I think it would be fun to have you over for lunch, at my table, in my home in Washington. You and I both know that we need a serious change of direction in this country. So let's sit down for a meal and talk about exactly the best way to make that change a reality.

Of course, that change can't happen if we don't win. So I'm asking you today to demonstrate your commitment to real change by supporting my campaign with a contribution. We're going to choose one supporter to come to my house in DC, along with a guest, to share lunch and talk. And if you contribute between now and midnight Friday, September 7, it could be you.

Click here to make a contribution.

My favorite part of being on the campaign trail is talking to people one-on-one, in their homes or their workplaces, learning about their lives and the challenges they face every day.

I recently had a chance to share dinner with Las Vegas nurse Michelle Estrada and her family in her home. We talked about her long hours at work and her concerns for her daughter, who is heading off to college this fall. (I sure remember that feeling!)

I had such a wonderful time eating, talking, and laughing with Michelle and her family. There's so much I want to do as president for families like Michelle's: help them pay for college and protect the basic American dream of owning a home.

Now I want you to come to my home, share a meal, and tell me about your life, your family, your concerns, and how we can work together to change America.

But first I need to ask for your help. I cannot win this race without you, without your support and your commitment to our campaign. There is no better way for you to get involved today than to make a contribution to my campaign.

If you contribute by Friday, you might just have lunch with me at my home in Washington.

Click here to make a contribution.

I wish I could invite every single one of the more than one million people who are supporting my campaign -- but I don't think you'd all fit!

Besides, we're building this campaign through person-to-person contact -- not just the conversation I hope to have with you, but also the conversations you have with family, friends, neighbors, and coworkers everyday. Together, we're making history.

Will you help my campaign make history today? Make a contribution by Friday, and you and I might be sharing a meal.

Click here to make a contribution.

I'm really looking forward to this conversation. I'll pick up the groceries before you get there. Let's sit down and talk about how to change America!

Sincerely,
Hillary
Hillary Rodham Clinton

P.S. Labor Day is when the campaign hits high gear -- we have entered THE critical phase of this campaign. I know you're ready for change, so let's work together to make it a reality. Please make a contribution today.

If you feel you have received this message in error, we apologize. You can unsubscribe at any time.
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All content © 2007 Hillary Clinton for President
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Escrito por Sérgio Dávila às 13h30
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O homem que transformou seu clipe vermelho numa casa

Na semana passada, eu dizia que a idéia do "freecycle", usar o escambo como meio de ajudar o ambiente, era tão simples, mas impossível de ser atingida, quanto os esquemas de pirâmide financeira que tomaram São Paulo nos anos 80. Pois acaba de sair um livro aqui que me fez morder a língua.

É "One Red Paperclip - Or How an Ordinary Man Achieved His Dream with the Help of a Simple Office Supply" ("Um Clipe Vermelho - Ou Como um Homem Comum Realizou seu Sonho com a Ajuda de um Simples Objeto de Escritório", editora Three Rivers). O homem comum é o canadense Kyle Macdonald; seu sonho, o da casa própria; o objeto, um clipe vermelho.

Kyle era vendedor daquelas almofadinhas de restaurante que evitam que a mesa fique bamba durante o dia e barman durante à noite, em Quebec. Como sabia que naqueles empregos seu objetivo imobiliário estava distante, fez várias cópias de seu currículo e começava a juntar as folhas para despachá-los quando diz ter tido a iluminação: em vez de mandar a papelada, cancelaria a operação e colocaria num desses sites de leilão virtual um dos clipes vermelhos que usava nos currículos.

"Troco esse clipe vermelho por uma casa. Falar com Kyle." Estamos em 2005.

Em minutos, duas garotas de Vancouver ofereceram uma caneta em forma de peixe pelo clipe. Ele aceitou e colocou a caneta para troca. Pela caneta, outra pessoa, de Seattle, já no Estado americano de Washington, daria uma maçaneta que ela mesma esculpiu para ficar com a forma do E.T. (o do filme).

Um homem de Massachusetts viu a maçaneta e decidiu: dava uma churrasqueira -e ainda convidava Kyle para experimentar seu hambúrguer. O negócio foi feito. Nos meses seguintes, a churrasqueira virou um gerador, que virou uma "festa instantânea" (composta de um néon da cerveja Budweiser, um barril de cerveja vazio e um papel assinado "te devo uma" pelo proponente), que virou um "snowmobile".

Nesse momento, Kyle decidiu dar o prazo de 1º de dezembro de 2005 para atingir seu objetivo ou desistir de vez. Entra em cena o apresentador de uma rádio canadense, que anunciou, no programa daquela noite, que faria uma troca com o "sujeito do clipe", que, àquela altura, já tinha seu blog e era assunto na rede. Do rádio, ele foi parar na CNN e em outras emissoras.

Para encurtar a história (e a coluna): a certa altura das trocas, ele conseguiu horas de estúdio para gravar um CD (de um técnico que trabalhava lá), que trocou com a música iniciante Jody Gnant, que ofereceu um ano sem pagar aluguel numa casa em Phoenix, no Arizona, que interessou a um funcionário do restaurante de Alice Cooper (sim, ele tem um restaurante em Phoenix), que em troca conseguiu uma tarde com a lenda do rock, que Kyle trocou por um globo de neve com o logo da banda Kiss dentro.

Acontece que o ator Corbin Bernsen, coadjuvante da série de TV "Psych", coleciona globos de neve. Tem mais de 5.000 exemplares, mas nenhum com o logo da banda de Gene Simmons. Em troca dele, o ator oferecia um papel com uma fala num filme que fazia naquele momento, "Donna on Demand".

Então...

A cidade canadense de Kipling, Saskatchewan, que não é assim nenhuma Nova York e para a qual uma propaganda extra não faria mal, resolveu oferecer a última das trocas. Faria um concurso em que o ganhador levaria o papel prometido a Kyle. Já estamos em julho de 2006, e o trocador mor estourou seu prazo em seis meses. O que o prefeito prometia? Uma casa em sua cidade, com escritura.

Amanhã faz um ano que Kyle Macdonald e sua namorada se mudaram para o número 503 da Main Street, em Kipling. Por um clipe vermelho. Que virou livro e está sendo adaptado para o cinema -com os direitos "trocados" por várias verdinhas...



Escrito por Sérgio Dávila às 11h13
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