EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Um brasileiro e um salomônico perdidos na Austrália

Estamos andando da dramática Ópera de Sydney para o hotel no centro da cidade. Nos bares do subsolo da construção expressionista do arquiteto dinamarquês Jørn Utzon, as pessoas bebem como se não houvesse amanhã. Vinho, na maioria, shiraz, quase sempre, a primeira das uvas, para os tintos, chardonnay para os brancos, cuja onipresença nos menus levou os bem-humorados locais a lançar o movimento A.B.C. - "Anything but Chardonnay", qualquer coisa menos aquele tipo de uva.

Somos um pequeno grupo de pessoas, das Ilhas Salomão, de Papua-Nova Guiné, um mexicano que vive em Bruxelas e fala holandês, um brasileiro que vive em Wa-shington. A sensação de estar na Austrália é de exílio, estado de espírito que o crítico de arte Robert Hughes descreve muito bem no catatau "The Fatal Shore" (A Costa Fatal, Random House, 1987).

Na versão século 21, globalizada, o país continente quer se vender como um porto seguro, um meio de caminho entre dois mundos, as Américas e a Ásia. Você monta seu escritório aqui, e sua empresa pode negociar com o Japão e a China, com o Chile e Los Angeles. Com a vantagem de falar inglês. Mas a verdade é que a Europa ocidental já ocupa o mesmo posto há mais tempo e com mais charme.

Sobra, assim, muito espaço e muito dinheiro. A renda per capita dos australianos, de US$ 35 mil, é maior do que a do Japão, da França e da Alemanha. O dólar australiano, há poucos anos um terço do norte-americano, já alcança a paridade. No dia em que eu estava lá, o primeiro-ministro, John Howard, anunciou um ambicioso "plano de reconciliação nacional", que aproveitará a sobra de caixa para tentar tirar da marginalidade os aborígenes, os habitantes originais do pedaço.

Os australianos começam a olhar para o próprio quintal, como o território ilha da Tasmânia, menos desenvolvido economicamente em comparação com o continente, e para a vizinhança. Não para a Nova Zelândia, que não precisa, mas para as paupérrimas ilhas do Pacífico, que calharam de estar no mesmo pedaço isolado do planeta, como Vanuatu, Palau, Tonga, Papua-Nova Guiné e Ilhas Salomão.

O jornalista salomônico que me acompanha agora enquanto cruzamos as ruas frias do porto de Sydney veio ao país, me conta, inaugurando um programa do governo australiano que todos os anos levará dois repórteres "das ilhas", como os locais se referem, para aprender as maravilhas da imprensa livre, algo impensável na maioria desses pequenos países de jornalismo submisso ao Estado.

Nossa interação é curiosa. Eu o enxergo como uma espécie rara, ainda mais depois de ele me contar que passou a noite alternando a banheira de água quente e o cobertor elétrico, com o aquecedor do quarto ligado nos 36ºC, a temperatura máxima. "Não sei como os australianos agüentam esse inverno rigoroso." Estamos entrando na primavera, e a temperatura à noite cai para 15ºC.

Já ele procura ensinar ao exótico índio brasileiro o pouco que sabe das maravilhas do mundo moderno. Como é madrugada, não há trânsito nas ruas e eu tenho pressa, não respeito os semáforos de pedestres. Na terceira rua que cruzamos, ele me explica: "Está vendo aquele homenzinho? Quando ele estiver verde, nós podemos andar; quando estiver vermelho, devemos esperar para andar".

Finjo surpresa. Exilado, eu também de uma costa fatal do outro lado do mundo, não quero acabar com a fantasia de meu colega ilhéu.

*

O jornalista Sérgio Dávila viajou a Cingapura, Indonésia e Austrália a convite dos ministérios de Relações Exteriores locais

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h50
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"Amigo Shopping", o mais novo golpe contra imigrantes ilegais

 

Bandos de adolescentes brancos da periferia de Washington se juntam para assaltar imigrantes ilegais. O nome do golpe? "Amigo shopping", revela o WPost, como em "vamos fazer um 'amigo shopping'?" Veja em meu programa de hoje, no UOL News.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h55
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Americano acredita mais em fantasma do que em Bush

 

Deu na Associated Press: 34% dos norte-americanos acreditam em fantasmas. A pesquisa foi feita por ocasião do Dia das Bruxas, aquele feriado tipicamente americano que por micagem começa a pegar também no Brasil. Mas esse não é o ponto: levantamento recente da mesma agência dá que apenas 29% dos norte-americanos acreditam que Bush está fazendo um bom trabalho na condução da Guerra do Iraque, como lembra o impagável colunista Dana Milbank. Donde...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h59
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Meu encontro com Eldar, o menino-prodígio, que toca nesse fim-de-semana no Tim Festival

 

"Eldar. Eldar! Ê, ele, dê, a, erre. É, ele é russo. Muito bom, o menino. Um gênio." Assim a funcionária do Blue Note, uma búlgara quarentona e aloirada que dobra de vendedora de CDs e telefonista, explica para um cliente ao telefone quem será a atração daquela noite na casa de espetáculos de Manhattan ligada ao lendário selo de jazz.

Pouca gente conhece Eldar Djangirov, 20, apesar de ele estar já no terceiro CD. Mas um séquito fiel começa a descobrir os talentos do menino -fiel o suficiente para lotar todas as mesas do lugar na noite em questão, há alguma semanas, no verão nova-iorquino. Os brasileiros terão a chance de conferir ao vivo, de amanhã a segunda, no Tim Festival, no Rio, em São Paulo e em Vitória.

Com nome de elfo do "Senhor dos Anéis" e rosto do Alfred E. Newman, da revista "Mad", Eldar nasceu em 28 de janeiro de 1987, no Quirguistão, então uma das repúblicas soviéticas, dois anos antes da queda do Muro de Berlim. Seu pai era um engenheiro mecânico com bom acesso ao Politburo, o que permitia a ele viajar ao exterior freqüentemente.

Fã de jazz, na volta das viagens ele contrabandeava LPs de nomes como Oscar Peterson, Chick Corea, Herbie Hancock e Miles Davis. Foram essas bolachas, mais as aulas de piano clássico dadas desde os três anos pela mãe de Eldar ("Uma professora russa estereotípica", afirma ele), que forjaram o pianista que toca agora no Blue Note, para a platéia predominantemente asiática.

Lembro que outro pianista começou a tocar aos três anos, mas que em sua página no MySpace Eldar lista Chopin como influência, e não Mozart. "Musicalmente, prefiro o período romântico, porque o conceito é similar ao que faço", diz. "Chopin é lindo. Liszt é outro, adoro a maneira como faz arranjos, o piano funcionando como uma orquestra inteira."

Eldar diz que está animado a tocar no Brasil (se essa frase fosse patenteada, o detentor dos direitos seria bilionário). Que é fã de Tom Jobim (idem). Lembro ele que a moeda do Quirguistão chama-se "som" e explico o significado da palavra em português. Ele não parece impressionado. Digo a ele que a capital de seu país tem um bairro, Chui, que é o nome da cidade brasileira mais ao sul.

"Olha, eu não sei muito sobre o Quirguistão, saí de lá muito cedo", corta, muito educadamente, o quirguiz que viveu em Kansas City e hoje mora em Nova York. Passo então ao seu nome: não tem medo de não ser levado a sério ao adotar o sistema de nome único, como Cher e as modelos da "Playboy"? Ele ri e diz que aboliu o Djangirov a conselho de seu selo norte-americano, que achava o sobrenome "muito étnico".

No show, o menino é rápido. Incrivelmente rápido. E toca bem. Muito bem. Um Oscar Peterson de 20 anos que ouve Mos Def e tem os traços de Art Tatum, com pitadas de McCoy Tyner e a velocidade de Kenny Kirkland. Acompanhado de Earl Travis no baixo e Terreon Gully na bateria, ele dedilha alternadamente um Steinway, um Rhodes e um Korg.

No repertório, as composições de seu último álbum, "Re-Imagination", quase todo original. Ele abre o show com "I Remember When", uma bela homenagem aos pais. Emenda com o standard "Out of Nowhere", em que enfia citações a "A Night in Tunisia", de Dizzie Gillespie. Então, vai de "Place St. Henri", de Oscar Peterson, e "South Bixel", dele.

Pergunto se tamanho ecletismo não pode confundir. "Eu não quero ser a mesma coisa por 50 anos", responde. "Quero aprender. Meu fundamento é música clássica, eu sou um pianista de jazz, mas acho que a atitude muda, porque o mundo muda. Não quero comer o mesmo cereal todas as manhãs."

Os americanos que vieram em busca do prodígio-mirim do circuito dos talk-shows saem impressionados. Um casal discute: "É russo?". "Não, acho que é polaco". Já os brasileiros verão um artista original e talentoso que tenta se desvencilhar do patchwork de influências que ainda o envolve.

FICHA TÉCNICA

Nome:

Eldar Djangirov
Nome artístico:

Eldar
Data e local de nascimento:

28 de janeiro de 1987, em Frunze (hoje Bishkek), a capital do Quirguistão, então uma das repúblicas soviéticas da Ásia Central
Onde mora:

Nova York (passou a adolescência em Kansas City, no Missouri)

A MÚSICA

Álbuns:

"Eldar" (2005), "Eldar Live at the Blue Note" (2006), "Re-Imagination" (2007)

Instrumentos:

piano Steinway, piano elétrico Rhodes e órgão Korg

Influências (segundo o próprio):

Oscar Peterson, Art Tatum, Bill Evans, Chick Corea, Herbie Hancock, Miles Davis, McCoy Tyner, John Coltrane, Benny Green, Gonzalo Rubalcaba, Bill Charlap, Roy Hargrove, Wynton Marsalis, Brad Mehldau, Marian McPartland, Mos Def, Jason Moran, Josh Redman, Radiohead, Michael Brecker, Talib Kweli, Q-Tip, Pat Metheny, Bjork, Franz Lizst, Branford Marsalis, Chopin, Common, Arcadi Volodos, Billy Taylor, Joey Calderazzo, Freddie Hubbard, Charlie Parker, Louis Armstrong, Evgeny Kissin, Duke Ellington, Marcus Miller, Betty Carter, Pat Martino, Bela Fleck, Phineas Newborn, Dave Matthews Band, Kenny Garrett, Kurt Rosenwinkel, Kenny Kirkland "e muito mais..."

Sites:

www.eldarjazz.com e www.myspace.com/eldar87

 

O SHOW

Set list:

"Place Saint Henri", "I Remember When", "Besame Mucho", "I Should Care", "South Bixel", "Moanin", "Point of View" e outras que decidirá na hora

Banda:

indiano Harish Narasimhan Raghavan no baixo, americano Aaron Lowe McLendon na bateria

Quando:

Sexta, em São Paulo, no Auditório Ibirapuera, às 20h30

Sábado, no Rio de Janeiro, no Euro Jazz, às 20h

Segunda, em Vitória (ES), no Teatro UFES, às 20h30

Site: www.timfestival.com.br



Escrito por Sérgio Dávila às 14h40
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Para CNN, luta ecológica no Brasil começou com americana

 

Acabei de ver os dois episódios de duas horas cada de "Planet in Peril", especial de aquecimento global comandado por Anderson Cooper, com a ajuda do médico-jornalista Sanjay Gupta e o biólogo Jeff Corwin, do Animal Planet. Trabalho impressionante, bem produzido, com dinheiro de sobra (a série ambiental foi bancada por uma montadora de carros e uma gigante de petróleo, o que é no mínimo curioso).

Dois aspectos incomodam: 1. Com exceção da parte das geleiras, em que experts de peso são ouvidos, os casos mostrados têm um suporte acadêmico-teórico um pouco ralo. Não foram poucas passagens em que Anderson entrevistava Corwin, e só. 2. Eficientes demais, os produtores parecem ter colocado palavras a mais na boca dos entrevistados --como explicar que todos, do Chade a uma ilha pobre do Pacífico que afunda, citam "climate change", termo que é mais popular nos países industrializados de língua inglesa? Ou o pescador pobre africano dizendo que "a dieta está desbalanceada"?

Mas é a passagem pela Amazônia brasileira a que mais chocou esse telespectador. Não pelas conclusões que tiram os jornalistas, todas corretas --a floresta é destruida num ritmo alarmante, todos sabemos. É a afirmação de Cooper de que a causa ambiental estava abandonada no Brasil "até 2005, quando uma americana entrou em cena". Então, ele fala da vida da ativista Dorothy Stang e de seu assassinato. Segundo "Planet in Peril", antes dela, o Brasil não tinha essa preocupação...

Se a parte brasileira é mal-feita assim, passei a desconfiar das de outros lugares do mundo.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h10
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Até Warren Buffett está comprando reais

 

É o que afirma a Economist de hoje, elogiando a economia brasileira, aqui --com direito a tabela comparando o desempenho da Bovespa com o resto do mundo.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h23
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Na Indonésia, com o guardião de vulcões

O guia da minivan em Jacarta vai logo avisando: é preciso ser muito supersticioso para ser indonésio. Rumino a declaração surpreendente enquanto o motorista do pequeno carro costura ruas e avenidas da cidade com o pior trânsito em que já estive na vida -esqueça São Paulo, Cairo ou Cidade do México. Com 20 milhões de pessoas e milhares e milhares de lotações, as ruas da capital vivem paradas, a qualquer hora do dia. Vencer dez quarteirões pode levar meia hora, mesmo às 22h.

Some a isso a audácia do motorista comercial local, e está feita a confusão. O nosso era pequeno e magro como os plantadores de arroz de filmes americanos sobre a Guerra do Vietnã. Sua cadeira tinha o encosto quebrado, o que fazia da direção também um ponto de equilíbrio para as costas. Adicione à mistura o fato de termos feito a viagem durante o Ramadã, o mês sagrado muçulmano em que todo religioso que se preza -como ele- jejua completamente do nascer ao pôr-do-sol.

Daí a surpresa com a declaração do guia. O dele é o maior país muçulmano do mundo, com 230 milhões de almas. Mas o "homem que falava javanês" (ele realmente fala) sabe o que diz. O Islã da Indonésia não é tão rigoroso quanto o do Irã ou do Iraque. Uma volta pela capital já mostra como aqui tudo parece ser mais leve, solto e sincrético, como se o arquipélago fosse o Brasil do mundo islâmico.

Por exemplo: há alguns meses, o governo da Indonésia decidiu fazer um reator nuclear ao pé de um vulcão adormecido. Se levada adiante, seria a primeira usina do tipo no país-arquipélago do Sudeste Asiático. O projeto teve a bênção de Mohamed El Baradei, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas (ONU), que não viu problemas, desde que fosse mantida a intenção de uso pacífico. Entidades ambientais chiaram, principalmente pela localização.

A usina seria erguida na vizinhança do monte Muria, de 1,6 mil metros de altura, localizado na ilha de Java, uma das 17 mil ilhas do arquipélago que são habitadas. É a maior: aqui fica a capital, Jacarta, e vivem 124 milhões de pessoas.

Os verdes têm razão. Não passa um dia sem que uma das ilhas sofra um tremor, maior ou menor. Erupções são comuns, assim como maremotos -lembre-se de que esse foi o país mais atingido pelo tsunami de 2004, que matou 170 mil pessoas em Aceh, na ilha de Sumatra.

Mas a população local também temia.

A Indonésia faz parte do "círculo de fogo do Pacífico", uma cadeia mundial de vulcões em formato de ferradura que se espalha por 40 mil quilômetros e chega até o Chile, na América do Sul. Abriga 450 montes e é palco de 90% dos terremotos e erupções do mundo. Dois dos mais ativos estão em Java: Kelut e Merapi. O primeiro já despejou lava mais de 30 vezes; o segundo, mais de 80.

Cada um tem um "guardião", apontado pelo líder tribal local, um cargo milenar cuja função é adivinhar as vontades dos vulcões, antecipar seus próximos passos e zelar para que eles não se zanguem. Definitivamente, concluiu-se: uma usina nuclear ao lado do Muria não era o desejo do monte. Por sua vez, o conselho islâmico Nahdlatul Ulama, que representa 30 milhões de pessoas, emitiu uma "fatwa", um decreto religioso, decidindo que a construção era "haram", proibida.

Agora, o governo secular debate se leva o projeto adiante ou não. Como também diria nosso "homem que falava javanês", parece complicado, e é.


Escrito por Sérgio Dávila às 11h11
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Físico brasileiro José Goldemberg é um dos "heróis do meio-ambiente" da Time

 

Está lá, na edição européia da revista dessa semana. O "líder e visionário" é aplaudido por seu papel no programa de etanol brasileiro, iniciado em 1975.

Jose Goldemberg



Escrito por Sérgio Dávila às 14h49
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Japonês se disfarça de máquina de refrigerantes para não ser assaltado

 

É o que diz o NYTimes de hoje, aqui. Mas o melhor são as fotos e o making of:

Tem também a opção hidrante, para crianças:

 

E a bolsa que pode rapidamente se transformar e ser jogada no chão:

Está com uma cara de trote de artista....

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h35
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E o tecnobrega, quem diria, foi parar na CNN

 

A rede descobriu o "brega sound" do Pará e usa como exemplo para reportagem sobre pirataria no Brasil, aqui.

art.technobrega.ap.jpg



Escrito por Sérgio Dávila às 19h11
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Orkut é dor-de-cabeça para Google

 

É a reportagem principal do "Wall Street Journal" de hoje: páginas com pedofilia, racismo e outros crimes no Orkut atrapalham negócios do Google no Brasil. Leia aqui, em inglês e para assinantes.

A tabela publicada pela reportagem:

[Sticky Sites]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 09h40
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Obama compara Hillary a Bush em e-mail

 

O senador Barack Obama, segundo colocado nas pesquisas entre os pré-candidatos democratas à sucessão de Bush, tira as luvas e parte para o confronto direto: como assinante de sua newsletter, acabo de receber e-mail em que ele compara a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton ao atual presidente, George W. Bush  --ainda que indiretamente.

"[O apresentador de TV] acaba de perguntar se eu me chateio com o fato de que alguns analistas em Washington estão declarando que Hillary Clinton é a vencedora dessa eleição antes mesmo que um único voto tenha sido contado. Eu lhe digo o que disse a ele: Hillary não é a única política em Washington a declarar 'Missão Cumprida' cedo demais."

Ele se refere à infame faixa com essa frase que fez pano de fundo ao discurso de George W. Bush em 2 de maior de 2003, a bordo do porta-aviões Lincoln, em que declarava que "os combates principais" no Iraque tinham acabado... Veja abaixo a íntegra do e-mail:

"Sergio,

I'm leaving the Tonight Show studio and I wanted to share something.

Jay Leno just asked if it bothers me that some of the Washington pundits are declaring Hillary Clinton the winner of this election before a single vote has been cast.

I'll tell you what I told him: Hillary is not the first politician in Washington to declare "Mission Accomplished" a little too soon.

We started this week $2.1 million behind the Clinton campaign -- a lead they built in large part with contributions from Washington lobbyists and special interest PACs.

We don't accept money from federal lobbyists or PACs. But we've already cut that advantage in half with small donations from people like you.

Let's close the rest of that gap now. Please make a donation of $25:

https://donate.barackobama.com/closethegap

Thank you,

Barack"

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h14
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