EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Norman Mailer - ainda que tarde

 

Publiquei um posfácio que escrevi para a versão brasileira de "O Super-Homem vai ao Supermercado", que a Companhia das Letras lançou no ano passado.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h47
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Conheça "Bola Curva", o homem que começou a Guerra do Iraque

Rafid Ahmed Alfin. "Curve Ball". O "Bola Curva".

No momento em que o governo norte-americano volta a bater os tambores de guerra, desta vez contra o Irã, numa campanha muito semelhante à dos meses que antecederam a invasão de março de 2003, vale a pena conhecer a história desse iraquiano. Ele foi a principal fonte da CIA na construção da inteligência que "vendeu a guerra" ao público interno norte-americano e ao mundo ocidental.

As informações que "Bola Curva" forneceu indiretamente à agência de inteligência dos EUA eram a base principal da apresentação que o então secretário de Estado Colin Powell fez na ONU em fevereiro de 2003, aquela que dava conta de que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. A mesma apresentação que Powell definiria depois, já fora do governo, como "uma mancha" em seu currículo.

Para entender como um desconhecido consegue, em última análise, começar uma guerra que dura até hoje e já matou dezenas de milhares é preciso voltar a 1999. Naquele ano, um sujeito de 33 anos que se dizia engenheiro químico iraquiano pediu asilo na Alemanha. Tinha fugido de seu país natal por razões de consciência: lá, contou às autoridades de imigração alemãs, era chefe de uma fábrica secreta de armas químicas e biológicas, a serviço do então ditador iraquiano.

Ganhou asilo e o apelido. Foi interrogado semanalmente por um ano e meio. Com a importância recém-adquirida pelas histórias que tinha, o "Bola Curva" começou a contar casos mais grandiosos. As transcrições de seus interrogatórios eram enviadas a Washington, mas a identidade, preservada. Um episódio o fez cair nas graças dos norte-americanos. Um dia, em 1998, disse, algo deu errado em uma das repartições da fábrica e 12 funcionários morreram. Era a "prova" que os agentes buscavam.

Até que um conhecido físico nuclear iraquiano também se exilou no Ocidente. Desmentiu tudo o que "Bola Curva" disse. A fábrica era de purificação de sementes. Se Saddam tivesse condições de produzir armas do tipo, ele saberia. Os alemães colocaram o suposto informante na geladeira. Aí veio o telefonema, em dezembro de 2002. Na linha estava George Tenet, então diretor da CIA.

Ele tinha um encontro com George W. Bush em dois dias e queria levar não só o caso do "Bola Curva" como pedir para que ele próprio se apresentasse na TV. As autoridades alemãs proibiram o contato, preservaram sua identidade e aconselharam o norte-americano a não usar as informações, pois nunca tinham conseguido confirmá-las. Tenet foi em frente mesmo assim.

No dia 3 de fevereiro de 2003, Colin Powell disse ao mundo inteiro, da sede das Nações Unidas, em Nova York, que Saddam tinha de fato tais armas: "A fonte é uma testemunha ocular, um engenheiro químico iraquiano que supervisionou uma dessas fábricas. Ele estava presente durante testes de agentes biológicos. Ele também estava no lugar quando houve um acidente em 1998. Doze técnicos morreram com a exposição aos agentes biológicos".

Nos dias seguintes, a ONU mandou inspetores ao local. Não encontraram nada. Em 20 de março, as bombas começaram a cair em Bagdá.
 


Na semana passada, o programa "60 Minutes" descobriu a identidade do "Bola Curva". Rafid Ahmed Alfin nunca se formou em química. É um maníaco-depressivo conhecido por contar mentiras. Vive com outra identidade, provavelmente na Alemanha. Foi dos agentes de inteligência alemães que ganhou o apelido "Curve Ball". É uma jogada de beisebol capciosa, em que a bola jogada com a mão direita vira à esquerda ou vice-versa. Mas também gíria para algo inesperado. Ou feito para enganar.


 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h25
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Walter Salles escreve sobre "On the Road" no New York Times de amanhã

 

Mas você lê antes aqui (em inglês):

Notes for a Theory of the Road Movie

What is the origin of road movies? A year ago, I interviewed Wim Wenders on this topic for a documentary about “On the Road,” Jack Kerouac and the legacy of the Beat generation.

For me, the first documentary filmmakers, like Robert Flaherty, the creator of the landmark 1922 film “Nanook of the North,” were the founding fathers of this narrative form. Jorge Luis Borges once said that what interested him in literature was naming what had not yet been named. The early documentary pioneers did exactly that. A movie like “Nanook” or “Song of Ceylon,” Basil Wright’s 1934 classic about life in what is now Sri Lanka, depicted a human and physical geography that had not been captured before in moving images.

Flaherty, Wright and their peers had their own predecessors: painters and photographers who, before the birth of cinema, traveled to foreign latitudes and recorded what was to that point unknown to outsiders. In terms of storytelling, “The Odyssey” seemed to me the basis of it all, the source from which all road films, including Wenders’s own “Paris, Texas,” seemed to arise.

Wenders argued otherwise. For him, the origin lay even further back in history — in our nomadic roots, in mankind’s primal need to leave an account of its passage on earth. If you accept this vision, the cave paintings of Lascaux and Altamira are the true first accounts of life in movement. The first road narratives, of sorts.

In cinema, the earliest road movies were about the discovery of a new land or about the expansion of frontiers, as with westerns in North America. Films like “The Searchers,” John Ford’s masterpiece set in the aftermath of the Civil War, were about a national identity in construction. Especially in later decades, road movies also tried to accomplish a different task: to show national identities in transformation. Edgar G. Ulmer’s 1945 movie, “Detour,” an early film noir about a New York pianist who travels a dark road to Hollywood, was an account of a country plagued by individualism and greed. The film that defined road movies for today’s audiences, Dennis Hopper’s “Easy Rider,” was about the end of innocence and the implosion of the American dream during the Vietnam years.

Such films suggest that the most interesting road movies are those in which the identity crisis of the protagonist mirrors the identity crisis of the culture itself.

On Structure and Character

In terms of their narrative architecture, road movies cannot be circumscribed by the traditional three-act structure of so many mainstream films. Road movies, for instance, are rarely guided by external conflicts; the conflicts that consume their characters are basically internal ones.

Characters like David Locke in Michelangelo Antonioni’s “Passenger” or Phillip Winter in Wenders’s “Alice in the Cities” suffer from a need to redefine themselves. Both are uncomfortable in their shoes. Locke, a journalist, opts to rebaptize himself by trading identities with a dead gunrunner. Winter, also a journalist, searches for a new frame of reference in a foreign country, where he stumbles into playing a father role for a young girl. Both understand that if something is gained along the way, much will also be lost.

Because road movies need to trace the internal transformation of their characters, the films are not about what can be seen or verbalized but about what can be felt — about the invisible that complements the visible. In this sense, road movies contrast starkly with today’s mainstream films, in which new actions are created every three minutes to grab the attention of the viewer. In road movies, a moment of silence is generally more important than the most dramatic action.

After directing three road movies myself (“Foreign Land,” in collaboration with my friend Daniela Thomas, “Central Station” and “The Motorcycle Diaries”), I believe that a defining aspect of this narrative form is its unpredictability. You simply cannot (and should not) anticipate what you will find on the road — even if you scouted a dozen times the territory you will cross. You have to work in synchronicity with the elements. If it snows, incorporate snow. If it rains, incorporate rain.

Likewise, a road movie should be transformed by the encounters that occur on the margins of the road. Improvisation becomes necessary and natural. In shooting “The Motorcycle Diaries,” about Ernesto Guevara’s transformation into Che as he witnesses social and political inequities on a journey through South America, my crew and I constantly tried to incorporate what reality was offering us, mixing our actors with the locals we met in the small communities we came across.

In doing different road movies, I also came to realize that a good screenplay grants you more freedom to improvise than a weak one. It’s like jazz: the better the melody, the easier it is to wander away from it, because it will also be easier to return to it later.

On the Line Between Fiction and Documentary

There is no such thing as two road movies that look alike. In terms of film grammar, the road movie is limited only by one obligation: to accompany the transformations undergone by its main characters as they confront a new reality. The road movie is not the domain of large cranes or steady-cams. On the contrary, the camera needs to remain in unison with characters who are in continual motion — a motion that shouldn’t be controlled. The road movie tends, therefore, to be driven by a sense of immediacy that is not dissimilar from that of a documentary film.

This correlation between two worlds — fiction and documentary — raises a theoretical point that brings me back to Robert Flaherty. Although Flaherty’s films are usually thought of as documentaries, he sometimes staged key elements of the plots so that the films were in some respects closer to fiction. He’s not framing an actual family of fishermen in “Man of Aran,” his 1934 movie about premodern life on the Aran Islands; he created a family for the film, a hypothetical family that he thought could better represent the reality of the Aran fishermen. (He was, by the way, severely criticized for this sort of alteration.)

In search of the epic, Flaherty did violate the boundaries of the what came to be seen as the traditional documentary. If that happened, it’s because he was not only recording Nanook the Inuit. He was also filming Nanook the Story.

More recently, Abbas Kiarostami’s 2002 film, “Ten,” about a woman driving a car in Tehran, blurred the line between fiction and documentary even more. Over the course of the movie, the woman has 10 conversations with passengers. The driver is an actress — or maybe not. The boy who is confronting her may be her real son, but it’s hard to tell. The prostitute the woman gives a ride to may be a real prostitute — or not.

There is no more objective truth, only the truth of observation. There is no longer the outside (the world) and the inside (its imaginary representation) but only the film, which is the synthesis of the world and the imagination of the filmmaker.

Back to road movies. The more the line between fact and fiction is obscured, the more interesting the result is for me. “Iracema,” a Brazilian road movie shot in the ’70s by the directors Jorge Bodanzky and Orlando Senna, is a perfect example of this. An actor playing a truck driver is thrown into a hard new reality: the Trans-Amazon Highway that was being built at the time by the Brazil’s military regime to “colonize” a region originally occupied by forests. A few nonactors play roles in the film; others play themselves. It is virtually impossible to know who is merely representing a reality and who is truly living it. Because of that ambiguity, “Iracema” is one of the most extraordinary cinematic experiences I have been fortunate enough to have.

As Godard once said: All great fiction films drift toward documentaries, as all great documentaries drift toward fiction. If you go deeply in the direction of one extreme, you will sooner or later find the other. The road movie may well be the film genre that lends itself most naturally to this blurring of boundaries.

The Horizon (or, What Comes Next)

I recently interviewed the American poet Lawrence Ferlinghetti, also for the documentary about Kerouac and “On the Road.” We were driving on the outskirts of San Francisco. At one point, he looked outside the window and said: “You know, in the ’50s, there was still a country to be mapped. We didn’t know what we would find at the end of the road. Today, everything has changed. With TV, there’s no more ‘away.’ ”

The recent work that may best address this state of affairs is Jia Zhangke’s 2004 fiction film, “The World.” In a global theme park located outside a large Chinese city, visitors can spend the morning visiting simulacra of the Eiffel Tower, the Egyptian pyramids or Big Ben. In the afternoon, the Leaning Tower of Pisa or the twin towers. The theme-park workers evolve in this strange reality where time and space have collapsed — and they don’t survive it.

In a world in which there’s no more “away” and in which distance has disappeared, do road movies still have a reason to exist?

Sometimes, when I’m in an especially melancholic mood, I think that the answer is no. But every time I turn the TV on and see a reality show, I change my mind. Reality shows offer the audience the illusion that they can live through certain experiences, but only vicariously. What is sold is the impression that all has been lived and that nothing is left to be experienced anew.

Road movies directly challenge this culture of conformity. They are about experiencing, above all. They are about the journey. They are about what can be learned from the other, from those who are different. In a world that increasingly challenges these ideals, the importance of road movies as a form of resistance can’t be dismissed.

Last but not least: the era of the globalized economy has created a different form of movement, dictated by a new kind of migration: an economic one. In different parts of the world, people now increasingly travel because they need to and not because they want to. A road movie like Michael Winterbottom’s “In This World,” about Afghan refugees making their way to Britain, captures this urgent social-political reality better than many other film genres. It’s more proof that road movies are as necessary as ever to tell us who we are, where we come from and where we’re heading.

Walter Salles, the director of “Central Station” and “The Motorcycle Diaries,” is currently working on a film adaptation of “On the Road.”



Escrito por Sérgio Dávila às 13h35
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Para não perder a tardição, o que Bush e Angela Merkel comeram

 

O jantar foi sexta. Nenhuma notícia sobre se Bush fez outra massagem no pescoço da chanceler alemã ou não.

Citrus and Arugula Salad

Shaved Parmesan

 

Pecan-smoked Beef Tenderloin

Sautéed Mushrooms

Green Chili-Cheese Grits Soufflé

Roasted Asparagus

 

Prairie Chapel Pecan Pie

Blue Bell Ice Cream

 

Kistler Chardonnay "Carneros" 2005

Caymus Cabernet "Napa" 2004



Escrito por Sérgio Dávila às 13h30
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Bee Movie, de Seinfeld, e Persepolis concorrem a vaga no Oscar

 

Saiu a lista dos longas de animação que concorrerão a uma vaga no Oscar:

“Alvin and the Chipmunks”

“Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film for Theaters”

“Bee Movie”

“Beowulf”

“Meet the Robinsons”

“Persepolis”

“Ratatouille”

“Shrek the Third”

“The Simpsons Movie”

“Surf’s Up”

“Tekkonkinkreet”

“TMNT”



Escrito por Sérgio Dávila às 16h09
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Borat apóia "Obamas"

 

O cazaque Borat (na verdade o comediante britânico Sacha Baron Cohen) finalmente declarou seu voto nas eleições presidenciais americanas. Escolherá o "jogador de basquete Barak Obamas" para ser "premiê do U.S and A". Em entrevista por e-mail à Reuters, disse: "I cannot believe that it possible a woman can become Premier of US and A. In Kazakhstan, we say that to give a woman power, is like to give a monkey a gun -- very dangerous. We do not give monkeys guns any more in Kazakhstan. . . . I personal would like the basketball player, Barak Obamas, to be Premier."

Abaixo, foto do livro do comediante, que acaba de sair aqui:

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h24
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E o Obama disfarçado de Obama?

 

Essa foi na abertura do "Saturday Night Live", sábado último. Hillary e Bill dão uma festa a fantasia no Dia das Bruxas na casa deles, e todos os candidatos democratas são convidados. Embora esteja vestida de noiva, todos elogiam a fantasia de "bruxa" de Hillary, inclusive o marido. Até que chega alguém com a máscara de Obama. Por baixo dela está Obama, que elogia a fantasia de noiva de "Hillary" (a atriz Amy Pohler) e diz que não se fantasiou porque não tem nada para se esconder e não vai mudar quem ele é apenas para agradar. Então, vira-se para a câmera e dá o tradicional grito: "Live, from New York, it is Saturday night!"

Foi aplaudido longamente.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h20
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E o Bill Clinton comendo cenouras, viu?

 

Parte da estratégia da campanha de tornar Hillary Clinton mais "palatável" e "humana", Bill recebeu convivas sorteados no site da candidata para assistir ao mais recente debate entre os democratas. Repare na fúria com que ele devora as cenouras --e como ele 'batiza" uma delas com algum tipo de chips (minha aposta é doritos).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h35
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Saiu a lista do cardápio do jantar de Bush com Sarkô

 

Comentário: estranhamente, não há nem "fritas da liberdade" nem "fritas francesas". Lembra-se da polêmica?

 

Maine Lobster Bisque

Vermouth Cream

HDV Chardonnay “Carneros” 2004

 

Elysian Farm Lamb

with Heirloom Tomato Fondue

Ragoût of Green Beans, Chanterelles

and Caramelized Shallots

Sweet Potato Casserole

Dominus “Napa Valley” 2004

 

Salad of White and Green Asparagus

Peppercress and Mâche

White Balsamic Vinaigrette

 

La Fayette’s Legacy

Chandon “Rosé” n/v



Escrito por Sérgio Dávila às 19h27
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Já doou hoje?

 

Então . Pela Sayuri.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h27
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É provavelmente a cidade mais feia e perigosa que você vai amar

 

São Paulo, claro. Pelo New York Times, óbvio. Está virando carne de vaca...

Com direito a um show de fotos do Lalo de Almeida (um aperitivo abaixo, vista do Unique).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h22
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Anderson Cooper e o "racismo ambiental"

 

Já ouvi falar de "racismo ambiental"?

Eu também não tinha, mas a ficha caiu quando foram divulgados os mortos dos incêndios recentes da Califórnia. Das sete vítimas fatais encontradas até agora, quatro aparentemente eram mexicanos ilegais tentando cruzar a fronteira sul do Estado. Se o incêndio que chegou até eles não for um dos que a polícia californiana suspeita ser intencional, são quatro alvos do racismo ambiental.

O termo não é novo. A expressão surgiu em 1987, a se acreditar na "Wikipedia" -e este jornalista tem de confessar que acredita cada vez mais, desde que você cruze a informação obtida ali com pelo menos mais duas fontes de "mídia tradicional" confiáveis, como, por exemplo, a "Enciclopédia Britânica" ou, nesse caso, o JSTOR, arquivo originalmente ligado à The Andrew W. Mellon Foundation.

Foi naquele ano que o pesquisador James T. Hamilton realizou um estudo com auxílio de números do censo norte-americano. Ele concluiu que regiões na Grande Los Angeles cuja predominância era de não-brancos tinham mais probabilidade de serem escolhidas por empresas como futuros endereços de depósitos de materiais tóxicos do que regiões com maioria da população branca. As últimas eram mais organizadas e ofereciam mais resistência, pois seus moradores tinham mais tempo e dinheiro para tanto.

Como mostrou o caso recente de Sérgio Cabral, é preciso olhar as estatísticas da mesma maneira com que os porcos-espinhos se reproduzem: com muito cuidado. Nesse caso, no entanto, a coisa parece fazer sentido. Tanto que a agência ambiental norte-americana, a EPA, foi compelida a criar uma divisão que hoje zela pela "justiça ambiental", neologismo que eles preferem ao de "racismo ambiental".

Isso aconteceu depois de a bancada negra do Congresso dos EUA acusar o órgão governamental de fazer inspeções e aplicar a lei com mais rigor em áreas mais ricas do país. "Populações de minoria racial e de baixa renda correm um risco ambiental maior do que o da população em geral", concluiu o relatório dos políticos -o achado seria corroborado depois por estudo próprio da divisão recém-criada.

Na semana passada, a CNN exibiu aqui em dois dias o irregular especial "Planet in Peril" (planeta em perigo), conduzido pelo jornalista Anderson Cooper, com ajuda do médico-repórter Sanjay Gupta e do biólogo Jeff Corwin, do Animal Planet. O programa tem falhas, como apontei em um post em meu blog na semana retrasada, uma delas em relação ao Brasil.

O Ibama, diz um orgulhoso Cooper à câmera, tendo a floresta amazônica de fundo, vem combatendo a caça na Amazônia há vários anos, "mas foi só a partir de 2005 que uma freira norte-americana de 73 anos mudou a maneira como o Brasil protege sua floresta", referindo-se ao assassinato brutal da freira em Anapu e o efeito que ele teria tido no governo em relação ao desflorestamento, o que não é correto.

Mas há muita coisa tocante. Uma é a história de Valentin Marroquin, que é diagnosticado com leucemia aos seis anos. Ele mora com os pais ao lado do Houston Ship Channel, o maior complexo petroquímico dos EUA, onde estão concentradas refinarias de todas as grandes do petróleo e onde o ar tem 20 vezes mais os componentes cancerígenos benzeno e 1-3-butadieno que o de qualquer cidade do país.

O bairro é Manchester, no Texas. Pobre, de maioria mexicana, ainda não conseguiu aprovar nenhuma lei ambiental.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h14
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Brasil é destino de "trem da alegria" de políticos dos EUA


Um grupo de congressistas norte-americanos se prepara para passar uma semana no Brasil de "intensa atividade na relação Brasil-EUA". Liderados pelo representante (deputado federal) Eliot Engel, líder do comitê da América Latina da casa baixa do Congresso, Visitarão a Foz do Iguaçú, farão a tour obrigatória por uma favela carioca, o Cristo Redentor, dormirão no Convento do Carmo, passarão uma noite nas Ariaú Towers, na Amazônia, Virão acompanhados de um "coordenador de atividades para esposos" e voarão num avião militar. Ah, sim: visitarão a Petrobras, no Rio, encontrarão com "membros do governo" em Brasília e discutirão terrorismo na Tríplice Fronteira. Se der tempo.

(A informação está na coluna de Al Kamen, com Dana Milbank um dos melhores do Washington Post.)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h44
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