EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

Leia mais

  





01/02/2010 a 15/02/2010
16/01/2010 a 31/01/2010
01/01/2010 a 15/01/2010
16/12/2009 a 31/12/2009
01/12/2009 a 15/12/2009
16/11/2009 a 30/11/2009
01/11/2009 a 15/11/2009
16/10/2009 a 31/10/2009
01/10/2009 a 15/10/2009
16/09/2009 a 30/09/2009
01/09/2009 a 15/09/2009
16/08/2009 a 31/08/2009
01/08/2009 a 15/08/2009
16/07/2009 a 31/07/2009
01/07/2009 a 15/07/2009
16/06/2009 a 30/06/2009
01/06/2009 a 15/06/2009
16/05/2009 a 31/05/2009
01/05/2009 a 15/05/2009
16/04/2009 a 30/04/2009
01/04/2009 a 15/04/2009
16/03/2009 a 31/03/2009
01/03/2009 a 15/03/2009
16/02/2009 a 28/02/2009
01/02/2009 a 15/02/2009
16/01/2009 a 31/01/2009
01/01/2009 a 15/01/2009
16/12/2008 a 31/12/2008
01/12/2008 a 15/12/2008
16/11/2008 a 30/11/2008
01/11/2008 a 15/11/2008
16/10/2008 a 31/10/2008
01/10/2008 a 15/10/2008
16/09/2008 a 30/09/2008
01/09/2008 a 15/09/2008
16/08/2008 a 31/08/2008
01/08/2008 a 15/08/2008
16/07/2008 a 31/07/2008
01/07/2008 a 15/07/2008
16/06/2008 a 30/06/2008
01/06/2008 a 15/06/2008
16/05/2008 a 31/05/2008
01/05/2008 a 15/05/2008
16/04/2008 a 30/04/2008
01/04/2008 a 15/04/2008
16/03/2008 a 31/03/2008
01/03/2008 a 15/03/2008
16/02/2008 a 29/02/2008
01/02/2008 a 15/02/2008
16/01/2008 a 31/01/2008
01/01/2008 a 15/01/2008
16/12/2007 a 31/12/2007
01/12/2007 a 15/12/2007
16/11/2007 a 30/11/2007
01/11/2007 a 15/11/2007
16/10/2007 a 31/10/2007
01/10/2007 a 15/10/2007
16/09/2007 a 30/09/2007
01/09/2007 a 15/09/2007
16/08/2007 a 31/08/2007
01/08/2007 a 15/08/2007
16/07/2007 a 31/07/2007
01/07/2007 a 15/07/2007
16/06/2007 a 30/06/2007
01/06/2007 a 15/06/2007
16/05/2007 a 31/05/2007
01/05/2007 a 15/05/2007
16/04/2007 a 30/04/2007
01/04/2007 a 15/04/2007
16/03/2007 a 31/03/2007
01/03/2007 a 15/03/2007
16/02/2007 a 28/02/2007
01/02/2007 a 15/02/2007
16/01/2007 a 31/01/2007
01/01/2007 a 15/01/2007
01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005

VOTAÇÃO
Dê uma nota para meu blog




O dia em que eu descobri meu outro eu na Internet

O primeiro e-mail veio de um colega. "Parabéns pelo desfile." Enigmático. Então, começaram a me mandar links para vídeos no YouTube, em que modelos desfilam na última semana de moda de Nova York. Nada que me chamasse a atenção. Por fim, recebi o endereço: www.sergiodavila.com. Sem o "br" final. Resolvi visitar. Eu não sabia, mas estava prestes a ser capturado pelo fenômeno "googlegänger".

O neologismo vem da junção do nome do mais popular mecanismo de buscas da internet com "Doppelgänger" ("andarilho em duplicata"). A palavra alemã batiza um recurso literário baseado no mito também alemão sobre a cópia fantasmagórica que assombra o ser de origem, como explica meu amigo e crítico literário Marcelo Pen. No mundo 2.0, virou o ser virtual que assombra o seu homônimo.

Como num bom romance, incidentes levam à descoberta de que há um outro "você" rondando o mundo virtual, sobre o qual o verdadeiro "você" não tem controle algum. O meu, descobri, é um estilista peruano radicado no Village nova-iorquino, a cuja loja depois um outro amigo me levou -e fez questão de tirar uma foto deste Sérgio Dávila abaixo da placa do Sergio Davila, sem acentos. Entrei no lugar e pensei em comprar uma camisa, nem que fosse para ter algo com a etiqueta com meu nome.

Se ele estivesse lá, poderia puxar outro assunto em comum: o Peru, terra de meu avô paterno e de seus pais. Mas o sobrenome é comum na América espanhola, em todas as variações possíveis, com e sem apóstrofes, com duplos eles, letras maiúsculas e minúsculas, tudo querendo dizer simplesmente "de Ávila", ou seja, original da milenar cidade européia que é capital da comunidade de Castela-León.

Não é a primeira vez que isso me acontece. Uma vez, jovem repórter, ao tentar cobrir um evento social qualquer no falecido bar e restaurante O Leopolldo, em São Paulo, a recepcionista checou uma lista, olhou com cara séria e disse simplesmente: "O senhor já entrou". Como a frase contrariava pelo menos uma lei da física e outra da lógica, tive de checar. Tratava-se de famoso arquiteto homônimo, cujas placas estão espalhadas principalmente pela região da Faria Lima e da Berrini, em São Paulo.

Casos semelhantes foram relatados recentemente na coluna "Technologist" (tecnólogo), da revista "Newsweek". Um deles é o da mãe da estudante Eve Fairbanks, que viajou de sua casa até a cidade da universidade da filha para ter uma conversa séria, olhos nos olhos, depois de "descobrir" no Google que ela andava fazendo filmes pornôs -um caso literalmente explícito de "googlegänger", a menina nunca tinha feito nem sequer um vídeo caseiro com o namorado.

Outro que escreve sobre o assunto é o blogueiro político Matthew Slutsky, daqui de Washington. Ele encontrou seu homônimo no site de relacionamento virtual Facebook. Ficaram amigos. Agora, há uma disputa não-declarada entre os dois para ver quem aparece antes quando o internauta digita o nome no mecanismo de buscas. Descobrir seu "googlegänger" tornou Slutsky uma pessoa melhor, diz o blogueiro. Sempre que vai fazer algo, ele pensa que está mexendo com duas reputações.

O que me levou a pensar em pelo menos telefonar para Sergio Davila, o peruano. Imagino o diálogo:

- ¿Hola, qué tal?

- Sergio Davila?

- Hablando.

- Aqui também fala Sérgio Dávila.

- ...

Não, melhor não. Quem sabe uma outra hora.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 02h48
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Saiu o cardápio do Thanksgiving de Bush em Camp David

Oven Roasted Turkey

 

Cast-Iron Skillet Cornbread Dressing

 

Jellied Cranberry Molds

 

Sautéed Green Beans

 

Zucchini Gratin

 

Whipped Sweet Potato Soufflé

 

Buttered Mashed Potatoes

 

Giblet Gravy

 

Morelia Style Gazpacho

 

Fresh Clover Rolls with Honey Butter

 

Pumpkin Pie with Whipped Topping

 

Apple Pie

 

 Apple Crisp

 

 Pumpkin Mousse Trifle



Escrito por Sérgio Dávila às 21h59
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Al Gore será recebido por Bush na Casa Branca

 

Ele conseguiu o voto popular, mas perdeu no "tapetão". Agora, sete anos depois de bater George W. Bush nas urnas mas perder na Suprema, o ex-candidato democrata à presidência de 2000 entra pela primeira vez na Casa Branca desde o fim do governo Clinton. Às 15h de segunda (18h de Brasília), o republicano recebe os vencedores do Prêmio Nobel, como é tradição. Entre eles, Gore, que já confirmou presença. As negociações entre os dois políticos foram descritas como "muito educadas" pelos assessores, com elogios de ambas as partes para a elegância de Bush no episódio todo. Um deles brincou que o atual ativista ambiental pode levar sua apresentação de "powerpoint" para convencer o republicano de que aquecimento global não é um mito, como o Abominável Homem das Neves. Outro brincou que vai ser difícil convencer o democrata a deixar o local acabada a cerimônia...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h51
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Ainda sobre a nova exigência dos EUA: cai número de turistas que visitam o país

 

Os EUA são o único país entre as grandes economias em que as viagens de turismo diminuíram no recente boom global de turismo. Cairam 17% desde 11 de Setembro de 2001. Até 2010, o total vai ser 19% menor do que era em 2000. No mesmo período, o turismo mundial terá crescido 44%. O prejuizo até agora foi de US$ 94 bilhões, 200 mil vagas de trabalho e US$ 16 bilhões em impostos.

Como calcula Fareed Zakaria na sua coluna de ontem da Newsweek em que elenca esses números, não se tratam de árabes que deixaram de vir para cá. O número de turistas japoneses nos EUA caiu de 5 milhões em 2000 para 3,6 milhões no ano passado. No mesmo período, o número de britânicos caiu 11%. Os britânicos estão viajando menos em geral? Não: para a Índia, aumentou 102% o total de britânicos, para a Nova Zelândia, 106%, para a Turquia, 82% e para o Caribe, 31%.  O título da coluna de Zakaria é "America the Unwelcoming" --e isso que ele não sabia da nova exigência das dez digitais...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h23
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Sicko, de Michael Moore, está entre os pré-candidatos ao Oscar de documentário

 

No dia 22 de janeiro serão anunciados os cinco documentários que ocuparão as vagas oficiais. Meu palpite? "Sicko", obviamente, “The Price of Sugar” (que cita o programa de etanol brasileiro), “For the Bible Tells Me So”, falado nos circuitos de cinema de arte, “White Light/Black Rain”, sobre Hiroshima e Nagasaki, e "No End in Sight", um dos melhores sobre a Guerra do Iraque até agora.

“Autism: The Musical”
“Body of War”
“For the Bible Tells Me So”
“Lake of Fire”
“Nanking”
“No End in Sight”
“Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience”
“Please Vote for Me”
“The Price of Sugar”
“A Promise to the Dead: The Exile Journey of Ariel Dorfman”
“The Rape of Europa”
“Sicko”
“Taxi to the Dark Side”
“War/Dance”
“White Light/Black Rain”



Escrito por Sérgio Dávila às 16h19
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

EUA exigirão de turistas impressão digital dos dez dedos

 

O Departamento de Segurança Interna dos EUA anuncia amanhã uma nova exigência para o visitante: em vez das digitais dos dois indicadores, a imigração passará a exigir de todos os dedos das mãos, além da foto. Serão dez operações, em lugar das duas atuais, na entrada no país. Quem já passou pelas filas cada vez maiores após o desembarque do avião só precisa fazer as contas: é coisa de multiplicar a espera por cinco.

Começa dia 29 no Dulles, aqui em Washington DC, depois nos abaixo e por fim em todos.

  • Boston Logan International Airport (Boston, Mass.)
  • Chicago O’Hare International Airport (Chicago, Ill.)
  • Detroit Metropolitan Wayne County Airport (Detroit, Mich.)
  • Hartsfield‑Jackson Atlanta International Airport (Atlanta, Ga.)
  • George Bush Houston Intercontinental Airport (Houston, Texas)
  • Miami International Airport (Miami, Fla.)
  • John F. Kennedy International Airport (New York, N.Y.)
  • Orlando International Airport (Orlando, Fla.)
  • San Francisco International Airport. (San Francisco, Calif.)


  • Escrito por Sérgio Dávila às 16h13
    [comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

    Caixa de "Seinfeld" tem tudo - literalmente

     

    Saiu aqui nos EUA uma caixa com as nove temporadas da melhor série da história da TV, na opinião desse modesto blogueiro: "Seinfeld". Tem de tudo:

    * 32 DVDs com os 180 episódios da série que foi ao ar de 1989 a 1998

    * 104 horas de extras, entre eles erros de gravação, cenas que não foram ao ar e entrevista com criadores, elenco, escritores e produtores

    * o "Offical Coffee Table Book", um guia ilustrado com cada um dos 180 episódios por página, que a equipe tinha recebido de presente no final das filmagens e que agora vem a público

    * e, o melhor, um DVD bônus, que só existe na caixa, com a reunião do elenco pela primeira vez em nove anos. Jerry, Larry David e Jason Alexander/George Costanza, Julia Louis-Dreyfus/Elaine Benes e Michael Richards/Cosmo Kramer falam horas sobre... Bem, sobre o nada.

    Aliás, Jerry me disse que a série deve voltar para apenas mais uma cena --não uma temporada, não um episódio, não uma "TV Reunion", mas apenas mais uma cena.

     



    Escrito por Sérgio Dávila às 12h49
    [comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

    Todos se unem contra Hillary -- e os republicanos ressuscitam

    "HILLARY CLINTON" aparece fantasiada de noiva, na festa que ela e "Bill" dão para os outros pré-candidatos democratas à sucessão de George W. Bush. Conforme os convidados vão chegando, todos elogiam sua fantasia de "bruxa" -inclusive o marido. Até que aparece alguém de "Barack Obama". Quando tira a máscara, é o próprio senador, que diz que não gosta de esconder quem ele é de verdade.
    Foi o quadro de abertura do programa humorístico "Saturday Night Live" há duas semanas e é um dos clipes políticos mais vistos no YouTube ainda hoje. Resume o espírito da oposição norte-americana atual, refletido nos dois últimos debates democratas: todos contra a ex-primeira-dama.
    Esse espírito dominou o debate de anteontem, em Las Vegas, o que levou a pré-candidata a dizer que o tailleur que virou sua marca registrada era feito de amianto e a citar o ex-presidente Harry Truman: "Se você não agüenta o calor, que saia da cozinha". Pois me sinto muito confortável na cozinha".
    Não se deve subestimar a capacidade dos democratas de estragar tudo na última hora, vide a última eleição presidencial, aquela em que, sob acusações falsas de que tinha traído o país no conflito do Vietnã, o herói de guerra John Kerry foi batido pelo mesmo Bush que nunca pisou num front na vida.
    Hillary ainda é a pré-candidata mais bem colocada nas pesquisas de ambos os partidos, bate o ex-prefeito republicano Rudolph Giuliani quando posta frente a frente e tem uma máquina arrecadadora imbatível, já com US$ 100 milhões. Mas começa a perder força.
    A clara vantagem que exibia nos últimos meses está sendo corroída tanto por uma definição maior de quem será seu oponente como pelos ataques mais diretos que passou a sofrer no próprio partido. Esses são liderados pelo "bom moço" Obama, seguido pelo sulista John Edwards. Também há duas semanas, o senador negro deu entrevista em que sutilmente declarava guerra a sua colega.
    O time de Hillary tentou usar a carta do gênero a seu favor, convocando até Bill Clinton para dizer que os homens haviam se reunido para atacar uma única mulher. A estratégia foi logo abandonada, pois pegou mal com as eleitoras, que viram uma indesejada demonstração de fragilidade.
    Enquanto isso, o outro lado começa a tapar o nariz e a se unir em torno do "neoconservador" Giuliani, que até ontem era a favor da união homossexual e do direito da mulher de decidir sobre o aborto. O bolo na cereja foi o apoio recebido pelo televangelista ultraconservador Pat Robertson.
    Não se deve, também, subestimar a capacidade dos republicanos de não largar o poder.


    Escrito por Sérgio Dávila às 12h30
    [comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

    O novo secretário da Justiça e a tortura

    Na técnica conhecida como "waterboarding", sem tradução em português, os "interrogadores" colocam o "interrogado" imobilizado numa espécie de maca de madeira, desnivelam-na de maneira a deixar a cabeça do preso para baixo e os pés para cima, cobrem seu rosto com um pano e passam a despejar água sobre a boca e o nariz da vítima, para simular afogamento. O detido sofrerá asfixia, pode ficar com água no pulmão, ter arritmia ou infarto e, em alguns casos, morrer.

    O "waterboarding" foi utilizado pela CIA em suspeitos de terrorismo presos pelos EUA desde o ataque de 11 de Setembro e, entre eles, provavelmente Khalid Sheik Mohammed, um dos prisioneiros considerados mais importantes pelas autoridades norte-americanas na chamada "guerra ao terror". É também provável, mas não oficial, que a agência de inteligência ainda aplique a técnica.

    Na quarta, Bush deu posse a seu novo secretário de Justiça, Michael Mukasey. Conservador mas não envolvido diretamente em política, o juiz federal de 66 anos foi indicado pelo republicano como um antídoto à desgraça em todos os aspectos que foi a atuação de Alberto Gonzales como titular do órgão que equivale aos brasileiros Ministério da Justiça e Procuradoria-Geral da República juntos.

    Durante as sabatinas de praxe no Senado, Mukasey teve de responder se condenava o "waterboarding". Sua resposta assustou: não condenava, respondeu em princípio, porque não conhecia. Depois, instado a esclarecer melhor sua posição, disse que pessoalmente considerava a técnica "repugnante", mas que, por ainda não ser o titular, não estava familiarizado com ela para responder.

    O Congresso, controlado pelos democratas desde janeiro, mas vergonhoso em sua incapacidade de oposição, aprovou o novo secretário. Senadores disseram que prevaleceu a lei do "menos pior", que poderia ser rebatizada de "Lei Dick Cheney" -um dos motivos pelo qual o processo de impeachment de Bush nunca saiu do papel é a pessoa que o substituiria... No caso, diante das circunstâncias, Mukasey foi considerado o melhor nome que o presidente tinha para oferecer.

    Psiquiatras de renome se cansaram de testemunhar no mesmo Congresso contra a eficácia da tortura como forma de extrair informações de presos. Submetido ao "waterboarding", disseram, o torturado confessa qualquer coisa, do assassinato de JFK à morte de Elvis. Um dos que passaram pela técnica, segundo relatos de agentes da CIA, foi Khalid Sheik Mohammed, conhecido como KSM. Sua sessão foi a mais longa, de dois minutos e meio, contou um deles.

    KSM disse que era o principal responsável pelo ataque de 11 de Setembro. Também pela tentativa de ataque de Richard Reid, conhecido como "shoebomber". Também pelo ataque que matou centenas em Bali, na Indonésia. Pelo que atingiu um navio norte-americano no Kuwait, em 2002. Pelo primeiro do World Trade Center, em 1993. Pela degola do repórter Daniel Pearl. Entre outras confissões.

    Há alguns dias, indagado sobre a técnica, Bush repetiu o que vem dizendo sobre o assunto em geral: "Os EUA não torturam". Mas foi adiante sobre "waterboarding": "Não faz sentido contar ao inimigo o que nós estamos fazendo". Num depoimento ao Congresso, um ex-instrutor militar que aplicava uma versão "soft" da técnica como treinamento de seus cadetes foi direto: "Não há como disfarçar. É tortura".

    Políticos sérios se preocupam com o efeito motivador disso sobre jovens aspirantes a terroristas e homens-bomba no mundo inteiro.



    Escrito por Sérgio Dávila às 12h29
    [comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

    Brasileiros fazem tanto biquinis como jatos

     

    É o que diz a revista "Time" de hoje. O índice de competitividade global publicado na edição coloca o Brasil em 72o lugar, entre os 100 primeiros...

    PÓS-ESCRITO: internautas atentos alertam para a tradução correta da frase "Brazil makes jets as well as bikinis": "Brasil faz tanto jatos como biquinis". Título corrigido (o meu anterior era "Brasileiros fazem biquinis com a precisão de quem constrói jatos")
    "



    Escrito por Sérgio Dávila às 15h05
    [comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]