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Hillary perde a classe, e etanol brasileiro vira assunto
Ouça meu programa no UOL News sobre o debate dos democratas, que acabou de terminar, e o dos republicanos, que foi ontem em Des Moines, Iowa. Leia minha reportagem aqui. E veja algumas notas esparsas abaixo: MÃO NA PAREDE Diferentemente do de quarta-feira, em que a segurança era quase inexistente, o debate de hoje tinha duas equipes do Serviço Secreto em ação, com direito a cães farejadores e time antibombas. Uma acompanha Hillary Clinton, por sua condição de ex-primeira-dama. A outra foi deslocada para seguir Barack Obama desde que ele recebeu ameaças anônimas.
"CAUCUS" COMO? O processo eleitoral em Iowa é tão arcaico e complicado --e não-obrigatório para os eleitores-- que os candidatos quebram a cabeça para fazer os locais saírem de casa num dia de temperaturas negativas como deve ser 3 de janeiro. A campanha de John Edwards fez um curta "film noir-didático" que explica o processo. Está no YouTube, junto dos de Obama e Hillary.
FALTOU DINHEIRO A ausência dos pré-candidatos nanicos Dennis Kucinich e Mike Gravel no debate de hoje não foi uma admissão adiantada de derrota. É que nem o congressista nem o ex-senador cumpriram uma das exigências da legislação eleitoral local: ter escritório ou ao menos um empregado contratado nesse Estado.
A ECONOMIA, ESTÚPIDO A situação econômica do país passou pela primeira vez a Guerra do Iraque como preocupação principal dessa campanha entre os eleitores. É o que aponta pesquisa da CNN divulgada nessa semana: 29% dos ouvidos listam a economia em primeiro, ante 23% que escolhem o conflito; os números eram respectivamente 22% e 28% em outubro.
VAI-E-VOLTA Voltaram a circular os rumores que dão conta que o prefeito Michael Bloomberg, de Nova York, pode entrar na corrida no ano que vem. Sairia como independente e contaria com sua fortuna pessoal para financiar o começo da campanha. Estaria esperando as indicações dos dois partidos majoritários. Se forem Hillary Clinton e Rudolph Giuliani, dizem amigos dele à imprensa americana, ele sairá.
CELEBRIDADE INSTANTÂNEA Nem Barack Obama nem Hillary Clinton. A mais fotografada na platéia da IPTV, a emissora pública de Iowa, foi Chelsea Clinton. A ex-primeira-filha acompanha a mãe na reta final antes de Iowa. Escrito por Sérgio Dávila às 20h36[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Indústria do entretenimento oficialmente em crise
Que as coisas não vão bem no mundo do entretenimento --pelo menos do entretenimento tradicional--, todo o mundo já desconfiava. Hoje, o Bear Stearns só passou o certificado. O setor do entretenimento dos EUA passou de "abaixo do valor de mercado" para "valor de mercado" --no jargão financeiro, um rebaixamento na recomendação de investimento. Para a divisão de classificação de riscos do banco-corretora de valores, "2008 vai ser um ano de definição para a indústria". A justificar a decisão, o crescimento de 4,4% do setor até agora em 2007, ante 5,4% do índice de ações S&P 500s (mesmo com crise de subprime). Para o analista-chefe do banco, o que era um "risco potencial" para a indústria de entretenimento tradicional deve virar realidade em 2008: digitalização da mídia, massificação da banda larga, o modelo econômico do "long tail" (em que não há mais best-sellers, discos de platina, campeões de bilheteria etc etc), tudo isso vai contribuir para o crescimento menor do setor. Um dos exemplos é o mercado de DVD, que explodiu desde 2000 e respondia por mais da metade do faturamento de Holywood, e que agora está apresentando "os primeiros sinais de decadência".
Escrito por Sérgio Dávila às 15h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Giuliani manda Chávez calar a boca em debate
No debate entre os pré-candidatos republicanos voltado ao eleitorado hispânico, no domingo à noite, Rudy Giuliani foi o responsável pelos dois momentos mais polêmicos. Quase no final, disse que repetiria para Hugo Chávez as palavras do rei Juan Carlos: "Por que não se cala?" O líder venezuelano e Fidel foram as bolas da vez, chamados de ditadores por quase todos os políticos. A exceção foi, é claro, o libertário Ron Paul (leia mensagem anterior nesse blog), que sugeriu que os EUA reatassem os laços diplomáticos com Cuba. Se Giuliani mandou o presidente eleito de outro país calar a boca, ele próprio engasgou ao responder horas antes em outro programa por que a empresa de consultoria que mantém mesmo sendo candidato --uma aberração na história recente das eleições presidenciais americanas-- presta serviços à Citgo, a representante nos EUA da estatal de petróleo venezuelana. A mesma que dá a Chávez a eloqüência dos petrodólares...
Escrito por Sérgio Dávila às 18h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Conheça Ron Paul, o "Cacareco" das eleições dos EUA
O rosto dele é uma mistura do Magneto, personagem de "X-Men", com o Dunga, o mais simpático dos sete anões. Seu apelido, "Dr. No", uma referência tanto a um dos vilões que perseguiam 007 quanto a sua formação de médico -mas principalmente a sua plataforma, basicamente negativa, que mistura idéias anarquistas e libertárias e se define ora como "constitucionalista", ora como "conservadora".
Escrito por Sérgio Dávila às 01h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Jenna Bush liga para o pai durante programa da Ellen
Filha do presidente norte-americano tinha ido ao programa vespertino da apresentadora de TV para divulgar livro "Anna's Story". Em gravação ontem, que foi ao ar hoje, Ellen pergunta se é fácil falar com os pais a qualquer hora. E sugere que ela pegue o telefone e ligue para eles. Jenna liga, Laura atende e diz que está ao lado de "papai". Que deseja feliz natal aos espectadores e diz que ama a filha.
Escrito por Sérgio Dávila às 20h07[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E cai a primeira neve da estação em Washington
Escrito por Sérgio Dávila às 19h46[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
EUA, rumo à auto-suficiência em... maconha
Enquanto George W. Bush lança planos e quebra a cabeça para que seu país se liberte da importação de combustíveis fósseis e invista na produção de etanol e biodiesel como alternativa, seus cidadãos caminham rapidamente para fazer os Estados Unidos auto-suficientes em baseado. Escrito por Sérgio Dávila às 11h34[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem] |