EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Hillary perde a classe, e etanol brasileiro vira assunto

 

Ouça meu programa no UOL News sobre o debate dos democratas, que acabou de terminar, e o dos republicanos, que foi ontem em Des Moines, Iowa. Leia minha reportagem aqui. E veja algumas notas esparsas abaixo:

MÃO NA PAREDE

Diferentemente do de quarta-feira, em que a segurança era quase inexistente, o debate de hoje tinha duas equipes do Serviço Secreto em ação, com direito a cães farejadores e time antibombas. Uma acompanha Hillary Clinton, por sua condição de ex-primeira-dama. A outra foi deslocada para seguir Barack Obama desde que ele recebeu ameaças anônimas.

 

"CAUCUS" COMO?

O processo eleitoral em Iowa é tão arcaico e complicado --e não-obrigatório para os eleitores-- que os candidatos quebram a cabeça para fazer os locais saírem de casa num dia de temperaturas negativas como deve ser 3 de janeiro. A campanha de John Edwards fez um curta "film noir-didático" que explica o processo. Está no YouTube, junto dos de Obama e Hillary.

 

FALTOU DINHEIRO

A ausência dos pré-candidatos nanicos Dennis Kucinich e Mike Gravel no debate de hoje não foi uma admissão adiantada de derrota. É que nem o congressista nem o ex-senador cumpriram uma das exigências da legislação eleitoral local: ter escritório ou ao menos um empregado contratado nesse Estado.

 

A ECONOMIA, ESTÚPIDO

A situação econômica do país passou pela primeira vez a Guerra do Iraque como preocupação principal dessa campanha entre os eleitores. É o que aponta pesquisa da CNN divulgada nessa semana: 29% dos ouvidos listam a economia em primeiro, ante 23% que escolhem o conflito; os números eram respectivamente 22% e 28% em outubro.

 

VAI-E-VOLTA

Voltaram a circular os rumores que dão conta que o prefeito Michael Bloomberg, de Nova York, pode entrar na corrida no ano que vem. Sairia como independente e contaria com sua fortuna pessoal para financiar o começo da campanha. Estaria esperando as indicações dos dois partidos majoritários. Se forem Hillary Clinton e Rudolph Giuliani, dizem amigos dele à imprensa americana, ele sairá.

 

CELEBRIDADE INSTANTÂNEA

Nem Barack Obama nem Hillary Clinton. A mais fotografada na platéia da IPTV, a emissora pública de Iowa, foi Chelsea Clinton. A ex-primeira-filha acompanha a mãe na reta final antes de Iowa.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h36
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Indústria do entretenimento oficialmente em crise

 

Que as coisas não vão bem no mundo do entretenimento --pelo menos do entretenimento tradicional--, todo o mundo já desconfiava. Hoje, o Bear Stearns só passou o certificado. O setor do entretenimento dos EUA passou de "abaixo do valor de mercado" para "valor de mercado" --no jargão financeiro, um rebaixamento na recomendação de investimento. Para a divisão de classificação de riscos do banco-corretora de valores, "2008 vai ser um ano de definição para a indústria".

A justificar a decisão, o crescimento de 4,4% do setor até agora em 2007, ante 5,4% do índice de ações S&P 500s (mesmo com crise de subprime). Para o analista-chefe do banco, o que era um "risco potencial" para a indústria de entretenimento tradicional deve virar realidade em 2008: digitalização da mídia, massificação da banda larga, o modelo econômico do "long tail" (em que não há mais best-sellers, discos de platina, campeões de bilheteria etc etc), tudo isso vai contribuir para o crescimento menor do setor.

Um dos exemplos é o mercado de DVD, que explodiu desde 2000 e respondia por mais da metade do faturamento de Holywood, e que agora está apresentando "os primeiros sinais de decadência".

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h33
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Giuliani manda Chávez calar a boca em debate

 

No debate entre os pré-candidatos republicanos voltado ao eleitorado hispânico, no domingo à noite, Rudy Giuliani foi o responsável pelos dois momentos mais polêmicos. Quase no final, disse que repetiria para Hugo Chávez as palavras do rei Juan Carlos: "Por que não se cala?" O líder venezuelano e Fidel foram as bolas da vez, chamados de ditadores por quase todos os políticos. A exceção foi, é claro, o libertário Ron Paul (leia mensagem anterior nesse blog), que sugeriu que os EUA reatassem os laços diplomáticos com Cuba.

Se Giuliani mandou o presidente eleito de outro país calar a boca, ele próprio engasgou ao responder horas antes em outro programa por que a empresa de consultoria que mantém mesmo sendo candidato --uma aberração na história recente das eleições presidenciais americanas-- presta serviços à Citgo, a representante nos EUA da estatal de petróleo venezuelana. A mesma que dá a Chávez a eloqüência dos petrodólares...



Escrito por Sérgio Dávila às 18h01
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Conheça Ron Paul, o "Cacareco" das eleições dos EUA

O rosto dele é uma mistura do Magneto, personagem de "X-Men", com o Dunga, o mais simpático dos sete anões. Seu apelido, "Dr. No", uma referência tanto a um dos vilões que perseguiam 007 quanto a sua formação de médico -mas principalmente a sua plataforma, basicamente negativa, que mistura idéias anarquistas e libertárias e se define ora como "constitucionalista", ora como "conservadora".

Conheça Ron Paul, o "Cacareco" das eleições presidenciais norte-americanas.

Para quem não se lembra (ou não era nascido na época, como esse colunista), Cacareco era um rinoceronte que virou o símbolo do voto de protesto nas eleições municipais paulistanas de 1958, movimento liderado pelos moradores do então bairro de Osasco, que queriam a emancipação. Foi dos mais votados, segundo relatava, numa revista "Cruzeiro" da época, o hoje publicitário Neil Ferreira.

Aos 72 anos, "Dr. No" é contra a Guerra do Iraque e qualquer intervenção militar norte-americana, na verdade. Eleito, tiraria os Estados Unidos da Otan e chamaria para casa as tropas espalhadas em bases pelo mundo. Eliminaria o imposto de renda das pessoas físicas, ponto final. Acabaria com a maioria dos órgãos e agências federais. Sairia da Organização Mundial do Comércio.

Nos debates entre os candidatos republicanos, suas intervenções respondem pelos raros momentos de bom humor. Lembram aquele tio inoportuno que "fala umas verdades" nas festas de família e que ninguém leva muito a sério. No último, ele "revelou" que o governo norte-americano trama secretamente com o México e o Canadá a formação de um só país. Com as fronteiras apagadas, esse gigante se chamará União Norte-Americana e já tem até moeda própria, o "amero", criado nos moldes do euro.

A prova? A "super-rodovia" sendo construída no Texas, terra de George W. Bush, que ligará os três ex-países. Só um Ron Paul impedirá essa tramóia de sair do papel, afirmou. O problema é que tem cada vez mais gente levando "Dr. No" a sério. De porcentagem zero nas pesquisas de intenção de voto, o congressista pelo Partido Republicano saltou para os atuais 4%, um índice que lhe dá capital político.

Em New Hampshire, local das primeiras primárias do país, o pré-candidato já aparece com importantes 9%. E o dinheiro começa a pingar. Até o mês passado, a campanha de Ron Paul não tinha nem um telefone nos dois primeiros Estados norte-americanos a realizar primárias. Até que seu desempenho nos debates e as idéias sui generis que defende começaram a atrair jovens internautas, meio por deboche, meio por protesto. O próximo passo foi a idéia das "bombas de arrecadação".

A primeira delas foi organizada por fãs do filme "V de Vingança" e aconteceu no dia 5 de novembro, data escolhida em homenagem a Guy Fawkes, o rebelde católico que tentou explodir o Parlamento inglês e matar o rei James 1º naquele dia, no ano de 1605. Em 24 horas, foram arrecadados US$ 2 milhões. Outra está programada para domingo que vem, dia da "Boston Tea Party", protesto que foi um marco na revolta da colônia americana contra os britânicos, em 1773.

Ron Paul diz que não estimula nem a campanha nem as arrecadações. Até outro dia, nem e-mail tinha. A indiferença estudada faz parte, é claro, do personagem criado pelo político experiente, que pode ser amalucado, mas não rasga dinheiro: as "bombas de arrecadação" já levantaram US$ 10 milhões.




Escrito por Sérgio Dávila às 01h01
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Jenna Bush liga para o pai durante programa da Ellen

 

Filha do presidente norte-americano tinha ido ao programa vespertino da apresentadora de TV para divulgar livro "Anna's Story". Em gravação ontem, que foi ao ar hoje, Ellen pergunta se é fácil falar com os pais a qualquer hora. E sugere que ela pegue o telefone e ligue para eles. Jenna liga, Laura atende e diz que está ao lado de "papai". Que deseja feliz natal aos espectadores e diz que ama a filha.


Jenna Bush makes surprise call to her parents from the set of `The Ellen DeGeneres Show'

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h07
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E cai a primeira neve da estação em Washington



Escrito por Sérgio Dávila às 19h46
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EUA, rumo à auto-suficiência em... maconha

 

Enquanto George W. Bush lança planos e quebra a cabeça para que seu país se liberte da importação de combustíveis fósseis e invista na produção de etanol e biodiesel como alternativa, seus cidadãos caminham rapidamente para fazer os Estados Unidos auto-suficientes em baseado.

Na semana em que o Instituto de Pesquisas do California Pacific Medical anuncia que um composto achado na maconha, o canabidiol, pode frear a metástase em algumas formas de câncer de mama, vale a pena olhar com mais cuidado um estudo recente para o qual poucos deram bola até agora. É o primeiro levantamento amplo do tamanho e do impacto econômico do cultivo dessa planta por aqui.

Conduzido pela Drug Science, uma ONG que faz ativismo e lobby pela legalização da droga, concluiu que a plantação da maconha no país cresceu dez vezes desde 1981, o que, de acordo com o estudo, fez com que os EUA passassem de "importadores" de países como México, Colômbia e Jamaica para produtores quase auto-suficientes.

O motivo, irônico, é a eficiência da guerra às drogas, financiada nas últimas décadas pelo governo norte-americano naqueles e em outros países produtores da planta. E a falta de eficiência semelhante na erradicação das plantações domésticas. Alguns achados:

* a maconha já é o produto agrícola mais valioso do país, mesmo com o boom do preço do milho causado pela demanda recente do etanol. A produção doméstica da planta rende US$ 35,8 bilhões anualmente, mais do que a do milho e a do trigo combinadas;

* há hoje 56,4 milhões de pés de maconha cultivados ao ar livre -pense que o cultivo e o consumo da planta são ilegais, a não ser para fins medicinais e apenas em 12 dos 50 Estados- e outros 11,7 milhões dentro de casas e apartamentos (e dormitórios de estudantes, eu acrescentaria...);

* só esse último tipo de cultivo interno rende US$ 4,1 bilhões por ano;

* os dez Estados que mais produzem a planta são Califórnia (38% do total), Tennessee, Kentucky, Havaí,

Washington (não a capital federal), Carolina do Norte, Flórida, Alabama, Virgínia Ocidental e Oregon, nessa ordem. Desses, apenas quatro têm leis que liberam o cultivo de maconha medicinal.

Quer mais um?

* A maconha vale mais do que o algodão no Alabama, as uvas na Califórnia, os amendoins na Geórgia e o tabaco nas duas Carolinas juntas.

O autor do estudo (e presidente da ONG) é Jon Gettman, doutor em políticas públicas pela Universidade George Mason, na Virgínia, com formação em direito e antropologia. Celebridade do setor (ele é o titular da "Cannabis Column" do site da revista "High Times", a "Time" dos "aficionados"), começou a ganhar fama ao processar o governo pela desclassificação da maconha como droga, nos anos 90.

Fez isso depois de ser convidado tanto pelo DEA, o órgão de repressão às drogas norte-americano, quanto pelo equivalente local do Ministério da Saúde para fazer pesquisas sobre o assunto, o que lhe deu oportunidade para levantar dados para a argumentação de seu futuro caso e do estudo atual.

Seu argumento básico: por conta de um anacronismo na lei norte-americana, que pode ser comparado à Lei Seca do século passado, US$ 36 bilhões de dólares vão para as mãos de criminosos, em vez de gerar empregos legais, impostos para o governo e algum controle de qualidade para o consumidor.



Escrito por Sérgio Dávila às 11h34
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