EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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VOTAÇÃO
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Hillary coloca no ar primeiro anúncio negativo contra Obama

 

Acaba de entrar no ar em Wisconsin o primeiro anúncio negativo sobre Barack Obama vindo da campanha de Hillary Clinton. Com 30 segundos e intitulado "Debate", pergunta por que o senador não quer enfrentar a senadora na TV naquele Estado, que faz sua reunião partidária nessa terça. A campanha de Hillary vem pedindo vários debates para a de Obama. Por enquanto, o senador concordou com dois, um em Austin, Texas, e outro em Ohio, os dois Estados com maior número de delegados, que fazem primárias no dia 4 de março. A justificativa de Obama é que ele já participou de 18 debates, que agora quer conversar com 'o povo" --é verdade, mas apenas um deles foi cara a cara com Hillary. O consenso é que ele é melhor de discurso, mas ela é melhor de debate. O texto do anúncio, que você pode ver aqui.

 

"DEBATE"

 

TV: 30

 

ANNCR: Both Democratic candidates have been invited to a televised Wisconsin debate.

 

Hillary Clinton has said yes.

 

Barack Obama hasn't.

 

Maybe he'd prefer to give speeches than have to answer questions.

 

Like why Hillary Clinton has the only health care plan that covers every American, and the only economic plan that freezes foreclosures.

 

Wisconsin deserves to hear BOTH candidates debate the issues that matter.

 

And that's...not debatable.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h27
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Obama e McCain já tratam Hilllary como carta fora do baralho

 

Veja em minha participação de hoje no UOL News.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h15
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Hillary corre risco com "estratégia da Flórida"

 

Saiba o que é isso em meu programa do UOL News de hoje.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h26
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No "Katrina Tour", marcas da destruição 30 meses depois

As pessoas estão paradas em frente a uma construção bege e branca de madeira. São duas casas geminadas, sem portas e com móveis destruídos dentro, e estão abandonadas desde que os diques rompidos por falhas estruturais reveladas pela força do furacão Katrina inundaram essa parte de Nova Orleans. Na fachada, há três pichações em forma de "xis".

A primeira delas foi feita em 8 de setembro de 2005, uma semana depois do furacão, como revelam os números na parte superior do xis, e a altura da pichação mostra que as águas ainda chegavam a três metros e cobriam quase a totalidade da casa. As letras "AZ" indicam que a equipe de resgate era do Arizona e as iniciais "NE", que não foi possível entrar a casa para pegar dados ("no entry").

As outras foram feitas no dia 24 daquele mês, quando as águas já haviam baixado e havia acesso ao interior. Por uma equipe da Flórida ("Fl-1"), dizem que a casa do lado esquerdo estava vazia. Na do lado direito, as iniciais "H2D". Querem dizer: "Human - 2 - Dead", "Humanos - dois - mortos". O resgate chegou aqui tarde demais e encontrou restos mortais de um casal afogado.

Trinta meses depois, estão por todo o lado os sinais da maior catástrofe a atingir a região, que matou 1.836 pessoas, a maior parte negros de Nova Orleans. "É difícil esquecer e superar o que aconteceu", diz Michael Cumble, guia turístico local. Ele é um dos responsáveis pelo "Katrina Tour", viagens de ônibus para turistas, parentes, estudiosos e interessados em visitar os locais mais atingidos pela enchente.

São seis por dia, em média, a US$ 35 por pessoa, e o que leva a Folha tem mais 25 pessoas, as mesmas que observam agora a casa destruída. Há uma psicóloga, Eileen Goldschmidt, de Washington, casais mais velhos, um grupo de amigas, uma mãe com um garoto de dez anos, todos brancos. O ambiente não lembra nada os ônibus de excursão, com um silêncio só quebrado por perguntas. Nas próximas três horas, as pessoas visitarão locais distantes do turístico French Quarter, no qual a devastação foi menor e os sinais já sumiram.

Em bairros de classe média, como Lake Vista, e principalmente nos de maior pobreza, como o Lower 9th Ward (a parte inferior da nona seção da cidade, um dos locais mais atingidos pelo rompimento dos diques), o cenário ainda é de desolação. Dois terços das casas e comércio estão abandonados, destruídos ou foram simplesmente demolidos pelo governo, o que dá um aspecto de cidade fantasma aos bairros.

O terço habitado também não é inspirador. Muitos dos que retomaram suas casas não tiveram dinheiro nem sequer para apagar as pichações das equipes de resgate na fachada. Outros ainda vivem em trailers cedidos pelo governo federal e estacionados em frente ao local onde moravam. Em várias casas é possível observar a marca de até onde a água chegou, geralmente no alto.

Até seis meses atrás, diz o guia, não era incomum encontrar nos telhados barcos, cadeiras de armar e isopores, sinais das pessoas que esperaram semanas por um resgate no único local seco das casas. Uma delas traz a pichação "Lisa + Donnie R OK", Lisa e Donnie estão bem _o que era verdade na época, mas não hoje: cheio de dívidas e sem condições de retomar sua casa, o casal se divorciou. Outra pede: "Favor não demolir!"

"Muitos me perguntam se não é exploração", diz o guia. "Acho que estamos prestando um serviço público, mostrando ao mundo o que causa um desastre natural aliado a má preparação e uma resposta lenta do governo".



Escrito por Sérgio Dávila às 01h57
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A negritude júnior de Barack Obama

 

Leila Khaled está preocupada. Filha de dois ex-militantes do grupo radical Panteras Negras, ela cresceu nos "projects", o equivalente norte-americano aos paulistanos "cingapuras". Nasceu nos anos 70 e me conta que suas memórias de infância são um monte de amigos dos pais com cabeleira afro se reunindo na sala do apartamento e falando de "orgulho negro", "revolução negra" e "poder negro".

Adolescente, ela viu uma procissão de políticos passar pelo conjunto de prédios em que vivia, em Bronzeville, com um rosário de promessas nunca cumpridas. Até que, na segunda metade dos anos 90, começou a reparar que um deles voltava ano após ano e prestava conta de suas atividades. Magro, cabelo armado, se apresentava ora como Barry, ora como Barack.

Logo, o sujeito virou uma celebridade local. Fez lobby por leis e medidas que protegiam mutuários inadimplentes, davam chance a ex-presidiários e ajudavam mães solteiras, o tripé básico de problemas daquela comunidade negra pobre de Chicago. Com ajuda desse pessoal, Barry foi eleito senador estadual em 1997 -e o resto é história. Mas é mesmo?

Leila Khaled foi batizada em homenagem à então guerrilheira palestina homônima, que em 1969 seqüestrou aviões como parte da ação que levaria ao Setembro Negro Jordaniano. Uma das primeiras entrevistas que fez para o panfleto do movimento que coordena foi com o líder ultra-radical negro Louis Farrakhan, a quem ela chama de "Good Reverend Doctor" -e que mora hoje em dia perto de Barack Obama, no bairro de Hyde Park, o vizinho rico de Bronzeville.

Pois Leila não está satisfeita com seu candidato à presidência. "Eu sou mulata", diz ela, usando uma expressão que ganhou conotação pejorativa entre o movimento negro brasileiro, mas não no norte-americano -em inglês, ela pronuncia "mulara". "Vocês têm muitos mulatos no Brasil como eu, não?" Tento explicar a polêmica do "pardo", mas desisto no meio do caminho.

"Pois Barack Obama é mulato como eu", continua. Realmente. A mãe do pré-candidato, já morta, era uma típica loira do Kansas. "O que eu quero saber", continua ela, "é qual parte da família dele, qual parte do sangue, vai prevalecer quando ele for presidente." Pelo contrato racial norte-americano, quem não é branco é negro, não importa quão distante o antepassado ou quão misturadas as origens.

Obama se considera negro. Casou-se com uma negra. À medida que seu apoio entre o público norte-americano se amplia e se diversifica, porém, ele "embranquece" a olho nu. Passa por um processo muito comum na política, de caminhar ao centro para aumentar a base eleitoral. O problema (para Leila Khaled e outros) é que o "centro" de Obama não é político, mas racial.

Quanto mais ele sobe nas pesquisas, menos fala de raça. "Essa não é uma disputa racial", repete o candidato a cada etapa da campanha. A parte branca do público gosta -e aumenta. A comparação com JFK (1917-1963) não vem só do fato de ambos serem jovens senadores que querem "mudar Washington por dentro". É que os dois trazem em si um fator de estranhamento que ao mesmo tempo atrai e aliena.

Kennedy emplacou como o católico no qual a maioria protestante podia confiar. Obama cresce nas pesquisas como o negro que a maioria branca começa a apoiar. Sua sobrevivência está diretamente ligada a como agradará a essas duas forças aparentemente antagônicas: o movimento negro que deu a base para sua carreira política e a classe média liberal branca que pode colocá-lo no poder.



Escrito por Sérgio Dávila às 02h19
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Jornalista diz que os Clinton estão "cafetinando" a filha e é suspenso

 

É notória a má vontade da grande imprensa norte-americana com a candidatura de Hillary Clinton. É resultado de um mix de baixa média de idade nas Redações, que rejuvenesceram, e da "fadiga de material" dos jornalistas mais veteranos, que cobrem um Clinton ou um Bush nas eleições há décadas. Mas David Shcuster, repórter da TV a cabo MSNBC, exagerou.

Ao noticiar o fato de que a campanha dos Clinton convocou a filha do casal para participar mais dos comícios e assim conquistar parte do voto jovem que é o ponto forte de Barack Obama, disse que Hillary estava "cafetinando" a filha. A frase, dita num programa de entrevistas: "Doesn't it seem like Chelsea's sort of being pimped out in some weird sort of way?" (Não parece que a Chelsea está sendo cafetinada de uma maneira estranha?).

O jornalista foi suspenso e voltou ao ar na MSNBC para pedir desculpas à família da candidata.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h15
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Conheça os "Obamacanos"

EM SEUS COMÍCIOS, Barack Obama sempre conta uma história. Freqüentemente, diz ele, é procurado por um ou outro eleitor cheio de dedos. "Eu sou republicano", sussurra o eleitor. "Eu sei", sussurra de volta o pré-candidato democrata. "Mas eu vou votar em você", continua o eleitor.
"Tudo bem", responde o senador negro, "mas por que nós estamos sussurrando?"
Já se sabe que o senador negro por Illinois atrai o chamado centro do espectro político norte-americano. Esse é formado principalmente por independentes que mudam de candidato eleição após eleição, ao sabor do cardápio oferecido a cada quatro anos. Na Superterça, 18% dos que votaram em um democrata se declararam independentes. Desses, 56% escolheram Obama, ante 37% que foram de Hillary Clinton.
A novidade é que ele começa a atrair também republicanos descontentes com a consolidação de John McCain como candidato do partido da situação. Paradoxalmente, eles repudiam o senador pelo Arizona por posições menos conservadoras em questões como política de imigração e corte de impostos para os mais favorecidos.
"Liberal" (alguém menos de direita) por "liberal", argumentam, preferem Obama -entre eles, o grau de rejeição à ex-primeira-dama é altíssimo.
Essa nova turma está sendo chamada de "obamacans", uma contração em inglês de "Obama" com "republicans", neologismo registrado primeiro pela última "Newsweek". Pois os "obamacanos" estão crescendo. Ainda segundo a pesquisa de saída-de-urna da Superterça, daqueles que se declararam republicanos mas votaram em um candidato democrata, 53% escolheram Obama, ante 36% para Hillary.
O rosto mais conhecido da nova turma é o de Susan Eisenhower, neta do ex-presidente republicano Dwight D. Eisenhower (1890-1969), que governou os EUA entre 1953 e 1961. "Obama tem um talento político raro", disse ela, republicana desde o berço. "Além disso, o que este governo faz em política externa não tem nada a ver com o que fazia o do meu avô". "Ike", como ele era conhecido, chegaria ao poder amparado por eleitores descontentes com o outro partido, que lançaram à época o grupo "Democratas por Eisenhower".
Numa corrida em que a disputa no campo democrata é a mais embolada da história -nas primárias de terça, Hillary teve 7,43 milhões dos votos, ante os 7,37 milhões que escolheram Obama, diferença de pouco mais de 50 mil eleitores-, o apoio dos "obamacanos" pode fazer diferença.


Escrito por Sérgio Dávila às 15h00
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Hillary pode perder votos em Louisiana e nas "Primárias do Potomac"

 

Veja aqui, em meu programa do UOL News.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h55
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E Obama Girl não votou em Obama!

 

A informação é do blog Caucus, do New York Times. Na Superterça, Amber Lee Ettinger disse que estava muito doente para sair de casa. Só que ela foi fotografada na noite do dia de votação na festa de lançamento de uma marca de vodca, em Nova York. Além disso, assim como os Kennedy em Massachusetts, o apoio da garota não foi o suficiente para que seu candidato ganhasse em seu Estado --Hillary Clinton venceu em Nova Jersey...



Escrito por Sérgio Dávila às 18h53
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Obama Girl está de volta, agora com superpoderes

 

A garota que virou rainha do YouTube antes de as primárias começarem está de volta --agora com superpoderes. Obama Girl (na verdade a aspirante a atriz Amber Lee Ettinger) confraterniza com Ted Kennedy e luta com os vilões Hillary e Bill --e espanca John McCain. Para tanto, lança mão da arma secreta de seu supercinto de inutilidades: a "esperança" (um dos slogans da campanha do senador negro). Vale ver aqui.

Aliás, o site do pessoal do Barely Political também vale uma visita, aqui, pelo bom humor.

E aguarde: Obama Girl contra a mãe de McCain? É o que propõe o humorista/apresentador Glenn Black.

 

 

 

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 04h20
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Saída de Romney fortalece McCain

 

Veja no UOL News.



Escrito por Sérgio Dávila às 04h06
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Superterça virou superindecisão

 

Veja em meu programa no UOL News.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h47
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Zariff, o barbeiro de Obama

 

Fiz uma reportagem na Folha com Zariff, o barbeiro de Barack Obama. Ontem finalmente ele conseguiu me mandar as fotos do cliente famoso:

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h38
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Uma noite com os obamistas

 

Não há segurança no décimo andar de um prédio do centro de Chicago, QG do exército de voluntários de Barack Obama. Quem chega é recebido pelo coordenador dos voluntários nessa tarde, Jerome Hopkins, 48, que dá uma folha de papel com nomes e telefones de eleitores em Nova Jersey e ouve: "Pode sentar em qualquer lugar e começar a telefonar".

No papel, um roteirinho: "Olá, eu sou voluntário da campanha de Barack Obama e preciso de seu voto nessa terça". Segue uma série de atributos do candidato, a ser desfilados conforme a receptividade do ouvido do outro lado. Em volta, espalhados por um andar inteiro do que foi um dia um escritório, centenas de pessoas fazem o mesmo. A cena se parece com tudo, menos uma central de telemarketing. Para começar, os voluntários usam seus próprios celulares, com contas que pagarão de seu próprio bolso.

Como há poucos e improvisados móveis, a maioria senta-se no carpete bege do chão, encosta-se nos pilares creme ou fica andando pelo lugar. Há de uma menina de 14 anos, branca e de olhos claros, a uma senhora de 90 anos, negra e sentada numa cadeira de rodas, que já esteve no Brasil nos anos 80, "para conhecer a Bahia".

Mas há também asiáticos, indianos, veteranos de guerra, velhos ex-hippies, senhoras bronzeadas que voaram da Califórnia só para isso, uma garota de Tóquio, vários estudantes da vizinha Universidade de Chicago, homens de negócio usando terno e com o rosto vermelho pela neve que cai lá fora e que deram uma passadinha aqui depois do expediente.

O sentimento é de urgência: é preciso virar para o senador a opinião do Estado vizinho a Nova York, onde o eleitorado está indeciso. E de congraçamento: para os voluntários, nenhum outro lugar do país pode ser mais interessante do que esse centro, nessa noite.

O centro do andar é tomado por uma mesa com refeições trazidas por outros voluntários. Cerca de dez pessoas fazem fila para comer, e outro tanto, para entregar mais comida: espaguete com carne moída, frango assado, lasanha e muito pão. E refrigerantes.

Nas paredes, estão pregados capas de revistas com o senador por Illinois, recortes de jornais e cartazes escritos a mão com os Estados em disputa e as metas. Num pilar, uma voluntária pendurou um macramê de Martin Luther King, líder negro assassinado em 1968 . Perto dele, há um pôster duplo em preto e branco de Obama, publicado por um pequeno jornal local, como o pôster do time vencedor nos dias seguintes a um campeonato.

Então, uma pequena multidão começa a se formar num palco improvisado, sem tablado, mas com um microfone e duas caixas de som. Estão lá Jesse Jackson Júnior, filho do líder religioso e ativista negro, e a congressista branca Jan Schakowsky. Quem empunha o microfone nesse momento é Cornel West, um dos principais acadêmicos de estudos negros do país, que veio nessa tarde de Princeton, em Nova Jersey, "para dar uma força para o pessoal", como me dirá depois.

Com seus inconfundíveis diastema, barbicha e cabeleira afro, o acadêmico de 54 anos está dizendo: "Não há nada errado com a irmã Hillary, só é errado apoiá-la nessas eleições! Não há nada errado com o irmão McCain, só é errado apoiá-lo agora. Com eles, ao chegar o dia da posse, a Casa Branca ainda será branca!"

Os que o ouvem já são cem e gritam a cada final de frase: "Yes, we can! Yes, we can!" (Sim, nós podemos), a palavra de ordem adotada pelos obamistas, um slogan eleitoral mas também uma resposta desafiadora aos que achavam que a candidatura do senador de 46 anos não iria a lugar nenhum. Terminada a fala, West tem tratamento de pop star. Um casal branco de classe média que vive na periferia de Chicago pede para tirar fotos. "Você é nosso herói pessoal", diz a mulher.

Logo, uma fila é formada. West atende a todos, com paciência, apesar do calor _o sistema de aquecimento quebrou desse lado do andar, e não há dinheiro para arrumar. Os voluntários resolvem com engenhosidade: quando a temperatura sobe muito dentro, pela concentração de pessoas, abrem-se as janelas, e o frio de fora equilibra tudo. Esfriou demais, fecham-se as janelas.

"Você vê isso?", pergunta West ao repórter depois, numa sala. "É um fenômeno social." Fenômeno ou movimento? "Fenômeno. Para ser movimento é preciso mais balas e vítimas." É como no Brasil, compara o acadêmico. "Nós somos ‘o’ império", afirma. "Mas dentro do império há outro país, pobre e desassistido, que começa agora a se revelar."

Leila Khaled, 25, filha de dois ex-membros do partido radical Panteras Negras, quer saber quão branco Obama terá de virar para sair vencedor. "Calma, irmã", responde o acadêmico. "Um passo por vez. Primeiro nós o colocamos lá." Ela parece satisfeita. Antes de West sair, já perto das 20h, um rapaz passa por ele e se aproxima de Jerome Hopkins, na entrada do andar. "Oi, eu vou votar em Obama e queria saber como posso ajudar", diz.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h26
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Quer saber quem apoia quem? Cortesia do New York Times

 

http://www.nytimes.com/interactive/2008/02/02/us/20080204_ENDORSE_GRAPHIC.html

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h40
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A eleição em que várias regras de ouro caíram por terra

 

Ouça em meu podcast na Folha Online.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h39
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Trechos de discursos de Obama viram clipe musical

 

Artistas e músicos interpretam trechos dos discursos de Barack Obama em clipe que ganhou o YouTube. Vale ver. A frase-chave é o "Yes, We Can", que virou o slogan da campanha do senador negro. Concorde ou não com a plataforma dele (e há vários furos e inconsistências), o homem trouxe de volta a poesia ao discurso político norte-americano...



Escrito por Sérgio Dávila às 18h38
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Sugestão de comunidades para o Orkut

 

1. "Eu tenho medo da gargalhada de Hillary Clinton";

2. "Eu tenho medo de John McCain com a chave do Pentágono";

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h32
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Superterça não terá vencedor claro do lado democrata

 

Ouça meu programa no UOL News.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h40
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Atenção ao voto latino! Atenção à Califórnia

 

Algo me diz que o voto latino pode ser a grande surpresa dessa Superterça. Barack Obama acaba de ultrapassar Hillary Clinton na Califórnia, segundo a pesquisa mais recente da Reiters/Zogby. E o La Opinion, maior diário hispânico de Los Angeles, anuncia apoio ao democrata negro em sua edição de hoje.

No encontro com a imprensa na sexta, quando eu ainda estava em Los Angeles (escrevo hoje de Chicago), Obama dizia que precisava aprender espanhol. Pois ele já colocou no ar anúncios em que assina em espanhol ("Soy Barack Obama e yo aprovo ese mensaje". E olha que o sotaque dele não é ruim. Veja.

E leia minha entrevista inédita com o prefeito de Los ANgeles, Antonio Villaraigosa, que apoia Hillary Clinton:

*

Antonio Villaraigosa é o primeiro prefeito de origem hispânica de Los Angeles desde 1872. Aos 55, esse filho de mexicanos comanda a campanha de Hillary Clinton na Califórnia. No intervalo do debate de quinta-feira, ele falou comigo:

Quando o sr. acha que os EUA verão um candidato hispânico com chances verdadeiras de ser eleito presidente?

ANTONIO VILLARAIGOSA - Já tivemos uma excelente oportunidade nessa eleição, com Bill Richardson [governador do Novo México]. Eu acho que o povo americano vota num candidato com base em seu histórico, em sua experiência. Muitos falam que eu rompi uma barreira, que sou o primeiro de minha comunidade em 130 anos a ser eleito prefeito de Los Angeles. Mas é o candidato, não é a sua raça e origem.

O sr. pretende ser esse candidato um dia?

VILLARAIGOSA - [Fingindo surpresa] Eu? [Risos] Estou muito feliz sendo prefeito...

O sr. não acha que Hillary se mostrou mais conservadora em relação à questão da imigração nesta noite?

VILLARAIGOSA - Não. A verdade é que os dois têm muito em comum em relação aos temas políticos. Têm muito mais semelhanças do que diferenças. A grande distinção política foi em relação ao plano de saúde pública. O de Hillary é o único que vai cobrir todo o mundo. O de Obama deixará 15 milhões de fora.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h11
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Vício secreto nos bastidores do debate -

 

É um libelo ultraconservador contra a candidatura da ex-primeira-dama, um documentário com gente importante da direita falando cobras e lagartos (ainda se usa essa expressão) sobre Hillary Clinton. Chama-se "Clinton - The Movie", e já deu problema, por estar sendo exibido (e vendido em DVD) em época de eleição. Os autores foram obrigados a colocar que quem bancou o filme é o grupo Citizens United.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h33
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A respeito da dinastia Bush-Clinton

 

O debate democrata começou morno, com elogios de parte a parte entre Barack Obama e Hillary Clinton --embora o primeiro tenha dado mais cutucadas na segunda, em fase zen depois de uma semana de ataques pesados de parte a parte. Mas o momento alto até agora veio instado por uma internauta. Ela diz que tem 38 anos e nunca conseguiu votar numa eleição presidencial norte-americana em que não haja um Clinton ou um Bush concorrendo. Pegadinha difícil para Hillary, que se saiu muito bem e teve o maior aplauso da noite:

"Precisou de um Clinton para limpar o que o primeiro Bush fez na Casa Branca, pode ser que seja preciso outro Clinton para limpar o que o segundo Bush está fazendo..."



Escrito por Sérgio Dávila às 00h16
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