
![]()
![]()
![]()
![]()
![]() ![]() ![]() ![]()
![]() |
Ronald McCain, Barack Reagan
"O que Reagan achava que os tratados de livre comércio causavam? 1. Eliminação de empregos para norte-americanos; 2. Instabilidade global; 3. Crescimento econômico significativo." O teste está na página "What Would Reagan Do?", O Que o Reagan Faria, da conservadora Heritage Foundation. A formulação da pergunta é comum na vida pública norte-americana e começou com cunho religioso: "WWJD", sigla para What Would Jesus Do?, o que Jesus faria se estivesse em seu lugar, questão que o cristão deve se fazer mentalmente quando se encontra numa encruzilhada moral. Nas eleições presidenciais de 2008, são outras a conotação e a encruzilhada. Duas décadas depois do fim de seu governo (1981-1989), o republicano Ronald Reagan (1911-2004) ganhou aura mítica na corrida eleitoral, menos por seus atributos políticos do que pelo desastre dos companheiros de partido que o sucederam, Bush pai e especialmente Bush filho. Antes de a candidatura republicana se afunilar no nome de John McCain, a verdadeira competição entre os nomes do partido da situação era mostrar quem era mais "reaganista" que Reagan. Agora que o senador por Arizona é o escolhido, ele cuida de se afastar diplomaticamente do atual ocupante da Casa Branca, considerado criptonita política, e se aproximar do falecido. Não só retoricamente. A lista dos principais assessores de McCain, na área econômica sobretudo, é um verdadeiro "quem é quem" dos Anos Reagan. O próprio candidato se apresenta como um "soldado raso da revolução de Reagan desde o início". A aproximação serve a outro propósito além de descolá-lo publicamente de Bush: faz com que o senador ganhe pontos junto à base mais conservadora. A novidade é que também os pré-candidatos democratas procuram evocar a lembrança do ex-ator e ex-governador da Califórnia. Em janeiro, em entrevista a um jornal de Nevada, Barack Obama derramou-se em elogios. "Acho que Ronald Reagan mudou a trajetória dos EUA de uma maneira que Richard Nixon não conseguiu, nem Bill Clinton", disse o senador por Illinois. Foi o suficiente para que Bill Clinton saísse em defesa de seu legado. Num discurso a que assisti numa igreja em Nova Orleans, há algumas semanas, o ex-presidente acusou o concorrente de sua mulher de querer "apagar da história os anos 90", quando Bill era o ocupante da Casa Branca. Já Hillary é comparada ao ex-presidente republicano por outros motivos. Seria pela chamada "Tática Tonya Harding", referência à patinadora que nos anos 90 mandou bater em sua concorrente, no sentido de que Hillary estaria tentando minar a candidatura do favorito Obama para que McCain seja eleito e ela volte como a salvadora da pátria em 2012. Reagan fez o mesmo em 1976, destruindo a candidatura de Gerald Ford, que acabou perdendo para o democrata Jimmy Carter. Quatro anos depois, ele chegaria à Casa Branca cercado de louros. O curioso é que nem o próprio Reagan era tão "reaganista" quanto a distância histórica e o interesse político o pintam agora. Apesar da retórica da revolução que levou seu nome, durante seus dois mandatos a presença do governo na economia aumentou e os impostos para os mais ricos diminuíram, por exemplo. E, como mostra "The Reagan Diaries", uma coleção de seus escritos diários que saiu recentemente nos EUA, o sujeito definitivamente não era o mais inteligente da classe. Mas o que Reagan faria? Em relação à pergunta do começo do texto, a resposta é a três. Em relação à corrida eleitoral atual, mais ou menos o que Hillary vem fazendo... Escrito por Sérgio Dávila às 15h16[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama ou Hillary? Al Gore diz "sim"
Acaba de ir ao ar: quando indagado sobre quem apoiará na corrida eleitoral, se Barack Obama ou Hillary Clinton, Al Gore dá a mesma resposta. Qual? "Sim". A repórter faz a pergunta a ele: Obama ou Hillary? Ele responde: "Sim". Depois, mostra um eleitor em dúvida fazendo o mesmo, para ter a mesma resposta. Gracinhas a parte, o ex-vice-presidente e ex-candidato está sendo pressionado para assumir o papel de negociador entre as duas partes e acabar de vez com a disputa que ameaça dividir o partido. No programa, ele diz que não pediu nem aceita o cargo de negociador. E que já está bastante ocupado com seu Nobel e seu Oscar pelo ativismo ambiental. De quebra, cutuca Dick Cheney, comparando os que não reconhecem os perigos do aquecimento global aos que acham que o homem não pousou na Lua...
Escrito por Sérgio Dávila às 21h10[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Al Gore pode fazer papel de "Mr. Wolf" na corrida democrata
Se a disputa democrata fosse o filme Pulp Fiction, Samuel L. Jackson/Barack Obama e John Travolta/Hillary Clinton estariam esperando a aparição de Mr. Wolf/Al Gore para resolver os problemas. Entendeu? Então ouça em minha participação semanal no UOL News.
Escrito por Sérgio Dávila às 22h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Hillbama ou Oclinton?
O candidato ideal tem características dos dois pré-candidatos democratas --mas os eleitores têm de escolher apenas um. É o que defende a mais recente edição da New Republic, que "juntou" digitalmente os rostos de Barack Obama e Hillary Clinton na capa. Veja o resultado: Escrito por Sérgio Dávila às 14h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
De perus, patos e patos mancos
A sensação de déjà vu diante de George W. Bush falando de "vitória" e "sucesso" na última quarta-feira, quando a invasão do Iraque pelos Estados Unidos completou cinco anos, não foi só por que ele vem fazendo o mesmo discurso há quatro anos -e o faria por outros mais, se sua passagem pela história não acabasse no dia 20 de janeiro de 2009. ![]()
![]()
Escrito por Sérgio Dávila às 01h49[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cinco anos depois, Bush ainda não pode dormir no Iraque
No último domingo, John F. Burns, ex-correspondente do "New York Times" em Bagdá, publicou artigo em que relembrava as horas que antecederam o primeiro ataque da coalizão liderada pelos EUA. Era a madrugada local do dia 20 de março de 2003, noite do dia 19 no Brasil e nos Estados Unidos.
* Ouça meu comentário sobre os cinco anos da guerra no UOL News. * Veja a página especial do UOL sobre os cinco anos. * Ouça meu podcast na Folha Online sobre a efeméride aqui. * Leia os textos que produzi quando eu era o único jornalista brasileiro no conflito, junto do fotógrafo Juca Varella (hoje no Estado de S.Paulo), a partir de 19 de março de 2003. * Veja o livro que escrevi a respeito, com fotos do Juca, "Diário de Bagdá - A Guerra do Iraque Segundo os Bombardeados". * Assista no YouTube longa entrevista feita pelo jornalista Roger Turchetti, do programa Intervenção, com o Juca e comigo a respeito da cobertura da guerra.
Escrito por Sérgio Dávila às 10h57[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Tem blog novo...
...no pedaço, do escritor, jornalista e amigo Michel Laub. Vale a visita.
Escrito por Sérgio Dávila às 13h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Guerra do Iraque, 5 anos depois
Na madrugada brasileira de quinta-feira, dia 20 de março, completam-se os cinco anos da invasão do Iraque por uma coalizão liderada pela Casa Branca do republicano George W. Bush. Já que a data é redonda, vale a pena elencar alguns números relacionados à guerra, que continua: * Se você quiser ler minha cobertura da Guerra do Iraque em Bagdá, em março e abril de 2003, comece daqui. Escrito por Sérgio Dávila às 10h22[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E o jornalista da Newsweek perdeu seu MacBook Air
Está na Newsweek. Ele desconfia que a mulher jogou no lixo com uma pilha de jornais.
Escrito por Sérgio Dávila às 01h31[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Não basta apoiar, tem de santificar
O.k., a Rolling Stone tomou o passo de assumir que apoia o candidato Barack Obama em editorial. Mas precisava "santificar" a imagem dele na capa da edição, que traz interessante reportagem sobre "os mecanismos da esperança", que disseca a campanha do senador? Repare no halo que o envolve e em seu aspecto messiânico. Bom, o tom já estava dado no texto do publisher, Jann S. Wenner, que diz que a leitura da primeira autobiografia de Obama foi uma "revelação" (por acaso o outro nome do livro bíblico do Apocalipse)...
Escrito por Sérgio Dávila às 01h16[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Condoleezza e o "incidente" da água envenenada
Como em todas as viagens de POTUS (acrônimo que o Serviço Secreto norte-americano usa para se referir ao presidente dos Estados Unidos, President Of The United States) e dos membros mais graduados de seu gabinete, também Condoleezza Rice levou água própria em sua passagem pelo Brasil e Chile. É um dos procedimentos padrões, não necessariamente por suspeita da higiene do país-hospedeiro, mas por medidas de segurança --alguém pode tentar envenenar a chanceler americana. O curioso é que é mais provável que ela se dê mal bebendo água da torneira do apartamento do edifício Watergate, onde mora aqui em Washington, do que em Brasília. Segundo relatório obtido na semana passada pela Associated Press, foram encontrados vestígios de seis princípios ativos diferentes de remédios na água da capital norte-americana, incluindo antibióticos... Escrito por Sérgio Dávila às 00h49[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Abrindo o SNL, o ex-governador "Eliot Spitzer"
Continuando sua maré de bons programas, o Saturday Night Live de hoje abriu com o "ex-governador de Nova York Eliot Spitzer" (na verdade, um dos atores do humorístico), ao lado de sua "mulher" (idem), anunciando a renúncia e avisando que abriria um escritório de advocacia especializado em casos "difíceis" como o dele. Os bastidores do programa mereceram a capa da Entertainment Weekly mais recente.
Escrito por Sérgio Dávila às 00h41[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem] |