EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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VOTAÇÃO
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Ronald McCain, Barack Reagan

"O que Reagan achava que os tratados de livre comércio causavam? 1. Eliminação de empregos para norte-americanos; 2. Instabilidade global; 3. Crescimento econômico significativo."

O teste está na página "What Would Reagan Do?", O Que o Reagan Faria, da conservadora Heritage Foundation. A formulação da pergunta é comum na vida pública norte-americana e começou com cunho religioso: "WWJD", sigla para What Would Jesus Do?, o que Jesus faria se estivesse em seu lugar, questão que o cristão deve se fazer mentalmente quando se encontra numa encruzilhada moral.

Nas eleições presidenciais de 2008, são outras a conotação e a encruzilhada. Duas décadas depois do fim de seu governo (1981-1989), o republicano Ronald Reagan (1911-2004) ganhou aura mítica na corrida eleitoral, menos por seus atributos políticos do que pelo desastre dos companheiros de partido que o sucederam, Bush pai e especialmente Bush filho.

Antes de a candidatura republicana se afunilar no nome de John McCain, a verdadeira competição entre os nomes do partido da situação era mostrar quem era mais "reaganista" que Reagan. Agora que o senador por Arizona é o escolhido, ele cuida de se afastar diplomaticamente do atual ocupante da Casa Branca, considerado criptonita política, e se aproximar do falecido.

Não só retoricamente. A lista dos principais assessores de McCain, na área econômica sobretudo, é um verdadeiro "quem é quem" dos Anos Reagan. O próprio candidato se apresenta como um "soldado raso da revolução de Reagan desde o início". A aproximação serve a outro propósito além de descolá-lo publicamente de Bush: faz com que o senador ganhe pontos junto à base mais conservadora.

A novidade é que também os pré-candidatos democratas procuram evocar a lembrança do ex-ator e ex-governador da Califórnia. Em janeiro, em entrevista a um jornal de Nevada, Barack Obama derramou-se em elogios. "Acho que Ronald Reagan mudou a trajetória dos EUA de uma maneira que Richard Nixon não conseguiu, nem Bill Clinton", disse o senador por Illinois.

Foi o suficiente para que Bill Clinton saísse em defesa de seu legado. Num discurso a que assisti numa igreja em Nova Orleans, há algumas semanas, o ex-presidente acusou o concorrente de sua mulher de querer "apagar da história os anos 90", quando Bill era o ocupante da Casa Branca. Já Hillary é comparada ao ex-presidente republicano por outros motivos.

Seria pela chamada "Tática Tonya Harding", referência à patinadora que nos anos 90 mandou bater em sua concorrente, no sentido de que Hillary estaria tentando minar a candidatura do favorito Obama para que McCain seja eleito e ela volte como a salvadora da pátria em 2012. Reagan fez o mesmo em 1976, destruindo a candidatura de Gerald Ford, que acabou perdendo para o democrata Jimmy Carter. Quatro anos depois, ele chegaria à Casa Branca cercado de louros.

O curioso é que nem o próprio Reagan era tão "reaganista" quanto a distância histórica e o interesse político o pintam agora. Apesar da retórica da revolução que levou seu nome, durante seus dois mandatos a presença do governo na economia aumentou e os impostos para os mais ricos diminuíram, por exemplo. E, como mostra "The Reagan Diaries", uma coleção de seus escritos diários que saiu recentemente nos EUA, o sujeito definitivamente não era o mais inteligente da classe.

Mas o que Reagan faria? Em relação à pergunta do começo do texto, a resposta é a três. Em relação à corrida eleitoral atual, mais ou menos o que Hillary vem fazendo...


Escrito por Sérgio Dávila às 15h16
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Obama ou Hillary? Al Gore diz "sim"

 

Acaba de ir ao ar: quando indagado sobre quem apoiará na corrida eleitoral, se Barack Obama ou Hillary Clinton, Al Gore dá a mesma resposta. Qual? "Sim". A repórter faz a pergunta a ele: Obama ou Hillary? Ele responde: "Sim". Depois, mostra um eleitor em dúvida fazendo o mesmo, para ter a mesma resposta.

Gracinhas a parte, o ex-vice-presidente e ex-candidato está sendo pressionado para assumir o papel de negociador entre as duas partes e acabar de vez com a disputa que ameaça dividir o partido. No programa, ele diz que não pediu nem aceita o cargo de negociador. E que já está bastante ocupado com seu Nobel e seu Oscar pelo ativismo ambiental.

De quebra, cutuca Dick Cheney, comparando os que não reconhecem os perigos do aquecimento global aos que acham que o homem não pousou na Lua...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h10
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Al Gore pode fazer papel de "Mr. Wolf" na corrida democrata

 

Se a disputa democrata fosse o filme Pulp Fiction, Samuel L. Jackson/Barack Obama e John Travolta/Hillary Clinton estariam esperando a aparição de Mr. Wolf/Al Gore para resolver os problemas. Entendeu? Então ouça em minha participação semanal no UOL News.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h33
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Hillbama ou Oclinton?

 

O candidato ideal tem características dos dois pré-candidatos democratas --mas os eleitores têm de escolher apenas um. É o que defende a mais recente edição da New Republic, que "juntou" digitalmente os rostos de Barack Obama e Hillary Clinton na capa. Veja o resultado:



Escrito por Sérgio Dávila às 14h20
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De perus, patos e patos mancos

 

A sensação de déjà vu diante de George W. Bush falando de "vitória" e "sucesso" na última quarta-feira, quando a invasão do Iraque pelos Estados Unidos completou cinco anos, não foi só por que ele vem fazendo o mesmo discurso há quatro anos -e o faria por outros mais, se sua passagem pela história não acabasse no dia 20 de janeiro de 2009.

Algo na convicção com que falava sobre como a "guerra ao terror" está sendo ganha no Oriente Médio lembrava outro político. Era Charles H. P. Smith, o presidente da peça "November", de David Mamet, que estreou há pouco na Broadway, em Nova York. Interpretado pelo mesmo Nathan Lane das refilmagens de "Gaiola das Loucas" e "Os Produtores", o fictício ocupante da Casa Branca é primo-irmão do verdadeiro.

A semelhança não vem da situação por que passa o político e o "político" -enquanto Bush caminha para o fim do segundo mandato, Smith está terminando o primeiro e atrás nas pesquisas em sua luta pela reeleição. Experiência mais familiar com o outro Bush, o pai, que perdeu para o então jovem democrata Bill Clinton, em 1992. Vem da capacidade aparentemente inesgotável dos dois de distorcer a realidade.

Smith precisa de dinheiro para reavivar sua campanha e tentar reverter sua sorte nas pesquisas. Seu índice de popularidade "é mais baixo do que o do colesterol de Ghandi", segundo uma das tiradas do texto hilariante de Mamet. Que, aliás, não tem a mesma destreza verbal de "Glengarry Glen Ross", obra-prima do dramaturgo que pode ser comparada a "A Morte do Caixeiro Viajante", ou de "Wag The Dog", que trata de tema similiar ao da peça.

Nesse sentido, pelo riso solto e pelas pausas para que a platéia gargalhe das tiradas, lembra mais uma "sitcom" como "Seinfeld" ou "Friends", o que por algum motivo não casa com ele. Mas mesmo um Mamet menor é um Mamet. E, apesar de ele ter dito recentemente no "Village Voice" que se cansou de ser progressista e se tornará conservador, é inegável a fonte de inspiração de seu Smith.

Em baixa, a agenda do "presidente" resigna-se, no começo da peça, a perdoar um peru no Dia de Ação de Graças, um hábito da política norte-americana inaugurado provavelmente em 1947 (não sem certa dose de mau gosto, tratando-se do único país industrializado que ainda pratica a pena de morte, da qual o condenado se livra, entre outras instâncias, se receber o perdão de um governador ou do presidente).

No desenrolar da trama, no entanto, Smith decide que quer milhões de dólares da associação dos criadores de peru, em vez dos habituais trocados, sob ameaça de tornar o consumo da ave ilegal. Por isso, terá de enfrentar a revolta de sua progressista escritora de discursos. Mamet escreveu no "Voice" que a peça trata da oposição entre o realismo do presidente e o idealismo de sua assessora.

Mas é o "modus operandi" de que Smith ameaça lançar mão para colocar os perus -e seus criadores- na clandestinidade e o interesse oculto por trás da ação que fazem o espectador pensar o tempo todo: "Eu já vi esse filme". Ou, no caso, essa peça. A última "exibição" dela se deu nesta quarta-feira, no Pentágono, quando Bush disse mais uma vez que sua guerra era "justa" e justificada.

Na platéia nova-iorquina, nós ríamos, embora saibamos quem vai pagar o pato.

 


O site de Charles H. P. Smith, em que ele pede seu voto: www.novembertheplay.com

 


O site de George W. Bush, em que ele fala da "vitória" no Iraque: www.whitehouse.gov/news/releases/ 2008/03/20080319-2.html

 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h49
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Cinco anos depois, Bush ainda não pode dormir no Iraque

 

No último domingo, John F. Burns, ex-correspondente do "New York Times" em Bagdá, publicou artigo em que relembrava as horas que antecederam o primeiro ataque da coalizão liderada pelos EUA. Era a madrugada local do dia 20 de março de 2003, noite do dia 19 no Brasil e nos Estados Unidos.


Como ele escreve, estávamos todos no hotel Palestine, onde se concentraram os poucos jornalistas do mundo inteiro que resolveram ficar, mesmo desaconselhados pelo Pentágono. Víamos o escuro céu daquele final de inverno começar a ficar alaranjado à distância pelos primeiros raios de sol.


Logo, a claridade viria de outra fonte, dos mísseis de cruzeiro que atingiam o complexo de palácios do ditador Saddam Hussein, a metros de onde estávamos, do outro lado do rio Tigre -onde hoje fica a Zona Verde, centro do comando militar e da sede do novo governo iraquiano. De certa maneira, estávamos prontos para a crônica da guerra anunciada.


Já em 2002, Bush batia os tambores de que invadiria o Iraque, com ou sem a ONU, com ou sem provas irrefutáveis de que Saddam estava em processo de construir ou já tinha construído armas de destruição em massa. Vai ser uma "enterrada", afirmou no final daquele ano George Tenet, então diretor da CIA, usando uma expressão popular no basquete.


Pode durar seis dias ou seis semanas, mas não seis meses, vaticinou Donald Rumsfeld, então secretário da Defesa dos EUA, no começo de 2003. Na noite do mesmo 19 de março, Bush convocou rede nacional para avisar que, enquanto ele falava, sob suas ordens "forças da coalizão começavam a atingir alvos selecionados de importância militar para minar a habilidade de Saddam Hussein de conduzir uma guerra".

Como a história mostraria, nem Saddam tinha condições materiais para conduzir uma guerra, nem Bush tinha planejamento para continuá-la. Cinco anos depois, o republicano não dá mostras de ter como terminar o conflito. Nas palavras de John McCain, candidato da situação à sucessão, "não acho que os americanos estejam preocupados se nós vamos ficar lá por cem anos, mil anos ou 10 mil anos".


O republicano se engana, já que todas as pesquisas mostram que os americanos estão preocupados, sim, e querem que os EUA saiam. São as mesmas pesquisas que colocam a popularidade de Bush em recorde negativo histórico. Mas mesmo os concorrentes democratas de McCain poderão fazer pouco e menos do que prometem na corrida eleitoral.


Não há condições de os EUA saírem do Iraque em 60 dias, como chegou a sugerir a campanha de Barack Obama, ou mesmo de escalonar a volta das tropas a partir do dia 20 de janeiro de 2009, como sugeriu Hillary Clinton. Na melhor das hipóteses, acontecerá o que aconteceu na Coréia do Sul, onde a presença militar dura décadas. Na pior, o que aconteceu no Vietnã, onde os últimos americanos deixaram o país içados do teto da embaixada por helicópteros.


Mas o resumo desse período talvez seja o fato de que não são só os iraquianos que não podem andar livremente por seu país, a não ser que façam parte da facção certa no bairro correto. Cinco anos depois, George W. Bush só pode visitar o local para o qual levou a democracia de surpresa, por poucas horas e sob forte segurança. Bush deve deixar o governo sem ter dormido uma noite inteira no país que invadiu.

*

Ouça meu comentário sobre os cinco anos da guerra no UOL News.

*

Veja a página especial do UOL sobre os cinco anos.

*

Ouça meu podcast na Folha Online sobre a efeméride aqui.

*

Leia os textos que produzi quando eu era o único jornalista brasileiro no conflito, junto do fotógrafo Juca Varella (hoje no Estado de S.Paulo), a partir de 19 de março de 2003.

*

Veja o livro que escrevi a respeito, com fotos do Juca, "Diário de Bagdá - A Guerra do Iraque Segundo os Bombardeados".

*

Assista no YouTube longa entrevista feita pelo jornalista Roger Turchetti, do programa Intervenção, com o Juca e comigo a respeito da cobertura da guerra.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h57
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Tem blog novo...

 

...no pedaço, do escritor, jornalista e amigo Michel Laub. Vale a visita.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h20
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Guerra do Iraque, 5 anos depois

Na madrugada brasileira de quinta-feira, dia 20 de março, completam-se os cinco anos da invasão do Iraque por uma coalizão liderada pela Casa Branca do republicano George W. Bush. Já que a data é redonda, vale a pena elencar alguns números relacionados à guerra, que continua:

- 3.000.000.000.000 de dólares. Esse é o custo total da guerra, segundo o professor Joseph E. Stiglitz, da Universidade Columbia;

- Os US$ 3 trilhões a fazem a segunda guerra mais custosa da história do país, atrás apenas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945);

- O número equivale ao dobro do PIB brasileiro;

- São US$ 12 bilhões por mês (US$ 16 bilhões, se a Guerra do Afeganistão for incluída);

- Com o dinheiro de um mês de guerra, seria erradicado o analfabetismo no mundo, segundo artigo escrito pelo Nobel de economia na edição mais recente da revista "Vanity Fair" e no domingo retrasado no "Washington Post";

- O custo inicial da guerra era "entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões", segundo estimativas do governo;

- No orçamento de 2008, a Casa Branca pediu US$ 200 bilhões para as operações no Iraque e no Afeganistão, somando US$ 800 bilhões gastos até agora;

- É a segunda guerra mais longeva na qual os EUA se meteram, atrás apenas da do Vietnã (1959-1975) -isso se você não considerar que, tecnicamente, os EUA ainda estão em guerra com a Coréia do Norte, iniciada em 1950, uma vez que o armistício entre Washington e Pyongyang nunca foi assinado.

Ainda:

- Foram mortos 3.983 soldados norte-americanos até agora, segundo o Pentágono;

- O governo dos EUA dá US$ 500 mil a cada família de soldado morto;

- Foram mortos entre 400 mil e 1 milhão de civis iraquianos até agora, dependendo da ONG que faz a conta;

- O governo dos EUA não paga nada às famílias das vítimas mortas;

- Há 157 mil soldados em operação no Iraque hoje; já passaram por lá e pelo Afeganistão 1,6 milhão de homens e mulheres em uniforme;

- Desses, 750 mil já deixaram a ativa e 260 mil passaram por hospitais para veteranos; desses, 100 mil foram diagnosticados com algum problema mental; outros 200 mil procuraram ajuda para se reajustar, segundo Stiglitz;

- Foram feridos cerca de 65 mil soldados norte-americanos até agora;

- Em um dos principais hospitais para veteranos, o Walter Reed Army Medical Center, em Washington, no auge de internações, em 2005, um soldado-enfermeiro cuidava de 125 feridos de guerra.

Mas:

- Apenas 700 civis iraquianos morreram em fevereiro de 2008 -foram 2.700 no mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento anual feito por Michael O'Hanlon, da Brookings Institution;

- Apenas 36 soldados norte-americanos morreram no mesmo mês -foram 81 em fevereiro de 2007;

- Apenas 65 ataques foram desferidos por milícias e insurgentes naquele mês -foram 210 no do ano passado;

- Apenas 30 mil civis iraquianos tiveram de deixar suas casas e migrar -ante 100 mil de fevereiro de 2007; são cerca de 4 milhões de iraquianos refugiados por conta da Guerra do Iraque, ou 16% de uma população de 26,8 milhões.

E:

- Aumentou a produção de petróleo, para 2,4 milhões de barris por dia. É o melhor índice até hoje e quase o mesmo que o pré-guerra, 2,5 milhões de barris por dia;

Por fim:

- Bush tem só mais 309 dias à frente da Casa Branca.

*

Se você quiser ler minha cobertura da Guerra do Iraque em Bagdá, em março e abril de 2003, comece daqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 10h22
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E o jornalista da Newsweek perdeu seu MacBook Air

 

Está na Newsweek. Ele desconfia que a mulher jogou no lixo com uma pilha de jornais.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h31
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Não basta apoiar, tem de santificar

 

O.k., a Rolling Stone tomou o passo de assumir que apoia o candidato Barack Obama em editorial. Mas precisava "santificar" a imagem dele na capa da edição, que traz interessante reportagem sobre "os mecanismos da esperança", que disseca a campanha do senador? Repare no halo que o envolve e em seu aspecto messiânico.

Bom, o tom já estava dado no texto do publisher, Jann S. Wenner, que diz que a leitura da primeira autobiografia de Obama foi uma "revelação" (por acaso o outro nome do livro bíblico do Apocalipse)...

Barack Obama -RS 1048. March 20, 2008 Photo



Escrito por Sérgio Dávila às 01h16
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Condoleezza e o "incidente" da água envenenada

 

Como em todas as viagens de POTUS (acrônimo que o Serviço Secreto norte-americano usa para se referir ao presidente dos Estados Unidos, President Of The United States) e dos membros mais graduados de seu gabinete, também Condoleezza Rice levou água própria em sua passagem pelo Brasil e Chile. É um dos procedimentos padrões, não necessariamente por suspeita da higiene do país-hospedeiro, mas por medidas de segurança --alguém pode tentar envenenar a chanceler americana.

O curioso é que é mais provável que ela se dê mal bebendo água da torneira do apartamento do edifício Watergate, onde mora aqui em Washington, do que em Brasília. Segundo relatório obtido na semana passada pela Associated Press, foram encontrados vestígios de seis princípios ativos diferentes de remédios na água da capital norte-americana, incluindo antibióticos...



Escrito por Sérgio Dávila às 00h49
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Abrindo o SNL, o ex-governador "Eliot Spitzer"

 

Continuando sua maré de bons programas, o Saturday Night Live de hoje abriu com o "ex-governador de Nova York Eliot Spitzer" (na verdade, um dos atores do humorístico), ao lado de sua "mulher" (idem), anunciando a renúncia e avisando que abriria um escritório de advocacia especializado em casos "difíceis" como o dele. Os bastidores do programa mereceram a capa da Entertainment Weekly mais recente.

Magazine Cover (Mar 21, 2008)



Escrito por Sérgio Dávila às 00h41
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