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VOTAÇÃO
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Com vitória, Hillary acumula capital político para vender a Obama depois

 

É minha análise das prévias da Virgínia Ocidental, no UOL News.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h36
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Obama erra ao desprezar Virgínia Ocidental

 

Ouça meu podcast no Folha Online, aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 12h29
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McCain é atacado por defender etanol brasileiro

 

John McCain colocou no ar um anúncio em Iowa, chamado "Accountable" (responsável). Nele, entre outras coisas, defende "energia limpa". Foi o suficiente para o protecionista Partido Democrata local sair a pedradas atrás do senador republicano. "Suas grandes idéias incluem prejudicar os fazendeiros de Iowa ao acabar com o investimento federal em etanol norte-americano e aumentar incentivos para os fazendeiros brasileiros importarem seu etanol para os EUA", disse Brooke Borkenhagen, porta-voz local do partido.

É uma das maiores distorções dessa campanha até agora. Iowa é o principal produtor de milho dos EUA. O etanol norte-americano é feito de milho. Só que é ineficiente, e precisa de subsídio do governo, hoje em 51 centavos de dólar por galão produzido. Pelo mesmo motivo, não pode sofrer competição livre com o etanol brasileiro, de cana-de-açúcar, mais eficiente e barato. Assim, além do subsídio, o governo dos EUA ainda cobra uma taxa de US$ 0,54 por galão exportado de etanol brasileiro.

O senador republicano já defendeu o produto brasileiro algumas vezes, dizendo que lutará para acabar com a tarifa. Quando a porta-voz fala que McCain quer acabar com o "investimento" nos americanos e aumentar "incentivos" para os brasileiros, distorce as palavras barbaramente.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h28
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Nem Ron Paul quer morar em "Paulville"

 

Se a disputa entre Barack Obama e Hillary Clinton empresta alguma emoção a um processo que dura meses e causa fadiga eleitoral --pelo menos nos que o seguem cotidianamente--, o lado republicano é uma pasmaceira só. John McCain é o candidato, e pronto. Ainda bem, então, que existe o libertário Ron Paul, que continua em campanha pela indicação do partido que já escolheu extraoficialmente o senador pelo Arizona como seu candidato.

O candidato nanico, que pessoalmente parece uma cruza do Dr. Smith, o personagem do enlatado Perdidos no Espaço, com Magneto, o personagem interpretado por Ian McKellen na cinessérie X-Men, acaba de voltar ao noticiário ao anunciar que nem ele viveria em Paulville. O que é Paulville? Um projeto de cidade a ser criada segundo os preceitos libertários defendidos pelo político. Os paulmaníacos já compraram os primeiros 50 acres no Oeste do Texas e pretendem fazer uma comunidade fechada, em que "100% dos moradores sejam eleitores de Ron Paul e pessoas que vivem segundo os ideais de liberdade."

Paul não acha que essa é a solução: "O ideal é espalhar a mensagem de maneira mais efetiva possível. Mais detalhes em Paulville.org.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h22
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Foi curta lua-de-mel entre humorístico e Hillary

 

Esquete de abertura do Saturday Night Live de anteontem traz "Hillary Clinton" (a comediante Amy Poehler), anunciada como "futura presidente dos EUA", explicando ao povo americano por que ela será uma candidata democrata melhor do que Barack Obama para bater John McCain. As razões são três, segundo a "própria":

* ela não sabe perder

* seus eleitores são racistas

* e ela não tem ética.

Acaba, assim, a lua-de-mel entre o humorístico e a candidata, iniciada quando o SNL foi o primeiro a denunciar, em forma de esquetes, a parcialidade favorável da maior arte da mídia norte-americana em relação a Obama.

John McCain encerra a temporada atual do programa, com participação breve no sábado que vem. Participará pela décima-terceira vez. É a chave-de-ouro de um programa que recuperou a relevância política na atual temporada. Lorne Michaels, criador e produtor-executivo do SNL, apoia e é amigo do candidato republicano.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 11h42
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Paz, 50, Guerra, 30

 

Image:Peace symbol.svg

Há hoje no mundo 30 guerras ou conflitos em andamento. É o maior número desde os anos 90, que foi uma das piores décadas recentes. Nos últimos anos, a tendência de queda deu lugar a um salto que se estabilizou nos atuais 30. Grande parte da culpa está com os Estados Unidos, responsáveis pelas guerras mais "midiáticas", a do Afeganistão e a do Iraque. Mas há outras, várias outras. A pior região do planeta não é o Oriente Médio, que leva a fama, mas a África, que não desperta tanto interesse.

Os cálculos são do Departamento de Pesquisa de Conflitos e Paz da Universidade de Uppsala, na Suécia, autor do relatório "Estados em Conflitos Armados". Os pesquisadores dividem os eventos de acordo com sua natureza, que pode ser "Guerras e Conflitos Menores", categoria onde se encaixam Afeganistão e Iraque, "Conflito Não-Estatal" e "Violência Unilateral" -neste último se encaixam as Farc, por exemplo, e o brasileiro Comando Vermelho.

Para chegar à categoria principal, eles passam o evento pelo filtro da definição da Fundação Prêmio Nobel, que banca parte do estudo. Guerra, diz a Nobel, é um conflito armado em que há pelo menos mil baixas militares em batalhas, onde ao menos uma das partes envolvidas é o governo de um Estado. A entidade reconhece que, se fosse mais elástica -500 mortes, por exemplo-, o número saltaria.

Por que esse blablablá? Porque acabam de sair dois livros que relatam o cinqüentenário do símbolo da paz. Tão simples quanto as boas idéias, o círculo cortado ao meio com duas subdivisões na metade inferior é de 1958, embora só fosse ganhar as ruas e o mundo, para sempre, nas manifestações contra a Guerra do Vietnã, nos anos 60, quando também foi adotado pelo movimento hippie.

Como contam Ken Kolsbun e Michael S. Sweeney em "Peace - The Biography of a Symbol" ("Paz - A Biografia de um Símbolo", National Geographic) e Barry Miles em "Peace - 50 Years of Protest" ("Paz - 50 Anos de Protesto", Reader's Digest), ele nasceu de uma necessidade. O artista gráfico britânico Gerald Holtom queria criar uma imagem para o movimento pelo desarmamento nuclear.

A divisão britânica do grupo pretendia fazer uma marcha de Londres até Aldermaston, a 84 km da cidade, onde havia um centro de pesquisas nucleares. Era o auge da corrida por armas desse tipo, liderada pelos Estados Unidos e pela então União Soviética, mas também pelo Reino Unido e por outros países da Europa. Holtom queria algo forte, que as pessoas pudessem carregar em cartazes.

Então, juntou o símbolo usado pela marinha no semáforo de duas bandeiras para a letra "n", uma figura com os dois braços para baixo, ao símbolo para a letra "d", uma figura com um braço erguido e o outro apontado para o solo, na verdade um traço vertical. Sobrepôs um ao outro e os envolveu num círculo. Nascia o ícone.

As letras eram as iniciais para "nuclear disarmament" (desarmamento nuclear), do grupo Campaign for Nuclear Disarmament (CND). Holtom morreu no dia 18 de setembro de 1985, provavelmente aos 70 anos. O CND ainda existe. As armas nucleares também. E há 30 guerras e conflitos em andamento no mundo.



Escrito por Sérgio Dávila às 00h20
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Eleitoras de Hillary contra-atacam capa da Time

 

Pelo menos as da Virgínia Ocidental, Estado que realiza prévias nessa terça e onde a candidatat lidera por mais de 20 pontos percentuais.

Getty



Escrito por Sérgio Dávila às 12h54
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E, para concluir a série de capas da semana...

 

A capa da Entertainment Weekly dessa semana traz os atores Josh Brolin (que, com maquiagem, ficou a cara do José Mayer) e Elizabeth Banks como o presidente George W. Bush e a primeira-dama Laura, na cinebiografia "W", que Oliver Stone começa a dirigir nesse mês, em Shreveport, na Louisiana.

Quem mais? Bush pai será interpretado por James Cromwell (L.A. Confidential); Barbara Bush, por Ellen Burstyn (Alice Não Mora Mais Aqui); Condi Rice, por Thandie Newton (Crash --talvez ele tenha forçado a mão aqui); Karl Rove, o José Dirceu da Casa Branca, será Toby Jones, mais conhecido como o Capote do segundo filme sobre o escritor, Infamous; e, na escolha mais ousada, Jeffrey Wright (Basquiat) será Colin Powell.

"Bush pode entrar para a história como o pior presidente dos EUA, mas isso não quer dizer que ele não dê uma boa história", trocadilha Oliver Stone. 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h14
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John McCain não votou em Bush em 2000

 

É o que diz Arianna Huffington, a überblogger norte-americana. Ela ouviu o senador republicano afirmar isso numa festa em Los Angeles em 2000. Publicou o comentário na segunda. Durante a semana, a campanha do candidato republicano negou e desqualificou a blogueira. Ontem, mais dois participantes da festa dada pela atriz Candice Bergen em 2000 confirmaram a afirmação: os atores Bradley Whitford e Richard Schiff, da extinta série "West Wing" --sobre os bastidores da Casa Branca... 

Embora os dois se odeiem em particular --Bush jogou pesado contra McCain pela indicação do partido em 2000, na mesma linha que Hillary adota agora contra Obama--, o senador visitou a Casa Branca para o beija-mão do presidente há algumas semanas, e a capacidade arrecadatória de Bush interessa ao partido.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h42
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E a "Economist" diz que Obama está "quase lá"

 

Para quem assistiu aos âncoras das principais emissoras americanas dando a vitória para Al Gore na Flórida em 2000, aos principais jornalistas do país engolindo de colheradas as mentiras alimentadas pela Casa Branca e o Pentágono na véspera da invasão do Iraque, em 2002 e 2003, dá um certo arrepio na espinha ler agora as principais revistas semanais de informação (uma americana, outra britânica) cantando vitória antes da hora --ou seja, antes de Barack Obama se declarar vencedor ou Hillary Clinton desistir da corrida.

É o que fizeram duas publicações nas últimas horas, primeiro a Time, depois a Economist, abaixo. Para essa, o senador está quase lá.

North America Issue Cover for May 10th 2008



Escrito por Sérgio Dávila às 12h26
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"Time" de amanhã declara Obama vencedor

 

A capa da revista Time, que circula amanhã, traz um retrato de Barack Obama e a frase "And the winner is"* (E o vencedor é...). No pé da página, a explicação do asterisco: * Really, we are pretty sure this time (sério, a gente tem certeza dessa vez). Na reportagem, os cinco erros cometidos por Hillary Clinton na campanha, entre eles subestimar o desejo dos EUA por mudança.

Time_cov



Escrito por Sérgio Dávila às 15h18
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John McCain escolhe vice -- personagem de The Office

 

Na décima-terceira aparição de John McCain ontem à noite no programa de Jon Stewart, o candidato republicano à Presidência dos EUA disse que havia escolhido seu candidato a vice: Dwight Schrute (o ator Rainn Wilson), o semi-psicopata da versão norte-americana da sitcom "The Office". Numa entrevista ruim, em que o apresentador interrompia o entrevistado o tempo todo e não deixava que ele completasse as respostas --o que foi frustrante especialmente no momento em que McCain parecia que criticaria mais duramente o governo de George W. Bush--, Stewart sugeriu a "chapa invencível": McCain e Hillary Clinton. O senador riu e disse que não tinha pensado nisso...

THE OFFICE <br />

"Did I Stutter" Episode #4016

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h54
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Pressão sobre Hillary pode ser irresistível

 

Partido começa a perder paciência com ex-primeira-dama. Veja minha análise no UOL News.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h57
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Hillary é Madonna, Obama é Prince

 

Estava ouvindo o novo CD da Madonna, "Hard Candy", que não é ruim, e topando com resenhas sobre o lançamento em todas as publicações e meios possíveis quando caiu a ficha: Hillary Clinton é a Madonna desta corrida presidencial norte-americana. A insistência da senadora democrata em se manter no cenário lembra a resistência da outra falsa loira.

(Nesse sentido, Hillary remete a um quadro que só os com mais de 30 anos hão de lembrar, de uma das primeiras gerações do humorístico "Saturday Night Live", no final dos anos 70, em que John Belushi interpretava um convidado incômodo de uma festa que se recusava a ir embora. O título do esquete era "The Thing That Wouldn’t Leave", a coisa que não ia embora, em inglês.)

Madonna se recusa a ir embora. Completará 50 anos no dia 16 de agosto, e você a vê em poses insinuantes produzidas em ensaios na "Vanity Fair", na "Interview", na "Vogue" -não são as mesmas poses insinuantes que vimos há 10, 20 e 30 anos nas mesmas revistas? Em um meio tão efêmero quanto o mundo pop, reside aí o segredo de seu sucesso: ela não vai embora.

Madonna Louise Ciccone não é boa cantora, não é boa letrista, não é boa dançarina e não é particularmente bonita (para o meu gosto), mas é muito boa no que faz: jamais sair do imaginário pop, geração após geração. É boa porque não se deixa esquecer ou ultrapassar. E, enquanto fica, decifra o que as pessoas querem ouvir/fazer ao se apropriar de modismos das ruas e dos clubes.

E a senadora democrata, dez anos mais velha? Está de alguma maneira sob os refletores da vida política norte-americana desde pelo menos 1978, ano em que seu marido foi eleito governador do Arkansas -e ano em que Madonna mudouse de Michigan para Nova York. Em 2000, quando todos davam sua carreira como encerrada, após o "Monicagate", o "Travelgate" e tantos outros escândalos da administração do marido, ela se elegeu e reelegeu senadora por Nova York.

Nas últimas semanas, seu obituário político já foi escrito milhares de vezes -algumas por mim. E não é que ela tem chances reais de levar esta indicação democrata? Não importa que seu concorrente passe um ar mais "cool", seja descaradamente mais querido pela imprensa norte-americana, tenha uma proposta considerada mais original, revolucionária até. É isso: se Hillary é Madonna, Obama é Prince.

O guitarrista negro também faz 50 anos neste ano e surgiu na cena pop no mesmo ano de 1978. De imediato, foi considerado inovador, chamado de o Miles Davis do pop, influenciou meio mundo -mas nunca fez o sucesso de Madonna. Do mesmo jeito, na sucessão de George W. Bush, Obama/Prince parece não ser páreo para Hillary/Madonna. Começa a se esvaecer entre polêmicas e esquisitices.

Enquanto isso, John McCain passa à frente dos dois, segundo leio em pesquisa de intenção de voto divulgada na quarta à noite. O senador republicano sabe que o grande público americano gosta mesmo é de ouvir Elvis Presley. Que continua campeão de vendas mesmo depois de morto.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 03h08
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No dia do tudo ou nada, deve dar nada

 

Ouça minha análise sobre as primárias de hoje na Carolina do Norte e em Indiana no UOL News.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h24
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Reaparece foto de suposto amigo de Obama pisando na bandeira

 

Ex-militante radical, o hoje professor universitário Bill Ayers já deu dor-de-cabeça para Barack Obama. No último debate com Hillary Clinton, um dos moderadores --e a própria senadora-- trouxe à tona o "relacionamento" do candidato com o ex-membro do grupo terrorista norte-americano Weather Underground, que colocava bombas caseiras em prédios federais norte-americanos nos anos 60 como protesto à Guerra do Vietnã e pregava a derrubada do governo.

Vizinho do candidato em Chicago, Ayers já doou dinheiro para Obama, que diz que conhece o sujeito de vista e que não pode impedir que pessoas o apoiem ou contribuam com sua campanha. A "denúncia" do debate tem um toque a mais de cinismo --um dos últimos atos de Bill Clinton como presidente foi perdoar dois ex-membros do Weather Undeground, fato que sua mulher convenientemente deixou de lembrar no debate --assim como um dos moderadores, George Stephanopoulos, que à época era porta-voz de Bill.

Pois não é que agora reaperece uma foto de um perfil que a revista dominical do "Chicago Tribune" fez com Ayers em agosto de 2001 em que ele pisa numa bandeira norte-americana? A imagem começou a circular no fim de semana na blogosfera conservadora e chega na madrugada de hoje à Fox News. Tem tudo para virar o novo "fator Wright". Aguarde desdobramentos.



Escrito por Sérgio Dávila às 01h53
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10 razões por que Hillary adora os EUA

 

Ela lê hoje à noite aqui nos EUA no David Letterman --Barack Obama fez o mesmo há alguns dias (leia no final). A minha preferida? "Graças à Internet, eu posso comprar terninhos a qualquer hora. Taí sua piada sobre terninhos, Dave. Tá feliz agora?" É raro o programa em que o apresentador não faça piada com a marca registrada do guarda-roupa da ex-primeira-dama

Top 10 Reasons Hillary Clinton Loves America:

10. We have more Dakotas than every other country combined.

9. Canadian bacon: soggy and chewy. American bacon: crisp and delicious!

8. Thanks to the Internet, I can order new pantsuits 24/7. There’s your pantsuit joke, Dave. Are you happy now?

7. 232 years and not one cookie shortage.

6. TiVo

5. Did I mention the soup? Mmm, soup.

4. Did you know former President Teddy Roosevelt was an American?

3. Where else can you get a car painted for $29.95?

2. Is this the part where I say, “Live from New York, it’s Saturday Night!”?

1. Apparently anyone can get a talk show.

 

As dez surpresas sobre Barack Obama:

10. My first act as president will be to stop the fighting between Lauren and Heidi on The Hills.

9. In the Illinois primary, I accidentally voted for Kucinich.

8. When I tell my kids to clean their room, I finish with, “I’m Barack Obama and I approved this message.”

7. Throughout high school, I was consistently voted “Barackiest.”

6. Earlier today I bowled a 39.

5. I have canceled all my appearances the day the “Sex and the City” movie opens.

4. It’s the birthplace of Fred Astaire. (Sorry, that’s a surprising fact about Omaha.)

3. We are tirelessly working to get the endorsement of Kentucky Derby favorite Colonel John.

2. This has nothing to do with the Top Ten, but what the heck is up with Paula Abdul?

1. I have not slept since October.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h39
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Hillary aposta em cavalo --que morre

 

Parece piada (de mau gosto) feita, mas é verdade. Antes do Kentucky Derby de sábado, a principal e mais conhecida corrida de cavalos dos EUA, Hillary Clinton escolheu seu animal favorito. Era a égua Eight Belles. Chelsea, a filha da senadora, apostou pela mãe em vencedor, placê e terceiro lugar. Terminada a corrida, Eight Belles chegou em segundo, quebrou as patas dianteiras e teve de ser sacrificada, numa das maiores tragédias do esporte local.

Venceu o cavalo Big Brown ("marronzão")...

(O Kentucky realiza suas primárias no dia 20.)

Big Brown (à frente) e Eight Belles

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h40
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E Ronaldo e "Mr. Albertino", quem diria...

 

...também acabaram no "New York Times". As desventuras sexuais do jogador estão em alto de página da edição dominical do diário, com direito a declarações do antropólogo Roberto Da Matta, do Dr. Sócrates e uma descrição de "Andreia Albertini", na verdade André Luis Ribeiro Albertino, nas menções seguintes chamado de "Mr. Albertino", como é regra no jornal. Tem até piada de torcedor, que diz que Ronaldo vai trazer três novos jogadores para o Milan e pagar seus salários...



Escrito por Sérgio Dávila às 16h26
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E a Vila Madá, quem diria...

 

...acabou no "New York Times", em reportagem de hoje no caderno de turismo, com excelentes fotos de Lalo de Almeida. O jornal elogia a rara característica do bairro paulistano de centro de compras e lazer a céu aberto --numa cidade de shoppings quase sempre equivocados arquitetonicamente, digo eu.



Escrito por Sérgio Dávila às 09h08
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Ou passa ou desce -- Obama verá nas urnas quão forte é o "fator Wright"

 

Ouça aqui minha análise das primárias dessa terça no UOL News.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h48
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FHC, um dos "100 principais intelectuais públicos"

 

Quem afirma é a nova edição da (cada vez melhor) Foreign Policy, a revista do Carnegie Endowment For International Peace editada por Moisés Naím. O ex-presidente é o único brasileiro da centena, escolhida de acordo com dois critérios: o intelectual tem de estar vivo e atuante na vida pública. Deve ter mostrado distinção em seu campo e proporcionado um debate mais amplo, de preferência além das fronteiras de seus países de origem. Há quatro latino-americanos, quatro africanos, três do Sudeste Asiático e da Oceania, doze da Ásia, onze do Oriente Médio, trinta europeus e 36 da América do Norte.

Quem mais? De Noam Chomsky ao Papa Bento 16, de Francis Fukuyama a Shirin Ebadi, de Al Gore a Vaclav Havel, de Malcolm Gladwell (há um número exagerado de jornalistas, creio) a Nouriel Roubini. É a segunda lista da revista, que agora abre para o público fazer a própria, em ForeignPolicy.com/intellectuals.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h38
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