EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

Leia mais

  





01/02/2010 a 15/02/2010
16/01/2010 a 31/01/2010
01/01/2010 a 15/01/2010
16/12/2009 a 31/12/2009
01/12/2009 a 15/12/2009
16/11/2009 a 30/11/2009
01/11/2009 a 15/11/2009
16/10/2009 a 31/10/2009
01/10/2009 a 15/10/2009
16/09/2009 a 30/09/2009
01/09/2009 a 15/09/2009
16/08/2009 a 31/08/2009
01/08/2009 a 15/08/2009
16/07/2009 a 31/07/2009
01/07/2009 a 15/07/2009
16/06/2009 a 30/06/2009
01/06/2009 a 15/06/2009
16/05/2009 a 31/05/2009
01/05/2009 a 15/05/2009
16/04/2009 a 30/04/2009
01/04/2009 a 15/04/2009
16/03/2009 a 31/03/2009
01/03/2009 a 15/03/2009
16/02/2009 a 28/02/2009
01/02/2009 a 15/02/2009
16/01/2009 a 31/01/2009
01/01/2009 a 15/01/2009
16/12/2008 a 31/12/2008
01/12/2008 a 15/12/2008
16/11/2008 a 30/11/2008
01/11/2008 a 15/11/2008
16/10/2008 a 31/10/2008
01/10/2008 a 15/10/2008
16/09/2008 a 30/09/2008
01/09/2008 a 15/09/2008
16/08/2008 a 31/08/2008
01/08/2008 a 15/08/2008
16/07/2008 a 31/07/2008
01/07/2008 a 15/07/2008
16/06/2008 a 30/06/2008
01/06/2008 a 15/06/2008
16/05/2008 a 31/05/2008
01/05/2008 a 15/05/2008
16/04/2008 a 30/04/2008
01/04/2008 a 15/04/2008
16/03/2008 a 31/03/2008
01/03/2008 a 15/03/2008
16/02/2008 a 29/02/2008
01/02/2008 a 15/02/2008
16/01/2008 a 31/01/2008
01/01/2008 a 15/01/2008
16/12/2007 a 31/12/2007
01/12/2007 a 15/12/2007
16/11/2007 a 30/11/2007
01/11/2007 a 15/11/2007
16/10/2007 a 31/10/2007
01/10/2007 a 15/10/2007
16/09/2007 a 30/09/2007
01/09/2007 a 15/09/2007
16/08/2007 a 31/08/2007
01/08/2007 a 15/08/2007
16/07/2007 a 31/07/2007
01/07/2007 a 15/07/2007
16/06/2007 a 30/06/2007
01/06/2007 a 15/06/2007
16/05/2007 a 31/05/2007
01/05/2007 a 15/05/2007
16/04/2007 a 30/04/2007
01/04/2007 a 15/04/2007
16/03/2007 a 31/03/2007
01/03/2007 a 15/03/2007
16/02/2007 a 28/02/2007
01/02/2007 a 15/02/2007
16/01/2007 a 31/01/2007
01/01/2007 a 15/01/2007
01/12/2006 a 15/12/2006
16/11/2006 a 30/11/2006
01/11/2006 a 15/11/2006
16/10/2006 a 31/10/2006
01/10/2006 a 15/10/2006
16/09/2006 a 30/09/2006
01/09/2006 a 15/09/2006
16/08/2006 a 31/08/2006
01/08/2006 a 15/08/2006
16/07/2006 a 31/07/2006
01/07/2006 a 15/07/2006
16/06/2006 a 30/06/2006
01/06/2006 a 15/06/2006
16/05/2006 a 31/05/2006
01/05/2006 a 15/05/2006
16/04/2006 a 30/04/2006
01/04/2006 a 15/04/2006
16/03/2006 a 31/03/2006
01/03/2006 a 15/03/2006
16/02/2006 a 28/02/2006
01/02/2006 a 15/02/2006
16/01/2006 a 31/01/2006
01/01/2006 a 15/01/2006
16/12/2005 a 31/12/2005
01/12/2005 a 15/12/2005
16/11/2005 a 30/11/2005
01/11/2005 a 15/11/2005
16/10/2005 a 31/10/2005
01/10/2005 a 15/10/2005

VOTAÇÃO
Dê uma nota para meu blog




"Um Sonho de Liberdade" em um minuto

 

Para alegrar o dia.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h35
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Obama ameniza crítica a Bush em site; McCain passa a criticar Afeganistão

 

Do Departamento de Viração de Casaca:

* A campanha de Barack Obama amenizou as críticas à escalada de tropas promovida por George W. Bush no ano passado. A seção sobre a política do democrata para o Iraque foi "revisada" no fim-de-semana. No texto velho, a frase: "The surge is not working" (a escalada não está dando certo) e "demonstrates that the solutions in Iraq are political, not military" (demonstra que as soluções no Iraque são políticas, não militares). No texto novo, há o reconhecimento de que a violência diminuiu devido ao "military’s hard work, improved counterinsurgency tactics, and enormous sacrifice by our troops" (trabalho duro dos militares, melhora nas táticas anti-insurgência e sacrifícios enormes de nossos soldados).

* Já o republicano John McCain, até agora um dos mais ferrenhos e incondicionais defensores das duas principais intervenções militares norte-americanas em curso no mundo, começou a ter dúvidas em relação ao Afeganistão. "Isso não é maneira de se conduzir uma guerra", disse ele --hoje.

* E começa a circular o Flip-Flop Express



Escrito por Sérgio Dávila às 20h31
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Quando a ibogaína era a droga da campanha dos EUA

 

Você já ouviu falar da ibogaína? A droga alucinógena era injetada periodicamente por um médico brasileiro num dos pré-candidatos democratas à corrida presidencial norte-americana de 1972. Por diversos motivos -uma guerra impopular, um presidente impopular, um país dividido, um candidato mais progressista que a média-, a disputa de então é comparada à atual e tem sido muito lembrada.

No papel de Barack Obama estava o senador democrata George McGovern; no de John McCain, o presidente republicano Richard Nixon, que concorria à reeleição antes da explosão do escândalo Watergate. Como agora, houve uma disputa sangrenta para se chegar ao nome de McGovern, de Dakota do Sul, que tomou um banho em novembro, ganhando apenas em um Estado e em Washington.

Até que o partido fechasse em seu nome, 21 pré-candidatos da oposição brigavam pelo lugar. O preferido do establishment -a Hillary Clinton da época- era o moderado Ed Muskie, candidato derrotado a vice-presidente nas eleições anteriores. Pois o senador, que depois viraria secretário de Estado no governo de Jimmy Carter (1977-1981), era o tal que tomava as injeções de ibogaína.

Acredita? Não devia.

Quem primeiro falou sobre o assunto foi Hunter S. Thompson, enviado da revista "Rolling Stone" para cobrir a corrida presidencial daquele ano. O jornalista-escritor odiava Muskie e começou a escrever repetidamente que ele estava sob a influência da "ibogaine", a ibogaína, que lhe era ministrada por um obscuro médico brasileiro. Era invenção, mas os repórteres da mídia internacional morderam a isca. Muskie teve de convocar uma entrevista coletiva para negar tudo.

O caso é recontado no excelente documentário "Gonzo", que acaba de entrar em cartaz aqui e ainda não tem data de estréia no Brasil. Feito a quatro mãos pelo diretor Alex Gibney (dos irrepreensíveis "Enron" e "Taxi to the Dark Side") e o produtor Graydon Carter (editor da revista "Vanity Fair"), fala da vida e da obra do inventor desse gênero de jornalismo -o gonzo- em que, mais do que um narrador, o repórter é também ele personagem e modificador da história sobre a qual escreve.

O filme se concentra nos principais episódios de uma vida cheia de lances sensacionais, encerrada em 2005 por um tiro que Thompson se deu, aos 67 anos. O primeiro é a sua reportagem em 1965 sobre os Hells Angels, em que, ao apresentar ao grande público aquela gangue de motociclistas, o repórter segue os preceitos do jornalismo literário praticado então por Tom Wolfe e Gay Talese, mas dá um passo além, ou atrás, dependendo de seu gosto -é a pedra fundamental do gonzo.

Passa pela viagem em que Thompson e seu advogado vão a Las Vegas atrás da "morte do sonho americano", que viraria o livro "Fear and Loathing in Las Vegas", que viraria o filme homônimo, com Johnny Depp (o ator narra o documentário). Pela campanha do escritor ao cargo de xerife de Aspen, no Colorado, em 1970, na verdade uma "pauta" que vendeu a Jann Wenner, editor da "Rolling Stone". E, é claro, por "Fear and Loathing in the Campaign Trail", em que ele cobre a campanha de 1972.

Thompson podia ser um ser humano detestável, com seu amor pelas armas, sua misoginia, o espetáculo de circo que virou seu enterro, que teve as cinzas lançadas ao ar por um canhão. Mas poucos jornalistas foram mais influentes ou tiveram vidas mais ricas.



Escrito por Sérgio Dávila às 16h58
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Capa da New Yorker com Obama causa polêmica

new_yorker_mag

Michelle e Barack Obama estão em cartum na capa da New Yorker de amanhã, que traz longo artigo dos anos de formação política do candidato democrata em Chicago --"Chegando Lá - Como Chicago Formou Obama" é o título da reportagem. A ilustração de Michelle como guerrilheira e Barack como muçulmano, com a bandeira americana queimando na lareira e um quadro com o que parece Osama bin Laden na parede, é uma ironia ao mar de boatos que inundam a blogosfera conservadora.

A campanha do senador entendeu a piada mas não gostou. Um porta-voz disse que era "de mau-gosto e ofensiva". A campanha de McCain concordou. O editor da revista defendeu a ironia.

Aliás, o gesto, o tal "fist bump", a batida com o punho na horizontal, já deu muito pano para a manga aqui, com o perdão do trocadilho. Quando se declarou candidato democrata, antes de subir ao palco de St.Paul, em Minnesota, em 3 de junho, Obama comemorou dessa maneira com a mulher, em momento registrado pelos fotógrafos. Desde então, o gesto virou obsessão nacional.

Quando foi apresentadora-convidada do "The View", um programa televisivo matutino feminino, Michelle saudou as apresentadoras assim. Jornalistas perguntaram de onde vinha o gesto --"peguei dos meninos da campanha", disse Michelle. Um comentarista da Fox News o apelidou o gesto de "terrorista". Até o jornalista conseravdor William Safire dedicou uma de suas colunas sobre linguagem na revista dominical do New York Times para comentar o fato.

Agora, chegou à capa da New Yorker...

Michelle and Barack Obama

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h59
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Escritora faz livro erótico sobre Laura Bush

 

Sai no dia 2 de setembro, mas já é o livro mais falado em Washington. É American Wife - A Novel, de Curtis Sittenfeld, que os leitores braisleiros conhecem do recém-lançado Preliminar - Os Altos e Baixos de Lee Fiora. Não, não são novas revelações feitas por novo desafeto da administração Bush, mas uma ficção erótica sobre a primeira-dama "Alice Blackwell". Alice, segundo a autora, é Laura. A escritora mistura fatos da biografia da primeira-dama de verdade --como o acidente de carro em que ela se envolveu aos 17 anos e que resultou na morte de um colega de escola com quem ela flertava-- com descrições da vida íntima do primeiro-casal que, espera-se, sejam fictícias.

Alguns trechos vazaram à imprensa, como o momento em que Alice/Laura diz ter se apaixonado por Charlie/George --ao vê-lo, digamos, nu. A maior parte é impublicável num blog de família como esse. Outros, nem tanto. "Sua bunda era pequena de uma maneira que eu sempre esquecia que as bundas dos homens eram. Como ele poderia ser um político tão inescrupuloso com uma bunda tão charmosamente pequena?", ela fala do marido, a certa altura.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h54
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Os melhores do verão (americano)

 

No cinema, Wall-E, de longe o melhor filme do ano, uma improvável história de amor entre dois robôs com mensagem político-ecológica.

*

Na TV, Mad Men --a segunda temporada estréia nos EUA no dia 27; dá para ver cenas inéditas aqui. A primeira temporada já está à venda e passa na HBO Brasil. É refrescante espiar como era o mundo pré-politicamente correto.

 

*

Na literatura, Netherland - A Novel, de Joseph O'Neill, sobre um corretor de valores holandês amante de cricket que vive em Nova York com sua mulher britânica e o filhinho no pós-ataque de 11 de Setembro --diferentemente de todas as ficções a tratar do fato, no entanto, essa o faz com leveza e elegância, quase como um ruído ao fundo da narrativa principal. Eu desafio o leitor a largar o livro antes do fim.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h29
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Jesse Jackson diz que quer cortar "b..." de Obama

 

Sem saber que os microfones ainda estavam ligados, o reverendo Jesse Jackson falou mal de Obama no domingo. Foi durante o programa Fox & Friends, da Fox News. A fala foi capturada pela câmera da emissora conservadora, que decidiu mostrar o trecho na noite de hoje, durante o programa de Bill O'Reilly.

"Barack está sendo condescendente com os negros", diz Jesse Jackson à pessoa que está a seu lado no programa. Ele se referia a discurso recente de Obama em que ele criticava parte da população negra norte-americana pelo alto número de lares com mães solteiras e pelo apoio do democrata aos programas religiosos de George W. Bush. Então, completa: "Eu quero cortar as bolas dele" --ele usa a expressão norte-americana, "nuts", literalmente "nozes", e faz um gesto.

Quando soube que o vídeo seria exibido hoje, Jackson soltou pedido público de desculpas. O religioso democrata apoia a candidatura do senador. Na seqüência, a campanha de Obama soltou outro comunicado, dizendo que era claro que aceitava as desculpas de Jackson.

Mas o episódio revive uma questão discutida por muitos líderes negros na atual corrida --a de que Obama se distanciou estrategicamente deles para não ficar muito identificado apenas com uma fatia do eleitorado com a qual ele não vence as eleições. Há uma animação antológica do TV Funhouse, no programa humorístico Saturday Night Live, em que "Obama" tenta diversas táticas para fugir de "Jesse Jackson" e "Al Sharpton", mandando os personagens para missões impossíveis.

"Al Sharpton" e "Obama" no "SNL"



Escrito por Sérgio Dávila às 21h16
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Obama mostra filhas e se arrepende

 

Ontem, foi ao ar o especial da NBC-MSNBC em que uma repórter senta com Barack Obama, Michelle e as duas filhas, Malia, 10, e Sasha, 7, que dão entrevista pela primeira vez. Foi a primeira vez que os quatro apareceram juntos, como família, falando à imprensa. Na ocasião, deram entrevistas a revistas como People e Parents, também. Hoje, Obama deu entrevistas dizendo que se arrependeu e que não repetirá a experiência. "Não acho que devêssemos ter feito e não faremos de novo", disse.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h58
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Esquire se inspira em capa histórica de 1968

 

Edição mais recente da revista traz o comediante Steve Colbert refazendo capa clássica de abril de 1968 com o lutador Muhammad Ali criada por Harold Hayes, que ganhou exposição recente no MoMA.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h37
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

McCain tenta justificar mudança em relação a imigrantes

 

Ouça minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 22h04
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

McCain, a economia e o viagra

 

Dana Milbank, o melhor cronista político de Washington, relata encontro hilariante de jornalistas locais na manhã de ontem com a principal assessora econômica de John McCcain. Carly Fiorina foi a primeira mulher a comandar uma das empresas Top 20 da Fortune --a HP, da qual saiu em certa desgraça em 2005. Dá consultoria ao candidato republicano desde quase o começo da campanha dele e é um dos nomes sendo considerados ao posto de candidata a vice-presidente. Faria todo sentido: ela poderia atrair a grande fatia de eleitoras de Hillary Clinton insatisfeitas com a escolha de Barack Obama.

Mas Fiorina, 53, ainda não domina completamente o ritual washingtoniano, descreve Milbank. Por exemplo: no encontro com jornalistas para falar dos planos econômicos de um candidato de 72 anos, que se eleito será o presidente mais velho da história a assumir a Casa Branca, trouxe à tona sozinha, sem ser indagada, o assunto "Viagra". Não só esse, mas anticoncepcionais, dois temas-tabu para a fatia mais conservadora do eleitorado que McCain tenta conquistar.

(Sua defesa, aliás, era até boa: por que alguns planos de saúde cobrem as despesas dos segurados com a droga antiimpotência, mas não cobrem as das seguradas com pílulas anticoncepcionais?)



Escrito por Sérgio Dávila às 15h27
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Budweiser brasileira "seria uma vergonha", diz Obama

 

"Seria uma vergonha" a multinacional belgo-brasileira InBev comprar a cervejaria Anheuser-Busch, fabricante da cerveja mais popular dos Estados Unidos, a Budweiser. É o que disse hoje Barack Obama, em parada em St. Louis, no Missouri. A companhia comandada por Carlos Brito fez uma oferta hostil à empresa baseada naquela cidade --e as negociações vêm causando polêmica entre os locais. Há desde rompantes de patriotismo à preocupação com fechamento de fábricas e de vagas.

Durante parada de emergência ali, o candidato democrata respondeu a pergunta sobre o assunto. "Isso faz parte do sistema de livre mercado", disse ele. "Eu acho que seria uma vergonha se a Bud fosse de um proprietário estrangeiro. E penso que nós deveríamos conseguir achar uma companhia americana que está interessada em comprar a Anheuser-Busch, se, de fato, a Anheuser-Busch achar que a [sua] venda é necessária".

Obama discursa para a platéia que mais cobiça hoje em dia, o operário branco de pouca instrução, que teme que uma abertura maior da economia americana --que já é uma das mais abertas do mundo-- custe ainda mais empregos de mão de obra pouco qualificada. Ele sabe que não há companhias norte-americanas interessadas em comprar a Bud e que apenas a nacionalidade norte-americana de uma nova proprietária não seria garantia de que todas as fábricas e todos os empregos fossem mantidos.

Ironia do destino: ele estava parado lá por conta de uma pane em seu avião de campanha, um MD80. O avião que passou a usar no resto do dia foi um EMB 145 -- da brasileira Embraer...

*

Entre as traduções de "shame", palavra usada por Obama na frase, estão "vergonha" e "pena".

*

Vale lembrar que a mulher de John McCain, Cindy, é dona da Hensley & Company, a terceira maior distribuidora da Anheuser-Busch nos EUA, e é uma das principais acionistas da cervejaria, com US$ 1 milhão em ações no final do ano passado. Ou seja, de certa maneira torta, a cervejaria funciona como a mesa do bar de encontro dessa campanha entre o democrata, o republicano e o Brasil...

 *

Vale lembrar ainda que Hillary Clinton também teve manifestações de nacionalismo explícito durante as primárias, como você leu aqui, quando ela reclamou da compra de uma empresa americana pela brasileira JBS-Friboi.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h40
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Obama aceitará indicação em estádio para 75 mil

 

Mudança de planos: em vez de aceitar a indicação ao Partido Democrata na convenção de Denver, no Colorado, como é praxe, Barack Obama acaba de anunciar que fará o discurso do dia 28 de agosto num estádio próximo ao local que realizará o evento. É o Invesco Field, do time de futebol americano Denver Broncos, com capacidade para 75 mil pessoas.

É a primeira vez que um candidato faz isso. Quem avisa é e-mail coletivo de seu coordenador, David Plouffe, que aproveita para pedir dinheiro. Os ingressos serão gratuitos, diz ele, mas quem doar agora pode garantir a vaga...

*

Sergio --

Join Barack at the Open ConventionI wanted you to be the first to hear the news.

At the Democratic National Convention next month, we're going to kick off the general election with an event that opens up the political process the same way we've opened it up throughout this campaign.

Barack has made it clear that this is your convention, not his.

On Thursday, August 28th, he's scheduled to formally accept the Democratic nomination in a speech at the convention hall in front of the assembled delegates.

Instead, Barack will leave the convention hall and join more than 75,000 people for a huge, free, open-air event where he will deliver his acceptance speech to the American people.

It's going to be an amazing event, and Barack would like you to join him. Free tickets will become available as the date approaches, but we've reserved a special place for a few of the people who brought us this far and who continue to drive this campaign.

If you make a donation of $5 or more between now and midnight on July 31st, you could be one of 10 supporters chosen to fly to Denver and spend two days and nights at the convention, meet Barack backstage, and watch his acceptance speech in person. Each of the ten supporters who are selected will be able to bring one guest to join them.

Make a donation now and you could have a front row seat to history:

https://donate.barackobama.com/yourconvention

We'll follow up with more details on this and other convention activities as we get closer, but please take a moment and pass this note to someone you know who might like to be there.

It will be an event you'll never forget.

Thank you,

David

David Plouffe
Campaign Manager
Obama for America

Donate


Escrito por Sérgio Dávila às 14h02
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

A nova geração de "Obamas"

Michelle, mulher de um dos políticos negros mais importantes de Washington hoje, está grávida de seu terceiro filho. O bebê deve nascer ainda neste ano e completar seu primeiro aniversário numa residência oficial. Ela acompanha de perto a corrida presidencial norte-americana, sem muitas preocupações. Seu marido já está eleito.

Michelle, uma advogada de 37 anos, é casada com Adrian Fenty, de mesma idade, o jovem prefeito de Washington. Com Cory Booker, 39, prefeito de Newark, Deval Patrick, 51, governador de Massachusetts, e o ex-deputado Harold Ford Jr., 38, do Tennessee, todos negros e democratas, ele forma a novíssima geração de políticos nascidos na mesma época ou logo após o Ato dos Direitos Civis, de 1964, lei federal que tornou a segregação ilegal nos Estados Unidos.

Estudaram nas melhores universidades norte-americanas, a maioria se formou em direito, são quase todos do sexo masculino e chegaram aos cargos a que chegaram ao ampliar a base de eleitores para além do voto negro. Barack Obama, 46, é o representante mais conhecido, mas está longe de ser o único.

O consenso é que, se Barack Obama não fosse Barack Obama, o "posto" seria ocupado por um outro da mesma turma -eles são amigos. Todos estavam maduros. O candidato democrata à sucessão de George W. Bush na Casa Branca só soube captar, melhor e antes, o "zeitgeist", o espírito do ambiente político norte-americano atual. E foi mais bem-sucedido.

Há preconceito, sim, mas é "preconceito em resposta", reação ao preconceito branco. Um dos motivos pelo qual o leitor não terá ouvido falar dos outros nomes é que eles evitam se apresentar ao público como tal, um bloco de políticos negros em ascensão. Não querem afugentar o eleitorado branco, sem o qual sabem que não teriam saído do gueto que restringiu seus pais.

Vem daí uma das críticas comuns feitas a Barack Obama: a de que ele não é negro o suficiente. O candidato tem surfado na onda da maioria, segundo as pesquisas de intenção de voto, ao não se enquadrar em nenhuma definição. Não é progressista, não é conservador, não é elitista, não é popular. Não é branco, não é negro. Daí também a vagueza de suas propostas e slogans, que servem a todos de acordo como gosto de quem as ouve.

"Sim, nós podemos." "Não neste ano, não desta vez." "Mudança na qual nós podemos acreditar." "Nós somos aqueles pelos quais nós esperamos", o meu preferido, que poderia ter saído da boca de Neo, o personagem de Keanu Reeves na distopia cinematográfica "Matrix".

Ele não se enquadra em nenhuma definição, para se enquadrar na que mais importa: presidente.

Adrian Fenty

Cory Booker

Deval Patrick

Harold Ford Jr.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h30
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

O alarme de Ingrid lembrava que havia esperança

O mundo parecia segurar a respiração para ouvir aquela mulher franzina e com cara de sofrida falar. O silêncio era quebrado apenas pelo compasso triste e monocórdico da voz da própria Ingrid Betancourt. Até que tocou um alarme. Era do relógio que a ex-refém das Farc trazia no pulso, alguém mais ouviu? Um bipe-bipe-bipe.

Naquela mesma hora, até a semana anterior, quando ainda estava no cativeiro, Ingrid e outros prisioneiros ouviam "Las Voces del Secuestro", as vozes do seqüestro. O programa-projeto foi criado em 1994 pelo jornalista Herbin Hoyos Medina, de 38 anos. O colombiano teve a idéia depois de passar alguns dias em poder do grupo guerrilheiro. Tinha 24 anos.

A rádio Caracol, a principal da Colômbia, aceitou sua proposta. Desde então, via programa, cerca de 15 mil parentes de reféns gravaram aproximadamente 320 mil mensagens, que são ouvidas por outros parentes e pelas vítimas -num gesto da guerrilha que é parte magnânimo e parte simbiótico, pois o refém deprimido não come e, se não come, não caminha, atrapalhando todo o andamento dos acampamentos.

O "Las Voces del Secuestro" dá esperanças aos seus ouvintes. Até quarta-feira, um deles era Ingrid Betancourt. Um dos primeiros abraços que ela deu depois de livre foi em Herbin Hoyos Medina, e a sua primeira entrevista exclusiva, para o programa dele.

Conheci o (então) roliço jornalista colombiano durante um curso de preparação para cobertura de conflitos armados que fiz, em 2003, na periferia de Buenos Aires, na Argentina, ao lado dos fotógrafos-amigos Antônio Gaudério e Juca Varella. Curiosamente, participei do curso depois de ter feito a cobertura da Guerra do Iraque, em março daquele ano.

Talvez por isso tenha me aproximado de Herbin. Ele foi um dos jornalistas mais jovens a cobrir a Guerra do Golfo, no começo dos anos 90, trabalhou como correspondente na Guerra da Bósnia e diz ter sido torturado na Tchetchênia. Diferentemente da maioria das pessoas que faziam o curso, nós tínhamos experiência nas tais coberturas de conflitos armados -ele mais do que eu.

Ainda assim, mesmo sabendo que era tudo simulado, nada superava o pavor de ouvir um bando de militares com máscaras invadir seu dormitório no meio da madrugada e levá-lo encapuzado e de algemas para uma trincheira profunda cavada na terra. Esse era um dos exercícios do curso. De lá, éramos carregados, um a um -não se sabia quantos estavam na vala-, para uma sala.

Ali, tive minha primeira e única experiência com o "waterboarding", a técnica de tortura que simula afogamento e que depois os EUA popularizariam ao aplicar em alguns detentos de Guantánamo. Vários pediram para sair no meio, uns tiveram ataques de pânico. Herbin resistia a tudo sem piscar. Desde então, de vez em quando, trocamos e-mails coletivos, mas nunca mais tinha falado com ele.

Pois "reencontro" o jornalista ao ouvir Ingrid agradecê-lo e apresentar seu programa ao mundo com a homenagem involuntária do alarme do relógio de pulso. Segundo levantamento divulgado em maio pelo instituto de pesquisas e centro de estudos Pew, dos EUA, a mídia em geral é mais mal avaliada do que o Congresso, as Forças Armadas, a Suprema Corte, os empresários. Só ganha em popularidade de George W. Bush, mas aí é covardia.

Saber que o jornalismo pode fazer diferença, como no caso do "Voces del Secuestro", é um alento.

   


 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h18
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Eleitor americano não liga a mínima para as Farc

 

Veja minha análise no UOL Notícias.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h18
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Candidato macaco fala de "mudança" no Japão

 

No pódio, um candidato faz um discurso em japonês, é aplaudido e solta uma palavra em inglês --"change". A palavra (mudança) é a base do slogan do candidato democrata Barack Obama --"change we can believe in". O problema é que o político do comercial é um macaco. O anúncio foi colocado no ar no Japão por uma companhia local de celulares --o macaco-propaganda segura um aparelho enquanto discursa. A princípio, ninguém ligou. A empresa só tirou o anúncio do ar depois de começar a receber reclamações de norte-americanos negros vivendo no Japão. Em defesa dela, diga-se que todos os anúncios envolvem o animal, que é símbolo da empresa.

Veja o anúncio aqui.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h19
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Está pintando o candidato a vice republicano

 

Lembra-se de Charlie Crist, 51, o solteirão, bronzeado e impecavelmente grisalho governador da Flórida que entregou o Estado nas mãos do republicano John McCain durante as prévias, fator decisivo para a vitória do senador na indicação do partido? Ele havia sido casado por menos de um ano em 1980 e desde então nunca mais se soube de relacionamento seu.

Pois o político acaba de anunciar que ficou noivo e vai se casar com Carole Rome, 38, com quem namora há nove meses. Ela foi casada com o CEO da Blue Star jets, com quem tem duas filhas. A possibilidade de um solteiro ser escolhido vice-presidente na chapa republicana é próxima do zero. Já as chances de um noivo-prestes-a-casar, com índice de popularidade recorde no comando de um dos Estados mais importantes dessas eleições, é bem maior...



Escrito por Sérgio Dávila às 16h03
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Obama pode ir ao México

 

A cidade industrial de Monterrey, no norte do México, deve ser o ponto mais ao sul que Barack Obama chegará da América Latina antes das eleições de novembro. A hipótese foi ventilada por membros da campanha dele.

O súbito interesse pode ser reflexo da visita de John McCain à Colômbia e ao México e da luz que o continente recebeu depois da libertação de reféns das Farc, mas o fato é que a campanha tinha ignorado a região como destino até agora e começou ontem a fazer balões-de-ensaio na mídia.

Além disso, a meia-irmã indonésia de Obama, Maya Soetoro-Ng, será a estrela de um jantar para arrecadação de campanha que acontece no dia 22 na cidade do México. Podem participar cidadãos norte-americanos vivendo naquele país que queiram contribuir com entre US$ 250 e US$ 1 mil por cabeça.

(Quanto à política do democrata para a região, você já leu aqui e aqui.)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h54
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Gil diz que Bush tem "falta de conhecimento grave"

 

George W. Bush tem uma "falta de conhecimento grave". Quem faz a crítica ao presidente norte-americano é um membro do gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva --que acontece de ser também músico e ter feito turnê recente nos Estados Unidos.

Em entrevista dada no final da semana passada a Amy Goodman, da rede progressista de programas de rádio e TV Democracy Now, Gilberto Gil disse que acompanha "as possibilidades" das eleições, chama Barack Obama de "jovem negro bem preparado" --e critica a falta de conhecimento de Bush sobre o Brasil.

A apresentadora diz a Gil que, em 2001, Bush teria perguntado a FHC: "Do you have blacks, too?" --vocês também têm negros? O músico devolve: "Sim, essa é uma falta de conhecimento, sabe? E é [uma falta] grave, sabe?, um presidente americano não saber que o Brasil tem a maior população negra [fora do continente africano]. Isso acontece, sabe?"

O curioso é que há dúvidas sobre se Bush disse essa frase. Segundo o site Snopes, que se dedica a investigar lendas urbanas, o ocorrido está na categoria "indeterminado". A única fonte da frase, diz o site, seria um artigo publicado em português em 28 de abril de 2002.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h58
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Apertadores de descarga do mundo, uni-vos

 

Lembra-se da história de que George W. Bush pode ser "homenageado" em San Francisco e ter seu nome dado a uma estação de tratamento de esgoto? Pois o mesmo grupo de eleitores democratas pensou num plano B, caso a ação não seja aprovada pela população. No dia 20 de janeiro de 2009, quando o novo presidente assume a Casa Branca, eles planejam um evento nacional sincronizado em que todo o país aperte a descarga ao mesmo tempo... Será uma maneira, dizem, de dizer seu adeus carinhoso a Bush.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h20
[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]