EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Crise no Cáucaso reforça estereótipos de candidatos

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h03
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Momento ternura -- Christian, the Lion

 

Em 1969, dois amigos australianos salvaram um filhote de leão de três meses que estava à venda na loja de departamentos Harrods, hoje propriedade do ex-futuro sogro de Lady Di. Levaram o felino para casa e logo viraram a sensação da Swinging London, andando com o animal no banco de trás de seu Bentley conversível e criando o animalzinho no apartamento que alugavam no Chelsea.

Os dois tinham uma loja de móveis, que um dia foi visitada pelos atores Bill Travers e Virginia McKenna; viram o leão e sugeriram à dupla que o levasse para um criador --os dois tinham filmado "A História de Elza" (Born Free, 1966), o clássico da sessão da tarde sobre a leoa estrábica. Logo, Christian, o Leão, foi solto no Quênia.

O vídeo abaixo é a reunião dos dois com o leão, já um animal adulto, anos depois. Por algum motivo, caiu na rede e já foi visto em diversas versões por mais de 20 milhões (você leu certo) de pessoas. De emocionar o internauta mais durão. (Conselho: veja sem som)



Escrito por Sérgio Dávila às 21h53
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A eleição americana virou briga de escola no recreio

 

A campanha do republicano John McCain faz tréplica à réplica de Obama, colocando no ar --por enquanto apenas na Internet-- o anúncio "fã-clube", que trata o candidato democrata como "estrela do rock". Uma das eleitoras o compara a Bono, do U2. O que você ganha ao se associar? "Aumento de impostos". "Ele não tem muita experiência nem está pronto para liderar", diz o locutor, mas "seus olhos são de sonho". Termina com cena clássica de Wayne's World" (1992), em que Wayne (Mike Myers) e Garth (Dana Carvey) se ajoelham e gritam "Nós não merecemos, nós não merecemos!".

Wayne e Garth chamados a participar da campanha pelo comando do país mais poderoso do mundo, depois da participação de Paris Hilton e Britney Spears... A eleição presidencial norte-americana está virando briga de escola no recreio...



Escrito por Sérgio Dávila às 20h40
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Celebridade é McCain, contra-ataca Obama em anúncio

 

Demorou, mas veio o troco. A campanha do democrata Barack Obama coloca amanhã no ar na TV paga anúncio em que o repúblicano John McCain aparece no Daily Show com Jon Stewart, apresentando o Saturday Night Live (é o político recordista), no David Letterman, no Jay Leno, no The View. Também, várias imagens de McCain com George W. Bush, a associação mais temida pelos republicanos nessa campanha. O locutor o chama o veterano senador de "a maior celebridade de Washington". Veja abaixo

 

O script:

For decades, he’s been Washington’s biggest celebrity.  John McCain

And as Washington embraced him, John McCain hugged right back.

The lobbyists – running his low road campaign.

The money – billions in tax breaks for oil and drug companies, but almost nothing for families like yours.

Lurching to the right, then the left, the old Washington dance, whatever it takes. John McCain

A Washington celebrity playing the same old Washington games.

I’m Barack Obama and I approved this message.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h01
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Açaí faz a "América" e rende US$ 1 bilhão

Imagine o susto do brasileiro quando deu de cara na prateleira dos "smoothies", aquelas bebidas americanas à base de frutas, com a garrafa roxinha escrita "Bom Dia". Foi no Whole Foods da rua P, aqui em Washington, um supermercado orgânico -natureba (caríssimo)-, freqüentado por Ben Bernanke, presidente do Fed, o banco central norte-americano, e sua mulher.

"Bom Dia", em português mesmo, é como batizaram o "smoothie" à base de açaí, fruta tropical de fala duplamente complicada para os locais, já que o inglês não tem cedilha nem acento. Num esforço que deve ser visto com bons olhos, revistas como a "Newsweek" ensinam a pronúncia fonética correta da frutinha roxo-escura: "ah-sigh-ee".

Pois não é que o mesmo "ah-sigh-ee" que minha avó paterna me servia numa cuia com farinha de tapioca ou batido em suco, herança das décadas em que viveu em Belém do Pará e que nós chamávamos desdenhosos de "suco de terra", agora é protagonista de uma típica história de sucesso empresarial norte-americana? E de uma típica denúncia de negócio bem-sucedido norte-americano?

A fruta é a base de outra bebida, a MonaVie, que já rendeu US$ 1 bilhão e, segundo seus proprietários, movimenta uma rede de vendedores comissionados que na semana passada chegou a 1 milhão de pessoas nos EUA, exército que sai às ruas seguindo a filosofia da Avon, batendo de porta em porta, ou organizando vendas em reuniões e festas domésticas como a Tupperware.

Os eventos dos vendedores juntam platéias de até 4.000 pessoas, que decoram os argumentos dos benefícios do produto e depois saem vendendo que nem loucos, nos moldes da AmWay. A embalagem lembra a dos bons vinhos tintos, de vidro, com o nome MonaVie e a frase "the premier açaí blend", a mistura especial de açaí, composta de 18 outras frutas. Custa US$ 40 a garrafa.

Segundo a fabricante, uma empresa baseada em Salt Lake City (Utah) e fundada em 2005, acaba com o cansaço e eleva os espíritos. A alta concentração de antioxidantes retardaria o envelhecimento das células. Estudo indicado no site sugere que baixa o colesterol. Alguns vendedores garantem que cura doença. Entre os garotos-propaganda do produto está o CEO da Viacom (MTV, VH1, Paramount, Nickelodeon e um longo et cetera), Summer Redstone, 85, que diz que o MonaVie o fará viver outros 50.

Mas -e sempre há um mas- a empresa vem sendo acusada de favorecer o esquema de pirâmide, aquele em que os que estão no topo da organização de vendas levam a parte do leão e os milhares que estão abaixo ou que entram a cada dia jamais ganharão tanto dinheiro quanto é prometido. Há sites dedicados a denunciar a MonaVie, um deles batizado propriamente de "PurpleHorror.com".

A organização é a seguinte: o "associado" (eufemismo mercadológico gringo para vendedor) paga US$ 39 para fazer parte do time e tem o compromisso de vender pelo menos oito garrafas por mês. Cada associado pode fazer seu próprio time de associados, como na pirâmide. Todos ganhariam dinheiro. Não é bem assim, segundo documentos públicos: em 2007, menos de 1% dos "associados" vendeu o suficiente para ganhar comissão; dos que venderam, só 10% ganharam mais do que US$ 400 por mês.

Pelo sim, pelo não, vou encomendar minha garrafa. É preciso tomar duas pequenas doses por dia. Depois digo o que aconteceu.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h01
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Obama está prestes a escolher vice-presidente, diz e-mail --e avisará por SMS

 

Acaba de chegar comunicado aos assinantes da lista de e-mails em que David Plouffe, coordenador-geral da campanha de Barack Obama, avisa que o candidato democrata está prestes a escolher seu companheiro de chapa. Quando o fizer, avisará primeiro em mensagem enviada por SMS e por e-mail para os milhões da lista. Obama se encontra no momento --e até o final da semana-- em férias no Havaí. Seu primeiro compromisso público é no sábado 16, na Califórnia. Há as Olimpíadas.

E claro que milhões de novos números de celulares para ser acionados no dia da eleição por ligação ou SMS não atrapalharão nada a campanha... Leia o e-mail abaixo:

Obama for America
Dear Sergio --

Be the First to Know Barack Obama is about to make one of the most important decisions of this campaign -- choosing a running mate.

You have helped build this movement from the bottom up, and Barack wants you to be the first to know his choice.

Sign up today to be the first to know:

http://my.barackobama.com/vp

You will receive an email the moment Barack makes his decision, or you can text VP to 62262 to receive a text message on your mobile phone.

Once you've signed up, please forward this email to your friends, family, and coworkers to let them know about this special opportunity.

No other campaign has done this before. You can be part of this important moment.

Be the first to know who Barack selects as his running mate.

Thanks,

David

David Plouffe
Campaign Manager
Obama for America

Donate



Paid for by Obama for America

 



Escrito por Sérgio Dávila às 20h46
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Obama "pede para sair", mas só por um momento

 

Veja minha análise hoje, no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h11
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Ex-candidato democrata admitirá affair

 

John Edwards faz isso em entrevista hoje à noite ao Nightline, na ABC, que exibirá trechos da conversa com o repórter Bob Woodruff antes, no jornal das 6. Ele assumirá que teve um caso com Rielle Hunter, cineasta de documentários de 42 anos, mas negará que é pai da filha dela, Francis Quinn, embora um assistente seu diga o contrário.

Para quem não estava acompanhando, o ex-pré-candidato democrata John Edwards, sulista conhecido por sua plataforma populista e cortes de cabelo de US$ 500, vinha sendo acusado em reportagens publicadas pelo tablóide National Enquirer, que publicou fotos do político com a bebê no colo. Ao anunciar que iria entrar na corrida presidencial, no ano passado, foi criticado por fazer isso no momento em que vinha a público que sua mulher tinha sido diagnosticada com câncer.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h36
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"Obama no está listo" --é o anúncio em espanhol, de McCain

 

Acaba de entrar no ar o novo anúncio negativo em espanhol para rádio de John McCain contra Barack Obama. Repete os mesmos pontos nos quais a campanha do republicano vem batendo --só que em espanhol. O roteiro:

Con la economia en tan mal estado, los precios de la gasolina subiendo, la crisis hipotecaria y tantos trabajos perdidos, debemos tener cuidado a quien elegimos como nuestro proximo presidente.

No hay duda que Barack Obama es alguien popular, una celebridad que dice lo indicado. Pero hara lo correcto?

Por eso, esta es la pregunta que debes hacerte, en estos tiempos economicos tan difciles, estas listo para un presidente que voto para aumentarle los impuestos a las familias que ganan 42,000 dolares al ano? Estas listo para Barack Obama?

Para sus propuestas de impuestos que perjudicarian a las personas mayores? Estas listo para pagar mas impuestos sobres tus ingresos, ahorros y por la venta de tu casa?

No es que tu no estes listo. Barack Obama aun no esta listo. Porque cuando se trata de la economia, la experiencia cuenta, y simplemente el no la tiene.

Te ofrece cambio, pero parece ser que sera solo un poco de cambio en tu bolsillo.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h00
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EUA estarão "bem" com Obama, diz Condoleezza

 

O Politico entrevistou a secretária de Estado Condoleezza Rice longamente. A certa altura, o site pergunta se a chanceler de George W. Bush se sentiria segura caso Barack Obama virasse presidente. Ela disse que os Estados Unidos vão ficar "bem". A pergunta e a resposta completa, em inglês:

QUESTION:  Would you feel safe with a President Obama?
SECRETARY RICE: Oh, the United States will be fine. I think that we are having an important debate about how we keep the country safe. I think we are having an important debate about our responsibilities, our obligations, our interests in the Middle East in the wake of the now increasing evidence of success in Iraq. Those are important judgments for the American people to make. 

Mais adiante, ela comenta o filme "W", cinebiografia não-autorizadíssima de Oliver Stone sobre o presidente dos EUA, que estréia em outubro. O repórter diz a ela que Thandie Newton a interpretará, e ela diz que não sabia mas sabe que ela fará um bom trabalho. Depois, confessa uma queda por Denzel Washington.

QUESTION: And Madame Secretary, as a last question, as you know, Thandie Newton is playing you in the upcoming movie W. I wonder if there’s somebody that you’d hoped would play you.
SECRETARY RICE: (Laughter.) I have no idea. I didn’t know that. And it’s fine. I’m sure she’ll do a very fine job. 
QUESTION: Do you have a leading man that you’d like to play opposite you?
SECRETARY RICE: (Laughter.) I’ll leave that to – leave that to the casters – cast directors.
QUESTION: And who would you say is your Hollywood crush?
SECRETARY RICE: My Hollywood crush? Oh, I’ve got lots of them. I mean, doesn't everybody love Denzel Washington?



Escrito por Sérgio Dávila às 19h00
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Diplomata brasileiro inspirou política externa de Obama

 

É o que me disse sua ex-assessora de política externa, Samantha Power. Leia íntegra da entrevista abaixo:

O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello influenciou Barack Obama. Pelo menos suas idéias. É o que diz Samantha Power, até março uma das principais e mais combativas assessoras de política externa do candidato democrata. "Obama está tentando mudar toda a cultura política nos EUA, a política externa americana ao seguir muitas das políticas que a vida de Sérgio sugere que eram as corretas, como falar com seus adversários", disse.

Vencedora do prêmio Pulitzer por seu livro sobre genocídio, "Genocídio - A Retórica Americana em Questão" (Companhia das Letras, 2004), a escritora e acadêmica irlandesa de 37 anos chega ao país na semana que vem para lançar a versão em português de "O Homem que Queria Salvar o Mundo" (Companhia das Letras), biografia de Sérgio Vieira de Mello, diplomata brasileiro da ONU assassinado pelo primeiro atentado a bomba ocorrido no Iraque, em 2003.

Embora tenha dito que não representa mais a campanha de Barack Obama desde que chamou Hillary Clinton de "monstro" em março, numa frase "off the record" publicada por um jornal, Power tem encontro marcado com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva --entregará o livro em mãos.

Leia trechos da entrevista a seguir:

*

Quando o conheceu, em 1994, na Bósnia, a sra. disse que Sérgio Vieira de Mello tinha "a possibilidade de ser o rosto que nunca tivemos --para o Direito internacional, para as instituições internacionais, para os sacrifícios exigidos, poderia ser um tipo de mudança de paradigma". Parece bastante com a descrição que a sra. faria de Barack Obama, alguém mencionou até que ambos estariam "tentando inventar o futuro". É correto pensar que a sra. viu no brasileiro uma espécie de "Barack Obama da diplomacia internacional"?

SAMANTHA POWER - Sim, eles são semelhantes no sentido de que ambos são agentes de esperança e mudança. Sérgio estava tentando mudar o lento e às vezes letárgico funcionamento de uma grande burocracia, a maneira como governos na ONU pensam sobre questões humanitárias e proteção civil e até paz. Os tipos de questões que Sérgio tentava colocar no radar eram questões que muitos governos tentavam fugir. O mais importante, tentava fazer países verem que seus interesses e valores são inexoravelmente ligados.

Já Obama está tentando mudar toda a cultura política nos EUA, a política externa americana ao seguir muitas das políticas que a vida de Sérgio sugere que eram as corretas, como falar com seus adversários, promover dignidade, ter grande respeito por outros países e culturas. Mas acho que o paralelo mais interessante, por ter sido dito num dos últimos discursos de Sérgio, é a frase: "O medo é um péssimo conselheiro". Eu ouvi Obama um ou dois meses atras dizer: "O medo dá maus conselhos". Não é algo que as pessoas digam toda hora, certo?

Então, o que os une é uma ênfase na diplomacia e o entendimento de que mesmo que você não concorde com alguém ou condene o comportamento de outro ator internacional, às vezes, por razões muito pragmáticas, tem de sentar com ele e então entender que o medo pode embaçar seu julgamento. Isso é algo que milhões de pessoas no mundo inteiro vivem, medo da policia, de ficar com fome, medo de milícias. Entender a cena internacional atual também os une.

O que acha que teria acontecido se ele vivesse? Seria secretário-geral da ONU, como muita gente sugeriu? Teria influído na situação atual da Guerra do Iraque?

POWER - Em relação ao Iraque, a maior parte dos grandes erros já tinham sido feitos antes mesmo de ele chegar lá, o primeiro sendo invadir o país. Mas também invadir sem plano, o que fazer na manhã seguinte, invadir com poucas tropas, sem legitimidade internacional... Se ele tivesse sobrevivido, teria prevalecido sobre L. Paul Bremer [então lugar-tenente das forças de ocupação no país], e esse deixaria o poder muito antes do que deixou.

O pequeno progresso que nós vemos no Iraque hoje, acontece porque os iraquianos estão no comando cada vez mais, e isso era algo que Sérgio pediu desde o dia em que ele chegou ao Iraque, que tínhamos de deixar os iraquianos comandar o país. Mesmo se eles errassem, dizia, era melhor errarem eles mesmos do que os americanos acertarem por eles, quanto mais os americanos errarem por eles, como acontece. Ele poderia ter nos levado mais rápido para onde estamos hoje, que é de uma situação de frustração real ainda, mas um país menos violento do que antes.

Mais amplamente, eu acho que ele seria secretário-geral. Sua experiência em mais de doze zonas de guerra, de falar varias línguas, o fato de ser bem visto pelos americanos, franceses, britânicos, russos e chineses! Eu não penso em nenhum outro indivíduo na Terra que fosse tão bem aceito pelo Conselho de Segurança. Mesmo que Ban Ki-moon ou alguém como ele fosse eleito em 2006, porque a Ásia queria mostrar que era sua vez, depois diríamos "Dêem-nos o Sérgio, porque o mundo está pegando fogo!".

Entre seu livro sobre o genocídio e o atual, percebe-se a mudança do idealismo para o pragmatismo em relação às questões internacionais. A sra. concorda?

POWER - Sim, mas, embora eu tenha sido muito idealista em relação ao que eu desejava antes, que os EUA e outros governos ligasse mais e fizessem mais contra o genocídio, eu era muito pragmática em relação às ferramentas para isso, a necessidade de usar intervenção militar, sim, mas também o amplo alcance de ferramentas que os EUA têm em seu arsenal: diplomáticas, econômicas, multinacionais.

Mas eu concordo que eu comecei a ver que realmente precisamos pensar a respeito do genocídio e dos direitos humanos num contexto mais amplo de estadismo internacional. Simplesmente não é possível para países tão poderosos como os EUA denunciarem o genocídio numa segunda-feira, apoiarem a tortura numa terça e na quarta pensarem que vão ter sucesso em convencer os outros países a parar com o genocídio.

O livro sobre Sérgio Vieira de Mello importa mais por isso: as questões que ele levantava há anos têm a ver agora com os desafios do líder moderno. Questões marginais e antes exóticas que agora estão no centro da discussão de várias maneiras para governos poderosos, incluindo Brasil, questões sobre como lidar com lugares em que o Estados faliu, sejam as favelas ou o Haiti. Há 30 anos não víamos a importância delas, mas Sérgio via.

A sra. disse numa entrevista que "houve um tempo em que a visão em círculos internacionais era a de que não deveria haver interferência nos assuntos internos de uma nação soberana. Nós já passamos desse ponto. Agora a questão é se você tem ou não o direito como diplomata de criticar o governo que o hospeda ou criticar um aliado ou inimigo, em termos de direitos humanos. O debate agora é quão longe você deve ir, e se deve ir, quais as ferramentas disponíveis para os estadistas para ser usadas e em que altura devem ser usadas.". Quão longe a sra. iria em relação a um pais como o Irã ou a China, por exemplo?

POWER - Primeiro, deixe-me dizer que tudo o que eu disse é verdade, mas que a combinação da Guerra do Iraque e a erosão da influência dos EUA como resultado dessa guerra mais a ascensão da China e o ressurgimento da Rússia fizeram o que eu disse ser mais contestado hoje. A China insiste seguidamente que não haja interferência, mas agora eles tem um púlpito muito mais potente do que cinco anos atrás. Ao mesmo tempo, estão interferindo em todo tipo de assuntos internos de países africanos em termos de investimento externo direto, doações, petróleo, mão-de-obra, então não acho que sejam sinceros quando argumentam sobre a não-interferência. Mas é um argumento que você ouve muito mais hoje e por atores muito mais poderosos do que há cinco anos.

Quanto à China, eu acho que há três perguntas. Primeiro, qual o país-alvo e qual a questão em discussão? Na China, estamos falando por exemplo do país e sua relação com o Sudão. Segundo, quem são os interventores, o ator que está reclamando e tentando mudar a situação, é o Comissariado de Direitos Humanos da ONU ou é o governo dos EUA ou é a OTAN ou é a OEA? Aí, a terceira questão, que é qual a ferramenta que deveria ser empregada. Essa será muito diferente dependendo que qual o ator e qual a crise. George Bush fala muito em generalidades, faz declarações amplas em que tenta aplicar a mesma doutrina a países diferentes. Temos de ter muito cuidado e reconhecer que não há um tamanho único que sirva a todos, China, Zimbábue, Irã. Eu perguntaria qual o mecanismo mais efeito em colocar pressão em países que estão infringindo direitos humanos ou que estão fazendo coisas que desestabilizam países vizinhos.

No caso do Irã, eu acho que o enriquecimento de urânio é um fato preocupante, eu não acho que as pessoas no mundo inteiro devam dizer: "Bush diz que é ruim, então eu tenho de dizer que é bom". Não é uma boa maneira de pensar em estabilidade a longo prazo. Sim, Bush diz que é ruim, e suas políticas pioraram, mas todos nós temos de achar uma maneira de dissuadir os iranianos de sua sua busca por armas nucleares, pois isso desestabilizará não só o Iraque e Israel mas muitos países sunitas na vizinhança, que também vão querer armas nucleares para se defender. Então eu acho que o melhor é se comprometer em altos níveis, o que eu acho que os EUA não fizeram ainda. Mais pressão tem de ser colocada na China e na Rússia para se alinharem na questão de sanções, também.

Quanto a China, é um dos países mais poderosos do mundo, é muito difícil de fora ter um impacto no governo deles, mas é importante para os EUA pararem eles próprios de abrigar abusos e reconquistar sua credibilidade nas questões de direitos humanos e então se juntar a outros países na América Latina, na Europa e em outros lugares e apresentar blocos internacionais de países com credibilidade para encorajar a China a seguir um caminho diferente e lembrar a China que desenvolvimento econômico e estabilidade são compatíveis e são ajudados por democratização. Mas se os EUA lidarem com o Irã sozinhos e com a China sozinhos podem soar mais como intimidação do que liderança.

A sra. fala como uma pensadora independente ou como assessora de política externa de Barack Obama?

POWER - Tenho de ser muito clara: eu falo por mim mesma, infelizmente não tenho nada a ver com a campanha desde março.

Qual seu papel na campanha hoje e qual será num eventual governo?

POWER - Não tenho nenhum papel hoje a não ser me insinuar ao público brasileiro nas próximas duas semanas e nenhum plano de voltar à campanha. Sou professora e darei aulas sobre extremismo a partir de setembro, com meu marido, a quem eu conheci na campanha de Obama. Ele é seu assessor, Cass Sunstein. Mas ficarei honrada de fazer qualquer coisa para ajudar Obama a acertar a política externa norte-americana, recuperar um pouco do que os EUA abriram mão nos últimos oito anos. Poderei fazer isso seja como uma cidadã ou ficarei honrada de fazer qualquer coisa que ele ache que seja útil. Mas ele não está pensando nesses termos agora, nem eu. John McCain é um oponente formidável e o está deixando muito ocupado.

Quanto ao comentário sobre Hillary Clinton, em que a sra. a chamou de "monstro" e já se desculpou várias vezes: o quanto dói ter sido tirada da campanha por conta disso?

POWER - É de doer o coração. E eu também me arrependo de ter colocado na atmosfera algo que as pessoas que criticaram a Hillary no passado se aproveitam para validar suas posições, com as quais eu não concordo. Em outras palavras, ela sempre foi um modelo para uma mulher como eu. O mundo deve a ela. E esse comentário ter alimentado alguns dos preconceitos existentes me deixa profundamente envergonhada... E, sim, de um ponto de vista pessoal, essa é uma campanha histórica, eu tinha um assento no banco da frente, aprendi muito nos últimos anos e também gostava de trabalhar com o tipo de pessoas que Obama atrai desde o começo. Sim, é de quebrar o coração que eu e minha boca grande tenham me privado da oportunidade de trabalhar com essas pessoas...

Voltando a Sérgio Vieira de Mello, era notável durante a guerra como a população local, alimentada pela propaganda oficial de Saddam Hussein, culpava o embargo econômico liderado pela ONU pelos problemas do país. E minha impressão é a de que a organização não percebeu isso, achou que seria recebida como libertadora. O muro que protegia o escritório do diplomata no dia em que a bomba explodiu, por exemplo, tinha sido erguido uma semana antes. A sra. concorda que esse desconhecimento da ONU da situação local pode ter acabado custando a vida dele?

POWER - Primeiro, não há dúvida de que os funcionários da ONU em Nova York e fora do Iraque rudemente não entenderam a maneira com que a ONU seria vista por iraquianos comuns. Eles achavam que seriam vistos como uma força multinacional que se recusou a autorizar a invasão, então que EUA e Reino Unido seriam vistos de uma maneira e eles de outra. Eles não entenderam o impacto degradante das inspeções da ONU, das conseqüências dos embargos e que a marca dos EUA estava associada a essas duas ações para os locais de maneira muito danosa para a organização.

Segundo, não há duvida de que funcionários da ONU no Iraque subestimaram o risco de segurança. Mas nas semanas que antecederam o ataque eles começaram a tentar se aproximar da população porque entenderam que os iraquianos os associavam aos Estados Unidos. Em agosto, Sérgio já sabia que a população eram ambígua em relação à ONU. Mas nunca perceberam o real risco de segurança.

Mas há um terceiro ponto importante: temos de lembrar que as pessoas que mataram Sérgio e outras 21 pessoas naquele dia não eram iraquianos, no sentido de que faziam parte da Al Qaeda e que dois meses depois atacariam o Crescente Vermelha, a embaixada da Jordânia e da Turquia. Essas pessoas não atingiram Sérgio e a ONU por conta do embargo, das inspeções, mas porque eles eram atingíveis e isso levaria organizações humanitárias a sair, poderia levar a guerra de volta ao estágio entre os jihadistas e os ocupadores, o que os interessava. Sérgio era perigoso a eles porque era razoável, apresentava uma alternativa ao que os americanas estavam dizendo e fazendo, um poder moderado, uma visão moderada para estabilidade do país.

O presidente George W. Bush disse que desistiu de jogar golfe após ser informado da morte de Sérgio Vieira de Mello. Qual sua reação?

POWER - De descrença, inicialmente. George Bush mencionou Sérgio num debate presidencial com John Kerry em 2004. Ele encontrou Bush uma vez por 30 minutos. Provavelmente, ele é o único funcionário internacional de qualquer tipo mencionado nos debates. Tamanha era a boa impressão que ele deixava nas pessoas. E, depois de sua morte, convenceu Bush a abandonar seu hobby predileto. Mas acho que é vergonhoso que a única lição dessa invasão desastrosa e das decisões incrivelmente danosas feitas por Bush é que você não deve jogar golfe porque alguém pode morrer e você pode se envergonhar de estar no campo de golfe naquele momento. Bush não planejou a invasão corretamente. Se tivesse havido planejamento e resgate adequados, Sérgio poderia estar vivo hoje.

Como assessora de política externa, qual seria seu conselho para melhorar a relação entre Brasil e Estados Unidos?

POWER - A relação entre os dois países deveria e pode ser fundamental para a restauração da credibilidade e do respeito dos EUA na América Latina e, mais amplamente, no mundo. Comércio, missões de paz, há tantas áreas que se intercalam, essa é uma das relações negligenciadas que se beneficiarão enormemente com a mudança de liderança em Washington. O presidente Obama se sentará com o presidente Lula e os dois arregaçarão as mangas e realmente pensarão juntos em como esses dois países podem se juntar com credibilidade na região para cumprir necessidades reais.

A sra. parece defender em seu livro que a atuação de entidades multinacionais como a ONU melhoram seu desempenho quando suas missões de paz, mais do que garantir a paz, a impõem. É correta essa impressão?

POWER - Primeiro, é preciso evitar o risco de se pensar em termos de "um tamanho serve a todos". O que a vida de Sérgio mostra é que as missões de paz da ONU são mais bem-sucedidas quando têm a proteção do Conselho de Segurança da ONU por trás delas. Muitas vezes, essas missões são colocadas em perigo quando o país e o Conselho de Segurança são indiferentes ao que acontece no país ou quando eles estão divididos e há interesses muito diferentes em jogo. Então, países poderosos precisam ser convencidos diplomaticamente que de a missão importa para eles e gastarem dinheiro, treinamento, equipamento. Em segundo lugar, os países que mandam as missões têm de manter melhor vigilância. Abusos sexuais, a falta de obediência de lei tem de parar, mina a credibilidade da ONU como um todo. Por fim, em lugares perigosos, em que assassinos percebem que podem desrespeitar as missões de paz, eles desrespeitam. Geralmente, isso significa roubar veículos, humilhar soldados das missões, aterrorizar a população civil. Então o que eu acho que Sérgio entendia é que é muito importante mandar uma impressão firme, que sugira aos fora-da-lei que as missões estão preparadas para proteger os civis.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h54
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A Casa Branca de Obama --por outra revista

 

Dessa vez, em vez de sátira ou cartum, a Harper's Bazaar optou por entrar na discussão de uma futura casa Branca obamista num ensaio de moda com modelos negros. No papel de Michelle Obama, a modelo-apresentadora de TV Tyra Banks; no de Obama, Roman Watson. Repare o agasalho de Harvard que os dois usam para ler jornal na cama...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h16
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E McCain responde a Paris Hilton!

 

Ao site TMZ, de celebridades: "Parece que Paris optou por 'todas as opções' em relação à política energética que John McCain vem defendendo. Talvez a realidade seja que Paris tem um plano de energia mais bem-feito do que Barack Obama", disse Tucker Bounds, porta-voz da campanha do republicano. Essa campanha promete...



Escrito por Sérgio Dávila às 12h11
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Paris Hilton faz video com resposta a McCain


Finalmente a patricinha se manifestou. Ela teve sua imagem usada no já famoso vídeo Celeb, em que John McCain critica Barack Obama e compara sua imagem à de Hilton e Britney Spears. Agora, no site humorístico Funny or Die, dá sua réplica e aproveita para se lançar à presidência. O slogan ela já tem: " That's hot!" Antes, ela dá uma cutucada em McCain --"aquele cara enrugado e de cabelo branco"-- e em Obama --"aquele cara que fala de mudança". Apesar de ela estar com o mesmo rosto robótico de sempre, o texto dos humoristas do site é hilariante. A certa altura, ela pede para acabar de folhear a revista para depois lançar uma proposta complicadíssima de política energética. Depois, diz que vai pintar a Casa Branca de rosa...

See more Paris Hilton videos at Funny or Die



Escrito por Sérgio Dávila às 21h12
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Candidatos fazem graça de si mesmos em programa de humor

 

Vão ao ar amanhã, no fim da temporada de "Last Comic Standing", na NBC, dois esquetes em que Barack Obama e John McCain fazem graça deles mesmos --ou da falta de graça de ambos. As "aparições", já gravadas, entram ao longo do programa humorístico da NBC, uma competição entre comediantes amadores que não é lá grande coisa nem está entre os programas mais vistos da TV.

Na opinião do blog, o de McCain é mais engraçado. Veja ambos abaixo:



Escrito por Sérgio Dávila às 14h18
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E Bill Clinton reaparece também --para dizer que não é racista

 

No domingo, ele falou ao Washington Post. Também evitou se alongar muito em comentários sobre Barack Obama, a quem chamou de político inteligente. Os dois saíram chamuscados das primárias, e ele é apontado como um dos entraves para Hillary Clinton emplacar como vice. Sobre as polêmicas entre o democrata e a mulher de Bill, ele disse enigmaticamente que a verdade só será conhecida em 2009...

Hoje, ele disse à ABC que não é racista e, indagado se Obama está pronto para ser presidente, saiu-se pela tangente: Você poderia argumentar que ninguém jamais está preparado para ser presidente...


ABC



Escrito por Sérgio Dávila às 16h02
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Farrakhan reaparece --mas evita falar de Obama

 

O líder radical negro Louis Farrakhan, da Nação do Islã, reapareceu ontem --mas evitou falar de política e não tocou no nome de Barack Obama. Com saúde precária, ele deu palestra em Chicago sobre educação nos Estados Unidos. Desde que Obama foi escolhido o candidato democrata, o polêmico líder sumiu de cena. Antes, ele havia declarado apoio a Obama, que respondeu que não podia proibir ninguém de apoiá-lo --retórica de campanha, pois os dois se conhecem.

Em certo momento da palestra, em que ele criticou violentamente o sistema educacional norte-americano por continuar a segregar os negros de fato, embora não de direito, ele falou vagamente de "mudança", que é o tema da campanha de Obama. Na platéia, o padre branco Michael Pfleger, aquele que imitou Hillary Clinton e pediu desculpas.

Farrakhan at Christ Universal Temple, August 3, 2008

Father Michael Pfleger at Christ Universal Temple, August 3, 2008



Escrito por Sérgio Dávila às 15h50
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O homem que fez o World Trade Center flutuar

Ele passa de um edifício ao outro, aparentemente sem esforço. Leva um instrumento para equilíbrio e traz no rosto uma expressão serena, quase de meditação. Usa roupas diferentes. Parece flutuar no ar. Quando as pessoas o avistam do solo, param o que estão fazendo e ficam olhando, entre estáticas e admiradas. Ele é a estrela de um dos grandes filmes deste verão norte-americano.

Não estou falando do mais recente "Batman", mas de "Man On Wire", um pequeno documentário em cartaz em poucas salas nos Estados Unidos e ainda sem data de estréia prevista para o Brasil. Como diz o título ("homem no fio") é a história de um equilibrista francês que, em 1974, atravessou de um topo ao outro o vão das torres do World Trade Center, em Nova York, andando por um cabo de aço.

Mas é muito mais do que isso.

Montado como se fosse um filme de assalto a banco, com direito a passagens "reconstituídas" por atores, é o raio-X de um sonho levado às últimas conseqüências e com final feliz. O fio condutor é Philippe Petit, o homem do título. Aos 20, enquanto esperava sua vez no dentista, leu em uma revista francesa que o projeto de construção do World Trade Center havia sido aprovado. São os anos 60.

Os edifícios viraram o Moby Dick desse capitão Ahab contemporâneo, com rosto de mímico, vida de circo e amigos malucos. Nos próximos anos, ele ganharia fama ao atravessar as duas torres da catedral de Notre Dame e a torre Eiffel, em Paris, e a australiana Harbor Bridge, em Sydney. Como sempre, as performances eram feitas sem que as autoridades soubessem e com uma equipe bem treinada, que ajudava Petit a instalar os cabos de aço entre os dois pontos da travessia.

Três constantes: nunca havia rede de proteção; acabava sempre em prisão; e os lugares foram ficando cada vez mais altos.

Como ele conta depois, tudo não passava de treino para o que ele chama de "O Golpe". Que veio numa manhã de agosto de 1974, em Manhattan, quando o WTC ainda funcionava precariamente e era malvisto pela população local, que achava o projeto todo um exagero. De uma maneira rocambolesca, Petit e um parceiro conseguiram chegar ao último andar da Torre Sul, enquanto dois outros amigos faziam o mesmo na Torre Norte. Quando amanheceu, os quatro instalaram o cabo entre os prédios.

Até que isso acontecesse, tudo o que poderia dar errado deu. Dois deles passaram a noite imobilizados sob uma lona, enquanto um guarda dormia no posto ao lado. O cabo escapou e quase caiu no chão durante a instalação. Só na fase do planejamento, Petit teve de vir cinco vezes de Paris a Nova York, para reconhecimento. Numa delas, fingiu que era repórter e "entrevistou" a equipe que construía as torres, enquanto filmava e fotografava secretamente os detalhes de onde instalaria as traquitanas.

O filme emociona por mostrar um projeto e um sonho de tempos mais inocentes, que seriam impossíveis hoje, na "guerra ao terror". Parte do caso de amor dos nova-iorquinos com os dois gigantes é creditada à travessia do malabarista. O depoimento que dá na época o policial que prende Petit depois da travessia é ele próprio poético. O malabarista nunca mais falou do assunto, até que seu vizinho o avisou, naquela manhã de setembro de 2001: "Philippe, derrubaram suas torres".

Quando um repórter perguntou a George Mallory (1886-1924) por que queria escalar o monte Everest, o explorador britânico teria respondido: "Porque ele está lá". Philippe Petit quis atravessar as duas torres do World Trade Center porque elas estavam lá. Não estão mais.

  




Escrito por Sérgio Dávila às 13h01
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"Nuvens" de sites oficiais revelam obsessão com Obama

 

O Washington Post de hoje fez uma "nuvem de tags" --lista de palavras hierarquizada visualmente-- com os termos que aparecem nos blogs dos candidatos Barack Obama (abaixo, à esq.) e John McCain (à dir.). O resultado revela uma obsessão --de ambos os lados-- com Obama.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h00
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Semana marca começo oficial do "mar de lama" na campanha dos EUA

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h34
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McCain brinca com messianismo de Obama

 

Acaba de entrar no ar o anúncio "The One", colocado pela campanha do republicano John McCain. "The One" pode ser traduzido como "o escolhido", na tradição bíblica. Na bem-feita colagem de discursos e entrevistas de Barack Obama, o democrata sai mais messiânico do que nunca. Tem até cena de Charlton Heston como Moisés no épico Os Dez Mandamentos, de Cecil B. DeMille (Heston, morto nesse ano aos 84 abnos, era republicano ferrenho).

O locutor encerra: "Barack Obama pode ser 'the one'. Mas ele está pronto para liderar?"

Vale ver.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h56
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Família de Paris Hilton doou para McCain

 

Quem revelou foi o Daily Show de ontem à noite, o melhor "jornalístico" a cobrir essa campanha. Segundo Jon Stewart, os pais de Paris Hilton doaram a quantia máxima para John McCain nessa eleição, US$ 4,6 mil. Já o avô deu mais US$ 35 mil ao Partido Republicano. O "agradecimento" do candidato? (atenção, internautas que não viram o vídeo abaixo: o termo foi usado por Jon Stewart, não pelo blogueiro): usar a filha deles num anúncio negativo contra Obama, o já famoso "Celeb"...



Escrito por Sérgio Dávila às 11h57
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