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Barack Obama e o "escândalo da rúcula"

 

Comer é um ato político, como experimentou na carne (perdão pelo primeiro trocadilho) o bispo Sardinha, ao ser devorado pelos índios caetés, em 16 de junho de 1556. No ano passado, em pleno começo de campanha pela indicação do Partido Democrata, Barack Obama perguntou numa feira no Iowa: "Alguém foi recentemente ao Whole Foods e viu o preço que eles cobram pela rúcula?"

A frase foi dita num dos Estados-símbolos do chamado "cinturão do milho" norte-americano. O candidato sugeria que os agricultores locais diversificassem a monocultura e investissem em plantas pelas quais poderiam cobrar mais. Desde então, a afirmação tem sido usada por diferentes oponentes para demonstrar como o democrata é elitista e não está em contato com a realidade do povo.

"Tive de procurar no Google o que era rúcula!", bradou há poucos dias Jed Babbin, subsecretário de Defesa de Bush pai (1989-1993), hoje presidente do grupo ultraconservador Human Events. Você é o que você come, defendem John McCain e seus asseclas republicanos, e Obama é o homem errado, porque come os produtos errados, no lugar errado -o Whole Foods é de classe média alta.

Rúcula? O americano de raiz (perdão pelo segundo trocadilho) come alface, e olhe lá. De preferência acompanhada de hambúrguer de bisão ou alce. Cru. Obama não é a primeira vítima do que ficou conhecido como "rúcula-gate". Antes dele, Michael Dukakis também foi acusado de elitismo vegetal. Em 1987, no mesmo Iowa, o então candidato democrata sugeriu que (provavelmente) os mesmos agricultores diversificassem sua produção plantando endívias. Perdeu de lavada para Bush pai.

A diferença entre 1987 e 2008 é que os conscientes alimentares deixaram de ser uma minoria. Se há duas décadas ser vegetariano era tão exótico nesse país quanto ser negro e concorrer à presidência, agora a preocupação com a comida é tão bem-vista quanto a ambiental, até porque ambas andam de mãos dadas. Nos supermercados, cresce o número de produtos anunciados como "locais", que gastaram pouco combustível fóssil para chegar à mesa do consumidor, chamado de "localvoro".

As editoras pegam carona no debate político-gastronômico. Quatro anos depois de "How to Eat Like a Republican" ("Como Comer como um Republicano", Villard), é a vez de "Cuisines of the Axis of Evil and Other Irritating States - A Dinner Party Approach to International Relations" ("Culinárias do Eixo do Mal e Outros Estados Irritantes - Um Olhar nas Relações Internacionais pela Mesa do Jantar", Lyons Press).

Se a obra de 2004 vinha na esteira da segunda vitória de Bush filho e no que Karl Rove sonhava ser o começo da maioria permanente republicana, a de agora pega emprestada a expressão com a qual o presidente reuniu Irã, Iraque e Coréia do Norte no mesmo pacote, o de países que, em 2002, ele acusava de patrocinarem o terrorismo, para examinar o que a autora chama de culinária política.

Um prato nacional diz muito sobre a política externa de um país, defende Chris Fair. O de Israel, por exemplo, é o falafel, o bolinho frito de grão-de-bico, "uma maneira de eles dizerem 'Nós temos participação num prato tipicamente árabe'". Ela viajou para ou pesquisou sobre dez países que não mantêm exatamente boas relações com os EUA, entre eles Cuba e Mianmar.

Chegou à conclusão de que o entendimento mundial passa pela cozinha. Com rúcula ou não.

*

Este blog volta a ser atualizado no dia 16 de setembro. Até já.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h44
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Agora, as eleições dos EUA começam para valer

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 19h38
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Bush fracassou, diz Woodward em quarto livro

 

Em seu quarto livro sobre a Era Bush,  "The War Within" (A Guerra Interna, em tradução livre), que chega ao público na semana que vem, o jornalista Bob Woodward diz que o presidente norte-americano fracassou em sua missão de liderar o país. Não é tão crítico quanto o terceiro,  "State of Denial" (Estado de Negação), mas também não é tão laudatório quanto os dois primeiros, quando o experiente jornalista do caso Watergate --e, de resto, 90% da imprensa local-- se deixou levar pela nuvem acrítica que tomava o país.

Essa é a opinião da Fox News, que conseguiu furar o embargo e comprou o livro de 487 páginas antes do lançamento oficial. Nele, Woodward elogia a decisão de George W. Bush de aumentar o número de soldados no Iraque, que ajudou na atual fase de menos violência da guerra.  Mas diz que o presidente, "muito freqüentemente, fracassou em sua missão de liderar o país". Diferentemente de nos três primeiros livros, Woodward conseguiu entrevistar Bush várias vezes para o livro.

"O presidente Bush raras vezes foi sincero com o público ao explicar o que ele estava fazendo e o que se deveria esperar", escreve, para depois dizer que o político é uma das figuras mais polarizadoras do país. Ele cita o candidato republicano, John McCain, que se diz frustrado com a Casa Branca, e o general George Casey, então no comando das tropas no Iraque, dizendo que não acredita que Bush tenha entendido a guerra e que perdeu a confiança no presidente.

*

Com o rompimento do embargo, o Washington Post adiantou para hoje parte do material que começará a publicar domingo em quatro dias sobre o livro de seu mais ilustre colaborador. Avança nas revelações; a principal é a de que a Casa Branca espionou o atual primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, e outros líderes daquele país. "Nós sabemos tudo o que ele fala", disse uma fonte a Woodward. Diz ainda que a partir de 2007 os EUA vêm usando técnicas avançadas de eliminação de líderes terroristas no Iraque --mas não entra em mais detalhes sobre as técnicas, por "questões de segurança nacional".

Afirmou que o sucesso relativo da escalada pedida por Bush deve-se a quatro fatores, não só o aumento das tropas: as tais operações secretas altamente tecnológicas, a decisão do clérico Mogtada al-Sadr de retomar o controle de seus homens e o chamado Despertar de Anbar.



Escrito por Sérgio Dávila às 22h50
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Republicanos flagrados em vídeo dizem que processo de escolha de governadora é "bullshit"

 

O diálogo abaixo é entre o consultor político republicano Mike Murphy e a colunista do Wall Street Journal Peggy Noonan, com participação do jornalista Chuck Todd, que não sabiam obviamente que o microfone estava aberto. Eles estão falando da escolha da governadora Sarah Palin como vice de McCain.

Noonan acha a Palin não é a mais qualificada e chama a opção de "political bullshit", besteira política, em tradução livre. Todd diz que é um insulto a outra mulher que estava na lista dos vice-presidenciáveis, a senadora pelo Texas Kay Bailey Hutchinson. Veja o vídeo abaixo e leia a íntegra (em inglês) a seguir:

 

Chuck Todd: Mike Murphy, lots of free advice, we'll see if Steve Schmidt and the boys were watching. We'll find out on your blackberry. Tonight voters will get their chance to hear from Sarah Palin and she will get the chance to show voters she's the right woman for the job Up next, one man who's already convinced and he'll us why Gov. Jon Huntsman.

(cut away)

Peggy Noonan: Yeah.

Mike Murphy: You know, because I come out of the blue swing state governor world: Engler, Whitman, Tommy Thompson, Mitt Romney, Jeb Bush. I mean, these guys -- this is how you win a Texas race, just run it up. And it's not gonna work. And --

PN: It's over.

MM: Still McCain can give a version of the Lieberman speech to do himself some good.

CT: I also think the Palin pick is insulting to Kay Bailey Hutchinson, too.

PN: Saw Kay this morning.

CT: Yeah, she's never looked comfortable about this --

MM: They're all bummed out.

CT: Yeah, I mean is she really the most qualified woman they could have turned to?

PN: The most qualified? No! I think they went for this -- excuse me-- political bullshit about narratives --

CT: Yeah they went to a narrative.

MM: I totally agree.

PN: Every time the Republicans do that, because that's not where they live and it's not what they're good at, they blow it.

MM: You know what's really the worst thing about it? The greatness of McCain is no cynicism, and this is cynical.

CT: This is cynical, and as you called it, gimmicky.

MM: Yeah.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h18
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Cindy McCain usa roupa e jóias de US$ 300 mil na Convenção

 

A notícia não teria importância se a campanha do republicano John McCain não tivesse feito do suposto elitismo do democrata Barack Obama uma das bases de seus ataques. Pois não é que a candidata a primeira-dama, Cindy McCain, "usava" a bagatela de US$ 300 mil na segunda noite da Convenção Republicana, ontem?

Herdeira da terceira maior distribuidora de bebidas dos EUA e dona de uma fortuna calculada entre US$ 100 milhões e US$ 240 milhões --diferentemente de Michelle Obama, ela não tornou públicas suas declarações de IR--, a ex-Miss Rodeio do Arizona vestia:

Vestido Oscar de la Renta: US$ 3.000

Relógio de cerâmica branca Chanel J12: US$ 4.500

Brincos de diamante de três quilates: US$ 280.000

Colar de pérolas: entre US$ 11.000 e US$ 25.000

Sapatos: US$ 600

Total: Entre US$ 299.100 e US$ 313.100

O levantamento é do site da Vanity Fair.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h02
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David Letterman fala --e mostra por que é o melhor

 

Numa edição temática sobre a "nova comédia", o destaque da Rolling Stone que chega hoje às bancas é mesmo a entrevista com o veterano David Letterman, que não fala à mídia impressa desde 1996. Nela, o melhor apresentador de seu gênero em atuação hoje na TV defende o rival Jay Leno, que está sendo defenestrado pela NBC no ano que vem para dar lugar a Conan O'Brien. Ele diz que gostaria de entrevistar Leno no dia seguinte que sair do programa e que acha que a emissora está fazendo uma grande besteira. Disse também que já se conformou em ficar em segundo lugar --perde em audiência para Leno há mais de uma década; hoje, os números são respectivamente 3,5 milhões de espectadores, ante 4,8 milhões. Leia trechos em inglês aqui. Na capa, além de Letterman e Chris Rock, Tina Fey, mais conhecida como sósia da governadora Sarah Palin --que começa a se transformar numa obsessão desse blog...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h22
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Mais buscado: "fotos quentes" de Palin

 

Sarah Palin republican vice presidential candidate

Desde que o mundo soube que Sarah Palin era a candidata a vice republicana, as buscas com seu nome explodiram. Isso era o esperado. Na sexta e no sábado, as buscas com seu nome nos EUA bateram a de qualquer outro político nos últimos três anos e quatro vezes maior que a de "Barack Obama", oito vezes mais que "John McCain" e dez vezes mais que "Joe Biden".

Quando essas buscas são detalhadas, no entanto, a revelação. Entre as mais populares envolvendo seu nome: Vogue Magazine, Photos, Beauty Pageant, Bio, Biography, Picutures, Scandal, Alaska Governor, Hot. Entre essas, outra subdivisão:

* "hot photos"

* "Sarah Palin Bikini Photos"

* "Sarah Palin Naked"

* "Sarah Palin Nude"

A governadora de 44 anos tirou segundo lugar no concurso de Miss Alasca e venceu outro concurso de beleza nos anos 80. Agora, foi apelidada pela mídia local de "Trophy Vice", trocadilho com "Trophy Wife", mulher-troféu.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h27
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McCain põe no ar anúncio que defende sua vice

 

Depois de dias da verdadeira malhação do Judas promovida pela blogosfera liberal a sua escolhida para vice-presidente, o republicano John McCain coloca no ar o primeiro anúncio em que a defende. A governadora Sarah Palin é uma "verdadeira 'maverick'" ("independente", em inglês, a partir do cavalo sem dono), como ele, argumenta. O filme contrapõe posições dela às de Barack Obama, usando como fontes o conservador Wall Street Journal e o local Anchorage Daily News.

 

O script:

The Journal says: "Governor Palin's credentials as an agent of reform exceed Barack Obama's."

They're right.

She "has a record of bi-partisan reform."

He's the Senate's "most liberal."

She "took on the oil producers."

He gave big oil billions in subsidies and giveaways.

She's "earned a reputation as a reformer."

His reputation? Empty words.

JOHN MCCAIN: I'm John McCain and I approved this message.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h15
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Obama teria feito pacto secreto com Fox News

 

Essa é uma das revelações de um perfil de Rupert Murdoch, que será publicado na próxima edição da revista Vanity Fair, por sua vez um aperitivo da biografia do titã da mídia, ainda inédita. Seu autor, Michael Wolff, se encontrou uma vez por semana, às terças, com o australiano de 77 anos por nove meses.

O resultado é The Man Who Owns The News - Inside the Secret World of Rupert Murdoch, que sai dia 17 de fevereiro de 2009 pela Random House. Entre os trechos que a VF colocou hoje no site:

* Murdoch tentou se encontrar com Barack Obama várias vezes, sem sucesso. Depois de várias tentativas do empresário, o candidato topou uma reunião no hotel nova-iorquino Waldorf-Astoria no começo desse verão norte-americano.

* Obama começou o encontro entrevistando Murdoch, perguntando sobre seu pai e sua infância em Adelaide. Depois, foi a vez do empresário dar conselhos ao senador. Disse que de uma maneira ou de outra conheceu todos os presidentes norte-americanos desde Harry Truman (1945-1953), e que um presidente é definido pelo que faz nos primeiros seis meses de governo (imagino que a exceção no raciocínio de Murdoch seja Bush filho, que até setembro de 2001 fez pouco mais que jogar golfe).

* Então, passou a palavra a seu braço-direito, o ultra-direita Roger Ailes, o homem que criou a Fox News. Obama a princípio se recusou a falar com ele, dizendo que a emissora só faltou chamá-lo de terrorista. Aparentemente, escreve o jornalista, uma trégua provisória e histórica entre o candidato progressista e a emissora noticiosa conseravdora teria sido alcançada naquele dia...

(Ah, sim: 1. Murdoch odeia mesmo os Clinton; 2. ele quer mesmo comprar o New York Times.)

Rupert Murdoch

 *

De quebra, a capa da revista, que traz os arquivos de Marilyn Monroe como reportagem principal, e a do livro, que imita os tablóides que fizeram a fortuna de Murdoch:

 


Escrito por Sérgio Dávila às 19h35
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Vice de McCain é ligada a pastor polêmico da Assembléia de Deus

 

A governadora do Alasca, Sarah Pallin, enfrenta nova polêmica. A republicana cresceu freqüentando e foi batizada na igreja pentecostal Assembléia de Deus. Um pastor da denominação celebrou seu casamento e a cerimônia de inauguração de seu mandato como governadora. Hoje, ela freqüenta um dos templos quando está na capital do Estado. A igreja norte-americana e a brasileira são ligadas via conselho geral. Numa das palestras que deu recentemente a membros da igreja, já como governadora, ela pinta a Guerra do Iraque com tintas religiosas que podem alienar republicanos que prezam a separação Igreja-Estado.

Na apresentação, cujo vídeo você assiste aqui, ela pede que os presentes orem para que os líderes da Guerra do Iraque a estejam conduzindo por orientação divina. De quebra, pede oração para que o gasoduto que injetaria US$ 30 bi na economia de seu Estado seja aprovado, pois acha que também a obra é desejo divino. Um dos pastores com quem teve mais contato foi o radical Ed Kalnins, que disse que quem não votasse em George W. Bush em 2004 iria para o inferno, entre outras coisas, numa série de sermões que se assemelham a um Jeremiah Wright --o polêmico ex-pastor de Obama-- da direita.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h34
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"Prostitutas e pó" -- republicanos consternados pelo furacão...

 

Enquanto John Mccain dizia que o momento era de consternação e anunciava que as principais atividades da Convenção Republicana seriam suspensas, e os eventos, direcionados para doações para vítimas até que a intensidade do Furacão Gustav fosse avaliada, as festas corriam soltas em St. Paul, Minnesota, onde a reunião tem lugar.

Segundo reportagem abaixo da ABC News, uma das mais agitadas do sábado à noite foi dada pela presidente da convenção. Outra, batizada "Hookers and Blow" (prostitutas e pó, em tradução livre), era bancada por um lobista ligado a um político preso e contou com a presença do vice-líder de bancada republicana no Congresso, Bill Schuster, da Pensilvânia.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h49
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Furacão prova que Deus é democrata, diz Michael Moore

 

O documentarista e ativista político de esquerda Michael Moore, de "Fahrenheit 911", meteu os pés pelas mãos --de novo. Fez piada com o Furacão Gustav, ao dizer que a chegada do fenômeno meteorológico no mesmo dia do começo da Convenção Republicana "é prova de que Deus existe". Com a reação negativa à piada de mau gosto, ele esclareceu os comentários em uma "carta aberta a Deus", que postou em seu blog --a graça tem a mesma qualidade do comentário.

O problema é que não está sozinho. O ex-presidente do Partido Democrata, Don Fowler, havia dito antes que o "timing do furacão só demonstra que Deus está do nosso lado". O vídeo foi parar no YouTube, abaixo, e o político se desculpou. A prática de falar borracha, como se dizia lá em Interlagos, não é privilégio da esquerda norte-americana. Logo depois de 11 de Setembro, o reverendo de ultradireita Jerry Falwell disse que era o ataque um castigo divino às pessoas que fazem abortos e aos homossexuais.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h17
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Barack Obama e Bill Clinton, uma oportunidade perdida

Em meus primeiros anos como correspondente da Folha nos Estados Unidos, em 2000 e 2001, vi o democrata Bill Clinton dar lugar ao republicano George W. Bush na Casa Branca e o republicano Rudolph Giuliani passar a cadeira ao independente Michael Bloomberg em Nova York. Senti-me ludibriado com a troca, como se tivesse comprado meia dúzia de lebres e recebido cinco gatos fabricados na China.

Não por posições políticas -Clinton é de centro, Giuliani é de direita-, mas pela riqueza dos dois personagens e pela comparativa palidez de seus sucessores. Os próximos anos mostrariam que, detonada pelo 11 de Setembro, a era Bush viria a ser -para o bem e para o mal, geralmente para o mal- mais relevante para os eventos mundiais do que foram os anos Clinton. Já Bloomberg nunca deixou de ser apenas o prefeito de Nova York, falhando em ganhar a dimensão internacional de Giuliani.

De certa maneira, no entanto, Bill Clinton continuava em algum lugar do centro de minhas atenções de repórter, como uma célula terrorista adormecida. Seu discurso na quarta-feira, em Denver, no Colorado, quando trouxe abaixo os 20 mil presentes no Pepsi Center durante a Convenção Democrata, me lembrou o porquê: o ex-presidente de 62 anos é meu tipo inesquecível.

Critique-se o quanto quiser o homem, que é testicocéfalo, ególatra, territorial. Mas a minha geração não conheceu outro político profissional como ele. Bill Clinton vinha causando ruído desde o final de janeiro, quando começou a ficar claro que sua mulher não seria a candidata do partido à sucessão de Bush. Falou besteira, fez comparações injustas e não conseguiu perceber a tal mudança de geração por que a política progressista norte-americana parece estar passando, mudança cujo símbolo é Barack Obama.

Mas foi vítima também da falta de generosidade do jovem senador, que teme a sombra da família política mais poderosa de seu partido até agora, posição que só deixará de ocupar se Obama ganhar as eleições de novembro. Como disse recentemente a um repórter norte-americano um assessor do ex-presidente que não quer ser identificado, Bill Clinton se ressente da falta de atenção de Obama.

"Todos nós sabemos que Bill quer ser amado. Ligue para ele. Ligue a qualquer hora do dia e da noite", disse o assessor. "Fale com ele sobre qualquer coisa. Converse sobre as Olimpíadas ou sobre o que ele acha de um determinado distrito congressional ou mesmo sobre as palavras cruzadas dominicais do 'New York Times'. Obama poderia até mesmo colocar o telefone na mesa e deixar o presidente Clinton falar à vontade. Não exigiria muito esforço dele e tornaria as coisas tão fáceis."

Outros sonham com uma parceria entre o que pode vir a ser o primeiro presidente negro dos EUA com o que foi chamado pela autora Toni Morrison de o mais próximo que os EUA já tiveram de um presidente negro. Algo como mentor e pupilo, o homem que por culpa de suas vaidades deixou de fazer tudo o que poderia aconselhando o jovem que, por conta de outras vaidades, corre o risco de repetir o erro.

Mas é pouco provável que isso aconteça. Pessoas ligadas aos dois políticos dizem que Barack Obama não gosta de Bill Clinton, ponto. Pode parecer uma reafirmação da personalidade forte e da independência do político novato. Para mim, demonstra uma falha de caráter.

*

(Agradeço ao aviso do Urian Rios; Bush foi eleito dia 2 de novembro de 2000 e assumiu dia 20 de janeiro de 2001; Bloomberg foi eleito em 6 de novembro de 2001 assumiu em 1 de janeiro de 2002.)



Escrito por Sérgio Dávila às 00h23
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