EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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Debate é das últimas chances de virada de McCain

 

Veja minha análise no Uol Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 19h19
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O show mais de esquerda da TV? "30 Rock". O mais de direita? "24"

A classificação é do site Gawker.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h23
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"Sr. Apocalipse" para secretário do Tesouro

 

É o que pede comunidade no Facebook. E prometo deixar de falar de Nouriel Roubini por hoje...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h15
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"Sr. Apocalipse" vira máscara de Halloween

 

A crise financeira fez de Nouriel Roubini, o economista cujo pessimismo lhe valeu o apelido de "Sr. Apocalipse" (leia post anterior), definitivamente parte da cultura popular. Já tem gente sugerindo que seu rosto vire máscara para o Halloween, o Dia das Bruxas daqui dos EUA, em que as pessoas se fantasiam de personagens de terror para sair nas ruas. As instruções estão no Inca Kola News.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h09
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"Sr. Apocalipse" também sabe se divertir

 

Nouriel Roubini, o economista que previu a atual crise financeira com mais acuidade até agora e que tem o apelido de Sr. Apocalipse por suas previsões pessimistas, também sabe se divertir. É o que transparece de sua página no site de relacionamento virtual Facebook, de onde a foto abaixo foi retirada. Segundo relato do site Gawker, ele gosta de dar festas em seu loft no TriBeCa, em Manhattan, cujas paredes da sala são enfeitadas com esculturas que imitam vulvas.

Além disso, é bastante ativo na página de relacionamentos sociais, respondendo a um dos amigos que ele também aprecia a vida e definindo seu apartamento como "um salão parcial, onde eu recebo para festas literárias, assistir aos debates e a noite de eleições, exibição de filmes independente, shows de música ao vivo, performances, shows de moda, jantares e até danças de salão à antiga."

Desfiles de moda?

Mais adiante, afirma: "Eu tenho esse apelido profissional de Sr. Apocalipse, mas sou uma pessoa alegre, com poucos amigos íntimos e um grupo eclético de conhecidos, que, como muitos nova-iorquinos, são membros da classe criativa".

Termina com a frase que o deixará para sempre na lista de amigos desse blog: "Para parafrasear Seinfeld, tem alguma coisa errada com isso?"

*

Leia minha entrevista com ele feita quarta passada. Trecho:

O sr. se incomoda de ter sido apelidado "Sr. Apocalipse"?
ROUBINI
- Não ligo. Não é que eu seja uma pessoa permanentemente pessimista em relação ao mercado, eu serei o primeiro a gritar "a crise acabou!" quando ela acabar e me tornarei um otimista. Creio, na verdade, que ainda há muitas oportunidades na economia global para que mercados emergentes cresçam num ritmo sustentável, mesmo agora. Não é uma questão de otimismo versus pessimismo. É que os eventos das últimas semanas surpreenderam até mesmo o meu pessimismo.

Quando o sr. se sentirá otimista?
ROUBINI
- Quando eu sentir que chegamos ao fundo do poço, o que não aconteceu. Eu vejo uma luz no fim do túnel, mas é uma locomotiva vindo em nossa direção...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h02
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"Múmia", o homem de 700 bilhões de dólares

 

Publiquei hoje um perfilete de Neel Kashkari, o funcionário do Tesouro dos EUA de 35 anos que toma conta do talão de cheques de US$ 700 bilhões dados pelo Congresso. Ele é calvo como seu chefe, Henry Paulson --será exigência contratual? Meu colega Fernando Rodrigues acha que ele se parece com o ator Yul Brynner. Os colegas de Kashkari no Tesouro acham que ele parece um personagem do filme "A Múmia" --eles se referem ao ator Arnold Vosloo, que interpreta Imhotep. Pois eu quero acrescentar mais um nome na disputa: Rodrigo Santoro como Xerxes no filme "300".

Faça sua escolha (e adivinhe quem é quem):

*

Já o "separado no nascimento" de Paulson continua sendo o Dr. Evil, da cinessérie Austin Powers. Personagem, aliás, que Bush confessou imitar muito bem numa entrevista recente.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h24
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Campanha de Marta recorre a cartilha de "cérebro" de Bush

 

Ao insinuar em anúncios negativos que o eleitor não sabia quem é o verdadeiro Gilberto Kassab e deveria se informar melhor, segundo reportagem da Folha de hoje, a campanha de Marta Suplicy bebe na cartilha de Karl Rove, por anos assessor de George W. Bush, chamado de "o cérebro" do presidente republicano.

Rove, hoje fora do governo mas ainda ligado às campanhas republicanas desse anos, não inventou a técnica mas a aperfeiçoou: na dúvida, ou em queda nas pesquisas, ataque o caráter do adversário. Seu sucessor, o ex-marine Steve Schmidt, que hoje comanda a campanha de John McCain, colocou no ar anúncios que perguntavam "Quem é o verdadeiro Barack Obama?". A pergunta foi repetida ao longo da semana passada em comícios por McCain e sua candidata a vice, Sarah Palin.

Ontem, na TV e no debate, foi a vez da candidata petista lançar mão do recurso.

O anúncio de McCain

O de Marta (cortesia da Toda Mídia)



Escrito por Sérgio Dávila às 14h28
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McCain diz que "chicoteará" Obama em debate

 

Oops, he did it again.

O republicano John McCain disse ontem que sua campanha retomará a liderança depois que ele "chicotear o você-sabe-o-quê" do democrata Barack Obama no debate dessa quarta, o último encontro dos dois candidatos. A expressão original em inglês, "whip-his-ass", "whip-her-ass" ou "whip-your-ass", quer dizer literalmente chicotear a bunda de alguém mas tem o sentido de impor uma grande derrota.

Como se trata de um político branco se referindo a um político negro, já há barulho na blogosfera com quem vê um subtexto racista --os escravos norte-americanos eram chicoteados por seus senhores; Obama não é descendente de escravos norte-americanos; seu pai era queniano e sua mãe, de uma família branca do Kansas. O progressista Daily Kos pergunta: "Chicotear a bunda dele? O que vem depois? Linchamento?"

Há outro precedente: no segundo debate, na semana passada, McCain havia se referido a Obama como "aquele lá" ("that one"), num tratamento considerado desrespeitoso entre dois candidatos à presidência e no meio de um debate ao vivo. O republicano evitava ostensivamente olhar ao oponente ou prestar atenção a suas respostas, repetindo comportamento do primeiro encontro, há três semanas.

O destempero verbal de McCain não é novidade e contribui para sua aura de "independente". Numa corrida carregada de tensão racial não-explícita, no entanto, está custando votos a sua candidatura...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h01
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Uma noite no "beco da manipulação" com Obama e McCain

O sujeito em pé a sua frente parece conhecido. Definitivamente, você já o viu dando entrevista numa das emissoras noticiosas. Ele é o assessor para veteranos de guerra do candidato? Não, talvez seja o congressista afro-americano de Michigan que apoiava Mitt Romney nas primárias e agora apóia John McCain?

Na dúvida, olhe na plaquinha atrás dele e acima de sua cabeça. Invariavelmente segurada por um (uma) jovem estagiário (a), traz o nome, o partido e a função da pessoa que nesse momento fala sem parar, cercada por jornalistas. Bem-vindo ao "spin room", a "sala da manipulação", em tradução livre, uma das instituições mais importantes da democracia norte-americana.

Funciona assim. Terminado o debate, os candidatos chamam as famílias aos palcos, trocam os cumprimentos de praxe e passam a percorrer a platéia, falando com eleitores, correligionários locais e áulicos em geral. Quinze minutos depois, já estão nos carros blindados a caminho de um jantar de arrecadação, do pernoite no hotel ou do avião de campanha e para longe dali.

Enquanto isso, dezenas de assessores e políticos, de mais ou menos importância, são despachados para a sala de imprensa -uma tenda, com centenas e às vezes dois ou três milhares de nós- para "spin" o debate. "Spin" quer dizer girar. No jargão político norte-americano, é usado no sentido de influenciar, distorcer, manipular.

McCain foi mal no debate? Antes mesmo de sair dos bastidores, seus homens e mulheres recebem o "talking points memo", a lista com os assuntos a serem "trabalhados" na imprensa. Não, o senador não se saiu mal, na verdade, Obama é que foi agressivo demais, porque é inseguro e, portanto, não está preparado para liderar o país em tempos tão turbulentos. A regra vale para os dois lados, claro.

Obama foi técnico demais? Não, na verdade McCain é que não explica de onde tirará o dinheiro para bancar suas propostas, porque não pensa na classe média, apenas no 1% mais rico do país. Com ligeiras alterações de estilo, as frases serão repetidas a jornalistas, em diversas rodas, por gente como o republicano Rudolph Giuliani, o ex-prefeito de Nova York, ou o senador John Kerry, candidato democrata derrotado em 2004.

Dado o interesse da imprensa nesta eleição, o "spin room" virou o "spin alley", o "beco da manipulação". Enfrentei mais de uma dezena deles desde 2000 e sempre me espanto com o profissionalismo de todos os envolvidos, dos franco-tagarelas aos seguradores de placa. Fiquei, uma vez, meia hora ao lado de Antonio Villaraigosa, após um dos debates das primárias entre Obama e a então pré-candidata democrata Hillary Clinton.

O prefeito de Los Angeles, um dos hispânicos mais poderosos do país, me prometeu uma entrevista assim que acabasse seu "spin". Tão logo os jornalistas começaram a ir embora, ele cumpriu a promessa, mas antes paguei o preço de ouvir 30 minutos de um mestre dessa arte. Villaraigosa usou cerca de 50 variações do mesmo pensamento, basicamente "Obama é um ótimo candidato, mas Hillary está pronta para governar a partir do primeiro dia, e ele não."

Reencontro o prefeito num dos debates presidenciais, no meio de uma rodinha, luzes, gravadores e microfones apontados para ele. Como todos de seu partido, o hispânico agora apóia Obama, "que vai chegar a Washington para mudar a maneira como McCain e sua turma fazem política", repete, sem parar.


Escrito por Sérgio Dávila às 00h06
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Obama supera McCain em debate

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h50
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Os nanicos, o zigue-zague de McCain e o lado country do KISS

 

O primeiro debate presidencial em Nashville aconteceu, na verdade, 24 horas antes do encontro entre McCain e Obama. Reuniu os candidatos nanicos à sucessão de Bush, gente como Brad Lyttle, do Partido Pacifista, Charles Jay, do Boston Tea Party, Gloria La Riva, do Partido para o Socialismo e a Libertação, Frank McEnulty, do Novo Partido Independente Americano, Darrell Castle, do Partido da Constituição, e Brian Moore, do Partido Socialista. Tão nanicos que o libertário Bob Barr e o independente Ralph Nader não foram.

*

John Mccain deixou loucos o Serviço Secreto que o acompanha e a polícia de trânsito de Nashville. Ontem, antes do debate, ele foi de um centro de convenção a seu hotel, resolveu sair de novo para conhecer o campus, voltou ao hotel e pediu para voltar mais uma vez à sede do debate e de novo ao centro de convenção...

*

Enquanto isso, Cindy McCain visitava um hospital para crianças --a candidata a primeira-dama comanda uma organização beneficente. Ao parar no Monroe Carell Jr. Children’s Hospital, no campus de Vanderbilt, achou tempo para dizer que Barack Obama "lançou a campanha mais suja da história dos Estados Unidos".

*

Pelos bares de Nashville, conhecida como capital do country, era possível avistar Dolly Parton, sim, mas também Gene Simmons, do KISS. Já na platéia do debate, o mais aplaudido foi o ex-vice-presidente democrata Al Gore e sua mulher, Tipper.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 02h02
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Namorada brasileira prova que McCain se interessa pela América Latina, diz assessor

 

Em geral, os dois candidatos à sucessão de Bush não ligam a mínima para a América Latina e o Brasil. O democrata Barack Obama mal sabe apontar o país no mapa-múndi, e o senador nunca colocou os pés abaixo do Rio Grande, na divisa de seu país com o México. McCain tem mais experiência no assunto, tendo visitado a AMérica Latina várias vezes, mas a campanha do republicano está exagerando. Em debate na sexta-feira, um assessor seu disse que o senador se interessa tanto pela região que até namorou uma brasileira quando era jovem.

"Falando um pouco de sua experiência pessoal, ele nasceu no Panamá, como todo o mundo sabe, e viajou por toda a região por muitos anos. Na verdade, eu acho que, na semana passada, encontraram e entrevistaram uma antiga namorada sua no Brasil da época em que ele estava na Marinha", disse Fontaine, na Americas Conference. "Ela é uma mulher mais velha agora, mas de certa maneira isso fala da longa experiência que ele tem tido na região --nos termos mais positivos".

O comentário caiu na blogosfera, e o assessor voltou a público para se retratar: "A única coisa que eu estava tentando mostrar era que sua experiência na região é antiga. Ele nasceu no Panamá, o que ilustra uma vida inteira passada na América Latina [não ilustra, mas tudo bem]. O comentário sobre a namorada brasileira estava em sua primeira biografia, e ficou na minha cabeça. Olhe para os dois candidatos e compare a grande experiência dele. Era só isso que eu queria dizer."

Maria Gracinda Teixeira de Jesus foi descoberta pelo jornal Extra e diz ter sido namorada de McCain quando ele passou pelo Rio, no final dos anos 50, como um jovem marinheiro. Ela diz ter destruído as fotos e cartas que provariam sua história. Chamou o republicano de doce-de-coco e disse que ela "bom de tudo".

Maria Gracinda e John McCain - Foto: Fábio Guimarães / Extra   Foto: Maria Gracinda e John McCain - Foto: Fábio Guimarães / Extra


Escrito por Sérgio Dávila às 19h10
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Debate de hoje deve ser guerra de lama

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h33
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Corra que a notícia vem aí

Não importa quem ganhe a eleição presidencial norte-americana, marcada para acontecer em 30 dias. A corrida já tem dois vencedores: a comediante Tina Fey e o âncora-humorista Jon Stewart. A primeira faz sucesso ao ser uma Sarah Palin melhor que a candidata a vice republicana original. O segundo veste os louros por fazer jornalismo crítico e analítico às vezes melhor do que os jornalistas de verdade.

Essa é uma eleição de primeiros. É o primeiro negro com chances reais de chegar à Presidência, o primeiro homem de 72 anos que pode vir a assumir a Casa Branca, seja quem for, será o primeiro senador desde JFK, em 1960, o único filho de queniano com uma branca do Meio-Oeste, o primeiro a nascer no Havaí, o único torturado na Guerra do Vietnã.

Mas é a primeira também em que dois programas de humor não poucas vezes ditam a agenda dos programas noticiosos. No caso de Fey, foram suas aparições no humorístico "Saturday Night Live", onde foi a primeira redatora-chefe mulher e de onde saiu para fazer sua própria sitcom, a excelente "30 Rock". Em uma delas, defendeu Hillary Clinton e levantou a lebre do sexismo na mídia.

Nas duas últimas, auxiliada pela semelhança física impressionante, fez uma interpretação tão perfeita da governadora do Alasca que inspirou editoriais e colunas. Mas virou notícia mesmo ao repetir quase literalmente o mar de besteiras que a candidata republicana falou numa entrevista séria a uma jornalista séria -e arrancar risadas da platéia, que achava que era piada do programa.

Já o fator Jon Stewart faz pensar. Ele é apresentador do "Daily Show", transmitido no Brasil pela CNN internacional. Nos dois primeiros blocos, empacota os assuntos do dia com uma ironia e um cinismo que muitas vezes escapam aos que estão cobrindo o noticiário para os grandes jornais e televisões. No último, faz entrevistas com gente séria e que não aparece nas outras emissoras, como autores de livros-reportagem.

Manda aos eventos importantes, como as convenções nacionais dos partidos ou os debates presidenciais, o seu time de "repórteres", que seguem o lema "É melhor a notícia fugir! - A equipe de repórteres que traz a notícia para você antes, antes mesmo de ela ter se tornado verdade". Tudo muito engraçado, sim, mas sério também.

Para ficar em um exemplo, em meio a brincadeiras e risadas, um dos "atores-jornalistas" tem conseguido revelar o racismo de parte da comunidade de aposentados da Flórida com uma eficácia que a mídia ainda não alcançou. É um grupo importante de um Estado importantíssimo, e Barack Obama enfrenta dificuldades em romper o preconceito deles. Eu vi antes no "Daily Show".

Não estou sozinho. Pesquisa recente do renomado Pew Research Center perguntou a americanos qual era sua fonte primária de informação. Para 16%, "Daily Show" ou seu "spin-off" (programa derivado), "The Colbert Report". É mais do que os 14% que assistem ao "NewsHour" de Jim Lehrer, na PBS, que acaba de ancorar o primeiro debate, e empata com os 17% que vêem o popular "The O'Reilly Factor", da Fox News.

Na mesma pesquisa, instados a escolher os cinco jornalistas televisivos que mais admiravam, os entrevistados responderam, pela ordem: Brian Williams, Tom Brokaw, Dan Rather, Jon Stewart e Anderson Cooper.


Escrito por Sérgio Dávila às 00h02
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Sarah Palin surpreende ao não ser Sarah Palin

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h40
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New Yorker apoia Obama

 

Uma das melhores --certamente a mais bem-escrita-- revistas semanais norte-americanas "sai do armário" e declara seu apoio ao democrata Barack Obama (diferentemente de no Brasil, a prática de declarar o apoio é comum nas páginas editoriais da imprensa norte-americana).

Para a New Yorker, "num momento de calamidade econômica, perplexidade internacional, fracasso político e ânimo esgotado, os EUA precisam de ânimo e realismo, tanto mudança quanto firmeza. Precisam de um líder impetuosa, intelectual e emocionalmente sintonizado com as complexidades de nosso conturbado planeta. O nome desse líder é Barack Obama."

 


Escrito por Sérgio Dávila às 01h09
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Sarah Palin tem de provar que não é burra; Joe Biden, que não é falastrão

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h51
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