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Karl Rove manda bilhete a Obama

 

É o que ele afirma à revista dominical do New York Times de depois de amanhã. Informa que colou "selos engraçados" no bilhete escrito a mão, em que parabeniza o presidente eleito pela vitória. Na conversa, o "cérebro de Bush" critica o próximo vice democrata, Joe Biden, dizendo que ele "tem uma estranha combinação de longevidade e prolixidade que passa por inteligência em Washington".



Escrito por Sérgio Dávila às 23h10
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Quando você pensou que ela tinha ido embora...

 

...Hillary Clinton volta ao cenário, agora como possível futura secretária de Estado. Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h08
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O que come o G20

 

Saiu o menu oficial do jantar na Casa Branca hoje à noite para os líderes do G20. Começa com risoto de codorna, termina com torta de pera.

MENU FOR THE DINNER IN HONOR OF

THE SUMMIT ON FINANCIAL MARKETS

AND THE WORLD ECONOMY

 

Fruitwood-smoked Quail with Quince Gastrique

Quinoa Risotto

 

Landmark Chardonnay “Damaris Reserve” 2006

 

Thyme-roasted Rack of Lamb

Tomato, Fennel and Eggplant Fondue

Chanterelle Jus

 

Shafer Cabernet “Hillside Select” 2003

 

Lolla Rosa, Red Oak and Endive

Cider Vinaigrette

Baked Vermont Brie with Walnut Crostini

 

Pear Torte

Huckleberry Sauce

 

Chandon Étoile Rosé



Escrito por Sérgio Dávila às 19h41
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Obama terá museu, Michelle ganha biografia

 

E o presidente-eleito pode virar feriado. São as últimas da obamania:

* curadores do futuro National Museum of African American History and Culture começam a coletar itens para um futuro Museu Obama. Um dos lugares em vista para ser a sede é a primeira casa de seus avós maternos, no Kansas. Um dos primeiros itens seria a cadeira que ele usou em seu primeiro cargo eleitivo, como senador estadual de Illinois. Isso vem casar com a intenção de membros da campanha vitoriosa à presidência de guardar objetos que possam ter valor histórico no futuro, decisão tomada enquanto o HQ obamista era desmontado em Washington, para dar lugar à equipe do governo de transição. Foram guardados pôsteres, mapas, anotações e cartazes escritos pela equipe. Um deles diz: "Obama is not your mamma -clean up your place".

* acaba de entrar na lista estendida dos mais vendidos do "New York Times" (só online, não no papel)  "Michelle - A Biography", de Liza Mundy, considerada a favor demais pelos críticos; outra deve sair nesse mês, "First Lady of Hope" --o nome já entrega as intenções da autora, Elizabeth Lightfoot.

* e o grupo Yes We Can vem fazendo manifestações todas as terças-feiras às 7h e às 19h em frente ao McDonald's do 1100 Kansas Avenue, aqui em Washington, até o dia 13 de janeiro. A idéia, lançada pelo gerente do lugar, é conseguir manifestações e assinaturas suficientes para propor que o dia 20 de janeiro de 2009 vire feriado nacional. A série de eventos termina na posse, quando o local servirá o Obama Cake...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h01
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Franklin Obama Roosevelt

 

É a capa da Time, que chega às bancas amanhã.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h31
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Grupo distribui New York Times falso

 

O grupo ativista de "trotes progressistas" Yes Men, sobre o qual você já leu nesse blog, começou a distribuir ontem à noite e continuou ao longo do dia de hoje 1,5 milhão de cópias falsas do New York Times em Nova York e em Los Angeles. O jornal tem data de 4 de julho do ano que vem e traz a manchete "Acaba a Guerra do Iraque" e notícias como o Tesouro anunciando um plano de impostos sensato, o Ato Patriota sendo revogado e George W. Bush sendo julgado por cRimes de guerra.

A circulação é quase a mesma do New York Times de verdade, e eles contaram com um exército de voluntários para distribuir os jornais, pessoal que pegou os pacotes ontem à noite e na manhã de hoje. A preparação toda foi feita por códigos, e os Yes Men criaram dois sites, um para a operação, BecauseWeWantIt, e outro com um time de advogados para liberar rapidamente o distribuidor que fosse preso pela polícia. Os jornais estão sendo entregues nesse momento nas entradas dos metrôs de Manhattan e em outros lugarEs. Às 12h locais, o pessoal dá uma coletiva explicando tudo.



Escrito por Sérgio Dávila às 14h14
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Paul McCartney quer cantar "Michelle" para Michelle... Obama

 

Foi o que o ex-Beatle disse nos bastidores do MTV Europe Music Awards. Paul McCartney disse que estava torcendo pela vitória de Obama --"ele é o homem certo para o cargo"-- e estava com medo de que ele não ganhasse. Agora, disse que quer cantar para a futura primeira-dama. Indagado sobre qual música escolheria, começou a cantarolar "Michelle".

As atrações musicais da festa da posse de Obama em Washington, no dia 20 de janeiro, ainda não estão definidas. Beyonce já disse que quer cantar o hino nacional --mas é mais provável que a escolhida seja Jennifer Hudson, ex-American Idol oscarizada por "Dreamgirls", que é de Chicago, base política de Obama, cantou no encerramento da Convenção Democrata e acaba de perder a mãe*, o irmão e o sobrinho, assassinados.

(*correção apontada pelo internauta Marcos)

 



Escrito por Sérgio Dávila às 14h12
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Site oficial obamista é "editado"

 

Por falar em Change.gov, dois dias depois de entrar no ar, sumiu misteriosamente do site oficial da transição obamista a agenda do presidente -eleito. Ali estavam as promessas de campanha em todas as áreas, de política externa a economia, de Iraque a América Latina, de meio-ambiente a saúde pública, com links para milhares de páginas com todos os programas divulgados nos últimos meses. Agora, há apenas um texto vago de poucas linhas que fala das prioridades em geral, que você lê abaixo (em inglês):

*

"President-Elect Obama and Vice President-Elect Biden have developed innovative approaches to challenge the status quo in Washington and to bring about the kind of change America needs.

The Obama Administration has a comprehensive and detailed agenda to carry out its policies. The principal priorities of the Obama Administration include: a plan to revive the economy, to fix our health care, education, and social security systems, to define a clear path to energy independence, to end the war in Iraq responsibly and finish our mission in Afghanistan, and to work with our allies to prevent Iran from developing a nuclear weapon, among many other domestic and foreign policy objectives."



Escrito por Sérgio Dávila às 21h47
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Não confunda change.gov com change.com


O primeiro é sobre "mudança na qual você pode acreditar"; o segundo, mudança que você pode vestir. Change.gov é o site oficial da transição do presidente eleito Barack Obama; change.com, um site de lingerie baseado na Dinamarca...

CHANGE.GOV

CHANGE.COM

OUR VISION

 

At CHANGE we are dedicated to offering our customers the best possible combination of design, functionality and price, whether it be our basic, lingerie, beachwear or homewear ranges.

The functionality of our garments is meticulously developed by our technical staff who have more than 60 years of combined experience in making corsetry. This enables us to offer full cups, balconets and push up bras, all with the perfect fit and function from A-cup to J-cup.

Our design team is constantly on a quest to keep CHANGE innovative, abreast of the times and the latest trends.

Our products are made of the finest silks, exclusive embroideries, the softest microfibers and sophisticated laces, sourced from reputable suppliers around the world.

Value for money without compromise!
<<
>>

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h45
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New Yorker vê lua cheia sobre memorial de Lincoln

 

É a capa de hoje da semanal (a da semana passada, pré-eleição, era a luz no fim do túnel --veja post abaixo). Várias são as intersecções entre Abraham Lincoln e Barack Obama. Ambos são de Illinois (fizeram de lá sua base política, como me lembra o internauta), o primeiro assinou a Lei da Emancipação, que acabaria com a escravidão, o segundo é o primeiro negro a ser eleito presidente; Obama cita Lincoln em seus discursos; nenhum dos dois teve experiência executiva antes de assumir a presidência. Em tempo: o desenho, intitulado "Reflection", é do artista Bob Staake.   

COVER: “Reflection,” by Bob Staake



Escrito por Sérgio Dávila às 18h08
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Lei da mordaça obamista é mais ampla

 

A lei da mordaça obamista, que você leu abaixo, é mais ampla do que parecia a princípio. Não se destina só à equipe que cuida de política externa, mas a TODOS OS MEMBROS do time. Veja novo e-mail, abaixo, em que o comando do presidente eleito pede que NINGUÉM fale com a imprensa SOBRE NADA, não importa o assunto ou a área. Apesar de ter sido de longe o preferido da mídia local durante a campanha, o democrata mantém uma relação distante com a imprensa. Pelos primeiros sinais pós-eleição, a distância continuará.

From: Larry Strickling

Date: November 6, 2008 6:58:14 PM EST

To: [policy groups]

Cc: Priya Singh

Subject: . . . Reminder -- Decline All Reporter Interviews and Speaking Requests.

This is a reminder that our communications department has directed all of you, as policy committee members, to decline all requests from reporters and all speaking invitations regarding the transition, the Administration's priorities and related issues. If you are contacted by a reporter to discuss these matters, please refer the reporter to Priya Singh. . . . If you receive an invitation to speak on these issues at a conference or meeting, please decline the request. At this point in time, there is no one to whom to refer the request and do not offer to do so on behalf of the organization extending you the invitation. We realize these requirements may appear Draconian but so soon after the election, with the transition effort just being organized, it is important that no one who was involved with the campaign and the policy committees be speculating in public on these sensitive matters.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h00
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Lembra-se do geninho das pesquisas?

 

Que você leu aqui? O resultado da eleição foi 52,4% para Barack Obama, ante 46,3% para John McCain. Natan Silver, do FiveThirtyEight previu 52,3% e 46,2%, respectivamente... O mais próximo do que qualquer pesquisa eleitoral dos grandes institutos. No Colégio Eleitoral, ele dizia que daria 348.6 a 189.4. Até agora, está 365 a 173.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h33
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Devagar com o andor pós-racial

Em seu show mais recente, o comediante Chris Rock conta que vive em Alpine, um enclave de endinheirados de Nova Jersey. Segundo seus cálculos, entre os milhares de moradores, há três outros negros vivendo lá. O ator cômico Eddie Murphy e os músicos Jay-Z e Mary J. Blige, todos milionários como ele. "Sabe quem é meu vizinho?", pergunta Rock à platéia. "Um dentista branco."

Ele pára e olha o público, numa pausa dramática. "Eu e Eddie Murphy somos gênios da comédia, Jay-Z e Mary J. Blige são gênios do rap. O meu vizinho, o dentista branco, pode ser bom no que faz, mas não é tão bom quanto nós. Sabe o que seria necessário para que um dentista negro conseguisse morar em Alpine e ser meu vizinho? Ele teria que ter inventado o dente ou algo assim..."

Reconto o caso para dizer: devagar com o andor pós-racial. Os Estados Unidos mudaram, os novos eleitores, os eleitores novos e as minorias ajudaram a eleger Barack Obama -mas foi preciso uma crise econômica sem precedentes e o equivalente ao gênio negro da política concorrendo para que isso acontecesse. Sabe quando um George W. Bush negro será eleito presidente? Talvez em mais 100 anos.

Antes de Obama, outros negros concorreram ou tentaram concorrer à presidência dos EUA. Houve o ativista e líder religioso Al Sharpton, que, com seu jeito caricato, é o mais próximo que consigo pensar de um Bush negro. Houve o ex-senador Jesse Jackson, que, com sua filha fora do casamento descoberta no meio da campanha, é o mais próximo que consigo pensar de um Bill Clinton negro.

Não conseguiram passar das preliminares do treino do campeonato.

Na quarta-feira, no parque Grant, aqui em Chicago, no meio das 250 mil pessoas que esperavam o discurso da vitória do presidente eleito, foi emocionante ver a velha-guarda de ativistas reunida para a catarse final. Havia ex-Panteras Negras, líderes comunitários, organizadores de conjuntos habitacionais pobres, professores universitários e até a apresentadora de TV Oprah Winfrey, a afro-americana mais rica e bem-sucedida dos Estados Unidos.

Assim que Obama subiu ao palco, eles não conseguiram mais segurar. Oprah soltou um berro: "We did it!", "nós conseguimos!". Colin Powell, o ex-secretário de Defesa de Bush e ex-assessor de Segurança Nacional de Reagan, estava em casa com a família e disse que chorou ao ouvir o anúncio de que Obama era o presidente. Ao contar isso para a CNN, emocionou-se de novo.

A imagem das lágrimas de Jesse Jackson correndo por seu rosto enquanto o presidente eleito discursava é a mais forte dessa corrida eleitoral, na minha opinião. Ele marchou ao lado de Martin Luther King em Selma e Montgomery, no Alabama, no auge da luta pelos direitos civis. Estava com o ativista e líder religioso no dia em que ele foi assassinado, em abril de 1968.

Na quarta-feira, viu o sonho de King ser realizado e, por isso, chorou.

Naquele dia, o racismo norte-americano -e, por extensão, mundial- sofreu um golpe mortal. Mas não morreu. Ainda é preciso que dentistas negros consigam morar em Alpine, Nova Jersey. E que negros que não são Obama possam sucedê-lo na Casa Branca.



Escrito por Sérgio Dávila às 02h19
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Comando de Obama baixa mordaça no trato com estrangeiros

 

O comando do presidente-eleito Barack Obama baixou uma lei da mordaça no trato de seu time com estrangeiros, sejam autoridades estrangeiras, seja imprensa estrangeira. Como há mais de trezentas pessoas que aconselham o democrata em questões de política externa, muita gente vinha dando declarações que estavam sendo interpretadas como decisões do novo presidente. Durante a campanha, tais declarações não tinham maiores efeitos. Agora, podem ser encaradas como política do novo mandante da Casa Branca.

Os obamistas estão escaldados. No começo do ano, falando a um jornal escocês, Samantha Power chamou Hillary Clinton de "monstro". Desde então, a principal assessora da campanha de Obama para direitos humanos teve de ficar na sombra --oficialmente "afastada" (ela deve voltar ao governo como assessora especial para direitos humanos, cargo que não depende de confirmação no Congresso).

Os obamistas temem agora uma escorregada dessas em escala global. Veja a íntegra do e-mail (em inglês), com os endereços eletrônicos apagados.

From: Matt Spence
Subject: Important Message from Susan Rice and Tony Lake
To: "Susan Rice", "Tony Lake"
Cc:
Date: Friday, November 7, 2008, 5:38 PM

Please see the attached memo from Susan and Tony, which is also copied below.

Best,
Matt

TO: Obama Foreign Policy Experts
FROM: Tony Lake and Susan Rice
DATE: November 7, 2008
RE: Thank You

We want to thank you, and thank you again, for all that you have done to help elect Barack Obama President of the United States. Your wisdom and expertise have been invaluable. We will remain extremely grateful for your incredibly hard work and for your many personal and collective contributions.

We are obviously entering a new phase now with the transition. The transition will be a separate operation from the campaign, which is now disbanding. So too must our foreign policy expert teams disband.

The transition operation will be brief and comparatively lean. Given the need to complete this work expeditiously and efficiently, please understand that only a limited number of people will be able to support those activities. But, please also be assured that participation in the transition is in no way a prerequisite to, nor an assurance of, being offered any position in the Obama-Biden administration.

For those of you interested in applying for a position in the future administration, a transition website has been set up where you can (and, in fact, must) apply by filling out a form and submitting your resume. It is: www.change.gov. We hope very much that you will apply. You should follow the instructions to indicate your interest in being considered for a position in the government. This is a real website, which will be used to fill important positions in the government below the cabinet level. There will be no other channel through which applications will be accepted. Please also feel free to copy Mona Sutphen who will be tracking your applications at: , with any resumes and materials you submit in the official channel.

Finally, and importantly, we ask each of you please do not under any circumstances speak to the press, any foreign officials, or embassies on behalf of the transition or President-elect Obama. Please also do not encourage solicitation of such contacts. We cannot emphasize enough the importance of this request. It would be highly damaging for foreign governments or media to receive information that they believe falsely to represent the views of the President-Elect.

If you receive any inquiries, please refer them to:

Dan Pfeiffer,  (for press inquiries)

Denis McDonough or Mark Lippert (for any inquiries from foreign officials and embassies)

Their new email accounts should be active by next week.

Thank you again for all that you have done to help make this historic moment possible.

Susan and Tony

Matt Spence



Escrito por Sérgio Dávila às 18h32
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Entra no ar nova música de will.i.am em homenagem a presidente-eleito

 

Lembra-se do discurso de Barack Obama musicado pelo rapper will.i.am, Yes We Can, que virou um dos vídeos mais vistos da campanha presidencial? Acaba de entrar no ar nova música-clipe em comemoração à vitória do democrata. Chama-se It's A New Day --e na opinião desse blogueiro, com citações a King, Malcolm, Kennedy e Lincoln, é melhor que a primeira.

Veja aqui e abaixo e, mais abaixo, a letra:

 

I WENT TO SLEEP LAST NIGHT
TIRED FROM THE FIGHT
I'VE BEEN FIGHTING FOR TOMORROW ALL MY LIFE
YEAH I WOKE UP THIS MORNING FEELING BRAND NEW
CAUSE THE DREAMS THAT I'VE BEEN DREAMING HAS FINALLY CAME TRUE

IT'S A NEW DAY (5X)

IT'S BEEN A LONG TIME COMING
UP THE MOUNTAIN KEPT RUNING
SONGS OF FREEDOM KEPT HUMMING
CHANNELING HARRIET TUBMAN
KENNEDY LINCOLN AND KING
WE GOTTA MANIFEST THAT DREAM
IT FEELS LIKE IM SWIMMING UPSTREAM
IT FEELS LIKE IM STUCK IN BETWEEN
A ROCK AND A HARD PLACE WEVE BEEN THROUGH THE HEARTACHES
AND LIVED THROUGH THE DARKEST DAYS
IF YOU AND I MADE IT THIS FAR WELL THEN HEY WE CAN MAKE IT ALL THE WAY
AND THEY SAID NO WE CANT
AND WE SAID YES WE CAN
REMEMBER IT'S YOU AND ME TOGETHER

I WOKE UP THIS MORNING FEELING ALRIGHT
I'VE BEEN FIGHTING FOR TOMORROW ALL MY LIFE
YEAH I WOKE UP THIS MORNING FEELING BRAND NEW
CAUSE THE DREAMS THAT IVE BEEN DREAMING HAS FINALLY COME TRUE

IT'S A NEW DAY (7X)

IT'S BEEN A LONG TIME WAITING
WAITING FOR THIS MOMENT
IT'S BEEN A LONG TIME PRAYING
PRAYING FOR THIS MOMENT
AND HOPE FOR THIS MOMENT
AND NOW THAT WE OWN IT
CLOSER I'M GONNA HOLD IT
AND I WON'T LET IT GO
THIS IS FOR OUR FATHERS, OUR BROTHERS, OUR FRIENDS WHO FOUGHT FOR FREEDOM, OUR SISTERS OUR MOTHERS, WHO DIED FOR US TO BE IN THIS MOMENT
STOP AND CHERISH THIS MOMENT
STOP AND CHERISH THIS TIME
IT'S BEAUTIFUL AIN'T IT
WE DID IT FOR HER AND HIM AND HE AND SHE AND YOU AND ME TOGETHER

YEAH I WOKE UP THIS MORNING FEELING BRAND NEW
CAUSE THE DREAMS THAT I'VE BEEN DREAMING FINALLY COME TRUE
YEAH I WOKE UP THIS MORNING FEELING ALRIGHT
CAUSE WE WASN'T FIGHTING FOR NOTHING
AND MALCOLM WASN'T FIGHTING FOR NOTHING
AND MARTIN WASN'T DREAMING FOR NOTHING
AND LINCOLN WASN'T TRYING FOR NOTHING
AND CHILDREN WASN'T CRYING FOR NOTHING

ITS A NEW DAY (7X)



Escrito por Sérgio Dávila às 22h17
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Novo chefe-de-gabinete de Obama inspirou "West Wing"

 

Já falei abaixo que o irmão de Rahm Emanuel, Ari, é o inspirador do agente Ari Gold, de "Entourage". Pois o próprio congressista democrata --primeiro membro anunciado do novo gabinete de Barack Obama-- inspirou o vice-chefe-de-gabinete Josh Lyman (interpretado pelo ator Bradley Withford), da extinta série West Wing. Rahm Emanuel será o chefe-de-gabinete do presidente-eleito, num raro caso de vida-imita-a-arte e dá promoção no meio do caminho... O toque foi do internauta Andre Amaro.

Rahm Emanuel - Profile: Rahm Emanuel, Barack Obama's new enforcer



Escrito por Sérgio Dávila às 22h02
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Uma noite com os Obama

 

Saem as fotos de Barack Obama e família acompanhando os resultados da votação na noite do dia 4. Tem um ar de JFK do novo milênio, e usa um meio --o Flickr-- que explicita a mudança de geração no poder.

20081104_Chicago_IL_ElectionNight0981 by Barack Obama.

20081104_Chicago_IL_ElectionNight1258 by Barack Obama.

20081104_Chicago_IL_ElectionNight1269 by Barack Obama.

20081104_Chicago_IL_ElectionNight1412 by Barack Obama.

20081104_Chicago_IL_ElectionNight1324 by Barack Obama.

20081104_Chicago_IL_ElectionNight1454 by Barack Obama.

20081105_Chicago_IL_ElectionNight1706 by Barack Obama.

Mais aqui.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 03h24
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Obama comete primeira gafe

 

Tão logo acabou sua primeira entrevista como presidente eleito, Barack Obama ligou para a ex-primeira-dama Nancy Reagan para se desculpar da gracinha que fez com ela durante o encontro. Indagado sobre que livros estava lendo e se tinha falado com ex-presidente, respondeu:

- Falei com todos eles que estão vivos. Obviamente, o presidente Clinton. Eu não quis entrar naquela coisa Nancy Reagan de fazer sessões.

Ele se referia ao suposto hábito da mulher de Ronald Reagan de fazer sessões de conversas com mortos na Casa Branca --nunca confirmados por ela. Na verdade, Nancy tinha fama de se consultar com uma astróloga, que teria influenciado decisões do republicano, o que o presidente negou à época.

Segundo o repórter Bob Woodward, num dos livros sobre os anos Clinton, era Hillary quem dizia ter conversas imaginárias com a ex-primeira-dama (morta) Eleanor Roosevelt quando na Casa Branca...

Começou bem...

President-elect Obama smiles as he arrives for a press conference ...

*

E saiu o pedido de desculpas oficial:

“President-elect Barack Obama called Nancy Reagan today to apologize for the careless and off-handed remark he made during today's press conference. The President-elect expressed his admiration and affection for Mrs. Reagan that so many Americans share and they had a warm conversation”.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h16
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À espera da primeira entrevista coletiva...

 

Hilton Hotel, Chicago, 13h05 locais.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h05
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Obama pode virar nome de rua

 

Os líderes comunitários do bairro onde Barack Obama mora, Hyde Park, aqui em Chicago, começaram mobilização para batizar com seu nome de uma das ruas em que mora, na esquina da Greenwood Avenue com o Hyde Park Boulevard. No topo da lista está Barack Obama Boulevard. O presidente eleito é vizinho de Louis Farrakhan, líder religioso da polêmica Nação do Islã, e do ex-ativista radical de esquerda Bill Ayers, hoje professor da Universidade de Illinois*.

[*obrigado pela correção].

Obama não vê a iniciativa com bons olhos, mas não tem poder sobre a decisão, que é de responsabilidade do equivalente local à nossa Câmara Municipal, hoje dominada por democratas. Em Chicago, nenhuma lei proíbe que pessoas vivas batizem ruas.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h00
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Irmão de assessor de Obama inspirou Entourage

 

O irmão do chefe-de-gabinete Rahm Emanuel, o primeiro nome/cargo confirmado da equipe de governo do presidente eleito Barack Obama, foi a inspiração para Ari Gold (interpretado pelo ator Jeremy Piven), o personagem central da série insuportável Entourage. É Ari Emanuel, agente de Hollywood, que representa o ator Mark Wahlberg, entre outros.

Ari Emanuel

Ari Gold (Jeremy Piven)

Rahm Emanuel e Obama

 



Escrito por Sérgio Dávila às 05h10
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A eleição de Obama chega a South Park

 

Um dos candidatos a presidente menos satirizados da história recente dos EUA, Barack Obama foi vítima de uma bem-vinda gozação da animação mais implacável no ar na TV dos EUA. O episódio de hoje narra os eventos de ontem, com direito a trechos de verdade do discurso de vitória do democrata e de derrota de John Mccain. Aí, o twist: já na Casa Branca, Obama encontra o ex-candidato republicano, e os dois põem em ação o plano que tinham desde o começo. Que é roubar o quarto diamante mais valioso do mundo, na linha Ocean's 11. Concorrer à presidência era apenas um disfarce. Sarah Palin está no golpe, mas Michelle Obama não sabe de nada... Enquanto isso, os eleitores de Obama tomam as ruas e começam a quebrar tudo.

Veja o episódio inteiro aqui, e o trailer abaixo:



Escrito por Sérgio Dávila às 05h51
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E saem as primeiras capas das revistas

North America Issue Cover for Nov 8th 2008

 

 

PEOPLE

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h42
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Obama lidera apostas --para 2012

 

É o que informa a agência de apostas irlandesa Paddy Power. Como está a lista da corrida 2012:

4-5 para Barack Obama, com 1-7 de que vencerá a indicação do partido;

3-1 para Sarah Palin como favorita republicana, com 3-1 de que vencerá a indicação do Partido Republicano em 2012 e chance de 7-1 para substituir Obama na Casa Branca na próxima eleição. Mitt Romney e Mike Huckabee tem respectivamente chances de 5-1 e 7-1.

Outras apostas da agência em relação ao presidente eleito:

Quem Obama vai escolher como Secretário de Estado?

    9-4  Richard Holbrooke
    7-2  Anthony Lake
    7-2  Richard Lugar
    8-1  Bill Richardson
    12-1 Chuck Hagel
    12-1 John Kerry
    18-1 Daniel Shapiro
    20-1 Daniel Kurtzer
    20-1 George Mitchell
    25-1 Eric Lynn
    25-1 Dennis Ross
    25-1 Susan Rice
    28-1 James Steinberg
    33-1 Mara Rudman
    33-1 Bill Clinton
    50-1 Colin Powell
    66-1 Hillary Clinton

    Qual será a mais alta taxa de aprovação do presidente Obama no seu
primeiro mandato?

    100-1 20% ou Menos
    50-1  20.01% - 30%
    40-1  30.01% - 40%
    25-1  40.01% - 50%
    12-1  50.01% - 60%
    5-1   60.01% - 70%
    13-8  70.01% - 80%
    11-10 80.01% - 90%
    7-2   90.01% ou Mais

    O que acontecerá primeiro com Obama como presidente?

    2-5    Retirada total das tropas do Iraque
    6-1    Prisão-morte de Osama Bin Laden
    7-1    Reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo em
todo país
    12-1   Retirada total das tropas do Afeganistão
    12-1   Legalização da maconha em todo país
    16-1   Legalização do jogo on-line em todo o país
    16-1   Mudança na Constituição para permitir que o presidente seja
reeleito por 3 ou mais mandatos
    20-1   Proibição total da pena de morte em todo o país
    50-1   Confirmação, pelo presidente Obama, de que o primeiro passeio
na lua foi uma fraude
    100-1  Proibição total da posse privada de armas
    500-1  Descoberta de alienígenas em Marte
    1000-1 Elvis Presley encontrado no porão da Casa Branca

    1º País que Obama vai visitar como presidente

    3-1  Reino Unido
    10-3 França
    4-1  Afeganistão
    5-1  Iraque
    6-1  China
    7-1  Alemanha
    8-1  Quênia
    10-1 Israel
    14-1 Japão
    20-1 Rússia
    22-1 Paquistão
    33-1 Espanha
    33-1 Cuba
    40-1 Rep. da Irlanda
    50-1 Síria
    50-1 Coréia do Norte
    66-1 Irã

    Quando o presidente Obama vai visitar a Irlanda?

    25-1 2009
    10-1 2010
    7-2  2011
    6-1  2012
    1-2  Não vai visitar a Irlanda durante seu primeiro mandato

    Quando o presidente Obama vai visitar o Reino Unido?

    8-15 2009
    3-1  2010
    7-1  2011
    12-1 2012
    20-1 Não vai visitar o Reino Unido durante seu primeiro mandato

    Acontecimento Especial do Primeiro Mandato

    10-1 Obama vai ser pai novamente durante seu primeiro mandato
    16-1 Obama não vai terminar seu primeiro mandato
    28-1 Obama vai renunciar durante seu primeiro mandato
    33-1 Obama vai ser destituído do cargo durante seu primeiro mandato



Escrito por Sérgio Dávila às 22h27
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Desafio de Obama agora é não desiludir eleitorado

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 16h57
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E entra no ar o quadrinho que "previu" a vitória

 

Há uma semana, o quadrinhista Gary Trudeau, primeiro a ganhar o prêmio Pulitzer e o melhor sobre política do país, mandou sua série completa dessa semana. Na tira de quarta-feira, afirmava que Barack Obama havia sido eleito. Muitos jornais recusaram publicar a tirinha, entre eles o Los Angeles Times (o Washington Post aceitou). Hoje, a tira vai ao ar. Veja abaixo:



Escrito por Sérgio Dávila às 06h25
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E a da Folha, claro

Capa Folha de S.Paulo - Edição São Paulo

Escrito por Sérgio Dávila às 05h30
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Onde você estava quando Barack Obama foi eleito?

 

Em quarenta anos, os seus filhos e netos vão perguntar onde você estava no dia 4 de novembro de 2008, às 22h horas de Chicago, quando o primeiro negro da história foi eleito para comandar os EUA. Eu estava na tenda de imprensa montada no parque Hyde, em Chicago, escrevendo a terceira troca da edição das 2 da manhã da Folha de S.Paulo, quando a CNN projetou a vitória de Barack Obama na Flórida e, com isso, a vitória. Recebi dezenas de SMS de minha mulher, de Washington.

Saí no meio da multidão e encontrei colegas brasileiros, portugueses e argentinos. Dei parabéns a eles (não pela vitória --somos todos imparciais, mas pelo trabalho extenuante e bem-feito até agora) e comecei a observar a multidão. Muitos se moviam de um lado a outro, num mambo improvisado, como se não soubessem o que fazer. Momentos históricos têm esses caprichos, não trazem som e fúria no momento em que historicamente acontecem.

Logo, percebi que os negros que eram "flagrados" no meio do povo começavam a ser cercados por repórteres, luzes acesas, gravadores ligados, de todo o mundo e de todas as mídias. Era como se a vitória fosse só deles, os eleitores negros do parque, não de todos os norte-americanos que votaram no candidato de sua preferência. Como se os jornalistas dissessem: "É sua vez, pode falar o que sente".

Aos poucos, também, principalmente depois do gracioso discurso em que John McCain reconhecia a derrota --talvez o seu melhor discurso na campanha inteira--, vi que muitos repórteres imparciais estavam de olhos marejados. Então, comecei a perceber o pessoal envolvido na organização do evento. Muitos choravam abertamente. Vi outras lágrimas durante o discurso da vitória, que não foi dos mais inspirados de um candidato que ganhou fama por sua habilidade retórica.

(Soou quase como se ele tivesse sido pego de supresa.)

Na volta à tenda da imprensa, passei pela senhora que confere as credenciais que podem ou não entrar. Negra, ela secava os olhos e dizia "God is good" (Deus é bom).

E você, onde estava no dia 4 de novembro de 2008, às 22h horas locais de Chicago?



Escrito por Sérgio Dávila às 04h16
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As manchetes dos online dos jornais daqui

OBAMA

Racial Barrier Falls as Voters Embrace Call for Change

(New York Times)

Obama Sweeps to Victory
In History-Making Election

(Washington Post)

Obama Sweeps to Historic Victory

Wins in Ohio, Pennsylvania and Florida Were Key to His Victory Over McCain; Democrats Pick Up Seats in House and Senate, Bolstering Their Majorities

(Wall Street Journal)

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 03h59
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O discurso de derrota de McCain

 

Pode ser mania de brasileiro de simpatizar com o perdedor, mas achei a concessão do senador republicano mais graciosa (também em inglês):

Thank you. Thank you, my friends. Thank you for coming here on this beautiful Arizona evening.

My friends, we have — we have come to the end of a long journey. The American people have spoken, and they have spoken clearly.

A little while ago, I had the honor of calling Senator Barack Obama to congratulate him.

(BOOING)

Please.

To congratulate him on being elected the next president of the country that we both love.

In a contest as long and difficult as this campaign has been, his success alone commands my respect for his ability and perseverance. But that he managed to do so by inspiring the hopes of so many millions of Americans who had once wrongly believed that they had little at stake or little influence in the election of an American president is something I deeply admire and commend him for achieving.

This is an historic election, and I recognize the special significance it has for African-Americans and for the special pride that must be theirs tonight.

I’ve always believed that America offers opportunities to all who have the industry and will to seize it. Senator Obama believes that, too.

But we both recognize that, though we have come a long way from the old injustices that once stained our nation’s reputation and denied some Americans the full blessings of American citizenship, the memory of them still had the power to wound.

A century ago, President Theodore Roosevelt’s invitation of Booker T. Washington to dine at the White House was taken as an outrage in many quarters.

America today is a world away from the cruel and frightful bigotry of that time. There is no better evidence of this than the election of an African-American to the presidency of the United States.

Let there be no reason now…

(APPLAUSE)

Let there be no reason now for any American to fail to cherish their citizenship in this, the greatest nation on Earth.

(APPLAUSE)

Senator Obama has achieved a great thing for himself and for his country. I applaud him for it, and offer him my sincere sympathy that his beloved grandmother did not live to see this day. Though our faith assures us she is at rest in the presence of her creator and so very proud of the good man she helped raise.

Senator Obama and I have had and argued our differences, and he has prevailed. No doubt many of those differences remain.

These are difficult times for our country. And I pledge to him tonight to do all in my power to help him lead us through the many challenges we face.

I urge all Americans…

(APPLAUSE)

I urge all Americans who supported me to join me in not just congratulating him, but offering our next president our good will and earnest effort to find ways to come together to find the necessary compromises to bridge our differences and help restore our prosperity, defend our security in a dangerous world, and leave our children and grandchildren a stronger, better country than we inherited.

Whatever our differences, we are fellow Americans. And please believe me when I say no association has ever meant more to me than that.

(APPLAUSE)

It is natural. It’s natural, tonight, to feel some disappointment. But tomorrow, we must move beyond it and work together to get our country moving again.

We fought — we fought as hard as we could. And though we feel short, the failure is mine, not yours.

I am so deeply grateful to all of you for the great honor of your support and for all you have done for me. I wish the outcome had been different, my friends.

The road was a difficult one from the outset, but your support and friendship never wavered. I cannot adequately express how deeply indebted I am to you.

I’m especially grateful to my wife, Cindy, my children, my dear mother…. my dear mother and all my family, and to the many old and dear friends who have stood by my side through the many ups and downs of this long campaign.

I have always been a fortunate man, and never more so for the love and encouragement you have given me.

You know, campaigns are often harder on a candidate’s family than on the candidate, and that’s been true in this campaign.

All I can offer in compensation is my love and gratitude and the promise of more peaceful years ahead.

I am also — I am also, of course, very thankful to Governor Sarah Palin , one of the best campaigners I’ve ever seen… one of the best campaigners I have ever seen, and an impressive new voice in our party for reform and the principles that have always been our greatest strength, her husband Todd and their five beautiful children for their tireless dedication to our cause, and the courage and grace they showed in the rough and tumble of a presidential campaign.

We can all look forward with great interest to her future service to Alaska, the Republican Party and our country.

(APPLAUSE)

To all my campaign comrades, from Rick Davis and Steve Schmidt and Mark Salter, to every last volunteer who fought so hard and valiantly, month after month, in what at times seemed to be the most challenged campaign in modern times, thank you so much. A lost election will never mean more to me than the privilege of your faith and friendship.

I don’t know — I don’t know what more we could have done to try to win this election. I’ll leave that to others to determine. Every candidate makes mistakes, and I’m sure I made my share of them. But I won’t spend a moment of the future regretting what might have been.

This campaign was and will remain the great honor of my life, and my heart is filled with nothing but gratitude for the experience and to the American people for giving me a fair hearing before deciding that Senator Obama and my old friend Senator Joe Biden should have the honor of leading us for the next four years.

(BOOING) Please. Please.

I would not — I would not be an American worthy of the name should I regret a fate that has allowed me the extraordinary privilege of serving this country for a half a century.

Today, I was a candidate for the highest office in the country I love so much. And tonight, I remain her servant. That is blessing enough for anyone, and I thank the people of Arizona for it.

Tonight — tonight, more than any night, I hold in my heart nothing but love for this country and for all its citizens, whether they supported me or Senator Obama — whether they supported me or Senator Obama.

I wish Godspeed to the man who was my former opponent and will be my president. And I call on all Americans, as I have often in this campaign, to not despair of our present difficulties, but to believe, always, in the promise and greatness of America, because nothing is inevitable here.

Americans never quit. We never surrender.

We never hide from history. We make history.

Thank you, and God bless you, and God bless America. Thank you all very much.



Escrito por Sérgio Dávila às 03h48
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O discurso da vitória de Obama

 

Por enquanto em inglês (e não é dos mais inspirados, já vou avisando):

If there is anyone out there who still doubts that America is a place where all things are possible; who still wonders if the dream of our founders is alive in our time; who still questions the power of our democracy, tonight is your answer.

 

It’s the answer told by lines that stretched around schools and churches in numbers this nation has never seen; by people who waited three hours and four hours, many for the very first time in their lives, because they believed that this time must be different; that their voice could be that difference.  

 

It’s the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Latino, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled – Americans who sent a message to the world that we have never been a collection of Red States and Blue States: we are, and always will be, the United States of America.

 

It’s the answer that led those who have been told for so long by so many to be cynical, and fearful, and doubtful of what we can achieve to put their hands on the arc of history and bend it once more toward the hope of a better day.

 

It’s been a long time coming, but tonight, because of what we did on this day, in this election, at this defining moment, change has come to America. 

 

I just received a very gracious call from Senator McCain.  He fought long and hard in this campaign, and he’s fought even longer and harder for the country he loves.  He has endured sacrifices for America that most of us cannot begin to imagine, and we are better off for the service rendered by this brave and selfless leader.  I congratulate him and Governor Palin for all they have achieved, and I look forward to working with them to renew this nation’s promise in the months ahead.

 

I want to thank my partner in this journey, a man who campaigned from his heart and spoke for the men and women he grew up with on the streets of Scranton and rode with on that train home to Delaware, the Vice President-elect of the United States, Joe Biden. 

 

I would not be standing here tonight without the unyielding support of my best friend for the last sixteen years, the rock of our family and the love of my life, our nation’s next First Lady, Michelle Obama.  Sasha and Malia, I love you both so much, and you have earned the new puppy that’s coming with us to the White House.  And while she’s no longer with us, I know my grandmother is watching, along with the family that made me who I am.  I miss them tonight, and know that my debt to them is beyond measure.

 

To my campaign manager David Plouffe, my chief strategist David Axelrod, and the best campaign team ever assembled in the history of politics – you made this happen, and I am forever grateful for what you’ve sacrificed to get it done.

 

But above all, I will never forget who this victory truly belongs to – it belongs to you.

 

I was never the likeliest candidate for this office.  We didn’t start with much money or many endorsements.  Our campaign was not hatched in the halls of Washington – it began in the backyards of Des Moines and the living rooms of Concord and the front porches of Charleston. 

 

It was built by working men and women who dug into what little savings they had to give five dollars and ten dollars and twenty dollars to this cause.  It grew strength from the young people who rejected the myth of their generation’s apathy; who left their homes and their families for jobs that offered little pay and less sleep; from the not-so-young people who braved the bitter cold and scorching heat to knock on the doors of perfect strangers; from the millions of Americans who volunteered, and organized, and proved that more than two centuries later, a government of the people, by the people and for the people has not perished from this Earth.  This is your victory.   

 

I know you didn’t do this just to win an election and I know you didn’t do it for me.  You did it because you understand the enormity of the task that lies ahead.  For even as we celebrate tonight, we know the challenges that tomorrow will bring are the greatest of our lifetime – two wars, a planet in peril, the worst financial crisis in a century.  Even as we stand here tonight, we know there are brave Americans waking up in the deserts of Iraq and the mountains of Afghanistan to risk their lives for us.  There are mothers and fathers who will lie awake after their children fall asleep and wonder how they’ll make the mortgage, or pay their doctor’s bills, or save enough for college.  There is new energy to harness and new jobs to be created; new schools to build and threats to meet and alliances to repair.

 

The road ahead will be long.  Our climb will be steep.  We may not get there in one year or even one term, but America – I have never been more hopeful than I am tonight that we will get there.  I promise you – we as a people will get there. 

 

There will be setbacks and false starts.  There are many who won’t agree with every decision or policy I make as President, and we know that government can’t solve every problem.  But I will always be honest with you about the challenges we face.  I will listen to you, especially when we disagree.  And above all, I will ask you join in the work of remaking this nation the only way it’s been done in America for two-hundred and twenty-one years – block by block, brick by brick, calloused hand by calloused hand. 

 

What began twenty-one months ago in the depths of winter must not end on this autumn night. This victory alone is not the change we seek – it is only the chance for us to make that change.  And that cannot happen if we go back to the way things were.  It cannot happen without you.

 

So let us summon a new spirit of patriotism; of service and responsibility where each of us resolves to pitch in and work harder and look after not only ourselves, but each other.  Let us remember that if this financial crisis taught us anything, it’s that we cannot have a thriving Wall Street while Main Street suffers – in this country, we rise or fall as one nation; as one people.

 

Let us resist the temptation to fall back on the same partisanship and pettiness and immaturity that has poisoned our politics for so long.  Let us remember that it was a man from this state who first carried the banner of the Republican Party to the White House – a party founded on the values of self-reliance, individual liberty, and national unity.  Those are values we all share, and while the Democratic Party has won a great victory tonight, we do so with a measure of humility and determination to heal the divides that have held back our progress.  As Lincoln said to a nation far more divided than ours, “We are not enemies, but friends…though passion may have strained it must not break our bonds of affection.”  And to those Americans whose support I have yet to earn – I may not have won your vote, but I hear your voices, I need your help, and I will be your President too. 

 

And to all those watching tonight from beyond our shores, from parliaments and palaces to those who are huddled around radios in the forgotten corners of our world – our stories are singular, but our destiny is shared, and a new dawn of American leadership is at hand.  To those who would tear this world down – we will defeat you.  To those who seek peace and security – we support you.  And to all those who have wondered if America’s beacon still burns as bright – tonight we proved once more that the true strength of our nation comes not from our the might of our arms or the scale of our wealth, but from the enduring power of our ideals: democracy, liberty, opportunity, and unyielding hope.  

 

For that is the true genius of America – that America can change.  Our union can be perfected.  And what we have already achieved gives us hope for what we can and must achieve tomorrow. 

 

This election had many firsts and many stories that will be told for generations.  But one that’s on my mind tonight is about a woman who cast her ballot in Atlanta.  She’s a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing – Ann Nixon Cooper is 106 years old. 

 

She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldn’t vote for two reasons – because she was a woman and because of the color of her skin.

 

And tonight, I think about all that she’s seen throughout her century in America – the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we can’t, and the people who pressed on with that American creed:  Yes we can. 

 

At a time when women’s voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot.  Yes we can. 

 

When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs and a new sense of common purpose.  Yes we can. 

 

When the bombs fell on our harbor and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved.  Yes we can. 

 

She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that “We Shall Overcome.”  Yes we can. 

 

A man touched down on the moon, a wall came down in Berlin, a world was connected by our own science and imagination.  And this year, in this election, she touched her finger to a screen, and cast her vote, because after 106 years in America, through the best of times and the darkest of hours, she knows how America can change.  Yes we can. 

 

America, we have come so far.  We have seen so much.  But there is so much more to do.  So tonight, let us ask ourselves – if our children should live to see the next century; if my daughters should be so lucky to live as long as Ann Nixon Cooper, what change will they see?  What progress will we have made? 

 

This is our chance to answer that call.  This is our moment.  This is our time – to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American Dream and reaffirm that fundamental truth – that out of many, we are one; that while we breathe, we hope, and where we are met with cynicism, and doubt, and those who tell us that we can’t, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people:

 

Yes We Can.  Thank you, God bless you, and may God Bless the United States of America.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 03h36
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Sites já dão Obama presidente

Politics: President Obama

A Slate

The Page

Politics up to the Minute

****OBAMA WINS OHIO****


Getty/istockphoto.com

THE NETWORKS WON'T TELL YOU, BUT THE PAGE WILL:

BARACK OBAMA WILL BE THE 44TH PRESIDENT OF THE UNITED STATES

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The Page, da Time



Escrito por Sérgio Dávila às 01h01
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Eu votei, mostram blogs de eleitores

 

É o caso desse, de Bertha79.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h35
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"Cérebro de Bush" prevê vitória de Obama

 

O estrategista político Karl Rove, apelidado de "cérebro de George W. Bush" e principal arquiteto das vitórias do republicano em 1994 e 1998 no Texas e em 2000 e 2004, jogou a toalha. Em seu site, o republicano aponta vitória do democrata Barack Obama hoje à noite, por 338 votos no Colégio Eleitoral, ante 200 de John McCain.

O mesmo Rove dizia em artigo no Wall Street Journal na quinta-feira: "Não deixe as pesquisas afetarem seu voto; elas estavam erradas em 2000 e 2004"...

Electoral Map



Escrito por Sérgio Dávila às 18h31
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Votação recorde pode gerar caos

 

Veja minha análise no UOL Notícias.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 15h25
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Sarah Palin se rende à Obamania?

 

A vice deu entrevista há pouco em Wasilla, no Alasca, onde votou ao lado do marido. Indagada pelos repórteres em quem tinha votado, disse que "o voto era secreto" e "isso que era superlegal nos EUA". Essa é a resposta-padrão de nove entre dez celebridades, mas não é o que você espera de uma pessoa que concorre a vice numa das chapas. Sarah-2012 se rendeu à Obamania?

Enquanto isso, aqui em Chicago, o destino livrou os Obama de uma gafe histórica. Momentos depois de Barack e Michelle votarem no Hyde Park, ao lado das filhas Malia e Sasha, chegou para cumprir seu dever cívico o professor universitário Bill Ayers. Para quem não está ligando o nome à pessoa, é o ex-militante radical de esquerda que protagonizou vários anúncios negatiuvos da campanha de McCain, que dizia que Obama andava com terroristas...

Indagado por dois repórteres, não quis falar nada. Os dois são vizinhos em Hyde Park, assim como Louis Farrakhan, líder da polêmica Nação do Islã, que ainda não apareceu para votar. O trio vota no mesmo colégio, que você vê no post abaixo.



Escrito por Sérgio Dávila às 15h06
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Quer saber onde Michelle e Barack Obama votam?

 
November 4, 2008
Voter's Matching Criteria
Status Name Voter ID
A BARACK OBAMA 516139Y
A MICHELLE L OBAMA 08536DM
 

Key to Status
A = Active (In good standing)
I = Inactive

 

 
Polling Place Information
Ward: 4
Precinct: 23
Polling Place Location: SHOESMITH SCHOOL-GYMNASIUM
Polling Place Address: 1330 E 50 ST
Accessible to Voters with Disabilities: Y
 
Sample Ballots

 
District Information
Ward: 4 Board of Review: 3
Precinct: 23 Rep. In General Assembly: 26
Judicial Sub-Circuit: 5 State Senate: 13
County Board: 3 United States Congress: 1


Escrito por Sérgio Dávila às 01h01
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E se fosse o contrário?

 

Idéia genial da campanha "Let the issues be the issue", da agência Grey. E se Barack Obama fosse branco, e John McCain, negro? Como seria a votação de amanhã? As pessoas iriam discutir as questões importantes que esperam o próximo presidente, em vez de focar na raça de um deles? Boas perguntas.

obama mccain



Escrito por Sérgio Dávila às 22h03
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Ato falho? Obama mostra o dedo médio

 

Paging Dr. Freud. Enquanto falava de John McCain hoje cedo em Jacksonville, na Flórida, Barack Obama coçou o rosto três vezes. Na terceira... Lá estava o dedo médio estendido, num gesto considerado obsceno aqui nos EUA. Ato falho? Se for, é falho e recorrente: nas primárias, ele fez o mesmo enquanto falava de sua então concorrente, Hillary Clinton. Veja ambos abaixo:

 

Para John McCain

Para Hillary Clinton



Escrito por Sérgio Dávila às 21h40
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Eleição deve embolar no final, mas Obama manterá vantagem

 

Veja minha análise no UOL Notícias.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h11
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Folhetos negativos miram eleitor judeu

 

Nas horas finais da corrida presidencial norte-americana, chovem folhetos com propaganda negativa. Alguns circulando na Flórida, mais importante Estado-pêndulo da eleição e com alta concentração de eleitores judeus:



Escrito por Sérgio Dávila às 16h09
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O que Obama está ouvindo hoje

 

Reid Charlin, assessor de imprensa de Barack Obama, vem fazendo mix CDs desde o começo da campanha. Coloca na mesa do pessoal no HQ do democrata, aqui em Chicago. O de hoje, véspera da eleição, traz as músicas abaixo:

1. Signs – Snoop Dogg and Justin Timberlake
2. Ain’t No Mountain High Enough – Marvin Gaye and Tammy Terrell
3. Torn and Frayed – The Rolling Stones
4. C’mere – Interpol
5. Use Me – Bill Withers
6. Numb/Encore – Jay-Z and Linkin Park
7. I Feel it All – Feist
8. Hey Hey What Can I Do – Led Zeppelin
9. Kick, Push – Lupe Fiasco
10. I’ll Be Around – The Spinners
11. Big Weekend – Tom Petty
12. I’m on to You – Neil Diamond
13. Bones – Radiohead
14. Down by the River – Neil Young
15. When the Stars Go Blue – Ryan Adams
16. Maps – The Yeah, Yeah, Yeahs
17. Daughter – Pearl Jam
18. Season of the Shark – Yo La Tengo



Escrito por Sérgio Dávila às 15h08
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New Yorker vê luz no fim do túnel

 

E traz artigo de Steve Coll sobre o que faz a grandeza de um presidente. Ele diz que os líderes "que são imortalizados em granito" (como FDR) geralmente contam com um equivalente no Congresso. O nome natural para um eventual presidente Barack Obama seria Ted Kennedy --cada vez mais consumido pela doença. Assim, diz Coll, esse papel muito provavelmente caberá a Hillary Clinton.

NOVEMBER 10, 2008 



Escrito por Sérgio Dávila às 13h07
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Corrida presidencial norte-americana causa "fadiga eleitoral"

 

Ouça meu podcast na Folha Online.



Escrito por Sérgio Dávila às 04h46
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As eleições e o gênio das pesquisas

Você sabe que a noite desta terça-feira vai ser longa quando, a poucas horas das eleições presidenciais norte-americanas mais importantes em décadas, vê pesquisas tão disparatadas quanto a do renomado e insuspeito Pew Research Center, que na quarta-feira dava 15 pontos percentuais de vantagem para o democrata Barack Obama, e a do não menos renomado Gallup, que, no mesmo dia, colocava o republicano John McCain apenas dois pontos atrás -ou seja, em empate técnico.

O que está errado nesse quadro?

Para começar, a característica inédita dessa eleição: pela primeira vez desde os anos 30, nem o presidente nem o vice concorrem; nunca houve um candidato negro com tantas chances reais; não se sabe o peso que o racismo vai ter no momento de votar; o número de eleitores que votam pela primeira vez promete ser histórico, assim como o de jovens; já é recorde o dos que se registraram para votar (ato que, diferentemente do que ocorre no Brasil, não é obrigatório nos EUA).

A soma de todos os fatores acima cria variáveis infinitas e deixa os pesquisadores malucos. Eu conversei com um dos nomes mais respeitados do ramo, John Zogby, que comanda o instituto que leva seu sobrenome, um dos que têm a maior margem de acerto em corridas presidenciais norte-americanas. Em 2004, ele decretou no dia da eleição: "John Kerry será o novo presidente norte-americano". Neste ano, ele disse que vai ficar calado até quarta-feira.

O interesse pela atual disputa e sua imprevisibilidade criaram no norte-americano médio um hábito novo: tomar sua dose diária de pesquisas. O fenômeno é similar e promete ser tão passageiro quanto o da popularização do acesso às Bolsas de Valores nos anos 90, que criou uma legião de corretores na poltrona de casa, e o do boom dos filmes-eventos de Hollywood no começo do século 21, que fez a checagem das bilheterias na segunda-feira de manhã virar uma mania nacional.

Sites agregadores como o Real Clear Politics viram sua audiência decuplicar. Nesse mar de números, apareceu um gênio da estatística de 30 anos, que começou na brincadeira por sua paixão pelo beisebol e assinava com o pseudônimo "Poblano" até maio. Naquele mês, depois de acertar quase sozinho os resultados das primárias democratas de Indiana e da Carolina do Norte, ganhou fama nacional.

Economista de formação, Nate Silver, de Chicago, revolucionou o mercado de apostas de beisebol ao criar um sistema original com uma das menores margens de erro jamais vistas. Em 2007, resolveu aplicar seus conhecimentos no mundo da política. Hoje, toca o site www.fivethirtyeight.com (538 é o número total de votos do Colégio Eleitoral; ganha a Casa Branca quem atingir 270).

Alguns pontos o diferenciam dos outros agregadores. O principal é que ele dá pesos a cada pesquisa levando em conta o índice de acerto histórico, quão recente é o levantamento e o número de pessoas ouvidas. Outro é que ele computa hábitos eleitorais de grupos demográficos sem se restringir a divisões estaduais. Para ele, endereço não é destino, então não faz sentido dizer que a Virgínia é republicana. Ousado.

Hoje, ele diz que Obama teria 333 votos, e McCain, 205.



Escrito por Sérgio Dávila às 04h45
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Obama chega à eleição menos negro, e McCain, menos herói

A primeira menção ao nome Barack Obama no arquivo do jornal "New York Times" é de 6 de fevereiro de 1990. O título da reportagem: "Primeiro negro eleito para comandar a "Law Review" de Harvard". Uma das primeiras citações do jornal ao nome de John McCain é de 28 de outubro de 1967: "Filho do almirante McCain, sobrevivente do "Forrestal", está desaparecido em ataque".


A primeira se refere à prestigiosa publicação da Escola de Direito da Universidade Harvard. A segunda, à queda do avião no então Vietnã do Norte que o tenente da Marinha pilotava -"Forrestal" era um porta-aviões destruído em incêndio quatro meses antes, e do qual McCain era um dos sobreviventes.


Na entrevista de 1990, dada a Fox Butterfield, prêmio Pulitzer por ter trabalhado na revelação dos "Papéis do Pentágono", sobre os desmandos dos EUA no Vietnã, um Obama de 28 anos dizia que o fato de ter sido eleito mostrava "progresso" e "encorajava": "Mas é importante que não se usem histórias como a minha para dizer que tudo vai bem para os negros", argumentava: "Você tem de se lembrar que, para cada um como eu, há centenas ou milhares de estudantes negros com pelo menos o mesmo grau de talento que não têm chances".


Na reportagem de 1967, assinada de Saigon por R. W. Apple Jr. (1934-2006), que viraria um dos nomes mais importantes do jornal, o repórter lembrava que, após o incêndio do porta-aviões, o filho do almirante tinha tido um ataque de consciência. "É difícil dizer", afirmou McCain, meses antes da queda, "mas depois que eu vi o que as bombas e o napalm fizeram ao pessoal do nosso navio, não estou certo se quero mais jogar essas coisas no Vietnã do Norte".


Amanhã, na eleição presidencial mais empolgante e também das mais longas das últimas décadas, os Estados Unidos decidem quem colocam na Presidência do país, se Barack Obama, 47, ou John McCain, 72.
Não será injusto dizer que o primeiro chegará menos negro ao cargo. Durante a campanha, o democrata deixou de lado seu discurso pelas minorias e se apresentou ao país como "pós-racial". Foi a maneira que encontrou de atrair parte da classe média que reluta em votar num não-branco e sem a qual não se ganha eleição nos EUA.


Também McCain chega à reta final menos herói. Assim como não levou adiante o desejo de não bombardear o inimigo em 1967 -foi atingido em missão de ataque a uma usina-, o republicano abriu mão da independência que marcaria sua carreira política por ataques negativos que mancharão para sempre sua biografia.
Ainda assim, não importa o escolhido, será um pleito histórico.



Escrito por Sérgio Dávila às 04h42
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Conversa em que Bush pergunta "O que é G20?" dá problema

 

Lembra da história de George W. Bush perguntando em telefonema ao primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, "O que é o G20", que você leu em post abaixo aqui? Pois está dando problema. O chanceler do gabinete anterior australiano está pedindo uma investigação sobre o vazamento do teor do telefonema, do qual só participaram os dois líderes --e que a Casa Branca não comenta.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 16h52
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McCain adota tática "Vovozinho triste"

 

Não se resumiu à (engraçadíssima) abertura do Saturday Night Live a aparição de John McCain. O republicano, numa mostra de que pode até perder a eleição mas não perde o humor, voltou no meio do programa, no falso noticiário Weekend Update, para apresentar as estratégias de última hora para terça-feira:

Entre elas, a "Reverse Maverick" (independente ao contrário), em que "eu faço tudo o que as pessoas me falam", a "Double Maverick", em que "eu fico totalmente maluco e assusto todo o mundo, inclusive independentes ordinários", e a minha preferida: "Sad Grandpa" (vovozinho triste):

"Essa é aquele em que eu vou à TV e peço, 'Por favor, Obama vai ter várias chances de ser presidente depois. Agora é minha vez!'"



Escrito por Sérgio Dávila às 11h09
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Onde está George? Presidente some na véspera da eleição

 

Enquanto George W. Bush se esconde para não fazer marola na eleição de John McCain --o presidente chegou ao cúmulo de decidir não votar em Crawford, no Texas, nessa terça-feira, como fez em 2000 e 2004, para evitar que a tradicional imagem de ele colocando o voto na urna fosse usada como propaganda negativa pelos democratas; em vez disso, ele e Laura mandaram os votos pelo correio--, o vice, Dick Cheney, vai à luta e faz minicomício de última hora a favor do companheiro de partido.

Foi hoje em Laramie, Wyoming, onde vota.  "Estou votando em John McCain e Sarah Palin", disse. "Nosso país não pode se arriscar a ter o liberalismo de altos impostos de Barack Obama e Joe Biden", disse, usando o termo em inglês ("liberal") para progressista ou esquerdista. Até agora, a campanha de McCain não agradeceu o apoio. Já a de Obama divulgou o voto de Cheney segundos depois de anunciado e colocou no ar o anúncio "Delighted" (abaixo).

 



Escrito por Sérgio Dávila às 17h02
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Nem Obama nem McCain vão ao encontro do G20

 

A informação foi dada pela porta-voz da Casa Branca e passou despercebida. Ela disse que tanto Barack Obama como John McCain foram convidados a participar como presidente eleito, seja quem for o vencedor na terça, mas que os dois decidiram não ir nem mandar representantes de suas equipes. "Eles participarão com sugestões", disse Dana Perino.

Indagada sobre se isso não esvaziava o evento, já que George W. Bush deixa o poder no dia 20 de janeiro e o encontro está marcado para o dia 15 de novembro, ela disse que não. "Discordo. Primeiro porque eles apoiaram a idéia do encontro." Depois, disse ela, porque nenhum dos problemas a que deve se dedicar a reunião "vai desaparecer até o dia da posse".

Ainda assim, um encontro que pretende lançar as bases para uma reforma dos sistema financeiro global ganharia mais força se tivesse a participação do homem que mandará nos EUA pelos próximos quatro anos... Além disso, caso o eleito seja John McCain, seria engraçado ver o primeiro encontro dele com o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva depois de tantos elogios à candidatura de Obama...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h27
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