EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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VOTAÇÃO
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Mumbai pré-ataque é o tema do grande "Slumdog Millionaire"

 

Dez mil horas é o necessário para que alguém se torne não só bom no que faz mas também um dos grandes nomes na área. Numa jornada de trabalho de oito horas diárias e cinco dias por semana, são pouco menos do que cinco anos. Mas não basta. É preciso também que o ambiente no qual a pessoa cresce ou se insere por vontade própria conspire para que ela se destaque no futuro.

É exemplar o caso de Bill Gates, o segundo (ou terceiro, dependendo das contas) homem mais rico do mundo, que tem sua marca de alguma maneira em mais de 90% dos PCs em uso no planeta. Quando ele tinha 13 anos, em 1969, a escola que freqüentava em Seattle, Estado de Washington, contava com um computador com uma máquina de teletipo conectada a um servidor do outro lado da cidade.

Menos de 1% das escolas norte-americanas tinha esse tipo de equipamento. Cerca de dois anos depois, Paul Allen, seu colega de classe, descobre que o servidor da Universidade de Washington não é utilizado das 2h às 6h. Combina com Gates de acordarem todos os dias à 1h30, andarem três quilômetros e passarem as próximas quatro horas programando.

Quando eles fazem 20 anos, já têm mais experiência na área do que programadores profissionais terão na carreira inteira. O resto é história.

Quem conta esse e outros casos é Malcolm Gladwell, da "New Yorker", autor dos best-sellers "O Ponto do Desequilíbrio" e "Blink - A Decisão num Piscar de Olhos" e expoente do subgênero "sociologia para as massas". Ele acaba de lançar "Outliers", que no Brasil terá o título de "Fora de Série", em que examina os casos de Gates, John Lennon e outros para saber o que fez ou faz deles o que são.

Conheci Gladwell em Stanford. Ele disse que só passou a ser levado a sério na revista semanal depois de mudar o cabelo para o estilo "black power" atual -é filho de um engenheiro britânico branco e uma psicoterapeuta jamaicana negra. Claro que é blague: trata-se de um dos grandes repórteres da minha geração e, quando virou estrela na "New Yorker", já tinha completado suas 10 mil horas.

Mas o caso faz pensar. Estreou por aqui, na semana passada, o novo filme de Danny Boyle, a ficção "Slumdog Millionaire". Conta a história de um menino favelado de Mumbai (o "slumdog", "slum" sendo favela em inglês) que acaba participando da versão indiana do game show "Who Wants to Be a Millionaire". É um dos grandes filmes do diretor de "Trainspotting", sua volta à boa forma.

Mas é também um dos grandes filmes sobre o lado feio do crescimento da classe consumidora nos países do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), as economias emergentes da virada do século. Jamal Malik (o ator Dev Patel, excelente) mora numa favela da cidade indiana antes do boom imobiliário. De minoria muçulmana, vê a mãe assassinada por hindus e se cria nas ruas com o irmão.

Por uma série de circunstâncias que se encaixam com o que defende o livro de Gladwell, ele acaba na versão local do popular programa de TV. Cada experiência marcante de seus anos de formação fornece, uma a uma, as respostas de que precisará para chegar ao prêmio principal, de 20 milhões de rupias (cerca de US$ 400 mil). Jamal Malik também passou suas 10 mil horas -na rua.

O casal de protagonistas em cena na estação de trem que seria atacada semana passada



Escrito por Sérgio Dávila às 16h33
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E a lua-de-mel continua...


New Yorker de amanhã retoma o "cachorrogate" em ilustração na capa, Newsweek de hoje se preocupa com a ação global do novo governo, em artigo de Fareed Zakaria e outros 


Escrito por Sérgio Dávila às 15h13
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É Thanksgiving

 

Começa oficialmente o Dia de Ação de Graças nos EUA. A data é comemorada amanhã, mas o feriadão começou hoje depois do almoço (na sexta à noite para os mais aniamdos) e termina domingo. Bush já perdoou o peru e partiu para Camp David, onde degustarã o menu abaixo. E o New York Times faz um blog ao vivo das celebrações...

THANKSGIVING MENU AT CAMP DAVID

 

Free-Range Roast Turkey

 

Cornbread Dressing

 

Cranberry Sauce

 

Sautéed Green Beans

 

Morelia Style Gazpacho with Spinach Salad

 

Zucchini Gratin

 

Whipped Maple Sweet Potatoes

 

Buttered Mashed Potatoes

 

Giblet Gravy

 

Fresh Clover Rolls with Honey Butter

 

Pumpkin Pie with Whipped Topping

 

Apple Pie

 

Pumpkin Mousse Trifle

 

Fresh Fruit Platter

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h26
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Ouça FDR falando sobre a crise econômica

 

Muitas comparações têm sido feitas enyte a Crise de 1929 e a Depressão Econômica que se seguiu e a atual crise financeira. As diferenças são óbvias, principalmente no índice de desemprego (6,5% agora, mais de 25% no auge dos anos 30) e número de bancos quebrados --mas os valores atuais comprometidos pelo governo nos pacotes batem todos os outros da época, mesmo em dólares atualizados.

Seja como for, o FDIC, o órgão garantidor das operações bancárias nos EUA, acaba de colocar no ar um podcast com o discurso do presidente de então, o democrata Franklin Delano Roosevelt (1933-1945), falando da situação econômica do país. Era uma de suas primeiras "conversas ao pé do fogo", em 12 de março de 1933, trinta transmissões de rádio que fez para acalmar o país lado da lareira e que depois seriam imitadas em diversos formatos e modalidades por presidentes do mundo inteiro.

Ouça aqui e leia a transcrição --em inglês-- aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h55
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O e-mail como janela da rua

Quando cheguei aos EUA, em 2000, colegas me contaram que Bill Clinton, então presidente, gostava de pegar o carro oficial e sair pelas ruas de Washington, de madrugada. Seu maior prazer era acenar para passantes -podem se contar nos dedos de uma mão os passantes nas mortas madrugadas da capital dos EUA- que o reconhecessem.

Em 1997, reclamou que não conseguia ir a um McDonald's desde que tinha sido eleito. Em sua biografia, ele reconta o encontro com um desempregado numa lanchonete da rede de fast-food, que aconteceu no período de transição, entre sua eleição e posse, e conjectura como faria para manter contato com as pessoas que o elegeram nos próximos oito anos.

Imagino que as escapadas automobilísticas noturnas eram uma maneira de fazer isso.

Barack Obama não vai a McDonald's nem gosta de passear de carro à noite. É de outra geração, o primeiro presidente norte-americano para quem a Guerra do Vietnã é uma referência histórica, não uma causa lutada, e para quem Blackberry é um aparelho de checar e-mails, não uma fruta. Será o primeiro político a pisar na Casa Branca com um iPod, será o primeiro a instalar um laptop no Salão Oval -e provavelmente o primeiro a baixar músicas da internet.

A lei que rege o cotidiano do número 1.600 da avenida Pensilvânia, o endereço da residência oficial, não está preparada para tais modernidades. Lembro-me de que, quando George W. Bush assumiu o governo, em 2001, teve de cancelar o e-mail com que se comunicava com os amigos e a família, o G94B@aol.com (94 foi o ano em que ele foi eleito governador do Texas).

É que, como lembrou o "New York Times" de domingo passado, a partir de 20 de janeiro de 2009, qualquer e-mail que o presidente Barack Obama mandar estará sujeito ao Presidential Records Act, que determina que toda a correspondência oficial seja arquivada e, em determinados casos, passível de ser tornada pública. Não importa se por Blackberry ou pelo servidor oficial, de terminação whitehouse.gov.

O ponto aqui, creio, é o "oficial". Faz sentido que a comunicação do presidente seja objeto de escrutínio público e, posteriormente, histórico. Mas e a privada? Os bilhetinhos de amor que Ronald Reagan escrevia para Nancy, no qual desenhava coraçõezinhos, eram considerados privados -e só foram revelados depois por vontade do próprio republicano, em livro.

Os e-mails pessoais que Obama troca, alguns com amigos da época de faculdade, que ainda o chamam de Barry, e os SMS que manda a Michelle devem ser encarados como o moderno substituto das cartas de "Ronnie" (como Reagan assinava). São uma maneira de Obama romper um pouco a bolha à qual está condenado pelos próximos quatro anos. Serão suas escapadas virtuais para olhar o rosto do povo.

 

Para quem quiser escrever para o presidente eleito antes de ele aposentar o Blackberry, se é que ele vai aposentá-lo mesmo, não vale tentar o óbvio. Explico. No dia 27 de julho de 2004, o americano de origem indiana Guru Raj tentava combinações de seu nome para um novo e-mail. Depois de esgotar as variações de que gostava, olhou para a TV e viu um jovem político negro discursando.

Era a Convenção Democrata, que lançou o então senador estadual de Illinois nacionalmente. Como gururaj@gmail.com e rajguru@gmail.com já estavam tomados, o telespectador se registrou com o nome que viu na tela. Desde então, Guru Raj vem usando barackobama@gmail.com.



Escrito por Sérgio Dávila às 04h37
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Futuro porta-voz de Obama morou no Brasil

 

O comando obamista acaba de soltar os nomes principais de seu futuro time de imprensa na Casa Branca. Na chefia, como diretora de conunicações, estará Ellen Moran, atual diretora da entidade feminista EMILY's List, cujo objetivo é eleger o maior número de mulheres pró-aborto para cargos públicos nos EUA --a ONG chocou as partidárias de Hillary Clinton durante as primárias democratas ao anunciar apoio ao então senador Barack Obama.

Como porta-voz, cargo hoje ocupado por Dana Perino na administração Bush, estará Robert Gibbs --o ruivo briguento vai ser o rosto do governo, o sujeito que os jornalistas e o público do mundo inteiro verão a cada manhã atrás do pódio da Casa Branca na sala de imprensa, em Washington. Ele continuará no governo o trabalho que já vinha fazendo ao longo de toda a campanha, de tourear os jornalistas. É legendário seu bate-boca com o comentarista conservador Sean Hannity, da Fox News.

Como vice-porta-voz, Dan Pfeiffer. Aos 32 anos, é considerado o geniozinho do time de comunicações de Obama. Detalhe curioso: quando jovem, morou com a família no Brasil. Seu pai, Gary, trabalhou na multinacional DuPont e foi enviado da empresa para o país e o Japão.

Ellen Moran

Robert Gibbs

Dan Pfeiffer

 



Escrito por Sérgio Dávila às 19h56
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Com Hillary, Obama monta "time de rivais"

 

Veja minha análise no UOL Notícias.

*

E o New York Times acada de dizer que Hillary Clinton decidiu aceitar o convite. Só falta Barack Obama decidir tornar pública a proposta.



Escrito por Sérgio Dávila às 17h53
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Setor comercial de empresas de mídia lucra com Obama

 

Também navegando na onda obamista estão os departamentos comerciais de publicações como a Rolling Stone e o New York Times, que lançam seus produtos especiais. (Pergunta: é possível uma empresa de mídia navegar na onda obamista e continuar independente no noticiário? Veremos...)

Sem contar, é claro, os livros pós-vitória da Time, Newsweek e outras... 

Presidential History Commemorative: 1860-2008

Set of Obama Victory Coffee Mugs

 



Escrito por Sérgio Dávila às 23h48
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Obamania começa a ficar exagerada

 

Artistas que militaram pelo então candidato democrata lançam CD batizado Yes We Can. Tem de "Signed, Sealed, Delivered - I'm Yours", de Stevie Wonder --que era a música-tema dos comícios de Obama e é o ringtone do estrategista político David Axelrod para identificar as chamadas do chefe--, a Promise Land, com Kanie West, um dos músicos preferidos do presidente-eleito...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 22h02
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Para alegrar o dia do internauta

 

Veja cachorrinhos crescendo em tempo real, na Puppy Cam.



Escrito por Sérgio Dávila às 13h59
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Como foi a conversa entre Obama e McCain

 

Segundo os Top Ten de David Letterman:

 

10. "Oh, just preparing to be president. What have you been up to?"

9. "I know a guy who would be a perfect secretary of Plumbing."

8. "What was the deal with that Alaskan babe?"

7. "Let's wrap this up; Wheel of Fortune's on."

6. "Seriously, what was the deal with that Alaskan babe?"

5. "Actually, it's now the ‘Straight Talk Express and Girls Gone Wild Bus.' "

4. "Uh, John, this isn't another debate."

3. "Where's the soup?  Someone said there'd be soup."

2. "I know I’m trailing by 192 electoral votes two weeks after the election, but I've got you right where I want you!"

1. "Maybe you'd be president-elect if you haven't crossed Letterman."



Escrito por Sérgio Dávila às 20h55
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E o Daily Show invade a CNN

 

Depois de anos satirizando a CNN, o Daily Show finalmente enviou o "repórter" John Oliver para um tour na emissora noticiosa --e uma visita macabra ao "magic wall" de John King. Veja aqui:



Escrito por Sérgio Dávila às 18h25
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Jornalista finalmente conhece "Garganta Profunda"

 

Deep Throat, a mais famosa --e até 2005 mais anônima-- fonte jornalística da história, finalmente conheceu a segunda metade do time de então repórteres do Washington Post responsável pela denúncia de Watergate, série de reportagens que levaram à renúncia de Richard Nixon e à prisão de vários de seus assessores. Em jantar anteontem na Califórnia, Bob Woodward apresentou oficialmente seu ex-parceiro Carl Bernstein a Mark Felt.

O ex-agente do FBI vive hoje em Santa Rosa e sofre de estágio avançado de demência. Ainda assim, os três almoçaram no domingo, e Felt entendeu quem era Bernstein. Woodward cumpriu seu compromisso de nunca revelar o nome de sua fonte, que resolveu batizar de Garganta Profunda, título de um filme pornô famoso na época, há 35 anos. Mas a família de Felt, especula-se que em troca de dinheiro, aceitou revelar a identidade em um perfil publicado na revista Vanity Fair, em 2005. Só depois disso o jornalista confirmou a identidade.

Bernstein hoje é jornalista freelancer, escreve livros e faz análises para a CNN. Woodward continua como o colaborador mais high-profile do Post e é autor de livros seminais sobre os Anos Bush e a Era Clinton. Seu acesso histórico à Casa Branca pode se complicar com a ascensão de uma nova geração ao poder, comandada pelos obamistas, que até agora têm privilegiado o site Politico no vazamento de informações.

Mark Felt, o Deep Throat

Bernstein e Woodward então

Os dois hoje

Dustin Hoffman e Robert Redford interpretando a dupla no clássico Todos os Homens do Presidente (1976)



Escrito por Sérgio Dávila às 14h36
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América Latina some do programa de Obama

 

Que o programa de campanha de Barack Obama entrou no ar no site oficial da transição, change.gov, apenas para sumir poucas horas depois você leu aqui, em post anterior. No lugar das milhares de páginas e centenas de links, entrou um texto vago de apenas 100 palavras.

Agora, acaba de voltar ao ar a agenda, em versão reduzida. Sumiu, por exemplo, o item sobre a América Latina, que falava de uma "nova parceria das Américas", citava o caso do etanol brasileiro e dizia da preocupação com a Amazônia.

(Escrevi sobre esse embate candidato-eleito na Folha de domingo.)

 


Escrito por Sérgio Dávila às 21h19
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Rabisco de Obama vira item de colecionador

 

Um rabisco feito por Barack Obama durante seu mandato no Senado virou item de colecionador. Vendido no ano passado por dois mil dólares, o já batizado "Obamadoodle" (doodle é rabisco em inglês) mostra os senadores Chuck Schumer, Harry Reid (líder da maioria no Senado), Dianne Feinstein e Ted Kennedy. O desenho foi vendido num leilão beneficente e arrematado por um corretor de valores. Na semana passada, a atriz Gillian Anderson, ex-Arquivo X, ofereceu mais de dez vezes o que ele pagou. Mas o proprietário sonha em doar o desenho para a futura Biblioteca Presidencial Barack Obama. O democrata é conhecido por rabiscar bem.

Já a ex-candidata a vice republicana, Sarah Palin, também teve seus rabiscos tornados públicos. Quem achou o papel, de 1996, foi o editor Noam Scheiber, da revista The New Republic. É o verso de um programa de uma reunião que a então aspirante a política tomava parte. Ela imaginava pontos para convencer o eleitorado a votar nela para prefeita de Wasilla, cargo que efetivamente alcançaria e que a lançaria para o cenário estadual do Alasca e, de lá, para o mundo. Entre os rabiscos, possíveis slogans, como "time for a change" (é hora de mudar), "you would be my boss!" (você seria meu chefe!), e características positivas (para ela), como "NRA supporter" (apoia a associação pró-armas) e "taxpayer!" (pagadora de impostos!).



Escrito por Sérgio Dávila às 12h56
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Aliás, só dá Obama nas revistas da semana...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h31
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Obama é o "homem do ano" para GQ

 

Quem escreve o perfil é o senador democrata Ted Kennedy. A revista chega às bancas dia 25. Enquanto isso, a Time diz que ainda não decidiu quem será sua "personalidade do ano" (sei...)



Escrito por Sérgio Dávila às 18h38
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O que é "in", o que é "out" na Casa Branca

A cada quatro anos -ou oito, se o mandatário tem sorte-, uma nova lista do que é "in" e do que é "out" na Casa Branca se faz necessária. A de 2009-2013:

* Saem as botas de caubói, entram os tênis de cano alto;
* Sai o mountain bike solitário, seguido de longe pelo Serviço Secreto, entra o basquete com o assessor pessoal, Reggie Love, e os amigos de Chicago;
* Sai o vice-presidente Dick Cheney, o segundo homem mais poderoso do pedaço, entra Marian Robinson, a "primeira-sogra", que muda para a Casa Branca com os Obama para cuidar das netas;
* Saem os sanduíches e a Coca Diet, entra a salada de rúcula e as barras energéticas;
* Sai Karl Rove, chamado o "cérebro de Bush" (aliás, já saiu, depois da derrota legislativa de 2006), entra David Axelrod, "the Ax", o machado de Obama;
* Saem as reuniões de não mais de 15 minutos às 7h da manhã, os relatórios de não mais de três páginas e as luzes apagadas na ala residencial às 9h da noite, entram as longas reuniões dominadas pela frase "por um lado... por outro lado", os estudos dos "think tanks" e os e-mails aos membros do gabinete mandados à meia-noite;
* Por falar em e-mails, saem "as Internets" (como Bush se referiu uma vez à rede), entram o BlackBerry e o "iPod presidencial", onde Obama ouve Jay-Z, Stevie Wonder e Miles Davis;
* Por falar em "think tanks", os centros de pensamento de Washington, saem os conservadores American Enterprise Institute e Heritage Foundation, entram o Center for American Progress, fundado pelo atual chefe da transição, John Podesta, e a ala progressista do Instituto Brookings;
* Sai o ex-alcoólatra renascido em Cristo, entra o ex-usuário bissexto de maconha batizado pelo polêmico Jeremiah Wright;
* Saem leituras de cabeceira da biografia de George Washington, entram as leituras de cabeceira da biografia de Abraham Lincoln;
* Saem "Trailblazer" e "Tempo", entram "Renegade" e "Renaissance" (os apelidos do Serviço Secreto para os dois casais);
* Sai Michael Faircloth, estilista de Dallas tornado mundialmente famoso pela atual primeira-dama, entra Maria Pinto, estilista de Chicago tornada mundialmente famosa pela futura primeira-dama;
* Saem as baladas das gêmeas Bush, entram as festas de pijama das meninas Obama;
* Saem os fins de semana no rancho de Crawford, no Texas, entram as escapadas de fim de semana para a casa em Hyde Park, em Chicago;
* Saem os "bushismos" como "Nossos inimigos nunca param de pensar em novas maneiras de prejudicar nosso país e nosso povo, nem nós", entram messianismos como "nós somos aqueles por quem nós estávamos esperando";
* Por fim, sai o presidente de quem ninguém espera mais nada, entra o presidente de quem o mundo inteiro espera coisas demais.


Escrito por Sérgio Dávila às 03h35
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E a Newsweek compara Obama a Lincoln

Três dias depois da capa da concorrente Time com o presidente eleito como Franklin Roosevelt (veja post anterior)... Leia aqui. São 43 presidentes antes de Obama e mais de 60 dias até a posse. Temo que até lá a imprensa terá esgotado as comparações possíveis.



Escrito por Sérgio Dávila às 23h21
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