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Vik Muniz faz capa da dominical do NYTimes
É do brasileiro Vik Muniz o Albert Einstein da edição mais recente da revista dominical do New York Times, cujo tema é o levantamento "O Ano em Idéias", em sua oitava edição anual. O artista plástico fez sua imagem a partir de foto de 1951 do pai da teoria da relatividade. Escrito por Sérgio Dávila às 14h39[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cem advogados do mundo querem defender "jornalista da sapatada"
Mais de 100 advogados do mundo todo se ofereceram para defender de graça o jornalista que atirou os sapatos no presidente George W. Bush durante coletiva em bagdá, no domingo. Segundo a lei iraquiana, se condenado, Muntader Al-Zaidi, correspondente do canal por satélite al-Baghdadiya, baseado no Cairo, terá de pagar multa e pode ficar preso até dois anos por ofender um líder estrangeiro durante visita ao país --a não ser que Bush não preste queixas. O irmão do jornalista conta que ele é conhecido no meio por ser crítico da presença dos EUA em seu país. Assina todas as reportagens com "Muntander Al-Zaidi, da cidade ocupada de Bagdá" e cancelou seu casamento em 2003, dizendo que só faria a cerimônia depois de o país se livrar dos EUA. O irmão disse que ligou para o celular do jornalista preso, que foi atendido por um membro do Serviço Secreto iraquiano, que prometeu que eles viriam "atrás da família toda". Para quem perdeu o momento histórico:
Escrito por Sérgio Dávila às 14h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Quadro do SNL com governador cego causa polêmica
O Saturday Night Live de sábado foi pródigo em pegar no pé de governadores norte-americanos. Na abertura, um boca-suja "Rod Blagojevich" (o ator Jason Sudeikis) testemunhava no Congresso sobre as gravações que colocam o político de Illinois a um passo do impeachment, tentava comprar os membros do comitê e terminava por oferecer o anel de casamento de Abraham Lincoln, baratinho, com "a mão incluída". Mas a polêmica veio do Weekend Update, o segmento "noticioso" do humorístico, que trouxe o governador de Nova York, "David Paterson" (o ator Fred Armisen), a quem cabe indicar o susbtituto de Hillary Clinton no Senado. No domingo, o gabinete do governador não gostou da sátira que fizeram ao fato de ele ser legalmente cego --e as referências às confissões de uso de drogas e aventuras sexuais com a mulher que fez ao assumir o cargo, depois da renúncia do titular, envolvido em escândalos sexuais. Associações de deficientes visuais entraram na história --e criou-se a polêmica. Veja os dois vídeos aqui:
"David Paterson" (o ator Fred Armisen) no Weekend Update
"Rod Blagojevich" (o ator Jason Sudeikis) oferece o "anel de casamento de Lincoln" Escrito por Sérgio Dávila às 14h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Do calor da notícia ao fogo de fato
Na sociedade sazonal e de sentimentos compartimentados que é a norte-americana, o período conhecido como "Holiday Season" é o de ouvir músicas natalinas, de se emocionar e de doar. Vai do Dia de Ação de Graças, a última quinta-feira de novembro, até a véspera do Natal. Você entra em qualquer loja de qualquer lugar do país, e estará tocando uma das versões da mesma meia dúzia de canções. "Have yourself a merry little Christmas", "Jingle bell, jingle bell, jingle bell rock" etc. O estímulo sonoro provoca uma reação pavloviana no norte-americano médio, que: 1. Consome (neste ano, culpa da recessão, não tanto quanto se esperava); 2. Comove-se (com histórias humanas publicadas nos jornais e revistas e mostradas nas TVs); 3. Doa (para a organização beneficente de sua preferência). Eu não consumi; doei, sim, confesso. Para a associação de policiais de Washington feridos em ação, mas por pura coerção psicológica. O sujeito que me liga todos os anos e me pega sempre de surpresa costuma me chamar pelo primeiro nome, é assertivo e -pode ser minha imaginação- dá a entender que é melhor para mim e minha casa que eu doe. Eu me vingo mantendo a contribuição nos mesmos US$ 25, embora ele sugira mais. Emocionar-me está mais difícil. Pois um dos momentos foi relembrando a história de Jill Carroll, cortesia de um programa noticioso de que não me lembro mais o nome, reforçada por uma nota na edição mais recente da revista "Newsweek". Em janeiro de 2006, enquanto cobria a Guerra do Iraque para o diário "Christian Science Monitor", a correspondente de guerra foi seqüestrada. Na época, tinha 28 anos. Na ação do grupo de radicais islâmicos, seu tradutor iraquiano foi morto. A repórter ficou 82 dias presa. O governo norte-americano libertou entre seis e oito iraquianos em troca de sua soltura, um marco na administração de George W. Bush, que desde o 11 de Setembro adota o lema "os Estados Unidos não negociam com terroristas" como política oficial. Na volta, ela aceitou, depois de muita insistência, contar sua experiência nas páginas do jornal -é tímida, artigo cada vez mais raro na profissão. A série "Hostage - The Jill Carroll Story" (Refém - A História de Jill Carroll, www.csmonitor.com/specials/carroll) foi publicada em 11 partes e virou um dos maiores sucessos do "Monitor". Três anos depois... A Guerra do Iraque está nos últimos dias. Novembro foi um dos meses de menos baixas desde o início do conflito, em março de 2003. O parlamento iraquiano aprovou as medidas que definirão a ação dos norte-americanos no país nos próximos meses. Bush já vai tarde. Barack Obama deve conseguir implantar sua meta de retirar a maior parte dos soldados daquele país em 16 meses. O "Christian Science Monitor" anunciou que, a partir de abril de 2009, vai continuar a existir apenas na versão on-line e deixar de publicar a edição diária em papel. Jill Carroll abandonou o jornalismo. Mudou-se para Fairfax, na Virgínia, e trabalha como soldado no Corpo de Bombeiros local. Ganha US$ 47 mil por ano (cerca de R$ 9.700 por mês) -ou US$ 2.000 a mais do que a média dos repórteres nos EUA. Escrito por Sérgio Dávila às 01h29[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama promete jazz e saraus na Casa Branca --e ocasionais fumaças de cigarro
Shows de jazz, palestras de cientistas e saraus poéticos. Assim será a Casa Branca sob gestão de Barack Obama, segundo o próprio, em entrevista exibida hoje cedo pelo "Meet The Press", da NBC. Serão "palestras na Casa Branca em que as pessoas falam de viajar para as estrelas ou quebrar os átomos, inspirar nossa juventude a ter uma noção do que é uma descoberta", disse. Prometeu ainda "convidar músicos de jazz, músicos eruditos, leituras de poesia na Casa Branca para que possamos apreciar mais uma vez essa colcha-de-retalhos que são os Estados Unidos". Por fim, ele não promete, mas é provável que outra coisa volte à Casa Branca: a fumaça de cigarro. Ex-fumante recente e não muito convicto, Obama assumiu ter "derrapado" algumas vezes. "Espere um minuto: isso quer dizer que você não parou?", perguntou Tom Brokaw, que comanda interinamente o programa. "O.k., você está certo. O que eu vou dizer é que eu tenho feito um ótimo trabalho, dadas as circunstâncias, em me tornar mais saudável. E eu acho que você não vai ver muitas violações dessas regras na Casa Branca".
Escrito por Sérgio Dávila às 21h31[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
"Hillary" diz que, como os vampiros, Clintons sempre voltam
Hillary Clinton fora de cena? Nunca. Esse é o teor da abertura do Saturday Night Live de ontem, que brinca com o fato de a ex-primeira-dama ter voltado à tona mesmo após a derrota nas primárias, ao ser indicada secretária de Estado por Barack Obama, e de a atriz que a imita no humorístico, Amy Poehler, ter voltado em participação especial, depois de se ausentar para ter filho. "Vocês acharam que eu estava acabada, não acharam?", começa "Hillary"/Amy. Na seqüência sobra para Obama ("O que vocês prefeririam? Viajar pelo mundo ou ter de resolver a economia dos EUA?"), Sarah Palin e até os eleitores de Nova York ("Nunca foi meu Estado, vamos falar a verdade!"). No final, "Bill Clinton"/Darrell Hammond aparece e diz: "Você votou por mudança, mas você nunca vai mudar isso". Hillary completa: "Nós, Clintons, estamos aqui para ficar. Como o Sul, vampiros e Britney Spears, nós nascemos de novo!"
Escrito por Sérgio Dávila às 21h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama oferece "ditadura por escolha", diz Chomsky
Falei com o pai da lingüística moderna e importante pensador político da esquerda norte-americana por ocasião de seus 80 anos, que ele completa hoje. A resposta mais surpreendente de Noam Chomsky para mim foi a crítica que fez ao exército de voluntários que ajudou a eleger Barack Obama. Veja abaixo: "A mídia de todas as tendências o elogia por organizar um "exército" que não contribui nada para as políticas do seu futuro governo, só espera instruções de como apoiar sua agenda, seja ela qual for. Leia a íntegra da entrevista aqui (para assinantes).
Escrito por Sérgio Dávila às 17h24[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sergio Vieira de Mello no Sundance
É o documentário "Sergio", sobre o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, enviado especial da ONU que foi assassinado em Bagdá em 2003, cuja vida virou livro de Samantha Power, assessora de política externa de Barack Obama (leia minha entrevista com ela aqui). Dirigido por Greg Barker, que participou de um dos melhores programas jornalísticos da TV americana, o Frontline, tem estréia mundial no festival. Que está apaixonado por jornalismo: entre os 16 longas de não-ficção, três tratam do tema. São "The September Issue", que segue a então toda-poderosa Anna Wintour por nove meses, que culminaram no fechamento da edição de setembro da Vogue America, a mais importante da mais importante revista de moda dos EUA; "Reporter", em que o colunista Nicholas Kristof, do New York Times, reporta sobre Darfur; e "Shouting Fire: Stories From the Edge of Free Speech", sobre o advogado Martin Garbus, defensor da liberdade de expressão e pai da diretora. (Anna Wintour, aliás, corre o risco de perder o emprego, informa o NYPost.) Escrito por Sérgio Dávila às 22h12[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Agora, Obama me oferece uma caneca de "edição limitada"...
(Vem cá, o homem não arrecadou quase US$ 600 milhões, batendo todos os recordes da história?)
Escrito por Sérgio Dávila às 21h48[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E Obama me oferece uma malha de "edição limitada"...
Escrito por Sérgio Dávila às 00h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Lula é o menos influente para europeus
Da série "Por que não me ufano de meu pais". Não é o blog quem diz, mas pesquisa realizada nos cinco maiores países da Europa e os Estados Unidos pelo consórcio Harris Interactive-France 24-International Herald Tribune. Na média dos ouvidos, os líderes mais influentes são: - o norte-americano George W. Bush (70%) - o russo Vladimir Putin (64%) - a alemã Angela Merkel (60%) - o francês Nicolas Sarkozy (58%) - o britânico Gordon Brown (53%). Na lanterna, estão empatados: - o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (21%) - o cubano Fidel Castro (21%) - o sírio Bashar al-Assad (20%). Foram ouvidos 6.257 pessoas de 16 anos a 64 anos entre 29 de outubro e 6 de novembro, assim divididos: França (1,045), Alemanha (1.034), Reino Unido (1.087), Espanha (1.007), Itália (1.052) e Estados Unidos (1.032). Só valiam pessoas "no cargo" (num sentido amplo, daí a presença do Dalai Lama e do secretário-geral da ONU e a ausência de Barack Obama). Veja as tabelas.
TABLE 1 OPINIONS OF WORLD LEADERS
"For each of the following people, please indicate whether you have a very good, somewhat good, somewhat poor or very poor opinion of that person?"
Percent saying "Very/Somewhat good"
Base: All EU adults in five countries and U.S. adults
TABLE 2 INFLUENCE OF WORLD LEADERS
"For each of the following international personalities, how much influence do you think they have at an international level?"
Percent Saying "A Great deal/Some influence"
Base: All EU adults in five countries and U.S. adults
Escrito por Sérgio Dávila às 22h05[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Tina Fey foi cortada no rosto quando tinha 5 anos
A revelação está na edição de janeiro da Vanity Fair, que traz longo perfil da comediante assinado por Maureen Dowd, a colunista mais lida do New York Times. Quando Tina tinha cinco anos, conta seu marido, o músico Jeff Richmond, um estranho a cortou no jardim em frente à casa dela. Ela nunca fala do assunto, mas o marido deixa escapar a informação à jornalista --ele se diz o "Joe Biden dos maridos", pela quantidade de foras que dá, referindo-se ao boquirroto vice de Barack Obama. Tina Fey se tornou um dos nomes mais influentes do entretenimento na atual cena política. Primeiro com suas intervenções críticas sobre o comportamento parcial da imprensa norte-americana a favor de Obama e contra Hillary Clinton, depois com suas imitações hilariantes da ex-candidata a vice republicana, sua sósia Sarah Palin (se é que vale alguma coisa, esse blog foi o primeiro a apontar a semelhança, minutos depois do anúncio do nome da governadora do Alasca por John McCain). A revelação da origem da cicatriz, do lado esquerdo do rosto da comediante de 30 Rock, que ela disfarça com maquiagem, é o mais chocante de um texto delicioso de se ler (em inglês).
Foto de Tina Fey, 38, por Annie Leibovitz, parte do ensaio que acompanha o perfil
Escrito por Sérgio Dávila às 18h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama testa habilidade de "domador de egos"
Veja no UOL Notícias minha análise do novo gabinete do presidente eleito, anunciado hoje. Escrito por Sérgio Dávila às 18h05[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem] |