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100 dias de Obama passaram em três semanas
Veja minha análise no UOL Notícias.
Escrito por Sérgio Dávila às 19h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Joaquin Phoenix vai ao David Letterman pero no mucho
A performance do ator norte-americano ontem à noite no talk-show faz dele o novo detentor do Troféu Farrah Fawcett. Com um visual Unabomber, Phoenix era o "homem que não estava lá". Letterman não perdeu o rebolado. Vale a pena assistir aos cinco minutos da entrevista, aqui. ATUALIZAÇÃO - A blogosfera começa a desconfiar se não se trata de trote do ator, que estaria fazendo um documentário falso dirigido por Casey Affleck sobre a decisão do ator de Phoeniz de desistir de atuar para ser rapper --também armada. A ver.
Escrito por Sérgio Dávila às 15h40[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
John McCain se lança à reeleição
Muita calma nessa hora: é reeleição para o senado, cadeira que ocupa pelo Estado do Arizona e que entra em disputa de novo em 2010. O republicano já está pedindo um dinheirinho, como você vê no e-mail abaixo. * Being the Republican nominee for President was one of the great honors of my life and an experience I will never forget. Some have wondered, after my hard fought presidential campaign, if I plan to run for re-election to the United States Senate.
Escrito por Sérgio Dávila às 01h00[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Dois cálculos para entender a crise
* Só no último mês, os EUA perderam 600 mil postos de emprego. São 20 mil vagas fechadas por dia, 834 por hora, 13 por minuto * O pacote de estímulo aprovado pelo Senado na tarde de hoje equivale a um gasto de US$ 1 mil por dia desde o nascimento de Jesus até o dia de hoje * Se fosse dividido entre todos os norte-americanos, daria US$ 2,7 mil por pessoa, incluindo velhos e crianças --pensando bem, talvez fosse melhor. Cada lar americano deve em média US$ 10 mil no cartão e no financiamento de casa, carro e faculdade. Se a divisão da bolada fosse vinculada ao abatimento da dívida de cada cidadão, sobraria mais dinheiro para gastos pelo consumidor; de quebra, as instituições financeiras receberiam uma injeção direta de dinheiro...
Escrito por Sérgio Dávila às 17h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama vive com FGOTUS
Calma, não é nenhum vírus. No jargão das comunicações da Casa Branca, o presidente é POTUS (acrônimo para President of the United States) e a primeira-dama é FLOTUS (First-Lady of the United States). Agora, com a mudança para a Casa Branca da mãe de Michelle Obama, Marian Robinson, o pessoal começou a se referir a ela como FGOTUS, a First Grandmother of the United Stated, a primeira-avó.
Marian Robinson, a FGOTUS
Escrito por Sérgio Dávila às 14h46[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama "superlota" Casa Branca
Os relatos dos novos funcionários da Casa Branca dão conta de uma sede do Executivo mais informal, em que o chefe ousa despachar sem paletó no Salão Oval, algo impensável nos anos de George W. Bush, e as reuniões começam e terminam mais tarde. Faltou dizer também que o lugar corre risco de sofrer de superlotação. Sob Barack Obama, os funcionários que trabalham na chamada Ala Oeste, onde fica o escritório presidencial, pularam de 60 na época do republicano para, até a última conta, 160 pessoas. "Só o meu modesto escritório foi dividido em quatro cubículos", escreveu Karl Rove, até 2007 o principal assessor político de Bush. A cada mudança de administração, cerca de 7 mil cargos são vagos, e o novo presidente indica politicamente metade desses, dos quais pouco mais de mil têm de passar por confirmação no Senado. Do staff presidencial, a maior parte vai trabalhar no Eisenhower Executive Office Building, construção de tom rosado ao lado da Casa Branca. No caso de Obama, aumentou o número de pessoas a seu redor. Uma das explicações é a proliferação de "czares" que ele apontou ou apontará --na política norte-americana, o título que se dava ao imperador da Rússia é usado para designar o funcionário que, apesar de não ocupar um dos cargos tradicionais do ministério, tem acesso direto ao presidente. Uma é Carol Browner, a "czarina da mudança climática", setor que já conta com uma agência federal (a EPA, na sigla em inglês), um ministério (da Energia), um chefe do Conselho da Casa Branca para Qualidade Ambiental e um "enviado especial" do Departamento de Estado, esse último criado por Obama e Hillary Clinton. A justificativa dos obamistas é que o presidente acha que a estrutura do Executivo tal como se apresenta hoje é datada e precisa ser reformada. Há hoje 15 secretários, o equivalente ao brasileiro ministro, mais o vice-presidente e outros seis cargos com nível ministerial, entre eles o da enviada à ONU, posição que voltou a ser elevada a essa categoria por Obama. O democrata pretende completar a estrutura apontando "czares" para áreas novas ou negligenciadas por administrações anteriores, como meio ambiente, energia alternativa e tecnologia. Outros serão de emergência, como o czar da regulação do mercado financeiro e o da indústria de carros. "Essa administração está viciada em ‘czares’", diz Paul Light, da universidade de Nova York. "Acho que eles causam mais problema do que trazem soluções." Para o especialista em transições presidenciais, ao apontar alguém para cuidar de uma área que já tem sua estrutura de comando, Obama está semeando conflito. Além de superlotar o lugar. Escrito por Sérgio Dávila às 03h27[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Time de amanhã - como "salvar" os jornais
O texto (em inglês) é de Walter Isaacson, ex-editor da Time.com e atual presidente do Aspen Institute, que basicamente argumenta que dar notícia de graça não é um modelo de negócio sustentável e defende o que cada vez mais gente boa está defendendo: é preciso cobrar por conteúdo noticioso. (Sim, eu aprecio a ironia de estar noticiando essa defesa aqui, de graça.)
Escrito por Sérgio Dávila às 17h55[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
John McCain já manda e-mail contra plano de Obama
Escrito por Sérgio Dávila às 14h14[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Tem blog novo (e bom) no pedaço
É do amigo Marcelo Rubens Paiva, no Estadão. Vale a visita.
Escrito por Sérgio Dávila às 12h36[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama na capa da Vanity fair, com ensaio de Leibovitz
A celebrada fotógrafa passou frio com o resto de nós, mortais, e fez um divertido ensaio da manhã histórica --e congelante. Além disso, há uma hagiografia assinada por Maureen Orth, que declara já na capa que A Era Obama Começou.
Annie Leibovitz conversa com Dustin Hoffman antes da posse
A minha preferida
A capa
Escrito por Sérgio Dávila às 15h09[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Casa Branca ameaça dar freada na Obamania comercial
Você liga a TV, e a tipologia da nova campanha da Pepsi lembra o cartaz da campanha do Obama. A sorveteria Ben & Jerry lançou o sabor "Yes Pecan", em homenagem ao slogan utilizado pelo então candidato. Analistas estimam que toda a publicidade gratuita gerada pela discussão em torno do desejo do presidente de continuar utilizando seu celular multifuncional BlackBerry renderia US$ 50 milhões a Obama, se ele fosse um garoto-propaganda oficial da marca. Pela primeira vez na história recente dos ocupantes do cargo, um presidente norte-americano se preocupa com o uso excessivo de sua imagem. O tema obamanian já foi tratado aqui, da carona comercial que tenta associar o democrata a produtos tão diversos quanto camisinhas e refrigerantes, passando por balas e até heroína. A gota d'água, aparentemente, foi a decisão de uma fábrica de bonecas de lançar "Malia" e "Sasha", "inspiradas" nas duas primeiras-filhas, para ira da primeira-dama. "Nossos advogados estão trabalhando para desenvolver uma política que vai proteger a imagem presidencial ao mesmo tempo em que toma cuidado para não reprimir o entusiasmo contagiante que o público tem pelo presidente", disse a porta-voz Jen Psaki. Essa briga promete...
As bonecas "Malia" e "Sasha"
Cartazes da campanha da Pepsi que lembram o visual da campanha de Obama
Escrito por Sérgio Dávila às 17h50[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama enfrenta primeiro teste Legislativo
Veja minha análise semanal no UOL Notícias.
Escrito por Sérgio Dávila às 16h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Notícias sobre a morte da ironia são precipitadas
Já tratei do tema em post aqui: a dificuldade de se fazer humor com um presidente como Barack Obama, que é negro. Pois aos poucos os humoristas vão saindo da toca. A começar pelo excelente quadro de abertura do SNL de ontem à noite, em que "Obama" fala da difícil situação econômica, cortando para uma segunda câmera em que sente saudade dos "velhos tempos" --o dia da posse, o dia da vitória, o chapéu de Aretha Franklin... Faz brincadeira com a carta deixada por Bush, é interrompido por um barulhento e inconveniente "Joe Biden"...
* Já o próprio Obama --o de verdade-- faz humor no tradicional Jantar do Alfalfa Club, que reúne a nata política de Washington há 96 anos e nesse ano aconteceu ontem à noite. Foi a primeira vez que Obama se encontrou com Sarah Palin. Sobrou pra governadora do Alasca: "Nunca pensei que você fosse andar com esse pessoal --a elite", uma referência a uma acusação dela de que o então candidato democrata "andava com terroristas". Leia trechos em inglês abaixo: I am seriously glad to be here tonight at the annual Alfalfa dinner. I know that many you are aware that this dinner began almost one hundred years ago as a way to celebrate the birthday of General Robert E. Lee. If he were here with us tonight, the General would be 202 years old. And very confused. Now, this hasn't been reported yet, but it was actually Rahm's idea to do the swearing-in ceremony again. Of course, for Rahm, every day is a swearing-in ceremony. But don't believe what you read. Rahm Emanuel is a real sweetheart. No, it's true. Every week the guy takes a little time away to give back to the community. Just last week he was at a local school, teaching profanity to poor children. But these are the kind of negotiations you have to deal with as President. In just the first few weeks, I've had to engage in some of the toughest diplomacy of my life. And that was just to keep my Blackberry. I finally agreed to limit the number of people who could email me. It's a very exclusive list. How exclusive? Everyone look at the person sitting on your left -- Now look at the person sitting on your right -- None of you have my email address.
Escrito por Sérgio Dávila às 15h52[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem] |