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Membro da viagem de Obama tem sintomas da gripe

 

Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca, mandou e-mail para os que fomos com Barack Obama para o México e Trinidad e Tobago para avisar que "um dos indíviduos que viajou à Cidade do México como apoio da delegação dos EUA que acompanhou o presidente apresentou sintomas similares aos da gripe em decorrência de seu trabalho". Segundo o porta-voz, três membros da família dessa pessoa, que não é identificada, tiverem teste positivo para  o vírus tipo A da gripe --testes estão sendo feitos para checar se eles foram contaminados com a variação H1N1, a que causa a chamada gripe suína. Os familiares, escreve Gibbs, sofreram sintomas "leves a moderados", foram medicados e não precisaram se internar. "Não há nenhum relato de alguém que trabalhe no complexo da Casa Branca que tenha testado positivo para a variação do vírus no último mês", conclui. Depois Gibbs diria em coletiva que o sujeito era da equipe que acompanhou o secretário de Energia, Steve Chu, e que não viajou no Air Force One.

Segundo os médicos da Casa Branca, mais abaixo no e-mail, quem viajou com o presidente teria até dez dias de prazo para manifestar os sintomas --nós saímos do México no dia 17. Quer dizer, o prazo venceu anteontem. Ainda bem: estive ontem na coletiva do presidente, no Salão Leste da Casa Branca, com outros cem jornalistas, muitos dos quais eu reconheci da viagem...

*

Ah, em tempo: esse não é rumor, como o do arqueólogo que morreu depois de ciceronear Obama.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h38
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Ainda a propósito da "bancada brasileira"

O amigo Diego Bonomo, diretor executivo do BIC, manda comentário sobre duas notas publicadas nesse blog por mim sobre a chamada "bancada brasileira" no Congresso dos EUA. Leia abaixo:

"Tive a oportunidade de ler um “post” no seu blog sobre o Brazil Caucus. Li e pensei em escrever para compartilhar contigo – se for do seu interesse, claro! – minha visão, já que, no meu entendimento, o tema foi tratado de maneira excessivamente sarcástica e faltou explicar ao leitor o funcionamento e a importância do grupo. Então, relacionei alguns pontos:

 1.       Creio que não é correto dizer que o Brazil Caucus seja a “bancada do Brasil”, simplesmente porque os Deputados que são membros do grupo não devem, necessariamente, votar ou se manifestar “a favor” do interesse brasileiro. O fato de um Deputado fazer parte de um Caucus não quer dizer que ele defenda o país em questão (caso, por exemplo, dos membros do Iran Caucus), mas que ele tem “interesse” nessa relação bilateral. Esse interesse pode ou não ser condizente com o interesse do Brasil (ou do seu setor privado, ou do seu governo). O Phil English era parte do Brazil Caucus porque tinha as indústrias siderurgicas no seu distrito, ou seja, porque havia uma “sensibilidade” em relação às exportações do Brasil. Já o William Jefferson, citado no “post”, tinha grande interesse no tratamento dado pelo Brasil à questão étnica. Isso, de maneira alguma, desqualifica o grupo. Afinal, o Deputado continua sendo representante da população norte-americana do seu distrito e não do Brasil. O que interessa, de fato, é se o País sabe utilizar os Deputados a seu favor. Em outras palavras, se consegue encontrar áreas de interesse comum para fazer avançar os assuntos de seu interesse no Congresso. Parte significativa do meu trabalho e do da Embaixada é justamente construir essa agenda.

 2.       Penso que não é qualquer país que tem um Caucus. Por duas razões. A primeira é que os Deputados não têm tempo. Veja: um Deputado é eleito a cada 2 anos. Isso significar dizer que o congressita está em um esforço, quase contínuo, de campanha. Uma campanha custa, em média, US$ 1 milhão, ou seja, o Deputado tem que arrecadar US$ 500 mil por ano. Se ele tirar duas semanas de férias no ano, terá que arrecadar US$ 10 mil por semana. Descontado o final de semana, são US$ 2 mil por dia. “Fund raising”, portanto, ocupa muito da agenda. Além disso, há uma quantidade enorme de matérias em debate e votação. Cada legislatura chega a ter de 5 a 7 mil projetos de lei. Mesmo que você os divida pelo número de Comitês da Câmara ainda é muito. Assim, dispor do tempo do Deputado para o Caucus não é fácil. Ademais, muitos dos membros do Brazil Caucus não têm brasileiros entre os seus eleitores, o que torna a tarefa ainda mais difícil à luz da lógica de um sistema eleitoral de voto distrital. A segunda razão é que nem todos os países e regiões do mundo são importantes para o Congresso dos Estados Unidos. Apenas outros 20 países têm seus próprios Caucus, incluíndo Canadá, China, Indía e Israel. O fato de o Brazil Caucus ter o Presidente do Subcomitê de Hemisfério Ocidental como co-Presidente diz ainda mais, pois ele, em tese, não teria razão de demonstrar interesse por um país em particular se sua função é, justamente, trabalhar a relação dos Estados Unidos com todos os países da região. Isso, no meu entendimento, mostra o reconhecimento da importância do Brasil.

 3.       Cada vez mais, o Brasil – e, em especial, seu setor privado – tem interesse em temas que são de jurisdição exclusiva do Congresso. Cito três: o SGP, a tarifa do etanol e o Acordo para Evitar a Dupla Tributação. O Caucus tem trabalhado nisso. O Eliot Engel, o Kevin Brady e o Jim McDemortt (que é voz importantíssima no debate sobre preferencias comerciais) ajudaram o Brasil a continuar no SGP durante as renovações de 2006 e 2008. O McDermott, inclusive, solicitou estudo do GAO que foi favorável ao País, contribuindo, assim, com os nossos esforços. O Engel também co-patrocinou projetos de lei para eliminar a tarifa do etanol e para estabelecer um “framework” regional de cooperação em energia sob liderança do Brasil e dos Estados Unidos (proposta original do Senador Richard Lugar). Além disso, aprovou duas importantes resoluções sobre as relações bilaterais. Para entender o valor dessas resoluções, basta pensar que o lobby armênio gasta milhares de dólares para aprovar uma resolução que condene o genocídio pepretado pelos Turcos no início do século XX; e que bastou uma resolução do Senado (Byrd-Hagel Resolution) para bloquear a ratificação do Protocolo de Quioto pelos Estados Unidos. Isso mostra, portanto, que o País tem aliados importantes no Congresso. No Senado não existe Brazil Caucus porque a lógica de organização da Casa é diferente. Mesmo assim, temos no Senador Richard Lugar importante aliado, que não só apresentou o projeto de lei sobre energia, como uma resolução em favor da conclusão do Acordo para Evitar a Dupla Tributação. Por fim, vale lembrar que são membros do Brazil Caucus: Ray LaHood, que saiu pois virou Secretário de Transporte do governo Obama; Xavier Becerra, que foi cotado para ser USTR; James Clyburn, que é “Majority Whip” dos Democratas; Gregory Meeks, que é, cada vez mais, voz de liderança dos Democratas em matéria de política externa; além do próprio Engel e do Kevin Brady, que é “Ranking Member” no importantíssimo Subcomitê de Comércio do Comitê de “Ways & Means” da Câmara.

 4.       Por fim, creio que é importante dizer que o Caucus não foi dissolvido. Acabei de retornar de uma reunião com o Jason Steinbaum, que confirmou a escolha do Devin Nunes como novo co-Presidente Republicano. Nunes é importante, pois representa distrito da California e é membro do “Ways & Means”. Será peça-chave na nossa agenda de energia. Com isso, também, o Brasil assegura um Caucus com os “pés” nos Comitês mais importantes – “Foreign Affairs” e “Ways & Means”."

*

Leia as notas originais abaixo

*

03/04/2009 11:53 - publicado por Sérgio Dávila  [ Alterar ]   [ Excluir ]  

A propósito da "bancada brazuca"...

 

A propósito da criação da "bancada brasuca", de deputados eleitos por brasileiros que vivem no exterior, acho que vale republicar um post meu sobre uma espécie de reverso da moeda, a "bancada brasuca" que supostamente cuida dos interesses do Brasil nos EUA.

*

18/03/2009 18:42 - publicado por Sérgio Dávila  [ Alterar ]   [ Excluir ]  

Assim caminha a "bancada brasileira" no Congresso dos EUA

Até o Congresso passado, o Brasil contava com uma bancada, o Congressional Brazil Caucus. Era formada por representantes (deputados federais) norte-americanos "amigos" do Brasil --quer dizer, políticos que supostamente se interessam pelo país e que na medida do possível olham pelos interesses brasileiros no Legislativo norte-americano. Ela se reunia com o Congressional Black Caucus, e seu presidente era William J. Jefferson, democrata de Lousiana. O FBI achou um pacote com US$ 90 mil no freezer da casa do deputado, e ele acabou sendo indiciado por corrupção. Perdeu a reeleição em 2008 para um republicano, e seu sucessor natural no comando da bancada seria Eliot Engel.

Acontece que a bancada foi dissolvida na atual legislatura --faltam amigos ao país?-- e voltou a se encaixar na vala comum do Subcomitê do Hemisfério Ocidental, esse sim presidido por Eliot Engel, que já visitou o Brasil em "viagens de apuração de informação", com apssagem por hotel turístico de Manaus. E o que acontece com esse deputado democrata pelo Bronx? É acusado de ter ludibriado o Fisco norte-americano ao receber desconto de imposto por declarar que mora em Maryland, vizinho de Washington, e não em seu domicílio eleitoral nova-iorquino...

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  18/03/2009 18:42 - publicado por Sérgio Dávila  [ Alterar ]   [ Excluir ]  

Assim caminha a "bancada brasileira" no Congresso dos EUA

 

Até o Congresso passado, o Brasil contava com uma bancada, o Congressional Brazil Caucus. Era formada por representantes (deputados federais) norte-americanos "amigos" do Brasil --quer dizer, políticos que supostamente se interessam pelo país e que na medida do possível olham pelos interesses brasileiros no Legislativo norte-americano. Ela se reunia com o Congressional Black Caucus, e seu presidente era William J. Jefferson, democrata de Lousiana. O FBI achou um pacote com US$ 90 mil no freezer da casa do deputado, e ele acabou sendo indiciado por corrupção. Perdeu a reeleição em 2008 para um republicano, e seu sucessor natural no comando da bancada seria Eliot Engel.

Acontece que a bancada foi dissolvida na atual legislatura --faltam amigos ao país?-- e voltou a se encaixar na vala comum do Subcomitê do Hemisfério Ocidental, esse sim presidido por Eliot Engel, que já visitou o Brasil em "viagens de apuração de informação", com apssagem por hotel turístico de Manaus. E o que acontece com esse deputado democrata pelo Bronx? É acusado de ter ludibriado o Fisco norte-americano ao receber desconto de imposto por declarar que mora em Maryland, vizinho de Washington, e não em seu domicílio eleitoral nova-iorquino...

 

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Escrito por Sérgio Dávila às 14h12
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Obama "desmonta" Era Bush, mas falha na economia

Veja minha análise no UOL Notícias.

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h18
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A "contaminação" de Obama pela febre suína

Começou com uma chamada de Primeira Página do "La Reforma", um dos maiores diários mexicanos. "Recebe Obama; morre dias depois". Nele, o colunista de política contava da morte de Felipe Solis, que ciceroneou o presidente norte-americano pelo Museu Nacional de Antropologia local no dia 15 de abril, quando da visita do democrata à capital mexicana.

O renomado arqueólogo de 65 anos teria morrido em decorrência de "sintomas similares aos da febre suína", segundo o periódico, "horas depois" de se encontrar com Obama. A notícia da morte foi reproduzida por agências noticiosas de credibilidade, como a Associated Press. Foi o suficiente para que a blogosfera começasse a ferver com a possível "contaminação" do presidente.

Mas não era bem assim. Segundo diria ontem o porta-voz da Secretaria de Saúde mexicana, Solis morreu no dia 23 --oito dias após a passagem do norte-americano, portanto-- e de parada cardíaca, decorrência de pneumonia e da diabete contra a qual lutava havia anos; segundo a entidade, não tinha o vírus da febre suína.

No domingo, o porta-voz Robert Gibbs já havia dito que médicos atestaram que Obama estava são. Como o rumor persistisse, às 17h23 locais de segunda (18h23 de Brasília), a Casa Branca soltou declaração da Embaixada do México em Washington confirmando que Solis não morrera pela febre suína. Como não adiantasse, uma hora depois veio novo comunicado com "respostas a perguntas" sobre o caso.

À tarde, a comprovar que estava bem e disposto, Obama fez alguns arremessos na cesta de basquete da Casa Branca, assistido por alunas que o visitavam. Acertou vários lances, segundo presentes.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 18h21
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De Hollywood, jornalismo e blogs

De quando em quando, o cinema norte-americano produz um filme importante sobre jornalismo. Para ficar em apenas dois exemplos, os anos 70 tiveram "Todos os Homens do Presidente", de Alan Pakula, em que Robert Redford e Dustin Hoffman reencenavam a apuração do escândalo de Watergate. Duas décadas depois, era a vez de Ron Howard mostrar o pulso de um tabloide nova-iorquino em "The Paper".

Agora, chega às telas dos EUA "State of Play", "o estado das coisas", em tradução livre, que no Brasil se chamará "Intrigas de Estado" e tem estreia prevista para 12 de junho. É um grande filme, mais na linha "O Dossiê Pelicano" (1993, do mesmo Pakula), no sentido de que a trama policial é o fio condutor, do que de "Todos os Homens", em que a discussão política costurava a narrativa.

Mas é o tema incidental que tem chamado mais a atenção e levado jornalistas às lágrimas ao final dos 127 minutos de exibição: a importância institucional da imprensa escrita e a crise por que ela passa nos EUA, causada por um modelo de negócios que se provou equivocado e alimentada pela recessão econômica.

O argumento de "State" é de que sem repórteres com experiência e tempo para trabalhar numa história não há jornalismo digno do nome, e, sem esse, o sistema de freios e contrapesos que regula os poderes perde um componente vital.

O filme não rejeita o "novo mundo" dos blogues, por exemplo, apenas sugere que a nova mídia tem a ganhar se incorporar a consistência da velha, em vez de simplesmente a negar ou torcer por sua extinção, como é o caso de nove em cada dez blogueiros.

"State" faz isso ao reimaginar para os novos tempos a parceria Carl Bernstein-Bob Woodward, agora com um jornalista veterano (Russell Crowe) que é obrigado a se aliar a uma jovem blogueira (Rachel McAdams) para investigar uma história, que envolve um político (Ben Affleck) e uma empresa de mercenários que lembra a Blackwater. Ambos trabalham para o mesmo jornal em crise, o fictício "Washington Globe".

No final, ganham todos, a República, Hollywood e o jornalismo.



Escrito por Sérgio Dávila às 21h25
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Barack Obama deveria investigar tortura

Se não, EUA viram República das Bananas. Veja minha análise no programa semanal do UOL Notícias.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h48
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Décima-terceira capa da Time...

Se fossem todas desde que ele tomou posse, dava uma por semana. Artigo aqui (em inglês).



Escrito por Sérgio Dávila às 23h59
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"Terrorismo"? Com Obama, vira "desastre causado pelo homem"

Ouça meu podcast na Folha Online.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h10
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Quase 100 milhões já viram Susan Boyle

No YouTube. É quase o dobro de pessoas que votaram em Barack Obama.



Escrito por Sérgio Dávila às 18h43
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Os EUA torturaram

George W. Bush disse "os EUA não torturam" --e os EUA torturaram. Simples assim.

 

The Daily Show With Jon StewartM - Th 11p / 10c
We Don't Torture
thedailyshow.com
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Economic CrisisPolitical Humor


Escrito por Sérgio Dávila às 18h17
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Obama explica "Doutrina Obama" --e acha carteira

No último dia de sua primeira visita à América Latina, o presidente Barack Obama elogiou o trabalho dos médicos cubanos e sugeriu que os Estados Unidos deveriam seguir o exemplo e mandar mais do que armas à região e ao mundo como maneira de promover os interesses americanos. Disse que duvidava que dialogar com Venezuela e Cuba feriria os interesses estratégicos americanos.

Ao fazer isso, Obama definiu o "obamismo" -literalmente. Instado a enunciar o que era a Doutrina Obama, o presidente brincou com o neologismo, mas cedeu ao pedido. O importante era reconhecer que, na interação de seu país com o resto do mundo, "o poderio militar é apenas um braço".
Sob um sol inclemente, na varanda de um hotel afastado e para uma plateia de cerca de 30 jornalistas que o acompanharam no périplo, entre os quais esse blogueiro, Obama elencou os pontos de sua doutrina como se numa palestra de faculdade.

Basicamente, começou, os EUA continuam a ser o país mais poderoso e rico do mundo, mas têm de ouvir, não só falar. "Problemas que enfrentamos, como os cartéis de drogas, mudança climática, terrorismo, o que você quiser, não podem ser resolvidos por um só país", disse, distanciando-se do unilateralismo do antecessor, o republicano George W. Bush.

Segundo ponto, continuou: os EUA, em seus melhores momentos, representam um conjunto universal de valores e ideais que devem ser promovidos pelo exemplo, não pela força. "É a ideia de práticas democráticas, liberdade de expressão e religião, uma sociedade civil em que as pessoas são livres para perseguir seus sonhos", disse.

Mas outros países têm culturas e perspectivas diferentes, ponderou. Assim, "se praticamos o que pregamos e, ocasionalmente, confessamos nos ter desviado de nossos valores e ideais, isso nos fortalece e nos permite falar com mais força moral e clareza a respeito dessas questões. Os povos do mundo apreciarão se falarmos que não vamos fazer sermão, mas mostrar por meio de nossas ações os benefícios desses valores e ideais".

Como consequência de ouvir, concluiu, é preciso levar em conta interesses alheios. Esse pragmatismo, afirmou, pode mitigar o sentimento antiamericano e fazer com que a população dos países torne mais fácil para os governantes cooperarem com os EUA.

Dessa maneira, conciliatória para o mandatário das mais poderosas Forças Armadas e da maior economia do mundo, Obama conclui seu périplo de quatro dias, que se iniciou na Cidade do México, na quinta, e terminou ontem, em Port of Spain, no encerramento da 5ª Cúpula das Américas, que reuniu líderes dos 34 países da região, com exceção de Cuba.

Numa turnê que se destacou pela distensão entre os EUA e seus mais ferrenhos críticos regionais, mas notável também pela ausência de medidas concretas, o jovem presidente norte-americano passou a nova mensagem de Washington: queremos ouvir e conversar.

Em relação a Cuba, terminou por citar um dos cartões-postais do regime castrista, o trabalho de médicos cubanos na região, elogiado por dirigentes latino-americanos. "São uma lembrança para nós, nos EUA, de que se nossa única interação com muitos dos países é o combate às drogas, nossa única interação é a militar, poderemos não desenvolver as conexões que, no longo prazo, podem aumentar nossa influência."

Criticado pela oposição republicana e comentaristas conservadores nos EUA pelos contatos cordiais com o venezuelano Hugo Chávez durante a cúpula, Obama disse que não teme estender a mão a inimigos. "A ideia de que mostrarmos cortesia ou abrirmos diálogo com governos que antes eram hostis a nós seja uma demonstração de fraqueza não faz sentido", disse. "O povo americano não comprou essa ideia."

Sobre a "ameaça" Chávez, disse: "A Venezuela é um país cujo orçamento de defesa é 1/600 do dos EUA. Eles são donos da Citgo [distribuidora de combustíveis nos EUA]. É improvável que, como resultado de eu apertar as mãos ou ter uma conversa educada com o senhor Chávez, estejamos pondo em risco os interesses estratégicos dos Estados Unidos".

*

No final, antes de deixar o pódio, ele mostrou uma carteira que achou lá. Era de um assessor, Marvin Nicholson, que a deixou para evitar que o vento levasse as anotações do chefe antes que ele chegasse...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 02h59
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À América Latina, Obama dá 0,028% do dado aos bancos

Apesar da boa vontade geral em relação a Barack Obama, o democrata deixa sua primeira visita à região em meio à maior crise econômica em décadas com a promessa de investimento de US$ 196 milhões. O valor corresponde a 0,028% do pacote aprovado pelo Congresso no ano passado para auxílio das instituições financeiras, de US$ 700 bilhões.

Segundo Denis McDonough, do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, o pacote ser‘pa dividido da seguinte maneira: US$ 100 milhões vão para iniciativas de microcrédito, US$ 30 milhões irão para investimento em segurança pública no Caribe e US$ 66 milhões para a compra de novos helicópteros para ajudar no combate ao narcotráfico no México.

Indagado sobre o que esperavam os líderes da região a esse respeito, o economista-chefe da Casa Branca, Larry Summers, disse: “Primeiro, que nós sejamos bem-sucedidos [na luta contra a crise econômica], por conta de nosso peso e tamanho e impacto na economia global, mercados de exportação, remessas e o fluxo de capital para os países da região”.

Segundo, afirmou, que as promessas do G20 sejam cumpridas em relação ao FMI, que pode ter o capital disponível para empréstimos triplicado. Para Larry Summers, economista-chefe da Casa Branca, Obama é a favor do aumento do capital dessa e de outras entidades do tipo, como o regional Banco Interamericano de Desenvolvimento.


Especificamente em relação ao BID, no entanto, Obama acredita que a atual estrutura do banco já permite que se faça muito mais empréstimos do que o que vem sendo feito. De qualquer maneira, na mesma reunião, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, prometeu US$ 4 bilhões ao BID. Ou 0,57% do pacote para os bancos dos EUA.



Escrito por Sérgio Dávila às 10h21
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Observações de Port of Spain

POP STAR
Na primeira plenária com os 34 líderes presentes à Cúpula, Barack Obama enfrentou fila para posar para fotos ao lado dos membros das delegações presentes. Um deles era o cantor e ator panamenho Ruben Blades. Outro o primeiro-ministro Stephenson King, de Santa Lucia, que pediu autógrafo num livro de Obama.

 A FALTA QUE ELA FAZ
A reclamação começou no México e persistiu em Trinidad e Tobago: onde está Michelle Obama? Os locais reclamavam que, diferentemente de na viagem à Europa, há 15 dias, o norte-americano não trouxe a mulher. Segundo assessores, ela não queria emendar um segundo giro longe das duas filhas, Sasha e Malia.

 FIM DO PARAÍSO?
Segundo Larry Summers, Obama discutiu com os líderes caribenhos os chamados “paraísos fiscais” na região e a dependência de suas economias desse dinheiro estrangeiro: “O presidente entende a situação deles e está disposto a trabalhar construtivamente em transições”.

“MINIBILATERAIS”
Segundo assessores de Barack Obama, o democrata pretendia realizar “minibilaterais” com o canadense Stephen Harper, o colombiano Álvaro Uribe, o peruano Alan García, o haitiano René Préval e a chilena Michelle Bachelet. A argetina Cristina Kirchner teria reclamado por ainda não ter sido recebida

VEIAS FAMOSAS

E continua disparando na Amazon a posição entre os mais vendidos da versão em inglês do livro dado por Hugo Chávez a Barack Obama, As Veias Abertas da América Latina, classico antiimperialista de 1970 do escritor uruguaio Eduardo Galeano. Da 54.295 posição antes da divulgação da foto com o gesto, o livro passou para o atual sexto lugar, à frente até de livros da popular série vampiresca Twilight...

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h17
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Sozinha, “obamania” não vai resolver relação EUA-América Latina

Barack Obama chegou a Trinidad e Tobago sem duas de suas principais armas: o povo e Michelle Obama. Assim como no México, não há eventos com participação popular programados para a 5ª Cúpula das Américas, que termina amanhã. E a primeira-dama dos EUA optou por não emendar duas viagens longas longe das filhas, depois de oito dias na Europa.

O presidente é melhor quando fala para plateias grandes, de preferência de gente jovem, seja da nacionalidade que for. E a imagem do primeiro casal negro a habitar a Casa Branca estampado por jornais, sites e TVs do mundo inteiro faz mais pela recuperação da marca EUA no exterior do que mil discursos sobre política externa.

Nesse sentido, por sua trajetória singular e o simbolismo de sua eleição, Barack Obama encarna ele próprio o conceito de "soft power". O termo refere-se à persuasão por meio de iniciativas que não as militares, como as culturais e diplomáticas, segundo o conceito popularizado pelo acadêmico (e provável futuro embaixador no Japão) Joseph Nye.

Pesquisa de opinião pública divulgada na véspera da cúpula comprova o poder da "obamania". Segundo o levantamento do Barômetro Iberoamericano de Governabilidade, o presidente democrata é o líder mais popular dos 20 maiores países das Américas, com 85% de avaliação positiva. É seguido pelo colombiano Álvaro Uribe (74%) e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (73%).

O levantamento foi feito entre 11.954 maiores de idade de 20 países do continente, que opinaram sobre seus respectivos governos, entre os dias 15 de março e 15 de abril. Mas Obama não é popular só entre os que governa, como mostrou o curioso balé dos bastidores da cerimônia de abertura da Cúpula, na noite de anteontem.

Foi quando o venezuelano Hugo Chávez correu a mandar que postassem no site oficial do governo sua foto cumprimentando o norte-americano, de quem disse querer ser amigo, o nicaraguense Daniel Ortega saiu de seu caminho para se apresentar a ele e a argentina Christina Kirchner fez o possível para eximi-lo da culpa pelo embargo econômico imposto a Cuba pelos EUA há 47 anos.

(Segundo o levantamento do Barômetro, Ortega e Kirchner estão na lanterna da pesquisa, com respectivamente 30% e 35% de aprovação; Chávez está no time intermediário, com 61%, ao lado do mexicano Felipe Calderón, com 60%.)

Mas só a "obamania" não enche barriga, como o próprio líder começa a descobrir. E não só pelo folclórico sabão de 50 minutos que ouviu do nicaraguense Ortega, o segundo a falar do púlpito na cerimônia de abertura de sexta-feira --depois, indagado por jornalistas sobre o que tinha achado do discurso de 50 minutos, Obama respondeu: "Achei que foi um discurso de 50 minutos".

Por mais popular e conciliador que seja, e sua fala de sexta enfatizou o segundo aspecto, Obama não deixa de representar um país com histórico terrível na região, seja em intervenções explícitas, seja em apoio a golpes e ditaduras, seja ao forçar a adoção de uma cartilha econômica que em muitos casos resultou em desastre.

E parece claro que as medidas anunciadas até agora de afrouxamento das restrições a Cuba não vão ser suficientes para "zerar" a relação com o continente, como Obama espera. "Elas são boas novas para os cubanos-americanos e para algumas corporações de telecomunicações", escreveu Mark Weisbrot, do progressista Center for Economic and Policy Research, de Washington. "Mas não vão impressionar o resto do Hemisfério."

Para ele, Obama deveria adotar uma atitude em relação a Cuba, Venezuela e Bolívia tão pragmática e aberta como a que parece querer adotar em relação ao Irã e a Síria. Com uma vantagem: "Nenhum dos três países oferece a menor ameaça à segurança dos EUA".

Numa espécie de equilíbrio de anacronismos, o embargo isola os EUA entre os outros 34 países da região da mesma maneira que o fato de Cuba não ter eleições democráticas nem liberdade política diferencia o regime castrista dos outros governantes, todos eleitos democraticamente --um feito inédito na história das Cúpulas.



Escrito por Sérgio Dávila às 20h31
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Começa o degelo...

        5228016

...Ou começa mesmo? Veja minha análise no UOL Notícias.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 21h26
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O que Obama e Calderón estão jantando agora no México

- Shrimp in rooster's beak sauce with jicama, mango and coriander
- Filet of beef in molcajete sauce accompanied by a corn-leaf base
with grilled cactus-paddle strips and zucchini stuffed with squash
flower. Sauce made of green tomato, dried chilis, garlic and onion
- Dessert: a fig barrel in sapodilla sauce with a chocolate curl



Escrito por Sérgio Dávila às 00h28
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E aparece primeiro nome para "enviado especial às Américas"

 

Seria o de Christopher Dodd, atualmente senador democrata por Connecticut. O cálculo foi feito pelo jornalista Al Giordano a partir de informações que Denis McDonough, do Conselho de Segurança Nacional de Barack Obama, me deu em teleconferência sobre a criação do cargo de enviado especial às Américas, uma promessa de campanha do presidente. O roteiro:

1. Como descrito nas exigências do assessor de Obama, Dodd é uma pessoa de estatura, que tem uma relação comprovadamente boa tanto com a secretária de Estado, Hillary Clinton, como com Obama;

2. Além disso, Dodd não está bem nas pesquisas na corrida para a reeleição ao Senado em 2010. Chefe do comitê de bancos, deve ser cobrado por seu papel ativo no pacote de resgate aprovado para o mercado financeiro;

3. O senador fala espanhol fluentemente, é histórico defensor de direitos humanos na América Latina e membro veterano do comitê de Relações Exteriores do Senado. Dois coelhos com uma cajadada só, conclui Giordano: os democratas não correm o risco de perder a sua vaga em 2010 e ele ganha um prêmio de consolação de alto valor.

Digo eu: a ver.

 

 

 

 



Escrito por Sérgio Dávila às 00h12
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Em 2008, casal Obama faturou 1,5 salário mínimo por hora

Saiu a declaração de renda de Barack Obama e Michelle --era hoje o prazo do Fisco norte-americano. Resumo: o casal faturou US$ 2.656.902, pagou US$ 855.323 e doou US$ 172.050 a 37 instituições diferentes de caridade --ou 6,5% do ganho ajustado. A maior parte do dinheiro veio dos direitos autorais dos livros do presidente. Nada mal: são R$ 16 mil por dia do ano, ou R$ 667 por hora do dia.

As declarações aqui e aqui.



Escrito por Sérgio Dávila às 01h36
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Para Obama, Lula continua sendo o cara

 

Para Barack Obama, Lula continua sendo "o cara" --ou "meu chapa", "meu amigo", "meu camaradinha", como quiserem traduzir o "My man" dito pelo norte-americano no G20. Em entrevista agora à noite para a CNN em espanhol, o presidente democrata diz que "os tempos mudaram" em relação à América Latina. Dá como exemplo: "Minha relação com o presidente Lula é entre dois líderes de dois grandes países que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para seus povos e que deveriam ser parceiros." Nessa relação entre iguais, diz, "não há parceiro júnior ou parceiro sênior".

Na entrevista, Obama se recusa a criticar o venezuelano Hugo Chávez --na verdade, se recusa a criticar qualquer líder latino-americano. "Eu acho que é importante para os Estados Unidos não dizer a outros países como estruturar suas práticas democráticas e o que deveria constar de suas Constituições. Os povos desses países que devem tomar uma decisão sobre como querem estruturar seus assuntos." Especificamente sobre Chávez, ele diz que "ele é o líder de seu país e será um de vários líderes com quem me encontrarei".

Por fim, acenou com mais medidas que relaxem a relação entre EUA e Cuba, desde que o regime dos Castro se movimente. "O que esperamos é algum sinal de que vai haver mudança em como Cuba opera, [mudanças] que garantam que os prisioneiros políticos sejam soltos, que as pessoas sejam livres para se expressar, que possam viajar, escrever e ir à igreja e fazer coisas que outras pessoas do continente fazem".

*

Resumo da ópera: diferentemente de Bush, Obama começa sua primeira visita à América Latina sem pedras nas mãos. 



Escrito por Sérgio Dávila às 01h16
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