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Membro da viagem de Obama tem sintomas da gripe
Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca, mandou e-mail para os que fomos com Barack Obama para o México e Trinidad e Tobago para avisar que "um dos indíviduos que viajou à Cidade do México como apoio da delegação dos EUA que acompanhou o presidente apresentou sintomas similares aos da gripe em decorrência de seu trabalho". Segundo o porta-voz, três membros da família dessa pessoa, que não é identificada, tiverem teste positivo para o vírus tipo A da gripe --testes estão sendo feitos para checar se eles foram contaminados com a variação H1N1, a que causa a chamada gripe suína. Os familiares, escreve Gibbs, sofreram sintomas "leves a moderados", foram medicados e não precisaram se internar. "Não há nenhum relato de alguém que trabalhe no complexo da Casa Branca que tenha testado positivo para a variação do vírus no último mês", conclui. Depois Gibbs diria em coletiva que o sujeito era da equipe que acompanhou o secretário de Energia, Steve Chu, e que não viajou no Air Force One. Segundo os médicos da Casa Branca, mais abaixo no e-mail, quem viajou com o presidente teria até dez dias de prazo para manifestar os sintomas --nós saímos do México no dia 17. Quer dizer, o prazo venceu anteontem. Ainda bem: estive ontem na coletiva do presidente, no Salão Leste da Casa Branca, com outros cem jornalistas, muitos dos quais eu reconheci da viagem... * Ah, em tempo: esse não é rumor, como o do arqueólogo que morreu depois de ciceronear Obama.
Escrito por Sérgio Dávila às 18h38[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ainda a propósito da "bancada brasileira"
Escrito por Sérgio Dávila às 14h12[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama "desmonta" Era Bush, mas falha na economia
Veja minha análise no UOL Notícias.
Escrito por Sérgio Dávila às 12h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A "contaminação" de Obama pela febre suína
Começou com uma chamada de Primeira Página do "La Reforma", um dos maiores diários mexicanos. "Recebe Obama; morre dias depois". Nele, o colunista de política contava da morte de Felipe Solis, que ciceroneou o presidente norte-americano pelo Museu Nacional de Antropologia local no dia 15 de abril, quando da visita do democrata à capital mexicana. O renomado arqueólogo de 65 anos teria morrido em decorrência de "sintomas similares aos da febre suína", segundo o periódico, "horas depois" de se encontrar com Obama. A notícia da morte foi reproduzida por agências noticiosas de credibilidade, como a Associated Press. Foi o suficiente para que a blogosfera começasse a ferver com a possível "contaminação" do presidente. Mas não era bem assim. Segundo diria ontem o porta-voz da Secretaria de Saúde mexicana, Solis morreu no dia 23 --oito dias após a passagem do norte-americano, portanto-- e de parada cardíaca, decorrência de pneumonia e da diabete contra a qual lutava havia anos; segundo a entidade, não tinha o vírus da febre suína. No domingo, o porta-voz Robert Gibbs já havia dito que médicos atestaram que Obama estava são. Como o rumor persistisse, às 17h23 locais de segunda (18h23 de Brasília), a Casa Branca soltou declaração da Embaixada do México em Washington confirmando que Solis não morrera pela febre suína. Como não adiantasse, uma hora depois veio novo comunicado com "respostas a perguntas" sobre o caso. À tarde, a comprovar que estava bem e disposto, Obama fez alguns arremessos na cesta de basquete da Casa Branca, assistido por alunas que o visitavam. Acertou vários lances, segundo presentes.
Escrito por Sérgio Dávila às 18h21[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
De Hollywood, jornalismo e blogs
De quando em quando, o cinema norte-americano produz um filme importante sobre jornalismo. Para ficar em apenas dois exemplos, os anos 70 tiveram "Todos os Homens do Presidente", de Alan Pakula, em que Robert Redford e Dustin Hoffman reencenavam a apuração do escândalo de Watergate. Duas décadas depois, era a vez de Ron Howard mostrar o pulso de um tabloide nova-iorquino em "The Paper". Agora, chega às telas dos EUA "State of Play", "o estado das coisas", em tradução livre, que no Brasil se chamará "Intrigas de Estado" e tem estreia prevista para 12 de junho. É um grande filme, mais na linha "O Dossiê Pelicano" (1993, do mesmo Pakula), no sentido de que a trama policial é o fio condutor, do que de "Todos os Homens", em que a discussão política costurava a narrativa. Mas é o tema incidental que tem chamado mais a atenção e levado jornalistas às lágrimas ao final dos 127 minutos de exibição: a importância institucional da imprensa escrita e a crise por que ela passa nos EUA, causada por um modelo de negócios que se provou equivocado e alimentada pela recessão econômica. O argumento de "State" é de que sem repórteres com experiência e tempo para trabalhar numa história não há jornalismo digno do nome, e, sem esse, o sistema de freios e contrapesos que regula os poderes perde um componente vital. O filme não rejeita o "novo mundo" dos blogues, por exemplo, apenas sugere que a nova mídia tem a ganhar se incorporar a consistência da velha, em vez de simplesmente a negar ou torcer por sua extinção, como é o caso de nove em cada dez blogueiros. "State" faz isso ao reimaginar para os novos tempos a parceria Carl Bernstein-Bob Woodward, agora com um jornalista veterano (Russell Crowe) que é obrigado a se aliar a uma jovem blogueira (Rachel McAdams) para investigar uma história, que envolve um político (Ben Affleck) e uma empresa de mercenários que lembra a Blackwater. Ambos trabalham para o mesmo jornal em crise, o fictício "Washington Globe". No final, ganham todos, a República, Hollywood e o jornalismo.
Escrito por Sérgio Dávila às 21h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Barack Obama deveria investigar tortura
Se não, EUA viram República das Bananas. Veja minha análise no programa semanal do UOL Notícias.
Escrito por Sérgio Dávila às 21h48[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Décima-terceira capa da Time...
Se fossem todas desde que ele tomou posse, dava uma por semana. Artigo aqui (em inglês). Escrito por Sérgio Dávila às 23h59[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
"Terrorismo"? Com Obama, vira "desastre causado pelo homem"
Ouça meu podcast na Folha Online.
Escrito por Sérgio Dávila às 12h10[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Quase 100 milhões já viram Susan Boyle
No YouTube. É quase o dobro de pessoas que votaram em Barack Obama. Escrito por Sérgio Dávila às 18h43[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Os EUA torturaram
George W. Bush disse "os EUA não torturam" --e os EUA torturaram. Simples assim.
Escrito por Sérgio Dávila às 18h17[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Obama explica "Doutrina Obama" --e acha carteira
No último dia de sua primeira visita à América Latina, o presidente Barack Obama elogiou o trabalho dos médicos cubanos e sugeriu que os Estados Unidos deveriam seguir o exemplo e mandar mais do que armas à região e ao mundo como maneira de promover os interesses americanos. Disse que duvidava que dialogar com Venezuela e Cuba feriria os interesses estratégicos americanos. Ao fazer isso, Obama definiu o "obamismo" -literalmente. Instado a enunciar o que era a Doutrina Obama, o presidente brincou com o neologismo, mas cedeu ao pedido. O importante era reconhecer que, na interação de seu país com o resto do mundo, "o poderio militar é apenas um braço". Segundo ponto, continuou: os EUA, em seus melhores momentos, representam um conjunto universal de valores e ideais que devem ser promovidos pelo exemplo, não pela força. "É a ideia de práticas democráticas, liberdade de expressão e religião, uma sociedade civil em que as pessoas são livres para perseguir seus sonhos", disse. Mas outros países têm culturas e perspectivas diferentes, ponderou. Assim, "se praticamos o que pregamos e, ocasionalmente, confessamos nos ter desviado de nossos valores e ideais, isso nos fortalece e nos permite falar com mais força moral e clareza a respeito dessas questões. Os povos do mundo apreciarão se falarmos que não vamos fazer sermão, mas mostrar por meio de nossas ações os benefícios desses valores e ideais". Como consequência de ouvir, concluiu, é preciso levar em conta interesses alheios. Esse pragmatismo, afirmou, pode mitigar o sentimento antiamericano e fazer com que a população dos países torne mais fácil para os governantes cooperarem com os EUA. Dessa maneira, conciliatória para o mandatário das mais poderosas Forças Armadas e da maior economia do mundo, Obama conclui seu périplo de quatro dias, que se iniciou na Cidade do México, na quinta, e terminou ontem, em Port of Spain, no encerramento da 5ª Cúpula das Américas, que reuniu líderes dos 34 países da região, com exceção de Cuba. Em relação a Cuba, terminou por citar um dos cartões-postais do regime castrista, o trabalho de médicos cubanos na região, elogiado por dirigentes latino-americanos. "São uma lembrança para nós, nos EUA, de que se nossa única interação com muitos dos países é o combate às drogas, nossa única interação é a militar, poderemos não desenvolver as conexões que, no longo prazo, podem aumentar nossa influência." Criticado pela oposição republicana e comentaristas conservadores nos EUA pelos contatos cordiais com o venezuelano Hugo Chávez durante a cúpula, Obama disse que não teme estender a mão a inimigos. "A ideia de que mostrarmos cortesia ou abrirmos diálogo com governos que antes eram hostis a nós seja uma demonstração de fraqueza não faz sentido", disse. "O povo americano não comprou essa ideia." Sobre a "ameaça" Chávez, disse: "A Venezuela é um país cujo orçamento de defesa é 1/600 do dos EUA. Eles são donos da Citgo [distribuidora de combustíveis nos EUA]. É improvável que, como resultado de eu apertar as mãos ou ter uma conversa educada com o senhor Chávez, estejamos pondo em risco os interesses estratégicos dos Estados Unidos". * No final, antes de deixar o pódio, ele mostrou uma carteira que achou lá. Era de um assessor, Marvin Nicholson, que a deixou para evitar que o vento levasse as anotações do chefe antes que ele chegasse...
Escrito por Sérgio Dávila às 02h59[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
À América Latina, Obama dá 0,028% do dado aos bancos
Apesar da boa vontade geral em relação a Barack Obama, o democrata deixa sua primeira visita à região em meio à maior crise econômica em décadas com a promessa de investimento de US$ 196 milhões. O valor corresponde a 0,028% do pacote aprovado pelo Congresso no ano passado para auxílio das instituições financeiras, de US$ 700 bilhões. Segundo Denis McDonough, do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, o pacote ser‘pa dividido da seguinte maneira: US$ 100 milhões vão para iniciativas de microcrédito, US$ 30 milhões irão para investimento em segurança pública no Caribe e US$ 66 milhões para a compra de novos helicópteros para ajudar no combate ao narcotráfico no México. Indagado sobre o que esperavam os líderes da região a esse respeito, o economista-chefe da Casa Branca, Larry Summers, disse: “Primeiro, que nós sejamos bem-sucedidos [na luta contra a crise econômica], por conta de nosso peso e tamanho e impacto na economia global, mercados de exportação, remessas e o fluxo de capital para os países da região”. Segundo, afirmou, que as promessas do G20 sejam cumpridas em relação ao FMI, que pode ter o capital disponível para empréstimos triplicado. Para Larry Summers, economista-chefe da Casa Branca, Obama é a favor do aumento do capital dessa e de outras entidades do tipo, como o regional Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Escrito por Sérgio Dávila às 10h21[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Observações de Port of Spain
POP STAR A FALTA QUE ELA FAZ FIM DO PARAÍSO? “MINIBILATERAIS” VEIAS FAMOSAS E continua disparando na Amazon a posição entre os mais vendidos da versão em inglês do livro dado por Hugo Chávez a Barack Obama, As Veias Abertas da América Latina, classico antiimperialista de 1970 do escritor uruguaio Eduardo Galeano. Da 54.295 posição antes da divulgação da foto com o gesto, o livro passou para o atual sexto lugar, à frente até de livros da popular série vampiresca Twilight... ![]()
Escrito por Sérgio Dávila às 10h17[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sozinha, “obamania” não vai resolver relação EUA-América Latina
Barack Obama chegou a Trinidad e Tobago sem duas de suas principais armas: o povo e Michelle Obama. Assim como no México, não há eventos com participação popular programados para a 5ª Cúpula das Américas, que termina amanhã. E a primeira-dama dos EUA optou por não emendar duas viagens longas longe das filhas, depois de oito dias na Europa. O presidente é melhor quando fala para plateias grandes, de preferência de gente jovem, seja da nacionalidade que for. E a imagem do primeiro casal negro a habitar a Casa Branca estampado por jornais, sites e TVs do mundo inteiro faz mais pela recuperação da marca EUA no exterior do que mil discursos sobre política externa. Nesse sentido, por sua trajetória singular e o simbolismo de sua eleição, Barack Obama encarna ele próprio o conceito de "soft power". O termo refere-se à persuasão por meio de iniciativas que não as militares, como as culturais e diplomáticas, segundo o conceito popularizado pelo acadêmico (e provável futuro embaixador no Japão) Joseph Nye. Pesquisa de opinião pública divulgada na véspera da cúpula comprova o poder da "obamania". Segundo o levantamento do Barômetro Iberoamericano de Governabilidade, o presidente democrata é o líder mais popular dos 20 maiores países das Américas, com 85% de avaliação positiva. É seguido pelo colombiano Álvaro Uribe (74%) e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (73%). O levantamento foi feito entre 11.954 maiores de idade de 20 países do continente, que opinaram sobre seus respectivos governos, entre os dias 15 de março e 15 de abril. Mas Obama não é popular só entre os que governa, como mostrou o curioso balé dos bastidores da cerimônia de abertura da Cúpula, na noite de anteontem. Foi quando o venezuelano Hugo Chávez correu a mandar que postassem no site oficial do governo sua foto cumprimentando o norte-americano, de quem disse querer ser amigo, o nicaraguense Daniel Ortega saiu de seu caminho para se apresentar a ele e a argentina Christina Kirchner fez o possível para eximi-lo da culpa pelo embargo econômico imposto a Cuba pelos EUA há 47 anos. (Segundo o levantamento do Barômetro, Ortega e Kirchner estão na lanterna da pesquisa, com respectivamente 30% e 35% de aprovação; Chávez está no time intermediário, com 61%, ao lado do mexicano Felipe Calderón, com 60%.) Mas só a "obamania" não enche barriga, como o próprio líder começa a descobrir. E não só pelo folclórico sabão de 50 minutos que ouviu do nicaraguense Ortega, o segundo a falar do púlpito na cerimônia de abertura de sexta-feira --depois, indagado por jornalistas sobre o que tinha achado do discurso de 50 minutos, Obama respondeu: "Achei que foi um discurso de 50 minutos". Por mais popular e conciliador que seja, e sua fala de sexta enfatizou o segundo aspecto, Obama não deixa de representar um país com histórico terrível na região, seja em intervenções explícitas, seja em apoio a golpes e ditaduras, seja ao forçar a adoção de uma cartilha econômica que em muitos casos resultou em desastre. E parece claro que as medidas anunciadas até agora de afrouxamento das restrições a Cuba não vão ser suficientes para "zerar" a relação com o continente, como Obama espera. "Elas são boas novas para os cubanos-americanos e para algumas corporações de telecomunicações", escreveu Mark Weisbrot, do progressista Center for Economic and Policy Research, de Washington. "Mas não vão impressionar o resto do Hemisfério." Para ele, Obama deveria adotar uma atitude em relação a Cuba, Venezuela e Bolívia tão pragmática e aberta como a que parece querer adotar em relação ao Irã e a Síria. Com uma vantagem: "Nenhum dos três países oferece a menor ameaça à segurança dos EUA". Numa espécie de equilíbrio de anacronismos, o embargo isola os EUA entre os outros 34 países da região da mesma maneira que o fato de Cuba não ter eleições democráticas nem liberdade política diferencia o regime castrista dos outros governantes, todos eleitos democraticamente --um feito inédito na história das Cúpulas. Escrito por Sérgio Dávila às 20h31[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Começa o degelo...
...Ou começa mesmo? Veja minha análise no UOL Notícias.
Escrito por Sérgio Dávila às 21h26[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O que Obama e Calderón estão jantando agora no México
- Shrimp in rooster's beak sauce with jicama, mango and coriander Escrito por Sérgio Dávila às 00h28[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E aparece primeiro nome para "enviado especial às Américas"
Seria o de Christopher Dodd, atualmente senador democrata por Connecticut. O cálculo foi feito pelo jornalista Al Giordano a partir de informações que Denis McDonough, do Conselho de Segurança Nacional de Barack Obama, me deu em teleconferência sobre a criação do cargo de enviado especial às Américas, uma promessa de campanha do presidente. O roteiro: 1. Como descrito nas exigências do assessor de Obama, Dodd é uma pessoa de estatura, que tem uma relação comprovadamente boa tanto com a secretária de Estado, Hillary Clinton, como com Obama; 2. Além disso, Dodd não está bem nas pesquisas na corrida para a reeleição ao Senado em 2010. Chefe do comitê de bancos, deve ser cobrado por seu papel ativo no pacote de resgate aprovado para o mercado financeiro; 3. O senador fala espanhol fluentemente, é histórico defensor de direitos humanos na América Latina e membro veterano do comitê de Relações Exteriores do Senado. Dois coelhos com uma cajadada só, conclui Giordano: os democratas não correm o risco de perder a sua vaga em 2010 e ele ganha um prêmio de consolação de alto valor. Digo eu: a ver.
Escrito por Sérgio Dávila às 00h12[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Em 2008, casal Obama faturou 1,5 salário mínimo por hora
Saiu a declaração de renda de Barack Obama e Michelle --era hoje o prazo do Fisco norte-americano. Resumo: o casal faturou US$ 2.656.902, pagou US$ 855.323 e doou US$ 172.050 a 37 instituições diferentes de caridade --ou 6,5% do ganho ajustado. A maior parte do dinheiro veio dos direitos autorais dos livros do presidente. Nada mal: são R$ 16 mil por dia do ano, ou R$ 667 por hora do dia. Escrito por Sérgio Dávila às 01h36[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Para Obama, Lula continua sendo o cara
Para Barack Obama, Lula continua sendo "o cara" --ou "meu chapa", "meu amigo", "meu camaradinha", como quiserem traduzir o "My man" dito pelo norte-americano no G20. Em entrevista agora à noite para a CNN em espanhol, o presidente democrata diz que "os tempos mudaram" em relação à América Latina. Dá como exemplo: "Minha relação com o presidente Lula é entre dois líderes de dois grandes países que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para seus povos e que deveriam ser parceiros." Nessa relação entre iguais, diz, "não há parceiro júnior ou parceiro sênior". Na entrevista, Obama se recusa a criticar o venezuelano Hugo Chávez --na verdade, se recusa a criticar qualquer líder latino-americano. "Eu acho que é importante para os Estados Unidos não dizer a outros países como estruturar suas práticas democráticas e o que deveria constar de suas Constituições. Os povos desses países que devem tomar uma decisão sobre como querem estruturar seus assuntos." Especificamente sobre Chávez, ele diz que "ele é o líder de seu país e será um de vários líderes com quem me encontrarei". Por fim, acenou com mais medidas que relaxem a relação entre EUA e Cuba, desde que o regime dos Castro se movimente. "O que esperamos é algum sinal de que vai haver mudança em como Cuba opera, [mudanças] que garantam que os prisioneiros políticos sejam soltos, que as pessoas sejam livres para se expressar, que possam viajar, escrever e ir à igreja e fazer coisas que outras pessoas do continente fazem". * Resumo da ópera: diferentemente de Bush, Obama começa sua primeira visita à América Latina sem pedras nas mãos. Escrito por Sérgio Dávila às 01h16[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem] | |||||||||||||||||||||||