EUA, Washington, homem, de 36 a 45 anos, português, inglês, espanhol e francês

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A quem pertencem os pertences de John Lennon?

Ao longo dos anos, o British National Health Service, o equivalente do nosso Ministério da Saúde, distribuiu milhões de óculos de aros redondos à comunidade de baixa renda britânica. Um par deles foi parar no rosto do garoto John Winston Lennon e, de lá, ganhou fama mundial. Na noite de 8 de dezembro de 1980, Yoko, mulher do ex-Beatle, recebeu um saco de papelão com o selo "pertences do paciente".

Foi entregue pelos enfermeiros do St. Luke's-Roosevelt Hospital Center, em Nova York. Dentro estava tudo o que levava o músico, que acabara de morrer depois de sofrer quatro disparos na porta do edifício em que o casal morava, em Manhattan. Entre objetos e roupas, um par de óculos simples de aro redondo parecido com o que Lennon tinha quando criança e cujas variações usou a vida inteira. Manchado de sangue.

Depois de algum tempo, Yoko fotografou os óculos, ainda sujos, aparados na janela de seu apartamento. Virou capa de seu disco do ano seguinte, "Season of Glass", em que o objeto aparece ao lado de um copo cheio até a metade (ou metade vazio, dependendo de seu estado de espírito). Virou também campanha pelo desarmamento encampada até hoje por ela.

O pôster com os óculos e o número de pessoas assassinadas nos EUA a tiro desde que John Lennon morreu -mais de 932 mil- estão na exposição "John Lennon - The New York Years". A mostra ocupa uma sala no anexo nova-iorquino do Rock and Roll Hall of Fame and Museum, baseado em Ohio, que abriu um puxadinho no SoHo.

Retangular e pintada de branco, do tamanho de um bom restaurante, a galeria reúne objetos, letras, filmes e fotos do ex-Beatle na década em que viveu na cidade. O subtítulo é "The New York Years", os anos de Nova York, mas poderia ser "The Yoko Years", já que a viúva é a curadora não só no título -o dedo dela está por toda a parte, garantindo que o visitante saiba que "Imagine", de 1971, foi parcialmente inspirada numa coleção de poemas publicados por ela nos anos 60, ou veja seus vídeos-performance.

Há a guitarra Telecaster que Lennon usou em sua última apresentação pública, no show de Elton John no Madison Square Garden, em 1974. Há o "green card" que o músico, já rebatizado de John Winston Ono Lennon, recebeu do governo dos EUA depois de uma batalha de quatro anos, em que quase foi deportado do país, suspeita-se que por motivos políticos alimentados pelo FBI de Edgard Hoover e pela Casa Branca de Richard Nixon.

Tem o manuscrito de "New York City" e, entre outros, o de "Whatever Gets You Thru the Night", que na verdade ele escreveu num intervalo dos "New York Years", quando se separou temporariamente de Yoko e foi morar em Los Angeles com May Pang, ex-assistente dela que virou amante de John por sugestão da própria mulher do ex-Beatle.

Você passa por tudo adiando o encontro final: o saco de papelão. Está na última parede, embrulhado por um plástico, colocado atrás de um vidro. As pessoas param e olham longos minutos, meditativas. Dentro, estão os últimos objetos a tocar John Lennon antes de ele virar pó.



Escrito por Sérgio Dávila às 16h16
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Dillinger e o vácuo existencial dos Anos 30

Num momento em que a sociedade norte-americana sofre da doença da "hipercelebrização" de seus pares e que banqueiros e congêneres sofrem da vilificação derivada da crise econômica, vem mais que a calhar a estreia de "Inimigos Públicos".

 
O filme, do diretor Michael Mann a partir de um livro do jornalista econômico Bryan Burrough ("Barbarians at the Gates", sobre a ascensão e queda da gigante do alimento RJR Nabisco, e "The Big Rich", sobre os milionários texanos do petróleo), conta a história principalmente do bandido-celebridade John Dillinger (1903-1934), o bonitão que se inspirava em filmes para realizar seus assaltos a bancos.


Mas é também o retrato de uma época, os EUA pós-crise de 1929, em que a opinião pública se voltava contra os donos do dinheiro e romantizava os chamados "inimigos públicos", a gangue de assaltantes de bancos que floresceu nos anos da Depressão, gente como o próprio Dillinger, mas também Pretty Boy Flloyd, Baby Face Nelson (ambos retratados no filme), Ma Barker e a dupla Bonnie & Clyde.


Conta ainda a luta do polêmico J. Edgar Hoover (Billy Crudup, perfeito) para criar a primeira polícia verdadeiramente federal dos EUA (a infância do FBI), e a obsessão de um agente, Melvin Purvis (Christian Bale, o Batman, em atuação contida), pela captura de Dillinger, de longe o mais midiático do grupo.
Completa o time a francesa Marion Cotillard, como a guardadora de casacos Billie Frechette que se apaixona por e vira a namorada de Dillinger.


Nas mãos de um diretor inábil com um elenco pálido, tantas tramas paralelas se perderiam num emaranhado sem sentido. Não é o caso de Mann e seu time. Desde "Miami Vice" (2006), "Colateral" (2004) e principalmente seu melhor filme, "Heat" (1994), em que juntou pela primeira vez na tela Al Pacino e Robert DeNiro, ele vem se tornando o "cineasta do crime" por excelência.


Vem se tornando também um dos diretores cujo uso da cor na composição dos filmes mais se distingue, o que já era evidente em "Vice", em que Miami está mais para Gotham City do que para paraíso tropical, e se destaca também em "Inimigos Públicos", com uma palheta que lembra a de Edward Munch em "O Grito". Com a anotação importante de que o longa é um produto digital -quer dizer, sem película.

Na estreia nos EUA, críticos disseram não perceber o propósito do diretor. Esse blogueiro pensa que o vácuo é proposital, pois estava no centro da vida e da série de assaltos que celebrizaram Dillinger e seu bando em primeiro lugar.

Johnny Depp no filme e, abaixo, o cartaz de "procura-se" do Dillinger original

 



Escrito por Sérgio Dávila às 12h25
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Teoria da conspiração lunar também faz 40 anos

Em parte alimentada pelo desleixo da Nasa. Veja minha análise no UOL Notícias.

 



Escrito por Sérgio Dávila às 10h36
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